Autor: REDAÇÃO

  • Ataque em sinagoga de Manchester faz quatro feridos; suspeito foi baleado

    Ataque em sinagoga de Manchester faz quatro feridos; suspeito foi baleado

    Durante o Yom Kippur, um homem jogou carro contra pedestres e atacou fiéis com faca em frente à Heaton Park Hebrew Congregation. Polícia controlou a situação, baleou o suspeito e investiga a motivação do crime

    Na manhã desta quinta-feira (2), um ataque em frente à sinagoga Heaton Park Hebrew Congregation, em Crumpsall, Manchester, deixou quatro pessoas feridas e mobilizou grande operação policial durante o Yom Kippur, o dia mais sagrado do judaísmo.

    Segundo a Polícia da Grande Manchester, um carro foi jogado contra pedestres e, em seguida, um homem armado com faca atacou fiéis. O suspeito acabou baleado por agentes à paisana e está sob custódia, recebendo atendimento médico.

    As vítimas tiveram ferimentos causados tanto pelas facadas quanto pelo impacto do veículo. Até o momento, não há informações oficiais sobre a gravidade dos ferimentos.

    O prefeito de Manchester, Andy Burnham, classificou o episódio como grave, mas disse que o risco imediato foi controlado. Autoridades locais declararam major incident, uma medida que reforça a mobilização de recursos de segurança e emergência, e bloquearam ruas próximas à sinagoga.

    A motivação do ataque ainda não foi confirmada, mas a polícia trata o caso como prioridade e segue investigando.

    Ataque em sinagoga de Manchester faz quatro feridos; suspeito foi baleado

  • Elon Musk: "Cancelem a Netflix pela saúde dos seus filhos"

    Elon Musk: "Cancelem a Netflix pela saúde dos seus filhos"

    Bilionário afirmou que a plataforma ameaça “a saúde das crianças” e incentivou seguidores a cancelar assinaturas. A produção Guardiões da Mansão do Terror virou alvo de críticas, enquanto o criador Hamish Steele reagiu à polêmica nas redes sociais

    O bilionário Elon Musk — dono da Tesla, SpaceX, X e xAI — pediu a seus seguidores que cancelem suas assinaturas da Netflix. O motivo é uma série de animação de 2022 que traz uma personagem trans.

    A produção em questão é Guardiões da Mansão do Terror (Dead End: Paranormal Park, no original), que teve duas temporadas com dez episódios cada, lançadas em 2022. Após um usuário compartilhar um trecho em que uma personagem se assume como trans, Musk reagiu afirmando que “isso não está certo”.

    O empresário passou a replicar publicações de outros usuários que também criticavam o tema e, em seguida, escreveu em sua conta: “Cancelem a Netflix pela saúde dos seus filhos”, alegando que a plataforma tenta “transformar crianças em pessoas trans”.

    O criador da série, Hamish Steele, comentou a polêmica em sua página no Bluesky. “Provavelmente hoje vai ser um dia estranho”, escreveu, ao compartilhar a postagem original de Musk.

    It’s probably going to be a very odd day
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    — Hamish Steele Buy Go-Man! (@hamishsteele.bsky.social) 30 de setembro de 2025 às 12:43

    Elon Musk: "Cancelem a Netflix pela saúde dos seus filhos"

  • Terremoto nas Filipinas deixa 72 mortos e milhares de desabrigados

    Terremoto nas Filipinas deixa 72 mortos e milhares de desabrigados

    O tremor de magnitude 6,9 atingiu a ilha de Cebu e provocou destruição em quase 600 casas. Mais de 20 mil pessoas deixaram suas residências e 110 mil necessitam de ajuda urgente. O governo prometeu apoio rápido às vítimas

    O número de mortos no terremoto que atingiu as Filipinas na terça-feira subiu para 72, informaram nesta quinta-feira (2) os serviços de emergência, que agora concentram esforços em atender centenas de feridos e milhares de desabrigados.

    Equipes de resgate relataram ter retirado dos escombros de um hotel na cidade de Bogo, próxima ao epicentro, os corpos de uma mulher e uma criança. Na quarta-feira (1º), outra vítima já havia sido localizada no mesmo local, segundo a agência France-Presse. O balanço anterior apontava 69 mortos.

    O terremoto, de magnitude 6,9, teve epicentro no mar, próximo à ilha de Cebu, no centro do arquipélago, às 21h59 de terça (hora local). Desde então, mais de 300 réplicas foram registradas, dificultando os trabalhos de resgate, segundo o Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia.

    O governo informou que 294 pessoas ficaram feridas e cerca de 20 mil tiveram que deixar suas casas. Quase 600 residências foram destruídas no norte da ilha de Cebu, obrigando parte da população a dormir ao ar livre.

    A governadora da província, Pamela Baricuatro, pediu doações de água potável, alimentos, roupas e abrigo para as famílias afetadas. “Muitas casas foram destruídas e muitas famílias precisam de ajuda para se reerguer. Elas precisam da nossa ajuda, das nossas orações e do nosso apoio”, escreveu no Facebook.

    O presidente Ferdinand Marcos Jr. visitou Cebu nesta quinta-feira para avaliar os danos e coordenar a assistência. Ele apresentou condolências às famílias das vítimas e prometeu apoio rápido aos atingidos.

    Segundo a Defesa Civil de Cebu, mais de 110 mil pessoas em 42 comunidades precisam de auxílio, sobretudo para reconstruir moradias e retomar meios de subsistência.

    O desastre ocorre dias após a passagem da tempestade Bualoi e do tufão Ragasa, que já haviam deixado cerca de 40 mortos no país.

    As Filipinas estão entre os países mais vulneráveis a desastres naturais. Localizado no chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, o arquipélago sofre constantemente com terremotos e erupções vulcânicas, além de ser atingido, em média, por 20 tufões e tempestades por ano.

    Terremoto nas Filipinas deixa 72 mortos e milhares de desabrigados

  • Meta usará conversas com IA para mostrar anúncios no Facebook e Instagram

    Meta usará conversas com IA para mostrar anúncios no Facebook e Instagram

    Mudança entra em vigor em 16 de dezembro e permitirá que buscas feitas no Meta AI influenciem anúncios no Facebook, Instagram e WhatsApp; temas sensíveis como religião e saúde ficam de fora

    A Meta, empresa responsável por Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads, anunciou que passará a exibir anúncios personalizados com base nas interações dos usuários com seu assistente de Inteligência Artificial, o Meta AI.

    Na prática, isso significa que, ao perguntar ao Meta AI sobre um produto ou destino de viagem, anúncios relacionados poderão aparecer durante a navegação nas redes sociais. Além disso, se as contas de Facebook, Instagram e WhatsApp estiverem conectadas, interações feitas no WhatsApp poderão influenciar anúncios exibidos no Instagram, por exemplo.

    A empresa destacou, porém, que não utilizará informações consideradas sensíveis — como religião, orientação sexual, política, saúde ou etnia — para direcionar publicidade.

    As mudanças passam a valer a partir de 16 de dezembro, com notificações aos usuários sendo enviadas já a partir de 7 de outubro. Segundo o site The Verge, a nova política será aplicada na maioria dos países em que a Meta atua, exceto Reino Unido, União Europeia e Coreia do Sul, regiões onde a companhia ainda negocia com órgãos reguladores.

    Paralelamente, a companhia também ganhou destaque por outro motivo: foi anunciado o novo filme sobre o Facebook, intitulado The Social Reckoning. O longa terá roteiro e direção de Aaron Sorkin e contará com Jeremy Strong, Mikey Madison, Jeremy Allen White e Bill Burr no elenco. A estreia está prevista para daqui a um ano.
     
     
     

     

    Meta usará conversas com IA para mostrar anúncios no Facebook e Instagram

  • Detidos da flotilha vão ser transferidos para Israel

    Detidos da flotilha vão ser transferidos para Israel

    Ao menos dez brasileiros e um argentino estão entre os detidos após a Marinha de Israel interceptar a flotilha Sumud Global, que tentava levar alimentos e remédios a Gaza. Entre eles estão o ativista Thiago Ávila e a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE)

    O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou nesta quarta-feira (1º) que parte dos ativistas da flotilha humanitária Sumud Global, detidos nas últimas horas, será transferida para território israelense.

    Em comunicado divulgado nas redes sociais, a diplomacia israelense afirmou que os presos “estão seguros e em boa saúde” e que os procedimentos de deportação para a Europa já foram iniciados. O documento, porém, não detalha a identidade dos primeiros ativistas a serem transferidos.

    Segundo a organização Sumud Global, ao menos 13 embarcações foram interceptadas pela Marinha de Israel, incluindo uma que teria sido abalroada em águas internacionais. A flotilha, formada por cerca de 50 barcos, tenta furar o bloqueio a Gaza para entregar alimentos, água potável, medicamentos e brinquedos.

    Entre os detidos estão pelo menos dez brasileiros e um argentino residente no Brasil. O grupo inclui o ativista Thiago Ávila e a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), que estavam a bordo de uma das embarcações interceptadas.

    Na lista dos brasileiros detidos estão: 

    Ariadne Catarina Cardoso Teles
    Magno De Carvalho Costa 
    Luizianne De Oliveira Lins
    Gabrielle Da Silva Tolotti
    Bruno Sperb Rocha
    Mariana Conti Takahashi
    Thiago de Ávila e Silva Oliveira
    Lucas Farias Gusmão
    Mohamad Sami El Kadri
    Lisiane Proença Severo
    Nicolas Calabrese (argentino, com cidadania italiana,  residente no Brasil)
     

    Detidos da flotilha vão ser transferidos para Israel

  • Mulher de Leonardo diz que 'adotou' adolescente para brincar com Zé Felipe e depois o devolveu

    Mulher de Leonardo diz que 'adotou' adolescente para brincar com Zé Felipe e depois o devolveu

    Poliana Rocha contou que levou um adolescente de Ilhéus para morar em sua casa em Goiânia sem avisar a família. A história, relatada em entrevista à RedeTV!, gerou revolta nas redes sociais, com críticas de internautas que apontaram possível sequestro e tratamento desumano ao menor

    (CBS NEWS) – Uma história contada por Poliana Rocha no programa de Daniela Albuquerque, na RedeTV!, está viralizando nas redes sociais -e causando revolta entre internautas.

    Na entrevista ao Sensacional no dia 15 de setembro, a esposa de Leonardo contou que abrigou um menor de idade em sua casa por cerca de dois meses sem autorização da família. Ela disse que conheceu o adolescente em Ilhéus (BA), e o levou para sua casa em Goiânia (GO), de avião.

    Questionada por Daniela Albuquerque se pediu permissão à família do menino, Poliana respondeu com naturalidade que nunca procurou contato com os pais dele.

    O caso teria acontecido em uma viagem da família à Bahia, quando Zé Felipe tinha dez anos de idade. O adolescente abordou o casal na rua, vendendo chinelos. Aos poucos, se tornou amigo de Zé Felipe e passou as férias jogando bola com o menino, segundo relatou Poliana.

    “No dia de ir embora, o Leonardo falou: ‘Você quer conhecer Goiânia, entrar no avião?’. Aí ele falou: ‘Quero’ e o Leonardo: ‘Então bora’”, contou Poliana. “Eu achei que era brincadeira, mas o Leonardo falou: ‘Nós vamos levar ele sim, porque ele vai brincar com o Zé.”

    “Mas e a mãe dele?”, perguntou Daniela Albuquerque. “Ele falou que depois ligava para a ‘mainha’. Só que aí ele começou a me chamar de mainha. E aquilo foi me incomodando”, continuou Poliana.

    ‘VOU TER QUE DEVOLVER’

    “Mas ele nem ligou para a mãe?”, insistiu a apresentadora. “Deve ter ligado, não fiquei sabendo nem perguntei”, cortou Poliana.

    “Só que ele, em vez de jogar bola com o Zé Felipe, começou a querer ficar no sofá com o pé para cima”, reclamou Poliana. “Ele não estava mais jogando bola com o Zé, só queria ficar deitado ouvindo música. Aí eu falei: ‘Vou ter que devolver.’”

    Ela disse que, então, levou menino ao cabeleireiro, comprou roupas novas e o despachou de volta para Ilhéus com uma quantia em dinheiro.

    “Isso não caracteriza sequestro?”, perguntou uma usuária do X. “Botou um menor de idade num vôo sem ter contato com a mãe?”, questionou outra. “Eles tratando um ser humano como se fosse um brinquedo, cansou, deu defeito, joga fora. Cara, sério, é absurdo”, se indignou outro. “Ela falando como se fosse um pet”, observou outro.

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  • Câmara aprova isenção de IR até R$ 5.000 e imposto mínimo para alta renda, em votação unânime

    Câmara aprova isenção de IR até R$ 5.000 e imposto mínimo para alta renda, em votação unânime

    Além de promessa da última campanha, a isenção do IR também é a principal aposta do PT para alavancar a popularidade de Lula em ano eleitoral. A medida ainda inclui um desconto no imposto de quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 7.350 mensais

    (FOLHAPRESS) – A Câmara dos Deputados deu sinal verde para uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês. O plenário aprovou nesta quarta-feira (1º) o projeto, que ainda precisa passar pelo Senado Federal antes de começar a valer em 2026.

    Além de promessa da última campanha, a isenção do IR também é a principal aposta do PT para alavancar a popularidade de Lula em ano eleitoral. A medida ainda inclui um desconto no imposto de quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 7.350 mensais.

    Ao todo, a desoneração da base da pirâmide de renda deve beneficiar até 16 milhões de contribuintes a um custo de R$ 31,2 bilhões no ano que vem, segundo o relator, deputado Arthur Lira (PP-AL). Para compensar a perda desses recursos, o governo propôs a criação de um imposto mínimo sobre a alta renda, também aprovado apesar das resistências.

    O projeto do IR teve apoio unânime do plenário, com 493 votos favoráveis e nenhum contrário. O apoio veio tanto de parlamentares da base aliada quanto do centrão e da oposição. Todos os partidos orientaram a favor da medida, em um desfecho classificado como histórico tanto pela cúpula da Câmara quanto por integrantes do governo.

    “Encerramos essa votação em um dia histórico para o Brasil e para esta Casa. A aprovação da isenção de Imposto de Renda é um marco de justiça fiscal, mas também de união. Aqui demonstramos que, quando o tema é o bem-estar das famílias brasileiras, não há lados nem divisões. É interesse do país”, afirmou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), minutos antes de encerrar a votação.

    “Um dia histórico. Começamos a enfrentar nossa principal chaga: nossa inaceitável desigualdade”, escreveu o ministro Fernando Haddad (Fazenda) na rede social X (ex-Twitter). Dois de seus auxiliares, os secretários Robinson Barreirinhas (Receita Federal) e Marcos Pinto (Reformas Econômicas), além da ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) acompanharam a votação dentro do plenário.

    O presidente Lula classificou o resultado de “vitória em favor da justiça tributária e do combate à desigualdade no Brasil” e agradeceu a Motta e Lira pela aprovação do projeto. O petista ainda demonstrou confiança de que a proposta também terá amplo apoio do Senado.

    Apesar das resistências de parte dos deputados, Lira manteve em seu parecer a proposta do governo de criar um imposto mínimo de 10% sobre a alta renda. O alvo da medida são 141 mil contribuintes que recolhem, em média, uma alíquota efetiva de 2,5% -abaixo do que pagam profissionais como policiais (9,8%) e professores (9,6%).

    A alíquota efetiva reflete a proporção de impostos recolhidos em relação à renda total. Embora a tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) preveja cobranças de até 27,5%, a legislação prevê uma série de deduções (como despesas médicas) e rendimentos isentos (como dividendos de empresas), que servem para reduzir o peso do tributo.

    Para a equipe de Haddad, essa estrutura é injusta, uma vez que são os contribuintes de maior renda que se beneficiam dessas deduções e isenções. A pasta elaborou estudos em que concluiu que taxar a alta renda melhor a desigualdade, e o governo deflagrou uma ofensiva nas redes sociais em defesa da medida.

    Pela proposta, o chamado imposto mínimo será cobrado progressivamente de quem ganha a partir de R$ 50 mil mensais (cerca de R$ 600 mil anuais), sempre que a cobrança regular tiver ficado abaixo do piso estipulado. O mínimo de 10% vale para rendas a partir de R$ 1,2 milhão ao ano, e a cobrança será feita pela diferença: se o contribuinte já recolheu 2,5%, o imposto devido será equivalente aos outros 7,5%.

    A implementação da isenção para quem ganha até R$ 5.000 depende diretamente da aprovação dessa medida de compensação. Trata-se de uma exigência da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e uma necessidade do governo para não desequilibrar o Orçamento.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, a isenção para a base da pirâmide era consenso entre os deputados, mas a batalha no plenário se daria em torno da compensação. Durante o último mês, parlamentares da oposição e de parte do centrão se movimentaram para tentar derrubar o aumento do IR para os mais ricos, o que não prosperou no plenário.

    “Se falava muito: ‘ah como vamos resolver as compensações?’, mas na verdade todos que votaram aqui votaram também, mesmo contrariados, a favor das compensações”, afirmou o deputado Afonso Motta (PDT-RS) durante a sessão.

    Na última versão do seu relatório, apresentada nesta quarta, Lira incluiu a previsão de repasse trimestral a estados e municípios que tiverem perdas de arrecadação com as mudanças na tributação. O parlamentar também estipulou que os rendimentos com debêntures incentivadas de infraestrutura não serão alvo do imposto mínimo.

    Lira ainda fez alterações para explicitar o prazo pelo qual a distribuição de lucros e dividendos auferidos pelas empresas até 31 de dezembro de 2025, sob a regra atual que isenta esses rendimentos, permanecerá livre da incidência de imposto.

    A previsão era que, após a sanção da nova lei, a Receita Federal publicasse uma norma estipulando um prazo de três anos para o pagamento desses dividendos livres de imposto, mas houve o temor de que o governo bloqueasse essa reivindicação. Por isso, o relator incorporou o acordo ao texto do projeto de lei, explicitando essa garantia até 2028.

    Lira também fez alterações para garantir que recursos dedicados pelas instituições ao Prouni (Programa Universidade Para Todos) sejam considerados como imposto pago pelas pessoas jurídicas na hora de calcular a alíquota efetiva das empresas.

    O relator ainda fez ajustes na tributação dos cartórios. O novo texto prevê que os repasses obrigatórios feitos ao Judiciários ficarão livres da incidência do imposto.

    Lira rejeitou a maior parte das emendas apresentadas, pois muitas resultariam em renúncia adicional de receitas e não previam a devida compensação.

    Para acelerar a votação, ele articulou uma estratégia para barrar a votação de destaques que poderiam alterar o texto final da proposta, incluindo aqueles que poderiam afetar a criação do imposto mínimo. Ele chegou a mudar seu parecer para derrubar uma proposta do Novo e do PSB que tentava emplacar a correção anual da tabela do IRPF pela inflação (obrigação que hoje não existe e poderia pressionar as contas públicas no futuro).

    Numa tentativa de acordo, Lira incluiu um artigo que exige do Executivo o envio de um projeto de lei prevendo uma política nacional de atualização da tabela, no prazo de um ano, o que atendeu ao PSB. Ainda assim, o Novo insistiu no pedido de destaque. O relator então decidiu alterar seu parecer para declarar a inadequação financeira da medida e, assim, derrubar a estratégia do Novo.

    Antes da votação, uma medida aventada por representantes do centrão foi incorporar ao projeto do IR as medidas de aumento de impostos apresentadas pelo governo na MP (medida provisória) 1.303, de junho deste ano. A equipe econômica, porém, rejeitou essa opção porque conta com a arrecadação das duas medidas (MP e imposto mínimo) para fechar as contas de 2026.

    O texto do IR foi aprovado em comissão especial no mês de julho. No mês seguinte, os deputados aprovaram o regime de urgência do projeto, que acelera a tramitação.

    Sua aprovação em plenário ocorre mais de seis meses após a apresentação da proposta pelo Executivo e representa uma tentativa do Legislativo de retomar a pauta econômica após a repercussão negativa de temas encampados pelo centrão, como a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Blindagem e a anistia aos condenados por atos golpistas.

    Diante do desgaste na opinião pública, inclusive com manifestações nas ruas, a votação do IR e projetos de segurança pública se tornaram a aposta de Hugo Motta para tentar demonstrar o avanço de propostas de impacto para a população.

    Câmara aprova isenção de IR até R$ 5.000 e imposto mínimo para alta renda, em votação unânime

  • Deputada do PT está em flotilha interceptada por Israel a caminho de Gaza

    Deputada do PT está em flotilha interceptada por Israel a caminho de Gaza

    Luizianne Lins (PT) é uma das 15 brasileiras a bordo; dois barcos da comitiva humanitária, o Alma e Sirius, foram interceptados por Israel na tarde desta quarta-feira (1)

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) está na flotilha humanitária interceptada por Israel nesta quarta-feira (01), que levaria alimentos e medicamentos a Gaza.

    Luizianne Lins é uma das 15 brasileiras a bordo. Dezenas de voluntários de mais de 40 países estavam a caminho de Gaza para levar alimentos e medicamentos.

    A informação foi confirmada nas redes sociais da deputada. “As autoridades brasileiras e organismos internacionais já estão sendo acionados para acompanhar a situação e garantir a integridade da parlamentar e de todos os voluntários”, diz a postagem. Luizianne é deputada federal desde 2015 e foi prefeita de Fortaleza entre 2005 e 2012.

    Dois barcos da comitiva humanitária, o Alma e Sirius, foram interceptados por Israel por volta das 16h. A informação foi confirmada pelo canal Al Jazeera junto a tripulantes. A Flotilha Global Sumud (palavra que significa “resiliência” em árabe) saiu de Barcelona no começo de setembro e estava próxima da costa do enclave palestino.

    Mais cedo, o grupo disse que navios militares israelenses realizaram “manobras de intimidação”. Segundo o ativista brasileiro Thiago Ávila, a conexão da área foi parcialmente cortada, o que interrompeu algumas transmissões ao vivo e também impactou a navegação.

    Além de Ávila e Luizianne, há outros 13 brasileiros nas embarcações. Entre eles, a vereadora de Campinas Mariana Conti (PSOL) e a presidente estadual do PSOL do Rio Grande do Sul Gabrielle Tolloti.

    Anistia internacional pediu proteção à flotilha. Em publicação nas redes sociais, a entidade disse que o grupo entrou em área de alto risco e que os “os estados têm responsabilidade de garantir a passagem segura das embarcações”.

    Outras flotilhas que tentaram ajudar Gaza foram paradas na mesma região. Em outras ocasiões, seus ocupantes foram detidos pelo Exército israelense e deportados em seguida.

    Deputada do PT está em flotilha interceptada por Israel a caminho de Gaza

  • Parque Olímpico recebe comitiva de avaliação de candidatura a Pan 2031

    Parque Olímpico recebe comitiva de avaliação de candidatura a Pan 2031

    O Parque Olímpico da Barra da Tijuca recebeu nesta quarta-feira (1) a primeira visita técnica da Comissão de Avaliação da Panam Sports (entidade máxima do esporte olímpico nas Américas) da candidatura de Rio de Janeiro e Niterói para os Jogos Pan-americanos de 2031. A expectativa é de que a comitiva, formada por cinco integrantes, percorra as principais instalações esportivas das cinco zonas de competição previstas para os Jogos até a próxima sexta-feira (3).

    O ponto de partida da visita foi no Parque Aquático Maria Lenk, onde funciona o Centro de Treinamento do COB. De lá, a comitiva seguiu para o Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado, Museu Olímpico do Rio, Velódromo Olímpico, Arena Carioca 1 e Arena Olímpica (Farmasi Arena).

    De volta ao Centro de Treinamento do COB, a Comissão de Avaliação conheceu em detalhes o Centro de Ginástica Artística. Os representantes da Panam Sports também estiveram no Centro de Alta Performance do COB. 

    “É uma honra para a Panam Sports estar aqui no Rio de Janeiro e em Niterói, uma alegria enorme. A ideia desta visita é poder reconfirmar todas as propostas que Rio e Niterói apresentaram em seu dossiê de candidatura. Vamos analisar em detalhes durante esses três dias todo o planejamento, infraestrutura e a programação preparada. Agradeço às cidades por seguirem esse processo, que se decidirá no dia 10 de outubro”, declarou o presidente da Panam Sports, Neven Ilic.

    “Estamos muito felizes com a visita da Panam Sports. Sabemos da capacidade das nossas cidades em entregar grandes eventos esportivos para o mundo. Temos trabalhado bastante e esta visita será muito proveitosa. Estamos confiantes. Temos um projeto de muita cooperação com os outros países das Américas, já que nossas estruturas estão praticamente prontas. Queremos deixar um legado de conhecimento para compartilhar com os outros países. Tenho certeza de que Rio e Niterói estarão prontas para dar um grande espetáculo como sempre fizemos. Agora é trabalhar até o final para conquistarmos no dia 10 o direito de sediar os Jogos Pan-americanos”, afirmou o presidente do COB, Marco La Porta.

    O Campeonato Brasileiro passará a ser disputado ao longo de todo o ano, entre 28 de janeiro e 2 de dezembro, com a pausa para a Copa do Mundo

    Folhapress | 14:24 – 01/10/2025

    Parque Olímpico recebe comitiva de avaliação de candidatura a Pan 2031

  • Sem acordo, EUA mantêm shutdown e interrompem serviços em agências federais

    Sem acordo, EUA mantêm shutdown e interrompem serviços em agências federais

    Este é o primeiro shutdown nos Estados Unidos desde o mais longo da história -que durou 35 dias- há quase sete anos, durante o primeiro mandato de Donald Trump

    SÃO PAULO, SP E PELOTAS, RS (FOLHAPRESS) – O governo dos Estados Unidos começou o shutdown (apagão econômico) após a 0h desta quarta-feira (1º), depois que legisladores e o presidente Donald Trump não superaram um impasse orçamentário em tensas negociações no Congresso em torno do financiamento para as agências federais.

    Novas votações foram realizadas ao longo do dia, algumas horas após o início do shutdown, mas não houve acordo novamente -o que significa que o apagão continuará e dá indícios de uma dura disputa entre republicanos e democratas.

    O Senado rejeitou a contraproposta dos democratas de financiar o governo. Em seguida, a maioria dos democratas da Casa votou novamente para barrar o projeto republicano de gasto provisório, que manteria o financiamento nos níveis atuais.

    No primeiro dia de shutdown, parques, museus e bibliotecas foram fechados em todo o país. Milhares de funcionários de inúmeros departamentos foram afastados. Enquanto isso, o governo Trump reforçou a tática de responsabilizar os democratas pela paralisação.

    O Escritório de Orçamento do Congresso estima que cerca de 750 mil funcionários serão colocados em licença não remunerada a um custo diário de US$ 400 milhões em compensação perdida.

    Este é o primeiro shutdown desde o mais longo da história -que durou 35 dias- há quase sete anos, durante o primeiro mandato de Trump.

    O impasse também pode levar à perda de milhares de empregos federais. A 15ª paralisação do governo desde 1981 pode adiar a divulgação do aguardado relatório mensal de empregos, desacelerar o tráfego aéreo, suspender pesquisas científicas, reter o pagamento das tropas americanas e levar à licença de 750 mil funcionários federais a um custo diário de US$ 400 milhões.

    Em jogo no financiamento do governo estão US$ 1,7 trilhão para operações de agências, o que representa aproximadamente um quarto do orçamento total do governo de US$ 7 trilhões. Grande parte do restante vai para programas de saúde, aposentadoria e pagamentos de juros sobre a crescente dívida de US$ 37,5 trilhões.

    Analistas independentes alertam que a paralisação pode durar mais do que os fechamentos relacionados ao orçamento do passado, com Trump e funcionários da Casa Branca ameaçando punir os democratas com cortes em programas governamentais e na folha de pagamento federal.

    O diretor de orçamento de Trump, Russell Vought, ameaçou fazer demissões permanentes na semana passada no caso de uma paralisação.

    “Tudo o que eles querem fazer é tentar nos intimidar. E eles não vão ter sucesso”, disse o líder democrata do Senado, Chuck Schumer, em um discurso no plenário um dia após uma reunião na Casa Branca com o presidente e líderes do Congresso que terminou com os dois partidos muito distantes.

    Os republicanos têm maioria em ambas as câmaras do Congresso, mas as regras legislativas exigem que 60 dos 100 senadores concordem com a legislação de gastos. Isso significa que pelo menos sete democratas são necessários para aprovar um projeto de lei de financiamento.

    Os democratas estão sob pressão em torno das eleições de meio de mandato de 2026, que determinarão o controle do Congresso para os dois últimos anos do mandato de Trump.

    Junto com os subsídios de saúde estendidos, os democratas também buscaram garantir que Trump não seja capaz de desfazer mudanças caso elas sejam transformadas em lei. Trump se recusou a gastar bilhões de dólares aprovados pelo Congresso, levando alguns democratas a questionar por que deveriam votar em qualquer legislação de gastos.

    O professor da Universidade de Chicago, Robert Pape, disse que o clima político polarizado dos EUA após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk e o crescente poder nas alas extremas de ambos os partidos pode dificultar que os líderes partidários concordem com um acordo para reabrir o governo.

    “As regras da política estão mudando radicalmente e não podemos saber com certeza onde tudo isso vai terminar”, disse Robert Pape, professor de ciência política da Universidade de Chicago, que estuda violência política.

    “Cada lado teria que recuar contra dezenas de milhões de apoiadores verdadeiramente agressivos, seus próprios eleitores, o que vai ser realmente difícil para eles fazerem”.

    Sem acordo, EUA mantêm shutdown e interrompem serviços em agências federais