Categoria: ENTRETENIMENTO

  • Elenco de 'Velozes e Furiosos' homenageia Paul Walker em Cannes

    Elenco de 'Velozes e Furiosos' homenageia Paul Walker em Cannes

    Meadow Walker, filha do ator, participou da celebração e compartilhou fotos nas redes sociais. Ator morreu aos 40 anos em acidente de carro, antes da conclusão do sétimo filme da franquia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Paul Walker foi homenageado nesta quinta-feira (14) durante uma celebração dos 25 anos de “Velozes e Furiosos” no Festival de Cannes. Parte do elenco da franquia se reuniu no Teatro Grand Lumière para uma sessão especial que relembrou a trajetória da saga e do ator, morto em 2013.

    Imagens de Walker foram exibidas ao longo da programação, que também reuniu Vin Diesel, Michelle Rodriguez e Jordana Brewster. Em um dos momentos do evento, Diesel interrompeu a cerimônia para falar sobre a amizade com o colega e se emocionou ao lembrar do início da dupla na franquia.

    A homenagem contou ainda com a presença de Meadow Walker, filha do ator, que compartilhou fotos da celebração nas redes sociais. “Comemorando os 25 anos de ‘Velozes e Furiosos’ com a minha família. Muito grata”, escreveu.

    Hoje com 27 anos, Meadow afirmou que tem a mesma idade que o pai tinha quando gravou as primeiras cenas do longa original. Walker morreu aos 40 anos, em um acidente de carro, antes da conclusão do sétimo filme da franquia. “Velozes e Furiosos” já soma dez filmes e prepara o lançamento de “Velozes e Furiosos: Para Sempre”, previsto para 2028.

    Elenco de 'Velozes e Furiosos' homenageia Paul Walker em Cannes

  • Fabio Porchat ironiza título de persona non grata no Rio de Janeiro

    Fabio Porchat ironiza título de persona non grata no Rio de Janeiro

    Humorista reagiu com deboche à proposta aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Alerj. Projeto ainda precisa passar pelo plenário, mas não impede a permanência do artista no estado

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O humorista e apresentador Fabio Porchat comentou com ironia a decisão da Comissão de Constituição e Justiça da Alerj que aprovou um projeto para declará-lo persona non grata no estado do Rio de Janeiro.

    Em vídeo publicado nas redes sociais, o artista transformou a situação em piada e afirmou que recebeu a notícia quase como uma homenagem à própria carreira.

    “Tenho mais de 20 anos de carreira e nunca imaginei chegar nesse lugar de ter deputado chateado comigo”, brincou. “Isso enche meu peito de orgulho”, completou.

    Ao longo do vídeo, Porchat criticou o fato de parlamentares estarem debatendo sua atuação como humorista enquanto, segundo ele, temas mais urgentes deveriam ocupar o centro das discussões políticas no estado, como segurança pública, saneamento básico e o combate às milícias.

    O apresentador também ironizou o andamento do projeto na Assembleia Legislativa e chegou a pedir apoio dos deputados para que a proposta avance até o plenário. “Eu preciso dos votos. Quero chegar onde nenhum comediante chegou”, disse, em tom sarcástico.

    Ainda afirmou que não pretende mudar o estilo de humor político que marca parte de sua trajetória. “Vou continuar fazendo vídeo de comédia e continuar xingando político”, declarou.

    A proposta foi apresentada pelo deputado estadual Rodrigo Amorim, do PL. Segundo o parlamentar, Porchat teria feito comentários considerados “jocosos e desrespeitosos” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    “Além de sua atuação artística, o homenageado é reconhecido por se posicionar publicamente em defesa de valores conservadores, manifestando opiniões alinhadas aos princípios de valorização da família e liberdade religiosa”, afirma o parlamentar na proposta.

    Apoiador da família Bolsonaro, Amorim ficou conhecido em 2018 quando ajudou a quebrar uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada naquele ano.

    No texto do projeto, o deputado afirma que as falas do humorista atingem a honra do ex-presidente e de seus apoiadores. A justificativa também cita a defesa da “liturgia do cargo” e dos “valores democráticos”.

    Apesar da repercussão nas redes sociais, a medida tem efeito apenas simbólico. Na prática, mesmo que seja aprovada em plenário, a declaração de persona non grata não impede que Porchat circule ou permaneça no Rio de Janeiro.

    O termo é tradicionalmente utilizado nas relações diplomáticas internacionais para indicar que um representante estrangeiro deixou de ser bem-vindo em determinado país. Em casos envolvendo Assembleias Legislativas ou Câmaras municipais, porém, a expressão costuma funcionar apenas como uma manifestação formal de repúdio político.

    Fabio Porchat ironiza título de persona non grata no Rio de Janeiro

  • Marcia Sensitiva é hospitalizada após infecção

    Marcia Sensitiva é hospitalizada após infecção

    Astróloga contraiu o vírus sincicial e teve uma infecção respiratória grave; “Estou doente, se eu ficar olhando para o teto, vou achar que vou morrer”, confessou Marcia

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Marcia Sensitiva, 74, foi hospitalizada após contrair o vírus sincicial respiratório (VSR). A astróloga contou que está internada em uma unidade semi-intensiva e trabalhou normalmente. “Hoje estou melhorzinha. Não deixei de trabalhar um dia. Estou doente, se eu ficar olhando para o teto, vou achar que vou morrer”, confessou hoje no Instagram.

    De acordo com ela, pensou que estava com gripe. “Na semana passada, [soltei] muito catarro, falei: ‘é gripe’. Comecei a passar mal, fui para o pronto-socorro perto da minha casa, no Einstein, tomei remédio três dias, não resolveu, vim para esse pronto-socorro no Morumbi. Meu médico veio e descobriram um vírus que chama sincicial.”

    Além do vírus, indicou que também foi contaminada por uma bactéria. “Me deu uma infecção respiratória. Fora isso, me deu catarro, disse que é muito pus. Nunca tive nada! Juro, um trator passou por cima de mim. Fiquei alguns dias deitada. [Estou tomando] antibiótico direto, [fazendo] inalação”, detalhou.

    “Os médicos estavam falando que é o pior vírus que existe. Se cuidem. Tomem vacina para a gripe! Tenho uma doença reumática que está curada, mas, quando você tem uma infecção, volta. É porrada no corpo. Juro que nunca passei tanta dor”, alertou Marcia Sensitiva.

    Marcia Sensitiva é hospitalizada após infecção

  • Filha de Michael Jackson vence processo de R$ 3,5 milhões ligado ao pai

    Filha de Michael Jackson vence processo de R$ 3,5 milhões ligado ao pai

    Tribunal de Los Angeles determinou que US$ 625 mil sejam devolvidos ao patrimônio do cantor; advogados do espólio disseram à People que, embora “discordem da decisão

    RECIFE, PE (UOL/CBS NEWS) – Paris Jackson, 28, venceu uma batalha judicial contra os executores do testamento de seu pai, Michael Jackson.

    De acordo com a People, um juiz ordenou que John Branca e John McClain devolvam US$ 625.000 (cerca de R$ 3,5 milhões) ao espólio. A dupla havia sacado o dinheiro, com a justificativa de que eram “bônus para escritórios de advocacia terceirizados”.

    À People, a equipe de comunicação de Paris confirmou a decisão. “Após anos de atraso, a família Jackson finalmente terá a transparência e a responsabilização pelas quais Paris lutou”.

    Os advogados do espólio disseram à People que, embora “discordem da decisão, a respeitam integralmente e planejam seguir em frente, de acordo”. Eles destacaram ainda que que nada do dinheiro foi para Branca ou McClain.

    Paris Jackson estava em conflito com Branca e McClain há algum tempo. Ela alegou que os dois abusaram de sua posição, sacando fundos sem transparência sobre o destino do dinheiro.

    Filha de Michael Jackson vence processo de R$ 3,5 milhões ligado ao pai

  • Ryan SP, Poze do Rodo e influencers deixam prisão após decisão da Justiça

    Ryan SP, Poze do Rodo e influencers deixam prisão após decisão da Justiça

    MC Ryan SP deixou a Penitenciária de Mirandópolis na manhã desta quinta-feira (14); Poze do Rodo (foto) foi abraçado por amigos e fãs ao deixar presídio no Rio de Janeiro

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – MC Ryan SP, Poze do Rodo e os demais investigados da Operação Narco Fluxo deixaram as prisões na manhã de hoje.
    Todos os alvos da operação que estavam presos foram libertados hoje após a Justiça aceitar um habeas corpus em favos dos investigados. Os envolvidos deixaram as detenções entre a manhã e a tarde desta quinta-feira (14).

    Ryan Santana, o MC Ryan SP, deixou a Penitenciária de Mirandópolis na manhã de hoje. Ele foi recepcionado pela esposa, a influenciadora Giovana Roque, e publicou uma foto no Instagram minutos depois da soltura.

    Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o Poze do Rodo, foi abraçado por amigos e fãs ao deixar presídio no Rio de Janeiro. Ele saiu de Bangu 8, no Complexo de Gericinó, e seguiu em carreata pelas ruas do Rio de Janeiro.

    Além deles, o influenciador Chrys Dias e o empresário Rato Love Funk já estão em suas casas. Estes estavam detidos em São Paulo e também foram beneficiados pelo habeas corpus concedido pela Justiça Federal.

    Tribunal federal considerou que ainda não havia denúncia formal apresentada pelo MPF (Ministério Público Federal) contra os investigados. A Justiça entendeu que houve excesso de prazo na prisão preventiva e que faltavam elementos concretos para justificar a manutenção da prisão.

    Os citados são investigados pela Operação Narco Fluxo. A Polícia Federal apura a participação de MCs, influenciadores e empresários em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a casas de apostas ilegais, além de rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas.

    Todos devem cumprir medidas cautelares. Os investigados devem manter seus endereços atualizados na Justiça, comparecer a todos os atos do processo e não podem deixar a cidade onde moram por mais de cinco dias sem autorização judicial. Além disso, todos devem se apresentar mensalmente ao Juízo.

    Na segunda, Henrique Viana, conhecido como “Rato Love Funk”, também foi solto após decisão da Justiça. A defesa de “Rato”, conduzida pelo criminalista Aury Lopes Jr., afirmou em nota que a “prisão se mostrava totalmente arbitrária e desnecessária”, e que “reafirma sua inocência”. Foi o pedido da defesa de Rato que culminou nas solturas de todos os outros investigados.

    A defesa de Chrys Dias informou que a liberdade veio em razão de mandado de prisão preventiva irregular. O advogado Felipe Cassimiro, que responde por Ryan SP, de seu irmão, Diogo Santos de Almeida e de outros seis investigados comemorou a decisão nas redes sociais.

    Fernando Henrique Cardoso, advogado do MC Poze do Rodo, comemorou a decisão. ”Nosso pedido de extensão foi aceito. Esperamos em breve poder retirar nosso cliente, Marlon Brendon, deste aprisionamento desnecessário e ilegal”.

    Já a defesa do dono da Choquei declarou que a revogação da prisão restabelece a liberdade de Raphael. Em nota enviada ao UOL, o advogado Pedro Paulo de Madeiros, que faz a defesa do responsável pelo perfil com 9,4 milhões de seguidores no X, disse que não é juridicamente admissível presumir responsabilidade criminal pelo simples recebimento de valores decorrentes de contratos de publicidade.

    Ryan SP, Poze do Rodo e influencers deixam prisão após decisão da Justiça

  • Suzana Alves relembra depressão e conversão após fama como Tiazinha

    Suzana Alves relembra depressão e conversão após fama como Tiazinha

    “A questão da sensualidade me limitava. Falavam: ‘Ela só fez sucesso por causa do corpo’. Aquilo doía em mim porque sabia do meu talento e da minha capacidade artística”, disse Suzana

    FORTALEZA, CE (UOL/CBS NEWS) – Suzana Alves, 47, falou sobre a depressão enfrentada após o sucesso como Tiazinha e revelou como a conversão religiosa mudou sua vida.

    Em entrevista, Suzana afirmou que sofreu com os julgamentos sobre sua carreira e sentia necessidade de provar seu talento artístico. “A questão da sensualidade me limitava. Falavam: ‘Ela só fez sucesso por causa do corpo’. Aquilo doía em mim porque sabia do meu talento e da minha capacidade artística. Sabia por que aquilo era uma missão na minha vida. Mas só eu. A personagem ficou muito maior do que eu. Queria mostrar para as pessoas que eu tinha talento em vez de buscar a Deus”, declarou no podcast +Forte, de Karina Bacchi.

    A artista também relembrou o período em que enfrentou um quadro de depressão, numa época em que o tema ainda era pouco discutido. “Tinha medo. Estava vivendo uma depressão e não podia dar nome.Naquela época, a gente não falava muito sobre isso porque as pessoas achavam que você era maluco. Tinha medo de confessar para as pessoas os pensamentos que eu tinha. Não tinha muita vontade de viver. Passei muita coisa sozinha”, desabafou.

    Segundo Suzana, a transformação começou por meio da escrita. Ela contou que passou a registrar sentimentos em diários e cartas, o que considera ter sido essencial para atravessar aquele momento difícil. “Comecei a comprar vários cadernos e falar com Ele na escrita. Foi a intuição do Espírito Santo me ajudando porque eu não teria aguentado. A escrita era uma forma de jogar tudo para fora. Sentia que Deus estava conversando comigo naquelas cartas. Não voltei para Jesus. Realmente me converti, há 20 anos, a partir da leitura do livro ‘Uma vida com propósito’. Mudei a rota”, afirmou.

    Suzana Alves relembra depressão e conversão após fama como Tiazinha

  • Whindersson Nunes diz que já gastou R$ 40 milhões em droga e 'com o que não presta'

    Whindersson Nunes diz que já gastou R$ 40 milhões em droga e 'com o que não presta'

    Humorista relembra fase em que recebeu R$ 40 milhões em um ano. Revelações foram feitas em entrevista para o canal de Maya Massafera nas redes sociais

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O humorista Whindersson Nunes, 31, revelou em entrevista ao podcast de Maya Massafera que já torrou cifras milionárias “com o que não presta”.

    No bate-papo, a apresentadora tentou adivinhar quanto de mais dinheiro ele já havia ganhado em um ano. O palpite dela foi R$ 15 milhões. Foi então que o comediante contou a ela quanto já recebeu e como gastou a quantia.

    “Já teve ano que ganhei uns R$ 40 milhões. E gastei tudo com droga. Gastei tudo com gente e com o que não presta”, disse ele, rindo.

    Maya quis saber se ele utilizou os serviços de garotas de programa, e ele negou. “Não, não. Isso aí eu não gasto dinheiro, não. Porque eu não preciso”, comentou.

    Em 2021, Nunes falou pela primeira vez sobre a luta contra as drogas, e esse tema fez parte de sua biografia “Vivendo Como Um Guerreiro”, escrita por Gabriel Chalita e lançada pela Editora Serena. Ele disse que se afundou no vício após o fim do casamento com a cantora Luísa Sonza, em 2020.

    “Quando acabou com a Luísa, eu também tive o meu penhasco [alusão à música de mesmo nome que Luísa gravou]. A minha forma de lidar com essas situações é muito minha. Eu falo com o silêncio. Eu falo com o recolhimento. E, às vezes, falo errado. Reconheço que errei. Que as drogas foram me destruindo.”

    Na época, reforçou que a cantora não teve culpa nisso, porque já era usuário antes mesmo de conhecê-la, em 2017. “Quando a vi, pela primeira vez, eu a vi no efeito da droga. Eu a vi meio que brilhando. Foi o começo de uma viagem.”

    Whindersson Nunes diz que já gastou R$ 40 milhões em droga e 'com o que não presta'

  • Rafa Kalimann nega que marido a abandonou durante gravidez

    Rafa Kalimann nega que marido a abandonou durante gravidez

    Rafa Kalimann rebateu rumores de abandono após trechos do documentário “Tempo para Amar” repercutirem nas redes sociais. Influenciadora afirmou que falas sobre solidão na gravidez foram retiradas de contexto e negou qualquer afastamento de Nattan durante a gestação

    (CBS NEWS) – Rafa Kalimann usou as redes sociais para negar rumores de que teria sido abandonada pelo marido, Nattan, durante a gestação da filha Zuza. A repercussão começou após a estreia do documentário “Tempo para Amar”, exibido no último sábado (9) no GNT e no Globoplay.

    No Instagram, Rafa afirmou que trechos da produção passaram a circular nas redes fora de contexto. “Ninguém me abandonou, o Nattan não me abandonou. Essa palavra não existiu no documentário”, declarou.

    A influenciadora explicou que o projeto foi pensado para mostrar conflitos vividos por um casal durante a primeira gestação, sem tentar vender uma imagem idealizada da maternidade.

    “Eu não queria um documentário comercial de margarina que mostrasse uma coisa utópica. Eu quis mostrar a realidade como ela é, com conflitos, fragilidades, amor e aprendizados”, disse.

    Na produção, Rafa relata ter sentido solidão e ansiedade no fim da gravidez. Segundo ela, a sensação não tinha relação com a ausência física de pessoas próximas, mas com a dificuldade de se sentir compreendida naquele momento.

    Já Nattan admite que demorou a entender as necessidades emocionais da companheira durante a gestação. “Às vezes eu estava em casa, mas não estava presente de verdade”, disse o cantor.

    Ela também comentou a repercussão de outro trecho do documentário, em que internautas passaram a sugerir que o parto de Zuza teria sido induzido apenas para que Nattan pudesse acompanhar o nascimento. Rafa negou a interpretação e explicou que a decisão médica ocorreu porque a gestação já havia chegado a 41 semanas.

    Rafa Kalimann nega que marido a abandonou durante gravidez

  • 'Repensem a masculinidade', diz Vera Iaconelli em debate com Juliana Cazarré

    'Repensem a masculinidade', diz Vera Iaconelli em debate com Juliana Cazarré

    Durante debate na GloboNews, Vera Iaconelli criticou discursos sobre masculinidade defendidos por Juliano Cazarré e afirmou que homens precisam ouvir mais as mulheres. Atriz também rebateu falas do ator sobre violência e poder masculino na sociedade

    (CBS NEWS) – Ao participar do debate exibido pela GloboNews sobre o papel do homem na sociedade atual, ao lado do ator Juliano Cazarré e do jornalista Ismael dos Anjos, a psicanalista Vera Iaconelli, colunista da Folha de S.Paulo, defendeu que a masculinidade seja repensada.

    Voltado aos homens, o curso “O Farol e a Forja”, idealizado por Cazarré provoca controvérsia e foi o mote do encontro levado ao ar na terça-feira (12).

    Para a psicanalista, a consciência de estar fazendo coisas erradas é o que provoca a crise atual da masculinidade, como uma ressaca moral, um mal-estar que deveria despertar nos homens o desejo de mudanças.

    “E o que os homens estão fazendo? ‘Vamos nos juntar e se sentir bem de novo’”, disse, ao comentar a iniciativa do ator.

    Iaconelli acredita que é preciso passar mal o suficiente para mudar o discurso do homem que se considera forte, “a gente faz, a gente acontece” e que culminou na situação de violência atual.

    “Essa é a causa do problema, a brodegarem entre os homens que nos trouxe até aqui”, disse.

    No debate, Cazarré negou ter ligação com o movimento red pill e afirmou que os homens também são vítimas da violência no Brasil.

    “O Brasil é um país violento contra homens, contra negros, contra brancos, contra crianças, contra idosos. É um dos países que mais matam no mundo. Mata muito homem, inclusive mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres”, disse, sem citar a fonte.

    Ao rebater o discurso do ator, a psicanalista tentou explicar que a forma como os homens se colocam na posição de poder afeta diretamente as mulheres. A reação é contra uma masculinidade que quer dominar os corpos femininos e decidir o futuro das mulheres.

    “O homem precisa começar a pensar se consegue colocar junto com a masculinidade dele o cuidado. E o cuidado só vai começar a ser estabelecido se ele escutar as mulheres”, afirmou.

    Durante a própria conversa ela enfrentou momentos de tentativa de interrupção de sua fala. Disse, com firmeza, que iria completar o raciocínio, o que foi acatado por Cazarré.

    Para Iaconelli, os homens têm encarado como ofensa o fato de precisarem ouvir as mulheres. Acham que tudo é uma acusação.

    “O que está faltando é que os homens nos escutem sem ficar muito ofendidos, magoados”, disse. “Os homens podem reafirmar a masculinidade ouvindo as críticas. Estamos morrendo por falta de os homens ouvirem nossas críticas”

    Ela afirmou ainda que o discurso machista parte do princípio de que uma mulher deve se submeter a um homem. Isso acontece, por exemplo, em tentativas de impedir que elas trabalhem ou até mesmo usem roupas decotadas.

    “Qualquer tipo de ingerência sobre a mulher faz parte da mesma linha de raciocínio do machismo”.

    'Repensem a masculinidade', diz Vera Iaconelli em debate com Juliana Cazarré

  • Juliano Cazarré usa dados falsos para defender discurso sobre homens

    Juliano Cazarré usa dados falsos para defender discurso sobre homens

    Durante debate na GloboNews, o ator apresentou estatísticas falsas sobre mortes de homens e feminicídio ao defender seu curso sobre masculinidade. As falas foram corrigidas ao vivo e geraram críticas nas redes sociais

    O ator Juliano Cazarré apresentou dados falsos sobre assassinatos de homens durante um debate sobre masculinidade exibido pela GloboNews na terça-feira, 12. O programa também contou com a participação da psicanalista Vera Iaconelli, colunista da Folha de S.Paulo, e do consultor em equidade de gênero Ismael dos Anjos.

    A conversa teve como ponto de partida o curso “O Farol e a Forja”, projeto criado por Cazarré e voltado ao público masculino. O ator classificou a iniciativa como um dos principais eventos para homens no país e aproveitou a participação no canal para defender a proposta.

    Durante o debate, Cazarré negou ter ligação com o movimento red pill e afirmou que os homens também são vítimas da violência no Brasil.

    “O Brasil é um país violento contra homens, contra negros, contra brancos, contra crianças, contra idosos. É um dos países que mais matam no mundo. Mata muito homem, inclusive mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres”, disse o ator, sem apresentar fonte.

    Em outro momento, ele afirmou que a letalidade feminina contra parceiros seria superior aos índices de feminicídio.

    “Mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres. Tem 2.500 homens assassinados por mulheres no período em que nós tivemos 1.500 mulheres assassinadas por homens”, declarou Cazarré.

    A afirmação foi contestada durante o debate. Vera Iaconelli disse desconhecer a contagem apresentada pelo ator. Ismael dos Anjos também interveio para explicar que o número próximo de 1.500 mortes mencionado por Cazarré se refere apenas aos casos classificados juridicamente como feminicídio, e não ao total de mulheres assassinadas no país.

    “Feminicídio é um crime específico, que é quando uma mulher morre por ser mulher. Porque ela não aceitou uma separação, porque esse marido quer controle sobre o corpo dela”, explicou Ismael.

    O especialista também corrigiu o ator quando Cazarré questionou se crimes motivados por ciúmes poderiam ser enquadrados na mesma categoria. Dos Anjos afirmou que termos como “crime passional” não devem ser usados para suavizar ou romantizar assassinatos.

    Vera Iaconelli reforçou a crítica.

    “Crime passional não é uma coisa que a gente usa mais, porque se é paixão, não deveria ser crime”, afirmou a psicanalista.

    Segundo reportagem da revista Veja publicada na quarta-feira, 13, os números citados por Cazarré são rejeitados por especialistas. A publicação apontou que a estatística teria surgido em um vídeo no TikTok que aplicou, de forma distorcida, um dado global de 2013 sobre vítimas masculinas mortas por parceiras ao total de homens assassinados no Brasil em 2024.

    O G1 já havia desmentido o mesmo levantamento no ano passado. O portal explicou que a conta mistura contextos diferentes de violência, incluindo homicídios ligados à criminalidade urbana, área em que os homens aparecem historicamente tanto como principais vítimas quanto como principais autores.

    Enquanto isso, os dados oficiais sobre feminicídio apontam para um cenário grave. Em 2025, o Brasil registrou 1.470 feminicídios, maior número desde que o crime foi tipificado na legislação brasileira, em 2015. O total representa uma média de quase quatro mulheres mortas por dia por razões relacionadas ao gênero.

    Durante o programa, Cazarré defendeu o curso idealizado por ele e disse que seu objetivo é formar homens voltados ao serviço e à responsabilidade.

    “O meu curso é só um pouco de bom senso, sabe? É só também a gente começar a falar: ‘a gente também não é a pior coisa do mundo’. Nem todo homem é um opressor”, afirmou.

    O ator também disse falar para homens que, segundo ele, se sentem excluídos do debate público sobre masculinidade.

    “Eu estou falando para essa galera que foi esquecida. Eu estou falando para os homens e meninos que estão há 20 anos ouvindo que todos eles são tóxicos só pelo fato de serem homens”, declarou.

    Na sequência, Cazarré afirmou que muitos homens se sentem tratados como potenciais criminosos.

    “A gente vive numa cultura do estupro, que todo homem é um assassino em potencial. Esses caras não são assassinos em potencial, são homens bons. Só que eles estão sem lugar no debate”, disse.

    Vera Iaconelli contestou o raciocínio e defendeu que homens passem a escutar mais as críticas feitas por mulheres sobre violência de gênero.

    “Nem todo homem, mas sempre um homem. Quando as mulheres falam ‘olha, parem de nos matar’, elas não estão falando ‘parem de serem homens’. Estão falando: ‘sejam outro tipo de homem, repensem a masculinidade’”, afirmou.

    A psicanalista disse ainda que a crise da masculinidade deveria provocar nos homens uma reflexão mais profunda sobre comportamentos historicamente associados ao poder, ao controle e à violência.

    “As mulheres estão morrendo, estão sendo estupradas, as meninas estão engravidando com 10 anos de idade, do padrasto, do pai, do irmão, tem alguma coisa muito errada. Isso era para trazer uma ressaca moral e um mal-estar que trouxesse um insight para os homens. O que os homens estão fazendo? Olha, a gente está sentindo mal com esse negócio, vamos nos juntar, vamos nos sentir bem de novo? Não! Tem que passar mal o suficiente para mudar uma certa perspectiva e não correr para o abraço, conjuntar com os outros homens e falar a gente é forte, a gente faz, a gente acontece. Esse ‘a gente é forte, a gente faz, a gente acontece’ é um discurso dos anos 1950 que trouxe a gente aqui. Vocês querem oferecer a causa como solução. Isso não é a solução. Isso é a causa do problema. A broderagem entre os homens, fortalecimento que acaba estourando nas mulheres”, disse.

    Ismael dos Anjos também criticou a ideia de grupos de autoajuda masculina desconectados das desigualdades de gênero.

    “Essa noção de autoajuda masculina, principalmente para um grupo que já detém poderes, soa muito mal para quem está morrendo, para quem sente que está agora conquistando alguns espaços”, afirmou.

    Em outro momento do debate, Vera afirmou que homens precisam incluir o cuidado na construção da masculinidade.

    “O homem precisa começar a pensar se consegue colocar, junto com a masculinidade dele, o cuidado. E o cuidado só vai começar a ser estabelecido se ele escutar as mulheres”, disse.

    A psicanalista também afirmou que muitos homens recebem críticas como ataques pessoais, o que dificulta o diálogo.

    “O que está faltando é que os homens nos escutem sem ficar muito ofendidos, magoados”, declarou. “Os homens podem reafirmar a masculinidade ouvindo as críticas. Estamos morrendo por falta de os homens ouvirem nossas críticas.”

    Durante a conversa, ela também afirmou que o discurso machista parte da ideia de que mulheres devem se submeter aos homens e citou como exemplo tentativas de controlar o trabalho, a roupa e as decisões femininas.

    “Qualquer tipo de ingerência sobre a mulher faz parte da mesma linha de raciocínio do machismo”, afirmou.

    A participação de Cazarré repercutiu nas redes sociais após a transmissão. Parte dos usuários criticou o ator pela divulgação de números falsos e pela forma como o debate sobre violência contra mulheres foi conduzido.

    Juliano Cazarré usa dados falsos para defender discurso sobre homens