Autor: REDAÇÃO

  • BC anuncia bloqueio de chaves Pix usadas em golpes a partir deste sábado

    BC anuncia bloqueio de chaves Pix usadas em golpes a partir deste sábado

    O mecanismo foi discutido na quinta-feira (2), em reunião do Fórum Pix -comitê consultivo permanente formado por cerca de 300 participantes que representam o sistema financeiro e a sociedade civil. Ele tem como objetivo subsidiar o BC na definição das regras e procedimentos que disciplinam o funcionamento do Pix.

    NATHALIA GARCIA
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Banco Central anunciou que passará a bloquear chaves Pix que sejam identificadas por instituições financeiras como utilizadas em golpes e fraudes a partir deste sábado (4). Essa é mais uma medida voltada para fortalecer a segurança do sistema financeiro.

    O mecanismo foi discutido na quinta-feira (2), em reunião do Fórum Pix -comitê consultivo permanente formado por cerca de 300 participantes que representam o sistema financeiro e a sociedade civil. Ele tem como objetivo subsidiar o BC na definição das regras e procedimentos que disciplinam o funcionamento do Pix.

    O instrumento prevê que, quando uma chave Pix vinculada a um usuário com marcação de fraude for consultada, o sistema do Banco Central apontará um erro, tornando impossível concluir uma transferência para essa chave ou esse usuário marcados como fraudadores.

    Esse mecanismo, contudo, só funciona para chaves Pix e usuários que foram marcados pela instituição que registrou a chave consultada. Em um exemplo hipotético, um cliente possui conta e chaves Pix nos bancos A e B. O CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) deste cliente recebeu uma marcação de fraude apenas no banco A.

    Se alguém consultar a chave Pix desta pessoa no banco A, o Banco Central indicará um erro, e ela ficará impossibilitada de receber recursos. No entanto, se a consulta for feita no banco B, onde não há marcação de fraude, as informações serão fornecidas normalmente.

    A ideia, segundo um interlocutor com conhecimento no assunto, é evitar que pessoas com marcação de fraude equivocadas sejam totalmente afetadas pela medida.

    Na semana passada, o BC divulgou mudanças no regulamento do Pix e apertou as regras de penalidades. A autoridade monetária definiu, entre outras regras, que instituições que criarem ou aceitarem uma marcação de fraude em uma transação devem obrigatoriamente restringir a transferência de recursos via Pix envolvendo aquela conta.

    Determinou também que as instituições serão obrigadas a rejeitar pedido de portabilidade daquele cliente, de forma a impedir que ele abra outra conta na mesma instituição e migre as chaves Pix da conta anterior.

    O aperto em brechas tecnológicas e regulatórias já constava na agenda do BC para este ano, mas o tema ganhou mais urgência depois dos ataques hackers que provocaram desvios milionários de recursos.

    Neste ano, foram registrados até agora oito incidentes cibernéticos, com desvios que somam cerca de R$ 1,5 bilhão ao todo -cerca de R$ 850 milhões foram recuperados.

    BC anuncia bloqueio de chaves Pix usadas em golpes a partir deste sábado

  • Ataque russo a estação ferroviária deixa vários feridos na Ucrânia

    Ataque russo a estação ferroviária deixa vários feridos na Ucrânia

    O presidente ucraniano informou, este sábado, que um ataque de drones russos a uma estação ferroviária fez, pelo menos, 30 pessoas feridas – tanto “funcionários da Ukrainian Railways, como passageiros”. Os serviços de emergência encontram-se no local a socorrer as vítimas.

    Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas após um ataque de drones russos contra a estação ferroviária de Shostka, na região de Sumy, neste sábado, informou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

    “Um violento ataque de drones russos atingiu a estação ferroviária de Shostka, na região de Sumy. Todos os serviços de emergência estão no local e já começaram a socorrer as pessoas. As informações sobre os feridos ainda estão sendo apuradas”, escreveu ele na rede social X (antigo Twitter).

    O presidente ucraniano disse ainda que, até o momento, há “pelo menos 30 vítimas” e que, segundo “relatórios preliminares”, os feridos seriam “funcionários” da empresa estatal Ukrainian Railways e “passageiros”.

    “Os russos não podiam deixar de saber que estavam atingindo civis. Este é um ato de terror que o mundo não pode ignorar. Todos os dias, a Rússia tira vidas, e só a força pode detê-los”, destacou Zelensky.

    E acrescentou: “Ouvimos declarações firmes vindas da Europa e da América, e é hora de transformá-las em realidade”.

    Zelensky também sublinhou que “não basta falar” e que “é necessária uma ação firme” contra a Rússia.

    Guerra na Ucrânia? Entrou em “fase mais perigosa”

    A invasão russa da Ucrânia, que já deixou mais de 50 mil vítimas entre mortos e feridos — incluindo três mil crianças — “entrou em uma fase ainda mais perigosa e letal para os civis ucranianos”, alertou a ONU na sexta-feira.

    Segundo o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, essa fase se caracteriza por “bombardeios contínuos contra escolas, hospitais e abrigos”.

    Nos primeiros oito meses de 2025, o número de vítimas aumentou 40% em relação a 2024, informou Turk, acrescentando que, em três anos e meio de conflito, já morreram cerca de 15 mil civis ucranianos, enquanto outros 35 mil ficaram feridos.

    “Esta guerra precisa acabar. O custo humano para os civis, para os soldados e para suas famílias é enorme e devastador”, disse Turk em um debate sobre a Ucrânia no Conselho de Direitos Humanos da ONU, ressaltando que todas as negociações e iniciativas de paz “devem dar prioridade à proteção dos civis”.

    Vale lembrar que a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.

     

    Ataque russo a estação ferroviária deixa vários feridos na Ucrânia

  • "Agressão armada" dos EUA quer impor "governos fantoches" na Venezuela

    "Agressão armada" dos EUA quer impor "governos fantoches" na Venezuela

    O Presidente da Venezuela disse que a “agressão armada” dos Estados Unidos visa impor “governos fantoches” e roubar os recursos naturais do país, face ao envio de navios militares norte-americanos para as Caraíbas.

    O povo dos Estados Unidos está bem ciente de que o que se pretende contra a Venezuela é uma agressão armada para impor uma mudança de regime, instalar governos fantoches e roubar seu petróleo, gás, ouro e todos os seus recursos naturais”, declarou Nicolás Maduro, na sexta-feira.

    O chefe de Estado afirmou que o país “nunca se humilhará diante de nenhum império, independentemente do seu poder, independentemente do seu nome” e prometeu “dar uma lição moral, ética e política a esse império [Estados Unidos] nos próximos anos”.

    Em discurso transmitido pela emissora estatal venezuelana VTV, Maduro disse que a Venezuela tem “direito à paz, à soberania, à sua existência, e nenhum império no mundo vai tirar isso”.

    “Se for necessário passar de formas de luta desarmada para formas de luta armada, este povo fará isso pela paz”, reiterou o presidente.

    Maduro discursava em uma conferência internacional contra o “colonialismo, o neocolonialismo e a expropriação territorial”, que reuniu 137 delegados de 59 países.

    No mesmo evento, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o governo da vizinha Guiana “abriu as portas ao invasor norte-americano, à agressão militarista” na região.

    Segundo Rodríguez, Nicolás Maduro “fez muitos telefonemas para o secretário-geral das Nações Unidas [António Guterres], desde 2015, 2016, 2017 e até este ano”, sem, no entanto, apresentar provas ou dar mais detalhes.

    A vice-presidente também disse que Maduro “alertou para a importância do financiamento da ExxonMobil”, uma petrolífera norte-americana, “ao governo da Guiana para fomentar a agressão militar, uma agressão bélica dos Estados Unidos não só contra a Venezuela, mas também contra o nosso mar do Caribe”.

    A Venezuela retomou, em 2019, suas reivindicações sobre o território de Essequibo — controlado pela Guiana — após a descoberta de novas reservas de petróleo e minerais.

    Horas antes, a Venezuela havia denunciado ao Conselho de Segurança da ONU — presidido neste mês pela aliada Rússia — a “incursão ilegal de caças norte-americanos” a cerca de 75 quilômetros da costa venezuelana.

    Washington enviou pelo menos oito navios de guerra e um submarino de ataque rápido movido a energia nuclear, além de mais de 4.500 soldados, para o Caribe.

    Além disso, enviou caças F-35B de última geração para Porto Rico.

    Na sexta-feira, as Forças Armadas dos Estados Unidos destruíram mais uma embarcação supostamente envolvida no tráfico de drogas ao largo da costa da Venezuela, matando quatro pessoas — o quinto ataque do tipo desde o início de setembro.

    "Agressão armada" dos EUA quer impor "governos fantoches" na Venezuela

  • Ex-ministra deve se tornar a primeira mulher a liderar o Japão

    Ex-ministra deve se tornar a primeira mulher a liderar o Japão

    Sanae Takaichi, uma nacionalista de direita, foi eleita hoje líder do Partido Liberal Democrático (PLD) e deverá tornar-se em breve a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra do Japão.

    O PLD – partido que lidera o governo – pode ter perdido a maioria absoluta em ambas as câmaras do Parlamento neste ano, mas a oposição parece estar fragmentada demais para impedir que Takaichi seja eleita primeira-ministra nos próximos dias, na semana de 13 de outubro, segundo a imprensa local.

    Sanae Takaichi, de 64 anos, vai suceder Shigeru Ishiba, que havia sido eleito chefe de governo em outubro de 2024 e renunciou no mês passado.

    No segundo turno da votação, realizado hoje e restrito apenas aos parlamentares eleitos e membros do PLD, Sanae Takaichi superou o ministro da Agricultura, Shinjiro Koizumi, de 44 anos.

    Takaichi terá de assegurar que o PLD – um partido nacionalista de direita que está no poder quase ininterruptamente desde 1955, mas que vem sendo cada vez mais rejeitado pelos eleitores – recupere parte de sua antiga força.

    “Com todos vocês, inauguramos uma nova era para o PLD”, declarou a nova líder aos colegas poucos minutos após a eleição.

    A nova líder do PLD e provável futura primeira-ministra do Japão terá de lidar com questões como o envelhecimento da população do arquipélago, a colossal dívida nacional, a economia em crise e as crescentes preocupações em relação à imigração.

    Ex-ministra deve se tornar a primeira mulher a liderar o Japão

  • Empresa dos EUA quer realizar entregas a partir do Espaço

    Empresa dos EUA quer realizar entregas a partir do Espaço

    A Inversion foi fundada em 2021 e quer construir uma rede de aeronaves que, a partir da órbita da Terra, podem aterrar e levar qualquer carga até qualquer ponto do globo em menos de uma hora.

    Uma nova empresa aeroespacial chamada Inversion quer construir um sistema de transporte que permita realizar entregas em qualquer parte do mundo em apenas uma hora.

    Esse sistema de transporte depende da Arc, uma aeronave capaz de transportar até 225 kg, que foi apresentada nesta semana a partir da fábrica da Inversion em Los Angeles, nos Estados Unidos.

    “Nossa missão é posicionar previamente as Arcs em órbita e mantê-las lá por até cinco anos, podendo ser acionadas para, de forma autônoma, pousar em qualquer lugar quando necessário e levar a carga até o destino desejado em menos de uma hora”, explicou o cofundador e CEO da Inversion, Justin Fiaschetti, em entrevista ao site Ars Technica.

    Fiaschetti afirmou que, apesar de o espaço normalmente ser visto como um destino, o “verdadeiro valor econômico está em acessar todo o globo”, destacando que esse foi o princípio seguido na fundação da Inversion em 2021.

    A Inversion planeja lançar o primeiro veículo Arc até o fim de 2026.

    Empresa dos EUA quer realizar entregas a partir do Espaço

  • Gaza relata intenso bombardeio de Israel mesmo após apelo de Trump

    Gaza relata intenso bombardeio de Israel mesmo após apelo de Trump

    Os ataques israelenses prosseguiram durante a madrugada de hoje, fazendo pelo menos nove mortos, apesar do Hamas ter anunciado disponibilidade para negociar o plano de paz e de Donald Trump ter pressionado Israel a cessar “imediatamente” os bombardeamentos.

    De acordo com diversas fontes médicas, pelo menos nove pessoas morreram, entre elas três crianças, e várias ficaram feridas após bombardeios realizados pelo exército israelense em território palestino durante a madrugada.

    A mesma informação foi divulgada pela Defesa Civil, que denunciou dezenas de ataques aéreos e disparos de artilharia de Israel na cidade de Gaza, apesar do apelo do presidente norte-americano Donald Trump para que o país cessasse “imediatamente” os bombardeios.

    Os ataques aconteceram depois que o movimento islâmico palestino Hamas anunciou estar disposto a libertar todos os reféns, de acordo com o plano do presidente norte-americano, e pediu o início de “negociações imediatas através dos mediadores” para discutir os detalhes.

    Em resposta ao Hamas, o governo de Israel anunciou que se prepara para implementar “de forma imediata” em Gaza o plano de paz, sendo apoiado pelo chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, que ordenou “avançar na preparação para a implementação da primeira fase do plano Trump para a libertação dos reféns”.

    Horas depois da resposta do Hamas, o presidente dos Estados Unidos afirmou que Israel deve “interromper imediatamente” os ataques contra a Faixa de Gaza, dizendo que os militantes do Hamas “estão prontos para uma paz duradoura”.

    No entanto, Israel continuou bombardeando a Faixa de Gaza e matando civis, apesar da aceitação do acordo pelo Hamas e do apelo de Donald Trump.

    Relatores de direitos humanos da ONU, junto com organizações internacionais e um número crescente de países, classificam como genocídio a ofensiva militar israelense contra Gaza, que, desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, já provocou mais de 66 mil mortos, incluindo mais de 20 mil crianças.

    Gaza relata intenso bombardeio de Israel mesmo após apelo de Trump

  • Morre Arthur Jones, ex-jogador do Baltimore Ravens, aos 39 anos

    Morre Arthur Jones, ex-jogador do Baltimore Ravens, aos 39 anos

    Arthur Jones, ex-jogador da NFL, morreu aos 39 anos, anunciaram os Baltimore Ravens na noite de sexta-feira. As causas da morte ainda não foram reveladas.

    “Estamos profundamente tristes com a notícia do falecimento de Arthur Jones. A presença de Arthur era um presente para todos que o encontravam. Aquele grande sorriso, a energia contagiante e o otimismo constante criavam uma atmosfera que elevava todos ao redor”, diz a nota de pesar, que continua:

    “Ele era simpático, gentil e entusiasmado, sempre demonstrando amor pela família, colegas e amigos. Enviamos nossas mais sinceras condolências à família Jones e a todos que amavam Arthur”, conclui o clube da NFL.

    Nascido em Rochester, Nova York, Arthur Jones cresceu em Endicott e foi escolhido pelos Ravens na quinta rodada do Draft da NFL de 2010. Ele se destacou como jogador de linha defensiva e atuou no time por quatro temporadas, depois jogando também pelo Indianapolis Colts e Washington Redskins.

    O ponto alto da carreira de Arthur Jones foi em 2013, quando ajudou o Baltimore Ravens a conquistar o Super Bowl.

     


    Morre Arthur Jones, ex-jogador do Baltimore Ravens, aos 39 anos

  • Gonet arquiva investigação contra Bolsonaro e Braga Netto por 7 de Setembro de 2022

    Gonet arquiva investigação contra Bolsonaro e Braga Netto por 7 de Setembro de 2022

    A apuração da PGR era se Bolsonaro teria se aproveitado do ato em que participava como chefe de Estado, com uso de estrutura administrativa e de recursos públicos, em prol da campanha eleitoral

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) o arquivamento de um inquérito contra Jair Bolsonaro (PL) e Walter Braga Netto pelo uso indevido de recursos públicos em atos de 7 de Setembro de 2022, o bicentenário da independência do Brasil, para benefício da campanha eleitoral daquele ano.

    Segundo o PGR, as mesmas condutas já foram analisadas no julgamento da trama golpista de 2022, na qual os dois foram condenados em 11 de setembro como líderes de uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado no país.

    O relator do caso é o ministro André Mendonça e caberá a ele acolher o arquivamento. Pela regra, como o Ministério Público é o titular da ação penal, é praxe que o caso seja encerrado depois de manifestação nesse sentido.

    “Os ilícitos retratados nesta petição encontram-se englobados nos crimes já denunciados. Não há, nos autos, elementos novos capazes de ampliar o enquadramento típico formulado na PET n. 12.100/DF”, diz o PGR.

    A apuração era se Bolsonaro teria se aproveitado do ato em que participava como chefe de Estado, com uso de estrutura administrativa e de recursos públicos, em prol da campanha eleitoral. Braga Netto foi candidato a vice-presidente na chapa.

    A representação apontava para o uso indevido de símbolos institucionais, bens e recursos públicos em benefício da campanha eleitoral de 2022, em manifestações feitas em Brasília e no Rio de Janeiro.

    Pelos mesmos atos, Bolsonaro e Braga Netto ficaram inelegíveis por oito anos por decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    Bolsonaro já foi declarado inelegível por oito anos pelo TSE em junho de 2023, no julgamento de uma ação que tratava de reunião com embaixadores na qual ele fez ataques e divulgou mentiras sobre o sistema eleitoral.

    O feriado da Independência de 2021, por sua vez, se transmutou em ápice do discurso golpista e antidemocrático do ex-presidente.

    Na ocasião, Bolsonaro fez ameaças contra o STF diante de milhares de apoiadores em Brasília e São Paulo, exortou desobediência a decisões da Justiça e disse que só sairia morto da Presidência da República.

    Gonet arquiva investigação contra Bolsonaro e Braga Netto por 7 de Setembro de 2022

  • Novo calendário do futebol brasileiro se aproxima, mas segue mais inchado que o inglês

    Novo calendário do futebol brasileiro se aproxima, mas segue mais inchado que o inglês

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com a reformulação do calendário do futebol brasileiro anunciada na quarta-feira (1º) pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), os principais clubes do país devem experimentar uma redução no número de partidas a partir de 2026, embora ainda sigam acima da quantidade de jogos dos pares na Europa.

    Considerando a hipótese de um time da elite do futebol brasileiro que avance até as finais das principais competições do calendário -estaduais, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Supercopa do Brasil, Copa Libertadores e Recopa Sul-Americana-, ele entrará em campo até 78 vezes em 2026.

    A redução se deve principalmente à diminuição de cinco datas dos estaduais, que passam de 16 jogos na atual temporada para 11 na próxima.

    Também teve peso para o menor número de jogos a reformulação da Copa do Brasil, em que os times da Série A do Brasileiro passarão a entrar na quinta fase, a última antes das oitavas de final.

    Se um time da primeira divisão nacional avançar até a final -que passa a ser em jogo único-, ele fará até nove partidas. Semifinalista da atual edição, o Vasco estreou neste ano logo na primeira fase e terá feito 12 partidas se for campeão.

    Há ainda, no calendário nacional para os times de elite, as 38 rodadas do Campeonato Brasileiro e até 17 datas da Copa Libertadores, caso a equipe inicie a caminhada na fase preliminar, além da possível disputa da Supercopa do Brasil e da Recopa Sul-Americana.

    Em comparação, um time da elite do futebol da Inglaterra pode entrar em campo na atual temporada 2025/26 até 70 vezes, caso avance até as finais dos principais torneios disputados.

    No país europeu, as equipes têm pela frente as 38 rodadas da Premier League, até sete datas da Copa da Liga Inglesa, e seis da Copa da Inglaterra.

    A Champions League reformulada ocupa mais 17 datas do calendário -caso o time tenha de passar pelo playoff após a fase de liga para avançar às oitavas.

    Soma-se também uma data reservada para a Supercopa da Inglaterra e uma para a Supercopa da Os clubes brasileiros ainda vão seguir com uma carga maior de jogos em comparação com os times da Europa por muito tempo, ao menos até que não existam mais os estaduais”, afirmou Fernando Trevisan, diretor-geral da Trevisan Escola de Negócios e especialista em gestão e marketing esportivo.

    “A disputa dos estaduais é o que realmente acaba nos diferindo de todo resto do mundo, espremendo o calendário local”, acrescentou.

    “Apesar do esvaziamento dos estaduais, os clubes ainda vão ter de jogar no meio da semana e no fim de semana em algum momento, um campeonato sem o menor valor, apenas para agradar as federações”, afirmou Amir Somoggi, diretor da consultoria Sports Value.

    De toda forma, Trevisan avaliou que o anúncio da CBF na véspera é um “primeiro grande passo” dentro de um processo de maior racionalização do calendário do futebol brasileiro.

    Sob o novo formato, o Campeonato Brasileiro passará a ser disputado ao longo de todo o ano, entre 28 de janeiro e 2 de dezembro, com a pausa para a Copa do Mundo, entre 11 de junho e 19 de julho, seguindo o formato de disputa por pontos corridos.

    Presidente da CBF, Samir Xaud disse que as mudanças têm como objetivo reduzir a carga de jogos dos times da elite, “que hoje enfrentam uma maratona exaustiva ao longo do ano”, e ampliar a oportunidade em competições nacionais para equipes que passam meses inativas no calendário atual.

    “É uma questão de justiça esportiva, de desenvolvimento sustentável e equilíbrio”, afirmou o dirigente. “Tivemos que cortar na própria carne. Acredito que foi a melhor escolha e que vamos futuramente colher os frutos.”

    “Talvez em um próximo movimento, a gente possa pensar em novas medidas, avaliando também os resultados das ações anunciadas agora. Se não eliminando os estaduais, pelo menos compensando de outras formas a participação dos times grandes em outros torneios, de modo a nos aproximar cada vez mais do cenário internacional”, afirmou Trevisan.

    A Fifa implementou um sistema de preços dinâmicos nas partidas dos EUA e Canadá, que flutuam conforme a demanda; alguns torcedores disseram que os valores dos ingressos estão exorbitantes

    Folhapress | 15:36 – 03/10/2025

    Novo calendário do futebol brasileiro se aproxima, mas segue mais inchado que o inglês

  • Suprema Corte autoriza governo Trump a retirar proteção de venezuelanos

    Suprema Corte autoriza governo Trump a retirar proteção de venezuelanos

    O programa garante autorização de permanência e de trabalho a estrangeiros que fugiram de nações em crise humanitária; a Suprema Corte, de maioria conservadora, emitiu sentença nesta sexta feira (3)

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira (3) permitir que o governo de Donald Trump avance com seu plano de revogar o Status de Proteção Temporária (TPS, na sigla em inglês) para centenas de milhares de venezuelanos que vivem no país. O programa garante autorização de permanência e de trabalho a estrangeiros que fugiram de nações em crise humanitária.

    A decisão é uma vitória para o governo, cuja política de deportação é uma prioridade, e atende a recurso do Departamento de Justiça para suspender a decisão do juiz federal Edward Chen, que em setembro havia considerado ilegal a tentativa da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, de encerrar o TPS.

    Em sua decisão, o juiz Chen entendeu que o governo se apoiava em declarações discriminatórias contra venezuelanos e defendeu que associar crimes cometidos por poucos migrantes a toda a comunidade é “uma forma clássica de racismo”. Segundo ele, os beneficiários do programa registram taxas menores de criminalidade e maiores índices de educação e participação no mercado de trabalho do que a média da população americana.

    A Suprema Corte, de maioria conservadora, emitiu sentença nesta sexta afirmando que os argumentos das partes permaneciam basicamente os mesmos de maio, quando o próprio tribunal já havia autorizado Trump a suspender de forma temporária o benefício.

    Os três juízes progressistas discordaram. A magistrada Ketanji Brown Jackson afirmou que o tribunal permite que o governo “destrua o máximo de vidas possível, no menor tempo possível”.

    Com a decisão de Chen, mais de 300 mil venezuelanos poderiam permanecer de forma legal no país, mas a nova determinação abre caminho para que Trump retome os planos de deportação.

    A inclusão dos venezuelanos no TPS foi feita durante o governo do democrata Joe Biden, em 2021 e em 2023, com prorrogação até outubro de 2026. No entanto, assim que reassumiu a Presidência, Trump nomeou Noem, que revogou a extensão e iniciou o processo para encerrar a proteção.

    Na decisão de maio, a Suprema Corte já havia permitido a suspensão do programa que havia beneficiado mais de 532 mil migrantes da Venezuela, Cuba, Haiti e Nicarágua.

    Trump tem cumprido sua promessa de endurecer o controle migratório em todas as frentes, incluindo a retirada de proteções temporárias. Para críticos, essas decisões ampliam o número de pessoas em situação irregular e aumentam o risco de deportações em massa. Desde janeiro, quando voltou ao poder, o republicano tem recorrido várias vezes à Suprema Corte para destravar medidas bloqueadas por juízes de instâncias inferiores.

    Suprema Corte autoriza governo Trump a retirar proteção de venezuelanos