Categoria: ESPORTES

  • Brasil encerra participação nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina em novo patamar

    Brasil encerra participação nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina em novo patamar

    MICHELE OLIVEIRA
    MILÃO, ITÁLIA (FOLHAPRESS) – “Parece que entramos num grupo exclusivo. Antes, éramos só o pessoal dos pins raros, agora nós temos uma medalha de ouro depois de 102 anos de Olimpíadas de Inverno”, disse Emilio Strapasson, responsável do COB (Comitê Olímpico do Brasil) pela liderança esportiva e operacional nos Jogos de Milão e Cortina, encerrados neste domingo (22).

    A fala, que faz referência ao colecionismo de broches que vira mania a cada edição, resume a mudança de nível do esporte brasileiro na neve e no gelo. O Brasil sai da Olimpíada com sua primeira medalha, inédita até então em toda a América Latina. “É um divisor de águas”, afirmou Strapasson em Milão, ao analisar a participação brasileira.

    A estratégia de mapear e atrair atletas de fora do país que já fossem praticantes de modalidades de inverno deu resultados. O Brasil, que compete desde os Jogos de 1992, terminou em 19º no quadro de medalhas. Noruega, Estados Unidos e Holanda foram os três mais premiados.

    Além do ouro do norueguês-brasileiro Lucas Pinheiro Braathen no esqui alpino, outros marcos foram batidos no norte da Itália. A maior delegação brasileira numa edição de inverno também teve o maior número de atletas entre os 20 melhores.

    No skeleton, Nicole Silveira, que mora no Canadá, ficou em 11º lugar, o melhor resultado do país em esportes no gelo. No snowboard halfpipe, Pat Burgener, crescido na Suíça, e Augustinho Teixeira, outro que mora no Canadá, terminaram, respectivamente, em 14º e 19º. No bobsled, o trenó liderado por Edson Bindilatti ficou em 19º, o melhor resultado para o país.

    Líder desse novo movimento, Lucas virou notícia mundial. Além de sua conquista na pista de Bormio, ele chama a atenção pela atitude, com passos de samba, declarações de amor ao pão de queijo, interesse por moda e produtos de beleza.

    Rodeado por grandes patrocinadores, ele usa a própria história para falar sobre diversidade e multiplicidade. “Precisei viver muitos anos até entender que essa diferença entre culturas me trouxe crescimento. Eu nunca iria ser o atleta que sou se não fosse por essa história meio complicada”, disse Lucas à Folha antes do ouro.

    O COB confirmou que ele já está comprometido com o Brasil para o próximo ciclo olímpico, com intenção de disputar em 2030, nos Alpes Franceses. Até lá, o comitê pretende continuar de olho em brasileiros no exterior para reforçar o grupo.

    Foi uma grande Olimpíada também para a Itália, que organizou as competições em sete cidades, descentralização que será repetida pela França. Depois da apreensão inicial por obras atrasadas, críticas de ambientalistas e protestos dos milaneses, os Jogos aconteceram sem problemas graves.

    Em Milão, a arena Santa Giulia, que a poucos dias do início dos Jogos tinha setores em finalização, recebeu as principais partidas de hockey e agora será usada como mais um lugar de eventos e shows. Em Cortina, onde foi erguida uma pista para bobsled, skeleton e luge, ao custo de EUR 118 milhões (R$ 723 milhões), os organizadores prometem que ela não será uma catedral no deserto e querem atrair atletas de outros países para treinamento.

    Mais nobres do ponto de vista da sustentabilidade são os outros endereços dos esportes de gelo em Milão. Pavilhões do principal centro de convenções da cidade, que já conta com boa infraestrutura de transporte, foram convertidos em pistas de patinação e hockey.

    A cidade, que viveu os Jogos com entusiasmo moderado, talvez por já estar acostumada a grandes eventos internacionais, como as semanas de moda e de design, celebra como legado a acessibilidade com elevadores em 97% das 134 estações de metrô, um ponto essencial para as Paralimpíadas, entre 6 e 15 de março, e para muitos moradores.

    A Itália se saiu bem também nos resultados, com sua melhor performance da história, ao terminar em quarto lugar, com 30 medalhas, sendo 10 de ouro, superando a atuação de 1994.

    Foram as atletas que garantiram as maiores emoções, como a esquiadora Federica Brignone, dois ouros após dez meses de uma grave lesão. Destaque ainda para as patinadoras Francesca Lollobrigida (dois ouros) e Arianna Fontana (um ouro e duas pratas), que se tornou a maior medalhista do país, com 14 pódios, contando os homens e as edições de verão.

    Na primeira Olimpíada com uma mulher à frente do COI (Comitê Olímpico Internacional) –Kirsty Coventry, ex-nadadora do Zimbábue–, Milão-Cortina termina como a edição com melhor equilíbrio entre gêneros. As disputas tiveram 47% de atletas mulheres, 50% do quadro de organizadores feminino, e 51% dos 18 mil voluntários eram mulheres.

    Além de imagens alucinantes e recordes quebrados, lágrimas e polêmicas também entram para história. A desclassificação do ucraniano Vladislav Heraskevich, impedido de competir no skeleton com seu capacete feito de imagens de atletas compatriotas que morreram na guerra contra a Rússia, colocou em debate as regras sobre manifestação política nos Jogos.

    A polêmica em torno do conflito deve continuar nas Paralimpíadas. Após decisão que permitiu aos russos e belarussos competirem com suas bandeiras nacionais, diferentemente do que ocorreu nas últimas semanas, quando os atletas estavam sob bandeira neutra, os ucranianos prometem boicotar a cerimônia de abertura, em 6 de março, em Verona.

    Brasil encerra participação nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina em novo patamar

  • Endrick diz que em campo se imagina em filme de ação: ‘Me impulsiona a ser mais letal’

    Endrick diz que em campo se imagina em filme de ação: ‘Me impulsiona a ser mais letal’

    Sucesso no futebol francês, o atacante brasileiro Endrick revelou uma estratégia inusitada para turbinar seu desempenho em campo. \”Eu me imagino em um filme de ação. Gosto da adrenalina e preciso liberar toda a minha raiva. Isso me impulsiona a ser ainda mais letal diante do gol\”, disse o estreante mais efetivo da história do Lyon. Em seis jogos na França, o ex-jogador do Palmeiras anotou cinco gols e deu uma assistência.

    Emprestado pelo Real Madrid ao clube francês até o final da temporada, Endrick também afirmou ao programa Telefoot que tem como objetivo conquistar a Champions League ao lado de Vini Jr. e Mbappé, com quem jogou na Espanha. \”Espero ver Vinicius e Mbappé juntos novamente algum dia para ganhar a Liga dos Campeões e outros títulos\”, afirmou.

    Além de Mbappé, o também francês Camavinga recomendou que Endrick assinasse com o Lyon. \”Kylian Mbappé e Camavinga me disseram que a Ligue 1 era um bom campeonato e muito competitivo. Eles me recomendaram fortemente que eu assinasse com o Lyon porque é um grande time. Agradeço o conselho deles\”, afirmou ele, avaliando que um bom desempenho no time francês pode pavimentar sua ida à Copa do Mundo. \”Espero conquistar grandes coisas com o Lyon e, se Deus quiser, ir à Copa do Mundo para ajudar o Brasil.\”

    A fama é uma das piores coisas que existem, na avaliação do atacante. \”É difícil. Os jovens que pensam que a fama só traz coisas positivas estão enganados. Para mim, é uma das piores coisas que podem existir. Espero que um dia eu possa aproveitar minha vida em paz\”, afirmou o jogador de 19 anos.

    Endrick ganhou a alcunha de Matador de alguns órgãos de imprensa. \”Podem me chamar do que quiserem. Vamos ver nos próximos dias se vou continuar com esse apelido\”, disse.

    Endrick diz que em campo se imagina em filme de ação: ‘Me impulsiona a ser mais letal’

  • Santos aposta em força ofensiva e Neymar para quebrar tabu na casa do ‘imbatível’ Novorizontino

    Santos aposta em força ofensiva e Neymar para quebrar tabu na casa do ‘imbatível’ Novorizontino

    O Santos realiza uma temporada abaixo da expectativa da torcida, repetindo erros e tropeços de anos anteriores. Neste domingo, às 16 horas, a equipe vai até o Doutor Jorge Ismael de Biasi, no interior do estado, sob pressão de desencantar no estádio diante do Novorizontino por vaga à semifinal do Paulistão.

    Das três vitórias santistas em 2026, duas foram contra rivais em luta contra o rebaixamento. A outra ocorreu na estreia, justamente contra o Novorizontino, e que serve de inspiração para a equipe ter seu primeiro motivo a celebrar em Novo Horizonte após quatro derrotas e duas igualdades no palco das quartas de final.

    A classificação na oitava colocação veio com goleada sobre o rebaixado Velo Clube, por 6 a 0, importante para amenizar as cobranças e o descontentamento dos santistas. O retorno de Neymar aos gramados também serve de combustível para uma decolagem atrasada na temporada.

    Juan Pablo Vojvoda jamais escondeu que o Santos se transformaria com Neymar. O astro pode fazer seu primeiro jogo como titular após atuar por 45 minutos na jornada anterior. A semana livre serviu para o astro ganhar ritmo e condições de atuar por mais tempo, o que o sugere entre os titulares.

    O Santos trabalhou muitos ajustes ao setor ofensivo, que até vem criando bastante, mas pecando na hora de mandar às redes. Exceção ao jogo com o Velo Clube, a equipe vinha com baixo aproveitamento no quesito gols e só havia vencido quando anotou mais de uma vez, contra o Novorizontino, na estreia e, depois, frente ao Noroeste – ambos batidos por 2 a 1.

    Vojvoda estuda manter a escalação com quatro peças ofensivas, com Moisés e Gabigol certos. A chance de Neymar ser escalado desde o começo é praticamente certa e abre disputa pela última vaga entre Rony, Barreal e Thaciano.

    Ter força ofensiva se faz necessário diante do melhor time da fase de classificação, na qual teve 100% de aproveitamento atando em casa, com o resultado mais expressivo sendo a goleada sobre o forte Palmeiras, por 4 a 0.

    O caldeirão de Novo Horizonte, por sinal, é a aposta do time do interior diante do Santos. Em sua casa, o Novorizontino anotou 10 gols em quatro jogos, média de 2,5, e foi vazado uma única vez.

    \”Nosso time sabe o quão importante foi essa semana, especial. Estou feliz em estar nas quartas, a gente sabe a importância do Paulistão. O que a gente fez na primeira fase foi de grande importância, mas agora temos de limpar esse HD (esquecer os números) e pensar nas quartas. Estamos trabalhando, focadíssimos, fazendo nosso melhor para realizar um grande jogo no fim de semana\”, disse o meia atacante Rômulo, um dos destaques do Novorizontino ao lado do artilheiro Robson (4 e 7 gols, respectivamente).

    O técnico Enderson Moreira não se ilude com os números e prega total respeito ao oponente. E revelou como foi a preparação. \”Com seriedade e muito concentração, não muito diferente do que a gente sempre faz. É um jogo muito difícil, o Santos conta com elenco recheado de jogadores fantásticos e que podem decidir a qualquer momento\”, destacou. \”Estamos observando o que podemos explorar, eles têm um grande treinador também, e será um jogo com duas equipes de perfil ofensivo e que jogam para frente e expectativa que seja um grande duelo.\”

    FICHA TÉCNICA

    NOVORIZONTINO – Jordi; Alexis Alvariño, Dantas, Patrick e Mayk; Luís Oyama e Léo Naldi; Tavinho, Rômulo e Maykon; Robson. Técnico: Enderson Moreira.

    SANTOS – Gabriel Brazão; Mayke, Zé Ivaldo, Luan Peres e Vinícius Lira; William Arão, Gabriel Bontempo e Moisés; Rony (Barreal), Neymar (Thaciano) e Gabigol. Técnico: Juan Pablo Vojvoda.

    ÁRBITRO – Flávio Rodrigues de Souza.

    HORÁRIO – 16 horas.

    LOCAL – Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte.

    Santos aposta em força ofensiva e Neymar para quebrar tabu na casa do ‘imbatível’ Novorizontino

  • Jogador morre após sofrer mal súbito durante partida de futebol

    Jogador morre após sofrer mal súbito durante partida de futebol

    Uma partida de futebol entre amigos terminou de forma trágica na noite desta quinta-feira (19), em Maringá, no estado do Paraná. Eric de Oliveira, de 41 anos, morreu após passar mal enquanto jogava em uma arena esportiva situada no bairro Jardim Sumaré.

    Conforme informações apuradas no local, Eric participava normalmente do jogo quando caiu de maneira repentina no gramado. Pessoas que estavam presentes relataram que ele sofreu uma parada cardiorrespiratória, o que gerou desespero entre os demais jogadores que acompanhavam a partida naquele momento.

    O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado imediatamente. A equipe realizou manobras de reanimação por mais de uma hora, tentando reverter o quadro. Apesar do empenho e dos esforços prolongados dos socorristas, Eric não resistiu e teve o óbito confirmado ainda na arena esportiva.

    Profissionais da área da saúde reforçam a necessidade de atenção a sinais como dor no peito, falta de ar, tontura e histórico de problemas cardíacos. Especialistas alertam que esses sintomas não devem ser ignorados e ressaltam que a realização de check-ups regulares pode ser fundamental para evitar tragédias semelhantes, especialmente entre praticantes de atividades físicas mais intensas.

    Jogador morre após sofrer mal súbito durante partida de futebol

  • Ex-meia de Palmeiras e Cruzeiro, Alex vai comandar clube na Série B

    Ex-meia de Palmeiras e Cruzeiro, Alex vai comandar clube na Série B

    O Athletic-MG anunciou neste sábado a contratação de Alex de Souza como novo treinador da equipe profissional. Aos 48 anos, o ex-meia assume o comando do clube para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, iniciando mais um capítulo em sua trajetória no futebol, agora à beira do campo.

    Alex chega para substituir o português Rui Duarte, que deixou o cargo após o rebaixamento da equipe no Campeonato Mineiro. O novo treinador terá pouco tempo de preparação antes do primeiro compromisso oficial. A estreia está marcada para o dia 4 de março, quando o Athletic enfrenta o Rio Branco, no Espírito Santo, pela primeira fase da Copa do Brasil. Já na Série B, o primeiro desafio será diante da Ponte Preta, em casa.

    Como jogador, Alex construiu uma carreira de destaque e se tornou ídolo em diferentes clubes. Revelado pelo Coritiba, teve passagens marcantes por Palmeiras e Cruzeiro, onde conquistou títulos importantes e protagonizou atuações decisivas. No futebol europeu, viveu o auge no Fenerbahçe, da Turquia, onde se tornou um dos maiores nomes da história do clube.

    A trajetória como treinador começou nas categorias de base do São Paulo, antes de assumir o Avaí em sua primeira experiência no comando de uma equipe profissional. Posteriormente, trabalhou no Antalyaspor, da Turquia, e no Operário-PR, seu último clube. Na equipe paranaense, permaneceu por cerca de sete meses, período em que comandou o time em 30 partidas, com oito vitórias, 11 empates e 11 derrotas.

    No Athletic, Alex terá a missão de conduzir o clube em sua primeira participação na Série B do Campeonato Brasileiro. Para isso, contará com os auxiliares João Paulo Cavalcanti e José Roberto Lucini, que passam a integrar a comissão técnica.

    Ex-meia de Palmeiras e Cruzeiro, Alex vai comandar clube na Série B

  • Ex-Benfica causa polêmica por comentário machista contra árbitra

    Ex-Benfica causa polêmica por comentário machista contra árbitra

    Gustavo Marques se envolveu em uma polêmica no Brasil após fazer comentários machistas. Depois da derrota por 2 a 1 para o São Paulo Futebol Clube, o ex-jogador do Benfica demonstrou irritação pelo fato de a partida ter sido apitada por uma mulher.

    “Era o nosso sonho chegar à semifinal ou até à final, mas ela acabou com o nosso jogo. Acho que a Federação Paulista tem que olhar para jogos dessa dimensão e não escalar uma mulher”, afirmou após o confronto das quartas de final da Taça Paulista. O Red Bull Bragantino foi eliminado da competição, restando apenas o Campeonato Brasileiro.

    “Todo o respeito às mulheres do mundo, sou casado, tenho minha mãe, peço desculpas se estou dizendo algo contra as mulheres”, completou.

    A declaração rapidamente viralizou e gerou forte repercussão, levando o jogador — que pertence ao Benfica e está emprestado ao Bragantino com opção de compra — a se desculpar publicamente.

    “Já pedi desculpas à árbitra. Foi uma declaração infeliz, peço desculpas pelo que disse. Peço perdão a todas as mulheres do mundo. Minha mãe e minha irmã já me xingaram. Todo ser humano erra”, lamentou.

    Vale lembrar que Gustavo Marques atuou uma vez pela equipe principal do Benfica e disputou 65 partidas pelo time B do clube português.

    Bragantino repudia declarações
    Mesmo após o pedido de desculpas, a polêmica ganhou novos capítulos, principalmente após a nota oficial divulgada pelo Bragantino. O clube se manifestou rapidamente para demonstrar repúdio às falas do defensor de 24 anos.

    Em publicação na rede social X (antigo Twitter), o clube fez questão de se posicionar sobre o ocorrido e garantiu que tomará providências.

    “O Bragantino vem a público reforçar o pedido de desculpas a todas as mulheres e, principalmente, à árbitra Daiane Muniz. O clube não compactua e repudia a frase machista do zagueiro Gustavo Marques, dita após a partida”, diz o comunicado.

    “Ainda no estádio, o jogador e o diretor esportivo do clube, Diego Cerri, foram até o vestiário da arbitragem para pedir desculpas pessoalmente em nome da instituição e reconhecer o erro”, acrescentou.

    “O clube irá avaliar, nos próximos dias, a punição que será aplicada ao atleta”, concluiu.

    Federação Paulista se manifesta
    A Federação Paulista de Futebol (FPF) também divulgou nota oficial demonstrando indignação com as declarações de Gustavo Marques.

    “Uma declaração em relação à árbitra Daiane Muniz que reflete uma visão primitiva, machista, preconceituosa e misógina, incompatível com os valores que regem a sociedade e o futebol”, afirmou a entidade.

    “A FPF reforça total apoio a Daiane e a todas as mulheres que atuam ou desejam atuar em qualquer área do futebol. (…) Por fim, a FPF encaminhará tais declarações à Justiça Desportiva, para que sejam tomadas todas as providências cabíveis”, concluiu.

    Ex-Benfica causa polêmica por comentário machista contra árbitra

  • “É um problema da sociedade”. Abel Ferreira comenta ‘caso Prestianni’

    “É um problema da sociedade”. Abel Ferreira comenta ‘caso Prestianni’

    Abel Ferreira também comentou o caso de racismo que envolve Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior. O técnico do Palmeiras preferiu não entrar em detalhes sobre o episódio ocorrido em Benfica x Real Madrid, optando por abordar o tema de forma mais ampla.

    “Eu não gosto de fazer julgamentos, porque não sou juiz nem tenho essa competência. Eu defendo valores, defendo respeito, defendo a dignidade humana, defendo a justiça, defendo a educação, defendo a solidariedade”, começou, em entrevista coletiva, citado pelo Globoesporte.

    “Infelizmente vivemos uma crise de valores na sociedade. E a sociedade sou eu, é você, somos nós. Não é um problema do futebol, é um problema da sociedade. Todos temos que nos respeitar, todos temos que ser solidários uns com os outros, ter empatia uns com os outros”, prosseguiu.

    Na sequência, o treinador português voltou a mencionar o caso específico ocorrido na última terça-feira, no Estádio da Luz, afirmando acreditar “que ninguém esteja feliz com o que aconteceu, nem o lado A nem o lado B”.

    Abel Ferreira reforçou sua posição sobre o tema, admitindo que, apesar das discussões, a sociedade faz muito pouco. “Infelizmente falamos muito, debatemos muito e radicalizamos uma opinião contra a outra. Fazemos muito pouco”, disse, antes de refletir sobre o momento atual.

    “Tenho 47 anos e, para mim, estamos na pior fase em termos de valores humanos. Nós somos sociedade, devemos viver como sociedade”, comentou.

    Por fim, o português reiterou que não quer julgar o que aconteceu entre Prestianni e Vinícius, até porque não conhece todos os detalhes do caso.

    “Não tenho muita informação sobre esse caso específico. Acho que será julgado, não sei exatamente o que aconteceu. Não julgo, porque não tenho fundamentos. Nós, como sociedade, estamos aquém do que podemos fazer”, concluiu.

    A versão de Prestianni à UEFA
    Gianluca Prestianni já apresentou à UEFA sua versão dos fatos sobre o ocorrido no jogo de ida dos playoffs de acesso às oitavas de final da Liga dos Campeões da UEFA.

    De acordo com a emissora argentina TyC Sports, o atacante teria afirmado que chamou Vinícius Júnior de “maricón” (“maricas”) e não de “mono” (“macaco”).

    Assim, Prestianni teria admitido ter feito um comentário homofóbico, e não racista, contrariando a versão apresentada por Vinícius Júnior.

    O processo, contudo, está sob responsabilidade de um inspetor independente nomeado pela UEFA, que pode levar até três semanas para reunir todas as provas necessárias e concluir o caso.

    Vale lembrar que o jogador do Benfica pode ser punido com até dez partidas de suspensão.

    O que aconteceu no Estádio da Luz?
    Tudo começou aos 50 minutos, depois de Vinícius Júnior marcar um belo gol e comemorar, segundo o árbitro François Letexier, de maneira provocativa.

    O brasileiro recebeu cartão amarelo, e a confusão teve início quando o jogador do Real Madrid se dirigiu ao árbitro para relatar que Gianluca Prestianni teria lhe chamado de “macaco”.

    O protocolo antirracismo estabelecido pela UEFA foi acionado, e a partida ficou interrompida por dez minutos. Prestianni também recebeu cartão amarelo posteriormente, e o jogo seguiu até o apito final.

    “É um problema da sociedade”. Abel Ferreira comenta ‘caso Prestianni’

  • Manchester City aproveita deslize do Arsenal e aproxima-se da liderança

    Manchester City aproveita deslize do Arsenal e aproxima-se da liderança

    A terceira vitória consecutiva do Manchester City na Premier League deixou a equipe de Pep Guardiola mais próxima do Arsenal, que no domingo enfrenta o Tottenham Hotspur no histórico dérbi do norte de Londres. O resultado também consolidou o segundo lugar do City, agora com cinco pontos de vantagem sobre o Aston Villa, terceiro colocado, que empatou em casa com o Leeds United por 1 a 1.

    Rúben Dias (substituído de forma surpreendente no intervalo), Matheus Nunes e Bernardo Silva, como capitão, começaram como titulares pelos Citizens. No entanto, o destaque da partida foi o meio-campista Nico O’Reilly, de apenas 20 anos e formado nas categorias de base do clube, que marcou aos 14 e aos 27 minutos. No meio disso, aos 22, Lewis Hall chegou a empatar o jogo.

    O’Reilly, inglês com raízes jamaicanas, já havia marcado dois gols pela equipe principal do Manchester City anteriormente, mas pela FA Cup.

    Com a derrota, o Newcastle United segue na 10ª colocação, com 36 pontos, mas pode perder a posição caso Sunderland ou o Fulham, comandado por Marco Silva, vençam o confronto entre si no domingo.

     

    Manchester City aproveita deslize do Arsenal e aproxima-se da liderança

  • “É inaceitável”. Filipe Luís esclarece posição sobre ‘caso Prestianni’

    “É inaceitável”. Filipe Luís esclarece posição sobre ‘caso Prestianni’

    Filipe Luís voltou a se pronunciar sobre o caso de racismo que envolve Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior, depois de ter sido mal interpretado em suas primeiras declarações sobre o tema.

    O técnico do Flamengo havia sido questionado sobre o assunto na Argentina, na última quinta-feira, após a derrota para o Lanús. Na ocasião, Filipe Luís falou sobre a forma como foi recebido no país e afirmou que sempre foi bem tratado, chegando a se referir ao “caso Prestianni” como um ato isolado.

    As declarações do brasileiro, porém, não foram bem recebidas, e ele sentiu a necessidade de reformular seu posicionamento, esclarecendo sua visão sobre o racismo dentro e fora do futebol.

    “Reconheço que o que disse, diante da extrema sensibilidade do tema, pode ter dado margem a interpretações distintas. Por isso, considero fundamental reforçar publicamente a minha posição, que é, e sempre foi, inegociável: o racismo é crime no Brasil e deveria ser tratado com o mesmo rigor em todos os países”, afirmou.

    “Trata-se de uma conduta inaceitável, que deve ser combatida e punida de maneira firme. O futebol, como espaço de diversidade e integração, não pode tolerar qualquer forma de discriminação”, acrescentou.

    “Reforço que, antes da partida, expus minha visão sobre o episódio e classifiquei como covarde a atitude do jogador que cobriu a boca para praticar atos racistas. Jamais colocaria em dúvida a palavra da vítima em um caso grave como este”, comentou.

    Por fim, Filipe Luís manifestou “total apoio a Vinícius Júnior por mais um episódio lamentável de racismo no esporte” e lamentou que situações como essa continuem a se repetir.

    As primeiras declarações de Filipe Luís

    Após o primeiro jogo da final da Supercopa Sul-Americana contra o Lanús, Filipe Luís foi convidado a comentar o assunto do momento. Em Buenos Aires, o treinador do Flamengo elogiou o país de Gianluca Prestianni e afirmou que um “ato isolado” não muda sua opinião sobre a Argentina.

    “Sempre fui bem tratado aqui na Argentina, adoro a Argentina. Fui muito feliz aqui, só tenho elogios para este país tão lindo. Um caso isolado como esse não influencia em nada o que penso sobre o país”, declarou.

    Ainda assim, o brasileiro apontou que o jogador do Benfica “terá que pagar” caso tenha proferido algum insulto racista. No entanto, adotou um tom cauteloso, sem assumir uma posição mais contundente, o que acabou sendo mal interpretado por parte dos torcedores.

    “Esse é um tema muito mais delicado do que se imagina, envolve muitas coisas. Para mim é simples: o garoto cobriu a boca e não deveria ter coberto a boca para dizer o que queria dizer. Isso gerou toda essa confusão. Agora é a palavra de um contra o outro. É muito delicado, mas a verdade é que, se ele disse, tem que pagar por isso. Mas repito: é a palavra de um contra o outro, e não sou eu quem pode julgar”, concluiu.

    Vale lembrar que o caso de Gianluca Prestianni está sendo investigado pela UEFA, e o jogador já teria sido ouvido pela entidade. De acordo com a emissora argentina TyC Sports, o ponta do Benfica teria afirmado que chamou Vinícius Júnior de “maricón” (“maricas”) e não de “mono” (“macaco”).

    Caso Prestianni seja considerado culpado, pode enfrentar uma punição de até dez jogos de suspensão por ato racista.

    “É inaceitável”. Filipe Luís esclarece posição sobre ‘caso Prestianni’

  • Meia da Chape sobreviveu a tiro no rosto e relembra violência

    Meia da Chape sobreviveu a tiro no rosto e relembra violência

    RENAN LISKAI
    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O ano de 2026 marca a estreia de João Vitor, volante da Chapecoense, na Série A do Brasileirão. Mas isso não aconteceria se ele não tivesse escapado de uma tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte) em 2019.

    SOBREVIVENTE

    João Vitor estava em momento-chave na carreira quando o caso aconteceu. O meio-campista havia acabado de voltar da disputa da Copinha e, aos 20 anos, vivia a transição da base para o profissional.

    O atleta e um primo participavam de uma confraternização em família, em João Pessoa (PB), e haviam saído de moto para buscar uma roupa quando foram atacados por ladrões. João levou um tiro no rosto.

    “Fui vítima de latrocínio, tomei um tiro no rosto, foi um dia terrível. Estava na garupa da moto e foi completamente do nada mesmo. Não chegaram para falar nada, só escutei o cara gritando: ‘ei’. Quando eu fui virar o rosto para ver se eu conhecia, só escutei o tiro. Me assustei, senti o impacto e a única reação que eu tive foi de correr. Pulei da moto e entrei dentro de uma casa de um pessoal que abriu a porta para mim”, disse João Vitor, ao UOL.

    A bala atingiu o maxilar de João Vitor. O jogador precisou fazer uma cirurgia após ter a região do rosto trincada e passou praticamente um ano parado.

    A pausa na carreira prejudicou os planos do jogador. O estafe dele analisava algumas ofertas de clubes, mas precisou parar as tratativas. Foi neste período em que ele pensou em parar de jogar.
    “Tudo ficou mais difícil para mim depois disso no meio do futebol. Era um ano de progressão, de sair da base para conseguir um clube no profissional. Havia algumas propostas. Perdi um ano da minha vida. hoje é só uma história, um testemunho que eu tenho de vida e que me ajudou a chegar onde eu cheguei”, disse João Vitor.

    João não tem uma cicatriz tão evidente, mas tenta não lembrar do que aconteceu. O jogador se apegou à família e aos amigos ao longo dos anos para deixar o caso de lado e seguir a vida.

    “Eu procuro não lembrar, mas foi uma coisa que me marcou bastante. Não fiz terapia porque depois que aconteceu eu fiquei no hospital, tive que fazer cirurgia. Meu apoio assim foi em Deus, na minha família e em alguns amigos próximos. Eu não podia me locomover, não podia estar na rua, fazer nada. Eles iam na minha casa, que vivia cheia de gente. Isso foi o que me ajudou, me fortaleceu mais. Foi onde eu fui esquecendo disso”, disse João Vitor.

    GUINADA E NOVO MOMENTO

    A carreira deu uma guinada desde a volta aos gramados. João Vitor teve a primeira oportunidade no profissional pelo CSP-PB, em 2020. De lá para cá, ele passou por Primavera-SP, Caldense-MG, Operário VG-MT, Vila Nova-GO, Avaí e Chapecoense.

    João Vitor saiu da Série D para a Série A em um espaço de cinco anos e vive o auge da sua carreira. Em 2021, ele jogava a última divisão nacional pela Caldense e, em 2026, os 27 anos, foi contratado pela Chapecoense e fez sua estreia na elite do futebol brasileiro na semana passada, durante o empate da equipe com o Coritiba por 3 a 3.

    A chegada à Chape veio após destaque na última Série B por um rival. João Vitor foi titular absoluto do Avaí, não conseguiu ajudar a equipe a subir, mas chamou a atenção.

    “É um sonho realizado. Acho que todo mundo, quando é criança, quer ser jogador, e quando se torna jogador, quer chegar ao nível máximo. Fico feliz e demorou para a ficha cair um pouco, mas agora caiu e estou bastante feliz com isso […] Na série D é muita dificuldade: logística, alojamento… Eu não morava em apartamento, morava em alojamento. Trago toda essa dificuldade, faço a minha força, levo como superação. O segredo é nunca desistir de nada. Seja no jogo, seja na vida, seja em tudo”, disse João Vitor.

    ANO DA CHAPECOENSE

    A Chapecoense está invicta no Brasileirão após três rodadas. A equipe catarinense tem uma vitória (Santos) e dois empates (Vasco e Coritiba), soma cinco pontos e vive seu terceiro melhor começo de Série A na história. Mesmo assim, o foco é um só: não cair.

    “É um campeonato muito difícil, tem muitos clubes grandes com muito orçamento. O da Chape é o segundo ou terceiro menor. Mas o que vale é o que está acontecendo dentro de campo. É um grupo unido, trabalhador. Nossa meta é a permanência, a gente tem que saber da nossa realidade também” disse João Vitor.

    Em paralelo ao Brasileirão, a Chapecoense luta pelo título do Campeonato Catarinense. A equipe está na semifinal do Estadual e perdeu o jogo de ida para o Brusque por 1 a 0, fora de casa. O duelo de volta ocorre neste domingo (22), às 18h, na Arena Condá.

    Meia da Chape sobreviveu a tiro no rosto e relembra violência