Categoria: POLÍTICA

  • Flávio Bolsonaro manteve como assessor ex-dirigente da Caixa demitido por assédio

    Flávio Bolsonaro manteve como assessor ex-dirigente da Caixa demitido por assédio

    Ex-vice-presidente da Caixa acusado de assédio sexual recebeu salário de R$ 20,7 mil como assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro. Servidor foi exonerado após questionamentos sobre denúncias e processos judiciais envolvendo seu nome

    (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manteve até esta semana em seu gabinete um ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal demitido após denúncias de assédio sexual durante o governo Jair Bolsonaro.

    Celso Leonardo Barbosa ocupava o cargo de assessor parlamentar desde junho de 2025 e recebia salário mensal de R$ 20,7 mil. Ele foi exonerado após questionamentos da Folha sobre sua presença no gabinete do senador.

    Em nota, Flávio Bolsonaro afirmou que as acusações envolvendo o ex-dirigente da Caixa são “extremamente graves” e incompatíveis com a atuação de integrantes de sua equipe.

    Segundo o senador, Celso Leonardo teria omitido informações sobre processos judiciais e descumprido normas internas do Senado ao exercer atividades particulares durante o horário de expediente.

    “O gabinete não compactua com qualquer desvio de conduta, abuso de confiança ou descumprimento das obrigações funcionais”, afirmou Flávio.

    Celso Leonardo foi vice-presidente da Caixa entre 2019 e 2022 e integrava o grupo de confiança do então presidente do banco, Pedro Guimarães, que deixou o cargo após denúncias de assédio sexual.

    Além das acusações de assédio, o ex-dirigente também responde a um processo do Ministério Público Federal por suposta falsidade ideológica. Segundo a denúncia, ele teria apresentado informações falsas em documentos relacionados à indicação para a vice-presidência da Caixa.

    A Folha apurou ainda que Celso Leonardo firmou um acordo de não persecução penal com a Justiça no caso envolvendo assédio sexual. Pelo acordo, ele assumiu responsabilidade no processo e cumpriu prestação de serviços comunitários.

    Uma funcionária da Caixa relatou, em investigação anterior, ter sofrido assédio durante uma viagem institucional do programa Caixa Mais Brasil, em Goiás.

    Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, em 2022, outra servidora também acusou Celso Leonardo de acobertar episódios de abuso envolvendo Pedro Guimarães.

    Apesar do cargo no gabinete parlamentar, Celso Leonardo não mencionava a função em suas redes sociais ou em seu site pessoal. Nas páginas públicas, ele se apresentava como professor, palestrante, mentor e especialista em gestão, estratégia, inovação e inteligência artificial.

    Segundo a reportagem, ele acumulava o trabalho no Senado com atividades na Fundação Dom Cabral, instituição de ensino onde atuava como professor convidado eventual.

    A fundação informou que o profissional não possui vínculo empregatício com a instituição e declarou que a participação dele em futuras atividades está sendo reavaliada internamente.

    Publicações nas redes sociais mostram Celso Leonardo participando de palestras, cursos e eventos em diferentes estados durante dias úteis e horários compatíveis com o expediente no Senado.

    Entre os compromissos divulgados aparecem eventos em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

    Pedro Guimarães presidiu a Caixa Econômica Federal entre 2019 e junho de 2022, quando deixou o cargo após denúncias de assédio sexual feitas por funcionárias do banco. Celso Leonardo deixou a vice-presidência da instituição dois dias depois da saída do então presidente.

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  • Lula faz radioterapia após retirar lesão de câncer de pele no couro cabeludo

    Lula faz radioterapia após retirar lesão de câncer de pele no couro cabeludo

    Presidente iniciou tratamento complementar no hospital Sírio-Libanês, em Brasília, após retirada de câncer de pele no couro cabeludo em abril. Segundo boletim médico, Lula passará por outras 14 sessões de radioterapia preventiva nas próximas semanas

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) fez nesta segunda-feira (25) uma sessão de radioterapia como parte do tratamento de uma lesão de câncer de pele retirada de sua cabeça no final de abril. O boletim médico afirma que se trata de um procedimento preventivo.

    Lula retirou uma lesão do couro cabeludo em 24 de abril. Tratava-se de câncer basocelular, tipo menos grave e mais comum de câncer de pele. O procedimento desta segunda-feira foi realizado na unidade do hospital Sírio-Libanês de Brasília. Devem ser realizadas outras 14 sessões nas próximas três semanas, aproximadamente.

    Nenhum dos dois boletins médicos anteriores relativos a essa lesão no couro cabeludo mencionavam a necessidade de radioterapia.

    O documento divulgado nesta segunda afirma que “optou-se por tratamento complementar com radioterapia superficial preventiva no couro cabeludo”. Também diz que Lula poderá manter suas atividades diárias sem restrições.

    Lula faz radioterapia após retirar lesão de câncer de pele no couro cabeludo

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  • Frias nega ao STF envio de emendas para financiar filme de Bolsonaro

    Frias nega ao STF envio de emendas para financiar filme de Bolsonaro

    O deputado é alvo de uma apuração preliminar no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o suposto desvio de finalidade na destinação de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, ligado à produtora do filme ‘Dark Horse’

    O deputado Mário Frias (PL-SP) negou nesta segunda-feira (25) ter enviado emendas parlamentares para financiar a produtora responsável pelas gravações da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Apontado como produtor executivo do filme, Frias é alvo de uma apuração preliminar no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o suposto desvio de finalidade na destinação de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil. A organização não governamental (ONG) é ligada à produtora audiovisual Go Up Enterteinment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse, que ainda não foi lançado e retrata a trajetória política do ex-presidente.

    Em manifestação enviada ao ministro Flávio Dino, relator do caso, Frias disse que a suspeita de desvio é “falsa, desprovida de qualquer lastro probatório e difamatória”. 

    Segundo o parlamentar, suas emendas foram direcionadas para financiar projetos de inclusão digital, empreendedorismo e esportes.

    “Não há, nos autos, uma única prova sequer de que esses recursos tenham sido desviados para qualquer produção cinematográfica. A alegação é puramente especulativa e baseada em uma suposta associação ilícita entre pessoas jurídicas que, segundo a denunciante, compartilham endereço, argumento frágil, insuficiente e juridicamente irrelevante para sustentar qualquer irregularidade”, afirmou.

    O caso chegou ao STF por meio de uma representação feita pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP). 

    O deputado também disse que um parecer da Câmara dos Deputados confirmou que não há irregularidades nas emendas.

    “O advogado-chefe da Câmara dos Deputados, Dr. Jules Michelet Pereira Queiroz e Silva, em manifestação oficial de 6 de abril de 2026, corroborou integralmente o entendimento da CONOF [Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara], afirmando que os procedimentos observaram integralmente a legislação de regência, não havendo qualquer vício formal ou material”, completou.Antes da apresentação da manifestação, um oficial de Justiça tentou intimar o deputado por cinco vezes, mas ele não foi encontrado. Frias está em viagem ao exterior, mas não foi autorizado pela Câmara a deixar o país.

    O filme que retrata a vida política de Bolsonaro veio à torna após o site The Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações.

    Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.

    Frias nega ao STF envio de emendas para financiar filme de Bolsonaro

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  • Comissão da Câmara começa a analisar relatório do fim da jornada 6X1

    Comissão da Câmara começa a analisar relatório do fim da jornada 6X1

    Redução da jornada semanal começará 60 dias após promulgação de lei e será concluída um ano depois. Acordo ocorreu em reunião entre o presidente da Câmara dos Deputados e Lula nesta segunda (25)

    A Comissão Especial na Câmara dos Deputados iniciou há pouco a análise da proposta do fim da escala 6×1. O colegiado pretende votar o relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais.

    O Executivo e a Câmara fecharam um acordo nesta segunda-feira (25) que estabelece o prazo de 60 dias para o fim da escala 6×1 após a promulgação da proposta de emenda à Constituição (PEC).

    Com a mudança, o trabalhador passará a folgar dois dias por semana já no início da transição. Também nesse prazo a jornada será reduzida de 44 horas para 42 horas semanais, e 12 meses após a promulgação, a jornada deve cair para as 40 horas semanais. 

    O acordo foi anunciado pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), acompanhado dos ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e de Relações Institucionais, José Guimarães.

    “A transição se dará dentro de um ano, não mais do que isso. Nós faremos a redução de 44 horas para 40 horas em um ano, após essa primeira redução de 2 horas. Isso atende um apelo da classe trabalhadora e também escuta o setor produtivo. Dá um tempo para que os setores possam se organizar”, afirmou Motta.

    Ao iniciar a reunião, o presidente da comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), agradeceu o empenho de Motta na tramitação da proposta e disse que a ação do governo foi fundamental para o avanço do debate.

    “O momento político de a gente ter um governo que tem compromisso com a classe trabalhadora também nos ajudou. Tem um conjunto de fatores que permite que a gente possa estar fazendo história nesse momento”, afirmou.

    A proposta, após a promulgação da PEC, em 60 dias:

    • início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso;
    • jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas. 

    Em 1 ano:

    • jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais.

    O trabalhador que hoje faz 44 horas em seis dias de trabalho terá o direito de fazer 42 horas em, no máximo, cinco dias de trabalho, após os 60 dias da promulgação. Após 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais, o que dá 8 horas por dia em cinco dias de trabalho e dois de descanso (5×2).

    Regras para MEI 

    O presidente da Câmara, Hugo Motta, antecipou a proposta para que os microempreendedores individuais (MEI) sejam autorizados a contratar mais empregados, aumentando ainda o valor do faturamento. 

    Atualmente, os MEI só podem contratar um trabalhador e devem ter um faturamento bruto de até R$ 81 mil por ano para se enquadrar nessa categoria. 

    “A ideia nossa é poder avançar, permitindo que esses empreendedores possam contratar mais pessoas, já que estamos reduzindo a jornada de trabalho. Isso irá trazer um avanço significativo, principalmente para buscarmos a formalidade do trabalho”, explicou Motta. 

    A mudança para os MEI e possíveis alterações para categorias específicas devem ser tratadas depois da aprovação da PEC, em projeto de lei com urgência constitucional enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

    “Posteriormente à promulgação da PEC, possamos tratar das excepcionalidades que possam ser feitas de acordo com o projeto de lei, com a particularidade de cada setor, porque nós não queremos que essa medida venha, de certa forma, a trazer nenhuma dificuldade naquilo que é uma questão operacional para serviços que têm cada um a sua especificidade”, acrescentou Hugo Motta.

    Comissão da Câmara começa a analisar relatório do fim da jornada 6X1

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  • Governo Caiado movimentou R$ 1,3 bi com fintech suspeita em Goiás

    Governo Caiado movimentou R$ 1,3 bi com fintech suspeita em Goiás

    Segundo documento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, gestão de Ronaldo Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O governo de Ronaldo Caiado (PSD) em Goiás usou uma fintech investigada na Operação Carbono Oculto, suspeita de atuar como um banco paralelo do PCC, para movimentar R$ 1,36 bilhão de programas de transferência de renda da gestão estadual.

    Caiado deixou o Governo de Goiás em 31 de março deste ano para se candidatar à Presidência da República.

    Um documento do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) obtido pela Folha de S.Paulo mostra repasses de R$ 1,36 bilhão da Agência de Fomento de Goiás à BK Instituição de Pagamento, conhecida como BK Bank, fintech apontada pela PF (Polícia Federal), pela Receita Federal e pelo Ministério Público de São Paulo como suspeita de atuar para a facção criminosa PCC.

    Os repasses da instituição de fomento, que tem o Governo de Goiás como acionista majoritário e detentor do controle acionário, foram feitos entre outubro de 2021 e agosto de 2025, período referente aos dois mandatos de Caiado.

    A agência é responsável por operacionalizar benefícios sociais, e os repasses a uma conta na BK dizem respeito ao pagamento de programas de transferência de renda que atendem 880 mil beneficiários, segundo o Governo de Goiás. A partir dessa conta, eram efetivados os repasses aos cartões dos usuários finais, conforme a gestão estadual.

    Sobre o valor das operações dos programas sociais, incidia uma taxa de utilização de até 6%, cobrada dos estabelecimentos comerciais credenciados para a realização de compras pelos beneficiários dos programas. Do valor cobrado, 50% eram destinados à Agência de Fomento e 50%, à BK Bank.

    Isso vigorou até 2024, quando o Governo de Goiás decidiu contratar uma nova fintech. A taxa paga pelos comerciantes ganhou uma nova divisão: 75,6% são destinados à Agência de Fomento e 24,4%, à nova instituição financeira contratada.

    Os repasses de recursos à BK prosseguiram até agosto de 2025, como mostra o documento do Coaf. Foi o mês da deflagração da Operação Carbono Oculto. Essa permanência se deu em razão de saldos remanescentes, segundo a gestão estadual.

    Não há informações sobre o montante pago à BK a título da taxa cobrada dos comerciantes goianos.

    “A GoiásFomento não realizou novas transações financeiras com a BK Bank após agosto de 2025”, disse o governo, em nota. “Quando da deflagração da Operação Carbono Oculto, a agência adotou medidas administrativas e judiciais para resguardar o interesse público, considerando que o contrato possuía cobertura securitária. Até o momento, não há prejuízo constatado à GoiásFomento.”

    A contratação da BK se deu a partir de um “procedimento regular de credenciamento” em 2020, bem antes dos fatos relacionados ao PCC, afirmou o governo. “A instituição atuava regularmente no mercado, com autorização do Banco Central, e mantinha contratos com diversos órgãos públicos, como Correios e Serpro.”

    A BK foi procurada por email e por telefone pela reportagem, mas não houve resposta.

    Após a deflagração da Carbono Oculto, Correios, Serpro e o Governo do Paraná interromperam contratos com a fintech.

    O documento do Coaf sobre as movimentações da BK reúne comunicados feitos por bancos. O Coaf é o órgão do governo federal responsável por prevenção e detecção de lavagem de dinheiro. Comunicados são feitos quando há transações de grande monta ou com indícios de irregularidades.

    A BK é uma das principais investigadas na Carbono Oculto. A fintech é apontada como um banco paralelo do PCC, com o uso de contas-bolsões, em que múltiplos clientes fazem depósitos em uma única conta, de forma a dificultar o rastreio do dinheiro.

    Conforme as investigações, a instituição financeira foi usada para transações bilionárias de empresas associadas ao PCC, especialmente usinas de álcool e distribuidoras de combustíveis, com ocultação da origem e do destino dos valores movimentados.

    Pela BK também passaram recursos de prefeituras e órgãos públicos, mas em montantes bem inferiores às transações feitas pela Agência de Fomento de Goiás, de acordo com o documento do Coaf.

    Nos comunicados dos bancos descritos no relatório do Coaf, há transações com postos de combustíveis, distribuidoras e fundos que estariam relacionados a esquemas do PCC.

    O documento aponta indícios de lavagem de dinheiro, movimentação financeira incompatível com o faturamento da fintech e recebimento de recursos com débito imediato dos valores pela BK, sem causa aparente, principalmente os repasses da Agência de Fomento de Goiás, no caso desse último item, como descreve o relatório do Coaf.

    Ao todo, 22 comunicados de bancos sobre transações pela BK -sobre as quais existem suspeitas de irregularidades- tratam também das transações relacionadas à agência goiana.

    A maior parte mostra repasses da empresa do Governo de Goiás à fintech, e uma menor parte, o caminho inverso, de recursos da BK para a Agência de Fomento. Neste caso, a movimentação envolveu R$ 28,5 milhões entre julho de 2022 e setembro de 2025.

    “Valores repassados pela BK referem-se à devolução de recursos não utilizados pelos beneficiários e à remuneração contratual prevista na operacionalização do arranjo de pagamento”, disse a gestão goiana.

    A BK tem sede em Barueri (SP) e um capital social pouco superior a R$ 9 milhões. A fintech oferecia a estrutura necessária para que empresas de fachada controladas por grupos criminosos movimentassem recursos sem transparência, conforme as investigações.

    Na ocasião da Carbono Oculto, a Justiça determinou o bloqueio de todos os valores mantidos pelos investigados na BK, além da preservação de extratos, contratos e cadastros de clientes.

    Segundo a Receita, existiu um “alto volume de transações atípicas” envolvendo a BK e empresas de grupos criminosos. As entradas de recursos somaram R$ 17,7 bilhões, conforme relatório do Fisco.

    Nas contas-bolsões, as compensações financeiras são feitas internamente, sem que os valores deixem a instituição de pagamento, o que cria uma “camada de opacidade”, dificulta o rastreamento de recursos e inibe o combate à lavagem de dinheiro, segundo a Receita.

    Governo Caiado movimentou R$ 1,3 bi com fintech suspeita em Goiás

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  • Zema critica Flávio Bolsonaro por dizer que indicaria o irmão Eduardo para o Itamaraty

    Zema critica Flávio Bolsonaro por dizer que indicaria o irmão Eduardo para o Itamaraty

    Romeu Zema (Novo) também criticou pré-candidatos que teriam se encontrado com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e indicação de parentes para cargos públicos

    O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) intensificou as críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta segunda-feira, 25. O mineiro classificou como “extremamente infeliz” a declaração de que Flávio indicaria o irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, para o Ministério das Relações Exteriores em um eventual governo.

    As declarações foram feitas ao longo de participação no encontro de presidenciáveis promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). Sem citar nomes, Zema também criticou pré-candidatos que teriam se encontrado com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e indicação de parentes para cargos públicos.

    “Achei extremamente infeliz a declaração do pré-candidato falando que o irmão dele, o Eduardo, seria um ministro de Relações Exteriores. Mais uma vez: eu gosto é de gente que tem carreira, que tem competência. Se parente resolvesse esse problema, muita coisa nesse mundo já estaria resolvida”, afirmou o ex-governador.

    Zema desferiu sua primeira grande crítica pública direta a Flávio no dia 4 de maio de 2026, quando declarou em uma agenda política que, ao contrário do senador, precisou “ralar” e não tinha o “rabo preso”. Posteriormente, o embate escalou significativamente no dia 13 de maio, data em que o mineiro subiu o tom de forma enfática após o vazamento de áudios envolvendo o parlamentar e Vorcaro.

    No evento desta segunda, ele afirmou que o Brasil precisa estar mais inserido no contexto ocidental, especialmente em maior alinhamento com os Estados Unidos, que classificou como parceiro comercial historicamente relevante para o País. Segundo ele, essa relação foi prejudicada nos últimos anos.

    “Acho que até a ação do irmão do pré-candidato (Flávio), a mesma coisa, que provavelmente contribuiu para aquela retaliação, o tarifaço que ocorreu ano passado”, continuou Zema.

    A primeira crítica de Zema a Eduardo Bolsonaro por conta do tarifaço de Donald Trump foi feita 21 de julho de 2025, em uma entrevista concedida ao programa Papo com Editor, do Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    Zema critica Flávio Bolsonaro por dizer que indicaria o irmão Eduardo para o Itamaraty

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  • Filme de Bolsonaro virou 'comédia de erros' que ameaça candidatura de Flávio, diz 'FT'

    Filme de Bolsonaro virou 'comédia de erros' que ameaça candidatura de Flávio, diz 'FT'

    A publicação britânica Financial Times afirma que produção do filme ‘Dark Horse’ virou “comédia de erros” depois de ligação com Daniel Vorcaro e o escândalo do Banco Master vir à tona

    O jornal britânico Financial Times publicou nesta segunda-feira, 25, reportagem em que afirma que o filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória política do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), pode “afundar” a pré-candidatura presidencial de seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Segundo o periódico, a produção virou uma espécie de “comédia de erros” antes mesmo da estreia, após as revelações de que Flávio buscou financiamento para o longa com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso e alvo de investigações pela fraude bilionária da instituição. Ele aparece em áudio cobrando repasses de Vorcaro para a realização da obra audiovisual.

    Na análise do Financial Times, a controvérsia em torno do financiamento do projeto levanta dúvidas sobre a viabilidade eleitoral de Flávio, “ungido” como sucessor político do pai depois da condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe após as eleições de 2022.

    “A revelação colocou o principal desafiante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro de um amplo escândalo político que abalou Brasília, ameaçando a candidatura do senador de 45 anos nas eleições presidenciais de outubro”, diz o jornal, acrescentando que Flávio vai “buscar no pai inspiração para sua própria sobrevivência política”.

    Segundo revelações do portal Intercept Brasil, R$ 61 milhões de cerca de R$ 134 milhões acertados entre Flávio e Daniel Vorcaro para o longa foram enviados entre fevereiro e maio de 2025.

    O Financial Times aponta que a soma supera com folga o de produções brasileiras recentes de grande porte, como O Agente Secreto, que representou o País na última edição do Oscar e custou cerca de R$ 27 milhões.

    “Já os apoiadores da cinebiografia de Bolsonaro, dirigida pelo cineasta americano Cyrus Nowrasteh, argumentam que o valor não é elevado para os padrões de Hollywood”, diz a publicação, que define o longa como “mistura thriller e conspiração” que narra a chegada do “Trump dos Trópicos”, como Bolsonaro era chamado, ao poder em 2018.

    O Financial Times cita que a conexão com Vorcaro não é a primeira controvérsia da produção do filme, que contou com denúncias a sindicatos sobre condições de trabalho no set de filmagem e o uso não autorizado de uma música da cantora Beyoncé.

    Apesar do desgaste provocado pelo caso, aliados do ex-presidente e de Flávio avaliaram à reportagem que “Dark Horse”, que tem o ator americano Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro, pode alcançar repercussão tanto no Brasil quanto no exterior.

    O ex-estrategista da Casa Branca Steve Bannon declarou ao jornal que pretende ajudar na divulgação do filme nos EUA e acredita que a participação de Caviezel, ligado ao movimento conservador Maga (Make America Great Again), pode aumentar o interesse na obra.

    “Se você está no Brasil e descobre que existe um filme sobre o seu ex-presidente, estrelado por uma grande estrela de Hollywood, esse tipo de coisa multiplica o alcance do investimento. É melhor do que fazer comerciais de 30 segundos na TV”, disse.

    De acordo com versão de um roteiro que veio à público, o filme traz temas religiosos voltados à base cristã conservadora dos Bolsonaro, mensagens anti-establishment, uma representação gráfica da facada sofrida pelo ex-presidente durante a campanha de 2018 e elementos ficcionais.

    Filme de Bolsonaro virou 'comédia de erros' que ameaça candidatura de Flávio, diz 'FT'

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  • Bolsonaro deve divulgar lista de candidatos que apoia para sanar disputas internas

    Bolsonaro deve divulgar lista de candidatos que apoia para sanar disputas internas

    A estratégia é delimitar as opções de voto de bolsonaristas para evitar que os eleitores escolham outros pré-candidatos de oposição que não os abençoados pelo clã -o que um interlocutor do ex-presidente chamou de “caroneiros”

    (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve divulgar uma lista com os nomes dos pré-candidatos que vai apoiar nas eleições de outubro, já que cumpre prisão domiciliar e está impedido de participar das campanhas políticas dos aliados.

    De acordo com pessoas próximas a Bolsonaro, a ideia é indicar ao menos os pré-candidatos ao Senado do PL, mas a divulgação pode se estender aos pré-candidatos aos governos estaduais e até a nomes de outros partidos que tenham o aval do ex-presidente.

    Até agora, o PL tem alianças em 22 estados, segundo a coordenação da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    No momento em que Bolsonaro está isolado da vida política, a lista serviria como orientação para resolver disputas internas do bolsonarismo em alguns estados. Parte dessas rivalidades envolve nomes que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) pretende emplacar enquanto presidente do PL Mulher.

    A estratégia é delimitar as opções de voto de bolsonaristas para evitar que os eleitores escolham outros pré-candidatos de oposição que não os abençoados pelo clã -o que um interlocutor do ex-presidente chamou de “caroneiros”.

    Um acordo da cúpula do PL estabeleceu que Bolsonaro iria escolher os candidatos do partido ao Senado, enquanto o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, definiria os nomes aos governos -o que vem sendo feito desde a janela partidária, em março, e só deve terminar nas convenções, entre julho e agosto.

    Neste ano, estão em jogo 54 das 81 cadeiras do Senado, portanto cada estado escolhe dois representantes. O objetivo de Bolsonaro é eleger até 35 senadores aliados e, com os parlamentares que estão em meio de mandato, alcançar maioria necessária para promover impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

    A prisão de Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos por tentativa de golpe de Estado, dificultou seu papel na articulação política de Flávio e do PL. Até o fim de março, quando passou pela prisão domiciliar, pela Polícia Federal e pela Papudinha, o ex-presidente podia receber visitas e era procurado por pré-candidatos em busca de apoio. Nessas reuniões, eles discutiam o cenário eleitoral de cada estado.

    Depois de ser internado com pneumonia, Bolsonaro foi autorizado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes a cumprir pena em casa, porém mais isolado. O ex-presidente só pode ter contato com Michelle, os filhos, seus médicos e advogados.

    A lista de Bolsonaro é vista como uma forma de externar a vontade do ex-presidente em relação às eleições, o que antes era transmitido por ele diretamente aos seus escolhidos.

    Depois de visitar o ex-presidente no último dia 16, Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, afirmou que eles haviam discutido alguns palanques. “Falamos bastante sobre política e também sobre nomes de possíveis senadores. Em breve teremos novidades”, publicou. Em fevereiro, Carlos havia dito que o pai iria elaborar a lista.

    Santa Catarina, por exemplo, é um dos estados onde houve disputas que a lista ajudaria a dirimir, na visão de bolsonaristas. O PL havia definido que apoiaria Carlos e o senador Esperidião Amin (PP-SC) para o Senado, mas Michelle defendia a deputada Caroline de Toni (PL-SC) para o posto e convenceu o marido a garantir a legenda para sua aliada.

    Recentemente, Michelle vem fazendo acenos a Esperidião em mais um sinal de desavença com os enteados.

    A principal polêmica, contudo, diz respeito à disputa em São Paulo, onde o PL vai apoiar Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) para o Senado, enquanto Ricardo Salles (Novo) corre por fora.

    A escolha de André do Prado, preferido de Valdemar e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), teve o aval do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que preteriu outros nomes mais ideológicos.

    Por isso, a definição veio acompanhada de explicações de Eduardo ao eleitorado bolsonarista, principalmente nas redes sociais.

    Nesse caso, a lista de Bolsonaro avalizando a pré-candidatura de André é a principal aposta de auxiliares de Flávio para conter as críticas internas.

    Como mostrou a Folha, a decisão de Eduardo e Flávio não teve aval público do pai, cujo preferido para a vaga era o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), o que fomentou a acusação de que André não representava o bolsonarismo, mas sim o centrão.

    No Ceará, o PL caminha para uma aliança com Ciro Gomes (PSDB) ao governo, enquanto os candidatos ao Senado seriam Alcides Fernandes (PL) e Capitão Wagner (União Brasil).

    Michelle, no entanto, insiste para que a segunda candidata ao Senado seja a vereadora Priscila Costa (PL), que enfrenta resistência na direção local do partido. Nesse caso, a lista de Bolsonaro poderia legitimar a candidatura da vereadora.

    No Mato Grosso do Sul, a orientação de Bolsonaro serviria para arbitrar a disputa entre três nomes do PL pelas duas vagas ao Senado -Marcos Pollon, Capitão Contar e Reinaldo Azambuja.

    Pollon, que é apoiado pela ex-primeira-dama, tem a seu favor um bilhete escrito por Bolsonaro em que o ex-presidente diz que ele é seu candidato devido ao seu “caráter, honra e dedicação”.

    Bolsonaro deve divulgar lista de candidatos que apoia para sanar disputas internas

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  • BTG/Nexus: Flávio Bolsonaro lidera em rejeição, com 50%; Lula com 47%

    BTG/Nexus: Flávio Bolsonaro lidera em rejeição, com 50%; Lula com 47%

    Levantamento divulgado nesta segunda-feira mostra que 50% dos entrevistados afirmam não votar “de jeito nenhum” em Flávio Bolsonaro. Lula registra 47% de rejeição, enquanto Caiado e Zema lideram potencial ampliado de voto entre os nomes testados

    Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (25) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera o índice de rejeição entre os nomes testados para a eleição presidencial deste ano. Segundo o levantamento, 50% dos entrevistados afirmaram que não votariam no parlamentar “de jeito nenhum”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na sequência, com 47% de rejeição.

    Entre os demais pré-candidatos avaliados, o ex-deputado Cabo Daciolo (Mobiliza) registra 42% de rejeição, seguido pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com 34%, e pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 32%.

    O líder do Missão, Renan Santos, tem rejeição de 31%, enquanto o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa aparece com 30%. O escritor e psiquiatra Augusto Cury registra 27%.

    O levantamento também aponta que Lula possui o eleitorado mais consolidado entre os nomes pesquisados. Para 37% dos entrevistados, o petista é o único candidato em quem votariam. Flávio Bolsonaro aparece nesse cenário com 26%.

    Já no chamado potencial ampliado de voto — que reúne os eleitores que afirmam que poderiam votar em determinado candidato, mesmo considerando outros nomes — Caiado e Zema lideram, ambos com 27%. Flávio Bolsonaro e Joaquim Barbosa aparecem em seguida, com 20% cada.

    A pesquisa ainda mostra alto índice de desconhecimento de alguns pré-candidatos. Augusto Cury é desconhecido por 57% dos entrevistados, enquanto Renan Santos é desconhecido por 54%. Joaquim Barbosa aparece com 48%.

    Caiado e Zema também registram índices relevantes de desconhecimento, com 37% e 34%, respectivamente.

    O levantamento foi realizado pela Nexus por telefone entre os dias 22 e 24 de maio. Foram ouvidos 2.045 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04193/2026.

     
     
     

    BTG/Nexus: Flávio Bolsonaro lidera em rejeição, com 50%; Lula com 47%

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  • Flávio Bolsonaro viaja aos EUA e aposta em encontro com Trump

    Flávio Bolsonaro viaja aos EUA e aposta em encontro com Trump

    Senador desembarcou em Washington em meio à crise provocada pelas revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Aliados temem que negociações de Donald Trump com o Irã levem ao cancelamento ou adiamento da reunião prevista para esta semana

    Flávio Bolsonaro (PL-RJ) iniciou nesta segunda-feira (25) uma viagem aos Estados Unidos mirando um encontro com Donald Trump, previsto para acontecer nos próximos dias na Casa Branca. A reunião, porém, ainda não foi oficialmente confirmada pelo governo americano e já gera apreensão entre aliados do senador brasileiro.

    Nos bastidores, integrantes da equipe de Flávio admitem preocupação com a possibilidade de Trump mudar a agenda de última hora por causa das negociações envolvendo o Irã. O presidente americano vem concentrando esforços em um acordo diplomático com o regime iraniano e decidiu permanecer em Washington no fim de semana justamente para acompanhar o avanço das tratativas.

    O gesto acendeu um alerta entre auxiliares do senador depois que Trump cancelou a participação no casamento do próprio filho, que aconteceria na Flórida. A avaliação no entorno de Flávio é de que a crise internacional pode acabar ocupando totalmente a agenda da Casa Branca nos próximos dias.

    A expectativa do parlamentar é usar a viagem para ampliar sua exposição internacional em meio ao desgaste provocado pelas recentes revelações sobre suas conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A estratégia da equipe é transformar a aproximação com Trump em uma demonstração de força política e prestígio no exterior.

    Segundo aliados, o convite para o encontro teria partido da própria Casa Branca, embora o compromisso ainda dependa de confirmação definitiva.

    Além da tentativa de reunião com Trump, Flávio também deve se encontrar com integrantes do Departamento de Estado e representantes do governo americano ligados à política externa e à segurança internacional.

    Flávio Bolsonaro viaja aos EUA e aposta em encontro com Trump

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