Autor: REDAÇÃO

  • CBF planeja Copa do Brasil ‘mais democrática’ com ampliação para 126 clubes

    CBF planeja Copa do Brasil ‘mais democrática’ com ampliação para 126 clubes

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O novo calendário do futebol brasileiro, apresentado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) na última quarta-feira (1º), teve na Copa do Brasil uma de suas principais alterações. O torneio nacional disputado no modelo mata-mata vai de 92 clubes em 2025 para 126 em 2026 e 128 a partir de 2027.

    De acordo com Julio Avellar, diretor de competições da CBF, a expansão tem como objetivo “fazer a competição ainda mais democrática e mais inclusiva”. Ao abraçar mais times do que se chamou de “base da pirâmide”, a confederação afirma que busca uma repercussão também na base da economia.

    “Entendemos que isso tenha um apelo de exposição comercial valiosíssimo, para patrocinadores ou para investidores, e principalmente um maior impacto na cadeia produtiva, porque são milhares de empregos. É o cara que vende cachorro-quente e ganha seu sustento na porta do estádio… Ele está sendo beneficiado por essa mudança”, declarou Avellar.

    No formato a ser adotado em 2026, a disputa se desenvolverá de 18 de fevereiro a 6 de dezembro, com uma final em jogo único. As quatro primeiras fases também terão duelos de uma só partida. Ao todo, serão 155 embates.

    Haverá 102 vagas distribuídas por meio dos campeonatos estaduais. Com os 20 representantes da Série A e quatro campeões (Copa do Nordeste, Copa Verde, Brasileiro Série C e Brasileiro Série D), chega-se aos 126 participantes.

    Segundo a CBF, a formatação tem inspiração em copas nacionais da Europa, que também oferecem oportunidades a agremiações pequeninas. No caso extremo, o da FA Cup (a Copa da Inglaterra, mais antigo torneio de futebol do mundo), são mais de 700 clubes.

    “É um desenho muito comum. Convido a todos para olhar outras copas, na Espanha, na Inglaterra, na Itália. No nosso caso, os clubes da Série A entram em fases mais avançadas. Com isso, reduz-se o número de datas em que eles jogam, e a gente obtém uma eficiência maior no calendário”, disse Avellar.

    A partir de 2027, terão vaga na Copa do Brasil também os vencedores das reativadas Copa do Norte e Copa Centro-Oeste e da nova Copa Sul-Sudeste. Todas serão disputadas de 25 de março a 7 de junho.

    Essas competições não terão equipes que estiveram participando dos certames sul-americanos -Copa Libertadores e Copa Sul-Americana. A Sul-Sudeste, por exemplo, terá dois representantes de cada um dos seguintes estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

    No momento atual, os times com direito a vaga seriam: Corinthians, Santos, Volta Redonda, Sampaio Corrêa-RJ, Atlético Mineiro, Internacional, Juventude, América-MG, Operário-PR, campeão ou vice da Taça FPF (Paraná), Avaí e Chapecoense.

    Mas é importante observar que a participação é facultativa. Clubes como Corinthians, Atlético Mineiro e Internacional, por exemplo, muito provavelmente abririam mão de suas vagas, já que o torneio é voltado mais para a base do que para o topo da pirâmide do futebol nacional.

    “Vejo pontos positivos”, afirmou Eduardo Corch, professor de marketing do Insper que atua como diretor-geral da EMW Global para a América Latina. “Para os clubes, a ampliação da Copa do Brasil e da Série D significa mais jogos, maior bilheteria e maior exposição para marcas locais e regionais, algo fundamental para times médios e pequenos, que passam a ter um calendário mais longo e previsível.”

    Como fica o calendário do futebol Brasileiro

    Estaduais

    > Início: 11.jan
    > Término: 8.mar
    > Máximo de 11 datas
    Copa do Brasil
    > Início: 18.fev
    > Término: 6.dez
    > Final em jogo único -será o último jogo do ano no Brasil
    > Aumento de 92 para 126 clubes em 2026 (128 em 2027)
    > Aumento de 122 para 155 partidas

    Quem disputará a Copa do Brasil?

    20 clubes da Série A Campeões da Copa do Nordeste, Copa Verde, Série C e Série D 102 vagas para os clubes que disputam estaduais, conforme ranking da federação

    Série A
    > Início: 28.jan
    > Término: 2.dez
    > Segue em pontos corridos

    Série B
    > Início: 21.mar
    > Término: 28.nov
    > Segue em pontos corridos

    Série C
    > Início: 5.abr
    > Término: 25.out
    > 20 clubes em 2026, 24 em 2027 e 28 em 2028
    > Caem 2 em 2026 e 2027 e 6 em 2028
    > Formato muda para 2 grupos de 14 clubes em 2028

    Série D
    > Início: 5.abr
    > Término: 13.set
    > Aumento de 64 para 96 clube

    Copa do Nordeste
    > Início: 25.mar
    >Término: 7.jun
    > Aumento de 16 para 20 times
    > Clubes que disputam torneios da Conmebol não participam

    Copa Verde
    > Início: 25.mar
    >Término: 7.jun
    > Clubes que disputam torneios da Conmebol não participam

    Copa Sul-Sudeste
    > Início: 25.mar
    >Término: 7.jun
    > 12 times
    > Clubes que disputam torneios da Conmebol não participam

    CBF planeja Copa do Brasil ‘mais democrática’ com ampliação para 126 clubes

  • Bebê do Nirvana perde nova ação contra banda ao se dizer vítima de abuso sexual

    Bebê do Nirvana perde nova ação contra banda ao se dizer vítima de abuso sexual

    Spencer Elden apareceu, aos quatro meses de vida, nu na famosa capa do álbum “Nevermind”, lançado em 1991 pela banda Nirvana; muitos anos depois ele diz ter sido vítima de abuso sexual infantil

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um juiz federal rejeitou um novo processo aberto por Spencer Elden, homem que aparece, com quatro meses de vida, como o bebê nu da famosa capa do álbum “Nevermind”, lançado em 1991 pela banda Nirvana. Ele diz ter sido vítima de abuso sexual infantil.

    Fernando Olguin, juiz do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito da Califórnia, decidiu nesta terça-feira (30) que a capa do disco não atende aos critérios legais para ser classificada como imagem de abuso sexual infantil.

    “Nem a pose, nem o ponto focal, nem o cenário, nem o contexto geral sugerem que a capa do álbum apresenta conduta sexualmente explícita”, declarou ele. Segundo Olguin, fora a nudez de Elden, nenhum outro elemento está “perto de enquadrar a imagem no escopo da lei de pornografia infantil”.

    O juiz também disse que Elden já se beneficiou financeiramente diversas vezes da fotografia, tendo já recebido pagamentos para refazer a foto, pela venda de pôsteres e outros itens autografados, e afirmou que ele se refere a si mesmo como o “bebê do Nirvana”. Elden também possui uma tatuagem com o título do álbum.

    A decisão representa uma vitória para o Nirvana e encerra uma disputa legal que já se estende a quatro anos. Elden já processou o espólio de Kurt Cobain, fundador e vocalista do Nirvana e os ex-integrantes Dave Grohl e Krist Novoselic, entre outras partes.

    O advogado da banda, Bert H. Deixler, disse que seus clientes estão “encantados” com a resolução e que agora eles estão “livres de falsas acusações”. A defesa de Elden ainda não emitiu qualquer resposta.

    Elden registrou a sua primeira ação do caso em 2021, sob a acusação de que o Nirvana e a gravadora de “Nevermind” estariam lucrando em cima de sua imagem nua e ligada ao abuso sexual infantil. A ação foi rejeitada duas vezes mas foi reativada no final de 2023, sob o argumento de que a republicação da imagem, a partir de 2021, seria uma nova lesão pessoal contra ele.

    Embora Elden tenha participado de celebrações do álbum ao longo dos anos, em 2017 ele disse, em entrevista ao CQ Austrália, que a sua percepção em relação à imagem teria mudado. “Recentemente, tenho pensado: ‘E se eu não estivesse bem com meu maldito pênis sendo mostrado para todo mundo? Eu realmente não tive escolha.”

    Bebê do Nirvana perde nova ação contra banda ao se dizer vítima de abuso sexual

  • JBS investirá US$ 70 milhões na produção de frango no Paraguai

    JBS investirá US$ 70 milhões na produção de frango no Paraguai

    Anúncio foi feito durante visita do presidente paraguaio, Santiago Peña, à unidade da Seara em Dourados (MS); investimento da companhia no país vizinho ocorrerá por fases

    A JBS, empresa brasileira global líder em alimentos, investirá US$ 70 milhões nos próximos dois anos na produção de frangos no Paraguai. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 2, durante visita do presidente paraguaio, Santiago Peña, à unidade da Seara em Dourados (MS).

    O investimento da companhia no país se dará por fases, informou a JBS em comunicado. A primeira delas teve início com a aquisição da Pollos Amanecer, marca de frangos local que opera uma fábrica no distrito de Doctor Juan Eulogio Estigarribia, conhecido também como Campo 9, no departamento de Caaguazú.

    Localizada em uma das maiores regiões agrícolas do Paraguai, a unidade tem fácil acesso a grãos e fica um raio de 200 quilômetros das três maiores cidades do país: a capital Assunção, Ciudad del Leste (na fronteira com Brasil e Argentina) e Luque. A fábrica foi adquirida da empresa Campo 9 S.A., que atua no mercado local com a marca Pollos Amanecer, reconhecida por sua qualidade.

    Após obras de ampliação e modernização, a planta atingirá capacidade de processamento de 100 mil aves por dia, com objetivo de continuar atendendo o mercado interno e passar a acessar mercados externos. A plena capacidade, a indústria vai rodar com cerca de 1.100 colaboradores (somando a mão de obra fabril e administrativa). O complexo produtivo incluirá 28 granjas para material genético, incubatórios e uma fábrica de ração.

    “O Paraguai oferece boas condições para o desenvolvimento da avicultura, e esse investimento reforça nossa estratégia de aumento da competitividade e diversificação da companhia. Estamos confiantes de que essa operação será um motor de crescimento para o país, gerando emprego, renda e produtos de alta qualidade para o mercado global, acelerando a presença do Paraguai no mercado mundial de frangos”, afirmou na nota o CEO Global da companhia, Gilberto Tomazoni.

    O plano de expansão da Seara incluirá investimentos robustos por parte de produtores de frango integrados da região, conhecida pela presença de imigrantes menonitas vindos do Canadá, que se estabeleceram na região a partir da década de 1950. Atualmente, a fábrica opera com frangos produzido em 19 galpões. O plano é chegar a um total de 139 galpões de frango quando o ciclo de expansão da fábrica for concluído.

    JBS investirá US$ 70 milhões na produção de frango no Paraguai

  • Sport estuda pedir anulação de jogo contra o Fluminense

    Sport estuda pedir anulação de jogo contra o Fluminense

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O Sport estuda pedir a anulação do jogo contra o Fluminense, ocorrido na última quarta-feira (1º), pela 26ª rodada do Brasileiro, por “erro de direito claro no lance do segundo gol da equipe carioca”. O duelo terminou empatado em 2 a 2.

    Houve um erro de direito claro no lance do segundo gol da equipe carioca, quando a arbitragem marca falta, mas vai ao VAR para revisar um possível pênalti após a falta Trecho da nota do Sport

    O QUE ACONTECEU

    A reclamação do clube pernambucano gira em cima de dois lances. Um deles, o que resultou em pênalti para o Tricolor.

    Aos 32 minutos do segundo tempo, o árbitro Raphael Claus foi chamado ao VAR. Na conversa com a cabine, ela aponta que havia marcado falta sobre Pablo -anterior ao pênalti.

    Enrico Ambrogini, diretor-geral do futebol do Leão, reclamou da arbitragem em entrevista após a partida. “Não vejo ninguém com escudo Fifa vir dar a cara. É revoltante (…) A gente começa a suspeitar de outras coisas, na verdade. Temos de vir falar do escândalo que tem acontecido”.

    Neste cenário, o Sport entende que houve “erro de direito”, O clube está analisando imagens da partida e o áudio do VAR.

    O Código Brasileiro de Justiça Desportiva CBJD) indica que só é permitida a anulação de um jogo em caso de erro de direito, que diz respeito a uma eventual interpretação ou aplicação errada das regras.

    O clube também contesta a não expulsão de Ignácio. O lance ocorreu no primeiro tempo. “Pegou, sim, acima do tornozelo. Aí diz que ‘foi sem querer’? Essa é a justificativa?”, questionou Ambrogini.

    VEJA NOTA DO SPORT

    O Sport Club do Recife informa que está analisando os lances do jogo da última quarta-feira e as imagens e o áudio do VAR para tomar uma decisão sobre um pedido de anulação da partida, visto que houve um erro de direito claro no lance do segundo gol da equipe carioca, quando a arbitragem marca falta, mas vai ao VAR para revisar um possível pênalti após a falta. O Sport contesta também a não expulsão do zagueiro Ignácio no primeiro tempo.

    O Corinthians questionou a atuação do árbitro Rodrigo José Pereira de Lima e do VAR, Gilberto Rodrigues Castro Junior, no jogo disputado no Beira-Rio

    Folhapress | 18:12 – 02/10/2025

    Sport estuda pedir anulação de jogo contra o Fluminense

  • CPMI do INSS: CGU suspeitava de irregularidades desde 2019

    CPMI do INSS: CGU suspeitava de irregularidades desde 2019

    Vinicius Marques de Carvalho, da CGU, disse que o governo de Jair Bolsonaro foi avisado sobre os descontos no INSS , por conta de algumas denúncias apresentadas à Controladoria

    O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho, disse nesta quinta-feira (2) que tomou conhecimento de descontos associativos irregulares a aposentados e pensionistas em março de 2024, em meio às solicitações de informações feitas pela imprensa.

    Ele, no entanto, ressaltou, que, desde o governo anterior de Jair Bolsonaro, em 2019, já havia, da parte das equipes técnicas do ministério, preocupações sobre esses descontos, por conta de algumas denúncias apresentadas à Controladoria.

    “Desde 2019, foram mais de 11 reuniões daquele grupo de trabalho que discutia descontos associativos”, lembrou Carvalho durante sua participação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura descontos ilegais em aposentadorias e pensões. 

    Alerta

    Segundo o ministro, a CGU identificou, desde então, “dois pontos de alerta” sobre esses descontos. O primeiro, relativo a denúncias que haviam sido feitas sobre os descontos associativos. E o segundo ponto de alerta estava relacionado ao aumento dos valores cobrados.Perguntado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), sobre quando teria tomado ciência desses descontos irregulares, o ministro respondeu que foi em março de 2024, após uma série de pedidos feitos por jornalistas, via Lei de Acesso à Informação.

    Ele acrescentou que a área técnica da CGU informou que, antes das matérias jornalísticas, já estava fazendo um “trabalho relativo a esses descontos associativos, nos planos de 2023 para 2024”, em meio a mais de 600 auditorias.

    “O que não se sabia era a dimensão do problema”, disse o ministro.

    “Havia uma preocupação muito grande porque havia aumentado o número de entidades que assinaram um acordo de cooperação técnica com o INSS. Ou seja, acordos que autorizavam essas entidades a realizarem os descontos. Havia uma preocupação sobre a seriedade dessas entidades”, acrescentou.

    Segundo Carvalho, o aumento no número de descontos ocorridos em 2022 e 2023 se deve ao cumprimento da lei orçamentária, do governo anterior.

    “Cheguei na CGU em 2023. Acho que vale fazer um esclarecimento. O plano de auditoria é mais ou menos como o Orçamento, o governo herda a lei aprovada de orçamento do último ano do governo anterior. Nós herdamos o plano de auditoria da CGU feito em 2022 para executá-lo em 2023. E nós executamos. O nosso primeiro plano de auditoria só foi feito em 2023”, explicou.

    Sigilo

    Questionado pelo relator sobre declarações publicadas na imprensa, atribuídas a servidores da CGU, levantando suspeitas de que algumas informações consideradas sigilosas não teriam sido incluídas nos relatórios da CGU, o ministro disse que há diversos “imperativos legais” que podem tornar necessário o caráter sigiloso da informação, para evitar que se coloque em risco a investigação.

    Ele, no entanto, garantiu que o relatório foi tornado público em sua integridade, uma vez que, após as operações da Polícia Federal, essas informações puderam ser tornadas públicas.

    “Depois, com a operação realizada, não tinha motivo para se ter algo sigiloso no relatório”, acrescentou.

    CPMI do INSS: CGU suspeitava de irregularidades desde 2019

  • Itamaraty visitará brasileiros da flotilha detidos em Israel; ao menos 12 foram presos

    Itamaraty visitará brasileiros da flotilha detidos em Israel; ao menos 12 foram presos

    A informação sobre a visita foi anunciada pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, em uma reunião com parlamentares nesta quinta (2) em Brasília

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Diplomatas do Itamaraty devem visitar nesta sexta-feira (3) os brasileiros detidos por Israel que integravam a flotilha Global Sumud. A informação foi anunciada pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, em uma reunião com parlamentares nesta quinta (2) em Brasília.

    Membros da chancelaria também confirmaram a informação à Folha de S.Paulo e explicaram que a visita está prevista para sexta devido ao feriado de Yom Kippur nesta quinta (2), dia sagrado do judaísmo. Os barcos foram interceptados na quarta (1º).

    Ao menos 12 brasileiros que integravam a flotilha foram detidos, segundo a assessoria do movimento. O grupo é diverso e inclui o ativista Thiago Ávila; Mariana Conti, vereadora de Campinas pelo PSOL; Luizianne Lins, deputada federal pelo PT; e a presidente do PSOL no Rio Grande do Sul, Gabi Tolotti

    “Estamos muito preocupados”, afirma a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS), que estava na reunião com o ministro. “Reafirmamos a necessidade do imediato regresso dos brasileiros.”

    A iniciativa tentava romper o bloqueio de Israel e levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Os organizadores da flotilha afirmam que perderam contato com dois brasileiros, o cineasta Miguel de Castro, que estava no barco Catalina, e o ativista João Aguiar, que estava à bordo do veleiro Mikeno.

    O paradeiro deles é desconhecido. Acredita-se que eles também tenham sido detidos, mas não há confirmação. Os organizadores afirmam que não houve mais sinais de navegação desde a interceptação.

    Já o fotojornalista Hassan Massoud não foi detido pois ele estava a bordo do barco Shein, com advogados e membros da imprensa, que não entrou na zona de risco de interceptação. Segundo o movimento, a embarcação funcionava como observadora.

    O Itamaraty publicou uma nota nesta quinta condenando a interceptação. “O governo brasileiro deplora a ação militar do governo de Israel, que viola direitos e põe em risco a integridade física de manifestantes em ação pacífica. No contexto dessa operação militar condenável, passa a ser de responsabilidade de Israel a segurança das pessoas detidas”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores.

    Tel Aviv afirmou nesta quinta que deportará para a Europa os ativistas da flotilha.

    O Ministério de Relações Exteriores israelense afirmou em um post no X que os ativistas “estão a caminho de Israel com segurança e tranquilidade”, onde serão iniciados os “procedimentos de deportação para a Europa”. A pasta não esclareceu para quais países os detidos serão enviados.

    A publicação é acompanhada por uma fotografia de Thiago Ávila sentado ao lado da sueca Greta Thunberg, que também participou da empreitada.

    O ministério também disse que nenhuma embarcação conseguiu furar o bloqueio. “Um último barco desta provocação permanece à distância. Caso se aproxime, também será impedido em sua tentativa de entrar em uma zona ativa de combate e romper o bloqueio”, afirmou.
    Veja, abaixo, a lista de todos os brasileiros detidos.

    Ariadne Telles
    Bruno Gilga
    Gabriele Tolotti
    Lisiane Proença
    Lucas Gusmão
    Luizianne Lins
    Magno Costa
    Mariana Conti
    Mansur Peixoto
    Mohamad El Kadri
    Nicolas Calabrese
    Thiago Ávila

    Itamaraty visitará brasileiros da flotilha detidos em Israel; ao menos 12 foram presos

  • Bancos brasileiros interpretam que Magnitsky não se aplicaria a eles, diz Gilmar Mendes

    Bancos brasileiros interpretam que Magnitsky não se aplicaria a eles, diz Gilmar Mendes

    A Magnitsky foi aplicada pelo governo Trump ao entorno do ministro Alexandre de Moraes (STF), em retaliação à condenação de Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes correlatos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Segundo o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o entendimento dos bancos é que a Lei Magnitsky não teria efetividade sobre as instituições em solo brasileiro.

    “Até aqui os bancos têm interpretado que as sanções não são extensíveis ou aplicáveis. Esse é o entendimento. Nós tivemos também uma manifestação no Supremo, do Flávio Dino, em que ele balizou que essas decisões tomadas por autoridades estrangeiras precisam de ser validadas por autoridades judiciais brasileiras. Em suma, são questões que certamente podem vir a ser discutidas no futuro”, disse Mendes ao sair do evento Fórum Futuro da Tributação, em Lisboa, nesta quinta-feira (2).

    Em seu discurso, durante o evento, Mendes disse que as sanções americanas se assemelham a um neocolonialismo tecnológico, dada a dependência da economia global da infraestrutura americana.

    “Portanto, um dos grandes desafios que hoje se coloca é todo um esforço no sentido de ter um mínimo de autonomia digital. E está se falando hoje com muita ênfase na ideia da soberania digital”, disse o ministro.

    A Magnitsky foi aplicada pelo governo Donald Trump ao entorno do ministro Alexandre de Moraes (STF), em retaliação à condenação de Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes correlatos.

    A lei foi criada para punir pessoas envolvidas em corrupção ou graves violações de direitos humanos e impõe sanções econômicas aos atingidos.

    Em outra frente, o governo Trump anunciou uma nova rodada de revogação de vistos de autoridades brasileiras.

    O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, comparou Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, ao casal de criminosos Bonnie e Clyde, que atravessou os EUA no período da Grande Depressão cometendo crimes.

    No início de setembro, os cinco grandes bancos que operam no Brasil receberam uma carta do Departamento do Tesouro dos EUA com questionamentos sobre a aplicação da Magnitsky. As instituições notificadas, segundo pessoas a par do tema, foram: Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, Banco do Brasil e BTG Pactual.

    O comunicado do Ofac, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, que pertence ao Tesouro americano, pergunta quais ações foram ou estão sendo tomadas pelas instituições para cumprir a sanção aplicada a Moraes.

    Presidentes e diretores das instituições financeiras já demonstraram preocupação com a Magnitsky. O temor é que os Estados Unidos imponham restrições a essas empresas. Há pouco mais de um mês, os bancos brasileiros perderam juntos R$ 41,3 bilhões em valor de mercado em um dia, logo após o anúncio inicial das sanções contra autoridades brasileiras na área financeira.

    Após sua esposa ser incluída nas sanções, Moraes disse que o Judiciário não aceitará coação nem abrirá espaço para impunidade diante da sanção financeira imposta pelo governo Trump.

    “A ilegal e lamentável aplicação da Lei Magnistsky à minha esposa não só contrasta com a história dos Estados Unidos da América, de respeito à lei e aos direitos fundamentais, como também violenta o Direito Internacional, a Soberania do Brasil e a independência do Judiciário”, disse o ministro, em nota.

    Segundo interlocutores americanos que acompanham as sanções, qualquer entidade, de qualquer país, que se relacione com Moraes poderia também ser alvo de sanções secundárias.

    Isso porque a Lei Magnitsky dá margem para uma ampla interpretação. Na tradução literal do inglês, a lei diz que podem ser alvos de sanções quem “tenha auxiliado materialmente, patrocinado ou fornecido apoio financeiro, material ou tecnológico, ou bens ou serviços em apoio” ao sancionado.

    De acordo com pessoas próximas ao assunto, isso incluiria não só contas em bancos, mas contas de serviços de streaming e de armazenamento na nuvem.

    Bancos brasileiros interpretam que Magnitsky não se aplicaria a eles, diz Gilmar Mendes

  • Intoxicação por metanol: na UTI, Hungria não apresenta problema de visão

    Intoxicação por metanol: na UTI, Hungria não apresenta problema de visão

    O artista começou a apresentar quadro de cefaleia, náusea, vômito, turvação visual e acidose metabólica, após consumir vodca na casa de um amigo, em Brasília

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O rapper Hungria está consciente, orientado, estável, com respiração espontânea e sem alterações visuais. As informações foram confirmadas em boletim médico divulgado pela equipe do artista.

    “O Hospital DF Star informa que o cantor Gustavo da Hungria Neves (Hungria) permanece internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Brasília. O artista deu entrada na unidade após suspeita de intoxicação por bebida adulterada. No momento, encontra-se consciente, orientado, estável, com respiração espontânea e sem alterações visuais. Ele iniciou tratamento específico, incluindo hemodiálise, como medida preventiva para a eliminação de substâncias tóxicas. Até o momento, não há previsão de alta hospitalar”, diz a nota oficial divulgada pela equipe do artista.

    Anteriormente, assessoria do músico informou que foram iniciadas sessões de hemodiálise, além de um tratamento com etanol. As medidas teriam sido tomadas por precaução.

    ENTENDA O CASO

    Músico apresenta quadro de cefaleia, náusea, vômito, turvação visual e acidose metabólica, informou a unidade de saúde. Os sintomas apareceram após ele consumir vodca na casa de um amigo, em Brasília.

    “O cantor encontra-se sob cuidados médicos após a suspeita de ter ingerido bebida adulterada, em situação que remete aos casos recentemente noticiados em São Paulo”, disse a equipe do artista.

    “Foi iniciado tratamento especializado e, no momento, o paciente está em investigação da etiologia do quadro”, disse o hospital DF Star.

    Boletim é assinado pelos médicos Leandro Machado, Guilherme Meyer e Allisson B Barcelos Borges.

    Equipe do cantor também anunciou o adiamento de shows. “Por orientação médica e com o objetivo de preservar sua saúde, os shows previstos para este final de semana serão remarcados. O artista permanece em acompanhamento e já está fora de risco iminente”, diz trecho de comunicado.

    Gustavo da Hungria Neves, ou ”Hungria Hip Hop”, começou a viralizar na internet aos 14 anos. Com mais de 12,1 milhões de seguidores no Instagram, o músico soma hits nacionais.

    Intoxicação por metanol: na UTI, Hungria não apresenta problema de visão

  • Lateral Vitinho é convocado para defender a seleção brasileira

    Lateral Vitinho é convocado para defender a seleção brasileira

    O lateral Vitinho, do Botafogo, foi convocado nesta quinta-feira (2) pelo técnico italiano Carlo Ancelotti para defender a seleção brasileira na próxima Data Fifa. O jogador do Glorioso ocupará a vaga de Vanderson, do Monaco (França), desconvocado por causa de uma lesão sofrida na última partida por sua equipe pela Liga dos Campeões da Europa.


     

    Na última quarta-feira (1), o comandante da seleção brasileira convocou os jogadores que defenderão o Brasil na Data Fifa de outubro contra a Coreia do Sul e o Japão. O destaque entre os 26 selecionados foi o retorno dos atacantes Rodrygo e Vinicius Júnior, ambos do Real Madrid (Espanha).

    O Brasil enfrenta a Coreia do Sul no dia 10 e outubro, a partir das 8h (horário de Brasília), no Estádio da Copa do Mundo de Seul, em Seul, e encara os japoneses no dia 14, a partir das 7h30, no Estádio Ajinomoto, em Tóquio.

    Senegal e Tunísia lideram seus respectivos grupos das Eliminatórias Africanas e podem garantir vaga na Copa do Mundo nos próximos dias

    Folhapress | 16:24 – 02/10/2025


    Lateral Vitinho é convocado para defender a seleção brasileira

  • Dólar fecha em alta e Bolsa tem forte queda com isenção do IR no Brasil e 'shutdown' dos EUA

    Dólar fecha em alta e Bolsa tem forte queda com isenção do IR no Brasil e 'shutdown' dos EUA

    O clima de cautela nos mercados globais com a paralisação parcial do governo norte-americano contaminou a Bolsa brasileira, que fechou em forte queda de 1,07%, a 143.949 pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em alta de 0,21% nesta quinta-feira (2), cotado a R$ 5,339, com investidores no Brasil digerindo a aprovação do projeto de isenção do Imposto de Renda na Câmara dos Deputados.

    Dados de emprego dos Estados Unidos também foram destaque na sessão, na esteira da paralisação parcial do governo norte-americano.

    O clima de cautela nos mercados globais contaminou a Bolsa brasileira, que fechou em forte queda de 1,07%, a 143.949 pontos.

    O plenário da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês. O projeto ainda precisa passar pelo Senado Federal antes de começar a valer em 2026.

    Além de promessa da última campanha, a isenção do IR também é a principal aposta do PT para alavancar a popularidade de Lula em ano eleitoral. A medida ainda inclui um desconto no imposto de quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 7.350 mensais.

    Ao todo, a desoneração da base da pirâmide de renda deve beneficiar até 16 milhões de contribuintes a um custo de R$ 31,2 bilhões no ano que vem, segundo o relator, deputado Arthur Lira (PP-AL). Para compensar a perda desses recursos, o governo propôs a criação de um imposto mínimo de 10% sobre a alta renda, também aprovado apesar das resistências.

    O alvo da medida de compensação são 141 mil contribuintes que recolhem, em média, uma alíquota efetiva de 2,5%, que reflete a proporção de impostos recolhidos em relação à renda total.

    Para a equipe de Fernando Haddad, ministro da Fazenda, a estrutura é injusta. A pasta elaborou estudos em que concluiu que taxar a alta renda melhora a desigualdade, e o governo deflagrou uma ofensiva nas redes sociais em defesa da medida.

    Em entrevista nesta manhã em Brasília, Haddad comemorou a aprovação na Câmara e disse não esperar dificuldades na tramitação no Senado.

    “Não acredito que vá haver problemas, inclusive porque este projeto não busca só justiça tributária, ele busca justiça tributária com ancoragem fiscal”, disse Haddad.

    O projeto levantou temores de ingerência fiscal no ano passado, o que, entre outros fatores, levou o dólar ao recorde histórico de R$ 6,20. Mais do que a isenção em si, o mercado temia que o texto fosse desidratado na Câmara sem uma compensação para a perda de receita, desequilibrando as contas públicas e impondo dúvidas sobre a sustentabilidade da dívida do governo.

    Mas, mesmo com a compensação, a leitura do mercado é que o projeto não é totalmente neutro.

    “Ele aumenta a renda disponível para camadas que recebem até R$ 5.000, e isso indica que ele não é neutro do ponto de vista da demanda”, diz Leonel Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX. Em outras palavras, o especialista vê como mais provável que o dinheiro extra recebido pelo trabalhador seja gasto do que poupado.

    “Mesmo que ele seja fisicamente neutro do ponto de vista das contas públicas, o projeto provavelmente pode resultar numa leve aceleração da demanda, o que complementa o desafio inflacionário enfrentado pelo Copom (Comitê de Política Monetária)”, afirma.

    Nesse sentido, as pressões inflacionárias poderão levar o comitê a manter a taxa Selic em 15% ao ano por mais tempo. Essa leitura tira a atratividade da Bolsa, por exemplo, e reforça a posição da renda fixa como a bola da vez nas decisões de investimento.

    “A queda do Ibovespa hoje é uma combinação de fatores: o mercado está digerindo a proposta de isenção do IR e, principalmente, acompanhando os desdobramentos do ‘shutdown’ do governo dos EUA. No momento, pesa mais o fator internacional, porque o presidente Donald Trump subiu o tom quanto aos impasses que estão tendo na cena política”, diz Ian Lopes, economista da Valor Investimentos.

    A paralisação do governo dos Estados Unidos foi causada por falta de financiamento para serviços federais não essenciais, diante de um impasse entre republicanos e democratas no Congresso. A princípio, os efeitos disso se darão na interrupção de atividades das agências. O relatório de emprego payroll esperado para sexta-feira, por exemplo, foi adiado indefinidamente. Viagens aéreas serão atrasadas, pesquisas científicas, suspensas, e até 750 mil funcionários federais poderão ser dispensados, custando US$ 400 milhões ao governo.

    O problema principal para o mercado está na paralisação das agências estatísticas. Dados, sobretudo os de emprego e de inflação, servem como um termômetro da saúde econômica dos Estados Unidos, norteando as decisões de juros do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) e, por consequência, as de investimento dos operadores.

    O momento é especialmente sensível diante da cautela do Fed quanto ao ciclo de corte de juros, iniciado na reunião de setembro e cuja continuidade depende da evolução dos dados econômicos. A paralisação, segundo analistas, pode afetar tanto a qualidade quanto a pontualidade dos relatórios, diminuindo a visibilidade sobre a economia e, portanto, aumentando a incerteza na tomada de decisões.

    “Para os investidores, a não publicação do payroll em momento em que o Fed está em processo de corte de juros é preocupante”, diz o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em comentário enviado a clientes.

    Sem o payroll, o mercado agora se volta para relatórios mais laterais. O destaque do dia é a estimativa do Fed de Chicago, que prevê que a taxa de desemprego dos EUA “provavelmente” foi 4,3% em setembro.

    É a segunda vez que a métrica é publicada. A ideia é que ela seja divulgada duas vezes por mês para dar às autoridades uma ideia do estado do mercado de trabalho. O intuito, portanto, não é substituir o payroll, mas a ausência dele torna a leitura mais relevante do que o previsto à época de sua criação.

    A previsão sugere que o mercado de trabalho não está, por enquanto, em uma rápida deterioração, e os mercados financeiros continuam a refletir apostas pesadas em cortes de 0,25 ponto nos juros nas próximas duas reuniões do Fed, em outubro e dezembro.

    Dólar fecha em alta e Bolsa tem forte queda com isenção do IR no Brasil e 'shutdown' dos EUA