Categoria: POLÍTICA

  • Tabata defende projeto sobre antissemitismo e critica 'ódio arraigado' em parte da esquerda

    Tabata defende projeto sobre antissemitismo e critica 'ódio arraigado' em parte da esquerda

    Deputada defende projeto contra antissemitismo, critica governo Netanyahu e tenta separar proteção à comunidade judaica de críticas a Israel; proposta divide especialistas e enfrenta resistência no Congresso, enquanto Tabata também alerta para riscos de desinformação e influência política nas redes sociais.

    (CBS NEWS) – A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), em visita a Washington, reforçou a defesa de um projeto de lei voltado ao combate ao antissemitismo no Brasil.

    Alvo de críticas por encabeçar o projeto, a parlamentar buscou desvincular a proteção aos judeus brasileiros das críticas ao governo de Israel. Tabata classificou a gestão do primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu como “criminosa” e disse que crimes cometidos na guerra devem ser denunciados.

    Como a Folha mostrou, o projeto divide especialistas -parte vê na proposta um avanço na discussão de proteção à comunidade judaica, mas há quem enxergue um risco à liberdade de expressão.

    O principal ponto de tensão está no modelo de conceituação. O texto classifica como antissemitas, por exemplo, manifestações que “podem ter como alvo o Estado de Israel, encarado como uma coletividade judaica”, ou que comparem as políticas israelenses às dos nazistas.

    A deputada lamentou os xingamentos recebidos e disse que não se pode aceitar “essa confusão”. “De fato, existe o antissemitismo no Brasil. De fato, existe um ódio arraigado que está localizado em uma parte da esquerda”, disse ela nesta quarta-feira (8), sem citar nomes.

    A deputada afirmou que é preciso ter no combate ao antissemitismo a mesma coragem que se tem para “denunciar o ódio contra as mulheres, para denunciar o racismo, para denunciar o crime cometido por Netanyahu”. “Na minha opinião, não dá pra escolher quais seres humanos merecem o nosso respeito e quais não merecem.”

    Ela disse lamentar que a luta por direitos pareça ter se tornado “seletiva” para alguns grupos, citando os ataques que recebeu após a apresentação da proposta, que foca primordialmente em políticas educacionais e foi construída com apoio de parlamentares de diversos partidos, incluindo o PT e a Rede.

    “A mesma pessoa que fala do machismo, que se posiciona contra a misoginia, o ódio contra as mulheres, ela reproduz esse ódio quando o público é outro. Tá faltando coerência no Brasil, em muitas lideranças políticas. Mas, a gente vai combater esse ódio com informação, que é o que o projeto busca, e não com mais ódio.”

    A proposta foi composto por uma miscelânea de deputados, incluindo Kim Kataguiri (Missão-SP), Paulinho da Força (Solidariedade-SP), Otoni de Paula (MDB-RJ), Gilvan da Federal (PL-ES) e Heloísa Helena (Rede-RJ).

    No dia 30, congressistas, em especial do PT, pediram a retirada de assinaturas: Heloísa Helena, Reginaldo Veras (PV-DF), Welter (PT-PR), Vander Loubet (PT-MS) Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), Luiz Couto (PT-PB), Ana Paula Lima (PT-SC) e Reginaldo Lopes (PT-MG).

    Nas redes sociais, parlamentares criticaram a proposta, como a deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP), que classificou a projeto como “um grande absurdo” e disse que a iniciativa visa “tornar crime críticas ao Estado de Israel, chamando elas de antissemitismo”.

    Durante um encontro com estudantes em Washington, Tabata destacou ainda que o momento atual exige uma regulação rigorosa das big techs para impedir que algoritmos e financiamentos obscuros distorçam a soberania nacional.

    Segundo a deputada, o cenário de desinformação é agravado por um alinhamento político entre figuras como Donald Trump e a família Bolsonaro, o que acende um alerta para as próximas eleições.

    Ela argumenta que a falta de transparência permite que páginas de entretenimento e influenciadores sejam financiados para propagar conteúdos políticos sem que o eleitor saiba que está diante de uma peça publicitária.

    A deputada relembrou as denúncias que formalizou contra a candidatura de Pablo Marçal em 2024, classificando o uso de recursos não declarados para impulsionamento como “caixa dois digital”. Para ela, a neutralidade das plataformas não é apenas uma questão técnica, mas um pilar de defesa contra a intervenção de nações estrangeiras.

    Tabata defende projeto sobre antissemitismo e critica 'ódio arraigado' em parte da esquerda

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  • Lula pode não concorrer às eleições deste ano; entenda

    Lula pode não concorrer às eleições deste ano; entenda

    O presidente se elegeu em 2022 prometendo que não disputaria um novo mandato. Após a posse, porém, passou a afirmar que cogitava concorrer mais uma vez. Em declarações públicas, afirmou que a candidatura dependeria de estar bem de saúde. O mandatário completará 81 anos em outubro

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Durante entrevista nesta quarta-feira (8), o presidente Lula (PT) deixou em aberto sua candidatura à Presidência nas eleições deste ano -que até o momento, vinha sendo dada como certa.

    “Falo que eu não decidi ser candidato ainda, mas o fato é que vai ter uma convenção no meio de junho e eu, para decidir ser candidato, vou ter que apresentar um programa, uma coisa nova pra esse país. Alguma coisa para que a gente não fique só ‘entra um mandato, acaba com a fome, sai, volta e a fome tá de volta outra vez’”, disse, em entrevista ao ICL Notícias.

    Diante da fala, o presidente foi questionado se poderia não ser mais considerado pré-candidato, ao que Lula evitou afirmar. “Todo mundo sabe que dificilmente eu deixarei de ser candidato. Porque vai ter uma convenção em junho e nós vamos tentar”, respondeu.

    “Eu quero e eu vou pleitear a necessidade de a gente reconstruir uma aliança política forte para que a gente não permita que os fascistas voltem a governar esse país. Esse é o papel que eu tenho pra jogar agora. Qual é a vantagem que eu tenho? Eu tenho o acúmulo de experiência que ninguém tem nesse país.”

    O presidente se elegeu em 2022 prometendo que não disputaria um novo mandato. Após a posse, porém, passou a afirmar que cogitava concorrer mais uma vez. Em declarações públicas, afirmou que a candidatura dependeria de estar bem de saúde. O mandatário completará 81 anos em outubro.

    No ano passado, ele afirmou: “Para eu ser candidato eu tenho que ser muito sincero e honesto comigo. Eu preciso estar 100% de saúde”.

    Lula já até anunciou seu vice na chapa para a eleição presidencial deste ano, novamente Geraldo Alckmin (PSB). “Ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, disse, em reunião no último dia 31.

    Também na entrevista desta quarta, Lula criticou outros pré-candidatos, como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Ronaldo Caiado (PSD).

    Pesquisa da Meio Ideia, divulgada nesta quarta, mostrou que Lula e Flávio estão em empate técnico em uma simulação de segundo turno para a eleição presidencial de 2026.

    No confronto direto, Flávio marca 45,8%, ante 45,5% de Lula -o senador aparece numericamente à frente, mas a diferença de 0,3 ponto está dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Brancos, nulos e indecisos somam 8,7%.

    Lula pode não concorrer às eleições deste ano; entenda

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  • Lula acusa Flávio Bolsonaro de querer "vender o Brasil" aos EUA

    Lula acusa Flávio Bolsonaro de querer "vender o Brasil" aos EUA

    Presidente critica Flávio Bolsonaro e Caiado por propostas envolvendo minerais estratégicos e terras raras. Em tom duro, afirma que país não pode abrir mão de recursos naturais e alerta para interesses externos sobre riquezas brasileiras

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira dois adversários políticos que se colocam como pré-candidatos à Presidência nas eleições de outubro. Segundo ele, há alinhamento com a Casa Branca e interesse em “vender o Brasil” aos Estados Unidos.

    Lula citou diretamente o senador Flávio Bolsonaro e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, ambos de direita, ao defender que o país não pode abrir mão de minerais considerados estratégicos.

    “O Flávio Bolsonaro quer vender para os Estados Unidos algo que é muito importante para o Brasil”, afirmou Lula em entrevista ao portal ICL Notícias.

    Há duas semanas, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro defendeu, durante um evento de políticos conservadores nos Estados Unidos, o fornecimento de minerais críticos brasileiros ao governo de Donald Trump, como forma de retaliação à China.

    Sobre Caiado, Lula classificou como uma “vergonha” a assinatura de um memorando de entendimento entre o governo de Goiás e os Estados Unidos para exploração de minerais críticos e terras raras no estado.

    “É uma vergonha, inclusive, o que o Caiado fez em Goiás. O Caiado fez um acordo com uma empresa americana, fazendo concessão de coisa que ele não pode fazer, porque é da União”, declarou.

    Na avaliação do presidente, é preciso cautela para evitar a entrega de recursos naturais estratégicos do país.

    “Se a gente não tomar cuidado, essa gente vai vender o Brasil e nós não podemos permitir que depois de levar nosso ouro, nossa prata, nossas florestas (…) o que eles querem mais?”, questionou.

    “O que querem esses brasileiros que têm complexo de vira-lata, que vão para os Estados Unidos pedir para o Trump invadir o Brasil, prometem dar para o Trump aquilo que quem tem vergonha não oferece? Nós vamos deixar?”, acrescentou.

    As chamadas terras raras são um grupo de 17 elementos químicos encontrados em diferentes partes do mundo e utilizados principalmente em tecnologias avançadas, sendo fundamentais para a transição energética.

    Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do planeta, o que tem despertado interesse internacional e pressão dos Estados Unidos sobre o governo brasileiro.
     
     
     

    Lula acusa Flávio Bolsonaro de querer "vender o Brasil" aos EUA

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  • Lula defende proibição de bets e mostra preocupação com endividamento

    Lula defende proibição de bets e mostra preocupação com endividamento

    Mudanças nas regras dependem de articulação com o Legislativo; “Se depender de mim, a gente fecha as bets”, disse o presidente Lula ao falar das casas de apostas on-line

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (8), a proibição, no Brasil, das apostas eletrônicas de quota fixa, as chamadas de bets. Em entrevista ao canal ICL Notícias, Lula mostrou preocupação sobre o nível de endividamento da população brasileira e o agravamento de problemas de saúde pública decorrentes do vício em jogos.

    “Se depender de mim, a gente fecha as bets”, disse, ressaltando que uma decisão final sobre o assunto depende de articulação com o Congresso Nacional. “Não é possível a gente continuar com essa jogatina desenfreada nesse país. Isso leva a sociedade a cometer desvios”, acrescentou Lula.

    O debate político, entretanto, seria complexo, já que, segundo o presidente, o setor de apostas possui forte influência e financia parlamentares e partidos políticos.

    Lula argumentou que o endividamento no Brasil tem raízes nos baixos salários e que o governo está estudando propostas para ajudar as famílias a quitar dívidas. Para ele, o endividamento está sendo potencializado pela promessa de “ganho rápido” das apostas.

    “Todo mundo quer ganhar um dinheirinho a mais, mas quando a pessoa está viciada no jogo, tem que tratar isso como uma questão de saúde Eu conheço pessoas que perderam o carro, perderam a casa. Pessoas que se matam”, lamentou o presidente.

    De acordo com o Banco Central, no primeiro trimestre de 2025, os apostadores destinaram até R$ 30 bilhões por mês às bets

    Ainda, ao defender o fim das bets, Lula comparou a situação atual com a proibição histórica dos cassinos físicos e do jogo do bicho no país. Para o presidente, a tecnologia derrubou barreiras que protegiam as famílias.

    “Eu passei toda minha vida ouvindo dizer que não era possível ter jogo de azar, ter cassino, o jogo do bicho era contravenção. Hoje o cassino está dentro da sua casa, com o seu filho de 10 anos […]  utilizando o celular do pai que é contra o jogo de azar, gastando dinheiro desnecessário e enricando as bets”, disse.

    Além disso, ao rebater o argumento de que os clubes de futebol dependem dos patrocínios dessas empresas, o presidente lembrou que “o futebol viveu um século e meio sem as bets”.

    Entenda

    Desde 2018, as apostas de quota fixa de eventos esportivos são legalizadas no país, por meio da Lei 13.756/2018. Coube ao atual governo a regulamentação da atividade, feita em 2023, com a aprovação e sanção da Lei 14.790/2023, com a legalização também dos jogos online dessa modalidade.

    O Ministério da Fazenda recebeu a competência de regular esse setor e criou, em 2024, a Secretaria de Prêmios e Apostas. Desde então, já foram publicadas dezenas de portarias com regras relacionadas às apostas.

    Enquanto o presidente defende o fim das bets, a regulamentação e ampliação de cobranças sobre o setor vem alavancando a arrecadação do governo. De acordo com a Receita Federal, em janeiro e fevereiro deste ano, a tributação sobre apostas online e jogos de azar gerou R$ 2,5 bilhões, contra R$ 756 milhões no primeiro bimestre do ano passado. O crescimento no setor atinge 236% na comparação anual.

    Lula defende proibição de bets e mostra preocupação com endividamento

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  • Lula diz que ainda não decidiu sobre candidatura, mas que dificilmente deixará de concorrer

    Lula diz que ainda não decidiu sobre candidatura, mas que dificilmente deixará de concorrer

    Petista disse que quer reconstruir aliança política para evitar que ‘fascistas voltem a governar’; em entrevista, Lula afirmou que deve apresentar projeto de governo em junho

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Durante entrevista nesta quarta-feira (8), o presidente Lula (PT) voltou a deixar em aberto sua candidatura à Presidência nas eleições deste ano -que até o momento, vinha sendo dada como certa.

    “Falo que eu não decidi ser candidato ainda, mas o fato é que vai ter uma convenção no meio de junho e eu, para decidir ser candidato, vou ter que apresentar um programa, uma coisa nova pra esse país. Alguma coisa para que a gente não fique só ‘entra um mandato, acaba com a fome, sai, volta e a fome tá de volta outra vez’”, disse, em entrevista ao ICL Notícias.

    Diante da fala, o presidente foi questionado se poderia não ser mais considerado pré-candidato, ao que Lula evitou afirmar. “Todo mundo sabe que dificilmente eu deixarei de ser candidato. Porque vai ter uma convenção em junho e nós vamos tentar”, respondeu.

    “Eu quero e eu vou pleitear a necessidade de a gente reconstruir uma aliança política forte para que a gente não permita que os fascistas voltem a governar esse país. Esse é o papel que eu tenho pra jogar agora. Qual é a vantagem que eu tenho? Eu tenho o acúmulo de experiência que ninguém tem nesse país.”

    O presidente se elegeu em 2022 prometendo que não disputaria um novo mandato. Após a posse, porém, passou a afirmar que cogitava concorrer mais uma vez. Em declarações públicas, afirmou que a candidatura dependeria de estar bem de saúde. O mandatário completará 81 anos em outubro.

    Também n a entrevista, Lula criticou outros pré-candidatos, como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Ronaldo Caiado (PSD).

    Pesquisa da Meio Ideia, divulgada nesta quarta, mostrou que Lula e Flávio estão em empate técnico em uma simulação de segundo turno para a eleição presidencial de 2026.

    No confronto direto, Flávio marca 45,8%, ante 45,5% de Lula -o senador aparece numericamente à frente, mas a diferença de 0,3 ponto está dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Brancos, nulos e indecisos somam 8,7%.

    Lula diz que ainda não decidiu sobre candidatura, mas que dificilmente deixará de concorrer

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  • Master declarou pagamentos a Temer, Rueda, Mantega, Lewandowski e ACM Neto

    Master declarou pagamentos a Temer, Rueda, Mantega, Lewandowski e ACM Neto

    O banco informou pagamento de R$ 10 milhões ao escritório de advocacia de Temer em 2025 e R$ 6,4 milhões, desde 2023, a dois escritórios de Rueda, presidente nacional do União Brasil

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Documentos enviados pela Receita Federal à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado apontam repasses milionários do Banco Master, de Daniel Vorcaro, a escritórios de advocacia e empresas ligadas a Michel Temer (MDB), Antônio Rueda (União Brasil), Ratinho Junior (PSD), ACM Neto (União Brasil) e os ex-ministros Guido Mantega, Fabio Wajngarten, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski.

    Os dados obtidos pela reportagem indicam que, de 2024 a 2025, o Master pagou R$ 18,5 milhões a Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central nos primeiros mandatos de Lula (PT) e ex-titular da Fazenda de Temer, e R$ 14 milhões à Pollaris Consultoria, empresa de Guido Mantega, ex-ministro na pasta econômica em gestões petistas.

    O banco também informou pagamento de R$ 10 milhões ao escritório de advocacia de Temer em 2025 e R$ 6,4 milhões, desde 2023, a dois escritórios de Rueda, presidente nacional do União Brasil.

    Duas empresas da família Massa, do apresentador Ratinho e do governador do Paraná, Ratinho Junior, também aparecem nos dados do Master produzidos pela Receita. A Gralha Azul Empreendimentos e Participações, ligada ao governador, recebeu R$ 3 milhões em 2022, segundo o Master. Já a Massa Intermediação, de Ratinho, recebeu R$ 21 milhões de 2022 até 2025. O apresentador era um dos garotos propaganda do cartão de consignado do banco, o CredCesta.

    Em nota, a assessoria de imprensa do Grupo Massa afirmou que “construiu uma trajetória pautada por práticas amplamente reconhecidas pelo mercado com rendimentos declarados à Receita Federal, incluindo campanhas publicitárias e parcerias com diversas marcas e empresas”. “Sua atuação não
    se confunde com a conduta de terceiros com os quais manteve relações contratuais”, acrescentou. Ratinho Junior não respondeu aos contatos feitos pela reportagem.

    Já Meirelles afirmou que prestou consultoria ao Master e encerrou seu contrato em julho de 2025. Temer afirmou ter recebido uma quantia menor por serviços prestados, e Rueda não respondeu. A reportagem enviou mensagens ao telefone de Mantega no final da manhã desta quarta-feira (8) e também tentou contato por ligação, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

    Constam ainda nos documentos da Receita pagamentos de 2022 a 2025 no valor de R$ 12 milhões à BN Financeira, empresa de Bonnie Bonilha, nora do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

    O senador também aparece na lista com o pagamento de uma quantia menor, de R$ 289 mil, como pessoa física. Wagner afirma que o valor é referente a rendimento de aplicação em conta de pessoa física, que não possui CNPJ e que nunca recebeu qualquer pagamento do Master. A BN Financeira diz que prestou serviços ao Banco Master mediante emissão de nota fiscal, entre 2022 e 2025.

    Os dados da Receita mostram valores pagos pelo Master desde 2022, sem correção pela inflação, incluindo cerca de R$ 80 milhões em 2024 e 2025 para o escritório da mulher do ministro do STF Alexandre de Moraes, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados, como revelou a Folha de S. Paulo. Parte dos valores repassados pelo Master às empresas e políticos ficou retido por cobrança de impostos retidos na fonte.

    A defesa de Vorcaro foi procurada, mas não se manifestou até a publicação deste texto.

    A Lewandowski Advocacia recebeu ao menos R$ 6,1 milhões em pagamentos, que começaram em novembro de 2023. O escritório tem como sócios um filho e a mulher de Ricardo Lewandowski, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e da Justiça do governo Lula. Ele deixou a sociedade em janeiro de 2024, dias antes de entrar no governo. O ex-ministro diz que o escritório prestou serviços de consultoria jurídica ao Master.

    O banco de Vorcaro pagou ainda R$ 5,45 milhões para a A&M Consultoria Ltda, empresa do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia ACM Neto, de 2023 até o último ano. A consultoria afirma que os serviços foram devidamente prestados e que não pode validar os valores mencionados.

    A WF Comunicação, que pertence ao ex-secretário de Comunicação Social do governo de Jair Bolsonaro (PL), Fabio Wajngarten, recebeu ao menos R$ 3,8 milhões do banco de Vorcaro em 2025. Ele também é considerado por Aldo Rebelo (DC) como possível vice em uma chapa à Presidência. Wajngarten diz que integra a equipe de defesa de Vorcaro e que presta serviços para o ex-banqueiro.

    A reportagem procurou todos os nomes aqui citados como beneficiários de pagamentos declarados pelo Master. Temer afirmou que prestou serviços de mediação ao ser contratado pelo banco e que recebeu dois pagamentos, de R$ 5 milhões e de R$ 2,5 milhões.

    A assessoria de Rueda foi contatada por meio de mensagens às 7h30 e às 9h39. O presidente do União Brasil também foi procurado por ligações entre 9h30 e 10h, mas não respondeu.

    Meirelles afirmou que seu contrato tinha o objetivo de prestar consultoria em assuntos de macroeconomia e de mercado financeiro. “Eu não tinha o menor conhecimento das operações do banco, fiquei sabendo pelos jornais. No começo, eles demandavam mais meus serviços, depois passaram a demandar pouco e eu rescindi o contrato em julho de 2025”, disse.

    Em nota, a assessoria do ex-ministro Lewandowski diz que ele retornou à advocacia após deixar o STF, em abril de 2023, e se retirou do escritório ao assumir o Ministério da Justiça no ano seguinte. O escritório passou a ser controlado por sua família e manteve contrato com o Master.

    “Além de vários outros clientes, prestava serviços de consultoria jurídica ao Banco Master. Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça de Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil, como determina a legislação vigente”, afirma.

    A assessoria da empresa de ACM Neto, a A&M Consultoria, afirma que “os serviços mencionados pelo jornal foram contratados de maneira lícita, transparente, e devidamente prestados” e que não pode confirmar os valores “supostamente declarados à Receita Federal por não ter tido acesso a esses dados”.

    A nota afirma ainda que o contrato foi firmado quando os sócios da A&M não ocupavam cargos públicos. “Foi apresentada petição à PGR (Procuradoria-Geral da República) e ao STF na qual a A&M se coloca à disposição para prestar eventuais esclarecimentos e detalhes dos serviços prestados, assim como requereu que se apurasse o vazamento de dados fiscais sigilosos”, diz.

    Wajngarten afirmou à reportagem que foi apresentado a Vorcaro no primeiro semestre de 2025 por meio dos advogados do ex-banqueiro dele e passou a integrar a equipe de defesa, da qual faz parte até o momento. O contrato tem cláusula de confidencialidade e, por isso, não foi tornado público.

    A empresa de Bonnie Bonilha, BN Financeira, afirma que os serviços ao Master “tiveram por objetivo a prospecção e indicação de operações e convênios de crédito público e privado”, mediante prestação de nota, e que os dois únicos sócios são Moisés Dantas e Bonnie Bonilha.

    “Não existe qualquer investigação ou apuração policial quanto ao tema, pois não existe qualquer irregularidade. Todos os recursos recebidos pela BN Financeira se deram de forma oficial, contabilizada e mediante emissão de nota fiscal, distribuídos formalmente aos sócios e declarados à Receita Federal”, afirma em nota.

    Vorcaro foi preso pela segunda vez no começo de março pela Polícia Federal sob suspeita de comandar um esquema de fraude e ameaças. Ele negocia um acordo de delação premiada.

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  • Moraes pede data para STF julgar ação sobre limites de delações premiadas

    Moraes pede data para STF julgar ação sobre limites de delações premiadas

    Decisão pode afetar colaboração de Daniel Vorcaro, que pode envolver o ministro e Toffoli; caso não tinha despacho do relator desde o fim de 2021, quando pediu informações aos Poderes sobre o tema

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), liberou para julgamento uma ação que trata de limites para a assinatura de colaborações premiadas. O pedido de pauta foi feito na segunda-feira (6).

    Eventual decisão no tema poderia impactar a delação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, acordo em que Moraes pode ser um dos citados.

    O relator pediu ao presidente da corte, Luiz Edson Fachin, para agendar o julgamento em uma sessão no plenário presencial.

    A ação foi apresentada pelo PT em 2021, ano do único despacho do ministro no caso. Na ocasião, ele solicitou informações a autoridades sobre o tema, e as movimentações no processo foram apenas das partes desde então.

    O partido pede que o Supremo fixe parâmetros constitucionais à interpretação da lei que trata dos acordos, de 2013, para impedir violações, como a delação forçada e a falta de limites a benefícios.

    Os advogados citam casos concretos de delações controversas, como a do ex-ministro Antonio Palocci, a do ex-governador Sérgio Cabral e a do doleiro Alberto Youssef.

    A ação é uma ADPF (arguição de descumprimento de preceito fundamental). Nesse tipo de ação, a corte define balizas aos temas julgados de forma ampla, sem se debruçar sobre casos concretos. As decisões passam a valer como regra geral.

    Em relação a Moraes pesa o contrato de R$ 129 milhões que o escritório da sua mulher, a advogada Viviane Barci, firmou com o Master para representar os interesses da instituição financeira na Justiça. O ministro também teria trocado mensagens com Vorcaro no dia em que o empresário foi preso, o que ele nega.

    Documentos obtidos pela Folha de S. Paulo apontam ainda para oito viagens feitas por Moraes e Viviane em jatos executivos de empresas de Vorcaro entre maio e outubro de 2025. O gabinete do ministro afirmou que ele “jamais viajou em nenhum avião de Vorcaro ou em sua companhia”.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, o STF e a PGR (Procuradoria-Geral da República) preveem enfrentar um dilema caso a delação premiada do empresário prospere e atinja os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que tinham ligações com o ex-banqueiro.

    Autoridades avaliam que essa possibilidade representará um desafio para a atuação tanto do relator da investigação, André Mendonça, como do procurador-geral da República, Paulo Gonet -ambos têm relações cordiais com os ministros citados, Moraes e Dias Toffoli.

    Interlocutores de Mendonça e Gonet afirmam, sob reserva, que a situação deve exigir dos dois um ponto de equilíbrio entre agir com prudência, por um lado, e levar a investigação adiante se houver evidências contra ministros, por outro.

    Nas etapas iniciais das negociações, advogados de Vorcaro sugeriram que ministros do Supremo não fossem mencionados no acordo. A ideia foi rechaçada porque não se pode dar ao delator a prerrogativa de selecionar quem entregar e quem poupar.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, para que a delação seja homologada por Mendonça, Vorcaro terá de apresentar provas inéditas e indicar a possibilidade de recuperação dos valores obtidos de forma fraudulenta. Os termos do acordo estão sendo negociados em conjunto pela PGR e pela Polícia Federal.

    Mendonça foi um dos defensores de Toffoli na reunião secreta ocorrida em fevereiro entre os integrantes da corte para debater o relatório apresentado por investigadores com menções ao colega. Ele considerou que os fatos apresentados até ali não eram suficientes para considerar o magistrado suspeito.

    O episódio provocou uma indisposição do tribunal com a cúpula da PF, uma vez que os ministros, incluindo Mendonça, entenderam que o órgão não apenas identificou citações a Toffoli, mas se excedeu e realizou uma investigação sem supervisão do Supremo, o que seria irregular.

    As menções a Dias Toffoli e Moraes no celular de Vorcaro, apreendido pela PF no âmbito da Operação Compliance Zero, estão no centro da crise de imagem atualmente vivida pelo tribunal. O presidente do STF, Edson Fachin, segue em um fogo cruzado sobre como lidar com a intensificação dos desgastes.

    As mensagens envolvendo Toffoli apontam para pagamentos feitos à empresa Maridt, que tem o ministro entre os sócios. A Maridt vendeu participação no resort Tayayá, no Paraná, a um fundo de investimentos usado na engrenagem de fraudes do Master. O magistrado diz que a transação foi devidamente declarada e nega ser amigo ou ter recebido dinheiro de Vorcaro.

    A corte também afastou qualquer suspeição do magistrado na condução do caso na reunião feita internamente e que definiu a troca de relatoria da investigação no Supremo.

    Moraes pede data para STF julgar ação sobre limites de delações premiadas

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  • Flávio empata com Lula no 2º turno, e 51,4% dizem que podem mudar de voto, aponta Meio Ideia

    Flávio empata com Lula no 2º turno, e 51,4% dizem que podem mudar de voto, aponta Meio Ideia

    A pesquisa ouviu 1.500 pessoas em todo o Brasil de sexta (3) até esta terça (7), por meio de entrevistas telefônicas. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00605/2026

    (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está em empate técnico com o presidente Lula (PT) em simulação de segundo turno para a eleição presidencial de 2026, e 51,4% dos eleitores brasileiros afirmam que ainda podem mudar de candidato até outubro, segundo pesquisa Meio Ideia divulgada nesta quarta (8).

    No confronto direto, Flávio marca 45,8%, ante 45,5% de Lula -o senador aparece numericamente à frente, mas a diferença de 0,3 ponto está dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Brancos, nulos e indecisos somam 8,7%.

    A pesquisa ouviu 1.500 pessoas em todo o Brasil de sexta (3) até esta terça (7), por meio de entrevistas telefônicas. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00605/2026.

    Nos demais cenários de segundo turno testados, Lula aparece à frente dos adversários. Ele marca 45% contra 39% de Ronaldo Caiado (PSD); 44,7% contra 38,7% de Romeu Zema (Novo); 45% contra 26,4% de Renan Santos (Missão) e 46% contra 22,6% de Aldo Rebelo (DC).

    A pesquisa é a primeira divulgada após o fim da janela partidária e o período de desincompatibilização. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que aparecia em empate técnico com Lula em rodadas anteriores, não foi mais testado nos cenários estimulados. Nas respostas espontâneas, ele aparece com 2,3%.

    No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 40,4%, e Flávio Bolsonaro tem 37%. Ronaldo Caiado aparece em terceiro, com 6,5%. Renan Santos e Romeu Zema empatam com 3% cada, e Aldo Rebelo marca 0,6%. Brancos e nulos somam 1%, e o eleitorado indeciso é de 8,5%.

    Na pergunta espontânea -em que nenhum nome é apresentado ao entrevistado-, Lula tem 32,6% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 19,4%. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível, ainda soma 6% das menções, o que indica que parte do eleitorado bolsonarista não migrou para o filho. Zema vem a seguir, com 4,1%, e Caiado, com 2,6%. São 25,3% os que não sabem ou não citam ninguém.

    A volatilidade do eleitorado é o dado que mais cresceu ao longo da série. Em janeiro, 64,5% dos entrevistados diziam estar decididos e 35,5% admitiam que poderiam mudar de candidato. Em abril, a proporção mudou: 48,6% se dizem decididos e 51,4% afirmam que ainda podem trocar de voto.

    Na avaliação geral do governo Lula, 46,4% classificam a gestão como ruim ou péssima, e 32,2% como ótima ou boa. Outros 19% a avaliam como regular. No recorte da segurança pública, ruim e péssimo somam 53,9%, com 18,9% de ótimo ou bom.

    Questionados se Lula merece continuar no cargo após o fim do mandato, 51,5% disseram que não, contra 45% que responderam sim.

    Sete em cada dez brasileiros (70,4%) dizem que o custo de vida aumentou no último ano, e 4 em cada 10 afirmam estar mais endividados. Na decisão eleitoral, 74,7% consideram custo de vida e endividamento muito importantes ou importantes.

    A pesquisa perguntou também sobre ameaças à democracia. A concentração de poder no Judiciário foi apontada como o maior risco por 42,5% dos entrevistados -acima da corrupção política (16,5%), da polarização (13%), da desinformação (9,7%) e da influência de outros países nas eleições. Consideram que a democracia brasileira não está ameaçada 4,3%.

    Sobre a anistia aos condenados pelos atos do 8 de Janeiro, 41% são contra qualquer tipo de perdão. A soma dos favoráveis chega a 53% -32% defendem anistia ampla, incluindo Bolsonaro e militares, e 21% aceitam anistiar apenas manifestantes, excluindo líderes.

    A maioria dos entrevistados (52%) afirma que as eleições devem ser decididas apenas por brasileiros, sem pressão estrangeira.

    Flávio empata com Lula no 2º turno, e 51,4% dizem que podem mudar de voto, aponta Meio Ideia

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  • Lira compra jatinho de US$ 1 milhão em sociedade com empresário do agro

    Lira compra jatinho de US$ 1 milhão em sociedade com empresário do agro

    A empresa na qual ele está registrado, a ACZ Aviação, foi fundada em 18 de fevereiro de 2025 com o nome de AFL Ltda por dois advogados mineiros especializados em criar empresas de prateleira, Guilherme Leroy e Lucas Pereira

    (CBS NEWS) – O deputado federal Arthur Lira (PP-AL) comprou um jatinho por US$ 1 milhão (R$ 5,7 milhões, pela cotação do câmbio na data da operação), em sociedade com um empresário do ramo de máquinas e equipamentos agrícolas, após deixar a presidência da Câmara em 2025.

    A aeronave foi registrada em nome de uma empresa de sociedade anônima, modelo em que a identidade dos sócios fica oculta, sem divulgação.

    Lira e seu sócio, o empresário José Augusto Araújo Sousa Junior, confirmaram à Folha serem proprietários da ACZ Aviação.

    Eles afirmaram que a aeronave foi comprada em um regime de cotas, para uso compartilhado, que não há relação com contratos públicos e que ela foi adquirida legalmente, com todos os impostos pagos e registros nos órgãos competentes. De acordo com o parlamentar, eles são os únicos sócios.

    A empresa foi criada em 18 de fevereiro de 2025, logo após o ex-presidente da Câmara deixar o cargo, e adquiriu o avião por menos da metade do valor desembolsado pela antiga proprietária. A Atrium Participações comprou o avião em 1º de abril de 2024, exato um ano antes da venda para Lira, por R$ 13 milhões.

    A ACZ Aviation comprou o jatinho em 1º de abril de 2025 de forma parcelada por cerca de R$ 5,68 milhões, na cotação do dólar da época. De acordo com Lira, o valor menor ocorreu porque a aeronave precisava de manutenção e troca de peças. A Atrium afirmou que a vendeu por este preço “em razão da necessidade empresarial de reforço de caixa para custeio de suas atividades”.

    Nas eleições de 2022, quando se reelegeu para mais um mandato na Câmara, Lira informou à Justiça Eleitoral possuir um total de R$ 5,965 milhões em bens (ou R$ 7 milhões em valores corrigidos pela inflação do período).

    A Atrium é uma holding de propriedade dos irmãos Luiz Felipe Guerra de Andrade Hernandez e Ruy Guerra de Andrade Hernandez, donos da Lotus, uma construtora de Brasília especializada em prédios de luxo e de alto padrão. Ambos entraram em 2022 na lista Under 30 da revista de negócios Forbes Brasil, como jovens destaques em seu setor.

    “No período em que a aeronave esteve sob a posse da Atrium Participações, não houve qualquer tipo de utilização pelo parlamentar em questão. Ainda, destaca-se que os sócios da Atrium Participações e os sócios da Lotus não possuem e nunca tiveram nenhum tipo de interação com o sr. Arthur Lira”, afirmou a empresa em nota.

    A aeronave comprada pelo ex-presidente da Câmara é um Raytheon Aircraft 400A, modelo listado por preços entre R$ 10 milhões e R$ 35 milhões nos anúncios consultados pela Folha. Ela tem capacidade para até oito passageiros e é conhecida por atingir uma alta velocidade de cruzeiro, ultrapassando 800 km/h.

    Seu alcance é de 2.300 km, o que permite fazer o trajeto entre Brasília e Maceió. Cada trecho custa, apenas em combustível, cerca de R$ 11 mil, fora os gastos com taxas aeroportuárias e contratação de pilotos. O aluguel de um modelo como esse em empresas de táxi aéreo custa cerca de R$ 220 mil por deslocamento.

    A Folha descobriu a existência da aeronave ao verificar que Lira não emitia passagens em aviões de carreira (o que daria direito a reembolso pela Câmara) e obter por LAI (Lei de Acesso à Informação) o registro dos voos realizados entre Brasília e Maceió em 2025.

    A reportagem monitorou os aviões cujo comportamento se encaixava na rotina do parlamentar. O jatinho adquirido pelo ex-presidente da Câmara fez 44 voos entre Maceió, cidade onde Lira vive, e a capital federal no ano passado.

    Em 10 de março, por exemplo, Lira chegou à capital federal vindo de Maceió, conforme verificou a reportagem após acompanhamento por meio de um site específico, já que esse avião não aparece em páginas convencionais a pedido de seu dono.

    A empresa na qual ele está registrado, a ACZ Aviação, foi fundada em 18 de fevereiro de 2025 com o nome de AFL Ltda por dois advogados mineiros especializados em criar empresas de prateleira, Guilherme Leroy e Lucas Pereira.

    Dois dias depois, em 20 de fevereiro, eles aumentaram o capital social da companhia de R$ 1.000 para R$ 10 milhões, mudaram o nome para ACZ Aviação e nomearam a advogada Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro como diretora. Além disso, a empresa passou a ser uma sociedade anônima, o que permite ocultar os sócios.

    Nesse momento, informou Leroy à Folha, a empresa foi vendida para os atuais donos. Ele disse que não poderia revelar o comprador.

    Lira diz que pediu a Bucchianeri, sua advogada de confiança, que fizesse os procedimentos burocráticos sobre a empresa. Ela foi indicada pelo parlamentar para uma vaga de ministra substituta no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2021, cargo que ocupou por dois anos. Hoje, ela é uma das coordenadoras jurídicas da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

    A advogada ficou pouco tempo na ACZ Aviação. Em 31 de março de 2025, poucos mais de um mês depois de ser nomeada diretora, ela foi substituída pelo empresário José Augusto Araújo Sousa Junior. Ele é dono da Maqcampos, revendedora dos equipamentos agrícolas da John Deere no Centro-Oeste.

    A Maqcampos é dona de uma outra aeronave, que é utilizada por José Augusto.

    A empresa recebeu mais de R$ 100 milhões em contratos com o governo federal, de ministérios como o da Agricultura e o do Desenvolvimento Regional, que controla a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco). Cerca de R$ 15 milhões vieram de repasses de emendas parlamentares -nenhuma delas para Alagoas.

    Em nota à Folha, José Augusto afirmou que a ACZ comprou a aeronave para uso compartilhado entre seus acionistas, com rateio de despesas, “como é de costume nesse setor”, e que a companhia não tem relação com qualquer outra empresa.

    “Sou um dos acionistas, uso a aeronave e sou o responsável pela administração da empresa, pois tenho experiência com aeronaves. O deputado Arthur Lira também é acionista da sociedade e, nessa condição, dela faz uso de forma legítima. Tudo regular, declarado e extremamente comum”, afirmou na nota.

    Lira afirmou que não há nada de ilegal ou escondido na compra. “É um avião de 20 e poucos anos, cabe dentro do meu Imposto de Renda. Tudo limpo e declarado”, disse o parlamentar, que é também produtor rural. “José Augusto é um amigo pessoal, da minha vida privada. Ele assumiu como diretor por ter outras aeronaves e entender disso”, afirmou.

    Enquanto presidente da Câmara, o deputado tinha à sua disposição jatos da FAB (Força Aérea Brasileira) para seus deslocamentos. Aliados afirmam que o cargo torna a pessoa famosa e que o uso de voos de carreira acaba por causar riscos de constrangimentos em aeroportos, assédio ou ofensas de outros passageiros.

    Lira compra jatinho de US$ 1 milhão em sociedade com empresário do agro

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  • Se tiver 15%, ótimo, diz Kassab sobre candidatura de Caiado à Presidência

    Se tiver 15%, ótimo, diz Kassab sobre candidatura de Caiado à Presidência

    Presidente do PSD afirma que ex-governador de Goiás é alternativa à polarização entre PT e bolsonarismo; alternativa é importante, ‘nem que fosse para perder’, afirma Kassab

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira (7) que se a candidatura do -ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado atingir 15% das intenções de voto, “está ótimo”. A declaração foi feita durante um evento de investimentos do Bradesco BBI, em São Paulo.

    Segundo Kassab, existe uma polarização entre o petismo e o bolsonarismo, que não está consolidada. Para ele, o apoio a Caiado é uma alternativa na qual aposta que possa dar certo.

    “Acho que é muito importante que tenha essa alternativa, nem que fosse para perder. Os brasileiros precisam mostrar que existe outro caminho”, disse.

    Kassab afirmou que, mesmo se Caiado não chegar ao segundo turno, ter 15% dos votos é uma esperança. “São 15% com os quais nós vamos chamar alguém e dizer: ‘nós vamos apoiar porque queremos isso e aquilo’”.

    O dirigente do PSD destacou que tanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto Flávio Bolsonaro (PL) possuem rejeições acima de 40%. “O voto do Lula não é consolidado. Dos 40% e poucos que ele tem, metade é fluido. Com o Flávio é a mesma coisa”, avaliou.

    Caiado foi confirmado pré-candidato do partido na semana passada. Na ocasião, prometeu conceder indulto a Jair Bolsonaro (PL), mas fez críticas a Flávio, questionando a experiência dele para governar o país.

    Em pesquisa Datafolha divulgada há um mês, o presidenciável do PSD marcou 4% das intenções de voto em cenário com Lula, que aparecia com 39%, e Flávio, que tinha 33%.

    Se tiver 15%, ótimo, diz Kassab sobre candidatura de Caiado à Presidência

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