Autor: REDAÇÃO

  • Soldado francês morre em ataque no Iraque durante guerra no Oriente Médio

    Soldado francês morre em ataque no Iraque durante guerra no Oriente Médio

    Arnaud Frion, do 7º Batalhão de Caçadores Alpinos, morreu após um ataque com drones na região de Erbil. É a primeira morte de um militar francês e também de um soldado europeu desde o início do conflito.

    Um soldado francês morreu durante um ataque na região de Erbil, no Curdistão iraquiano, informou o presidente da França, Emmanuel Macron, na noite de quinta-feira. Esta é a primeira morte registrada entre militares franceses desde o início da guerra no Oriente Médio e também o primeiro caso de um soldado de um país europeu morto no conflito.

    “O suboficial Arnaud Frion, do 7º Batalhão de Caçadores Alpinos de Varces, morreu pela França durante um ataque na região de Erbil, no Iraque”, escreveu Macron nas redes sociais. O presidente também confirmou que outros militares franceses ficaram feridos na ação.

    A guerra no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro, após ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Desde então, o conflito se expandiu para vários países da região.

    De acordo com o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos, sete soldados americanos já morreram desde o início da guerra, em ataques ocorridos no Kuwait e na Arábia Saudita.

    Segundo autoridades francesas, o ataque ocorrido em Erbil teve como alvo forças envolvidas em operações de combate ao terrorismo.

    Militares de vários países participam atualmente de uma coalizão internacional liderada por Washington para enfrentar grupos extremistas na região. Nesse contexto, tropas francesas e italianas estão no Curdistão iraquiano para treinar forças de segurança locais.

    Em sua declaração, Macron afirmou que a guerra envolvendo o Irã não justifica ataques contra militares franceses. “A guerra no Irã não justifica tais ataques”, disse o presidente.

    Um grupo armado iraquiano chamado Ashab al-Kahf afirmou nesta sexta-feira, em um canal no Telegram, que passou a atacar interesses franceses na região após o envio do porta-aviões francês Charles de Gaulle para o Golfo.

    “Após a chegada do porta-aviões francês à área de operações do Comando Central dos EUA e sua participação em operações, anunciamos que, a partir desta noite, todos os interesses franceses no Iraque e na região serão alvos”, declarou o grupo, considerado próximo ao Irã.

    O Ashab al-Kahf também pediu que forças de segurança mantenham uma distância de pelo menos 500 metros de uma base militar em Kirkuk, no norte do Iraque, onde o grupo afirma que há presença de militares franceses.

    Apesar da ameaça, o grupo não assumiu explicitamente a autoria do ataque que matou o soldado francês.

    O Estado-Maior das Forças Armadas da França havia informado anteriormente que vários militares ficaram feridos em um ataque com drone na região de Erbil.

    Macron não confirmou se Arnaud Frion estava entre os soldados feridos nesse ataque específico.

    Segundo o comando militar francês, os soldados atingidos participavam de atividades de treinamento antiterrorista ao lado de forças iraquianas.

    O governador de Erbil informou que o ataque envolveu dois drones e ocorreu em uma base militar em Mala Qara, localizada a cerca de 40 quilômetros ao sudoeste da cidade.

    Desde o início da guerra no Oriente Médio, a região autônoma do Curdistão iraquiano e a cidade de Erbil têm sido alvo frequente de ataques atribuídos a grupos armados pró-Irã. A maioria dessas ofensivas, no entanto, foi interceptada pelos sistemas de defesa aérea.

    Nos últimos dias, Emmanuel Macron tem destacado que a participação da França no conflito tem caráter principalmente defensivo.

    Soldado francês morre em ataque no Iraque durante guerra no Oriente Médio

  • NASA revela onde caiu satélite que fez reentrada descontrolada na Terra

    NASA revela onde caiu satélite que fez reentrada descontrolada na Terra

    Van Allen Probe A reentrou na atmosfera antes do previsto e caiu em área remota do oceano Pacífico, a mais de mil quilômetros das ilhas Galápagos. Segundo a NASA, o risco de causar danos era extremamente baixo

    O satélite Van Allen Probe A, da NASA, reentrou na atmosfera da Terra de forma descontrolada, mas não causou qualquer incidente. Antes da queda, estimava-se que o risco de alguma parte do equipamento atingir uma pessoa fosse de aproximadamente 1 em 4.200.

    Após monitorar o trajeto do satélite, a NASA e a Força Espacial dos Estados Unidos confirmaram o local da queda. Segundo comunicado oficial da agência espacial, o equipamento caiu no oceano Pacífico, a mais de mil quilômetros a oeste do arquipélago de Galápagos.

    Por ter atingido uma área remota do oceano, o satélite não representou perigo para pessoas ou áreas habitadas.

    Antes da reentrada, a NASA havia alertado que alguns fragmentos poderiam sobreviver ao processo de passagem pela atmosfera. Mesmo assim, a agência reforçou que as chances de causar danos eram extremamente baixas.

    O Van Allen Probe A foi lançado em 2012 com a missão de estudar os cinturões de radiação da Terra, conhecidos como cinturões de Van Allen. A missão científica do satélite foi concluída em 2019.

    Inicialmente, a NASA estimava que o equipamento só reentraria na atmosfera por volta de 2034. No entanto, o atual ciclo solar tem apresentado atividade mais intensa do que o previsto, o que acelerou o processo de queda do satélite.

    O Van Allen Probe A foi lançado ao espaço junto com outro satélite idêntico, o Van Allen Probe B. A expectativa da NASA é que esse segundo equipamento também reentre na atmosfera terrestre nos próximos anos, possivelmente por volta de 2030.

    NASA revela onde caiu satélite que fez reentrada descontrolada na Terra

  • Mulher de Ali Khamenei está viva, diz agência ligada ao regime iraniano

    Mulher de Ali Khamenei está viva, diz agência ligada ao regime iraniano

    Após rumores sobre a morte de Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, agência ligada à Guarda Revolucionária afirmou que a informação é falsa. O caso ocorre em meio à guerra após os ataques de EUA e Israel que mataram o líder supremo do Irã

    A esposa do ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei, está viva, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira pela agência iraniana Fars News. O veículo, ligado à Guarda Revolucionária iraniana, afirmou que as notícias que apontavam a morte de Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh são falsas.

    Nos últimos dias, diferentes veículos de comunicação no país haviam divulgado informações contraditórias sobre o estado de saúde da viúva do aiatolá. O canal estatal iraniano Two chegou a noticiar, em 2 de março, que ela teria sido morta dentro de casa.

    A agência Tasnim também havia informado que Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh teria sido declarada mártir após morrer em consequência de ferimentos provocados por ataques aéreos. Outros meios chegaram a afirmar que a mulher, de 78 anos, estaria em coma.

    Segundo relatos divulgados na imprensa iraniana, a filha, o neto e o genro de Khamenei morreram no ataque realizado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, que também matou o líder supremo iraniano. Após a morte de Ali Khamenei, o cargo foi assumido por seu filho, Mojtaba Khamenei.

    O novo líder supremo, de 56 anos, também teria ficado ferido durante os ataques e ainda não apareceu publicamente desde então. Em sua primeira mensagem após assumir o cargo, Mojtaba Khamenei defendeu a manutenção do bloqueio do Estreito de Ormuz.

    A declaração veio depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o impacto da guerra sobre o preço do petróleo era secundário diante da necessidade de enfrentar o Irã.

    “A alavanca do bloqueio de Ormuz deve ser absolutamente utilizada”, afirmou Mojtaba Khamenei em um discurso transmitido pela televisão estatal iraniana, segundo a agência France-Presse (AFP).

    O novo líder também prometeu vingança pelas mortes causadas pelo conflito iniciado após os ataques dos Estados Unidos e de Israel.

    “Uma parte limitada dessa vingança já foi realizada, mas enquanto ela não for completada, continuará sendo uma de nossas prioridades”, declarou.

    Mojtaba Khamenei também pediu que países da região encerrem bases militares dos Estados Unidos em seus territórios e agradeceu o apoio dos chamados “combatentes do Eixo da Resistência” no Iêmen, no Líbano e no Iraque.

    Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis já morreram no Irã, além de vários ministros e oficiais de alta patente das Forças Armadas iranianas.

    Em resposta aos ataques, que foram justificados por Washington e Tel Aviv como parte da tentativa de impedir o avanço do programa nuclear iraniano, o governo de Teerã restringiu o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

    O país também lançou ataques contra alvos em Israel, bases militares americanas e instalações em diversos países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

    Além disso, incidentes envolvendo projéteis iranianos também foram registrados em países como Chipre, Turquia e Azerbaijão.
     

     
     

    Mulher de Ali Khamenei está viva, diz agência ligada ao regime iraniano

  • Um dos melhores chefs do mundo deixa Noma após denúncias de abusos

    Um dos melhores chefs do mundo deixa Noma após denúncias de abusos

    René Redzepi, dono do restaurante eleito cinco vezes o melhor do mundo, renunciou após relatos de ex-funcionários sobre agressões físicas, humilhações e ambiente abusivo na cozinha ao longo de vários anos

    René Redzepi, chef do Noma, restaurante que já foi eleito cinco vezes o melhor do mundo, deixou o cargo após novas denúncias de que teria agredido física e verbalmente funcionários ao longo de vários anos. Ao anunciar sua saída, o cozinheiro afirmou que está assumindo a responsabilidade por comportamentos do passado.

    A decisão foi divulgada na quarta-feira, 11 de março, depois que relatos sobre episódios de violência vieram à tona. As denúncias começaram a circular nas redes sociais e posteriormente foram investigadas pelo jornal The New York Times, que afirma ter conversado com cerca de 35 ex-funcionários do restaurante em Copenhague, na Dinamarca.

    Segundo esses relatos, entre 2009 e 2017 Redzepi teria agredido membros da equipe, dando socos em funcionários, espetando colegas com utensílios de cozinha e até empurrando trabalhadores contra paredes.

    Um dos episódios citados teria ocorrido em fevereiro de 2014. De acordo com ex-funcionários, o chef teria ordenado que toda a equipe saísse do restaurante e o seguisse até a rua, mesmo com temperaturas abaixo de zero.

    No local, cerca de 40 cozinheiros formaram um círculo, deixando no centro apenas Redzepi e outro chef da equipe. Os funcionários disseram que presenciaram o dono do restaurante repreendendo o colega diante de todos, em um episódio descrito como humilhação pública.

    Segundo os relatos, em determinado momento Redzepi teria partido para agressão física, dando um soco no estômago do cozinheiro e gritando que ninguém voltaria para dentro do restaurante até que o funcionário admitisse que gostava de fazer sexo oral em DJs.

    O grupo teria permanecido em silêncio até que o cozinheiro cedeu à exigência. Em seguida, todos retornaram à cozinha para continuar o trabalho.

    “Ir trabalhar era como ir para a guerra”, afirmou Alessia, uma das cozinheiras presentes na cena e que atualmente trabalha em um restaurante em Londres. “Você precisava se forçar a ser forte e não demonstrar medo.”

    Outra chef, que pediu anonimato, contou que em 2013, durante seu período no Noma, não conseguia parar de trabalhar tempo suficiente sequer para se alimentar. Segundo ela, perdeu quase 20 quilos apenas no primeiro ano.

    A cozinheira também relatou um episódio em que foi agredida após usar o celular durante o serviço, algo que era proibido. Ela disse que pegou o aparelho apenas para diminuir o volume da música na sala de jantar, após um cliente reclamar.

    Segundo o depoimento, Redzepi não ouviu a explicação e teria lhe dado um soco nas costelas com tanta força que ela caiu contra uma bancada de metal e acabou se cortando no quadril.

    A chef afirmou que ficou caída no chão, sangrando e chorando. Depois conseguiu se levantar sozinha e foi até o vestiário. Segundo ela, quando alguém finalmente apareceu para ajudá-la, foi apenas para perguntar se estava em condições de continuar trabalhando.

    Após a repercussão das denúncias, Redzepi anunciou que deixaria o cargo no Noma, restaurante que cofundou em 2003 e que ajudou a transformar a gastronomia contemporânea. O chef chegou a ser considerado um dos nomes mais influentes da alta cozinha mundial.

    Em uma publicação nas redes sociais, Redzepi comentou as acusações. “As últimas semanas trouxeram foco a conversas importantes sobre o nosso restaurante, sobre a indústria e sobre a minha liderança no passado”, escreveu.

    Ele afirmou também que vem tentando mudar sua forma de liderar. “Eu trabalhei para me tornar um líder melhor e o Noma deu passos enormes para transformar sua cultura ao longo dos anos. Reconheço que essas mudanças não apagam o passado. Um pedido de desculpas não é suficiente. Eu assumo total responsabilidade pelas minhas ações.”

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    Notícias ao Minuto© @reneredzepinoma/Instagram  

    Notícias ao Minuto© @reneredzepinoma/Instagram  

    Não é a primeira vez que o chef pede desculpas publicamente. Em 2008, ele já havia sido gravado gritando com cozinheiros durante as filmagens de um documentário.

    Em 2015, Redzepi publicou um ensaio no qual admitiu ter sido uma “besta” com sua equipe e reconheceu episódios de bullying no ambiente de trabalho.

    Mais tarde, em 2022, em entrevista ao jornal The Times, afirmou que se arrependia de seu comportamento, embora tenha dito que “nunca bateu em ninguém”, mas que “provavelmente foi contra” algumas pessoas.

    Em comunicado enviado ao The Times, Redzepi afirmou: “Embora eu não reconheça todos os detalhes dessas histórias, consigo ver o suficiente do meu comportamento passado refletido nelas para entender que minhas ações foram prejudiciais para pessoas que trabalharam comigo.”

    Ele acrescentou: “Para aqueles que sofreram sob minha liderança, por causa de minhas más decisões ou da minha raiva, eu estou profundamente arrependido e tenho trabalhado para mudar.”

    O chef também afirmou que já havia se afastado da gestão diária do restaurante há alguns anos e que passou a fazer terapia para aprender formas melhores de lidar com a raiva.

    O Noma, que atualmente possui três estrelas Michelin, é considerado um dos restaurantes mais influentes da gastronomia mundial.
     
     

     

    Um dos melhores chefs do mundo deixa Noma após denúncias de abusos

  • Google lança IA que prevê enchentes e desastres naturais com 24h

    Google lança IA que prevê enchentes e desastres naturais com 24h

    Nova tecnologia chamada Groundsource usa inteligência artificial Gemini para transformar milhões de relatórios públicos em dados estruturados. Sistema já identificou 2,6 milhões de enchentes históricas e ajuda a prever desastres em mais de 150 países

    O Google anunciou nesta sexta-feira o lançamento do Groundsource, uma nova metodologia baseada na inteligência artificial Gemini capaz de transformar milhões de relatórios públicos em dados estruturados para ajudar a prever desastres naturais, como enchentes e ondas de calor.

    Segundo a empresa, o sistema já identificou cerca de 2,6 milhões de eventos históricos de inundação em mais de 150 países. A tecnologia também permite prever enchentes urbanas repentinas com até 24 horas de antecedência, o que pode ajudar autoridades e comunidades a se prepararem melhor para esse tipo de situação.

    De acordo com o Google, as previsões de enchentes urbanas já estão disponíveis no Flood Hub, plataforma da empresa que reúne dados e alertas sobre riscos de inundação. O serviço também inclui previsões para cheias de rios, que atualmente cobrem cerca de 2 bilhões de pessoas em mais de 150 países.

    A companhia afirma que a nova ferramenta representa uma ampliação significativa de sua capacidade de monitoramento e previsão de enchentes ao redor do mundo.

    Para comunidades e governos, a iniciativa pode ajudar a melhorar o planejamento e a resposta a desastres naturais. Já para pesquisadores e organizações parceiras, o Groundsource funciona como um grande banco de dados aberto, que pode servir de referência para estudos e novas soluções tecnológicas.

    Segundo o Google, essa base de dados é especialmente importante para regiões urbanas que historicamente possuem pouca informação sobre enchentes repentinas.

    O conjunto de dados do Groundsource e o modelo de previsão de enchentes urbanas passam agora a integrar o portfólio de ferramentas geoespaciais da Google Earth AI, plataforma voltada ao uso de inteligência artificial para análise ambiental e territorial.

    A empresa também destaca que a mesma tecnologia pode ser aplicada futuramente a outros tipos de desastres naturais, como deslizamentos de terra e ondas de calor, transformando relatórios verificados de diversas partes do mundo em bases de dados capazes de melhorar a prevenção e a resposta global a eventos extremos.

    Google lança IA que prevê enchentes e desastres naturais com 24h

  • Trump volta a ameaçar Irã e chama rivais de “canalhas desvairados”

    Trump volta a ameaçar Irã e chama rivais de “canalhas desvairados”

    Presidente dos Estados Unidos fez novas declarações duras contra Teerã nas redes sociais e afirmou que forças militares iranianas estão sendo destruídas. A tensão cresce no Oriente Médio com novos ataques e troca de ameaças entre os países

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma nova ameaça ao Irã nesta quinta-feira e afirmou que novas ações militares podem ocorrer em breve. Em publicação na rede social Truth Social, da qual é proprietário, o líder americano escreveu: “Observem o que vai acontecer com esses canalhas enlouquecidos hoje”.

    Na mensagem, Trump afirmou que as forças militares iranianas estariam sendo destruídas durante o conflito. “A Marinha do Irã acabou, sua Força Aérea já não existe, e mísseis, drones e tudo o mais estão sendo eliminados. Seus líderes foram varridos da face da Terra”, declarou.

    O presidente também mencionou o histórico de confrontos com o regime iraniano. “Há 47 anos eles matam pessoas inocentes ao redor do mundo, e agora eu, como 47º presidente dos Estados Unidos da América, estou acabando com eles. Que grande honra é fazer isso”, escreveu.

    As declarações ocorreram poucas horas depois de autoridades iranianas afirmarem que um míssil disparado por grupos iraquianos aliados de Teerã teria atingido um avião de reabastecimento dos Estados Unidos, que caiu no oeste do Iraque com seis tripulantes a bordo.

    O Comando Central das Forças Armadas americanas confirmou que a aeronave, um KC-135, caiu na região, mas afirmou que o acidente não foi causado por fogo inimigo nem por erro das próprias forças.

    O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã. Durante os ataques, morreu o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano desde 1989.

    Em resposta, o Irã fechou o Estreito de Ormuz e passou a lançar ataques contra alvos em Israel, bases militares americanas e instalações em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Também foram registrados incidentes envolvendo projéteis iranianos em Chipre e na Turquia.

    Nesta quinta-feira, autoridades da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Bahrein relataram novos ataques iranianos em seus territórios, enquanto o conflito no Oriente Médio se aproxima da segunda semana.

    O Ministério da Defesa saudita informou, na rede social X, que interceptou diversos mísseis em seu espaço aéreo. Segundo o comunicado, quatro foram abatidos nas regiões leste e central do país, seis em uma província oriental e outros sete tentavam entrar no espaço aéreo saudita. As autoridades não divulgaram os locais exatos das interceptações.

    Nos Emirados Árabes Unidos, autoridades de Dubai informaram que destroços de uma interceptação bem-sucedida causaram pequenos danos na fachada de um prédio no centro da cidade. Não houve registro de feridos.

    O episódio ocorre um dia após um drone cair próximo ao distrito financeiro de Dubai. O Irã havia ameaçado atingir instituições econômicas dos Estados Unidos, o que levou algumas empresas americanas a retirar funcionários do emirado.

    Já no Bahrein, o Ministério do Interior orientou os moradores a manter a calma e procurar abrigo após o acionamento das sirenes de emergência, conforme comunicado divulgado na rede social X.
     
     

     

    Trump volta a ameaçar Irã e chama rivais de “canalhas desvairados”

  • Abel Ferreira e Luís Castro vão do céu ao inferno no Brasileirão

    Abel Ferreira e Luís Castro vão do céu ao inferno no Brasileirão

    O Palmeiras viveu uma montanha-russa de emoções em poucos dias. Após conquistar o título do Campeonato Paulista ao vencer o Grêmio Novorizontino por 3 a 1 no placar agregado, o time comandado por Abel Ferreira sofreu sua primeira derrota no Campeonato Brasileiro de 2026. O revés veio nesta rodada diante do Vasco da Gama, que venceu por 2 a 1 em São Januário, no Rio de Janeiro.

    Mesmo sem Abel Ferreira no banco, já que o treinador português cumpria suspensão, o Palmeiras saiu na frente ainda no primeiro tempo. O gol foi marcado pelo atacante Flaco López, pouco antes do intervalo, após finalização precisa.

    Na segunda etapa, porém, o Vasco reagiu e virou o jogo. Thiago Mendes empatou aos 18 minutos do segundo tempo e, aos 29, Cuiabano marcou o gol que garantiu a vitória da equipe carioca.

    Do lado vascaíno, o português Nuno Moreira começou como titular na equipe comandada por Renato Gaúcho. No entanto, o meia não conseguiu se destacar e acabou substituído por Adson aos 12 minutos da segunda etapa.

    Quem também não teve uma noite tranquila foi o técnico português Luís Castro. O treinador vinha embalado após a conquista do Campeonato Gaúcho com o Grêmio, depois da vitória sobre o Internacional por 4 a 1 no placar agregado.

    Apesar da boa fase recente, o Grêmio ficou apenas no empate por 1 a 1 com o Red Bull Bragantino, em Porto Alegre. O time gaúcho abriu o placar logo aos 7 minutos do primeiro tempo com o atacante Carlos Vinícius, jogador que teve passagens por clubes como Benfica, Rio Ave e Real SC.

    Mesmo com a vantagem inicial, o Grêmio não conseguiu sustentar o resultado. Aos 21 minutos do segundo tempo, Rodriguinho marcou para o Bragantino e deixou tudo igual, definindo o placar final.

    A quinta rodada do Campeonato Brasileiro também teve vitórias importantes. O Atlético Mineiro venceu o Internacional por 1 a 0, o Coritiba bateu o Corinthians por 2 a 0, o Flamengo derrotou o Cruzeiro por 2 a 0, o Fluminense superou o Remo por 2 a 0 e o São Paulo venceu a Chapecoense por 2 a 0.

    Também foram registrados dois empates na rodada: Bahia e Vitória ficaram no 1 a 1, enquanto Mirassol e Santos empataram em 2 a 2.

    A rodada ainda será encerrada no dia 29 de março, com o confronto entre Athletico Paranaense e Botafogo, na Arena da Baixada.

    Com os resultados até agora, o São Paulo lidera o Campeonato Brasileiro com 13 pontos, dois a mais que Palmeiras e Fluminense, que aparecem logo atrás na tabela. O Flamengo ocupa a sexta colocação com sete pontos e um jogo a menos, mesma pontuação do Grêmio.

    Matheus Bidu reconheceu o direito de cobrança do torcedor, mas ressaltou que o histórico recente do time também seja levado em consideração: “Torcedor tem total direito de criticar, eles pagam ingresso. Mas também não podem esquecer tudo que a gente fez nesses oito meses”, disse

    Folhapress | 15:36 – 12/03/2026

    Abel Ferreira e Luís Castro vão do céu ao inferno no Brasileirão

  • Novo líder do Irã promete vingança e bloqueio de Hormuz em 1ª fala no posto

    Novo líder do Irã promete vingança e bloqueio de Hormuz em 1ª fala no posto

    Novo líder supremo do Irã adotou um tom desafiador em seu primeiro pronunciamento; Mojtaba Khamenei afirmou que o Irã preza a amizade de seus vizinhos, mas vai continuar a atacar as bases americanas em solo de aliados de Washington no Oriente Médio

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, adotou um tom desafiador em seu primeiro pronunciamento após assumir o lugar do pai, Ali, morto no primeiro dia da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra a teocracia.

    Mojtaba, 56, disse que suas forças continuarão fechando na prática o estratégico estreito de Hormuz, por onde passam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. É uma forma “de manter pressão sobre o inimigo”.

    O pronunciamento escrito foi lido na TV estatal. O usualmente recluso Mojtaba, ferido no primeiro dia da guerra, segue sem aparecer em público.

    O líder afirmou que o Irã preza a amizade de seus vizinhos, mas vai continuar a atacar as bases americanas em solo de aliados de Washington no Oriente Médio. “Elas devem fechar”, disse. Também exigiu reparações pelos danos da guerra, sob pena de “destruir os ativos” americanos e israelenses.

    Ele também prometeu “vingar o sangue dos mártires, em especial dos de Minab”, em referência aos cerca de 180 mortos no bombardeio a uma escola na cidade homônima, a maioria estudantes.

    O tom duro, transparecendo sua ligação com o estamento militar da Guarda Revolucionária, só foi quebrado num raro aceno à oposição ao regime, que na virada do ano havia promovido os maiores protestos da história da teocracia instalada em 1979.

    “A unidade entre todos os indivíduos e estratos da nação não deve ser prejudicada. Isso será alcançado deixando de lado os pontos de discordância”, afirmou, restando saber se ele falava sobre uma disposição de afrouxar seu aparato repressivo ou apelava àqueles que criticam o regime.

    Mojtaba (pronuncia-se “môdj-ta-bá”) não se manifestava desde o domingo (8), quando foi eleito líder por um colegiado de clérigos.

    Ele havia sido ferido no ataque que matou seu pai e outros cinco membros de sua família no primeiro dia do conflito, 28 de fevereiro. Segundo a mídia iraniana, ele quebrou o pé e sofreu escoriações leves na explosão do que analistas acreditam ter sido um míssil aerobalístico Blue Sparrow israelense.

    Dono de perfil discreto, ele sempre viveu à sombra do pai, cultivando conexões com o aparato de segurança comandado pela Guarda Revolucionária.

    Antes de sua morte, Khamenei, com mais de 80 anos e doente, tinha no clérigo radical Ebrahim Raisi seu sucessor presumido. Mas o então presidente morreu de forma misteriosa em um acidente de helicóptero em 2024, e nova eleição colocou o mais moderado Masoud Pezeshkian no poder.

    O enfraquecimento dos prepostos regionais de Teerã pelas guerras do pós-7 de Outubro de Israel e o conflito direto com o Estado judeu e os EUA em 2025 minaram ainda mais a teocracia, que viu os maiores protestos contra o regime na virada deste ano.

    Com a nova guerra e a morte do líder supremo, a Guarda e seu principal nome na política, o chefe do Conselho de Segurança, Ali Larijani, comandaram o processo sucessório.

    Alguns moderados se queixaram da falta de transparência esperada na eleição pela Assembleia dos Especialistas. Mojtaba nunca foi designado herdeiro pelo pai e o regime islâmico não prevê transferência hereditária de poder. Com isso, a Guarda ganhou ainda mais poder, ao menos neste momento.

    Já Pezeshkian, que nunca foi um presidente forte, viu sua posição ainda mais esvaziada. O pedido de desculpas aos vizinhos foi ignorado pelos militares, que redobraram ações no golfo Pérsico, e ninguém levou a sério sua oferta para parar a guerra em termos favoráveis -Trump é quem dá as ordens nesse quesito.

    A dúvida que fica agora é se Mojtaba irá de fato tomar o controle da situação e se conseguirá operar fora dos ditames da Guarda, que até aqui tem apenas escalado a guerra, na esperança de que o desgaste econômico devido ao impacto no mercado de petróleo pressione Trump.

    Nesta quinta, Larijani reforçou a promessa feita no pronunciamento do líder supremo, dizendo que “começar guerras é fácil, mas acabar com elas não se faz com alguns tweets”. “Não o deixaremos em paz até que admita seu erro e pague o preço”, escreveu Larijani.

    Apesar da declaração do líder supremo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta quinta que muitos navios ainda podem passar pelo estreito de Hormuz se coordenarem com a marinha iraniana.

    “Após os eventos atuais, de modo geral, não podemos retornar às condições anteriores a 28 de fevereiro”, disse Baghaei em declarações divulgadas pela agência de notícias Mehr.

    Novo líder do Irã promete vingança e bloqueio de Hormuz em 1ª fala no posto

  • Gol anuncia voos para Paris e Lisboa e nova classe executiva

    Gol anuncia voos para Paris e Lisboa e nova classe executiva

    Companhia aérea também terá novo destino para Nova York e expansão de trajeto para Orlando; rotas que ligarão Rio à capital portuguesa terão início em 16 de setembro, com quatro viagens semanais

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Gol anunciou nesta quinta-feira (12) três novas rotas internacionais, com destino a Paris, Lisboa e Orlando (EUA). Os voos partirão do Galeão, no Rio de Janeiro, aeroporto que foi escolhido como novo hub para expansão da companhia aérea.

    Na semana passada a Gol já havia anunciado uma nova rota para Nova York, também partindo do Galeão. Para esses destinos, a empresa irá utilizar os novos Airbus A330-900 que serão incorporados à frota da empresa.

    A aquisição das aeronaves foi anunciada neste mês pelo Grupo Abra, controladora da Gol. A chegada dos novos aviões será feita de forma progressiva entre 2026 e 2027. Numa fase inicial, até cinco das sete aeronaves serão operadas pela Gol e duas pela Avianca.

    O Airbus A330-900 tem capacidade para mais de 290 assentos e inclui uma cabine de classe executiva. A aeronave tem corredor duplo e autonomia de cerca de 15 horas.

    Os voos que ligarão Rio a Lisboa terão início em 16 de setembro, com quatro frequências semanais de ida e volta, de início.

    Em Orlando, serão também quatro frequências semanais. Hoje o destino já é atendido pela companhia com voos de Boeing 737 MAX 8 partindo de Brasília e Fortaleza.

    A Gol ainda não anunciou data e frequência para os voos entre Rio e Paris. O trajeto para Nova York terá início em julho, com três voos semanais.

    Nesta quinta a empresa anunciou também uma nova classe, batizada de Business Insignia.

    Os clientes que aderirem a essa classe terão check-in e embarque prioritários, acesso aos lounges Gol Smiles e de parceiros em Nova York, Orlando, Paris e Lisboa, assento que vira cama (full flat bed), fone de ouvido com cancelamento de ruído, tela touchscreen individual de 16 polegadas e desembarque e entrega de bagagem prioritários.

    O menu da classe Business Insignia será assinado pelo chef Felipe Bronze. O serviço de bordo será dividido em três etapas no almoço e jantar, com opções de entrada, prato principal e sobremesas.

    Gol anuncia voos para Paris e Lisboa e nova classe executiva

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Liza Minnelli diz que flagrou primeiro marido na cama com outro homem

    Liza Minnelli diz que flagrou primeiro marido na cama com outro homem

    Atriz relata episódio de traição em nova autobiografia sobre casamento com o cantor Peter Allen; artista afirma que os dois choraram juntos após o flagrante e mantiveram amizade depois do divórcio

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – A atriz e cantora Liza Minnelli, 79, conta em sua nova autobiografia que ficou “sem chão” ao flagrar o primeiro marido, o cantor e compositor Peter Allen (1944-1992), na cama com outro homem. Os dois foram casados entre 1967 e 1974.

    O relato aparece no livro de memórias “Kids, Wait Till You Hear This”! (“Crianças, esperem só até ouvirem esta!”, em tradução livre), lançado recentemente. O trecho foi divulgado pelo site Fox News.

    Segundo Minnelli, o episódio ocorreu quando ela voltava para casa após uma ida ao shopping. Ao entrar no apartamento, encontrou o marido com outro homem na cama do casal. “Entrei no nosso apartamento e encontrei Peter transando passionalmente. Com um homem. Na nossa cama!”, relembrou.

    A atriz também descreve a dificuldade para processar o que havia visto. “Foi impossível para o meu coração absorver o que os meus olhos tinham visto. Enquanto o outro homem rapidamente se vestiu e desapareceu, me senti frágil e temerosa”, escreveu.

    Ela lembra que Allen então se aproximou, a abraçou e os dois choraram juntos. “Ele se sentiu horrível e me disse pela primeira vez: ‘Liza, eu te amo mais do que qualquer outra pessoa no mundo… e sou gay’”, relatou. Peter Allen morreu em 1992, por complicações decorrentes de seu diagnóstico de AIDS.

    Liza Minnelli afirma ainda que, apesar do divórcio em 1974, os dois mantiveram uma relação de carinho e respeito nos anos seguintes. Após o fim do casamento com Allen, a atriz se casou com Jack Haley Jr., entre 1974 e 1979; com Mark Gero, entre 1979 e 1992; e com David Gest, entre 2002 e 2007.

    Liza Minnelli diz que flagrou primeiro marido na cama com outro homem