Autor: REDAÇÃO

  • EUA batem recorde de execuções em 2025, com 37 mortes no ano

    EUA batem recorde de execuções em 2025, com 37 mortes no ano

    A Flórida lidera o país com 14 execuções, o maior número em uma década. Entre os casos mais recentes está o de Samuel Smithers, de 72 anos, morto por injeção letal. O método segue cercado de polêmicas por falhas e questionamentos éticos sobre o sofrimento dos condenados

    Os Estados Unidos já registram um recorde histórico de execuções em 2025, com 37 penas de morte aplicadas até o momento, superando o antigo máximo de 35, registrado em 2014. A Flórida lidera o ranking nacional, com 14 execuções neste ano, o maior número no estado em mais de uma década.

    Na terça-feira (14), o estado executou Samuel Smithers, de 72 anos, condenado pelo assassinato de duas mulheres em 1996, em Tampa. Ele foi morto por injeção letal na Prisão Estadual da Flórida, em Raiford, tornando-se um dos presos mais idosos a serem executados no estado.

    De acordo com documentos judiciais, Smithers trabalhava como jardineiro quando matou as vítimas, a quem havia pago por sexo. Ele as espancou, estrangulou e jogou os corpos em um lago. O Supremo Tribunal da Flórida rejeitou na semana passada um recurso da defesa, que alegava que a idade avançada do condenado o tornava inelegível para a pena de morte por violar a proibição constitucional de punições “cruéis e incomuns”.

    A execução foi feita com o protocolo padrão da Flórida, que utiliza três substâncias: um sedativo, um paralisante e um fármaco que causa parada cardíaca. O método segue cercado de polêmicas por falhas relatadas em outros casos e por questionamentos éticos sobre o sofrimento dos condenados.

    Desde 1976, quando a Suprema Corte dos EUA restabeleceu a pena de morte, a Flórida não havia ultrapassado oito execuções em um único ano. O governador republicano Ron DeSantis autorizou, até agora, 16 execuções em 2025.

    Outros estados também seguem aplicando o castigo máximo. No mesmo dia, o Missouri executou Lance Shockley, de 48 anos, condenado pelo assassinato de um sargento da patrulha rodoviária em 2005.

    Segundo o Centro de Informação sobre a Pena de Morte, o Texas ocupa o segundo lugar no ranking de execuções em 2025, com cinco casos, seguido por Carolina do Sul e Alabama, com quatro cada. Já em Ohio, onde há 27 execuções agendadas, o governador Mike DeWine afirmou que elas não serão realizadas enquanto não houver um novo método, classificando a injeção letal como “inviável na prática”.
     
     

     

    EUA batem recorde de execuções em 2025, com 37 mortes no ano

  • Um dos corpos devolvidos pelo Hamas não é de refém, diz Israel

    Um dos corpos devolvidos pelo Hamas não é de refém, diz Israel

    Exames realizados pelas forças israelenses mostraram que um dos quatro corpos entregues pelo Hamas pertence a um morador de Gaza, e não a um refém. A descoberta gerou desconfiança sobre os números divulgados pelo grupo e pressão das famílias por respostas do governo

    Um dos corpos entregues pelo Hamas a Israel na terça-feira (14) não pertence a um refém israelense, informou o governo israelense nesta quarta-feira (15), segundo o jornal The Times of Israel.

    De acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF), exames realizados nos quatro corpos devolvidos pelo grupo palestino revelaram que um deles era, na verdade, de um morador da Faixa de Gaza. As outras três vítimas foram identificadas como Tamir Nimrodi, Eitan Levy e Uriel Baruch.

    O Hamas havia entregue os corpos à Cruz Vermelha, elevando para oito o total devolvido desde o início do cessar-fogo, em vigor desde sexta-feira (10). O grupo havia prometido entregar os restos mortais de 28 reféns mortos, mas admitiu na segunda-feira (13) não saber a localização de parte deles, o que atrasou o cumprimento do acordo.

    A descoberta levou o presidente dos Estados Unidos a questionar a veracidade dos números apresentados pelo Hamas. “Disseram que tinham 26 ou 24 reféns mortos, mas parece que nem isso é verdade, porque estamos falando de um número bem menor”, afirmou, após reunião com o presidente argentino, Javier Milei, na Casa Branca. “Quero todos os corpos de volta”, acrescentou.

    O Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas exigiu uma reunião com o comando das IDF para cobrar explicações sobre a continuidade do acordo, mesmo após a violação cometida pelo Hamas.

    “As famílias querem saber por que as Forças de Defesa de Israel continuam a cumprir o acordo enquanto o Hamas o descumpre abertamente. O grupo segue mantendo reféns e provando ser uma organização terrorista mentirosa e repugnante”, diz o comunicado citado pelo The Times of Israel.
     
     

    Um dos corpos devolvidos pelo Hamas não é de refém, diz Israel

  • Entenda a exigência do Manchester United para Casemiro renovar contrato

    Entenda a exigência do Manchester United para Casemiro renovar contrato

    O futuro de Casemiro, 33, segue incerto no Manchester United. O volante brasileiro tem contrato até o fim da temporada, mas poderá continuar no clube caso aceite as condições impostas pela diretoria.

    Segundo a ESPN, Casemiro já foi informado de que precisará aceitar uma redução salarial para permanecer em Old Trafford. Seu contrato atual inclui uma cláusula de renovação por mais um ano, mas, se for acionada, o jogador manteria o mesmo salário — algo que o clube deseja rever devido à sua atual política de cortes de custos.

    Um dos atletas mais bem pagos do elenco, Casemiro é parte de uma lista de jogadores que podem ter de renegociar salários ou deixar o clube, como já ocorreu com David De Gea, Raphaël Varane e Marcus Rashford. Harry Maguire também estaria entre os nomes que poderão ser desafiados a reduzir vencimentos.

    A chegada do técnico português Rúben Amorim ao Manchester United, há quase um ano, chegou a tirar espaço de Casemiro no início, mas o meio-campista reconquistou a confiança do treinador ao longo da última temporada. Amorim chegou a elogiá-lo publicamente, dizendo que o brasileiro o fez “mudar de ideia” e que agora é presença constante entre os titulares.

    Em 2025/26, Casemiro disputou seis das oito partidas dos Red Devils — ficou fora de uma por suspensão, após ser expulso contra o Chelsea, e de outra por opção técnica, diante do Grimsby Town, pela Copa da Inglaterra.

    Apesar do impasse, há interesse de outros clubes no jogador. Equipes da Arábia Saudita observam sua situação, e um retorno ao São Paulo, clube onde foi revelado, também não está descartado.

    A ESPN afirma, no entanto, que a família de Casemiro está completamente adaptada à vida na Inglaterra, o que pode levá-lo a aceitar uma nova temporada pelo Manchester United. O brasileiro foi contratado em 2022 por cerca de 70 milhões de euros (aproximadamente R$ 490 milhões).
     
     

    O clube não tem Lucas e Oscar em campo ao mesmo tempo há mais de sete meses, desde a semifinal do Campeonato Paulista, contra o Palmeiras

    Folhapress | 22:24 – 14/10/2025

     

    Entenda a exigência do Manchester United para Casemiro renovar contrato

  • Cantora Mari Fernandez se casa com Júlia Ribeiro

    Cantora Mari Fernandez se casa com Júlia Ribeiro

    Lauana Prado, Gkay, Xand Avião, Manu Bahtidão, Mileide Mihaile e a ex-BBBs Larissa Tomásia, Larissa Santos e Eslovênia marcaram presença no casamento da cantora e a influenciadora

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A cantora sertaneja Mari Fernandez, 24, oficializou a união com a influenciadora Júlia Ribeiro, 22, em uma cerimônia vespertina nesta terça-feira (14).

    O cenário escolhido pelo casal foi a Fazenda Santa Bárbara, em São Paulo. Famosos como Lauana Prado, Gkay, Xand Avião, Manu Bahtidão, Mileide Mihaile e a ex-BBBs Larissa Tomásia, Larissa Santos e Eslovênia participaram do momento.

    Nas redes sociais, foram compartilhados momentos especiais do casório. Mari Fernandez surpreendeu os convidados ao cantar uma música durante a entrada de Júlia.

    Em outro trecho emocionante, as duas leram seus votos. “Desde o dia em que te conheci, sempre soube que você seria minha paz”, falou Mari. “Sempre soube que seu jeito meigo e doce, sua voz mansa e sua timidez seriam a minha calmaria. Tudo isso é o que eu precisava para curar todas as coisas dentro de mim.”

    “Hoje, depois de tantas orações, depois de vencer o medo de assumir o nosso amor para o mundo, depois de ultrapassar todas as barreiras, nós estamos aqui. Finalmente, estou realizando o sonho de me casar com você e construir uma família”, prosseguiu a cantora.

    Notícias ao Minuto [Cantora Mari Fernandez se casa com Júlia Ribeiro]© AgNews  

    QUEM É MARI FERNANDEZ

    Cearense de 24 anos, Mari se tornou conhecida em 2021, na pandemia, ao viralizar no TikTok com canções como “Parada Louca” e “Comunicação Falhou”, de seu primeiro CD.

    Foi parar no ranking das músicas mais escutadas do país no Spotify e passou a investir em outros gêneros musicais como o piseiro.

    “Atribuo o meu sucesso à minha versatilidade”, falou em entrevista à Folha de S.Paulo. “Consegui me tornar relevante. Estou sempre gravando com pessoas do sertanejo, do funk, do pagode e do forró.”

    A cantora namora a influenciadora Júlia Ribeiro desde 2021. Júlia é pernambucana e dá dicas de moda, beleza e treinos em suas redes sociais.

    Cantora Mari Fernandez se casa com Júlia Ribeiro

  • Hamas diz ter matado supostos 'colaboradores de Israel' enquanto tenta retomar Gaza

    Hamas diz ter matado supostos 'colaboradores de Israel' enquanto tenta retomar Gaza

    Vídeo divulgado pelo grupo terrorista mostra combatentes atirando nas costas de homens ajoelhados em um círculo; facção acusa outros clãs do território palestino, com os quais disputa poder, de serem apoiados por Tel Aviv

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A retirada das tropas de Israel de parte da Faixa de Gaza, um dos compromissos do cessar-fogo assinado na segunda-feira (13), abriu espaço para o grupo terrorista Hamas avançar sobre as ruínas da guerra de dois anos na tentativa de retomar o controle do território palestino.

    A ação tem rendido cenas brutais, como a que mostra o assassinato de sete pessoas em uma rua da Cidade de Gaza. Em uma clara demonstração do retorno do grupo, os combatentes arrastam homens acusados de colaborarem com Israel, forçam-nos a se ajoelhar e atiraram neles pelas costas.

    O vídeo foi publicado pela TV do Hamas no Telegram, e sua autenticidade foi confirmada por um membro do grupo à agência de notícias Reuters.

    Antes disso, no domingo (12), o Ministério do Interior de Gaza já havia afirmado que confrontos entre o Hamas e outro grupo armado haviam matado ao menos 27 pessoas, incluindo oito membros da facção que controlava o território até o início da guerra.

    Nesta terça-feira (14), moradores de Gaza disseram que os combatentes estavam sendo vistos com mais frequência. Testemunhas relataram à agência de notícias AFP intensos combates no bairro de Shejaia, na Cidade de Gaza, perto da fronteira atrás da qual as unidades israelenses seguem controlando cerca de metade do território. Segundo elas, os confrontos envolviam uma unidade afiliada ao Hamas e grupos armados, incluindo alguns supostamente apoiados por Israel.

    Jornalistas da AFP dizem que, desde que o cessar-fogo entrou em vigor, têm observado a presença de membros do grupo terrorista em mercados e rodovias de várias cidades da Faixa de Gaza. Uma fonte da segurança palestina da facção declarou à agência que o corpo de segurança do Hamas, uma unidade criada recentemente e batizada de “Força de Dissuasão”, estava realizando operações para garantir “segurança e estabilidade”.

    Embora o desarmamento do Hamas seja uma exigência da trégua -algo que a facção se nega a fazer sem a garantia da criação de um Estado palestino–, os Estados Unidos, um dos principais mediadores do acordo, parecem ter autorizado o grupo a policiar temporariamente o território.

    Questionado por um jornalista na segunda sobre os relatos de que o Hamas estava agindo para derrotar rivais em Gaza, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o grupo agia dentro dos parâmetros do acordo.

    “Eles querem acabar com os problemas e têm sido abertos sobre isso, e nós lhes demos aprovação por um período de tempo”, disse Trump. “Temos quase 2 milhões de pessoas voltando para prédios que foram demolidos, e muitas coisas ruins podem acontecer. Então, queremos que seja seguro. Acho que vai ficar tudo bem. Quem sabe com certeza?”

    Enquanto era praticamente aniquilado por Israel nos últimos dois anos, o Hamas enfrentava crescentes desafios internos vindos de rivais de longa data. As principais facções que operam no território são Abu Shabab, Doghmosh, Al-Majayda e Rami Hellis.

    A primeira é acusada pelo Hamas de colaborar com Israel, o que o grupo nega. A última opera na Cidade de Gaza e tem sua sede no subúrbio de Shejaia, onde foram registrados confrontos nesta terça. Há alguns meses, a facção se juntou com outro grupo para operar em partes do bairro que ainda estão sob controle do Exército israelense, em desafio ao Hamas.

    Para muitos palestinos que tentam reconstruir seus lares e suas vidas em meio aos escombros, a presença do Hamas é tranquilizadora. “Começamos a nos sentir seguros”, afirmou Abu Fadi al Banna, 34, em Deir al-Balah, no centro de Gaza, à AFP. “Começaram a organizar o trânsito e a desobstruir os mercados. Nos sentimos protegidos dos delinquentes e dos ladrões.”

    Hamas diz ter matado supostos 'colaboradores de Israel' enquanto tenta retomar Gaza

  • PGR diz que deputados não podem pedir prisão de Eduardo Bolsonaro

    PGR diz que deputados não podem pedir prisão de Eduardo Bolsonaro

    O parecer da PGR foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes após os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Talíria Petrone (PSOL-RJ) pedirem a prisão do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta terça-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer no qual afirma que parlamentares não podem requerer a prisão do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

    O parecer foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes após os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Talíria Petrone (PSOL-RJ) pedirem a prisão do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é investigado na Corte pelo tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras.

    Segundo Gonet, somente o Ministério Público, a Polícia Federal ou um assistente de acusação podem solicitar a medida. 

    “SS. Exas [Suas Excelências] não estão habilitadas no feito em nenhuma dessas posições, o que lhes subtrai a legitimidade processual para postular no feito”, afirmou. 
    Contudo, o procurador disse que poderá avaliar a decretação de medidas cautelares contra Eduardo Bolsonaro.

    “De toda sorte, a Procuradoria-Geral da República se reserva à avaliação, em instante que estime oportuno, de eventual requerimento de medidas cautelares, inclusive no que tange ao aspecto da sua viabilidade efetiva”, completou.No mês passado, Gonet apresentou denúncia contra o filho de Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo pelo crime de coação no curso do processo.

    Ambos moram nos Estados Unidos e foram investigados no inquérito que apurou a participação deles na promoção do tarifaço contra o Brasil e de sanções contra integrantes do governo federal e do Supremo. 

    PGR diz que deputados não podem pedir prisão de Eduardo Bolsonaro

  • Ex-Malhação é encontrado morto em apartamento em São Paulo, diz irmã

    Ex-Malhação é encontrado morto em apartamento em São Paulo, diz irmã

    Priscila Back, irmã do ator Felipe Back Selau, afirmou que o corpo foi encontrado após um amigo ir até o apartamento e pedir ajuda a um chaveiro

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Felipe Back Selau, que fez parte do elenco de Malhação entre 2013 e 2014, foi encontrado morto em seu apartamento, em São Paulo. A informação foi divulgada pela irmã do artista, Priscila Back, jogadora de futebol do Cruzeiro.

    Amigos, companheiros de trabalho e familiares tiveram dificuldades para entrar em contato com Felipe nos últimos dias. Em vídeo divulgado nesta terça-feira (14) nas redes sociais, Priscila Back afirmou que o corpo foi encontrado após um amigo ir até o apartamento e pedir ajuda a um chaveiro.

    Priscila não informou detalhes sobre a causa da morte. Foram encontrados antidepressivos no local, segundo a irmã de Felipe.

    Uma perícia foi realizada no local, informou a atleta. A reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, que afirmou precisar de mais informações sobre o caso, como local e horário da ocorrência, para apurar novas informações.

    Atualmente, ele trabalhava como produtor executivo da empresa Chilli Beans e utilizava o nome artístico de Felipe Céu. Em Malhação, Felipe interpretou o personagem Paulo Tiago na temporada intitulada “Malhação, Casa Cheia”.

    Ex-Malhação é encontrado morto em apartamento em São Paulo, diz irmã

  • Macron cede, e França suspende reforma da Previdência até eleição presidencial de 2027

    Macron cede, e França suspende reforma da Previdência até eleição presidencial de 2027

    Reconduzido ao cargo, Sébastien Lecornu anuncia suspensão de medida controversa para tentar aplacar crise política; Assembleia Nacional demonstra ceticismo quanto à capacidade do governo de se manter no poder

    PARIS, FRANÇA (CBS NEWS) – Reconduzido na semana passada ao cargo de primeiro-ministro da França, depois de ter renunciado com apenas um mês no cargo, Sébastien Lecornu propôs nesta terça-feira (14) uma suspensão da reforma das aposentadorias até a próxima eleição presidencial, prevista para 2027, em seu primeiro discurso diante da Assembleia Nacional.

    O anúncio é uma forma de garantir que seu governo não será vítima de uma moção de censura da oposição. “Eis incontestavelmente uma ruptura”, discursou aos deputados.

    Para demonstrar sua disposição ao diálogo com os deputados, o premiê prometeu não recorrer a um controverso dispositivo que lhe permitiria aprovar o orçamento de 2026 sem votação parlamentar, o artigo 49.3 da Constituição -o mesmo que Macron e a ex-primeira-ministra, Élisabeth Borne, usaram para atropelar a oposição e impor a reforma da aposentadoria aos franceses.

    Lecornu também se comprometeu a propor a criação de uma “contribuição excepcional” sobre grandes fortunas -outra forma de contentar a oposição de esquerda. Ele se recusa, porém, a adotar a “taxa Zucman”, um imposto de 2% sobre os patrimônios acima de € 100 milhões (cerca de R$ 640 milhões). O economista que propôs a taxa, Gabriel Zucman, acusou o premiê de poupar os bilionários em seu plano.

    O primeiro-ministro também propôs que até o final do ano seja incluído na Constituição o novo estatuto da Nova Caledônia, arquipélago do oceano Pacífico que pertence à França. Conforme acordo assinado em julho para pôr fim à disputa com os separatistas, será criado um “Estado da Nova Caledônia”, que pode ser reconhecido por outros países, mas continua a fazer parte da França.

    “Não vamos censurar o governo a princípio e não faremos parte dos que derrubam primeiros-ministros. A França precisa de um mínimo de estabilidade, de governo, de orçamento”, disse Laurient Wauquiez, dos Republicanos, de direita.

    Já a ultraesquerda, representada principalmente por Jean-Luc Mélenchon, do partido A França Insubmissa, criticou a suspensão da reforma como apenas uma postergação da medida. “E agora todos vão fingir que não ouviram que a suspensão da reforma tem uma data limite, e então volta a vigorar. Além disso, quem for eleito em 2027 pode compensar o atraso ou propor uma reforma pior”, disse

    A ultradireita aproveitou para criticar Macron. “Na Assembleia Nacional, dos Republicanos [direita] ao Partido Socialista [centro-esquerda], é o ciclo amigável dos salvadores de Emmanuel Macron que se sucedem falando no púlpito”, afirmou Jordan Bardella, líder da Reunião Nacional (RN). “O único denominador comum dessa maioria sem sentido, pronto para qualquer tipo de barganha, é o medo das urnas e o medo do povo.”

    Lecornu é o quarto primeiro-ministro em um ano, sintoma da instabilidade da política francesa desde as eleições legislativas de 2024, que produziu um Parlamento dividido em três grandes grupos, nenhum deles com uma maioria confortável no Legislativo e disposto a fazer concessões.

    Caso o gabinete de Lecornu caia, Macron sofrerá uma pressão ainda maior para renunciar ao cargo ou dissolver a Assembleia e convocar novas eleições legislativas, em que a ultradireita seria favorita.

    A questão central para a sobrevivência do segundo gabinete montado por Lecornu é o número de votos necessário para derrubá-lo. Para aprovar uma moção de censura, são necessários 288 dos 575 deputados com mandato em vigor.

    Já anunciaram que vão votar contra Lecornu a ala mais à esquerda do Parlamento e a ala mais à direita. Isso representa cerca de 210 deputados. O fiel da balança, portanto, são a esquerda moderada (o Partido Socialista) e o que resta da direita gaullista tradicional (Republicanos), cada vez mais próxima da ultradireita.

    O gabinete tem seis ministros do Republicanos. Por isso, o partido ainda hesita em censurar Lecornu. Os socialistas, por sua vez, mesmo sem participação no governo, afirmam aguardar o anúncio das primeiras medidas antes de tomar uma decisão. Reivindicam, sobretudo, a suspensão da reforma das aposentadorias promulgada em 2023.

    Essa reforma prevê o aumento progressivo da idade mínima para se aposentar, de 62 para 64 anos. Parte da oposição de esquerda, e até economistas como Philippe Aghion, agraciado na segunda-feira com o Prêmio Nobel, propunham que a reforma seja congelada no patamar atual -62 anos e 9 meses- até a eleição presidencial de abril de 2027.

    Esse debate evidencia o que realmente está por trás do cálculo de todos os políticos -a corrida para suceder Macron. O atual presidente não pode concorrer de novo, por já estar no segundo quinquênio.

    A impopularidade de Macron -uma pesquisa recente lhe atribuiu apenas 19% de opiniões favoráveis- faz dele um péssimo cabo eleitoral, o que o fez ser abandonado até por antigos aliados fiéis, como o ex-primeiro-ministro Édouard Philippe.

    Macron cede, e França suspende reforma da Previdência até eleição presidencial de 2027

  • África do Sul supera punição e volta à Copa do Mundo após 16 anos

    África do Sul supera punição e volta à Copa do Mundo após 16 anos

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Com o cenário mais complicado do Grupo C das Eliminatórias Africanas, a África do Sul venceu Ruana por 3 a 0 e garantiu uma vaga na Copa do Mundo de 2026.

    Os sul-africanos não dependiam apenas de si para carimbar o passaporte para o Mundial do ano que vem. Além de um triunfo em casa, a África do Sul precisava de um tropeço do então líder Benin contra a Nigéria. Os nigerianos venceram por 4 a 0.

    A África do Sul superou a punição por escalação irregular, que tirou a seleção da liderança do grupo há duas rodadas do fim das Eliminatórias. Os sul-africanos escalaram o volante Teboho Mokoena -que tinha dois cartões amarelos acumulados- na vitória por 2 a 0 contra Lesoto.

    A violação resultou na perda de três pontos e no drama para ir à Copa de 2026. O placar da partida foi revertido em vitória de 3 a 0 para Lesoto, que deixou a África do Sul na segunda colocação da chave, com os mesmos 14 pontos de Benin. A Nigéria, terceira colocada, era ameaça, com 11 pontos.

    O empate com Zimbábue e a vitória contra Ruanda recolocou a África do Sul na liderança do Grupo C. Apenas os primeiros colocados nas noves chaves garantem vaga direta para o Mundial.

    A África do Sul volta a disputar uma edição de Copa do Mundo após 16 anos. A última participação foi em 2010, quando o país recebeu a competição de seleções.

    COMO FICOU O GRUPO C DAS ELIMINATÓRIAS AFRICANAS

    África do Sul – 18 pontos
    Nigéria – 17 pontos
    Benin – 17 pontos
    Lesoto – 12 pontos
    Ruanda – 11 pontos
    Zimbábue – 5 pontos

    A atuação de gala diante da Coreia do Sul praticamente carimbou o passaporte do quarteto ofensivo Vini Jr., Rodrygo, Estêvão e Matheus Cunha para a Copa do Mundo

    Folhapress | 17:24 – 14/10/2025

    África do Sul supera punição e volta à Copa do Mundo após 16 anos

  • Crise no câmbio faz inflação na Argentina voltar a acelerar em setembro

    Crise no câmbio faz inflação na Argentina voltar a acelerar em setembro

    Índice fechou o mês com alta de 2,1%, vindo de dois meses seguidos em 1,9%; governo conta com indicador para ganhar votos para as eleições de 26 de outubro

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Faltando 12 dias para as eleições legislativas na Argentina, o Indec (Instituto Nacional de Estatística e Censos) divulgou que a inflação de setembro teve uma leve aceleração no país. O indicador teve alta de 2,1% ante o mês anterior, o mais elevado desde abril, e de 31,8% no acumulado de 12 meses.

    A inflação é o principal foco econômico do governo na campanha, e analistas concordam que houve um aumento. Em agosto, a inflação havia sido de 1,9% mensal, mesmo desempenho de julho.

    Durante setembro, o dólar teve um aumento significativo, chegando a 1.474,50 pesos argentinos, o que levou o banco central do país a vender reservas. No entanto, após isso, o dólar caiu para cerca de 1.420 pesos argentinos.

    O segmento com o maior aumento no mês foi o de habitação, água, eletricidade e outros combustíveis (3,1%), devido aos aumentos em aluguéis residenciais, seguido por educação (3,1%).

    O grupo com maior impacto na variação mensal regional foi o de alimentação e bebidas não alcoólicas, exceto na Patagônia, onde o maior impacto foi registrado em transportes.

    As duas divisões que registraram as menores variações em setembro de 2025 foram lazer e cultura (1,3%) e restaurantes e hotéis (1,1%).

    O governo de Javier Milei defendia que o impacto da crise cambial que o país viveu após os resultados negativos para o partido do presidente nas eleições legislativas da província de Buenos Aires seria pequeno.

    A previsão de inflação é influenciada pelo aumento nos preços de hortaliças e frutas, que também impactaram os preços de alimentos e bebidas na região.

    Os analistas sugerem que a perda de valor do peso é repassada somente após algum tempo, com expectativa de inflação acima de 2% nos próximos meses.

    Após cair com a intervenção do Tesouro norte-americano no mercado cambial argentino, com a compra de pesos, ocorrida na semana passada, o dólar voltou à tendência de alta nesta terça-feira.

    O dólar oficial fechou a 1.392 pesos argentinos (acima do teto da banda, de 1.385 pesos), enquanto o mercado esperava os desdobramentos do encontro entre Milei e o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca.

    No fim da tarde, as ações argentinas reagiam mal ao condicionamento feito por Trump, de que o apoio à Argentina dependia do desempenho de Milei nas eleições de 26 de outubro. O Merval S&P caía 2,7%.

    Questionado pelos jornalistas sobre um eventual projeto de dolarização da economia argentina -algo que Milei prometeu durante a sua campanha, em 2023, mas que sumiu do radar-, Trump disse que não se opunha, embora “gostasse” dos pesos. Ele defendeu que os países confiem no dólar e criticou os países do Brics, em uma busca por negociar sem usar a moeda americana.

    “Estão todos saindo dos Brics. Era um ataque ao dólar. Eu disse: ‘querem jogar esse jogo? Vamos colocar tarifas sobre todos os produtos que entrarem nos Estados Unidos’. Eles disseram: ‘estamos fora dos Brics’. E agora ninguém mais fala disso”, disse o republicano.

    Crise no câmbio faz inflação na Argentina voltar a acelerar em setembro