Autor: REDAÇÃO

  • Paulo Soares, icônico narrador e apresentador da ESPN, morre aos 63 anos

    Paulo Soares, icônico narrador e apresentador da ESPN, morre aos 63 anos

    Com mais de 30 anos de ESPN, Paulo Soares marcou gerações de fãs com humor, bordões e parceria histórica com Antero Greco. O narrador e apresentador, conhecido como Amigão, morreu aos 63 anos e será velado nesta segunda-feira em São Paulo

    Icônico narrador e apresentador da ESPN, Paulo Soares, mais conhecido como Amigão, morreu nesta segunda-feira, 29, aos 63 anos. A causa da morte não foi divulgada. O velório acontecerá a partir das 13h às 17h, no Funeral Home, no bairro Bela Vista, em São Paulo.

    Paulo Soares dedicou mais de 30 anos de carreira à ESPN e se destacou apresentando o programa SportsCenter ao lado de Antero Greco, morto em 2024 vítima de câncer.

    Paulo Soares era conhecido pelo carisma, bom humor e pela forma leve com que conduzia as notícias esportivas. Ao lado de Antero Greco, formou uma das duplas mais queridas da televisão esportiva brasileira, criando bordões e momentos que marcaram gerações de fãs do esporte.

    À época da morte do amigo, ele fez uma participação bastante emocionada no ‘SportsCenter’. “Antero chegava sempre em cima da hora. Em todas as situações. Era uma coisa irritante. Agora, acabei de escrever e dizer: ‘Poxa vida, Antero, você gostava tanto de chegar atrasado, em cima da hora, por que você foi embora agora? Para quê sair tão cedo? Não era a hora ainda.”

    Ao longo dos últimos anos, Paulo Soares foi submetido a seis cirurgias na coluna e precisou ficar afastado na ESPN para cuidar da saúde por duas vezes, em 2017 e em 2023.

    Natural de Goiânia, Amigão começou sua carreira no rádio antes de migrar para a televisão. Na frente das câmeras, ele atuou na Gazeta, Record e Cultura.

    Ele chegou à ESPN em 1990, pouco depois da criação do canal no Brasil, e se tornou uma das principais referências da emissora. Paulo Soares também foi narrador da Rádio Eldorado ESPN no início dos anos 2010.

    Paulo Soares, icônico narrador e apresentador da ESPN, morre aos 63 anos

  • Indicado por Crespo precisa de 9 jogos no ano para renovar com São Paulo

    Indicado por Crespo precisa de 9 jogos no ano para renovar com São Paulo

    (UOL/FOLHAPRESS) – Emiliano Rigoni precisa atuar em metade do tempo em nove dos próximos 14 jogos do São Paulo para ativar renovação automática de contrato com o clube.

    O argentino tem sido alvo de críticas por parte da torcida do São Paulo nas últimas semanas. Na eliminação da Copa Libertadores, diante da LDU, ele foi um dos jogadores vaiados pela torcida, ao ser substituído por Lucas, durante o segundo tempo.

    Como o UOL apurou, Rigoni tem uma cláusula de renovação automática em seu vínculo recém-assinado. Ele precisa atuar por 45 minutos em 12 jogos até o fim do ano. Como ele está emprestado pelo León, do México, mas tem contrato com o clube apenas até dezembro, ele ficará livre no mercado caso não renove com o Tricolor.

    O camisa 77 já bateu essa marca em três dos quatro jogos desde que retornou ao Morumbis. Na ida contra a LDU, Rigoni foi titular e atuou por 70 minutos; no clássico contra o Santos, na Vila, entrou no intervalo e jogou todo o segundo tempo; por fim, foi titular como ala na nova derrota para a LDU, na quinta-feira, antes de ser substituído na etapa final, pouco antes do cronômetro bater a marca dos 20 minutos.

    Dessa forma, o atacante precisa de mais 45 minutos em nove dos 14 últimos jogos do Tricolor na temporada para que o gatilho seja ativado.

    O São Paulo volta campo nesta segunda-feira, quando recebe o Ceará, pela 25ª rodada do Brasileirão. A bola rola às 20h (de Brasília), no Morumbis, com transmissão do sportv e Premiere.

    Ex-jogador do Vasco e campeão carioca em 2015, Yago Moreira, 31, foi preso em flagrante por tráfico de drogas em Cachoeiro de Itapemirim (ES). O ex-atacante, que já havia sido detido em 2024, teve passagem por clubes no Brasil, EUA, Coreia do Sul e Kuwait

    Notícias ao Minuto | 05:20 – 29/09/2025

    Indicado por Crespo precisa de 9 jogos no ano para renovar com São Paulo

  • Wagner Moura critica cobrança para que artistas se posicionem politicamente

    Wagner Moura critica cobrança para que artistas se posicionem politicamente

    Wagner Moura afirmou que não concorda com a cobrança para que todos os artistas se posicionem politicamente nas redes sociais, destacando que nem todos estão preparados para lidar com as críticas. Para ele, a arte já é política por essência, independentemente da intenção explícita.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Wagner Moura, 49, não tem medo de se posicionar politicamente, mas disse ser contra a cobrança exacerbada para que todos os artistas expressem suas opiniões políticas nas redes sociais.

    Moura disse receber muitas “porradas” por expressar sua ideologia política, por isso entende quem não quer se posicionar. “Tenho resistência à cobrança para que artistas se posicionem. Ninguém tem que falar, porque, quando fala, tem que segurar o rojão. Não é pra todo mundo”, declarou em entrevista ao jornal O Globo.

    Ator também destacou que “toda [forma de] arte é política”, mesmo que não tenha a pretensão de ser. “Vamos bulir com alguma coisa dentro de você, transformar, fazer pensar. Isso é política no meu jeito de ver. Todos os meus personagens são eu, as minhas emoções, como vejo as coisas. O que a gente ver na arte não é política. Ela está por trás”.

    “Queremos é ver o humano, nos identificar. Se me ponho vulnerável, se me exponho de forma que a pessoa consegue se ver, começa o jogo. Ela vai ver, a partir desse caminho, os aspectos políticos, tudo que vem depois. Primeiro tem que ter a gente, senão vira uma coisa chata de gente falando de política.”

    Wagner Moura é politicamente de esquerda e não esconde isso. O ator participou na semana passada de um ato em Salvador, na Bahia, contra as PECs da Blindagem e da Anistia, quando subiu em um trio e cantou ao lado de Daniela Mercury. Ele também é um defensor da democracia.

    Wagner Moura critica cobrança para que artistas se posicionem politicamente

  • Com lesão de titular, reforço do Palmeiras pode ter chance após não ir bem

    Com lesão de titular, reforço do Palmeiras pode ter chance após não ir bem

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A derrota para o Bahia não custou apenas os três pontos para o Palmeiras. Durante a partida, Lucas Evangelista e Piquerez -titulares da equipe- sentiram lesões e tiveram que ser substituídos ainda no primeiro tempo.

    Entre os lesionados, Piquerez é peça mais importante para o esquema de Abel Ferreira. Enquanto Evangelista pode ser substituído por Aníbal Moreno, Emi Martínez, Allan e até Raphael Veiga ou Andreas Pereira, o lateral-esquerdo tem apenas Jefté como suplente.

    Com isso, o defensor de 21 anos pode sonhar com a titularidade contra o Vasco, na próxima quarta-feira. Piquerez sentiu dores no joelho direito contra o Bahia e será avaliado pelo departamento médico do Palmeiras para saber a gravidade de sua lesão.

    Jefté entrou no lugar do uruguaio aos 27 minutos e, embora tenha realizado um jogo sólido, não conseguiu parar Ademir no gol do Bahia. O lateral perdeu na corrida para o adversário e foi driblado no lance em que o camisa 7 tricolor marcou o gol da vitória.

    Com isso, a depender da gravidade da lesão de Piquerez, Jefté pode ganhar a sequência que ainda não teve no Palmeiras. Desde que chegou, em agosto, foram apenas três jogos e 152 minutos em campo.

    Na única partida em que foi titular -contra o Fortaleza-, o lateral de 21 anos deu uma assistência. Jefté foi contratado exatamente para suprir a carência na posição nos momentos em que Piquerez não está disponível. O uruguaio, por exemplo, sofreu lesão no joelho esquerdo em 2024 e a equipe alviverde sentiu sua ausência.

    Além da partida contra o Vasco, o Verdão terá pela frente São Paulo, Juventude, Bragantino e Flamengo. Depois, passa a focar na semifinal da Libertadores, contra a LDU.

    Ex-jogador do Vasco e campeão carioca em 2015, Yago Moreira, 31, foi preso em flagrante por tráfico de drogas em Cachoeiro de Itapemirim (ES). O ex-atacante, que já havia sido detido em 2024, teve passagem por clubes no Brasil, EUA, Coreia do Sul e Kuwait

    Notícias ao Minuto | 05:20 – 29/09/2025

    Com lesão de titular, reforço do Palmeiras pode ter chance após não ir bem

  • Arrascaeta bate temporada mais artilheira e aguarda renovação com Flamengo

    Arrascaeta bate temporada mais artilheira e aguarda renovação com Flamengo

    (UOL/FOLHAPRESS) – Em meio a um elenco galático, quem se sobressai no Flamengo é um jogador com muito tempo de casa e bastante história. Com o gol marcado neste domingo (28) na vitória sobre o Corinthians por 2 a 1, Arrascaeta atingiu sua temporada mais artilheira da carreira.

    O uruguaio chegou aos 19 gols e superou o histórico 2019, quando fez 18. O terceiro ano com mais gols foi em 2018, ainda pelo Cruzeiro, onde fez 15.

    O meia só fica atrás de 2019 no quesito assistências, com 13 até agora contra 19 naquela época.

    “2019 foi mágico. Passamos por essas coisas. A gente ganhava e se fortalecia mesmo jogando mal. Saber que quando não está encaixando, todo mundo corre até encaixar. Depois tem jogadores de muita qualidade que fazem a diferença. Hoje (na vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians) foi mais um jogo desse”, disse Arrascaeta à Cazé TV, comparando 2019 com agora.

    Aos 31 anos, ele é o líder de participações em gols do Flamengo em 2025. São seis gols e quatro assistências somente nos últimos dez jogos.

    No Campeonato Brasileiro, por exemplo, ele tem mais participações em gols que jogos: 24 contra 22.

    RENOVAÇÃO SEGUE EM COMPASSO DE ESPERA

    Embora o Flamengo já tenha sinalizado o interesse em renovar com Arrascaeta, a situação ainda segue em compasso de espera. O contrato atual com o meia vai até dezembro de 2026.

    O uruguaio tem o desejo de um novo vínculo, pelo menos, até 2028. A diretoria pretende fechar essa questão ainda neste segundo semestre.

    Em entrevista ao UOL no último dia 12, o diretor de futebol, José Boto entende que Arrascaeta merece ser premiado com uma renovação antecipada.

    Arrascaeta está a fazer, talvez, a melhor temporada da carreira. Mas mais do que isso, ele é um exemplo para todos das horas que se dedica ao clube e a ele próprio para que esteja bem. É um dos primeiros a chegar, um dos últimos a sair, e é este tipo de jogador que queremos. Não são só as qualidades técnico-táticas, mas também a mentalidade. E quando jogadores têm este tipo de postura, são normalmente premiados. E isso vai acontecer também com o Arrascaeta, provavelmente com uma renovação antes do tempo”, afirmou Boto.

    Wanderlei Silva relatou neste domingo ter sido agredido após a luta contra Popó no Spaten Fight Night 2. Em vídeo, o ex-lutador exibiu o olho inchado e sangrando, disse ter sido atacado pelas costas e criticou a atitude da equipe rival

    Folhapress | 07:55 – 29/09/2025

    Arrascaeta bate temporada mais artilheira e aguarda renovação com Flamengo

  • “Fui covardemente agredido”, diz Wanderlei sobre briga com Popó

    “Fui covardemente agredido”, diz Wanderlei sobre briga com Popó

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Wanderlei Silva se pronunciou neste domingo (28) após a confusão generalizada ocorrida ao término de sua luta contra Acelino Popó Freitas, no Spaten Fight Night 2.

    O ex-lutador de MMA publicou um vídeo no Instagram, em que exibe os ferimento e o olho inchado e sangrando. Wanderlei diz que foi “covardemente agredido”.

    “O time invadiu o ringue depois do resultado e eles vieram pra cima da gente, vieram mostrando o dedo e nos xingando”, disse Wanderlei Silva.

    O vídeo com o desabafo de Wanderlei está editado, mesclando o depoimento dele exibindo os ferimentos e cenas da luta. A peça ainda mostra áudios enviados por Popó a Fabrício Werdum antes da luta, provocando o ex-lutador, que fez parte da equipe de Wanderlei no evento. “Vai apanhar todo mundo”, diz Popó em um dos áudios publicados por Wanderlei e Werdum.


    “Eu em momento nenhum agredi ninguém. Estava ali tentando separar e de repente tomei um soco na nunca, e depois tomei mais um soco no olho. Fui covardemente agredido. Como vocês podem ver meu olho está sangrando até agora. Estou com muita dor de cabeça. Achei uma atitude muito triste”, disse Wanderlei Silva.

    “Primeiro, pedir desculpa para vocês. Eu procurei dar o meu melhor possível, praticar o que eu sempre pratiquei, que é o boxe. Infelizmente, eu tomei três cabeçadas, aqui dá para ver”, relatou Popó, mostrando os ferimentos no rosto.

    Folhapress | 11:48 – 28/09/2025

    “Fui covardemente agredido”, diz Wanderlei sobre briga com Popó

  • É preciso 'consertar' o Brasil, diz secretário de Comércio de Trump

    É preciso 'consertar' o Brasil, diz secretário de Comércio de Trump

    Em entrevista, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, incluiu o Brasil entre os países que, segundo ele, precisam “abrir seus mercados” para não prejudicar a economia americana. A declaração ocorre em meio ao tarifaço de Donald Trump e às negociações com Lula

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, disse que é preciso “consertar” o Brasil e “um monte de países” que prejudicam comercialmente os Estados Unidos. A declaração foi dada em entrevista à emissora News Nation, neste sábado (27).

    Lutnick citou Brasil, Suíça e Índia, entre os países “para consertar”. “Esses são países que precisam reagir corretamente aos Estados Unidos. Abrir seus mercados, parar de tomar ações que prejudiquem os Estados Unidos, e é por isso que estamos em desvantagem com eles”, afirmou.

    De acordo com o secretário, as tarifas aplicadas por Donald Trump serão mantidas até que esses países abram seus mercados e com isso entendam que, “se querem vender para os consumidores americanos, é preciso ‘jogar bola’ com o presidente dos Estados Unidos.”

    “Um país pequeno como a Suíça tem um déficit comercial de US$ 40 bilhões [R$ 213,7 bilhões] com os EUA. Eles dizem: ‘Bem, é um pequeno país rico’. Sabe por que eles são um pequeno país rico? Porque nos vendem US$ 40 bilhões a mais em produtos”, disse Lutnick.

    Como já foi constatado desde antes do início do tarifaço, os Estados Unidos têm superávit na relação comercial com o Brasil. A diferença entre o que os americanos venderam e o que compraram em bens e serviços do Brasil em 2024 somou US$ 28,6 bilhões (R$ 152,8 bilhões). Este foi o saldo positivo para a nação comandada por Trump.

    Incluído em agosto no tarifaço de 50% aplicado pelos EUA a produtos de diversos países, o Brasil foi a única nação citada pelo secretário que não integra a nova rodada de tarifas anunciada por Donald Trump. A partir de 1º de outubro, penalizações que variam de 25% a 100% vão atingir setores como medicamentos, caminhões pesados, móveis e utensílios domésticos, afetando Irlanda, Suíça, Austrália, Coreia do Sul, Reino Unido, Índia, México, Alemanha, China, Japão, entre outros países.

    A proposta do tarifaço pretende proteger a indústria americana dos produtos importados. É em razão dessa política, no entanto, que o dólar vem perdendo valor em todo o mundo e é esperado um aumento da inflação no território americano.

    Em breve encontro na semana passada, durante a abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, Donald Trump encontrou rapidamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que entre eles ocorreu “uma química excelente. Os mandatários dos dois países devem se reunir presencialmente nos próximos dias.

    É preciso 'consertar' o Brasil, diz secretário de Comércio de Trump

  • Lula acumula maré favorável e aplaca clima precoce de fim de governo

    Lula acumula maré favorável e aplaca clima precoce de fim de governo

    Após meses em baixa, Lula recupera fôlego político com vitórias no Congresso, reação às tarifas dos EUA e melhora nos índices de aprovação. O governo aposta em pautas sociais e econômicas para consolidar terreno rumo a 2026, enquanto a oposição enfrenta divisões internas

    (CBS NEWS) – A gestão Lula (PT) acumulou uma coleção de situações políticas favoráveis, incluindo a saída da defensiva na relação com o Congresso, o que possibilitou reverter o clima observado há apenas três meses, de governo dado como acabado e de uma reeleição improvável.

    O até agora fundo do poço de Lula 3 começou a ser desenhado em janeiro quando o Ministério da Fazenda teve que recuar em uma medida que considerava correta por causa de um vídeo de Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre o Pix que superou a casa de 300 milhões de visualizações, passou pela mais baixa aprovação popular das três gestões do petista, no mês seguinte, e culminou com a derrubada de seus decretos sobre o IOF por quase 400 votos na Câmara, em 25 de junho.

    Nesse dia, o clima no Congresso era de governistas desnorteados e oposicionistas comemorando a aplicação de uma das maiores derrotas a Lula com o apoio em massa de partidos que controlavam 11 ministérios.

    Era a primeira vez em 30 anos que um decreto presidencial era derrubado por votação do Congresso.

    Nas derrotas anteriores Lula sempre buscava contemporizar e dizer que a relação de governo e Congresso era assim mesmo, até pela esquerda minoritária na Câmara e no Senado.

    Mas a humilhação sofrida no caso do IOF teve outra resposta.

    O governo acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) e conseguiu recuperar parte dos decretos por meio de decisões de Alexandre de Moraes.

    No campo político, o PT começou a patrocinar nas redes uma forte ofensiva com o mote ricos versus pobres, com vídeos produzidos por inteligência artificial e que tiveram como alvo o Congresso, o centrão e a oposição, tachados de defensores de milionários e de privilégios em detrimento dos interesses do povo.

    A iniciativa bem-sucedida tirou o governo das cordas pela primeira vez nas redes sociais, colocando a oposição e o centrão, que insistiam em outro mote, o de “ninguém aguenta mais imposto”, na defensiva.

    Tanto é que foi recolhida a inclinação do centrão na ocasião de derrubar toda a proposta de compensação do governo -elevação da taxação dos mais ricos- ao projeto de aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda.

    Nessa mesma época, em 9 de julho, o anúncio pelo governo de Donald Trump da sobretaxa de 50% ao Brasil balançou mais ainda o xadrez político nacional.

    A ofensiva contra os interesses econômicos brasileiros permitiu a Lula e ao PT retomar a defesa da soberania nacional e das cores verde e amarelo, bandeiras de posse quase exclusiva do bolsonarismo havia anos. A atuação da família do ex-presidente em prol das sanções também entrou no discurso e na campanha governista na linha de carimbar os Bolsonaros como os pais do tarifaço.

    O embate EUA-Brasil também chamuscou a principal aposta para derrotar Lula em 2026, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    O governador de São Paulo adotou uma reação inicial errática sob o impacto da crise e, como mostrou o Painel da Folha, manifestou recentemente desânimo a aliados com uma candidatura presidencial.

    Entre outros motivos, ele avaliaria que o uso de uma bandeira gigante dos EUA durante a manifestação bolsonarista no dia da Independência do Brasil -e no momento em que o país é alvo das tarifas- será bastante explorada pelos petistas na campanha, assim como a participação de Lula na Assembleia-Geral das Nações Unidas.

    Apesar de o brasileiro ter mantido as críticas a Trump, no encontro em Nova York na semana que passou os dois presidentes conversaram brevemente, episódio que foi descrito em tom de simpatia pelo norte-americano, segundo quem houve “uma excelente química” entre os dois.

    A ida para ofensiva em relação ao Congresso permitiu a Lula ainda em julho uma atitude até então incomum em seu terceiro mandato, a de confrontar diretamente os principais líderes no Congresso -ele contrariou orientação da chefia de sua articulação política e vetou o projeto que aumentava de 513 para 531 o número de deputados federais.

    A maré positiva a Lula coincidiu também com a prisão domiciliar e, depois, condenação pelo STF de seu principal rival na arena eleitoral, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), já em setembro.

    No mês atual, Lula viu ainda a recuperação de parte de sua popularidade. O Datafolha mostrou que em meio ao julgamento da trama golpista e dos ataques de Donald Trump, a aprovação do governo subiu para 33%, melhor índice do ano, se aproximando da reprovação, de 38%.

    Em fevereiro, mês em que ele atingiu a pior marca de suas três gestões, só 24% aprovavam o governo, contra rejeição de 41%.

    Já no fim de semana passado, várias capitais do país abrigaram protestos contra a proposta de anistia a Bolsonaro e a chamada PEC da Blindagem. O projeto foi arquivado pelo Senado após a repercussão negativa e os protestos de rua, representando um desgaste a mais para a Câmara e o centrão.

    Diferentemente de meses atrás, o governo vê facilitada a tramitação no Congresso do pacote de medidas que deve compor o combo da candidatura à reeleição do petista.

    Na semana que passou, o Congresso aprovou, no último dia do prazo, a medida provisória que reduz o valor da conta de luz de famílias de baixa renda e o “Agora Tem Especialistas”, principal aposta de Lula para emplacar uma marca forte na área da saúde.

    Nos próximos dias, a Câmara promete votar o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda, promessa eleitoral de Lula em 2022 e que deve ser uma de suas bandeiras eleitorais no ano que vem.

    “Subestimaram o Lula, ele é presidente pela terceira vez, tem capacidade, experiência política. Os resultados do governo já eram bons e agora estamos com deflação no preço dos alimentos, dólar caindo, e a oposição muito fragilizada, sem projeto, com pautas antipopulares como anistia e blindagem”, diz o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ). “O Lula e o governo souberam utilizar isso muito bem para virar o jogo.”

    Já o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), diz que a tendência no Congresso continua sendo a de os partidos de centro-direita abandonarem o governo nos próximos meses. “A leve recuperação, para mim, se deve à queda no preço do arroz e feijão, a leve melhora nos preços do supermercado.”

    “O governo, através do ‘judicialismo de coalizão’, com seus ministros cometendo a ditadura da toga, fechando o Congresso Nacional, ele está utilizando toda essa máquina junto com o STF para sufocar e colocar a opinião pública contra o Congresso”, diz o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB).

    Lula acumula maré favorável e aplaca clima precoce de fim de governo

  • Trump: 'Se tirássemos tarifas, seríamos país de terceiro mundo'

    Trump: 'Se tirássemos tarifas, seríamos país de terceiro mundo'

    Trump voltou a defender as tarifas comerciais, alegando que elas garantem a liderança dos EUA em inteligência artificial e atraem empresas para o país. Segundo ele, companhias automotivas e de tecnologia já estão transferindo parte da produção da China, México e Canadá para território american

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta segunda-feira (29) sua política de tarifas comerciais, afirmando que elas são fundamentais para manter o país na liderança global em inteligência artificial (IA), atrair novos investimentos e fortalecer a indústria nacional. “Se tirássemos tarifas, seríamos um país de terceiro mundo”, declarou a repórteres.

    Segundo o republicano, as medidas têm incentivado empresas, especialmente dos setores automotivo e de tecnologia, a transferirem parte da produção para os EUA, deixando países como China, México e Canadá. Trump voltou a afirmar que a dependência econômica é maior do lado chinês: “A China precisa mais dos Estados Unidos do que nós precisamos dela”, disse.

    Trump: 'Se tirássemos tarifas, seríamos país de terceiro mundo'

  • Ofensiva de Trump desafia Fachin no STF após tensão no comando do TSE com ataques de Bolsonaro

    Ofensiva de Trump desafia Fachin no STF após tensão no comando do TSE com ataques de Bolsonaro

    Edson Fachin assume a presidência do STF em meio a tensões inéditas com os Estados Unidos, que aplicaram sanções a ministros da corte. Mais discreto que Barroso, ele terá de lidar com desafios internacionais e ataques persistentes do bolsonarismo

    (CBS NEWS) – Pela segunda vez, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso e Edson Fachin se sucedem no comando de um órgão em um momento de alta tensão e marcado por ataques ao Judiciário.

    Em 2022, a ameaça era interna. Fachin assumia a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) num momento em que o então presidente Jair Bolsonaro (PL) mais uma vez subia o tom de contestação às urnas e à Justiça Eleitoral -e quando a participação dos militares em comissão do tribunal ganhava contornos preocupantes, alinhada aos interesses do então mandatário.

    Passados mais de três anos, o ministro volta a receber o bastão de Barroso nesta segunda-feira (29). Desta vez, porém, para assumir a presidência do Supremo. Se antes o foco de preocupação vinha do próprio presidente da República, que já ameaçava não aceitar o resultado da eleição, agora ela vem de fora.

    Fachin assume a corte diante de uma desafiadora e inédita campanha de punições a ministros do STF por parte de uma potência estrangeira.

    Além de ter aplicado tarifas de 50% ao Brasil, citando como uma das justificativas o julgamento de Bolsonaro, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já cancelou vistos da maioria dos magistrados do Supremo e aplicou a Lei Magnitsky -sanção destinada a torturadores e violadores de direitos humanos- ao ministro Alexandre de Moraes. Na semana passada, a punição foi estendida até mesmo à esposa do magistrado.

    Alguns dias após o tarifaço, aplicado em julho, o ministro Barroso publicou uma manifestação no site do tribunal dizendo que cabia ao Executivo a resposta política imediata, mas que, enquanto chefe do Judiciário, cabia a ele fazer uma reconstituição dos fatos.

    Segundo o ministro, as sanções eram fundadas “em compreensão imprecisa dos fatos ocorridos no país nos últimos anos”. Além de outras manifestações do presidente da corte negando, por exemplo, que haveria uma caça às bruxas contra Bolsonaro, duas notas institucionais da corte foram publicadas a respeito das punições.

    Apesar de ter um perfil mais contido e reservado que a maioria dos seus pares, Fachin não deixou de condenar a postura dos EUA.

    “Eu entendo que punir um juiz por decisões que tenha tomado é um péssimo exemplo de interferência indevida. Ainda mais quando isso advém de um país estrangeiro”, afirmou em palestra no mês passado, ao mesmo tempo em que falou também da importância da autocontenção do Judiciário.

    Ana Cláudia Santano, que é coordenadora da Transparência Eleitoral Brasil e acompanhou de perto os desafios da eleição de 2022, representando a sociedade civil no comitê de transparência criado pelo TSE, ressalta que o cenário agora é outro. “É um momento desafiador muito mais complexo justamente porque esses conflitos não são internos, eles são internacionais”, diz ela, apontando a imprevisibilidade de Trump como complicador.

    A professora de direito avalia ainda que a situação sobre como responder às sanções traz um dilema. Ela pondera, por exemplo, que é preciso que a corte tenha muito cuidado ao publicar notas sobre as sanções tanto para não adentrar competências da diplomacia brasileira quanto para que não se adiante juízo sobre processos.

    Se já é uma incógnita como o tópico Trump se desenrolará -e se o pior já passou-, ao longo de seu mandato, Fachin deve enfrentar outros momentos desafiadores e turbulentos.

    Passado o julgamento do ex-presidente, o bolsonarismo promete seguir com a bandeira anti-STF e a defesa de uma anistia ampla. O resultado da próxima eleição pode aumentar ou diminuir a temperatura do cenário deflagrado. Sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes, já há mais de uma ação na corte discutindo a constitucionalidade da regra atual sobre impeachment de ministros.

    E, apesar de a PEC da Blindagem ter sido enterrada, não deixa de existir o fantasma de que propostas restringindo os poderes do Supremo avancem no Congresso -insatisfeito com ações envolvendo emendas parlamentares.

    Na avaliação de Ana Laura Pereira Barbosa, professora de direito da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), será positivo se Fachin encampar reformas do processo decisório da corte, para fortalecê-la. “Seria uma forma por meio da qual o tribunal poderia se proteger ainda mais de ataques e reforçar a sua independência, imparcialidade e competência para arbitrar as questões constitucionais”, diz ela.

    Além de destacar a personalidade mais discreta de Fachin como aspecto positivo para a construção da imagem da corte como órgão colegiado, Ana Laura acredita que, passado o grosso das ações do 8 de Janeiro e o julgamento de Bolsonaro, o ministro terá maior potencial de ação que Barroso com a pauta da corte.

    Em 2022, quando esteve à frente do TSE, em que tinha também função administrativa, Fachin manteve posição firme em meio à tensão gerada por Bolsonaro.

    Além de ter acumulado declarações fortes em defesa da Justiça Eleitoral e do pleito, o ministro atuou para melhor estruturar equipe do tribunal que lidava com desinformação eleitoral e para informar e preparar a comunidade internacional quanto ao que se passava no Brasil.

    Buscou ainda, diante da escalada de questionamentos das Forças Armadas dando munição à campanha contra as urnas empreendida pelo então presidente, isolar tais ações. Além de ter negado a implementação de sugestões dos militares ou pedidos para reuniões particulares, fora da comissão que tinha sido criada pelo ministro Barroso, Fachin chegou a afirmar, por exemplo, que quem “trata de eleição são forças desarmadas” e que não havia “poder moderador para intervir na Justiça Eleitoral.

    “Para remover a Justiça Eleitoral de suas funções terão que antes remover este presidente da sua presidência. Diálogo sim, joelhos dobrados, jamais”, disse em evento à época dos ataques do ex-presidente.

    Ofensiva de Trump desafia Fachin no STF após tensão no comando do TSE com ataques de Bolsonaro