Autor: REDAÇÃO

  • Flávio Bolsonaro ganha suporte da equipe econômica de Paulo Guedes

    Flávio Bolsonaro ganha suporte da equipe econômica de Paulo Guedes

    Alguns até avisaram que estão bem na iniciativa privada e não têm interesse em participar de um eventual governo, mas se declaram prontos para contribuir, mesmo que informalmente, com a campanha e na organização do programa, que inclui retomada das privatizações, redução do Estado e maior rigor fiscal.

    ALEXA SALOMÃO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Integrantes da equipe de Paulo Guedes, ex-ministro da Economia, já sinalizaram apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República nas eleições deste ano. Existe o entendimento de que, se eleito, Flávio vai dar continuidade à linha de trabalho iniciada por Guedes no governo do pai, Jair Bolsonaro (PL).

    Alguns até avisaram que estão bem na iniciativa privada e não têm interesse em participar de um eventual governo, mas se declaram prontos para contribuir, mesmo que informalmente, com a campanha e na organização do programa, que inclui retomada das privatizações, redução do Estado e maior rigor fiscal.

    O próprio Guedes já foi procurado por Flávio e se colocou à disposição. O ex-ministro tem dito a pessoas próximas que não quer voltar à vida pública.

    O movimento de apoio ainda pode ser chamado de orgânico e descentralizado, mas entre os que demonstram disposição de colaborarestão a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida e o ex-presidente do BNDES Gustavo Montezano.

    Segundo pessoas que acompanham a organização da candidatura, Flávio tem dedicado tempo a angariar apoios políticos para, depois, tomar decisões sobre a composição da equipe de trabalho na economia -até porque o xadrez político impacta o econômico.

    A cautela também leva em consideração lições do passado. Em retrospecto, a leitura é que o anúncio precoce, durante a campanha de 2018, de quem ocuparia a pasta da Economia expôs desnecessariamente Paulo Guedes na época.

    A economia será mais um tema sob o guarda-chuva do coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN). Marinho foi secretário especial da Previdência de 2019 a 2020 e ministro do Desenvolvimento Regional de 2020 a 2022.

    Não faz nem dois meses que Marinho anunciou a desistência de sua pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte para assumir a campanha de Flávio, e ele já deu início aos trabalhos.

    Marinho quer uma consultoria contribuindo na elaboração do plano de governo em diferentes áreas. À Folha ele confirmou que já fez contato com Gesner Oliveira, da GO Associados, para avaliar alternativas. Procurado, Oliveira não quis comentar.

    O interesse em apoiar o candidato que traga diretrizes mais liberais para economia é tão forte entre os ex-integrantes da equipe de Guedes que, correndo por fora, técnicos se organizaram para criar grupos de trabalho que possam estabelecer estratégias de ações governamentais. A iniciativa leva em consideração o aprendizado durante a passagem pelo governo federal.

    Sempre houve consenso na equipe de Guedes sobre o tipo de mudança a fazer, mas pouco conhecimento regulatório sobre os trâmites necessários para a implantação das mudanças e foi preciso gastar tempo nesse aprendizado. A proposta é entregar à campanha de Flávio planos de voo em 14 áreas, como fiscal, mineração e inteligência artificial, que possam agilizar a largada de seu eventual governo.

    Flávio Bolsonaro ganha suporte da equipe econômica de Paulo Guedes

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  • Empresariado teme votação sobre jornada 6×1 em ano eleitoral no país

    Empresariado teme votação sobre jornada 6×1 em ano eleitoral no país

    O documento fala em diálogo com governo e sociedade civil, porém, na apresentação do manifesto nesta terça-feira (3), o discurso de líderes empresariais e parlamentares aponta para uma ofensiva para barrar o avanço da pauta no Congresso e “controlar a narrativa” sobre os efeitos de uma mudança sobre a economia.

    FERNANDA BRIGATTI E JOÃO GABRIEL
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Cem entidades do setor produtivo assinam um manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil, no bojo das discussões sobre o fim da escala 6×1.

    O documento fala em diálogo com governo e sociedade civil, porém, na apresentação do manifesto nesta terça-feira (3), o discurso de líderes empresariais e parlamentares aponta para uma ofensiva para barrar o avanço da pauta no Congresso e “controlar a narrativa” sobre os efeitos de uma mudança sobre a economia.

    “Tenho bastante experiência na indústria. Se não aguentar o custo, troca o funcionário. Vai ter redução de salário, 22% de aumento [de custo] da folha, quebra e falência principalmente de pequenas empresas, demissões e mais gastos públicos”, disse Antonio Carlos Vilela, vice-presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro).

    “Gostaria que alguém provasse uma vantagem do outro lado, além da narrativa de que é o bem-estar do trabalhador.”

    Joaquim Passarinho (PL-PA), presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, defendeu que, juntas, as frentes conseguem votos suficientes para barrar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), “mas estamos em ano eleitoral”.

    Para o parlamentar, o nível de apoio popular a uma proposta desse tipo tem relação com o que ele considera um desconhecimento das consequências.

    “Só um débil mental falaria outra coisa” ao ser questionado se é a favor de trabalhar menos, disse o deputado, “Mas ele apoiaria sabendo que o posto de gasolina vai aumentar 10%, que a comida vai ficar 10% mais cara?”, afirmou.

    O deputado Afonso Hamm (PP-RS) também defendeu que o assunto não seja debatido em ano eleitoral. O momento é inoportuno, segundo ele. Na véspera, durante jantar da Coalizão de Frentes Parlamentares, o presidente da FPA, Pedro Lupion, classificou como eleitoreiro o debate da redução na jornada.

    As preocupações com o ano eleitoral foram recorrentes nas falas de parlamentares e de representantes do empresariado.

    O ex-ministro do Planejamento do governo Michel Temer (MDB) Dyogo Oliveira, hoje presidente da Cnseg (Confederação Nacional da Seguradoras), disse que se a proposta entrar em votação neste ano, os setores contrários terão problemas. “Temos que garantir que não entre em votação”, afirmou.

    Para a vice-presidente da Fecomercio, Gisela Lopes, a Constituição não deve ser emendada. A posição da entidade é que a discussão fique para o ano que vem.

    Até quem não será afetado pela mudança, como é o caso do setor financeiro, onde a jornada semanal já é de 30 horas por acordo coletivo, falou em preocupações com os impactos de uma mudança.

    Cristiane Galvão, diretora-presidente da Fin (Confederação Nacional das Instituições Financeiras), afirmou que a entidade acompanha como o ambiente de negócios será afetado e que há necessidade de reforçar a segurança jurídica das contratações.

    Outro indicativo de que o ano eleitoral cria um risco de imagem para os parlamentares que buscam a reeleição foi a sugestão apresentada pelo presidente da Unica (do setor de álcool e açúcar), 

    Evandro Gussi, para que seja criado um mapeamento de parlamentares que estejam mais vulneráveis a pressões políticas.
    No manifesto, as entidades afirmam que o momento mais propício para “a construção de consensos duradouros e de soluções equilibradas” é fora do “ambiente de disputas eleitorais”.

    A apresentação formal do manifesto das entidades foi antecedida por uma apresentação do sociólogo José Pastore, presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da Fecomercio-SP.
    Ele defendeu que uma redução da jornada de trabalho seja feita por meio de negociação coletiva e que respeite as diferentes necessidades dos setores. Pastore, professor titular aposentado da FEA-USP, já havia defendido os mesmos argumentos em um artigo na Folha de S. Paulo.

    Aos parlamentares e entidades empresariais, Pastore disse que os maiores afetados por uma troca da jornada de 44 horas por 36 horas semanais seriam os trabalhadores menos qualificados, que recebem os salários mais baixos e são mais vulneráveis.
    “Os números dizem isso”, disse. Segundo o sociólogo, deve haver um aumento de 22% nos encargos sociais que incidem sobre o salário-hora.

    Por enquanto, as posições contrárias à mudança na jornada de trabalho máxima estão concentradas nas propostas encaminhadas à Comissão de Constituição e Justiça pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). As duas reduzem a jornada semanal máxima de 44 horas para 36 horas.

    O governo Lula (PT), no entanto, defende a redução para 40 horas, sem limitação aos dias da semana. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a grade de jornada, ou seja, como as horas semanais são distribuídas ao longo da semana, deverá ser definida por meio de negociação coletiva, respeitando as diferenças entre os setores.
    A popularidade de uma redução de jornada sem corte de salário tem levado parlamentares a modular seus discursos a depender da audiência.

    Se diante de representantes do setor a fala é mais incisiva, em ambientes públicos evitam se opor frontalmente à proposta e já falam em discutir outros desenhos -como a redução para 40 horas, ou apenas adiar a votação para depois do período eleitoral.

    Às entidades, os deputados têm pedido apoio para fazer oposição à pauta e evitar que o desgaste fique apenas sobre os políticos.
    “Esse grupo de frentes consegue barrar uma PEC, mas nós não queremos barrar a PEC. Queremos abrir uma conversa”, afirmou Joaquim Passarinho, depois do fim do evento, em uma conversa com jornalistas.

    “Não podemos jogar [o tema] para baixo do tapete, temos que enfrentar sem que isso seja contaminado pelo processo eleitoral. Se tiver que votar, vamos votar. Não sei o que vai sair. Nossa ideia aqui é trazer o setor produtivo para dentro do jogo.”

    Nesta terça, depois do almoço de apresentação do manifesto, representantes das frentes parlamentares e das associações do setor produtivo levaram o documento ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), está viajando. A coalizão espera entregar o manifesto a ele nos próximos dias.

    Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), disse que os líderes empresariais levaram à Alcolumbre a preocupação com o risco de que uma mudança na escala engesse as negociações coletivas. O presidente do Senado teria se comprometido com a discussão do tema.

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  • Nikolas Ferreira viajou em jato de Vorcaro na campanha de 2022

    Nikolas Ferreira viajou em jato de Vorcaro na campanha de 2022

    Nikolas e o pastor viajaram na aeronave na caravana Juventude pelo Brasil, que apoiava o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante 10 dias no mês de outubro (20 a 28 de outubro) daquele ano, antes do segundo turno das eleições. 

    O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor e influencer Guilherme Batista, da Igreja Batista da Lagoinha, usaram, em outubro de 2022, um jato (prefixo PT-PVH) que pertenceria ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

    Nikolas e o pastor viajaram na aeronave na caravana Juventude pelo Brasil, que apoiava o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante 10 dias no mês de outubro (20 a 28 de outubro) daquele ano, antes do segundo turno das eleições. 

    Eles utilizaram a aeronave modelo Embraer 505 Phenom 300 com o objetivo de chegar a todas as capitais do Nordeste, além de Brasília e cidades mineiras. 

     

    A informação foi revelada pelo jornal O Globo, nesta terça (3). Além dos voos para o Nordeste, o avião pousou também em Brasília. 

    Segundo o veículo, os percursos foram confirmados a partir da análise dos sinais emitidos pelo transponder da aeronave, monitorados por ferramentas específicas disponíveis online. O histórico de navegação coincidiria com o trajeto da campanha “Juventude pelo Brasil”.

    Outra evidência foi uma foto publicada no Instagram da influenciadora cristã Jey Reis, em que Nikolas Ferreira e o pastor estão em frente à aeronave.

    Em novembro de 2025, Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.  De acordo com as investigações preliminares, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.

    Desconhecimento

    Em nota à imprensa, o deputado Nikolas Ferreira disse que utilizou a aeronave para o evento político sem saber que o proprietário do avião era Daniel Vorcaro. Ele afirma que tomou ciência apenas “posteriormente”. 

    “Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vocaro”.

    Nikolas argumentou que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público “nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta”. 

    O parlamentar considerou que, mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, “não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento”.

    Operadora nega que seja de Vorcaro

    Por outro lado, também em nota, a empresa Prime You, operadora da aeronave Embraer 505 Phenom 300, prefixo PT-PVH, contradisse a versão e garantiu que Daniel Vorcaro não era e não é proprietário do jatinho. 

    “A aeronave citada opera — e já operava em outubro de 2022 — sob o regime regular de táxi aéreo, com voos fretados realizados nos moldes tradicionais do mercado. Trata-se, portanto, de operação de fretamento, sem qualquer vínculo societário ou patrimonial entre usuários do serviço e a aeronave”.

    A assessoria de comunicação da Prime You explicou à Agência Brasil que não divulga informações relativas a clientes, passageiros ou destinos em vista das regras de confidencialidade para as operações de táxi aéreo. 

    A empresa acrescentou que Daniel Vorcaro deixou de ser sócio em setembro de 2025, e tinha participação minoritária.

    Segundo a assessoria, não procede a informação de que Daniel Vorcaro estaria vinculado à estrutura societária atual da companhia.

    A Agência Brasil não conseguiu contato com a assessoria da Igreja Lagoinha sobre a presença do pastor e influencer Guilherme Batista no voo. 

    Nikolas Ferreira viajou em jato de Vorcaro na campanha de 2022

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  • Bad Bunny alcança mais de 4 bilhões de visualizações em show no Super Bowl

    Bad Bunny alcança mais de 4 bilhões de visualizações em show no Super Bowl

    O número inclui transmissões na TV, YouTube e outras plataformas digitais. Dois dias após a final da NFL, a empresa de dados Ripple Analytics já estimava 4 bilhões de visualizações, considerando a visualização qualquer exibição entre um e 30 segundos, a depender da plataforma.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Roc Nation, empresa fundada pelo rapper Jay-Z e responsável pela produção do show do intervalo do Super Bowl desde 2019, afirmou que a apresentação de Bad Bunny quebrou recordes de audiência ao alcançar 4,157 bilhões de visualizações.

    O número inclui transmissões na TV, YouTube e outras plataformas digitais. Dois dias após a final da NFL, a empresa de dados Ripple Analytics já estimava 4 bilhões de visualizações, considerando a visualização qualquer exibição entre um e 30 segundos, a depender da plataforma.

    A televisão concentra a maior parte do alcance. Segundo a Nielsen, empresa americana que mede a audiência dos meios de comunicação, 128,2 milhões de pessoas assistiram, em média, ao show nos Estados Unidos. Aplicando o critério de 30 segundos adotado pelo YouTube, os 13 minutos e meio de apresentação equivaleriam a quase 3,5 bilhões de visualizações apenas com a audiência doméstica.

    No digital, o desempenho também foi expressivo. O vídeo oficial no YouTube somou 29 milhões de visualizações nas primeiras 16 horas e superou 40 milhões em um dia. Três semanas depois, acumulava 118 milhões.

    Somadas a audiência internacional na TV, estimada em cerca de 50 milhões de espectadores, e as visualizações em redes sociais, onde cada segundo reproduzido pode contar como uma exibição, a conta atinge os 4,157 bilhões divulgados pela produtora.

    Bad Bunny alcança mais de 4 bilhões de visualizações em show no Super Bowl

  • Consulado dos EUA em Dubai é atingido por drone que seria do Irã, diz TV

    Consulado dos EUA em Dubai é atingido por drone que seria do Irã, diz TV

    A informação foi divulgada pela CNN Internacional baseada em uma fonte na região.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Consulado dos Estados Unidos em Dubai foi atingido por um drone supostamente iraniano na tarde de hoje (horário de Brasília; noite de terça, no horário local). A informação foi divulgada pela CNN Internacional baseada em uma fonte na região.

    Vídeos verificados pela emissora norte-americana mostram uma fumaça preta no prédio do consulado. A fumaça pôde ser vista a uma distância considerável.

    Consulado dos EUA em Dubai é atingido por drone que seria do Irã, diz TV

  • Mancha Alviverde pagará R$ 2 milhões por ataque contra cruzeirenses na Fernão Dias

    Mancha Alviverde pagará R$ 2 milhões por ataque contra cruzeirenses na Fernão Dias

    TOMÁS BRAGA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A torcida organizada Mancha Alviverde assumiu responsabilidade civil pelos danos causados no episódio da emboscada contra torcedores cruzeirenses em 2024, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) homologado pelo conselho superior do Ministério Público de São Paulo no dia 10 de fevereiro e divulgado nesta terça-feira (3).

    O acordo foi intermediado pela promotoria de Justiça de Mairiporã (município do incidente) e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

    O episódio, que ocorreu no dia 27 de outubro de 2024 no km 65 da rodovia Fernão Dias, na região de Mairiporã, no estado de São Paulo, resultou na morte do torcedor José Victor Miranda e deixou outras 20 pessoas feridas. O ataque envolveu mais de cem torcedores da organizada em seu planejamento, segundo a acusação.

    No acordo formalizado a partir do relatório do procurador Nelson Gonzaga, a torcida organizada se comprometeu a pagar uma indenização mínima de R$ 2 milhões, sendo metade desse valor destinado à vítima José Victor Miranda.

    O acordo também prevê outras cláusulas como o envio semestral da listagem de todos os associados à FPF e à promotoria de Mairiporã e a suspensão preventiva de membros indiciados ou denunciados por violência, com a possibilidade de exclusão definitiva em casos de crimes graves ou infrações reincidentes.

    O Ministério Público afirma que o descumprimento das cláusulas ou a repetição de ataques planejados resultarão na suspensão imediata do acesso a estádios da organizada e poderá resultar na extinção definitiva da agremiação.

    No âmbito criminal até agora foram denunciados 43 torcedores, alguns sendo da antiga cúpula da torcida organizada. Todos são acusados de homicídio consumado, tentativa de homicídio qualificado e outros crimes. Dentre os acusados está Jorge Luiz Sampaio Santos, ex-presidente da torcida, que segue em prisão preventiva.

    Mancha Alviverde pagará R$ 2 milhões por ataque contra cruzeirenses na Fernão Dias

  • Quem são os principais aliados da Rússia?

    Quem são os principais aliados da Rússia?

    Isso poderia aumentar muito o poder de fogo do país

    À medida que a Rússia navega em uma posição mais isolada no cenário global desde sua invasão da Ucrânia, suas alianças desempenham um papel crucial na formação de sua política externa e estratégia militar. De Belarus à China e Coreia do Norte, essas parcerias são movidas por interesses compartilhados, laços econômicos e apoio político, particularmente em resposta às sanções ocidentais. Entender essas relações é essencial para compreender as complexidades das relações internacionais contemporâneas envolvendo a Rússia.

    Quem são os principais aliados da Rússia?

  • Alcolumbre diz que quer decidir sobre sigilo de Lulinha e que vai ouvir advocacia do Senado

    Alcolumbre diz que quer decidir sobre sigilo de Lulinha e que vai ouvir advocacia do Senado

    Questionado sobre consultar a Mesa Diretora para tomar sua decisão, Alcolumbre afirmou que vai consultar a Advocacia do Senado.

    CAROLINA LINHARES
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou, nesta terça-feira (3), que quer decidir a respeito da quebra de sigilo bancário e fiscal de um dos filhos do presidente Lula (PT), Fábio Luís, conhecido no mundo político como Lulinha.

    Questionado sobre consultar a Mesa Diretora para tomar sua decisão, Alcolumbre afirmou que vai consultar a Advocacia do Senado.

    A quebra de sigilo foi autorizada pela CPI (Comissão Parlamentar do Inquérito) mista do INSS, mas membros governistas questionam a votação -e caberá a Alcolumbre decidir manter ou não a decisão do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

    A votação, que ocorreu na quinta-feira (26), foi seguida de bate-boca e agressões e virou alvo de disputa regimental. Integrantes governistas da CPI apresentaram a Alcolumbre um recurso por escrito pedindo a anulação da votação por fraude.

    Lulinha é alvo da CPI pelo suposto envolvimento com o lobista Antônio Camilo, conhecido como Careca do INSS, acusado de ter facilitado os descontos indevidos nas aposentadorias de beneficiários do INSS. O lobista teria ordenado um pagamento de R$ 300 mil a uma empresária que é ligada ao filho do presidente.
    A defesa de Lulinha afirma que ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime.

    A celeuma na CPI envolve diferentes interpretações do regimento do Congresso, com divergências a respeito de quantidade de votos, quórum (quantidade mínima necessária de presentes) e método de votação.

    A sessão tinha 87 requerimentos em pauta, incluindo o de Lulinha. Antes da análise do mérito, os parlamentares decidiram por volta das 11h, em votação nominal, que os pedidos seriam apreciados em bloco. O painel registrou 31 presentes, incluindo o presidente. Nessa votação, participaram os titulares e também suplentes, quando o titular estava ausente.

    Na sequência, por volta das 11h30, o presidente da CPI, o senador Carlos Viana, anunciou votação simbólica para aprovar os requerimentos (que incluíam pedidos de informação, de quebras de sigilo e de convocações de uma série de pessoas). Nesse modelo, quem concorda permanece sentado e quem discorda se manifesta. Ele declarou haver sete votos contrários e proclamou a aprovação.
    Deputados aliados ao governo Lula contestaram a contagem e afirmam que 14 parlamentares estavam de pé. A reportagem identificou ao menos 12 na transmissão da TV Senado. Essa é a primeira divergência entre os dois lados.

    A segunda divergência diz respeito ao quórum. Os governistas afirmam que havia 21 parlamentares no momento da votação, portanto o resultado teria sido de 14 votos contrários a 7 favoráveis. Mas Viana considera 31 presentes, como foi registrado pelo painel na votação anterior. Se Viana estiver certo, eram necessários 16 votos -e não 14- para formar maioria e, portanto, os governistas perderam.

    Nesse ponto, os 14 parlamentares que votaram “não” dizem, no recurso apresentado a Alcolumbre, que não faz sentido considerar que havia 31 presentes, pois esse número diz respeito à votação nominal anterior, que teve a participação de suplentes, enquanto a segunda votação foi simbólica, em que se consideram apenas os presentes naquele instante e votam apenas titulares.

    Alcolumbre diz que quer decidir sobre sigilo de Lulinha e que vai ouvir advocacia do Senado

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  • Reino Unido e França mandam reforços para Chipre

    Reino Unido e França mandam reforços para Chipre

    Na véspera, a Grécia, que tem um acordo militar com Paris e é a fiadora do regime pró-Atenas de metade da ilha, havia enviado quatro caças F-16 e duas fragatas.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Reino Unido e a França enviarão reforços militares para Chipre em resposta aos ataques com drones registrados contra uma base britânica na ilha mediterrânea, que fica próxima ao Oriente Médio.

    Londres irá mandar uma fragata e helicópteros equipados com sistemas para abater drones iranianos, enquanto Paris deverá enviar baterias antiaéreas e outro navio de guerra.

    Na véspera, a Grécia, que tem um acordo militar com Paris e é a fiadora do regime pró-Atenas de metade da ilha, havia enviado quatro caças F-16 e duas fragatas.

    Um dos drones lançados contra a base de Akrotiri chegou a atingir a pista do local, causando poucos danos. O episódio elevou temores do espraiamento da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que Teerã busca fazer chegar até a Europa.

    Reino Unido e França mandam reforços para Chipre

  • Petróleo dispara 9% e ultrapassa US$ 85 após Irã anunciar fechamento do estreito de Hormuz

    Petróleo dispara 9% e ultrapassa US$ 85 após Irã anunciar fechamento do estreito de Hormuz

    O petróleo chegou a ser negociado a US$ 85,10 por volta das 8h, alta de 9%, atingindo o maior valor desde 19 de julho de 2024, quando o barril Brent, referência mundial, alcançou US$ 85,35. Na época, o commodity era impactado pela disputa presidencial nos EUA entre Donald Trump e Kamala Harris.

    FERNANDO NARAZAKI E LUCIANA LAZARINI
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira (3) em meio à guerra no Irã e após o anúncio do fechamento do estreito de Hormuz para navegação. Às 15h15 desta terça (3), o preço do barril do Brent, referência global da commodity, era negociado acima de US$ 82,13, numa alta diária de 5,65%. Já as Bolsas em todo o mundo e o ouro estão em queda acentuada, enquanto o bitcoin opera em alta.

    O petróleo chegou a ser negociado a US$ 85,10 por volta das 8h, alta de 9%, atingindo o maior valor desde 19 de julho de 2024, quando o barril Brent, referência mundial, alcançou US$ 85,35. Na época, o commodity era impactado pela disputa presidencial nos EUA entre Donald Trump e Kamala Harris.

    Nesta terça, a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou incendiar qualquer navio que tentar passar pelo trecho que separa o país persa da península Arábica. A decisão ameaça parar de vez o fluxo de petroleiros e embarcações que transportam por lá 20% do óleo e do gás natural liquefeito consumidos diariamente pelo mundo. O destino da maior parte desse volume são grandes consumidores asiáticos, como China e Índia. A largura do estreito é de meros 40 km em seu ponto mais apertado.

    O barril Brent já havia disparado 13% na abertura do mercado no domingo (8), o primeiro dia de negócios após os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã que mataram o líder supremo do país, Ali Khamenei.

    O preço do barril do petróleo WTI (West Texas Intermediate) também disparou quase 8% nesta terça, chegando a atingir US$ 77,57, seu maior valor desde 23 de junho de 2025, quando alcançou US$ 78,40.
    Desde a segunda-feira (2) empresas em todo Oriente Médio interromperam suas atividades no setor de petróleo e gás com o confronto entre EUA e Israel contra o Irã, que vem atingindo vários países na região.

    O Irã produz cerca de 3,3 milhões de barris por dia, ou 3% da produção mundial, mas exerce influência ainda maior sobre o fornecimento de energia devido à sua posição às margens do estreito de Hormuz.

    A escalada das cotações internacionais do petróleo joga pressão sobre os preços dos combustíveis no Brasil e pode atrasar o ciclo de queda da taxa de juros, mas especialistas não veem risco de desabastecimento.

    Analistas brasileiros e internacionais dizem que o impacto sobre os preços vai depender da duração e da intensidade do conflito, principalmente em relação ao fechamento do estreito de Hormuz por um prazo mais longo.

    Especialistas já contam com muita volatilidade nas cotações internacionais, mas há expectativa de que o preço do barril seja contido pela sobra de óleo no mundo, resultado de a demanda crescer menos que a oferta.

    A gigante petrolífera saudita Aramco informou a alguns compradores de seu petróleo bruto Arab Light que desviará a carga para Yanbu, na costa ocidental do Mar Vermelho, disseram três fontes nesta terça-feira, o que permitiria evitar o estreito de Hormuz devido a ataques a embarcações. A Aramco se recusou a comentar.

    O ministro da Marinha Mercante da Grécia pediu proteção do transporte marítimo global e dos marinheiros. “Isso é alarmante e preocupante, e eu gostaria que o transporte marítimo global ficasse de fora dos conflitos de guerra”, comentou Vassilis Kikilias.
    “O transporte marítimo global tem a ver com o comércio global, do qual todos precisam. E os marinheiros, é claro, não têm culpa”, disse o ministro grego.

    A IMPORTÂNCIA DE HORMUZ

    O tráfego pelo estreito de Hormuz vem sendo afetado desde sábado (28), quando começaram os ataques dos EUA e de Israel sobre o Irã, que respondeu em seguida. Nesta terça, um tanque de combustível no porto comercial de Duqm, em Omã, foi atingido, e um incêndio eclodiu em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, um dos principais polos petrolíferos da região.

    A QatarEnergy, estatal de energia do Qatar, anunciou a interrupção da produção de alumínio, ureia, polímeros e metanol, um dia após ter suspenso o fornecimento de GNL (gás natural liquifeito), produto que detém 20% do consumo mundial.

    A Arábia Saudita suspendeu a produção em sua maior refinaria doméstica, enquanto Israel e o Curdistão iraquiano também interromperam parte de sua produção de gás e petróleo.

    A Índia, um dos países mais dependentes de petróleo e gás do Oriente Médio, afirmou que começou a racionar o fornecimento de gás para indústrias após a interrupção da produção do Qatar.

    A maior parte do GNL qatariano vai para a Ásia, mas parte também segue para a Europa, que depende inteiramente de importações para suas necessidades de petróleo e gás. Espera-se que a Europa corra para repor estoques, esgotados por um inverno rigoroso, e precisará depender ainda mais do gás americano, após rejeitar o gás russo depois da invasão da Ucrânia em 2022.

    As taxas de frete marítimo ao redor do mundo também dispararam para um recorde histórico à medida que o conflito se intensificou e Teerã passou a atacar navios que atravessam o estreito.

    O fechamento do estreito de Hormuz fez com que centenas de navios-tanque carregados com petróleo e GNL ficassem encalhados perto de grandes polos, como o porto de Fujairah nos Emirados Árabes Unidos, sem conseguir alcançar clientes na Ásia, Europa e outros lugares.

    A situação levará Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Irã a começar a cortar a produção de petróleo em questão de dias, a menos que consigam encontrar novos navios-tanque para transportar o petróleo que continua sendo extraído do subsolo.

    BOLSAS DESABAM PELO MUNDO

    A ameaça de Teerã de fechar o estreito de Hormuz levou as Bolsas de todo mundo a despencarem nesta terça. Na Ásia, as Bolsas da China tiveram o pior resultado diário em um mês, enquanto o índice de Seul despencou mais de 7%.

    O índice CSI300, que reúne as principais companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,54%, e o índice SSEC, de Xangai, desvalorizou 1,43%. Foi o pior resultado das duas desde 2 de fevereiro.

    O índice ChiNext Composite, que reúne startups, caiu 2,57%. O índice STAR50 de Xangai, focado no setor de tecnologia, caiu 5,21%, registrando a pior sessão desde 10 de outubro.

    Os mercados de outros países asiáticos também fecharam em queda: Tóquio (-3,1%), Seul (-7,24%), Hong Kong (-1,12%) e Taiwan (-2,2%).

    Na Europa, as principais Bolsas caem mais de 3% nesta terça. O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, recuava 3,64% às 15h15, a caminho de fechar no maior recuo desde abril do ano passado.

    Na época, a Bolsa europeia registrou quedas diárias de mais de 4% em função do anúncio das tarifas comerciais de Donald Trump, presidente dos EUA.

    No mesmo horário, o movimento de queda também era observado nas Bolsas de Frankfurt (-3,59%), Londres (-2,75%), Paris (-3,46%), Madri (-4,42%) e Milão (-3,92%).

    “É venda por pânico”, disse Emmanuel Cau, chefe de estratégia de ações europeias do Barclays. “O mercado estava complacente quanto à escala desta guerra [antes do fim de semana].”
    As Bolsas dos EUA também estão em queda acentuada. A Bolsa Nasdaq estava caindo 1,22% às 15h15, enquanto o Dow Jones desvalorizava 1,02% e o S&P 500 perdia 1,08%.

    Ações de tecnologia como Nvidia e Microsoft recuaram 3,1% e 1,8%, respectivamente, após ganhos na sessão anterior. Empresas de memória listadas na Nasdaq, como Sandisk e Western Digital despecavam 8,4% e 5,6%, respectivamente.

    Mesmo o ouro, considerado um porto seguro para investidores em momentos de risco, também operava em queda de 1,90% nesta terça-feira, cotado a US$ 5.209,55, às 9h30. Já o bitcoin está em alta superior a 2%, a US$ 67,45 mil, após ter atingido US$ 69,21 mil na sessão.

    Para analistas, o movimento é impactado pela ameaça iraniana e pela disparada do petróleo. “Muito dependerá do preço do petróleo. Qualquer pico sustentado certamente desencadeará um movimento de aversão ao risco mais significativo”, comentou Jim Reid, estrategista do Deutsche Bank.

    Os investidores estavam preocupados que os preços mais altos do petróleo pudessem alimentar a inflação em toda a economia e complicar ainda mais as decisões de política monetária para autoridades de bancos centrais que já enfrentam aumentos de preços impulsionados por tarifas.

    O rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos atingiu seu nível mais alto em mais de uma semana, e investidores adiaram as expectativas de um corte de 25 pontos-base na taxa de juros pelo Federal Reserve de julho para setembro, segundo dados compilados pela LSEG.

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