Autor: REDAÇÃO

  • André Mendonça diz que lucro do seu instituto será doado

    André Mendonça diz que lucro do seu instituto será doado

    O jornal O Estado de S. Paulo noticiou em 2025 que a empresa faturou R$ 4,8 milhões em contratos públicos em pouco mais de um ano

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça disse, em vídeo publicado nas suas redes sociais, que parte dos lucros da empresa da qual sua família é sócia, o Instituto Iter, irá para o dízimo da igreja. O restante será destinado para obras sociais.

    O instituto comercializa cursos do ministro e é especializado em conteúdos jurídicos. O jornal O Estado de S. Paulo noticiou em 2025 que a empresa faturou R$ 4,8 milhões em contratos públicos em pouco mais de um ano.

    O ministro foi sorteado na quinta-feira (12) para a relatoria do caso do Banco Master, após uma reunião com todos os ministros do Supremo na qual ficou acertado que Dias Toffoli deixaria a relatoria dos inquéritos.

    Na ocasião, a imagem de Toffoli já estava desgastada pela revelação de que a Polícia Federal apresentou ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório com conversas apreendidas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, que mencionam Toffoli.

    Toffoli confirmou que recebeu dinheiro da Maridt, uma empresa familiar que vendeu sua participação no resort Tayayá em 2021 para um fundo da teia do banqueiro Daniel Vorcaro.

    Como mostrou levantamento da Folha de S.Paulo, nove ministros do Supremo e 12 parentes diretos são sócios de pelo menos 31 empresas. Treze são escritórios de advocacia ou institutos de direito, e seis atuam com gestão, compra, venda e aluguel de imóveis próprios.

    O total de empresas pode ser maior, já que sócios ocultos podem ser omitidos de registros públicos.

    Além de ser ministro, Mendonça atua como pastor adjunto na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo.

    André Mendonça diz que lucro do seu instituto será doado

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  • Minha ficha não caiu, diz Virginia Fonseca sobre estreia como rainha de bateria

    Minha ficha não caiu, diz Virginia Fonseca sobre estreia como rainha de bateria

    Influenciadora disse estar em êxtase e que ainda não conseguiu processar a experiência; apresentadora desfilou pela primeira vez no Carnaval pela escola de samba Grande Rio

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Horas depois de estrear como rainha de bateria da Grande Rio, Virginia Fonseca apareceu deitada na cama, já pronta para dormir, ainda tentando processar o que viveu na Marquês de Sapucaí. Em vídeos publicados nas redes sociais na madrugada desta quarta-feira (18), a influenciadora definiu a noite como um turbilhão de sentimentos.

    “Gente, ainda estou meio em êxtase, um mix de emoções, até agora minha ficha não caiu. Vai cair quando acordar. Preciso dormir para fazer o download, é assim que fala? É isso que precisa. Muita emoção, muita coisa”, contou ela aos seguidores, admitindo que ainda não conseguiu dimensionar a experiência de desfilar à frente da bateria.

    Virginia também elogiou o desempenho da escola. “Ainda não vi tudo, vi poucas partes. Quando acordar, vou ver mais, mas o que vi, a Grande Rio entregou. Estou apaixonada.” A influenciadora aproveitou para parabenizar todos os envolvidos na realização do Carnaval. “É muita coisa, é bizarro, só quem vive consegue entender. Que vivência maravilhosa. Foi uma noite inesquecível.”

    Minha ficha não caiu, diz Virginia Fonseca sobre estreia como rainha de bateria

  • João Fonseca e Marcelo Melo avançam para semifinal do Rio Open

    João Fonseca e Marcelo Melo avançam para semifinal do Rio Open

    Os brasileiros João Fonseca e Marcelo Melo derrotaram os argentinos Andrés Molteni e Máximo González por 2 sets a 0, parciais de 6/4 e 6/0, e garantiram a classificação para as semifinais da chave de duplas do Rio Open. A partida, disputada na tarde desta quarta-feira (18), foi disputada na Quadra Guga Kuerten, a principal do Jockey Club Brasileiro, que fica na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro.

     

    Atual número 38 do ranking de simples da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), João Fonseca estreou na última terça-feira (17) na disputa individual com uma vitória de 2 sets a 0, parciais de 7/6 (7-1) e 6/1, sobre o também brasileiro Thiago Monteiro.

    Nas oitavas de final, João terá como adversário o peruano Ignácio Buse (91º). O rival se classificou eliminando outro brasileiro, o paulista Igor Marcondes (348º), na última segunda-feira (16), por 2 a 1, parciais de 6/4, 5/7 e 4/6.

    O Rio Open é um torneio de nível 500, o terceiro em importância no circuito regular. Apenas os eventos de nível 1000 e os Grand Slams (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open) têm peso maior.

    Em vídeo publicado através das redes sociais, o ex-jogador fez duras críticas ao jogador do Benfica, que teria dirigido insultos racistas ao jogador do Real Madrid Vinícius Jr.

    null | 18:11 – 18/02/2026


    João Fonseca e Marcelo Melo avançam para semifinal do Rio Open

  • Dólar fecha em alta e Ibovespa cai na volta do Carnaval

    Dólar fecha em alta e Ibovespa cai na volta do Carnaval

    Mercado avaliou ata do Federal Reserve, que foi divulgada nesta quarta; Vale pressionou Bolsa brasileira após balanço do quarto trimestre

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou esta quarta-feira (18) em alta de 0,25%, a R$ 5,242, com o mercado digerindo a ata da última reunião do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) na volta do fim de semana prolongado pelo Carnaval.

    Já o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, encerrou o pregão em queda de 0,24%, a 186.015 pontos, segundo dados preliminares.

    A Bolsa brasileira foi pressionada pela Vale, cujas ações fecharam o dia em queda de 3,71%. Na última quinta-feira (12), a mineradora divulgou que seu lucro caiu 56% em 2025, para R$ 13,8 bilhões. Segundo a companhia, o resultado reflete aumento de provisões no fim do ano e questões contábeis. No quarto trimestre, a mineradora teve prejuízo de R$ 21 bilhões.

    A ata do Fed mostrou que o colegiado de política monetária do BC americano estava dividido durante a reunião, mas que o consenso acabou sendo de pausar os cortes e retomá-los caso a inflação se mostre suficientemente comportada.

    “Ao considerar as perspectivas para a política monetária, muitos participantes avaliaram que novos ajustes para baixo na faixa-alvo da taxa provavelmente seriam apropriados se a inflação recuasse em linha com suas expectativas”, disse o documento.

    Os índices acionários dos Estados Unidos avançavam na manhã desta quarta, com as ações de tecnologia ampliando os ganhos após um período de fraqueza.

    Wall Street tem sido abalada neste mês por temores de que ferramentas de inteligência artificial em rápida evolução possam desestabilizar modelos de negócios, provocando vendas em setores que vão de software a transporte rodoviário.

    Ações mais amplamente ligadas à IA e grandes empresas de tecnologia também recuaram recentemente, conforme investidores passaram a exigir evidências mais concretas de que os pesados investimentos na tecnologia estão, de fato, impulsionando receitas e lucros.

    “Não vimos realmente uma correção significativa, apenas muita volatilidade diária, o que indica que o mercado está mais em um ponto de inflexão, esperando algum catalisador positivo ou negativo para direcioná-lo”, disse Sam Stovall, estrategista-chefe da CFRA.

    Na sexta, antes do feriado de Carnaval, o dólar avançou 0,57%, cotado a R$ 5,229, e a Bolsa caiu 0,69%, a 186.464 pontos.

    Os investidores repercutiram os dados de inflação dos Estados Unidos medidos pelo CPI (índice de preços ao consumidor, na sigla em inglês).

    “Os mercados operaram mistos na sexta, mas em um tom predominantemente negativo, impulsionado pela reação ao CPI de janeiro nos EUA, que, apesar de benigno, não freou a rotação setorial contra tech e commodities” diz Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.

    O relatório apontou que os preços ao consumidor subiram 0,2% no mês passado, contra expectativa de 0,3%. Nos 12 meses até janeiro, o CPI teve alta de 2,4%. A desaceleração na taxa de inflação anual, que estava em 2,7% em dezembro, refletiu principalmente a saída do cálculo dos valores mais altos do ano passado.

    Dólar fecha em alta e Ibovespa cai na volta do Carnaval

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  • Israel entra em alerta máximo para risco de guerra com Irã

    Israel entra em alerta máximo para risco de guerra com Irã

    Com ameaça de ação dos EUA, Estado judeu determinou mobilização interna a retaliação inevitável, como ocorreu no ano passado; Tel Aviv deve participar do conflito e pode adicionar grande pode de fogo à amada de Trump, mas defesa aérea é motivo de preocupação

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo de Israel determinou nesta quarta-feira (18) o alerta máximo de seus serviços de segurança interna e emergência para a eventualidade de uma guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Não houve mobilização militar para participar do conflito, mas isso parece inevitável caso Donald Trump decida atacar.

    O alerta, segundo múltiplos relatos na imprensa do país, inclui o Comando da Frente Interna e os serviços de ambulância e resgate a ele associados. Não houve um anúncio formal do governo de Binyamin Netanyahu, mas uma reunião de gabinete que estava marcada para o domingo (22) foi adiada.

    Segundo a Folha ouviu por mensagem de um cirurgião que trabalha no Centro Médico da Galiléia, perto da fronteira com o Líbano, o hospital subterrâneo da localidade já está de prontidão. A poucos quilômetros do vizinho, a região é alvo constante do Hezbollah quando há embates entre o grupo apoiado pelo Irã e Israel.

    O grupo fundamentalista está enfraquecido após ter sido duramente castigado por Tel Aviv durante o conflito subsequente ao atentado dos terroristas do Hamas contra Israel em 2023, que levou à obliteração da Faixa de Gaza. Mas ainda retém capacidades.

    Mais preocupante para os israelense é a repetição da campanha de ataques com mísseis balísticos pelo Irã em caso de ser atacado. O Estado judeu, maior aliado dos americanos no Oriente Médio e uma potência nuclear com 90 ogivas, é alvo óbvio de retaliações.

    Quando Netanyahu atacou alvos do programa nuclear e forças militares do Irã, em junho passado, a teocracia lançou algo entre 500 e 600 mísseis contra Israel. Quase 90% deles foram abatidos, mas os que passaram mataram cerca de 30 pessoas e feriram outras 3.000.

    Na mão contrária, a ação israelense matou cerca de 600 iranianos. Moradores de Tel Aviv e região relatam que já estão checando suas provisões e quartos blindados para o caso de a guerra estourar.

    No ano passado, de todo modo, o Irã foi dominado militarmente nos ares por Israel. Não há indicação de que agora será diferente, mas parece correto assumir que a teocracia tenha mudado táticas e preparativos, ao menos para fins retaliatórios.

    Há uma certeza universal de que Netanyahu irá entrar no conflito se Trump o fizer. O apoio militar é significativo: cerca de 300 caças estão à mão para incursões, aproximadamente o mesmo volume deste tipo de aeronave que os EUA terão mobilizadas quando seu segundo grupo de porta-aviões chegar à região.

    Mas a defesa aérea do Estado judeu é motivo de preocupação dos moradores. Segundo reportagens recentes, elas foram usadas de forma intensiva contra os ataques de junho passado, e não houve tempo para repor os mísseis de interceptação do sistema com três camadas de proteção usado por Israel.

    O goveno não comenta isso, mas sabe que além do Irã, é bastante provável que rebeldes houthis em trégua com o Ocidente no Iêmen desde o cessar fogo de 2025 poderão lançar vários modelos não só contra embarcações no mar Vermelho, mas também contra Israel. Os houthis são aliados de Teerã.

    O Hezbollah, por sua vez, parece estar bastante debilitado depois da campanha que dizimou sua liderança e degradou suas capacidades, que eram formidáveis em termos regionais. Mas o risco para ao menos as populações da faixa fronteiriça não é desprezível.

    Israel entra em alerta máximo para risco de guerra com Irã

  • Famosos comemoram vitória da Unidos do Viradouro no Carnaval do Rio

    Famosos comemoram vitória da Unidos do Viradouro no Carnaval do Rio

    A atriz Juliana Paes, que desfilou pela Unidos do Viradouro, não segurou as lágrimas durante a apuração

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A vitória da Unidos da Viradouro no Carnaval do Rio 2026 ecoou também nas redes sociais dos famosos ligados à escola. Campeã do Grupo Especial com o enredo em homenagem ao mestre Ciça, diretor de bateria da escola, a vermelho e branco levantou o título e mobilizou celebridades.

    Juliana Paes, que desfilou pela agremiação, não segurou as lágrimas durante a apuração. Em entrevista à Globo, exaltou a vitória e o reconhecimento ao homenageado. “Você pode acreditar numa coisa dessas? Depois de tanto tempo a gente conseguiu levar o campeonato para o mestre Ciça? Ele merece tanto”, afirmou, emocionada.

    A atriz contou que começou a chorar já nos primeiros quesitos. “Eu falei, eu não presto pra apuração porque eu pago mico, eu incomodo quem está do lado. Mas é inevitável sentir essa emoção”, disse, antes de abraçar integrantes da diretoria.

    Quem também vibrou com o resultado foi Lore Improta, musa da escola. Grávida do segundo filho com Léo Santana, a influenciadora acompanhou a apuração na quadra e compartilhou nos stories o momento em que recebeu a notícia. “Somos campeões!!! Mestre Ciça é gigante”, escreveu no vídeo em que aparece emocionada ao comemorar.

    Famosos comemoram vitória da Unidos do Viradouro no Carnaval do Rio

  • Infantino cobra providências após Vini Jr. denunciar novo caso de racismo em campo

    Infantino cobra providências após Vini Jr. denunciar novo caso de racismo em campo

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Gianni Infantino, lamentou o novo episódio de racismo contra o jogador brasileiro Vinicius Junior.

    Durante a partida entre Real Madrid e Benfica pela Champions League, na tarde de terça (17), Vinicius relatou ao árbitro francês François Letexier ter ouvido uma ofensa racista de Gianluca Prestianni, atacante argentino do time rival, que nega as acusações.

    “Eu fiquei chocado e entristecido ao ver o suposto incidente de racismo contra Vinicius Júnior”, escreveu Infantino em um story em português em sua conta de Instagram. “Não existe absolutamente nenhum espaço para o racismo no nosso esporte e na sociedade -nós precisamos que todas as partes interessadas relevantes tomem providências e responsabilizem os culpados.”

    Infantino ainda parabenizou Letexier, que ao receber a denúncia de Vini Jr. imediatamente paralisou a partida e iniciou o protocolo antirracismo estabelecido pela Fifa. Após revisão pelo árbitro de vídeo, Prestianni não foi punido porque cobriu a boca com a camiseta quando se dirigiu a Vinicius, impedindo que o VAR fizesse algum tipo de leitura labial.

    “A Fifa e o futebol oferecem total solidariedade às vítimas de racismo e toda forma de discriminação. Eu continuarei sempre a reiterar: Não ao racismo! Não a qualquer forma de discriminação!”, conclui a nota do presidente da Fifa.
    O caso é investigado pela Uefa, entidade que dirige o futebol europeu e é responsável pelo torneio.

    Em suas redes sociais, Prestianni escreveu: “Quero esclarecer que em nenhum momento dirigi insultos racistas ao jogador Vinícius Júnior, que lamentavelmente interpretou mal o que crê ter escutado. Jamais fui racista e lamento as ameaças que recebi de jogadores do Real Madrid”.

    A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e outros jogadores publicaram notas e fizeram declarações de apoio a Vini, inclusive o francês Kylian Mbappé, que disse ter ouvido as ofensas.

    Já o Benfica afirmou, em publicação nas redes sociais, que os companheiros de time do brasileiro não estavam próximos o bastante para escutar o que disse Prestianni.

    Em vídeo publicado através das redes sociais, o ex-jogador fez duras críticas ao jogador do Benfica, que teria dirigido insultos racistas ao jogador do Real Madrid Vinícius Jr.

    null | 18:11 – 18/02/2026

    Infantino cobra providências após Vini Jr. denunciar novo caso de racismo em campo

  • Veto de Lula a supersalários pode acelerar criação de lei para regulamentar verbas indenizatórias

    Veto de Lula a supersalários pode acelerar criação de lei para regulamentar verbas indenizatórias

    Líderes no Congresso consideram veto como natural após decisão de Dino contra penduricalhos; plenário do STF vai analisar decisão de ministro no próximo dia 25, e Câmara deve definir rumos

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O veto parcial do presidente Lula a projetos de lei que estabelecem reajustes a funcionários da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do TCU (Tribunal de Contas da União) pode acelerar a criação de lei para regulamentar verbas indenizatórias, afirma o líder do PT, Pedro Uczai (SC).

    “Vamos enfrentar esse tema e vamos regular para todos os poderes da República”, defendeu o petista. “Ao invés de discutir derrubada do veto, vamos construir uma legislação unificada para o Brasil inteiro sobre esse tema”, afirmou ele à reportagem.

    O líder da oposição, Cabo Gilberto (PL-PB), aponta que se reunirá na próxima semana com a bancada para definir os próximos passos, mas adiantou que viu o veto de Lula como “natural” e “parte do jogo democrático”. “O que eu defendo é que todos os poderes respeitem o teto”, afirmou.

    A proposta precisará ser debatida por conta de uma decisão liminar do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, de suspender o pagamento de penduricalhos (verbas indenizatórias) não previstos em lei, tomada em 5 de fevereiro.

    A decisão concedeu 60 dias para que todos os órgãos da administração revisem e suspendam pagamentos sem base legal, seja por lei nacional, estadual ou municipal. Além disso, cobrou do Congresso a edição de lei que regulamente, no âmbito nacional, quais verbas indenizatórias poderiam superar o teto.

    Segundo o ministro, enquanto isso não é feito, multiplicam-se no país os chamados penduricalhos, que vão em muitos casos contra a jurisprudência do Supremo sobre o assunto. Ele citou como exemplos “auxílio-peru”, “auxilio-panetone”, “auxílio-saúde” (independentemente da existência ou não de planos de saúde) e “gratificações de acervo processual” (que poderiam premiar quem acumula muitos processos).

    O líder do PSB, Jonas Donizetti (SP), acrescenta que o veto do presidente já estava previsto, em razão da repercussão negativa por causa da aprovação dos projetos e da decisão de Dino do início do mês. Ele afirma que reunirá sua bancada para debater o tema após o STF julgar a liminar, em sessão marcada para dia 25.

    Até agora, o assunto não foi tratado pelos líderes partidários com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    No caso da Câmara, uma reunião com os líderes dos partidos foi realizada por Motta na segunda-feira posterior à liminar, dia 9, mas ficou em torno apenas a pauta da semana. O Senado ficou esvaziado, sem sessões deliberativas. A expectativa é de retomada dos trabalhos somente no dia 24, terça-feira.

    A Folha de S. Paulo mostrou que a decisão de Dino já era vista por parlamentares como embasamento a um provável veto de Lula, que se confirmou nesta quarta-feira (18). Apesar disso, eles aguardam o julgamento da liminar pelo plenário do STF, no dia 25, para saber se haverá apoio da maioria dos ministros ou não.

    Líderes ouvidos pela reportagem afirmaram que há mais resistência no Judiciário do que nos outros Poderes em relação ao corte de penduricalhos. Dessa forma, caso o STF referende a decisão de Dino, haverá mais abertura para editar uma lei, como defende Uczai.

    O Congresso já tentou avançar com a regulamentação dos supersalários em diversas ocasiões, a última dentro da reforma administrativa proposta pela Câmara, mas o projeto travou por resistência dos servidores atingidos, geralmente localizados na cúpula do serviço público e com os melhores salários.

    A princípio, a avaliação entre alguns líderes no Congresso era de que um veto de Lula aos projetos poderia desgastar a relação entre Executivo e Legislativo, mas o mal-estar não se confirmou neste primeiro momento, em que os deputados e senadores estão fora de Brasília e até do país por causa do Carnaval.

    O caso repete outro projeto que gerou desgaste entre o presidente e parte da Câmara: quando ele vetou o aumento do número de deputados federais dos atuais 513 para 531 no ano passado. Na época, uma decisão gerou uma crise com Motta, mas uma saída foi estabelecida pelo STF, que manteve a atual composição de vagas da Câmara por Estado, sem redistribuí-las de acordo com o aumento populacional.

    Os projetos de lei vetados parcialmente pelo presidente nesta quarta foram aprovados no início do ano legislativo e previam a criação de indenizações e verbas extras que poderiam elevar os salários de alguns servidores a mais de R$ 80 mil. Este trecho acabou rejeitado por Lula.

    O presidente também barrou a criação de licença compensatória para servidores comissionados. A proposta daria um dia de folga a cada três trabalhados em períodos como feriados, finais de semana e dias de descanso, e o servidor poderia optar por receber uma indenização ao invés da folga.

    Lula vetou ainda o escalonamento de reajustes para 2027, 2028 e 2029, sob a justificativa de que a Lei de Responsabilidade Fiscal veda a criação de despesas obrigatórias no fim do mandato que não possam ser cumpridas integralmente dentro dele.

    O petista, no entanto, sancionou o reajuste para os servidores da Câmara, do Senado e do TCU para 2026.

    Veto de Lula a supersalários pode acelerar criação de lei para regulamentar verbas indenizatórias

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  • Aeroportos do Centro-Oeste registram maior movimento de passageiros em 7 anos

    Aeroportos do Centro-Oeste registram maior movimento de passageiros em 7 anos

    O Aeroporto Presidente João Batista Figueiredo registrou crescimento de 14,09%, com trânsito de 227.484 passageiros

    Os aeroportos do Centro-Oeste receberam mais de 12,5 milhões de passageiros em 2025, 7,5% a mais do que em 2024. O movimento é o maior registrado nos terminais da região em sete anos, segundo dados compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos com base no Painel de Demanda e Oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

    Em porcentagem, Sinop (MT) liderou o ranking em 2025. O Aeroporto Presidente João Batista Figueiredo registrou crescimento de 14,09%, com trânsito de 227.484 passageiros. A alta reflete as melhorias implementadas como a requalificação do pavimento da pista de pouso e decolagem e das taxiways (pistas de táxi), segundo a Centro-Oeste Airports, concessionária do terminal.

    As outras quatro cidades com maior movimentação de passageiros aéreos no Centro-Oeste no ano passado foram Brasília, Goiânia (GO), Várzea Grande (MT) e Campo Grande (MS). Na capital federal, o aumento foi de 10,13%, com fluxo de 8.173.860 viajantes no Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek.

    Na capital de Goiás, a movimentação no Santa Genoveva cresceu 9,47% com o trânsito de 1.913.579 viajantes. Em Várzea Grande, o Marechal Rondon registrou alta de 7,09% com 1.245.965 passageiros aéreos. Por fim, o Aeroporto de Campo Grande recebeu 3,15% a mais de viajantes, registrando 775.150 passageiros.

    A expectativa do governo é de que a região continue a registrar crescimento consistente nos próximos anos. “É desenvolvimento regional conectado ao crescimento do país. Fortalecer a infraestrutura aérea é mais eficiência logística e competitividade para quem produz. Também representa integração do campo com os mercados nacionais e internacionais”, afirma o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

    A partir deste ano e até 2027 serão investidos R$ 91 milhões nos aeroportos da região. Os recursos foram anunciados em dezembro pelo Ministério de Portos e Aeroportos e integram a carteira pública de investimentos de aeroportos regionais.

    Aeroportos do Centro-Oeste registram maior movimento de passageiros em 7 anos

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  • Trump acelera preparação de ataque ao Irã

    Trump acelera preparação de ataque ao Irã

    Apesar de negociação sobre programa nuclear prosseguir, sinais de que os EUA poderão atacar a teocracia se acumulam; nesta semana, força de ataque aéreo na região foi dobrada, com envio de caças F-22 usados no bombardeio do ano passado

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Apesar dos relatos de progresso nas negociações para evitar uma nova guerra no Oriente Médio, os Estados Unidos aceleraram nesta semana a mobilização militar ofensiva em preparação para atacar o Irã.

    Após enviar dois grupos de porta-aviões e diversos ativos para a região, as forças de Donald Trump estão empreendendo uma movimentação frenética de aeronaves para o teatro de um eventual conflito.

    Só de segunda-feira (16) até esta quarta (18), foram ao menos 78 aviões de caça e ataque deslocados, mais que o dobro do que já havia em três principais bases americanas sob a jurisdição do Centcom (Comando Central da Forças Armadas dos EUA) -isso sem contar as 90 aeronaves a bordo do USS Abraham Lincoln.

    Esse aviões estão sendo apoiados por uma armada voadora de aviões-tanque. Só na manhã desta quarta, havia 20 modelos KC-135 e KC-46 no ar cruzando o Atlântico vindos dos EUA, e uma fila com dezenas de voos de ida e volta de cargueiros C-17 da região para bases europeias.

    Além disso, seis aviões-radar E-3 e pelo menos um raramente usado U-2 já estão na Europa, a poucas horas da ação. São aeronaves essenciais para qualquer ação coordenada, organizando o trabalho de caças, aviões de ataque a solo e bombardeiros. Todos os números são tirados de monitores de tráfego aéreo, e pode haver mais ativos a caminho.

    Chama a atenção a composição do contingente, que saiu dos EUA e de bases na Europa: além de 36 caças leves F-16 e mais 12 aviões de ataque F-15, há 12 F-22 e 18 F-35 relatados pelos monitores. Os dois últimos são modelos de quinta geração, furtivos a radar.

    O F-22, em particular, é o avião mais poderoso da frota americana. Seu emprego, provavelmente numa base da Jordânia, sugere o potencial uso do bombardeiro “invisível” B-2, numa combinação usada no ataque americano a instalações nucleares do Irã em junho passado.

    Nele, os F-22 serviram com F-35 de escolta para os bombardeiros de R$ 11 bilhões, enquanto outros caças abriam o caminho alvejando defesas aéreas iranianas. Nesse cenário, é possível especular uma novo ataque mais cirúrgico para decapitar a teocracia islâmica instalada em Teerã desde 1979.

    Mas analistas militares observam que o poderio mobilizado insinua uma guerra mais ampla do que bombardear o aiatolá Ali Khamenei e comandantes de sua Guarda Revolucionária. Isso implica vários riscos, dado que o país não é indefeso como a Venezuela, atacada em janeiro.

    Para tanto, seguindo a cartilha do Pentágono, tudo começa com o uso intensivo do míssil de cruzeiro Tomahawk. Há cerca de 600 unidades da arma de precisão rondando o Irã. Trump já tem na região o Lincoln e sua escolta de três destróieres, e um total de ao menos 12 navios de guerra.

    Na semana que vem eles já sejam apoiados por um segundo grupo de porta-aviões, centrado no maior modelo do tipo no mundo, o USS Gerald R. Ford. O navio e sua escolta estavam no Caribe, onde participaram da operação que capturou o ditador Nicolás Maduro e sua mulher.

    Nesta quarta, ele estava perto do estreito de Gibraltar, entrando no Mediterrâneo e podendo estar em posição de apoiar um ataque ao Irã pelo flanco oeste já neste fim de semana se mantiver a velocidade atual de 24 nós (44 km/h).

    Por fim, há o fator Israel, aliado central dos EUA na região. O Estado judeu, segundo a imprensa local, elevou seu alerta militar e pode participar do ataque aos arquirrivais iranianos, repetindo a parceria do curto conflito de junho passado. Potência nuclear, o país tem cerca de 300 aviões capazes de alvejar o Irã.

    Isso tudo pode sinalizar apenas pressão de Trump para que os aiatolás aceitem um acordo acerca de seu programa nuclear. Na terça, delegações de ambos os países debateram indiretamente o tema, sob a mediação de Omã, em Genebra.

    O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, foi particularmente otimista, falando em progresso e novas reuniões. Os americanos foram mais discretos, apenas relatando anonimamente que esperam uma proposta iraniana em duas semanas.

    Talvez este seja o prazo para uma decisão de Trump sobre atacar. Na noite de terça, o vice-presidente J. D. Vance afirmou à Fox News que “ficou bem claro que o presidente tem linhas vermelhas que os iranianos não estão ainda dispostos a aceitar e negociar”.

    Já nesta quarta, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que “houve um pouco de progresso, mas estamos muito longe em algumas questões”. “O Irã seria sábio em fazer um acordo.”

    PROTESTOS AGRAVARAM CRISE

    A crise entre os países remonta à Revolução Iraniana, que nasceu sob o signo da tomada da Embaixada dos EUA em Teerã. Décadas de hostilidade mútua chegaram a um zênite com o ataque do ano passado, em apoio à guerra de 12 dias que Israel travava com seu arqui-inimigo.

    Sucedeu um cessar-fogo, mas a situação política da teocracia degenerou devido a uma crise econômica que levou milhares à rua no fim de 2025. Logo, os atos viraram protestos contra o regime em si e foram violentamente reprimidos.

    Trump prometeu ajuda os manifestantes e, no começo do ano, quase atacou o Irã. Mas voltou atrás, convencido por Israel a ganhar mais tempo de preparo e pressionado por aliados regionais a não causar caos no comércio de petróleo -20% do produto e do gás mundiais passam pelo estreito de Hormuz, cuja costa norte é controlada por Teerã.

    Não por acaso, os iranianos estão fazendo nesta semana exercícios navais por lá e anunciaram manobras conjuntas com russos e chineses, buscando dissuadir os americanos. Uma corveta de Moscou, a Stoiki, já fez manobras com barcos iranianos nesta quarta. Teerã também está reforçando instalações militares, como imagens de satélite mostram.

    O republicano acabou abandonando a retórica de apoio aos atos, embora tenha falado que seria bom ver o regime cair. E acelerou o cerco militar enquanto mudava o foco para o programa nuclear, que fora objeto de um acordo que ele mesmo deixou em 2018.

    Aquele arranjo suspendia sanções em troca da renúncia à bomba atômica e instalação de mecanismos de verificação da produção pacífica de urânio enriquecido. Teerã quer renovar esse acordo, mas Trump quer o fim total do programa.

    Além disso, com apoio de Israel, pede também o fim do programa de mísseis balísticos do país persa, algo que Teerã diz ser inegociável. Na guerra de 2025, apesar de dominada nos ares, a teocracia causou bastante estrago no Estado judeu.

    Trump acelera preparação de ataque ao Irã