Categoria: ESPORTES

  • Flamengo vai retomar conversas por renovações de Arrascaeta e Filipe Luís

    Flamengo vai retomar conversas por renovações de Arrascaeta e Filipe Luís

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O Flamengo tem como prioridades tratar das renovações de Arrascaeta e Filipe Luís. Em ambos os casos, já ocorreram conversas no início do ano, mas as tratativas se estagnaram. Agora, porém, as negociações serão retomadas.

    O diretor José Boto viajou para a Europa durante a Data Fifa para rever os familiares. Ele retorna nesta terça-feira (9) ao Rio de Janeiro e vai tratar os dois assuntos.

    O Flamengo apresentou, anteriormente, uma proposta a Filipe Luís. A sugestão de contrato era até o fim de 2026, renovável por mais um ano, além de um reajuste salarial. O treinador, por sua vez, ficou de enviar uma contraproposta.

    Filipe Luís assinou em 2024 como técnico com um salário inferior a de técnicos de elite no Brasil. Até agora não houve um reajuste, nem o treinador pressionou por aumento.

    Filipe Luís sempre admitiu o desejo de ser técnico na Europa. Hoje, porém, ele entende que ainda passa por um processo de formação na carreira como profissional. E isso conta a favor do Flamengo para a continuidade do trabalho ao menos na próxima temporada.

    ARRASCA EM PAUTA

    Outra questão em aberto é a renovação de Arrascaeta, negociação que ainda não começou até agora. O meia uruguaio queria ter fechado um novo contrato no meio do ano, mas a preferência do Flamengo sempre foi por conversar mais para o final de 2025. O contrato vai até acabar 2026.

    O meia teve seu retorno ao Flamengo antecipado da Data Fifa. Ele foi poupado pela seleção uruguaia do jogo contra o Chile, nesta terça-feira (09), pela última rodada das Eliminatórias. A Celeste garantiu vaga na Copa do Mundo dos EUA. Arrascaeta já declarou a vontade de encerrar a carreira no clube.

    Multicampeão e ídolo da torcida, ele herdou a camisa 10 de Zico e tem atingido números importantes. O uruguaio é o líder em participações em gols da equipe e se tornou o recordista de assistências da história do Campeonato Brasileiro. O feito rendeu uma homenagem do Flamengo, ocasião na qual recebeu uma placa das mãos do diretor de futebol José Boto.

    “Para mim é uma honra representar uma torcida tão grande como a do Flamengo. Não é só um orgulho para mim essas conquistas, mas também para minha família, amigos e minha cidade também. Cheguei ao Brasil para fazer minha história, conquistar o que conquistei. Até que eu encerre minha carreira aqui no Brasil, vou continuar atrás de novas conquistas”, disse Arrascaeta.

    O Brasil encontra a Bolívia em El Alto, em estádio com maior altitude do mundo, na cidade que fica a 4.150 metros acima do mar – 500 metros acima da capital boliviana

    Estadao Conteudo | 08:15 – 09/09/2025

    Flamengo vai retomar conversas por renovações de Arrascaeta e Filipe Luís

  • Seleção brasileira encerra participação nas Eliminatórias com desafio inédito para Ancelotti

    Seleção brasileira encerra participação nas Eliminatórias com desafio inédito para Ancelotti

    O Estádio Municipal de El Alto recebe a partida entre Bolívia e Brasil, nesta terça-feira, às 20h30 (de Brasília), pela última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo 2026. Apesar de tudo definido na classificação, Carlo Ancelotti não terá paz. El Alto tem o estádio com maior altitude do mundo, na cidade que fica a 4.150 metros acima do mar – 500 metros acima da capital boliviana.

    No último treino da Granja Comary, em Teresópolis, o treinador italiano fez nove mudanças no time titular contra o Chile. Três delas envolvem o trio de ataque titular, que pode ser composto por Samuel Lino, Richarlison e Luiz Henrique.

    Entre quem começou a última partida, apenas o goleiro Alisson, o lateral Wesley e o meia Bruno Guimarães foram mantidos nos testes. O atleta da Roma, porém, sentiu um desconforto muscular e pode dar lugar a Vitinho, do Botafogo. Com Casemiro suspenso, outra novidade certa é a entrada de Andrey Santos.

    “A ideia que tenho é mudar um pouco, não só os jogadores. Agora estamos treinando, analisando o cansaço dos jogadores, depois temos de considerar que tem um componente a analisar, isso pode mudar a estratégia do jogo. Estou buscando informações com quem já jogou lá”, disse o treinador, antes do último dia de treinamentos em Teresópolis, no Rio.

    Coincidentemente, outro Ancelotti conheceu a altitude recentemente, mas no Equador. Davide foi a Quito com o Botafogo tendo vantagem de 1 a 0 sobre a LDU pelas oitavas de final da Libertadores. Os equatorianos reverteram e eliminaram os brasileiros.

    “Não tenho muita experiência nisso (altitude), só uma vez, em 1986, joguei o Mundial (do México). O Brasil jogou lá (na Bolívia) muitas vezes, muitas pessoas que trabalham aqui têm experiência, os fisioterapeutas, os jogadores, não é nada novo para a seleção. Tenho de confiar nas pessoas que têm mais informações do que eu”, amenizou o treinador.

    POR QUE É DIFÍCIL JOGAR NA ALTITUDE?

    Jogos na altitude costumam reservar cenas de jogadores sentindo fraqueza, náuseas, tonturas e outros sintomas causados pelo menor nível de oxigênio no ar.

    “Ocorre uma baixa saturação de oxigênio nas hemoglobinas, responsáveis pelo transporte no sangue e que vão até os músculos e cérebro. Com isso, a recuperação entre um sprint e outro, que seria rápida ao nível do mar, é mais demorada. Isso acaba provocando um gasto energético muito maior e o atleta cansa mais rápido”, explica a médica do esporte Flávia Magalhães.

    A Conmebol só liberou o Municipal de El Alto em fevereiro de 2024. O veto não era pela altitude, mas por necessidade de obras e mudança no gramado. Assim, o Always Ready pôde usar o estádio como arma na pré-Libertadores do ano passado. Funcionou na primeira fase, mas o time caiu para o Nacional na segunda.

    Enquanto o Brasil pode fazer testes, a Bolívia tem na partida desta terça-feira a última chance de ir à repescagem das Eliminatórias da Copa do Mundo. Para isso, precisa vencer a seleção brasileira e contar com um empate ou derrota da Venezuela, que joga em casa contra a Colômbia.

    A última vez em que o país esteve na Copa do Mundo foi na edição de 1994. Apesar da grande expectativa para a última chance de voltar ao Mundial, a seleção precisou de uma autorização para treinar no último domingo.

    A Bolívia comemorava o Dia do Pedestre, quando é vetada a circulação de veículos comuns. A Federação Boliviana de Futebol conseguiu liberação para um ônibus e um micro-ônibus.

    O técnico Óscar Villegas, então, pôde ensaiar mudanças no ataque. Miguelito, ex-Santos e hoje no América-MG, deve pintar como titular, junto de Carmelo Algarañaz e Carlos Melgar.

    “Quando fui apresentado, disse que, se chegar a hora de falar sobre a Copa do Mundo mais tarde, quando estiver bem perto, falaremos sobre isso. E hoje nós queremos, queremos, queremos desesperadamente esta Copa do Mundo, mas tudo pode acontecer”, disse Villegas em entrevista coletiva, ainda em La Paz.

    O time vem de derrota por 3 a 0 para a Colômbia, justamente a equipe que precisa vencer para que os bolivianos mantenham suas chances. “É desconfortável jogar uma partida e ouvir rádio, esperando que a Colômbia nos faça um favor”, admitiu Villegas, em Barranquilla.

    FICHA TÉCNICA

    BOLÍVIA X BRASIL

    BOLÍVIA – Carlos Lampe; Diego Medina, Luis Haquin, Efrain Morales e José Sagredo; Ervin Vaca, Gabriel Villamíl e Robson Matheus; Miguelito, Carmelo Algarañaz e Carlos Melgar. Técnico: Óscar Villegas.

    BRASIL – Alisson; Vitinho, Fabrício Bruno, Alexsandro e Caio Henrique; Andrey Santos, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Luiz Henrique, Samuel Lino e Richarlison. Técnico: Carlo Ancelotti.

    ÁRBITRO – Cristian Garay (CHI).

     

    HORÁRIO – 20h30 (de Brasília).

     

    LOCAL – Estádio Municipal de El Alto, em El Alto, Bolívia.

    Seleção brasileira encerra participação nas Eliminatórias com desafio inédito para Ancelotti

  • Naná Silva faz ser ouvido seu ‘dá-lhe’ e vence primeiro jogo WTA da carreira

    Naná Silva faz ser ouvido seu ‘dá-lhe’ e vence primeiro jogo WTA da carreira

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Convidada da organização para a disputa do SP Open, Nauhany Silva obteve um resultado expressivo na tarde de segunda-feira (8). Em sua primeira participação em um torneio da elite do circuito feminino, a brasileira de 15 anos triunfou sobre a compatriota Carol Meligeni Alves, de 29, para aplausos de um impressionado público no parque Villa-Lobos, em São Paulo.

    Conhecida como Naná, a adolescente mostrou personalidade para superar uma rival bem mais experiente, 237ª do ranking mundial. A jovem, 37ª no ranking de duplas e 1206ª na lista principal, conquistou uma vitória de virada, por 2 sets a 1, parciais de 6/7 (0/7), 6/2 e 6/0, em uma hora e 49 minutos.

    “Eu não estava imaginando passar da primeira rodada, não”, reconheceu. “Mas eu consegui ser mais agressiva a partir do segundo set. A grande chave foi que eu consegui me manter no jogo. Eu poderia ter perdido o foco depois do primeiro set, mas as coisas começaram a fluir”, acrescentou, com notável tranquilidade.

    Destaque dos torneios de base, a paulistana mostrou a potência de seus golpes, com saques na casa dos 170 km/h, e sensibilidade nas deixadinhas. Quando obtinha sucesso em pontos importantes, soltava seu característico “dá-lhe”, que destoa do mais habitual “vamos”, como o utilizado pela adversária desta segunda.

    Carol contava com a torcida do tio, o ex-tenista Fernando Meligeni, presente na quadra Maria Esther Bueno. Contava também com ruidosos garotos de um projeto social ligado à família Meligeni, que gritavam “Carol, Carol” a cada dois ou três pontos. Outra parcela do público reagia com “Naná, Naná”. Sorriram por último os apoiadores da garota.

    “Eu gosto de torcida. Então, eu me senti bem motivada. Estava meio dividido, né, mas eu vi que tinha bastante para mim. Eu estava bem feliz, acho que não estava com pressão, não. Acho que no início entrei um pouco mais nervosa, o que é normal na primeira rodada, mas consegui ir me soltando”, disse a vencedora.

    A expressiva vitória de Nauhany ocorreu em um lugar que já era significativo em sua trajetória. Quando (ainda mais) jovem, sem que sua família tivesse a capacidade financeira de boa parte dos praticantes do tênis, ela procurava quadras públicas para jogar. Um local frequentemente visitado era o parque Villa-Lobos.

    Quando as quadras do parque estavam ocupadas, era comum a improvisação de linhas no asfalto para os treinos. Segundo ela, crescida no bairro humilde do Real Parque, o quique irregular a ajudou a desenvolver seu tênis, agora visto pela primeira vez em um campeonato da série WTA, a principal do tênis feminino.

    “Desde pequenininha, desde que eu tinha seis anos, eu jogo nestas quadras. A gente vinha mais de sábado e domingo”, sorriu, recordando as jornadas ao lado de seu pai, Paulo Silva, conhecido como Paulinho. “Aí, aproveitava, tomava água de coco e andava de bicicleta. Era divertido para mim, são boas memórias. Agora, tem o primeiro WTA aqui também, muito especial.”

    O SP Open é um WTA 250, o quarto em ordem de importância entre os organizados pela WTA, a associação das tenistas profissionais -distribui 250 pontos à campeã, abaixo dos WTA 500, WTA 1000 e dos quatro Grand Slams. O triunfo, portanto, além de ficar marcado na trajetória da garota, vai lhe render pontos importantes, agora no circuito das adultas.

    Sua próxima partida na chave de simples deverá ocorrer na quarta-feira (10). Sua adversária será a argentina Solana Sierra, 82ª do ranking e cabeça de chave número dois em São Paulo. Antes, Naná jogará ao lado de outra adolescente brasileira, Victoria Barros, também de 15 anos, nas duplas, nesta terça (9).

    Veja a tabela do Mundial de Fórmula 1, do Mundial de Construtores e o calendário com as próximas disputas!

    Folhapress | 14:15 – 08/09/2025

    Naná Silva faz ser ouvido seu ‘dá-lhe’ e vence primeiro jogo WTA da carreira

  • Itália bate Israel em jogaço de 9 gols e embola briga por vaga na Copa 2026

    Itália bate Israel em jogaço de 9 gols e embola briga por vaga na Copa 2026

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Itália superou dois gols contra, venceu Israel de virada por 5 a 4 com gol dramático no fim e embolou de vez a tabela do Grupo I das Eliminatórias Europeias para a Copa de 2026. O duelo teve mando israelense, mas foi disputado na Hungria diante dos conflitos no Oriente Médio.

    A equipe de Gennaro Gattuso vencia por 4 a 2 até os 40 minutos da etapa final, mas sofreu o empate em um intervalo de três minutos.

    Tonali, no entanto, apareceu e foi o herói italiano. O meio-campista acertou um chute de fora da área e decretou a vitória de sua seleção, que assumiu a vice-liderança da chave.

    A Noruega está no topo da tabela e tem, por enquanto, a vaga garantida no Mundial a quatro rodadas do fim. A Itália, no momento, está indo para a repescagem – Israel tem os mesmos 9 pontos dos tetracampeões mundiais, mas um jogo a mais.

    COMO FICOU O GRUPO l?

    1 – Noruega: 12 pontos (4 jogos)*
    2 – Itália: 9 pontos (4 jogos)**
    3 – Israel: 9 pontos (5 jogos)
    4 – Estônia: 3 pontos (5 jogos)
    5 – Moldávia: 0 ponto (4 jogos)
    * na zona de classificação
    ** na zona de repescagem

    COMO FOI O JOGO

    Israel começou a partida no modo ataque e, depois de pedir pênalti e ter um gol anulado, acabou premiado: aos 15 minutos, Biton recebeu passe a poucos passos da linha de fundo e cruzou rasteiro antes de Locatelli, na tentativa de afastar para escanteio, marcar contra: 1 a 0.

    O gol fez a Itália reagir e conseguir o empate depois de muita insistência – logo após Locatelli quase se redimir ao acertar o travessão, Kean recebeu de Retegui, limpou a marcação com apenas um toque na bola e finalizou com capricho para cravar o 1 a 1 antes do intervalo.

    O 2º tempo começou com o mesmo panorama do começo do duelo, e Israel voltou a balançar as redes. Solomon fez fila pela ponta esquerda e tocou para o meio da área buscando Dor Peretz, que finalizou de primeira e não deu qualquer chance de defesa a Donnarumma: 2 a 1.

    Kean, no entanto, estava inspirado e voltou a empatar a partida dois minutos depois. O atacante italiano aproveitou lambança da zaga rival após lançamento da defesa e, de primeira, surpreendeu Daniel Peretz com uma bomba de perna direita: 2 a 2.

    Os visitantes viraram a partida a partir de um lateral cobrado por Di Lorenzo. Retegui recebeu do companheiro e fez o pivô para Politano, que mostrou raciocínio rápido para chutar de primeira e deixar o goleiro rival estático: 3 a 2.

    A vitória italiana foi sacramentada aos 35 minutos com um gol coletivo. A equipe de Gennaro Gattuso segurou as investidas israelenses e, em contra-ataque, cravou o 4 a 2 com um lance que passou por Tonali e Frattesi antes de acabar com Raspadori deslocando o goleiro.

    Os minutos finais foram frenéticos e contaram com três gols: dois de Israel, que voltou a “fazer uso” de um gol contra e empatou com Dor Peretz de maneira dramática, e um da Itália, que garantiu a vitória com um chute de Tonali na base da pressão.

    Vitinho e Caio Henrique foram testados nas laterais e podem receber chance, com Fabrício Bruno e Alex aparecendo na zaga

    Folhapress | 05:00 – 09/09/2025

    Itália bate Israel em jogaço de 9 gols e embola briga por vaga na Copa 2026

  • Ancelotti aposta em time diferente na altitude boliviana para encerrar bem as Eliminatórias

    Ancelotti aposta em time diferente na altitude boliviana para encerrar bem as Eliminatórias

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com a vaga já garantida na Copa do Mundo de 2026, a seleção brasileira se despede das Eliminatórias nesta terça-feira (9), às 20h30 (horário de Brasília), na altitude de El Alto, na Bolívia, com o técnico Carlo Ancelotti fazendo uma série de mudanças no time para poder conhecer melhor o grupo de jogadores.

    Segundo colocado na tabela de classificação, com 28 pontos, o Brasil não pode mais alcançar a líder Argentina, que soma 38.

    Em 17 partidas nas Eliminatórias até aqui, a seleção brasileira teve oito vitórias, quatro empates e cinco derrotas, com 24 gols marcados e 16 sofridos.

    Se vencer o confronto contra a Bolívia no estádio Municipal de El Alto, a 4.150 metros acima do nível do mar, a equipe vai emendar a terceira vitória seguida pela primeira vez no classificatório, após triunfos contra Chile e Paraguai, garantindo o segundo lugar -um resultado bem melhor do que indicava a sequência de péssimos resultados durante o torneio.

    Em caso de empate, poderá ser ultrapassada se o Uruguai vencer o Chile. Se perder, Equador, Colômbia e Paraguai -todos já classificados- também poderão passar à frente.

    No último treino na Granja Comary, em Teresópolis, antes do embarque para a Bolívia, Ancelotti escalou uma equipe titular apenas com Alisson e Bruno Guimarães entre os onze jogadores que começaram na vitória por 3 a 0 contra o Chile.

    Andrey Santos deve assumir o lugar de Casemiro, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

    “Não há um jogador brasileiro que tenha a mesma característica do Casemiro, mas há alguns que podem jogar nessa posição, com características diferentes”, afirmou Ancelotti, citando o volante do Chelsea, além de Bruno Guimarães e Lucas Paquetá, trio que deve começar no meio de campo contra a Bolívia.

    Vitinho e Caio Henrique foram testados nas laterais e podem receber chance, com Fabrício Bruno e Alex aparecendo na zaga. No ataque, Luiz Henrique, que entrou bem contra o Chile, deve formar o trio com o estreante Samuel Lino e Richarlison de centroavante.

    “A ideia que tenho é mudar um pouco. Estamos avaliando o cansaço dos jogadores. Temos que considerar que há um componente que temos que avaliar [altitude], e isso pode mudar a estratégia do jogo, obviamente. Estou buscando informações com jogadores que já atuaram nessas condições”, afirmou Ancelotti.

    Ele acrescentou que, mesmo mandando a campo jogadores mais descansados, o time não pode buscar contra a Bolívia repetir o mesmo ritmo e intensidade impostos contra os chilenos.

    “Temos que jogar diferente do jogo contra o Chile. Foi um jogo com muita intensidade, com muita pressão. Isso na altitude não se pode fazer.”

    Em seu quarto confronto à frente da seleção, com duas vitórias e um empate até aqui, Ancelotti disse estar satisfeito com a postura demonstrada pelos jogadores nos treinamentos e nas partidas.

    “Os jogadores brasileiros têm muito talento. A chave do êxito é talento mais atitude”, afirmou o treinador. “O que eu mais gostei nesses três jogos foi a atitude da equipe. A atitude foi, na minha opinião, muito alta. Isso é uma base importante do futuro da seleção.”

    Será a quinta partida da equipe boliviana em El Alto nas Eliminatórias. Invicta jogando na cidade, a Bolívia conquistou vitórias contra Colômbia, Chile e Venezuela, e empatou com Paraguai e Uruguai.

    Oitava na tabela de classificação, com 17 pontos, o país ainda tem chances de se classificar ao Mundial.

    Para voltar à Copa após a última participação em 1994, a equipe precisa vencer o Brasil e torcer para a Venezuela, sétima colocada com 18 pontos -e atualmente com a vaga para a repescagem-, não vencer a Colômbia.

    A principal esperança de gols do time boliviano é o atacante Miguelito, de 21 anos. Atleta do Santos e que atualmente está emprestado ao América-MG, Miguelito é o terceiro na artilharia das Eliminatórias, com seis gols, atrás de Luis Díaz, com sete, e Messi, com oito.

    No retrospecto, a seleção brasileira tem amplo favoritismo. São 33 confrontos, com 24 vitórias do Brasil, cinco da Bolívia e quatro empates.

    Jogando em território boliviano, em dez partidas, são quatro vitórias para cada lado, e dois empates.

    BRASIL X BOLÍVIA

    Competição: Eliminatórias da Copa do Mundo
    Local: estádio Municipal de El Alto, em El Alto
    Horário: 20h30 (de Brasília)
    Árbitro: Cristian Garay (CHL)
    Transmissão: Globo, SporTV e Ge TV
    Brasil: Alisson; Vitinho, Fabrício Bruno, Alex e Caio Henrique; Andrey Santos, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Luiz Henrique, Samuel Lino e Richarlison
    Técnico: Carlo Ancelotti
    Bolívia: Lampe; Diego Medina, Haquín, Morales e Roberto Fernández; Villamíl, Ervin Vaca, Robson Matheus e José Sagredo; Miguelito e Moisés Paniagua
    Técnico: Óscar Villegas

    Ancelotti aposta em time diferente na altitude boliviana para encerrar bem as Eliminatórias

  • Abel retorna ao Palmeiras após folga estendida; Veiga avança em recuperação

    Abel retorna ao Palmeiras após folga estendida; Veiga avança em recuperação

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Palmeiras se reapresentou na manhã desta segunda-feira (08) após folgar no último domingo com duas boas notícias: Abel Ferreira retornou ao Alviverde após ganhar uma folga estendida, e Raphael Veiga avançou no processo de transição física.

    Abel Ferreira desfalcou três treinos do Palmeiras na última semana (quinta, sexta e sábado) por uma viagem a Portugal. O treinador aproveitou a data Fifa para resolver questões pessoas no país – ele visitou os pais e deu entrada na documentação de uma das filhas na faculdade, em Braga.

    O Palmeiras não comentou a folga estendida do treinador, mas garante que nada fugiu da programação que já estava prevista. O auxiliar João Martins acompanhou todas as atividades desde a reapresentação.

    Abel ainda não teve a oportunidade de trabalhar com Andreas Pereira, novo reforço da equipe. Andreas treinou quinta e sexta, e já se junto à seleção brasileira. Gustavo Gómez, Sosa, Emiliano Martínez, Piquerez e Flaco López não participaram das atividades por estarem com as suas seleções nesta data Fifa.
    A outra boa notícia é a evolução de Raphael Veiga na recuperação de lesão. O meia sentia dores nos púbis, mas iniciou a transição física na semana passada e já está na reta final do processo. Ele atuou como curinga em uma movimentação técnica, com duas equipes de 8 componentes e em dimensões reduzidas, podendo tabelar com ambos os times.

    Após ativação muscular e uma atividade de potência no gramado, o elenco alviverde fez um trabalho posicional com ênfase em construções de jogadas em profundidade e pelo meio culminando em finalizações. A atividade que Veiga participou foi a segunda parte da atividade.

    O meia Mauricio, em cronograma individual após dores lombares, ficou com o Núcleo de Saúde e Performance do clube.

    O Palmeiras volta a campo no sábado (13), às 18h30 (de Brasília), contra o Inter, no Allianz Parque, pelo Brasileirão.

    O último teste do Palmeiras antes dos jogos contra o River é no próximo sábado (13), às 18h30 (de Brasília), no Allianz Parque, pelo Brasileirão

    Folhapress | 08:25 – 08/09/2025

    Abel retorna ao Palmeiras após folga estendida; Veiga avança em recuperação

  • Torcedor inspira núcleo autista em principal torcida organizada do Flamengo

    Torcedor inspira núcleo autista em principal torcida organizada do Flamengo

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – Em meio às bandeiras que tremulam no Maracanã, uma chama a atenção. De fundo branco, tem um punho saindo de um quebra-cabeça de peças coloridas e os dizeres “Raça Autistas”. Principal organizada do Flamengo, a Raça Rubro-Negra criou um núcleo voltado aos torcedores com transtorno do espectro autista.

    O projeto tem como embaixador Pedro Prota, um jovem de 16 anos com espectro autista que frequenta as arquibancadas de maneira assídua com o pai e foi um dos responsáveis pela ideia ganhar força.

    “O Pepê acompanha o Flamengo desde bem novinho. Aos poucos, passamos a levá-lo ao estádio. Tínhamos preocupações quanto a barulho, aglomerações… Então, começamos a frequentar o Maracanã Mais, depois na Oeste, Leste. Até que, em 2019, migramos para a [arquibancada] Norte”, lembra Klinger Prota, pai de Pedro.


    “Nós criamos a FlaAutistas e íamos aos jogos com a camisa. Passamos a frequentar a coluna 50 e chamamos a atenção da diretoria da torcida”, completou.

    Kiti Abreu, da inclusão social da Raça, conta que a iniciativa fez com que pais e mães atípicos que são integrantes da torcida se identificassem com a história de Pedro, o que fez o projeto ganhar ainda mais força.

    “O projeto foi criado pensando em todos os autistas que têm essa paixão pelo Flamengo, que frequentam os jogos e que fazem questão de estarem na arquibancada. O Pepê se tornou uma referência e peça fundamental. Temos na torcida pais e mães atípicos e que, agora, conseguem ter essa representação. É um sentimento ímpar e queremos abranger outras causas. Estamos abrindo portas”, contou.

    Pedro, atualmente, tem uma página no Instagram com mais de cinco mil seguidores, onde publica também o “resenha com o Pepê”.

    “Desde pequeno, eu sonhava com isso: ter uma bandeira minha no Maracanã, e entrar na Norte com ela tremulando. Era algo que eu sentia no coração. Agradeço à Raça Rubro-Negra, pelo carinho comigo e com todos da comunidade autista. Essa bandeira não é só minha. Ela é de todos nós. Representa inclusão, respeito e amor”, colocou, em uma das publicações.

    Klinger enaltece a relevância da “Raça Autistas”. “A importância desse núcleo da torcida é o reconhecimento. É legitimar um movimento de inclusão. Pepê recebeu muito acolhimento, fato que foi muito importante. Ele se sentiu abraçado com esse carinho da torcida”.

    MARACANÃ VAI TER SALA SENSORIAL

    A gestão do Maracanã -compartilhada entre Flamengo e Fluminense- está fazendo obras para a construção de duas salas sensoriais que vão atender pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) nos jogos realizados no estádio, conforme determinação da Lei Municipal nº 7.973/2023 -que exige a criação de uma área reservada em espaços esportivos com capacidade superior a cinco mil pessoas.

    No Maracanã, as salas vão ser localizadas no quinto pavimento do Setor Oeste do estádio. Conforme o cronograma das obras, a inauguração das salas sensoriais do estádio está prevista para o fim deste mês.

    O futebol tem olhado cada vez mais para pessoas com TEA e diversos clubes já têm torcidas com a causa como pano de fundo. Além disso, vários estádios já têm em pleno funcionamento salas sensoriais.

    DESABAFO DE CÁSSIO

    A causa em prol das pessoas com TEA voltou aos holofotes nas últimas semanas, tendo o futebol como fator indireto. Cássio, goleiro do Cruzeiro, foi às redes sociais e desabafou sobre as dificuldades em conseguir matricular a filha Maria Luiza -diagnosticada com TEA- em escolas de Belo Horizonte. Ela tem sete anos.

    “Hoje, como tantos outros pais de crianças autistas não verbais, venho compartilhar algo muito doloroso. Tenho tentado matricular minha filha em diferentes escolas, mas a resposta quase sempre é a mesma: ela não é aceita”, disse, em trecho do texto

    “Como pai, ver sua filha rejeitada simplesmente por ser autista é algo que corta o coração. Inclusão não é só palavra bonita em propaganda, é atitude. E ainda estamos muito longe de viver isso de verdade”, apontou em outro momento.


    Torcedor inspira núcleo autista em principal torcida organizada do Flamengo

  • A tabela do Mundial de Fórmula 1 de 2025

    A tabela do Mundial de Fórmula 1 de 2025

    (Notícias Ao Minuto / Folhapress) Neste domingo (7), o piloto holandês Max Verstappen (Red Bull) venceu o Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1 à frente das McLarens do inglês Lando Norris e do australiano Oscar Piastri, que se manteve na liderança do Mundial.

    No famoso circuito de Monza, bem próximo à sede da lendária ‘Scuderia’, as Ferraris de Charles Leclerc e Lewis Hamilton terminaram em quarto e sexto, respectivamente, enquanto o brasileiro Gabriel Bortoleto, da Sauber, fechou a prova em oitavo lugar e conquistou quatro pontos.

    Mesmo com a vitória de Max Verstappen, o piloto Oscar Piastri continua na liderança na temporada 2025 da F1. 

    Veja a tabela do Mundial de Fórmula 1

    1. Oscar Piastri (AUS, McLaren) – 324
    2. Lando Norris (GBR, McLaren) – 293
    3. Max Verstappen (HOL, Red Bull Racing) – 230
    4. George Russell (GBR, Mercedes) – 194
    5. Charles Leclerc (MON, Ferrari) – 163
    6. Lewis Hamilton (GBR, Ferrari) – 117
    7. Alexander Albon (TAI, Williams) – 70
    8. Kimi Antonelli (ITA, Mercedes) – 66
    9. Isack Hadjar (FRA, Racing Bulls) – 38
    10. Nico Hulkenberg (ALE, Kick Sauber) – 37
    11. Lance Stroll (CAN, Aston Martin) – 32
    12. Fernando Alonso (ESP, Aston Martin) – 30
    13. Esteban Ocon (FRA, Haas) – 28
    14. Pierre Gasly (FRA, Alpine) – 20
    15. Liam Lawson (NZL, Racing Bulls) – 20
    16. Gabriel Bortoleto (BRA, Kick Sauber) – 18
    17. Oliver Bearman (GBR, Haas) – 16
    18. Carlos Sainz (ESP, Williams) – 16
    19. Yuki Tsunoda (JAP, Red Bull Racing) – 12
    20. Franco Colapinto (ARG, Alpine) – 0
    21. Jack Doohan (AUS, Alpine) – 0

    MUNDIAL DE CONSTRUTORES

    1. McLaren – 617
    2. Ferrari – 280
    3. Mercedes – 260
    4. Red Bull Racing – 239
    5. Williams – 86
    6. Aston Martin – 62
    7. Racing Bulls – 61
    8. Kick Sauber – 55
    9. Haas – 44
    10. Alpine – 20

    PONTUAÇÃO

    1º lugar – 25 pontos
    2º lugar – 18 pontos
    3º lugar – 15 pontos
    4º lugar – 12 pontos
    5º lugar – 10 pontos
    6º lugar – 8 pontos
    7º lugar – 6 pontos
    8º lugar – 4 pontos
    9º lugar – 2 pontos
    10º lugar – 1 ponto
    Volta mais rápida – 1 ponto (caso termine entre os dez primeiros)

    CALENDÁRIO

    16/03
    Austrália – Melbourne
    Vencedor: Lando Norris (GBR, McLaren Mercedes)
    Pole: Lando Norris (GBR, McLaren Mercedes)

    23/03
    China – Xangai
    Vencedor: Oscar Piastri (AUS, McLaren Mercedes)
    Pole: Oscar Piastri (AUS, McLaren Mercedes)

    06/04
    Japão – Suzuka
    Vencedor: Max Verstappen (HOL, Red Bull Racing Honda RBPT)
    Pole: Max Verstappen (HOL, Red Bull Racing Honda RBPT)

    13/04
    Bahrein – Sakhir
    Vencedor: Oscar Piastri (AUS, McLaren Mercedes)
    Pole: Oscar Piastri (AUS, McLaren Mercedes)

    20/04
    Arábia Saudita – Jeddah
    Vencedor: Oscar Piastri (AUS, McLaren Mercedes)
    Pole: Max Verstappen (HOL, Red Bull Racing Honda RBPT)

    04/05
    Miami – Miami
    Vencedor: Oscar Piastri (AUS, McLaren Mercedes)
    Pole: Max Verstappen (HOL, Red Bull Racing Honda RBPT)

    18/05
    Emilia-Romagna – Imola
    Vencedor: Max Verstappen (HOL, Red Bull Racing Honda RBPT)
    Pole: Oscar Piastri (AUS, McLaren Mercedes)

    25/05
    Mônaco – Mônaco
    Vencedor: Lando Norris (GBR, McLaren Mercedes)
    Pole: Lando Norris (GBR, McLaren Mercedes)

    01/06
    Espanha – Barcelona-Catalunha
    Vencedor: Oscar Piastri (AUS, McLaren Mercedes)
    Pole: Oscar Piastri (AUS, McLaren Mercedes)

    15/06
    Canadá – Gilles Villeneuve
    Vencedor: George Russell (GBR, Mercedes)
    Pole: George Russell (GBR, Mercedes)

    29/06
    Áustria – Spielberg
    Vencedor: Lando Norris (GBR, McLaren Mercedes)
    Pole: Lando Norris (GBR, McLaren Mercedes)

    06/07
    Inglaterra – Silverstone
    Vencedor: Lando Norris (GBR, McLaren Mercedes)
    Pole: Max Verstappen (HOL, Red Bull Racing Honda RBPT)

    28/07
    Bélgica – Spa-Francorchamps
    Vencedor: Oscar Piastri (AUS, McLaren Mercedes)
    Pole: Lando Norris (GBR, McLaren Mercedes)

    27/07
    Hungria – Hungaroring
    Vencedor: Lando Norris (GBR, McLaren Mercedes)
    Pole: Charles Leclerc (MON, Ferrari)

    31/08
    Holanda – Zandvoort
    Vencedor: Oscar Piastri (AUS, McLaren Mercedes)
    Pole: Oscar Piastri (AUS, McLaren Mercedes)

    07/09
    Itália – Monza
    Vencedor: Max Verstappen (HOL, Red Bull Racing Honda RBPT)
    Pole: Max Verstappen (HOL, Red Bull Racing Honda RBPT)

    21/09
    Azerbaijão – Baku
    Vencedor:
    Pole:

    05/10
    Singapura – Marina Bay
    Vencedor:
    Pole:

    19/10
    Estados Unidos – Austin
    Vencedor:
    Pole:

    26/10
    México – Cidade do México
    Vencedor:
    Pole:

    09/11
    São Paulo – Interlagos
    Vencedor:
    Pole:

    22/11
    Las Vegas – Las Vegas
    Vencedor:
    Pole:
    *GP no sábado, no horário local.

    30/11
    Qatar – Lusail
    Vencedor:
    Pole:

    07/12
    Abu Dhabi – Yas Marina
    Vencedor:
    Pole:

    A tabela do Mundial de Fórmula 1 de 2025

  • Brasileira estreia na elite do tênis onde antes procurava quadra para jogar

    Brasileira estreia na elite do tênis onde antes procurava quadra para jogar

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A primeira experiência de Nauhany Silva na elite do circuito feminino será em um palco onde ela cresceu jogando. Naná, como é mais conhecida, costumava frequentar o Parque Villa-Lobos até não precisar mais “caçar” quadras públicas com o pai, apenas três anos atrás, e agora fará a sua estreia na WTA sendo a caçula do SP Open. Ela enfrenta nesta segunda-feira (8), por volta das 14h30, a também brasileira Carol Meligeni pela primeira rodada.

    DE ‘CAÇADORA’ DE QUADRAS AO CENÁRIO INTERNACIONAL

    Aos 15 anos, a jovem promessa vai encarar o maior desafio da breve carreira até então. Junto de Victória Barros, da mesma idade, ela é uma das joias da nova geração de tenistas do Brasil e recebeu convite para entrar direto na chave principal do torneio que marca o retorno da WTA à capital paulista após mais de duas décadas -até então, só havia jogado torneios ITFs entre as profissionais.

    A oportunidade será inédita, mas em local que a garota já conhece bem. O Villa-Lobos era um dos cantos onde ela ia quando só contava com a companhia do pai, Paulinho, que conciliou com a paternidade a função de ser o primeiro treinador da garota. Juntos, rodavam por São Paulo em busca de espaços livres para poderem praticar.

    “Para mim é muito especial porque eu vivi nas quadras do Villa Lobos, treinava muito com meu pai lá quando comecei. Então, voltar lá para jogar um torneio WTA pela primeira vez está sendo muito importante para mim”, afirma Naná à reportagem.

    A tenista conviveu até os 12 anos com a dificuldade de encontrar quadras públicas. Inclusive, esse é na sua opinião o maior desafio no país aos praticantes do esporte, tradicionalmente caro, que se deparam com a barreira da escassez de locais acessíveis. Natural da comunidade Real Parque, no Morumbi, Naná demorou até conseguir encontrar um lugar fixo para treinar.

    “Existem poucas quadras públicas de tênis no Brasil. Em São Paulo até tem mais, mas também não são muitas. Eu lembro que eu e meu pai ficávamos caçando quadra. Material é caro, mas a falta de quadra é o principal”, diz Naná.

    A mudança de realidade veio após Naná começar a deslanchar e perceber que precisava de uma estrutura maior para dar o passo adiante. Ela, que fez seus primeiros movimentos no tênis aos dois anos brincando com bexigas, entrou na organização Rede Tênis Brasil e passou a ter uma equipe completa. O que antes era concentrado apenas na figura seu pai deu lugar a um coletivo de profissionais incluindo preparador físico, nutricionista e fisioterapeuta, além de companheiros de treino.

    “Treinei com meu pai até os meus 12 anos. Antes da Rede Tênis eu não tinha muito esse lado da competição, não treinava com outros atletas, não tinha muito essa interação. Agora eu tenho uma equipe de verdade mesmo e também mais horas de quadra, treino integral, de manhã e de tarde”, disse.

    Em pouco tempo, Naná já acumula marcas em sua trajetória promissora. Há 12 meses, ela se tornou a mais jovem do ranking mundial, quando ainda tinha 14 anos, aos somar seus primeiros pontos como profissional -segunda brasileira mais nova na história a conseguir o feito. Mais recentemente, em julho, a paulistana virou a primeira tenista do Brasil a vencer na chave juvenil de Wimbledon desde 2017.

    A jovem tenista chega ao evento da WTA em “casa” vindo de seu primeiro ano disputando todos Grand Slams Jrs. Ela, que fez sua estreia em Roland Garros no ano passado, esteve na chave principal dos quatro torneios principais do circuito juvenil nesta temporada. Chegou até a terceira rodada de Wimbledon e, na semana passada, caiu na estreia do US Open.

    Agora, a número 37 do ranking juvenil volta ao Brasil para jogar no mesmo torneio que Bia Haddad, sua referência no esporte. As duas já treinaram juntas e dividiram momentos nos últimos meses, tendo se encontrado no Slam nova-iorquino.

    “A Bia já mostrou muito pra gente, né? Ela foi top 10 do mundo, mostrou muito que o tênis brasileiro está melhorando cada vez mais. Antes dela, a gente ficou um tempo ali sem ter jogador ali naquele nível. E agora também com o João, outro boom assim, que também está jogando muito bem. A Bia está conseguindo abrir muitas portas para gente que está chegando”, afirma Naná à reportagem.

    O brasileiro Gabriel Bortoleto, da Sauber, fechou a prova em oitavo lugar e conquistou quatro pontos

    Folhapress | 05:00 – 08/09/2025

    Brasileira estreia na elite do tênis onde antes procurava quadra para jogar

  • Ancelotti diz que não há jogador igual a Casemiro e explica alternativas

    Ancelotti diz que não há jogador igual a Casemiro e explica alternativas

    (UOL/FOLHAPRESS) – O técnico Carlo Ancelotti elogiou Casemiro na véspera do jogo contra a Bolívia pelas Eliminatórias e apontou possíveis substitutos para o volante do Manchester United, desfalque do jogo desta terça-feira (9), às 20h30 (de Brasília), por suspensão.

    “Não há um jogador brasileiro que tenha a mesma característica do Casemiro, mas há alguns que podem jogar nessa posição, com características diferentes, como Andrey Santos, como pode ser o Bruno [Guimarães], e eu acho também que, com características diferentes, porque não estou louco, Paquetá também pode jogar [nessa função], porque tem habilidade e características técnicas para pegar a bola muito bem desde trás”, disse Carlo Ancelotti.

    O QUE MAIS ANCELOTTI FALOU

    Mudanças no time: “Sim, a ideia que tenho é mudar um pouco. Estamos avaliando o cansaço dos jogadores. Temos que considerar que há um componente que temos que avaliar, e isso pode mudar a estratégia do jogo, obviamente. Estou buscando informações com jogadores que já atuaram nessas condições, eu não tenho muita experiência. A seleção brasileira, porém, já jogou muitas vezes lá e tem experiencia, não é nada novo para a equipe nacional. A ideia que temos é mudar um pouco a estratégia e também jogadores”.

    Bruno Guimarães titular: “A nível pessoal, Bruno, para mim, é um jogador muito importante para a equipe nacional. Um jogador completo, que pode jogar em diferentes posições. Eu gosto muito dele porque trabalha muito. É um jogador muito completo. Não podemos dizer que é um titular indiscutível, mas é um jogador muito importante para a equipe nacional”.

    Elogios para Estêvão: “Está muito bem, trabalhando bem, tranquilo, humilde. Eu vejo ele sem pressa de progredir. Vai ser um jogador importante para a equipe nacional no futuro”.

    O que aprovou desde a chegada à seleção: “O bom desta data é que conheci novos jogadores. Gostei disso, porque os novos [jogadores] ajudaram a equipe. Não conhecia Douglas Santos, que fez uma boa partida, gostei do Luiz Henrique. O objetivo também era conhecer jogadores. […] Que o que mais gostei nestes três jogos que fizemos foi a atitude da equipe. A atitude foi, na minha opinião, muito, muito alta. Grande atitude da equipe. Isso é uma base muito importante para o futuro desta seleção”.

    Chave para o sucesso: “Por sorte, os jogadores brasileiros têm muito talento, e a chave para o sucesso é somar talento e atitude. Talento com zero atitude não ganha, zero talento e muita atitude não ganha. A combinação entre talento e atitude pode ganhar”.

    ‘Estamos avaliando 70 jogadores’: “Obviamente, a memória conta. Rodrygo, eu conheço muito bem, estou certo do que ele pode ajudar a equipe. Estamos avaliando 70 jogadores, a nível físico, técnico e tático, para formar uma equipe para o Mundial que seja o mais competitiva possível. Não há um favorito, porque a verdade é que o campo vai dizer quem são os jogadores para a Copa do Mundo.

    Jogar na Bolívia: “Eu considero isso uma experiência muito bonita. Nunca estive na Bolívia, nunca estive em La Paz. Para mim, é uma experiência importante. Tenho ganas que o meu time possa fazer um bom jogo e ganhar que, como sempre, é o objetivo. Encantado e com gana de chegar a Bolívia”.

    O técnico Juan Pablo Vojvoda conversou com a diretoria sobre a utilização do zagueiro Zé Ivaldo, que está emprestado pelo Cruzeiro até dezembro

    Folhapress | 10:15 – 08/09/2025

    Ancelotti diz que não há jogador igual a Casemiro e explica alternativas