Categoria: POLÍTICA

  • Lula pediu leitura de cenários após captura de Maduro, e militares listaram vulnerabilidades aéreas

    Lula pediu leitura de cenários após captura de Maduro, e militares listaram vulnerabilidades aéreas

    Presidente solicitou avaliação das Forças Armadas após operação dos EUA na Venezuela. Diagnóstico apresentado ao Planalto apontou limitações na defesa antiaérea e reacendeu debate sobre necessidade de ampliar investimentos militares diante de possíveis riscos no cenário regional

    (CBS NEWS) — A captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos provocou um movimento imediato do governo Lula no campo da defesa. O presidente demonstrou preocupação com a operação militar em Caracas e solicitou às Forças Armadas uma avaliação detalhada sobre a vulnerabilidade do Brasil diante de um cenário semelhante.

    Após reuniões com os comandantes militares, Lula recebeu um diagnóstico que aponta fragilidades, sobretudo na área de defesa antiaérea. Segundo a análise apresentada, o país não dispõe hoje de equipamentos suficientes para servir como fator de dissuasão contra uma eventual ofensiva de grande porte.

    Mudança no cenário regional
    Nos últimos dois anos, a política de defesa brasileira já vinha sendo influenciada pela instabilidade na Venezuela. No fim de 2023, quando Maduro sinalizou intenção de avançar sobre a região de Essequibo, na Guiana, as Forças Armadas brasileiras mobilizaram tropas, aeronaves, blindados e sistemas de mísseis na fronteira norte.

    À época, setores de inteligência avaliavam a possibilidade de uma incursão terrestre venezuelana que poderia atravessar território brasileiro. A movimentação foi descrita por autoridades como uma estratégia de dissuasão para evitar conflito entre países vizinhos.

    Dois anos depois, o cenário se inverteu. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou uma intervenção militar em Caracas e determinou a captura de Maduro, em 3 de janeiro. O líder venezuelano foi levado para responder, em Nova York, por acusações relacionadas ao tráfico de drogas.

    Reunião no Planalto
    Em 15 de janeiro, Lula convocou uma reunião no Palácio do Planalto para discutir os desdobramentos militares da ação americana. Participaram o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, além do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e do assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim.

    De acordo com integrantes do governo, o presidente solicitou cenários prospectivos e análises sobre a capacidade de resposta brasileira. Embora não considere haver risco imediato de ataque ao Brasil, Lula quis compreender as limitações estruturais e os desafios de longo prazo.

    Militares relataram que, diante de uma ofensiva aérea de uma potência como os Estados Unidos, o país teria capacidade limitada de reação.

    Plano bilionário de investimentos
    Após a reunião, o Ministério da Defesa apresentou um plano estratégico de longo prazo para reforçar a capacidade dissuasória brasileira. A proposta prevê investimentos de R$ 800 bilhões ao longo de 15 anos, o equivalente a cerca de R$ 53,3 bilhões por ano.

    O valor supera significativamente os recursos atualmente destinados à defesa. O Orçamento aprovado para 2026 prevê quase R$ 15 bilhões para o programa de defesa nacional, além de R$ 8 bilhões em investimentos gerais neste ano. Também ultrapassa a exceção fiscal de R$ 30 bilhões autorizada para projetos estratégicos ao longo de seis anos.

    Segundo fontes com acesso ao presidente, Lula avaliou positivamente o plano e iniciou sua análise nos dias seguintes. O entendimento dentro do governo é que todos os países da América do Sul enfrentam algum grau de vulnerabilidade, sendo o Brasil, sob certos aspectos, mais exposto que a própria Venezuela.

    Diplomacia em paralelo
    Apesar da tensão regional, integrantes do governo afirmam que Lula adota postura distinta da de Maduro e busca manter canais diplomáticos abertos. Nos últimos meses, o presidente brasileiro e Donald Trump estreitaram interlocução e mantêm comunicação direta. Um encontro entre os dois está previsto para março, na Casa Branca.

    Enquanto o cenário militar é reavaliado, o governo brasileiro aposta na diplomacia como principal instrumento para reduzir riscos e preservar a estabilidade regional.

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  • Ex-ministros de Bolsonaro divulgam vídeo com pedido de voto para Flávio, e especialistas veem infração

    Ex-ministros de Bolsonaro divulgam vídeo com pedido de voto para Flávio, e especialistas veem infração

    Vídeo publicado por Gilson Machado e Marcelo Queiroga com pedido de voto para Flávio Bolsonaro em 2026 levou especialistas a apontarem possível propaganda eleitoral antecipada. O caso pode resultar em multa e já motivou representação no TSE por parte de adversários políticos

    (CBS NEWS) – Ex-ministros no governo Bolsonaro, Gilson Machado e Marcelo Queiroga divulgaram nas redes sociais, na última terça-feira (17), um vídeo em que estão juntos e em que fazem pedido de voto para Flávio Bolsonaro. Especialistas consultados pela Folha veem propaganda eleitoral antecipada.

    Na gravação, Machado diz que “a gente tem que correr atrás da eleição de Flávio Bolsonaro no Nordeste neste ano”. Mais adiante, Queiroga afirma para a câmera: “Agora, em 2026, olha, você que é admirador de Jair Bolsonaro, você vota no Flávio Bolsonaro”.

    Por lei, a campanha eleitoral começa após o dia 15 de agosto. Qualquer divulgação ou manifestação com pedido de voto antes dessa data é irregular. A multa por violação é de R$ 5.000 a R$ 25 mil (ou equivalente ao custo da propaganda, caso ele seja superior).

    À Folha Queiroga afirma que a fala não configura propaganda eleitoral antecipada, mas uma “manifestação de opinião política em um contexto geral”. Ele diz não haver pedido de voto nem referência a eleição específica, cargo em disputa ou período eleitoral.

    “[T]enho o direito constitucional de expressar posições e preferências no debate público, o que é plenamente legítimo em uma democracia”, afirma, reforçando que “não houve campanha formal, solicitação direta de voto ou qualquer estrutura típica de propaganda eleitoral”.

    A reportagem tentou contato com Machado e o partido dele, o Podemos, mas não obteve retorno até o momento de publicação.

    À Folha o ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Marcelo Ribeiro diz haver “nitidamente” um “caráter de propaganda eleitoral antecipada”, apesar de não se feita referência ao cargo. O filho do ex-presidente é pré-candidato à Presidência. “Isso é público e notório”, afirma Ribeiro.

    Também o advogado e professor Delosmar Mendonça Junior, da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político), diz que o fato pode ser enquadrado como propaganda antecipada. Para ele, há “pedido direto, com menção à candidatura e motivação para o eleitor”.

    De acordo com o especialista, se houver eventualmente uma representação por partido ou pelo Ministério Público ao TSE, os ministros deveriam aplicar multa aos responsáveis.

    A publicação foi feita dois dias após uma postagem de Machado em que ele aparece afixando em uma moto um adesivo igual ao que aparece no vídeo com Queiroga. No material, constam os dizeres “O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026”.

    Em reação a este post, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo no Congresso, acionou o TSE na última quarta-feira (18). Ele acusa Machado e o filho do ex-presidente de prática de propaganda eleitoral antecipada.

    O petista diz que o “conteúdo reúne elementos típicos de campanha, como identificação nominal do beneficiário, referência direta ao pleito e mensagem explícita de apoio eleitoral, configurando tentativa de antecipar a disputa e influenciar o eleitorado de forma indevida”.

    Segundo o congressista, além da retirada do conteúdo e da aplicação de multa, a representação pede o encaminhamento do caso ao Ministério Público Eleitoral para a apuração de eventual abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

    “É fundamental que a Justiça Eleitoral atue para garantir o respeito ao calendário eleitoral e preservar a legitimidade das eleições, impedindo que candidaturas sejam promovidas antecipadamente em desacordo com a legislação vigente”, conclui ele.

    Nas redes, Machado fez um post sobre a representação petista. Ele compartilhou um texto, afirmando que a medida é uma “cortina de fumaça” para encobrir o desfile pró-Lula (PT) da Acadêmicos de Niterói, ocorrido no domingo (15).

    Como mostrou a Folha, o desfile em homenagem ao presidente também gera brecha para condenação eleitoral. Especialistas se dividem, porém, quanto ao potencial de responsabilização.

    Na quinta-feira (12), o TSE rejeitou, em decisão unânime, barrar o samba-enredo, mas fez alerta sobre risco de ilícito. Depois do desfile, o partido Novo anunciou que vai ajuizar ação pedindo a inelegibilidade de Lula.

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  • Janja expulsa filha de Lula de sala reservada na Sapucaí, diz colunista

    Janja expulsa filha de Lula de sala reservada na Sapucaí, diz colunista

    Segundo relato de colunista, primeira-dama teria pedido que Lurian deixasse espaço restrito ao presidente durante desfile no Rio. Filha de Lula nega discussão e diz que não encontrou Janja no local.

    A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, teria pedido que Lurian da Silva, filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixasse uma sala reservada ao chefe do Executivo em um camarote na Marquês de Sapucaí. A informação foi divulgada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

    Lula esteve no local para acompanhar o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que abriu o Carnaval do Rio de Janeiro no domingo, 15 de fevereiro, e prestou homenagem ao presidente. A agremiação acabou rebaixada para a Série Ouro.

    Segundo a coluna, a sala ocupada por Lula, no camarote da Prefeitura do Rio, tinha acesso restrito. Lurian teria entrado para cumprimentar o pai e pretendia permanecer no espaço por mais tempo. Ainda de acordo com o relato, Janja afirmou que não era o momento para conversas prolongadas e a expulsou do local, o que teria provocado um bate-boca.

    Conforme a publicação, Lurian teria reagido dizendo que a primeira-dama não compreenderia a dinâmica familiar e a relação entre pais e filhos.

    Em resposta à colunista, Lurian negou que tenha havido discussão. “Eu nem vi a Janja. Só vi o meu pai. Ela não estava na sala quando eu entrei”, afirmou.

    O episódio teria sido ouvido por assessores que estavam do lado de fora da sala. O vice-presidente Geraldo Alckmin e a esposa, Lu Alckmin, também estavam no camarote no momento.

    Janja expulsa filha de Lula de sala reservada na Sapucaí, diz colunista

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  • Macron convida Lula para cúpula do G7 na França

    Macron convida Lula para cúpula do G7 na França

    Convite foi feito durante encontro à margem da Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, em Nova Délhi. Presidente brasileiro ainda não confirmou presença no evento, previsto para junho, em Evian

    O presidente da França, Emmanuel Macron, convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para participar da próxima reunião de líderes do G7, marcada para junho, em Evian, segundo informaram fontes oficiais do governo brasileiro nesta quinta-feira.

    De acordo com o Palácio do Planalto, o convite foi feito durante um encontro entre os dois chefes de Estado à margem da Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, realizada em Nova Délhi.

    O governo brasileiro não informou se Lula já confirmou presença no encontro.

    Desde que voltou ao poder, em janeiro de 2023, o presidente brasileiro tem participado como convidado das cúpulas anuais do G7. Ele esteve nas reuniões realizadas no Japão, em 2023, na Itália, em 2024, e no Canadá, em 2025.

    Durante a reunião em Nova Délhi, Lula e Macron também discutiram temas da agenda internacional, com destaque para questões relacionadas à paz, segurança e inteligência artificial.

    Segundo comunicado oficial, os dois líderes trataram ainda da integração transfronteiriça e de ações conjuntas no combate ao narcotráfico, ao garimpo ilegal e a outras modalidades de crime transnacional na região de fronteira entre o estado do Amapá e a Guiana Francesa.
     
     

     

    Macron convida Lula para cúpula do G7 na França

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  • Receita exonera auditor alvo de operação da Polícia Federal

    Receita exonera auditor alvo de operação da Polícia Federal

    Servidor é investigado por suposto acesso a dados do Supremo Tribunal Federal; caso continua sob investigação da Justiça

    A Receita Federal exonerou nesta quinta-feira (19) um auditor fiscal que ocupava função de chefia na Delegacia do órgão em Presidente Prudente (SP). A dispensa foi publicada no Diário Oficial da União e não apresenta justificativa formal.

    O servidor era chefe da Equipe de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório e foi um dos alvos de operação da Polícia Federal que investiga acessos indevidos a dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de familiares dos ministros.

    A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e apura possíveis consultas irregulares a informações protegidas por sigilo fiscal. Ao todo, quatro servidores são investigados.Segundo o jornal do Estado de S.Paulo, o auditor teria acessado dados ligados a uma ex-enteada do ministro Gilmar Mendes. Conforme a publicação, o servidor afirmou, em depoimento, que a consulta ocorreu por engano, alegando ter confundido a identidade da pessoa pesquisada.

    Apesar da justificativa, o servidor foi alvo de mandado de busca e apreensão e teve medidas cautelares impostas, como uso de tornozeleira eletrônica, afastamento das funções públicas e entrega do passaporte.

    Defesa

    Em nota divulgada nesta quinta-feira, a defesa do auditor negou qualquer conduta ilícita. As advogadas que o representam afirmaram que o servidor possui “reputação ilibada” e que nunca respondeu a processo disciplinar ao longo da carreira na Receita Federal.

    A defesa também informou que ainda não teve acesso integral aos autos da investigação e, por isso, não comentaria detalhes do caso.

    Reação de entidades

    A operação provocou reação de entidades representativas da categoria. A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional) afirmou, em nota, que auditores fiscais não podem ser transformados em “bodes expiatórios” em meio a crises institucionais e criticou a adoção de medidas cautelares consideradas severas antes da conclusão das apurações.

    O Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) declarou que vê com preocupação o suposto vazamento de informações, mas ressaltou que o acesso motivado a dados sigilosos faz parte da rotina de trabalho dos auditores. Segundo a entidade, eventual divulgação indevida de informações deve ser punida, mas o direito ao contraditório e à ampla defesa precisa ser preservado.

    Auditoria interna

    A Receita Federal informou que instaurou auditoria interna após solicitação do Supremo. Em nota na terça-feira (17), o órgão admitiu acessos indevidos a dados de ministros do STF e de familiares. O Fisco afirmou que a apuração envolve dezenas de sistemas e contribuintes e que eventuais desvios identificados foram comunicados ao relator do caso.

    O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) também se manifestou, destacando que seus sistemas são rastreáveis e que seus empregados não têm acesso ao conteúdo das bases de dados dos órgãos clientes. Segundo a estatal, sua atuação se limita à gestão da infraestrutura tecnológica.

    O caso continua sob investigação no Supremo Tribunal Federal.

    Receita exonera auditor alvo de operação da Polícia Federal

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  • Lula e Macron tratam de defesa, ciência e tecnologia e comércio

    Lula e Macron tratam de defesa, ciência e tecnologia e comércio

    Presidente brasileiro está na Índia a convite do primeiro-ministro Narendra Modi; Lula fica em Nova Délhi até sábado (21) e, de lá, segue para Seul, na Coreia do Sul

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua visita à Índia a convite do primeiro-ministro do país, Narendra Modi, se reuniu nesta quinta-feira (19) com o presidente da França, Emmanuel Macron, e outros líderes. Eles se encontraram à margem da Cúpula sobre Impacto da Inteligência Artificial, em Nova Délhi, que tratou sobre a segurança, governança e colaboração global da tecnologia.

    De acordo com nota do Palácio do Planalto, os dois líderes trataram de temas da agenda bilateral, em especial cooperação nas áreas de defesa, ciência e tecnologia e comércio. Na avaliação dos dois presidentes, o intercâmbio comercial US$ 10,3 bilhões, ainda que recorde, permanece aquém do potencial das duas economias.

    Os dois líderes também conversaram sobre integração transfronteiriça e os esforços conjuntos para o combate ao narcotráfico, ao garimpo ilegal e a outras formas de crime transnacional na fronteira entre o Amapá e a Guiana Francesa.Lula e Macron também trataram de temas da agenda global, como paz, segurança e inteligência artificial. Nesse contexto, o presidente francês convidou Lula a participar da Cúpula do G7, em Evian, na França, programado para 15 e 16 de junho.

    Mercosul

    O presidente brasileiro também se reuniu com o primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenković, com quem conversou sobre a implementação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

    Ao contrário de Macron, que é abertamente contra o acordo, Lula e Plenković manifestaram sua expectativa de que o instrumento possa entrar em vigor o mais breve possível. 

    “Ambos concordaram com a importância estratégica do acordo no atual momento de recrudescimento do unilateralismo e do protecionismo comercial”, diz a nota da Presidência.Após mais de 20 anos de negociação, o acordo foi assinado por representantes dos dois lados em janeiro deste ano, em Assunção, no Paraguai. O acordo estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, com a eliminação gradual de tarifas de importação para mais de 90% do comércio bilateral, envolvendo bens industriais como máquinas, ferramentas, automóveis e outros produtos e equipamentos e produtos agrícolas.

    Celebrado por setores industriais, o acordo é objeto de críticas e protestos de agricultores europeus, entre eles os franceses, que temem a concorrência dos produtos sul-americanos, já que, entre outras medidas, eliminará tarifas alfandegárias.

    Apesar da assinatura formal entre os dois blocos, a internalização do acordo precisa ser feita pelos congressos nacionais de cada um dos países do Mercosul, bem como do Parlamento Europeu. No caso dos europeus, no entanto, o encaminhamento do acordo para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia pode atrasar em até dois anos essa etapa final.

    Agenda

    Em Nova Délhi, o presidente Lula ainda conversou com o presidente do Sri Lanka, Anura Kumara Dissanayake, sobre os cenários econômicos dos dois países. Eles concordaram com a necessidade de aumentar a corrente comercial e se comprometeram a elaborar uma pauta abrangente de cooperação, incluindo os setores de turismo, agricultura e comércio.

    Em 2025, o comércio bilateral entre Brasil e Sri Lanka chegou a US$ 188 milhões, patamar inferior ao recorde de US$ 210 milhões alcançado em 2016.

    O presidente Lula convidou o presidente cingalês a visitar o Brasil em data a ser definida.

    Convite

    Lula desembarcou na capital indiana nesta quarta-feira (18), a convite do primeiro-ministro do país, Narendra Modi, e tem uma série de compromissos na agenda. Além da cúpula sobre inteligência artificial, ele participa de um fórum empresarial e será recebido por Modi para uma visita de Estado, com a previsão de assinatura de diversos acordos.

    O presidente Lula fica em Nova Délhi até sábado (21) e, de lá, segue para Seul, na Coreia do Sul. Entre os dias 22 e 24 de fevereiro, o presidente se reunirá com o presidente sul coreano, Lee Jae Myung, e com executivos de grandes empresas do país asiático.

    Lula e Macron tratam de defesa, ciência e tecnologia e comércio

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  • CPMI do INSS antecipa depoimento de Daniel Vorcaro para segunda

    CPMI do INSS antecipa depoimento de Daniel Vorcaro para segunda

    A oitiva foi antecipada para dar prioridade às investigações sobre possíveis irregularidades em empréstimos consignados e prejuízos a aposentados e pensionistas; anúncio foi feito pelo presidente da comissão senador Carlos Viana

    O depoimento do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi antecipado para a próxima segunda-feira (23), às 16h, no Senado. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (19) pelo presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG).

    O colegiado pretende ouvir o banqueiro sobre contratos de empréstimos consignados do Banco Master que teriam sido suspensos pelo INSS por falta de comprovação da anuência dos aposentados.

    Segundo Viana, o depoimento de Vorcaro, inicialmente previsto para a próxima quinta-feira (26), foi remarcado com o objetivo de garantir prioridade aos trabalhos da CPMI. Ainda de acordo com o senador, os trabalhos da CPMI seguirão com “firmeza, responsabilidade e celeridade, colocando a verdade acima de qualquer disputa política e a justiça acima de qualquer interesse circunstancial”.No último dia 5, a CPMI ouviu o depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, que explicou porque a instituição decidiu não renovar o contrato do Banco Master com o INSS para empréstimos consignados. Dos 324 mil contratos de crédito com aposentados, 251 mil não possuíam os documentos exigidos.

    “Verificando a quantidade de reclamação dos nossos segurados, entendemos por bem não renovar o acordo de cooperação técnica em 18 de setembro, muito antes de liquidação de Master”, disse.

    O presidente do INSS acrescentou que pediu aos representantes do Banco Master para ver os contratos de empréstimos consignados que não haviam sido protocolados no sistema pelo banco.

    “Quando mostrou esses contratos, não tinha os elementos mínimos pra gente fazer o controle: não tinha o valor emprestado, taxa de juro, custo efetivo. E pior: a assinatura, que era uma assinatura eletrônica do nosso segurado, não era acompanhada do QR code, aquilo com que você consegue certificar que a assinatura era daquela pessoa.”

    CPMI do INSS antecipa depoimento de Daniel Vorcaro para segunda

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  • Servidora da Receita nega ter vazado de dados de ministros do STF

    Servidora da Receita nega ter vazado de dados de ministros do STF

    Ruth Machado dos Santos afirmou à PF que estava em atendimento presencial no momento em que as informações foram acessadas; funcionária do Fisco é investigada sob suspeita de ter acessado dados da mulher de Alexandre de Moraes

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Investigada sob suspeita de acessar dados fiscais de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, a agente administrativa da Receita Federal Ruth Machado dos Santos afirmou em depoimento à Polícia Federal que estava em atendimento presencial no momento em que as informações foram acessadas.

    A suspeita que levou à operação que pôs tornozeleira eletrônica nela é de que os dados sobre Viviane tenham sido acessados em agosto do ano passado, em Guarujá, no litoral de São Paulo. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha de S.Paulo.

    Procurada, a defesa de Ruth nega que ela tenha acessado os dados. “A profissional não possui qualquer vínculo político-partidário, histórico de militância ou engajamento ideológico que pudesse, ainda que em tese, sugerir motivação de natureza política”, diz nota do advogado Diego Scarpa.

    “A defesa está confiante que a apuração dos fatos ocorrerá com serenidade, responsabilidade e respeito às garantias constitucionais do devido processo legal, assegurando-se a ampla defesa e o contraditório. Tem-se a convicção de que, ao final, restará demonstrado que a servidora não concorreu para infração penal”, afirma a defesa.

    Por ordem de Moraes, a PF cumpriu na terça-feira (17) quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, no âmbito de investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal envolvendo ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e seus parentes.

    Os alvos da operação atuavam na Receita. Além de Ruth, foram determinadas as medidas contra Luiz Antônio Martins Nunes (servidor do Serpro, empresa estatal de processamento de dados, que estava cedido ao Fisco), Luciano Pery Santos Nascimento e Ricardo Mansano de Moraes.

    Nota do STF afirmou que as investigações iniciais demonstram a existência de “bloco de acessos cuja análise, pelas áreas responsáveis, não identificou justificativa funcional”.

    Técnica do seguro social, segundo o Portal da Transparência, Ruth ingressou no serviço público em abril de 1994 e exerce suas funções em uma delegacia da Receita Federal na cidade do litoral paulista, com remuneração de R$ 11,7 mil. Atualmente é agente administrativa.

    QUESTIONAMENTOS À OPERAÇÃO

    1. Natureza da investigação
    Na nota divulgada sobre o caso, o STF não detalhou que dados foram vazados, de quais pessoas, nem a data dos vazamentos

    2. Competência do ministro Alexandre de Moraes
    Se o ministro, que comanda o inquérito das fake news, e seus familiares, foram alvo de vazamentos, há risco de conflito de interesses

    3. Competência do STF
    Os servidores da Receita Federal não têm foro privilegiado. Especialistas questionam se o caso não deveria estar na primeira instância

    4. Uso do inquérito das fake news
    A investigação dos vazamentos foi incluída no inquérito de 2019 que já recebeu várias críticas por ter servido para apurações amplas e sem prazo de conclusão

    5. Momento da operação
    A operação se deu antes de a Receita Federal concluir o levantamento dos acessos indevidos aos dados sigilosos dos ministros e seus familiares

    6. Exposição dos suspeitos
    Embora a investigação esteja sob sigilo, os nomes dos suspeitos foram divulgados pelo STF, como Moraes costuma fazer. Em caso semelhante, em 2019, servidores envolvidos em suspeita de vazamento de dados terminaram reincorporados

    7. Relação com denúncias envolvendo o Banco Master
    A investigação ocorre após reportagens revelarem negócios de familiares de Dias Toffoli e o contrato milionário do escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes. Não há confirmação oficial de que o vazamento esteja ligado a esses casos

    Vale destacar que as investigações citadas estão sob sigilo e as informações relatadas na imprensa são, até o momento, especulativas, uma vez que não há dados dos registros feitos pela Justiça.

    Servidora da Receita nega ter vazado de dados de ministros do STF

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  • Aliados buscam Bolsonaro na Papudinha para destravar disputas eleitorais nos estados

    Aliados buscam Bolsonaro na Papudinha para destravar disputas eleitorais nos estados

    Levantamento feito pela Folha de S.Paulo mostra que, desde 15 de janeiro, quando foi transferido para a unidade prisional, Bolsonaro recebeu 27 pedidos de visitas além de advogados de defesa e de seu núcleo familiar direto

    (CBS NEWS) – Desde que foi transferido para a Papudinha, Jair Bolsonaro (PL) tem sido procurado por pré-candidatos que buscam a bênção do ex-presidente para se lançarem em seus redutos eleitorais, destravando acordos regionais.

    Levantamento feito pela Folha de S.Paulo mostra que, desde 15 de janeiro, quando foi transferido para a unidade prisional, Bolsonaro recebeu 27 pedidos de visitas além de advogados de defesa e de seu núcleo familiar direto. Do total, 17 são de nomes que disputarão as eleições de 2026, sendo 12 deles cotados ao governo estadual ou ao Senado, cargos tratados com prioridade pelo bolsonarismo.

    O senador Carlos Portinho (PL-RJ), que busca a reeleição à casa legislativa, se encontrou com o ex-presidente nesta quarta-feira (18).

    “Quero ouvi-lo. É importante, é fundamental, é o maior líder nosso da direita. Vou fortalecer minha pré-candidatura [ao Senado] e, se ele tiver outros planos, entender que planos são esses, qual é a estratégia e me posicionar depois de refletir”, disse ele à reportagem antes da visita.

    No Rio, além de Portinho, também são cotados como candidatos dois de seus correligionários: o atual governador Cláudio Castro, que está em seu segundo mandato e não pode mais se reeleger, e o deputado federal Hélio Lopes, que visitou Bolsonaro no último dia 7.

    Lopes é próximo do clã Bolsonaro e tem o nome defendido pelo senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro.

    O empreiteiro Renato Araújo, que supervisionou a reforma da casa do ex-presidente em Angra dos Reis e que já havia recebido sinalização de apoio de Bolsonaro para concorrer à Câmara, também fez um pedido de visita, além do deputado estadual licenciado Anderson Moraes, que ocupa uma secretaria no governo Cláudio Castro, no Rio de Janeiro, mas deve se descompatibilizar e também tentar se eleger deputado federal.

    Cenários de outros oito estados têm sido levados ao ex-presidente, segundo apurou a Folha: Paraíba, Rondônia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

    Em 2026, a eleição será para duas das três cadeiras do Senado. Aspirante a uma das vagas pelo Rio Grande do Sul, o deputado federal Ubiratan Sanderson deve discutir a situação com Bolsonaro no sábado (21). No estado, há mais dois nomes da direita cogitados: o deputado Marcel Van Hatten (Novo) e o senador Luis Carlos Heinze (PP).

    “Além de dar um abraço e emprestar todo meu apoio a ele, a questão política eleitoral do Rio Grande do Sul certamente será tratada. Sou o candidato ao Senado indicado por ele, em junho do ano passado, e a candidatura deve ser confirmada (ou não) por ele”, disse Sanderson à Folha.

    Pré-candidato ao Governo de Goiás, o senador Wilder Morais foi à Papudinha no último sábado (14). Mesmo contando com o aval da cúpula do PL para a eleição, ele busca um apoio nominal de Bolsonaro, que possui boas relações com o atual governador, Ronaldo Caiado (PSD), e com o grupo político dele no estado.

    O ex-presidente deverá receber ainda o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que tem sido cotado ao governo mineiro por Flávio Bolsonaro.

    Em março, será a vez do senador Wellington Fagundes (PL-MT) discutir sua candidatura ao Governo de Mato Grosso, já que, até então, Bolsonaro e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, estavam mais inclinados a apoiar o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

    “Será um momento de diálogo e alinhamento dos próximos passos para o futuro de Mato Grosso e do Brasil, ao lado do nosso capitão”, escreveu Fagundes no Instagram.

    Afilhado político do ex-presidente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é um dos aliados que já esteve com Bolsonaro desde a transferência para a Papudinha.

    Na reunião, Tarcísio defendeu o lançamento de uma candidatura de centro para o Senado, já que uma das vagas foi acertada para o deputado federal e ex-secretário estadual de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP).

    Segundo aliados, o governador argumentou que, embora Derrite atenda ao eleitorado bolsonarista, é necessário apresentar um nome moderado para não perder votos para a esquerda, que também tem buscado candidatos mais ao centro.

    O próprio Derrite pediu uma visita ao ex-presidente. O pedido ocorreu no dia 13, depois da conversa entre Bolsonaro e Tarcísio. O ministro Alexandre de Moraes, relator da trama golpista no STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu duas horas de visita ao deputado, das 8h às 10h da próxima quarta-feira (25) .

    No mesmo dia da visita de Tarcísio, Bolsonaro também discutiu as eleições de Rondônia com o pecuarista Bruno Scheid, que é pré-candidato a senador pelo estado.

    Outro cenário debatido pelo ex-presidente, segundo pessoas próximas, foi o da Paraíba. Líder da oposição na Câmara, o deputado Cabo Gilberto Silva (PL) discutiu com Bolsonaro no último dia 7 a possibilidade de se candidatar ao Senado pelo estado, ainda de acordo com aliados.

    “Escutei todas as determinações do presidente Bolsonaro para o nosso comportamento na Câmara Federal, bem como ajuda ao povo brasileiro para sairmos dessa triste situação”, disse ele em vídeo divulgado nas redes sociais após o encontro.

    Moraes deixou dois pedidos de visita sem resposta: um do empreiteiro Renato de Araújo Corrêa, que quer se candidatar a deputado federal ou estadual pelo PL do Rio de Janeiro, e outro da deputada Julia Zanatta (PL-SC), pré-candidata à reeleição, que alegou uma vistoria institucional para verificar as condições da Papudinha.

    O ministro negou, até o momento, dois pedidos: o de Valdemar Costa Neto, por também ser investigado na trama golpista, e o do senador Magno Malta (PL-ES), por ter tentado entrar na prisão sem autorização.

    Valdemar, enquanto presidente nacional do PL, depende de terceiros para discutir a situação eleitoral do partido com Bolsonaro. Já Magno Malta passou a ser avaliado por Flávio Bolsonaro como possível candidato ao governo do Espírito Santo.

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  • Disputa por palanques para Flávio e Lula embaralha disputa ao Governo de Minas

    Disputa por palanques para Flávio e Lula embaralha disputa ao Governo de Minas

    A influência do cenário nacional na disputa estadual aparece nos movimentos das últimas semanas de dois partidos da base do governador Romeu Zema (Novo), PL e União Brasil. Dirigentes do PL afirmam que a condição para integrar uma chapa estadual será o apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro

    (CBS NEWS) – A ausência de um palanque definido em Minas Gerais para os dois pré-candidatos mais bem posicionados nas pesquisas para a eleição presidencial -o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL)- tem mexido com o tabuleiro das candidaturas ao governo mineiro.

    A influência do cenário nacional na disputa estadual aparece nos movimentos das últimas semanas de dois partidos da base do governador Romeu Zema (Novo), PL e União Brasil.

    As legendas eram cotadas para apoiar a chapa encabeçada pelo vice-governador Mateus Simões (PSD), mas mudanças provocadas por articulações nacionais podem afastá-las do candidato apoiado por Zema para sua sucessão.

    Dirigentes do PL afirmam que a condição para integrar uma chapa estadual será o apoio e o palanque à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

    A exigência esbarra em promessa feita por Simões a Zema, quando deixou o Novo para se filiar ao PSD, no ano passado. “O presidente [do partido, Gilberto] Kassab foi muito claro. Em Minas Gerais, o palanque [para a candidatura presidencial] é do governador Romeu Zema, é assim que caminharemos”, disse o vice-governador na ocasião.

    A decisão do PL sobre quem apoiar para a disputa ao Palácio Tiradentes terá influência do deputado federal Nikolas Ferreira, principal nome do partido no estado.

    Apesar do interesse de Flávio e aliados em tê-lo como candidato ao Governo de Minas, o parlamentar tem descartado a opção e deve concorrer à reeleição na Câmara dos Deputados.

    Uma das opções discutidas no PL é a do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que costuma liderar as pesquisas de intenção de voto, mas ainda não decidiu se será candidato ao Governo de Minas.

    Além de Nikolas, a sigla de Valdemar Costa Neto não teria outro nome de peso para a disputa.

    Se o PL estava na mira de Simões, a federação entre União Brasil e PP já era tratada pelo vice-governador como integrante de sua chapa, inclusive com uma vaga na disputa ao Senado garantida ao secretário de Governo de Zema, Marcelo Aro (PP).

    A certeza deu lugar à indefinição neste mês, quando o diretório estadual da legenda mudou de mãos.

    O partido deixou de ser chefiado em Minas pelo deputado federal Delegado Marcelo Freitas, considerado próximo de Simões, e agora é liderado pelo também deputado federal Rodrigo de Castro, aliado do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

    A mudança é atribuída a uma articulação feita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), e deu força à sinalização de que Rodrigo Pacheco, seu aliado de primeira hora, está de mudança para o partido.

    Simões diz que firmou um acordo com os presidentes nacionais do União e do PP, Antônio Rueda e Ciro Nogueira, respectivamente.

    “Eu estou muito tranquilo porque não fui procurado por nenhum dos dois partidos para dizer que o nosso acordo está de qualquer forma em risco”, disse o vice em entrevista ao jornal O Tempo.

    A federação composta pelos dois partidos tem peso relevante na disputa. Atualmente com 107 deputados, representa a maior bancada da Câmara, o que garante tempo valioso de propaganda eleitoral para a chapa da qual fará parte.
    A provável ida de Pacheco ao União Brasil anima os entusiastas da candidatura do senador ao governo do estado, que serviria também como palanque no estado para a reeleição de Lula.

    OS POSSÍVEIS CANDIDATOS AO GOVERNO DE MINAS

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, o senador teve um encontro nesta quarta (11) com o presidente e manteve sua indefinição, apesar de ter ouvido de Lula que ele é a única opção do petista.

    Pacheco respondeu que pretende encerrar sua carreira política e que só iria concorrer se não houvesse alternativa -o que não seria o caso na sua leitura. Ele indicou, contudo, que avalia disputar se não houver uma opção competitiva.
    Em meio à indefinição de Pacheco, os petistas já sondaram uma série de nomes como plano B para a candidatura estadual.

    Entre eles, estão o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), a reitora da UFMG, Sandra Goulart, e o ex-presidente da Fiesp e filho de José Alencar, Josué Gomes.

    A articulação, porém, não avançou em torno de nenhum deles. A única definição do PT mineiro é de que a prefeita de Contagem, Marília Campos, deve ser candidata ao Senado.

    O próprio Kalil ou o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) poderiam ocupar a outra vaga ao Senado na chapa.

    A ideia dos defensores da candidatura de Pacheco é que o senador poderia centralizar em seu nome o apoio dos setores da esquerda e do centro -espectro que hoje conta com apenas um pré-candidato, o ex-presidente da Câmara Municipal de BH, Gabriel Azevedo (MDB).

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