Autor: REDAÇÃO

  • Justiça anula caso e preso no corredor da morte é libertado após 27 anos

    Justiça anula caso e preso no corredor da morte é libertado após 27 anos

    Um homem que passou 27 anos no corredor da morte por ter sido condenado pelo suposto homicídio da filha da sua namorada, em 1998, agora foi libertado sob fiança

    Um norte-americano que passou 27 anos no corredor da morte por ter sido condenado pelo homicídio da filha da sua namorada, em 1998, foi libertado após o pagamento de uma fiança de 150 mil dólares (cerca de 800 mil reais).

    A condenação de Jimmie Duncan foi anulada no início deste ano, quase três décadas depois de ter sido considerado culpado de estuprar e afogar Haley Oliveaux, de 23 meses. A menina era filha de Allison Layton Statham, sua namorada à época, noticiou a Associated Press.

    O juiz Alvin Sharp, do Quarto Tribunal Distrital Judicial, considerou que os indícios que levaram à condenação de Duncan “não eram cientificamente defensáveis” e que a morte da menina aparentava ter sido o resultado de um “afogamento acidental”.

    “A presunção de que ele é culpado não é grande”, redigiu Sharp, na sexta-feira.

    Os advogados de defesa argumentaram que a decisão concedeu “provas claras e convincentes de que Duncan é, de fato, inocente”, ao mesmo tempo que apontaram que a libertação do homem “representa um passo significativo para a absolvição total”.

    Saliente-se, contudo, que a anulação está sendo avaliada pelo Supremo Tribunal do Louisiana.

    A mãe de Haley, que esteve presente na audiência, admitiu estar convencida da inocência do ex-namorado. Isto porque, de acordo com Allison Layton Statham, a menina tinha histórico de convulsões, o que torna plausível a hipótese de um afogamento acidental.

    “Haley morreu porque estava doente”, defendeu, apontando que as vidas da sua família e de Duncan “foram destruídas pela mentira” inventada pelos procuradores e pelos peritos forenses.

    “A história de terror que divulgaram e que profanou a memória da minha bebê me deixa furiosa”

    Vale destacar que a acusação foi feita com base na análise de marcas de mordidas e em uma autópsia realizada por dois especialistas que, posteriormente, foram associados a pelo menos 10 condenações sem fundamento.

    Um vídeo gravado durante as perícias mostra um dos peritos pressionando com “força um molde dos dentes de Duncan no corpo da criança – criando as mordidas”, segundo um documento apresentado pela defesa. Mais tarde, um especialista nomeado pelo Estado, que não tinha visto as imagens, testemunhou que as marcas eram compatíveis com os dentes do suspeito.

    “Não fui informada de nada que pudesse exonerar Duncan. Se tivesse sido, as coisas teriam sido muito diferentes para Duncan e para as nossas famílias”, assinalou Statham.

    Apesar de as provas com base em mordidas serem consideradas pseudociência, os procuradores continuam tentando restabelecer a condenação de Duncan, justificando que a decisão do júri popular, em 1994, deveria ser suficiente.

    Jimmie Duncan, que foi descrito pela sua equipe como um “prisioneiro modelo”, que ajudou outros a obter o diploma do ensino médio, era um dos 55 reclusos no corredor da morte no estado do Louisiana, na prisão de Angola. Em março, foi feita a primeira execução em 15 anos.

    Justiça anula caso e preso no corredor da morte é libertado após 27 anos

  • "Cyberpunk 2077" já vendeu mais de 35 milhões de cópias

    "Cyberpunk 2077" já vendeu mais de 35 milhões de cópias

    O jogo teve um lançamento polêmico em 2025 mas, por via de múltiplas atualizações, melhorias e até uma expansão, conseguiu conquistar os jogadores e ultrapassar a marca das 35 milhões de cópias vendidas

    A produtora CD Projekt RED – conhecida sobretudo pela ‘franchise’ de jogos “The Witcher” – indicou que o seu mais recente jogo, “Cyberpunk 2077”, alcançou a marca das 35 milhões de cópias vendidas.

    A produtora disse em comunicado oficial que esta marca foi atingida no terceiro trimestre de 2025, referindo que tanto o jogo original como a expansão “Phantom Liberty” continuam sendo vendidas e ajudaram a aumentar a receita da empresa no trimestre anterior.

    “Estamos muito felizes e satisfeitos com o fato de – apesar da passagem do tempo – “Cyberpunk 2077” continuar sendo um título com um desempenho tão bom e continuar a atrair novos jogadores”, afirmou um dos CEOs da CD Projekt RED, Michał Nowakowski. “As vendas do jogo ultrapassaram as 35 milhões de cópias, o que é um testemunho do poder duradouro da franquia e nos permite ser ainda mais ambiciosos no seu futuro”.

    Falando destes bons resultados de “Cyberpunk 2077”, a CD Projekt RED aproveitou o momento para enfatizar que está “feliz com o progresso” que a equipe de desenvolvimento tem feito com a continuação. No entanto, sublinhou que ainda é “muito cedo” para falar de elementos específicos deste novo título.

    Vale lembrar que, além da continuação de “Cyberpunk 2077”, a CD Projekt RED também se encontra trabalhando em “The Witcher IV”.

    "Cyberpunk 2077" já vendeu mais de 35 milhões de cópias

  • ‘Permita-se sonhar’, diz Danilo, autor do gol do título do Flamengo na Libertadores

    ‘Permita-se sonhar’, diz Danilo, autor do gol do título do Flamengo na Libertadores

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Autor do gol contra o Palmeiras que deu o título da Copa Libertadores de 2025 para o Flamengo, o experiente defensor Danilo, 34, também marcou na decisão que venceu pelo Santos, em 2011, contra o Peñarol.

    “Sempre imaginei chegar longe, não tão longe assim, mas também não sabia que seria tão difícil”, afirmou o jogador em entrevista à TV Globo ainda no gramado do Monumental de Lima, no Peru.

    “Cada um tem seus sacrifícios que ninguém vê. Foi o que eu pedi no vestiário antes do jogo, que a gente colocasse o nosso ânimo baseado nesses sacrifícios que ninguém vê, que a gente passa diariamente na nossa casa, no nosso íntimo, as medicações e injeções que a gente tem que tomar”, acrescentou o atleta, que conquistou seu terceiro título com o rubro-negro, após levantar as taças da Supercopa do Brasil e do Carioca.

    Danilo afirmou que vinha atuando nos últimos jogos com um edema e dedicou seu título ao seu pai, que estava a caminho de Lima para acompanhar a partida, mas voltou para Bicas, cidade natal da família, em Minas Gerais, após o falecimento de uma irmã.

    “O que eu diria para aquele Danilo lá de Bicas é: ‘permita-se sonhar, porque se você pode sonhar, você pode realizar”, afirmou o jogador flamenguista e bicampeão da Champions League com o Real Madrid.

    “Não é segredo para ninguém que eu sou flamenguista, o quanto eu queria voltar para jogar no Flamengo, era a minha prioridade desde então”, disse o defensor, anunciado pelo rubro-negro em janeiro, após longa carreira no exterior.

    Tricampeão e eleito o melhor jogador da Libertadores, o uruguaio Arrascaeta celebrou poder voltar ao palco em que conquistou seu primeiro título do continental.

    “Sempre são jogos difíceis e pegados contra um grande rival”, afirmou o meia, que lamentou a ausência da esposa, que não pôde viajar por estar na fase final da gravidez.

    “Era muito importante para mim retribuir com essa taça todo o esforço que ela fez por nossa família”, disse o uruguaio.

    Ele não quis projetar a próxima partida do Flamengo, que pode valer o título do Brasileiro. “Não posso pensar no próximo jogo agora. Agora, a gente merece comemorar, porque todo esse grupo lutou muito esse ano. Passamos por muitas adversidades”, disse o jogador.

    Flamengo venceu o Palmeiras por 1 a 0 no estádio Monumental de Lima, no Peru

    Rafael Damas | 20:13 – 29/11/2025

    ‘Permita-se sonhar’, diz Danilo, autor do gol do título do Flamengo na Libertadores

  • Ecommerce fechou Black Friday com R$ 4,76 bi de faturamento, 11% a mais do que em 2024

    Ecommerce fechou Black Friday com R$ 4,76 bi de faturamento, 11% a mais do que em 2024

    Resultado supera ano passado em R$ 500 milhões, diz plataforma de monitoramento do comércio online; TVs, smartphones e geladeiras lideraram buscas; pedidos avançaram 28%, e tíquete médio recuou 12,8%

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ecommerce encerrou a Black Friday deste ano com um faturamento de R$ 4,76 bilhões. Foi uma alta de 11,2% em relação a 2024, quando as vendas ficaram em R$ 4,26 bilhões. Os dados foram medidos pela plataforma Confi Neotrust, entre a 00h e as 23h59 da sexta-feira (28).

    O aumento no volume de compras impulsionou as receitas, mesmo com recuo do valor médio por transação (tíquete médio) de 12,8% –abaixou de R$ 634,40 para R$ 553,60. O número de pedidos finalizados foi 28% superior, com 8,69 milhões de registros contra 6,74 milhões no ano passado.

    Os itens que mais renderam vendas na data promocional foram, em ordem, televisões (R$ 443,2 milhões), smartphones (R$ 388,7 milhões) e geladeiras (R$ 273,2 milhões).

    Os produtos que geraram maior faturamento foram o ar condicionado Split da Samsung de 12 mil BTUs, o iPhone 16 de 128 GB de cor preta e a Smart TV de 70 polegadas da Samsung, do modelo Crystal Gaming Hub.

    Os números deste ano foram os maiores desde 2021, quando as plataformas de ecommerce faturaram R$ 5,1 bilhões com a Black Friday, o pico da série histórica. O setor alcançou seguidos recordes durante a pandemia de Covid-19, quando a população vivia uma política de isolamento social.

    O head de negócios da Confi Geotrust, Léo Bicalho, afirma que os consumidores demonstraram um comportamento estratégico: esperaram melhores descontos antes de comprarem itens mais caros. Com isso, o tíquete médio subiu de R$ 325 na segunda-feira (24) para os quase R$ 554 registrados na sexta.

    Nos últimos anos, diz Bicalho, o consumidor tem repartido suas transações durante novembro. “A antecipação das compras ao longo do mês permitiu que o consumidor dividisse seu orçamento de forma inteligente: garantindo itens de recorrência e moda ao longo da semana, e reservando o capital principal para a ‘compra de desejo’, TVs e linha branca, na sexta-feira oficial.”

    No parcial de novembro, de 1º a 27, o setor acumulou R$ 39,2 bilhões, avanço de 36,2% em relação ao ano passado. O número de pedidos aumentou 48,8%, para 124,9 milhões, mas o tíquete médio caiu 8,5%, para R$ 313.

    Os dados reforçam o chamado “Black November”, movimento em que o varejo antecipa promoções para diluir a concentração de vendas apenas na sexta-feira.

    Os dados foram obtidos pela plataforma Hora a Hora da Confi Neotrust, que monitora transações reais de mais de 7.000 lojas parceiras. A empresa acompanha o comportamento de mais de 80 milhões de consumidores digitais e atualiza indicadores de faturamento, unidades vendidas e preços a cada hora, com recortes regionais e por categoria em mais de 2.000 subdivisões do ecommerce.

    Ecommerce fechou Black Friday com R$ 4,76 bi de faturamento, 11% a mais do que em 2024

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Ucrânia: Zelensky considera 'viável' alcançar acordo 'nos próximos dias'

    Ucrânia: Zelensky considera 'viável' alcançar acordo 'nos próximos dias'

    Zelensky disse que a delegação ucraniana para as negociações já está nos Estados Unidos para “continuar o diálogo com base nos pontos de Genebra”, que foram definidos na última semana

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que considera “viável” alcançar “nos próximos dias” um acordo para um “fim digno” da guerra com a Rússia.

    “Os norte-americanos estão mostrando uma abordagem construtiva e é possível que nos próximos dias sejam concretizados os passos para determinar como pôr um fim digno à guerra” afirmou Zelensky, no seu habitual discurso ao fim de cada dia.

    Zelensky destacou que a delegação ucraniana para as negociações já está nos Estados Unidos para “continuar o diálogo com base nos pontos de Genebra”, em uma referência às discussões que decorreram no fim de semana passado na cidade suíça e que também envolveram os aliados europeus de Kyiv.

    “A diplomacia continua ativa (…). A delegação ucraniana tem as diretrizes necessárias e espero que os representantes trabalhem de acordo com as claras prioridades ucranianas”, afirmou.

    Um responsável governamental dos Estados Unidos, citado pela agência noticiosa France-Presse (AFP), indicou entretanto que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o enviado especial do Presidente Donald Trump, Steve Witkoff, vão se encontrar neste domingo com a delegação ucraniana na Florida.

    Estarão acompanhados por Jared Kushner, genro do Presidente Trump.

    Estes contatos surgem após a apresentação por Donald Trump, nos últimos dias, de um plano para pôr fim à guerra entre a Ucrânia e a Rússia.

    A proposta inicial de Washington, composta por 28 pontos, previa a cedência de territórios à Rússia, a redução de efetivos do exército da Ucrânia e a consagração da neutralidade ucraniana na sua Constituição, entre outros aspectos que são rejeitados por Kyiv.

    No mesmo discurso, Zelensky também falou sobre o ataque russo “em grande escala” da noite passada com drones e mísseis que visou as infraestruturas elétricas ucranianas. “A Rússia não muda de tática e continua tentando infligir este tipo de dor à Ucrânia antes do inverno”, lamentou o chefe de Estado ucraniano.

    No entanto, salientou Zelensky, o país está reagindo. “O importante é que estamos respondendo (…). Foram abatidos 19 mísseis, incluindo balísticos. Quase 560 drones também foram neutralizados, incluindo quase 300 Shahed (de fabricação iraniana). Infelizmente, nem todos foram abatidos. Trabalhar para reforçar as defesas antiaéreas é a prioridade número um”, frisou.

    Nesse sentido, o líder ucraniano voltou a pedir a colaboração dos aliados, porque “nenhum país pode enfrentar isto sozinho”.

    O objetivo é, prosseguiu, “aumentar a qualidade da nossa defesa antiaérea” e, para isso, “contamos com o apoio dos nossos parceiros”.

    A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada em 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

    Ucrânia: Zelensky considera 'viável' alcançar acordo 'nos próximos dias'

  • Ex-chacrete morre após um mês internada por ataque de pitbull do filho

    Ex-chacrete morre após um mês internada por ataque de pitbull do filho

    A ex-chacrete Lia Hollywood morreu após complicações provocadas por um ataque do pitbull do próprio filho, em São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro

    Neulizete de Souza Ferraz, ex-chacrete conhecida pelo nome artístico Lia Hollywood, morreu na sexta-feira, 28, aos 66 anos, após complicações provocadas por um ataque do pitbull do próprio filho, em São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro.

    Ela estava internada havia mais de um mês no Hospital Estadual Roberto Chabo, em Araruama. De acordo com a Polícia Civil, o ataque ocorreu dentro da casa onde morava, na Praia do Sudoeste.

    Neulizete chegou a ser socorrida e levada para o pronto-socorro da cidade, mas foi transferida por causa da gravidade dos ferimentos. Ela sofreu mutilações e fraturas expostas nos braços, pernas e rosto, e precisou amputar um braço.

    Durante o período de internação, o estado de saúde se agravou. Na manhã de sexta-feira, sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.

    A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 118.ª DP de Araruama e encaminhado à 125.ª DP, em São Pedro da Aldeia, que segue com a investigação. Diligências estão em andamento para apurar os fatos.

    O velório e o enterro estão previstos para domingo, 30, no Cemitério Jardim Park da Saudade, em São Pedro da Aldeia.

    Saiba quem foi Lia Hollywood

    Lia Hollywood foi uma das dançarinas e assistentes de palco dos programas de Chacrinha, atuando nas décadas de 1970 e 1980 ao lado de nomes como Rita Cadillac e Índia Potira.

    Seu nome artístico fazia referência à atriz e autora brasileira Lia Torá, a primeira brasileira a atuar em Hollywood.

    Ex-chacrete morre após um mês internada por ataque de pitbull do filho

  • Cruzeiro tem gols anulados, empata com Ceará e dá adeus a título brasileiro

    Cruzeiro tem gols anulados, empata com Ceará e dá adeus a título brasileiro

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Cruzeiro sentiu a ausência de Kaio Jorge, teve dois gols anulados e empatou com o Ceará por 1 a 1, na Arena Castelão, neste sábado (29). Vinícius Zanocelo abriu o placar para os mandantes, mas Willian Machado (contra) marcou o gol da igualdade, que faz com que o Cabuloso não tenha mais chances de conquistar o título do Brasileirão.

    Kaio Jorge não esteve em campo, e Gabigol foi titular. O artilheiro do Brasileirão foi cortado da partida por desgaste muscular e nem viajou para Fortaleza.

    Arroyo e Christian chegaram a balançar as redes para a Raposa, mas os gols foram anulados por impedimento. Ambos os lances aconteceram na primeira etapa, quando a partida ainda estava 0 a 0.

    O resultado faz com que a equipe de Leonardo Jardim fique com 69 pontos, em terceiro lugar, contra 75 do líder Flamengo. A duas rodadas do fim, o Cruzeiro pode empatar com o Fla, mas tem três vitórias a menos e não ultrapassa no critério de desempate.

    Já o Vozão segue em situação complicada contra o rebaixamento. O Vozão chega a 43 pontos, em 14º – O Inter abre o Z4, com 41.

    Ambas as equipes voltam a campo na semana que vem. O Vozão visita o Flamengo na quarta-feira, enquanto o Cruzeiro recebe o Botafogo um dia depois.

    Como foi o jogo

    O Cruzeirou começou o jogo mais à vontade e com espaço para trabalhar a bola. Logo no início, o goleiro Bruno Ferreira precisou trabalhar depois de desvio de Pedro Raul para trás. A equipe cearense conseguiu chegar em bola pelo alto de Lucas Mugni, que encontro Fernandinho por trás da marcação, mas o atacante bateu mascado.

    Assumindo o lugar de Kaio Jorge, Gabigol participou de um gol anulado do Cabuloso. No meio dos zagueiros, o camisa 9 dominou o chute fraco de Walace e passou para Arroyo, que encheu o pé para balançar as redes. Mas Gabi estava impedido no lance. O atacante ainda teve duas chances no primeiro tempo, mandando no meio em uma e para fora em outra.

    Leonardo Jardim teve que mexer no time ainda na etapa inicial – Arroyo sentiu lesão e teve que ser substituído por Sinisterra aos 41 minutos. Na sequência, Willian Machado assustou em cabeçada que Cássio voou para segurar.

    Os visitantes ainda tiveram outro gol anulado antes do intervalo, e o jogou ficou nervoso. Christian completou de cabeça depois de cruzamento de Matheus Pereira, mas estava em posição irregular. Depois da anulação, os jogadores da Raposa reclamaram de um pênalti em Villalba. Irritado com o árbitro, Lucas Silva fez falta em Lucas Mugni, falou mais forte com o árbitro e levou amarelo.

    O Cruzeiro voltou do intervalo pressionando pelo primeiro gol. Sinisterra recebeu dentro da área, costurou a marcação e exigiu boa defesa de Bruno Ferreira, assim como Gabigol, pouco depois.

    Mas foi o Vozão quem abriu o placar. Em contra-atque puxado por Matheus Bahia, Pedro Raul deixou com Lucas Mugni, que rolou para Vinícius Zanocelo chegar batendo e contar com pingo da bola para superar Cássio, aos 10 minutos.

    Nervoso no jogo, o Cabuloso empatou com um gol chorado. Kaiki Bruno recebeu em profundidade e cruzou, Marcos Victor mandou contra a própria meta ao tentar cortar, e Willian Machado, depois de dividir com Gabigol, não conseguiu evitar o empate aos 25.

    Gabigol teve a melhor chance para virar, mas foi travado. O camisa 9 dominou na área e, na hora de finalizar, foi bloqueado por Willian Machado.

    Já no final, Galeano teve a bola do jogo após falha de Cássio. O goleiro cruzeirense saiu pelo alto, mas soltou a bola nos pés do paraguaio, que bateu para fora.

    FICHA TÉCNICA

    CEARÁ 1 X 1 CRUZEIRO

    CAMPEONATO BRASILEIRO – 36ª RODADA

    Data e horário: sábado, 29/11/2025 – 21h
    Local: Arena Castelão, em Fortaleza (CE)
    Árbitro: Savio Pereira Sampaio (DF)
    Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Daniel Henrique da Silva Andrade (DF)
    VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)
    Gols: Vinicius Zanocelo aos 11 min do 2º T (CEA); Willian Machado (contra) aos 26 min do 2º T (CRU)
    Cartões amarelos: Matheus Bahia, Willian Machado (CEA); Walace, Lucas Silva, Matheus Pereira, Gabriel (CRU)

    CEARÁ

    Bruno Ferreira; Fabiano Souza, Marcos Victor, Willian Machado e Matheus Bahia; Vinicius Zanocelo (Richardson), Dieguinho (Fernando Sobral) e Lucas Mugni (Vina); Galeano, Pedro Raul (Aylon) e Fernandinho (Paulo Baya). Técnico: Léo Condé.

    CRUZEIRO

    Cássio; William, Fabrício Bruno, Villalba e Kaiki; Walace, Lucas Silva (Eduardo), Christian (Japa) e Matheus Pereira; Arroyo (Sinisterra) e Gabriel (Bolasie). Técnico: Leonardo Jardim.

    Cruzeiro tem gols anulados, empata com Ceará e dá adeus a título brasileiro

  • 'Todo o sistema está manipulado', diz Jennifer Lawrence sobre padrões exigidos das mulheres

    'Todo o sistema está manipulado', diz Jennifer Lawrence sobre padrões exigidos das mulheres

    Em ‘Morra, Amor’, atriz vive uma escritora que se vê isolada após o nascimento do primeiro filho; Robert Pattinson, que vive marido dela no filme, diz que ficou tentado a defender seu personagem

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Jennifer Lawrence, 35, estava grávida do segundo filho, nascido no começo deste ano, quando gravou “Morra, Amor”, em cartaz nos cinemas. No filme, ela dá vida a Grace, uma escritora que, após o nascimento do primeiro filho, se vê isolada e cada vez mais irritada com tudo e com todos ao seu redor.

    Apesar de ser a primeira vez que interpreta uma mãe depois de ter se tornado uma, ela diz que sua experiência não foi fundamental para a composição da personagem. “Algo que me deixaria chateada ou até mesmo como eu ficaria chateada seria diferente de como um personagem que estou interpretando reagiria”, explica.

    Ela admite, no entanto, que a maternidade fez com que ela tivesse mais a oferecer para Grace. “Tanto eu quanto o Rob [Robert Pattinson, que vive seu marido no longa] éramos pais de primeira viagem quando estávamos filmando, então havia muita experiência que podíamos trazer para a mesa para adicionar dimensões a isso”, conta.

    “Mas não senti que estava trazendo coisas literais da minha vida para o papel”, continua. “Foi mais usar a minha imaginação e empatia, apenas imaginando se eu fosse sensível, se eu fosse ela, se eu estivesse sendo ignorada…”

    A atriz, que diz saber separar bem o papel de mãe dos que interpreta nas telas, conta que entende quem tem dificuldade para administrar tudo o que está acontecendo ao seu redor após o nascimento de um filho. “Acho que há muito a dizer sobre expectativas culturais”, avalia.

    “Enquanto as mulheres estiverem enfrentando essa expectativa irreal de serem donas de casa perfeitas e mães perfeitas e também terem uma carreira… isso é uma maneira inteligente de garantir que não avancemos muito no mercado de trabalho”, afirma. “Sei que provavelmente não sou a pessoa certa para falar disso. Para mim, todo o sistema está manipulado.”

    O fato de Grace se mudar para uma propriedade rural e longe dos seus é algo que, para a atriz, ajudou a personagem a se perder um pouco dela própria. “Descobri que ter uma comunidade, especialmente uma comunidade de mães, foi tão fundamental quando tive meu primeiro filho”, comenta.

    “Eu teria me sentido muito isolada se não tivesse mães para conversar quando as encontrava no parque ou então as amigas que tiveram bebês mais ou menos na mesma época para fazermos encontros e brincadeiras juntas”, continua. “Eu estava muito consciente disso.”

    Jennifer lembra que o filme é, à primeira vista, sobre depressão pós-parto, mas que a diretora e roteirista Lynne Ramsay acrescentou muitas camadas à história. “A personagem é uma exploração muito poderosa, foi diferente de tudo que eu já tinha lido ou sentido”, diz.

    Em determinado momento da trama, a personagem começa a rastejar como se fosse um animal, algo que foi experimentado durante as gravações e acabou ficando na edição. “Acho que foi uma combinação de eu estar grávida –e, quando você está grávida, você meio que está nesse espaço animalesco– com a minha personagem sendo levada para esse lugar onde ela estava realmente isolada”, analisa. “É como se ela fosse um animal selvagem preso em uma jaula.”

    A atriz diz que sempre quis fazer personagens mais cheios de camadas, como Grace, mas que nem sempre isso foi possível. “No começo da minha carreira, não pensava nisso como uma opção. Eu só queria um salário fixo, então consegui um papel em uma sitcom que ninguém viu, o que foi perfeito”, diz ela sobre “The Bill Engvall Show”, que durou de 2007 a 2009.

    Ela diz que foi essa estabilidade que lhe permitiu ser mais seletiva depois. “Eu era consciente o suficiente para tentar não ficar rotulada em certas coisas”, afirma. “Foi quando tive uma resposta realmente forte a ‘Inverno da Alma’ [filme de 2010 da cineasta Debra Granik] que algo em mim despertou. Percebi como é gratificante estar sob a liderança de uma grande diretora, algo que sempre tentarei buscar.”

    E O PAI, ONDE ESTÁ?

    Robert Pattinson, 39, dá vida ao passivo Jackson, marido de Grace, e diz que tentou ser ponderado ao interpretar o parceiro dessa mulher tão intensa. “Tive uma reação um tanto visceral ao ler o primeiro rascunho do roteiro e o livro, eu só queria defender o parceiro masculino em um relacionamento”, diz.

    “Mesmo que alguém seja desprezível e que o ponto do personagem seja servir como um dispositivo –especialmente no livro, onde ele é uma criatura sombria absolutamente inútil que deveria apenas personificar a decepção dela com a vida deles–, acho que seria simplesmente entediante se você apenas interpretasse um cara sentado no sofá sendo um completo perdedor. Então, você precisa criar algo.”

    Ele comemora que, agora que o filme começou a chegar ao público, tem recebido mensagens de pessoas que assistiram ao filme e se identificaram com o que é mostrado. “Isso meio que faz você entendê-los de uma maneira diferente”, avalia. “Você pode assistir a algo que é muito homogeneizado e simplesmente não há nada a dizer depois, mas, se você vê um filme que tem uma intensidade muito concentrada, isso força você a falar sobre ele.”

    “MORRA, AMOR”

    Quando: Em cartaz nos cinemas
    Classificação: 16 anos
    Elenco: Jennifer Lawrence, Robert Pattinson, Sissy Spacek, Nick Nolte e LaKeith Stanfield, entre outros.
    Direção: Lynne Ramsay

    'Todo o sistema está manipulado', diz Jennifer Lawrence sobre padrões exigidos das mulheres

  • O que deve (e não deve) fazer para limpar os alto-falantes do iPhone

    O que deve (e não deve) fazer para limpar os alto-falantes do iPhone

    Há sempre uma forma correta de fazer as coisas e o mesmo é verdade em relação a limpar o seu celular. Se não quer correr o risco de danificar o iPhone, lhe damos algumas sugestões para completar o processo em segurança

    Independentemente da forma como usa o seu iPhone e do bom estado em que o mantenha, é altamente provável que eventualmente perceba que os alto-falantes do celular ficaram cobertos por poeira, detritos e outros tipos de sujeiras.

    Se não quer começar a ouvir sons e vozes abafadas saindo dos alto-falantes do iPhone é então necessário garantir que esta área do aparelho está sempre limpa.

    Naturalmente, terá de prestar alguma atenção à forma como procede à limpeza e, como sempre acontece, há uma forma correta de o fazer e coisas que nunca deve tentar se quer evitar danificar o equipamento.

    Por isso, pode ver abaixo alguns conselhos de como limpar os alto-falantes do iPhone e também coisas que não deve experimentar fazer:

    O que deve fazer:

    • Use uma escova;
    • Considere usar massa de limpeza que fique presa nos detritos;
    • Recorra a um pequeno soprador de ar para remover sujeiras mais soltas.

    O que não deve fazer:

    • Não use objetos afiados com clipes ou palitos;
    • Não recorra a álcool;
    • Não use ar comprimido.

    O que deve (e não deve) fazer para limpar os alto-falantes do iPhone

  • União viabiliza empréstimo de R$ 20 bi com bancos aprovado pelo Conselho dos Correios

    União viabiliza empréstimo de R$ 20 bi com bancos aprovado pelo Conselho dos Correios

    Segundo interlocutores, Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank, ABC Brasil e Safra apresentaram proposta; ato do Executivo dará respaldo legal à decisão da União de ser fiadora da operação

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve editar um decreto e uma portaria interministerial para permitir a concessão de garantia da União ao empréstimo de R$ 20 bilhões para socorrer os Correios. A operação foi aprovada pelo conselho de administração da estatal na manhã deste sábado (29).

    A elaboração do ato foi confirmada à Folha por três interlocutores do governo a par das discussões. O objetivo é dar respaldo legal ao aval soberano, que, por sua vez, é condição necessária para viabilizar uma operação dessa monta para uma companhia estatal em dificuldades financeiras.

    Segundo pessoas a par do tema, a operação de crédito aprovada pelo conselho dos Correios atende ao valor integral solicitado pela empresa e foi apresentada por um sindicato de cinco bancos: Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra. Como fiador, o Tesouro Nacional honrará os pagamentos em caso de inadimplência, o que torna praticamente nulo o risco de prejuízo para os bancos.

    A Caixa Econômica Federal, que participou do início das negociações, não deu continuidade às conversas.

    Procurados, os bancos não se manifestaram. Em ocasiões anteriores, disseram não comentar casos específicos. Os Correios afirmaram que “mais informações sobre a operação de crédito poderão ser divulgadas oficialmente após a avaliação e liberação pelos órgãos supervisores competentes”.

    Sobre o decreto, os Correios disseram que não cabe à empresa “atuar na elaboração desses normativos” e direcionou as perguntas aos órgãos competentes. A Casa Civil e os ministérios da Fazenda e da Gestão não responderam até a publicação deste texto.

    A concessão de garantia da União sempre foi premissa de toda a negociação do empréstimo, inclusive com os bancos, mas ainda havia insegurança no corpo técnico do Tesouro sobre como dar aval a uma empresa que, hoje, enfrenta dificuldades financeiras e não tem capacidade de pagamento.

    A expectativa é que o decreto presidencial, seguido da portaria assinada por diferentes ministros, dê respaldo legal à decisão, blindando os técnicos que temem responder individualmente a processos de responsabilização caso a empresa dê um calote nos bancos e acione a garantia soberana no futuro. Como são atos do Executivo, não é necessário aval do Congresso Nacional.

    A ideia é permitir que uma estatal sob risco de dependência do Tesouro Nacional -isto é, precisar de dinheiro do Orçamento para custear despesas operacionais, incluindo pessoal- possa apresentar um plano de reestruturação com medidas de ajuste, cujos efeitos financeiros serão considerados na avaliação da capacidade de pagamento.

    A chamada “capag” é um indicador crucial para determinar se um ente ou uma empresa estatal faz jus ou não à garantia da União.

    Na prática, o ato abre caminho para que os técnicos avaliem o pedido de aval dos Correios levando em consideração medidas de ganho de receitas e corte de despesas que estão no plano, mas ainda não foram implementadas. Esse voto de confiança é diferente do rito habitual, no qual o Ministério da Fazenda analisa a fotografia atual das finanças dos entes ou das estatais.

    Como mostrou a Folha, essa será a primeira vez desde o governo Dilma Rousseff (PT) que a Fazenda abrirá uma exceção para conceder garantia a um empréstimo. Na gestão da ex-presidente, licenças excepcionais permitiram o endividamento de estados já em péssimas condições financeiras, que depois deram calote nos financiamentos. Naquela ocasião, porém, não havia um ato presidencial para destravar as operações, e sim do ministro da Fazenda.

    Como a concessão da garantia será feita com base no plano de reestruturação, a avaliação do governo é que o documento precisa ser crível e bem fundamentado, inclusive explicitando ações que serão adotadas em caso de frustração dos resultados, de modo a manter a empresa na trajetória de recuperação.

    Sem o empréstimo, os Correios seriam um forte candidato a migrar para o status de dependente do Tesouro. Nessa situação, todas as despesas da companhia ficariam dentro do Orçamento, disputando espaço com outras políticas públicas, inclusive benefícios sociais -cenário que o governo quer evitar a todo custo.

    Um decreto editado por Lula em junho deste ano estabeleceu procedimentos para flexibilizar investimentos e facilitar a saída de empresas dependentes dessa classificação (com adesão da Telebras). O texto também permite que empresas não dependentes, ao acionarem o Tesouro para cobrir suas despesas operacionais, proponham um plano de reequilíbrio para tentar, em até dois anos, evitar sua migração para dentro do Orçamento.

    O novo ato presidencial deve regulamentar um terceiro caso: quando a empresa está em dificuldades e ainda não recebeu qualquer aporte do controlador para custear gastos do dia a dia, mas vê risco de que isso aconteça no futuro. É exatamente a situação dos Correios, que vinham emitindo alertas à União sobre a possibilidade de um furo no caixa.

    Segundo um dos técnicos, a ideia do texto é deixar mais claro em quais circunstâncias uma companhia estatal pode protocolar um plano de reestruturação e estabelecer balizas normativas mínimas do que será necessário apresentar no pedido.

    A preocupação com o respaldo legal é tão grande que a própria elaboração das minutas de decreto e portaria foi feita após um pedido formal da CGPar (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União), colegiado formado pelos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão e Inovação).

    A expectativa do governo e da empresa é publicar as normas nos próximos dias e concluir os trâmites da operação de crédito. Na proposta dos bancos, a taxa de juros ficou um pouco abaixo da indicação anterior, de 136% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), mas a avaliação interna é que as condições melhoraram no geral.

    Antes, as instituições financeiras estavam fazendo exigências mais duras para a operação, como lucro mínimo e recebíveis futuros da empresa como garantia adicional -o que não é usual em empréstimos com aval soberano.

    Agora, as condições ficaram mais flexíveis, embora o custo ainda tenha ficado próximo dos 136% do CDI.

    BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil já são credores dos Correios em uma operação de R$ 1,8 bilhão contratada no primeiro semestre deste ano e que deve ser quitada com os recursos do novo empréstimo. O Banco do Brasil, por sua vez, participa desde o início das conversas. O Safra entrou no sindicato na segunda rodada.

    A conclusão das tratativas do empréstimo é essencial para dar fôlego de caixa à empresa, que passa por dificuldades financeiras. A companhia acumula prejuízos crescentes desde 2022. Neste ano até setembro, a estatal teve um saldo negativo de R$ 6,1 bilhões.

    União viabiliza empréstimo de R$ 20 bi com bancos aprovado pelo Conselho dos Correios

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