Autor: REDAÇÃO

  • TJ-RJ negou tentativa de retomada do caso 'rachadinha' contra Flávio Bolsonaro

    TJ-RJ negou tentativa de retomada do caso 'rachadinha' contra Flávio Bolsonaro

    Ministério Público buscava pela 3ª vez quebra de sigilos do senador, mas pedido foi negado pela Justiça do Rio de

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou, no ano passado, uma nova tentativa de retomada das investigações sobre o caso da “rachadinha” no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

    Em setembro, a 2ª Câmara de Direito Público rejeitou um recurso do Ministério Público para realizar uma nova quebra de sigilo bancário e fiscal do senador.

    O processo corre sob segredo de Justiça. Segundo a reportagem apurou, o pedido havia sido feito junto com uma ação civil pública por improbidade administrativa proposta contra oito ex-assessores de Flávio na Alerj, entre eles Fabrício Queiroz, PM apontado como operador do esquema.

    Os desembargadores entenderam que Flávio deveria ser incluído no pólo passivo da ação para ser alvo da medida. Contudo, como o procedimento cível da Promotoria contra o senador já foi arquivado no fim de 2024, essa mudança dificilmente ocorrerá.

    Em nota, o senador, que hoje é pré-candidato à Presidência, afirma que teve “suas contas devassadas e a vida revirada” sem que nenhuma irregularidade fosse encontrada.

    “As investigações são prova irrefutável da honestidade de Flávio Bolsonaro. Ao contrário de Lula, que foi condenado por nove juízes diferentes. Atualmente, não existe qualquer inquérito que acuse ou investigue Flávio Bolsonaro por ilícito ou malversação”, diz a assessoria do senador, em nota.

    A nova tentativa de quebra de sigilo do senador foi feita em 2023, pouco antes da prescrição da possível improbidade administrativa no caso -intervalo de cinco anos após o fim do mandato em que a suposta irregularidade foi cometida, prazo que a Promotoria tem para propor ação civil pública.

    Na ocasião, o Ministério Público apresentou uma ação civil pública contra Queiroz e mais sete ex-funcionários do senador na Alerj. Ela teve como base principal o primeiro relatório do Coaf que apontava as movimentações suspeitas nas contas de Queiroz, origem de todo o caso. Essa foi a única prova não anulada por decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do STF (Supremo Tribunal Federal) contra a investigação criminal.

    Ao oferecer essa ação, o Ministério Público pediu também a quebra de sigilo de Flávio, a fim de ampliar as investigações sobre as transações. A avaliação foi de que, apenas com o relatório do Coaf, não era possível incluir o senador entre os acusados, já que o documento não aponta qualquer movimentação financeira dele.

    Na primeira instância, o entendimento foi de que a quebra de sigilo de Flávio só poderia ocorrer se ele fosse parte do processo. O Ministério Público recorreu da decisão, mas perdeu em setembro passado.

    No período entre as decisões de primeira e segunda instâncias, o Conselho Superior do MP-RJ arquivou o procedimento cível contra Flávio. O colegiado entendeu que a quebra de sigilo negada era imprescindível para o avanço da investigação e que, passados cinco anos do fim do mandato de deputado estadual de Flávio, o caso já estaria prescrito em relação a ele.

    Agora, cabe à Promotoria avaliar se mantém a ação proposta apenas contra Queiroz e os ex-assessores de Flávio.

    Essa não foi a primeira vez que o MP-RJ tenta reativar o caso da “rachadinha” após a anulação das provas obtidas contra o senador.

    Como a Folha de S.Paulo revelou em 2021, a Promotoria solicitou quebra de sigilo de Flávio e 38 ex-funcionários e empresas no âmbito deste mesmo procedimento cível. A medida, chamada de produção antecipada de prova, também foi negada na primeira e segunda instâncias da Justiça do Rio de Janeiro.

    As medidas visavam reconstituir as provas obtidas no procedimento criminal que embasaram a denúncia contra Flávio em novembro de 2020 sob acusação de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. Ele foi apontado como o responsável pelo desvio de R$ 6,1 milhões dos cofres públicos por meio de um esquema que recolhia parte do salário de seus ex-funcionários em benefício próprio -prática conhecida como “rachadinha”.

    O STJ anulou todas as decisões do juiz Flávio Itabaiana, que determinou a quebra de sigilo de Flávio e seus ex-funcionários. O entendimento foi que o senador deveria ser julgado pelo órgão especial do TJ-RJ, foro especial de deputados estaduais, cargo que ele ocupava à época dos fatos investigados.

    Posteriormente, o STF invalidou todas as provas colhidas pelo MP-RJ ao longo do procedimento.

    Com essas decisões, o próprio Ministério Público solicitou a retirada da denúncia, já que as provas que fundamentaram a acusação haviam sido anuladas. O órgão especial rejeitou a denúncia em maio de 2022.

    A Procuradoria-Geral de Justiça recorreu contra a forma como o arquivamento foi realizado, por entender que a decisão impedia a reabertura do caso. No ano passado, o ministro Gilmar Mendes negou esse recurso, impondo o fim das apurações criminais do caso.

    TJ-RJ negou tentativa de retomada do caso 'rachadinha' contra Flávio Bolsonaro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Dinâmica da semana tem anjo e monstro emparedando uma pessoa em consenso

    Dinâmica da semana tem anjo e monstro emparedando uma pessoa em consenso

    A oitava liderança ainda será em dupla, com consenso em todas as decisões; domingo à noite terá até três participantes imunizados, um deles sendo Breno Corã

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A semana no BBB 26 (Globo) começou de um jeito diferente com uma prova do líder disputada em duplas nesta quinta-feira (5). Os vencedores da disputa de resistência devem decidir tudo em consenso. Além disso, o anjo da semana precisará se juntar ao monstro para emparedar outro brother.

    Não há tempo limite para o final da prova do líder e, caso ainda haja jogadores na disputa durante o programa ao vivo de sexta-feira, eles continuarão lutando pelo reinado até que a última dupla desista.

    No sábado durante o dia, acontece a prova do anjo, que terá uma novidade. O vencedor da disputa deverá, como de costume, escolher um rival para cumprir o castigo do monstro.

    O castigado, porém, deve se juntar ao seu algoz e, juntos, ambos enviam uma terceira pessoa ao paredão. Caso a dupla não chegue a um consenso, ambos serão enviados para a berlinda.

    No domingo à noite, a casa terá de duas a três pessoas imunizadas. Além de Breno Corã, que ganhou a imunidade após participar do paredão falso, o anjo poderá imunizar uma pessoa a mais. Como acontece desde o começo da temporada, ele deve escolher entre a imunidade extra e o vídeo da família.

    O líder deve indicar um jogador ao paredão e a casa elege outro participante. A pessoa mais votada pela casa terá direito a um contragolpe. Jogam o bate e volta o emparedado pelo anjo e monstro (ou as duas pessoas, caso não entrem em consenso), o emparedado pela casa e o contragolpe dele.

    Dependendo da configuração, uma ou duas pessoas podem ser salvas pela dinâmica e, ao fim, será formado um paredão triplo.

     

    Dinâmica da semana tem anjo e monstro emparedando uma pessoa em consenso

  • As teclas "F" e "J" do teclado são diferentes. Já pensou porquê?

    As teclas "F" e "J" do teclado são diferentes. Já pensou porquê?

    Há (pelo menos) duas teclas no seu teclado que têm pequenas saliências. Caso tenha reparado neste detalhe, é possível que não saiba que esta caraterística tem um propósito muito claro e útil

    Mesmo com todos os avanços tecnológicos que estamos vendo nos computadores nos últimos anos, há certos detalhes que não mudam e assim é pela conveniência. Um destes detalhes é a saliência nas teclas “F” e “J”, que se encontram em todos os teclados.

    Tenha ou não reparado nesta particularidade, pode se dar o caso de já se ter perguntado sobre o motivo que leva todas as fabricantes de computadores portáteis e de teclados a adotar esta “convenção” e a verdade é que tem uma razão de ser.

    Segundo o site BGR, a saliência nestas duas teclas é uma funcionalidade de design que ajuda os usuários a saberem onde têm os dedos posicionados sem terem de olhar para o teclado. Ao colocar os dedos no teclado e instintivamente saberem, os usuários mais experientes no uso do teclado podem acelerar o processo de escrita sem terem de estar constantemente alternando entre o teclado e a tela enquanto escrevem.

    Quanto ao motivo de serem o “F” e “J” a terem esta saliência, é bastante simples e está relacionado com a posição central destas teclas, um motivo que também explica o fato de o “5”, no teclado numérico da parte direita do dispositivo, também ser o único número com esta saliência.

    Ao colocar o dedo no teclado numérico, é possível ao usuário saber de imediato que tem o dedo pousado na tecla “5” e que números estão à volta sem ter de olhar para a tela do computador.

    As teclas "F" e "J" do teclado são diferentes. Já pensou porquê?

  • PGR pede arquivamento de investigação sobre joias de Bolsonaro

    PGR pede arquivamento de investigação sobre joias de Bolsonaro

    Paulo Gonet cita ausência de normas sobre o tema e decisões conflitantes por parte de órgãos de controle externo -ao longo dos últimos anos, o TCU (Tribunal de Contas da União) publicou uma série de acórdãos sobre o assunto

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) o arquivamento da investigação sobre as joias árabes recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    A manifestação de Gonet cita ausência de normas sobre o tema e decisões conflitantes por parte de órgãos de controle externo -ao longo dos últimos anos, o TCU (Tribunal de Contas da União) publicou uma série de acórdãos sobre o assunto.

    “Não existe normação, por via de lei em sentido formal, sobre a destinação e a dominialidade de presentes recebidos pelo presidente da República de autoridades estrangeiras”, diz o documento submetido pelo PGR ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro Alexandre de Moraes.

    “Não há norma de lei que defina, com a clareza e abrangência imposta pelas exigências da segurança jurídica, o regime jurídico aplicável a esses bens.”

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, as investigações sobre as joias presenteadas pela Arábia Saudita a Bolsonaro tramitavam em ritmo lento em todas as frentes de apuração -criminal, administrativa e fiscal.

    O caso remonta a 2021, quando um conjunto composto por seis itens -relógio, caneta, anel, par de abotoaduras e rosário, todos da marca suíça Chopard- entrou no Brasil sem ser declarado nem detectado pelas autoridades brasileiras.

    Na mesma ocasião, um assessor do então ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) foi flagrado no Aeroporto Internacional de Guarulhos com outro kit de joias, que acabou apreendido pela Receita Federal.

    O estojo que passou despercebido foi entregue a Bolsonaro, que tentou vender as joias no exterior. Os bens foram avaliados pela PF em mais de R$ 6,8 milhões.

    O episódio gerou um procedimento no TCU (Tribunal de Contas da União), uma apuração aduaneira e uma investigação penal, na qual o ex-presidente foi indiciado perante o STF (Supremo Tribunal Federal). Desde que Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal, em julho de 2024, não havia novidades no caso.

    Como a Folha de S. Paulo mostrou em fevereiro, a Receita Federal pediu que as joias apreendidas no âmbito da investigação fossem transferidas para a sua responsabilidade, para que tenha início o procedimento fiscal de perdimento dos bens.

    A decisão caberá ao ministro Alexandre de Moraes. O perdimento dos bens pode resultar na transferência de propriedade para a União, de forma definitiva.

    As joias presenteadas estão depositadas em uma agência da Caixa Econômica Federal em Brasília. A Receita diz que não precisa da posse física, apenas da atribuição da custódia, para “possibilitar a adoção das medidas aduaneiras e tributárias cabíveis”.

    PGR pede arquivamento de investigação sobre joias de Bolsonaro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Quatro homens são presos em Londres por suspeita de espionagem para o Irã

    Quatro homens são presos em Londres por suspeita de espionagem para o Irã

    Prisão dos suspeitos aconteceu nesta sexta-feira, dia 6 de março; os acusados são quatro homens de 40, 55, 52 e 22 anos, detidos nas áreas de Barnet, Watford e Harrow

    Quatro pessoas forem presas no Reino Unido no desdobramento de uma operação de Segurança Nacional, informa a Polícia Metropolitana de Londres em um comunicado ao ‘Notícias ao Minuto’.

    A força policial destaca que os quatro homens foram presos na manhã desta sexta-feira, dia 6 de março, por suspeitas de auxiliarem um serviço de inteligência estrangeiro, em violação ao artigo 3.º da Lei de Segurança Nacional de 2023. “O país a que se refere a investigação é o Irã”, diz o comunicado.

    A investigação diz respeito à suspeita de vigilância de locais e indivíduos ligados à comunidade judaica na área de Londres e os suspeitos são quatro homens de 40, 55, 52 e 22 anos, detidos nas áreas de Barnet, Watford e Harrow. Um dos suspeitos tem nacionalidade iraniana enquanto os outros têm dupla nacionalidade iraniana e britânica.

    Outros seis homens de 29, 39, 42, 49 e dois de 20 anos também foram detidos por se suspeitar serem cúmplices dos quatro primeiros.

    “As prisões de hoje fazem parte de uma investigação de longa data e do nosso trabalho contínuo para impedir atividades maliciosas”, afirma Helen Flanagan, chefe da Polícia Antiterrorista de Londres, fazendo depois um apelo: “Compreendemos que o público possa estar preocupado, em particular a comunidade judaica, e, como sempre, peço que permaneçam vigilantes e, se virem ou ouvirem algo que os preocupe, entrem em contato conosco”.

    Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

     

     

    Quatro homens são presos em Londres por suspeita de espionagem para o Irã

  • Guerra no Irã já começa a impactar preço dos combustíveis no país

    Guerra no Irã já começa a impactar preço dos combustíveis no país

    Postos em vários estados relatam reajustes sob o argumento de que cotações internacionais dispararam; principal fornecedora do país, Petrobras ainda não mexeu nos preços de venda em suas refinarias

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Embora a Petrobras ainda não tenha anunciado reajustes, os preços dos combustíveis no país já começam a ser impactados pela guerra no Irã. Distribuidoras e a maior refinaria privada brasileira começaram a repassar a alta de custos aos clientes.

    As distribuidoras dizem que a escalada das cotações internacionais do produto encareceu as importações e vêm elevando os preços de venda aos postos. Com mercado concentrado no Nordeste, a refinaria de Mataripe promoveu dois reajustes no diesel e um na gasolina após o início do conflito.

    A reportagem apurou que postos de ao menos quatro estados -Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná- estão pagando mais caros pelos combustíveis e, como consequência, subirão o preço ao consumidor final.

    Sindicatos de revendedores evitam falar em valores, mas um dono de postos na capital paulista disse que tem recebido diesel R$ 0,26 por litro mais caro desde o início da semana. O Paranapetro, que representa os postos do Paraná, fala em “alta expressiva”.

    “As atacadistas argumentam que também adquirem o derivado de importadoras”, disse em nota o sindicato de postos do Rio de Janeiro. “Estas, segundo as companhias, já estão aumentando os preços em razão da guerra em curso no Oriente Médio”, completa.

    Em um comunicado recebido por um revendedor mineiro, a Ipiranga diz que, “devido à escalada dos eventos externos que acarretaram em alta nos preços do petróleo e derivados, informamos que haverá reajuste no diesel e na gasolina a partir de 4 de março”.

    Em nota enviada à reportagem, a Ipiranga diz que os custos do setor de combustíveis são influenciados por diversos fatores.

    “No caso do diesel, por exemplo, uma dessas influências é que cerca de 30% do volume consumido no país é importado”, afirmou. “Diante desse contexto, a empresa acompanha continuamente as condições de mercado e pode realizar ajustes comerciais”.

    “As distribuidoras costumam repassar as altas com grande agilidade para os postos. Já no caso das baixas, demoram ou não repassam na íntegra”, questionou o Paranapetro. Raízen e Vibra, as outras duas grandes empresas do setor, não quiseram comentar o assunto.

    A Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) alertou nesta quinta que as defasagens dos preços dos combustíveis em relação ao mercado internacional atingiram níveis recordes e defendeu repasses ao consumidor interno.

    Na abertura do mercado, o preço do diesel nas refinarias brasileiras estava R$ 1,51 por litro mais barato do que a paridade de importação medida pela entidade. No caso da gasolina, a diferença era de R$ 0,42 por litro em média no mercado e de R$ 0,47 por litro nas refinarias da Petrobras.

    “O acompanhamento dos preços dos combustíveis no mercado nacional aos preços do mercado internacional é recomendável para mitigar riscos de desabastecimento e desalinhamento dos fluxos logísticos existentes na cadeia de suprimentos”, afirmou.

    A Petrobras diz que segue avaliando o cenário e que só promove reajustes quando os preços do petróleo se estabilizam em novos patamares. Nesta quinta, o petróleo segue em alta. Por volta das 15h, a cotação do Brent subia cerca de 4% e se aproximava dos US$ 85 por barril.

    Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o diesel importado correspondeu a 27,35% das vendas do combustível no país em 2025. A Petrobras foi responsável por 47,7% das importações, enquanto empresas privadas compraram o restante.

    Guerra no Irã já começa a impactar preço dos combustíveis no país

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Novo regulamento atrai montadoras, exige mais dos pilotos e abre nova era na F1

    Novo regulamento atrai montadoras, exige mais dos pilotos e abre nova era na F1

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A F1 inicia 2026 diante de uma ruptura técnica rara: aerodinâmica e motores mudam ao mesmo tempo, algo que não ocorria há 12 anos.

    A combinação amplia a margem de incerteza e altera a forma de correr. “Agora é como jogar xadrez. Você não pensa na próxima jogada, pensa duas à frente”, disse à reportagem o engenheiro Pat Symonds, consultor executivo da Cadillac F1 Team e um dos nomes mais influentes da categoria desde os anos 1990.

    A própria Cadillac simboliza essa nova fase. A equipe americana estreia como a 11ª do grid, com Sergio Pérez e Valtteri Bottas, atraída pelo regulamento que reformula as unidades de potência e amplia o peso da eletrificação -quase 50% da potência passa a ser elétrica. Para a marca de luxo da General Motors, o projeto também funciona como vitrine tecnológica para seus carros de rua.

    O mesmo movimento explica a entrada do Grupo Volkswagen. Por meio da Audi F1 Team e com os pilotos Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg, a companhia assumiu o controle da Sauber, rebatizada para 2026, e passa a operar como equipe de fábrica em um campeonato que volta a seduzir grandes montadoras.

    A temporada começa neste fim de semana, com o GP da Austrália, que abre oficialmente o novo ciclo técnico da categoria. A largada será na madrugada de sábado (7) para domingo (8), à 1h (de Brasília).

    Além da eletrificação ampliada, a categoria abandona soluções pouco transferíveis à indústria, como o MGU-H, sistema que recuperava energia térmica, mas era caro e complexo para aplicação em carros de passeio. Permanece apenas o MGU-K, que recupera energia cinética.

    “A gestão da bateria nunca foi muito difícil no passado, mas agora é”, afirma Symonds. “Extrair o máximo da unidade de potência é o maior desafio.”

    Com isso, a F1 passa a operar em uma lógica energética mais próxima dos híbridos atuais, reforçada pelo uso obrigatório de combustíveis 100% sustentáveis.

    Embora o equilíbrio entre fabricantes tenha marcado os últimos anos, mudanças dessa magnitude costumam abrir espaço para hegemonias. Em 2014, com a introdução dos híbridos, a Mercedes iniciou uma sequência de oito títulos consecutivos.

    Largar na frente em um novo ciclo, portanto, é decisivo. A disputa começou ainda no desenvolvimento. Nos testes de pré-temporada, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) precisou intervir após divergências sobre a taxa de compressão dos motores. Rivais acusaram a Mercedes de explorar uma brecha para cumprir o limite com o motor frio, mas operar com taxa maior, e mais potência, quando quente.

    Além da própria Mercedes, McLaren, Alpine e Williams usam seus motores. Ferrari (Haas, Cadillac e a própria Ferrari), Honda (Aston Martin), Audi e Red Bull Powertrains Ford (Red Bull e Racing Bull) completam o grupo de fornecedoras. A partir de 2029, a GM promete estrear seu próprio motor na Cadillac.

    Como compromisso para 2026, a FIA determinou que a taxa de compressão será medida com o motor frio e também a 130°C a partir de 1º de junho. Em 2027, a verificação passará a ser feita apenas com o motor quente.

    A busca por eficiência tornou-se eixo central das estratégias de corrida e explica a disputa por qualquer vantagem.

    A divisão quase igual entre combustão e bateria também altera o comportamento dos pilotos. Para aproveitar a energia extra, a F1 substituiu o DRS pelo MOM (Manual Override Mode), o “modo ultrapassagem”, que libera potência adicional do motor elétrico quando o piloto decide atacar ou defender posição.

    O DRS abria a asa traseira para reduzir arrasto e facilitar ultrapassagens. O MOM, ao contrário, exige gestão ativa da energia ao longo da volta, transferindo parte da decisão estratégica para o piloto.

    A mudança está alinhada ao objetivo do regulamento. “A FIA fez bastante trabalho para permitir que os carros voltem a se seguir mais de perto, algo que tinha sido perdido entre 2022 e 2025”, disse Symonds.

    Piloto de testes da Cadillac, Pietro Fittipaldi afirma que o novo pacote pode reforçar essa proposta. Segundo ele, os carros terão menos carga aerodinâmica e serão mais difíceis de controlar. “Isso pode criar situações mais interessantes para quem está assistindo”, afirmou. “Se os carros conseguirem andar mais próximos, a tendência é termos mais ultrapassagens e mais disputas diretas.”

    Para usar o novo recurso, porém, será preciso recuperar energia ao longo da volta, muitas vezes tirando o pé do acelerador ou freando para acionar o MGU-K. “A estratégia de usar energia vai afetar muito a pilotagem, e um piloto mais eficiente pode ter vantagem”, diz Fittipaldi.

    Por isso, a palavra “integração” domina o discurso técnico da pré-temporada, com a forma como motor e a aerodinâmica funcionarão como um conjunto. Equipes de fábrica tendem a levar vantagem, pois conhecem as dimensões exatas de seus motores e podem integrá-los de forma mais precisa ao chassi.

    Assim, 2026 é tratado como um recomeço para a F1, um ciclo em que os motores voltam ao centro da disputa.

    Novo regulamento atrai montadoras, exige mais dos pilotos e abre nova era na F1

  • Primeira Turma do STF tem unanimidade para manter Bolsonaro na Papudinha

    Primeira Turma do STF tem unanimidade para manter Bolsonaro na Papudinha

    Defesa pede prisão domiciliar citando as condições de saúde do ex-presidente; referendando decisão anterior, Moraes diz que instalações do presídio são suficientes

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) manteve nesta quinta-feira (5) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

    Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia acompanharam o voto de Alexandre de Moraes.

    Na segunda-feira (2), o relator já havia negado o pedido de prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro, apontando que o presídio tem estrutura suficiente para suprir as necessidades médicas do ex-presidente.

    O julgamento em plenário virtual se encerra nesta quinta-feira (5) e ocorre na Primeira Turma do STF, que depois da mudança de Luiz Fux para a Segunda Turma ficou com quatro ministros.

    A defesa do ex-presidente pede que o STF conceda a prisão domiciliar em caráter humanitário, considerando que Bolsonaro enfrentou uma série de procedimentos médicos e problemas de saúde nos últimos anos.

    Mais recentemente, o político teve crise de soluços e caiu dentro da cela na Superintendência da Polícia Federal. Anteriormente, passou por cirurgias de correção de hérnia inguinal e desobstrução do intestino -o quadro é consequência do atentado a faca durante a campanha eleitoral de 2018.

    Na decisão de segunda, Moraes aponta que Bolsonaro recebeu 144 atendimentos médicos na Papudinha entre 15 de janeiro e 27 de fevereiro. Também cita 13 sessões de fisioterapia, 33 sessões de atividades físicas e “visitas permanentes” de familiares sem necessidade de autorização judicial.

    Moraes traz à decisão o resultado de uma perícia médica da PF que nega quadro de depressão, aponta boas condições neurológicas, melhora no sono, e quadro clínico geral estável do ex-presidente. O laudo diz que, embora o quadro de saúde seja complexo, as condições de Bolsonaro não demandam cuidados em nível hospitalar.

    Por último, o ministro alude ao episódio em que Bolsonaro queimou com um ferro de solda sua tornozeleira eletrônica. “Desse modo, não se verifica a presença dos requisitos excepcionais para a concessão de prisão domiciliar humanitária, em face do descumprimento das medidas cautelares, dos atos concretos de tentativa de fuga e […] do resultado da perícia médica oficial.”

    Primeira Turma do STF tem unanimidade para manter Bolsonaro na Papudinha

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Trump quer estar envolvido na escolha do novo líder do Irã

    Trump quer estar envolvido na escolha do novo líder do Irã

    Donal Trump revelou querer estar envolvido na escolha do próximo líder do Irã, tal como fez na Venezuela. Rejeitou também a ideia do filho de Ali Khamenei, morto no fim de semana, ser o principal sucessor para o lugar do pai

    O presidente dos Estados Unidos revelou, esta quinta-feira (5), em uma conversa telefônica com o jornal Axios, que precisa de estar pessoalmente envolvido na escolha do próximo líder do Irã.

    “Estão perdendo tempo. O filho de Khamenei é um peso pluma. Preciso de estar envolvido na nomeação, assim como fiz com Delcy (Rodriguez) na Venezuela”, referiu na conversa que teria durado oito minutos. Vale lembrar que Mojtaba Khamenei emergiu como o principal candidato a suceder ao pai como líder supremo do Irã, após anos dedicados a forjar laços estreitos com a elite da Guarda Revolucionária e a construir influência no clero.

    “O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã”, disse Trump.

    Já à agência Reuters, repetiu a ideia, acrescentando: “queremos participar no processo de escolha da pessoa que vai liderar o Irã no futuro. Não precisamos estar repetindo isto a cada cinco anos… Alguém que seja ótimo para o povo, ótimo para o país”, disse, assumindo que ainda é muito cedo no processo.

    Ali Khamenei, líder supremo do Irã, governava o país desde 1989 quando foi morto em um bombardeamento, sábado, no início da ofensiva israelo-americana. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a liderança do país e ainda não foi anunciado um sucessor.

    O Irã encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

    Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

    Trump quer estar envolvido na escolha do novo líder do Irã

  • MPF abre investigação para apurar possíveis práticas de tortura no BBB 26

    MPF abre investigação para apurar possíveis práticas de tortura no BBB 26

    Investigação foca na dinâmica do “Quarto Branco” e em episódios de risco à saúde dos participantes durante o reality show, como com o ator Henri Castelli e a jornalista Ana Paula Renault

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para apurar suspeitas de tortura e de tratamento desumano ou degradante no reality show Big Brother Brasil 26 (Globo). A informação para reportagem foi confirmada pelo próprio órgão.

    A decisão, assinada pelo procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, Júlio Araújo, baseia-se em representações que apontam possíveis riscos à integridade física e psicológica dos participantes desta edição.

    Na denúncia são citadas duas crises convulsivas do ator Henri Castelli em uma prova do líder. Além disso, a dinâmica do “Exílio” -em que Breno e, depois, Alberto Cowboy ficaram na área externa da casa- e o “Quarto Branco”, que manteve participantes isolados por 120 horas com água e biscoito.

    Na decisão, o procurador afirma que a liberdade de criação das emissoras não pode servir de justificativa para violações de direitos fundamentais. Ele lembra ainda que, por operarem por concessão pública, as TVs devem respeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família, conforme o artigo 221 da Constituição.

    O MPF destaca que a proibição de tortura e de tratamentos degradantes é um princípio constitucional absoluto. Para o órgão, transformar o sofrimento alheio em entretenimento contraria o objetivo da República de construir uma sociedade justa e solidária.

    Nas redes sociais, internautas apontam a magreza extrema que a participante Ana Paula Renault vem apresentando na telinha. Grupo de participantes teriam combinado de deixar a sister sem comida e ela reclamou que ficou quase uma semana sem comer proteínas.

    Em manifestação preliminar no processo, a TV Globo afirmou que mantém assistência médica permanente aos participantes, com UTI móvel e protocolos de encaminhamento hospitalar. Sobre Henri Castelli, disse que ele recebeu atendimento adequado e foi levado a unidades de saúde externas em duas ocasiões.

    Como primeira diligência, o MPF pediu que a emissora apresente esclarecimentos detalhados sobre os pontos levantados pela Comissão de Mortos e Desaparecidos.

    A reportagem procurou a TV Globo para comentar a investigação. O texto será atualizado em caso de manifestação.

    MPF abre investigação para apurar possíveis práticas de tortura no BBB 26