Categoria: POLÍTICA

  • Edinho: 'A resposta antissistema está na esquerda, e não na direita e no fascismo'

    Edinho: 'A resposta antissistema está na esquerda, e não na direita e no fascismo'

    Edinho Silva diz que o tema fundamental é a soberania, uma das pautas favoritas de Lula; também prega humildade para petistas ouvirem demandas de eleitores que rejeitam a legenda

    O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou de forma enfática aos militantes petistas que o partido não pode ficar “acuado” diante de um sentimento antissistema na política nacional. Segundo ele, a resposta para o sentimento de crítica ao sistema político “está na esquerda, e não na direita e no fascismo”.

    Edinho disse que “não pode a conjuntura lá fora estar gritando coisas para nós e nós dentro do PT não ouvirmos”. Afirmou que “um partido do tamanho do PT tem que conversar com a sociedade e dar resposta às angústias da sociedade”.

    “Como pode estarmos um ambiente de antissistema e o PT ficar recuado e acuado politicamente e não ir falar que se tem antissistema a resposta está na esquerda, e não na direita e no fascismo? A resposta ao antissistema está conosco”, afirmou.

    Edinho também cobrou os militantes para ouvir as periferias, em vez de “ficar irritado” quando vê setores como a juventude evangélica se afastar da esquerda.

    “Não podemos ser reativos quando a juventude evangélica diz que não quer conversar conosco. Temos de ter humildade de perguntar por que não querem conversar conosco. Por que um partido da classe trabalhadora não é o da juventude evangélica, que é trabalhadora?”, questionou.

    “Quando perdemos votos nas periferias, não adianta o PT ficar irritado com as periferias. Temos que ter humildade de ir até as periferias e perguntar por que esses moradores não querem conversar conosco”, afirmou.

    Edinho cobrou a discussão de programas de governo e projetos nas eleições, em vez de uma discussão personalista entre os candidatos.

    “Queremos saber o que o PL pensa para o Brasil, o que os partidos que alimentam o fascismo pensam para o Brasil, para que possamos dizer o projeto de Brasil que o PT defende. Queremos que a sociedade vote em projeto, não em indivíduo, em programa, e não em influencer que vive de lacração, que se for debater não tem proposta para educação, saúde e não sabe como funciona a economia”, afirmou.

    O presidente do PT disse que o partido não pode “ser a favor das emendas impositivas que usurpam os poderes do presidencialismo”. “Não podemos ser a favor de um sistema político que transforma negociação entre Executivo e Legislativo em balcão de negócios. Esse modelo não é o nosso”, declarou.

    Ele também comentou sobre como o manifesto aprovado no 8º congresso do PT fala em reforma do Poder Judiciário. Segundo ele, essa reforma não seria “na concepção da família Bolsonaro, que quer enfraquecer o Judiciário porque sabe que um Judiciário fraco é o primeiro passo para se instaurar o autoritarismo”, mas para “aproximar o Judiciário e o Ministério Público da sociedade civil”.

    “Queremos fortalecer o Judiciário para que ele seja o grande zelador da democracia”, acrescentando em seu discurso a defesa de outras pautas importantes para a esquerda, como o transporte urbano (ressaltando a defesa da tarifa zero do transporte público), a saúde (mencionando o Agora Tem Especialistas, programa do governo anunciado no ano passado) e a segurança pública.

    Edinho foi o último a discursar no encerramento do congresso do PT. Disse que o partido acertou em não encerrar o debate sobre o programa partidário e aprovar apenas o manifesto neste momento.

    “Temos de continuar debatendo, mas diante dos desafios de um partido do tamanho do PT, não poderíamos tomar decisões que não tivéssemos amadurecido no debate”, afirmou.

    “Por isso, tomamos a decisão de deliberarmos agora a avaliação de conjuntura, tática eleitoral e diretrizes de programa de governo. Mantendo o 8º congresso permanente para que logo depois das eleições a gente delibere sobre modelo da Fundação Perseu Abramo (braço teórico do partido), sobre o programa partidário, que é maior que essa conjuntura e o programa de governo que vamos disputar as eleições, e a reforma do estatuto do PT, porque é fundamental que a gente repense a forma de construção partidária”, declarou.

    Edinho: 'A resposta antissistema está na esquerda, e não na direita e no fascismo'

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  • Lula presta solidariedade a Trump depois de tiros interromperem evento em Washington

    Lula presta solidariedade a Trump depois de tiros interromperem evento em Washington

    Trump e a primeira-dama, Melania Trump, foram retirados às pressas de evento com jornalistas em hotel da capital americana depois de tiros serem disparados do lado de fora da sala onde ocorria o jantar. Outros integrantes do governo também foram evacuados.

    CAIO SPECHOTO
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prestou solidariedade ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que o Brasil repudia veementemente o ataque de atirador que interrompeu jantar em Washington na noite do sábado (25).

    Trump e a primeira-dama, Melania Trump, foram retirados às pressas de evento com jornalistas em hotel da capital americana depois de tiros serem disparados do lado de fora da sala onde ocorria o jantar. Outros integrantes do governo também foram evacuados.

    “Minha solidariedade ao presidente Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump e a todos os presentes no jantar com correspondentes em Washington. O Brasil repudia veementemente o ataque de ontem [sábado] à noite. A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger”, afirmou Lula na manhã deste domingo (26).

    Nas últimas horas, autoridades de diversos países comentaram o ataque a tiros e condenaram a violência.

    Trump disse, logo depois do episódio, que o serviço secreto americano acredita que o atirador agia sozinho. Segundo a imprensa americana, trata-se de Cole Tomas Allen, 31, de Torrance, cidade no estado da Califórnia.

    Perguntado se ele seria o alvo do atirador, o presidente dos EUA disse: “Eu acho que era [o alvo]. Essas pessoas são loucas. Tinha muitas pessoas no salão, ele teria que percorrer um longo caminho”.

    Lula presta solidariedade a Trump depois de tiros interromperem evento em Washington

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  • Terceira via acumula derrotas, e ex-presidenciáveis se voltam para eleições estaduais

    Terceira via acumula derrotas, e ex-presidenciáveis se voltam para eleições estaduais

    Em 2026, 5 dos 7 presidenciáveis que ficaram em terceiro nas eleições dos últimos 36 anos devem encarar disputas regionais: Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) são pré-candidatas ao Senado em São Paulo; Ciro Gomes (PSDB) é pré-candidato a governador no Ceará; e Heloísa Helena (Rede) e Anthony Garotinho (Republicanos) devem se lançar como deputados federais pelo Rio de Janeiro.

    JULIANA ARREGUY
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Nenhum candidato à Presidência da República que terminou em terceiro lugar conseguiu se eleger presidente em novas tentativas. Desde a redemocratização, em 1989, todas as alternativas aos dois primeiros colocados –alguns rotulados de terceira via– acabaram se voltando para as disputas estaduais.

    Em 2026, 5 dos 7 presidenciáveis que ficaram em terceiro nas eleições dos últimos 36 anos devem encarar disputas regionais: Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) são pré-candidatas ao Senado em São Paulo; Ciro Gomes (PSDB) é pré-candidato a governador no Ceará; e Heloísa Helena (Rede) e Anthony Garotinho (Republicanos) devem se lançar como deputados federais pelo Rio de Janeiro.

    Além deles, outros dois nomes que ficaram em terceiro lugar voltaram as atenções para palanques estaduais no passado: Leonel Brizola (PDT) foi eleito governador do Rio de Janeiro após a eleição presidencial de 1989 e Enéas Carneiro (Prona), terceiro em 1994, foi o deputado federal mais votado do país em 2002, com 1,5 milhão de votos.

    O contexto das candidaturas de Brizola e Enéas também é diferente. Os dois foram candidatos em períodos anteriores à polarização entre o PT e o PSDB, que ocorreu entre 1994 e 2014, e entre o PT e o bolsonarismo, que marcou a política brasileira a partir de 2018.

    A cientista política Luciana Santana, professora da UFAL (Universidade Federal de Alagoas), avalia que a aceitação da polarização por boa parte dos políticos, em especial pelos quadros que tentaram fugir dela, segue a tendência do eleitorado brasileiro.
    “Por mais que a gente tenha um sistema multipartidário no Brasil, há uma polarização natural do comportamento do próprio eleitor, que na reta final se define pelo voto útil, porque vê pelas pesquisas quem está mais bem colocado e joga as fichas ali”, diz.

    Para Renato Meirelles, fundador do Instituto Locomotiva (voltado para pesquisas de mercado e de opinião pública), a ideia de uma candidatura de terceira via é “muito viável como desejo social, mas quase impossível como projeto eleitoral” por não conseguir reunir votos o suficiente. “É como se existisse mercado, mas não existisse produto”, afirma.

    Em 2026, as pesquisas de intenção de voto apontam novamente um cenário de polarização entre Lula (PT) e a família Bolsonaro –desta vez, com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Na última pesquisa Datafolha, eles lideravam em primeiro turno com 39% e 35%, respectivamente. Bem atrás apareciam outros nomes que tentam se projetar como uma terceira via: Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Romeu Zema (Novo), com 4%, Renan Santos (Missão), com 2%, Aldo Rebelo (DC), com 1%, e Cabo Daciolo (Mobiliza), com 1%.

    A principal aposta nos últimos meses de um nome alternativo foi articulada por Gilberto Kassab, presidente do PSD, que ainda cogitou lançar os governadores do PR, Ratinho Junior, e do RS, Eduardo Leite. Nenhum, porém, deu sinais de decolagem. As últimas tentativas envolveram um convite do PSDB para Ciro Gomes tentar novamente a Presidência, em vez da disputa pelo Governo do Ceará, e a pré-candidatura lançada pelo Avante de um novo outsider, o psiquiatra Augusto Cury.

    Adesão

    Simone Tebet se candidatou em 2022 pelo MDB como alternativa de centro à polarização entre Lula e Jair Bolsonaro (PL). A eleição foi a mais acirrada da história e, após terminar a disputa em terceiro, apoiou o petista no segundo turno. Com a vitória de Lula, foi nomeada ministra do Planejamento.

    Embora tenha construído uma carreira política longe da esquerda, com pautas ligadas ao liberalismo econômico e ao agronegócio em Mato Grosso do Sul, filiou-se ao PSB em 2026 para ser candidata ao Senado na chapa encabeçada pelo PT em São Paulo a pedido do próprio Lula.

    Sua companheira de chapa, a também pré-candidata ao Senado Marina Silva, é outra ex-presidenciável. Terceira colocada duas vezes (2010 e 2014) em disputas presidenciais, ela obteve o melhor resultado da posição em 2014 (21,3%), no último ano em que PT e PSDB se enfrentaram no segundo turno –ex-petista, apoiou o tucano Aécio Neves na reta final daquela eleição.

    Marina já estava rompida com o PT quando se candidatou a presidente pela primeira vez, em 2010. Ela passou por outras legendas à esquerda (PV e PSB) antes de fundar a Rede, sigla pela qual concorreu novamente à Presidência em 2018 -sua terceira e última tentativa-, sempre com agendas ambientalistas alinhadas à esquerda.

    Em 2022, se reconciliou com Lula e integrou o palanque dele em São Paulo, por onde se elegeu deputada federal. Foi nomeada ministra do Meio Ambiente, função que já havia exercido nos primeiros mandatos dele (2003-2008), e retorna às urnas em costura política feita pelo PT.

    Também ex-petista e filiada à Rede, a pré-candidata a deputada federal no Rio de Janeiro Heloísa Helena se apresentou como opção mais à esquerda na eleição de 2006, concorrendo pelo PSOL. Na ocasião, promoveu ataques ao PT e ao mensalão, terminando em terceiro lugar. Até hoje faz críticas abertas ao PT e ao próprio Lula, mesmo com uma ala do seu partido apoiando a reeleição dele.

    Mudança

    Ciro Gomes disputou a Presidência quatro vezes (1998, 2002, 2018 e 2022). Em duas delas (1998 e 2018), ficou em terceiro lugar; na primeira, em oposição ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e, na segunda, crítico ao governo Michel Temer (MDB).

    Ex-governador do Ceará, Ciro teve atuação política de centro-esquerda, tendo sido ministro de Itamar Franco e de Lula, no primeiro mandato do petista. Na eleição de 2018, criticou PT e PSDB e, derrotado, não quis subir no palanque de Fernando Haddad (PT) no segundo turno.

    Quatro anos depois, colocou-se de novo como alternativa à polarização (desta vez, a Lula e Bolsonaro) e teve apenas 3,04% dos votos, seu pior desempenho em disputas presidenciais. Apoiou o petista no segundo turno em 2022, mas, para 2026, negocia a candidatura ao governo cearense com aceno ao clã Bolsonaro.

    Ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho também iniciou a trajetória na centro-esquerda e hoje figura em um partido (Republicanos) que é cortejado tanto pelo PT quanto pelo bolsonarismo no estado.

    Em 2002, após ter governado o Rio com uma agenda assistencialista, Garotinho, no PSB, foi o terceiro colocado da eleição presidencial que elegeu Lula pela primeira vez. Desde então, tentou concorrer duas vezes ao governo fluminense (2014 e 2018), uma a deputado federal (2022) e outra a vereador carioca (2024).

    Nas eleições de 2018 e 2022 teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral por ser considerado inelegível -ele foi preso preventivamente cinco vezes, entre 2016 e 2019, sob acusação de fraudes eleitorais e desvio de verbas públicas em Campos dos Goytacazes, seu reduto eleitoral, durante a gestão de sua mulher, a ex-governadora Rosinha Garotinho. Os processos que levaram às prisões foram anulados e ele ensaia, para este ano, uma candidatura a deputado federal.

    Sem polarização

    Único governador eleito pelo voto popular em dois estados diferentes -Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro-, Leonel Brizola foi o terceiro colocado na primeira eleição direta para presidente após o fim da ditadura, em 1989.

    Fundador do PDT, disputava os votos da esquerda com Lula, a quem apoiou no segundo turno contra Fernando Collor (PRN), que sairia vitorioso, em um gesto considerado simbólico até hoje pelos petistas. No ano seguinte, elegeu-se novamente governador do Rio de Janeiro e, em 1994, disputou a Presidência de novo, terminando em quinto lugar.

    Com atuação sempre à esquerda e pelas causas trabalhistas, retornou às urnas em 1998 como vice de Lula, em mais uma derrota para FHC, e disputou sua última eleição em 2002 para senador do Rio de Janeiro, terminando em sexto lugar. Morreu em junho de 2004 após sofrer um infarto.

    Também em 1989, o médico cardiologista Enéas Carneiro concorreu à Presidência pelo Prona, partido que ele mesmo havia fundado e que, posteriormente se fundiria ao PL de Valdemar Costa Neto. Com apenas 15 segundos de propaganda televisiva, transformou em bordão o jeito enfático como se apresentava ao eleitor (“meu nome é Enéas”), terminando em 12º lugar.

    Com pautas conservadoras e nacionalistas, foi o terceiro colocado na eleição presidencial de 1994 e o quarto na de 1998. Derrotado na eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2000 (terminou em quinto lugar), foi o deputado federal eleito com a maior quantidade de votos em 2002 (1,5 milhão). Reeleito em 2006, morreu em maio de 2007, vítima de leucemia.

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  • Flávio critica provocações entre bolsonaristas, e Nikolas reclama de quem 'mina a própria base'

    Flávio critica provocações entre bolsonaristas, e Nikolas reclama de quem 'mina a própria base'

    “Fica aqui meu pedido sincero: não precisa ‘pressionar’ ninguém ou me ‘defender’ de pessoas que também querem Bolsonaro na Presidência da República. Já disse algumas vezes e repito, cada um tem o seu tempo e a sua forma de ajudar”, escreveu Flávio em publicação na noite desta sexta-feira (24).

    MARINA PINHONI
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou “provocações e cobranças” entre aliados após novo episódio de troca de ofensas entre um de seus irmãos e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) nas redes sociais.

    “Fica aqui meu pedido sincero: não precisa ‘pressionar’ ninguém ou me ‘defender’ de pessoas que também querem Bolsonaro na Presidência da República. Já disse algumas vezes e repito, cada um tem o seu tempo e a sua forma de ajudar”, escreveu Flávio em publicação na noite desta sexta-feira (24).

    Mais cedo, Nikolas havia afirmado que, se a capacidade cognitiva do vereador Jair Renan Bolsonaro (PL) e a de outro influenciador de direita que o critica fossem somadas, ainda assim não alcançariam a de uma “toupeira cega”.

    Depois da postagem do pré-candidato à Presidência, o deputado mineiro respondeu ao apelo e afirmou que sofre provocações “há três anos” e permanecia calado. “Mas como todo ser humano, tenho um limite. E com o passar do tempo, vários aliados de longa data, leais e íntegros tem sido alvo da mesma turma que nada agregam, a não ser gerar divisão e até mesmo fiscalização/perseguição a quem não posta uma porcentagem que eles desejam.”

    Nikolas também citou correligionários na Câmara, afirmando que eles têm se tornado “alvo diário” de perseguição, “minando a própria base que o seu pai criou”.

    “Isso tem gerado um clima que ninguém mais suporta. Poucos tem coragem de enfrentar, e quando enfrentam, recebem o rótulo de ‘traidores’”, disse.

    No início do mês, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro disse que “os holofotes e a fama” fizeram mal ao parlamentar mineiro.

    “Você continua colocando Flavio numa espiral do silêncio, com menos de meia dúzia de apoios públicos, apenas para fingir não ter abandonado o grupo político que te projetou.”

    Flávio critica provocações entre bolsonaristas, e Nikolas reclama de quem 'mina a própria base'

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  • Fachin suspende decisão que proibia venda de bens do DF para cobrir rombo do Master no BRB

    Fachin suspende decisão que proibia venda de bens do DF para cobrir rombo do Master no BRB

    A decisão de Fachin atende um pedido do governo do DF, que questionava a posição da Justiça do DF contra o uso dos imóveis. A ordem da suspensão de liminar foi monocrática, mas será submetida ao plenário do STF entre os dias 8 e 15 de maio em sessão virtual.

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu a decisão que proibia a venda de bens móveis e imóveis do governo do Distrito Federal para a recuperação financeira do Banco de Brasília (BRB). O parecer foi publicado no final da noite desta sexta-feira, 24.

    A decisão de Fachin atende um pedido do governo do DF, que questionava a posição da Justiça do DF contra o uso dos imóveis. A ordem da suspensão de liminar foi monocrática, mas será submetida ao plenário do STF entre os dias 8 e 15 de maio em sessão virtual.

    A decisão pela proibição, tomada pelo desembargador Rômulo de Araújo Mendes, atendeu a um pedido do Ministério Público e suspendeu a eficácia de dispositivos da lei que autorizava o governo local a capitalizar o BRB por meio de nove imóveis públicos, incluindo a venda dos terrenos, a estruturação de um fundo imobiliário e a oferta dos bens em um empréstimo.

    No pedido ao STF, o Distrito Federal argumentou que a decisão \”ocasiona grave lesão à ordem administrativa, ao interferir diretamente no exercício das competências constitucionais do Poder Executivo e neutralizar os efeitos concretos de lei regularmente aprovada pelo Poder Legislativo local e sancionada pelo Chefe do Executivo\”.

    Fachin entendeu as alegações de \”grave lesão\” como plausíveis enfatizando \”o evidente risco concreto à ordem econômica\”, dada a relevância do BRB.

    \”O Banco de Brasília desempenha papel central no sistema financeiro do Distrito Federal, sendo responsável pela operacionalização de programas sociais relevantes, pelo pagamento de servidores públicos, pela gestão de volumes expressivos de depósitos – inclusive judiciais – e pela concessão de crédito em escala significativa à economia local\”, escreveu Fachin.

    O presidente apontou ainda \”risco relevante ao interesse público\” dada a possibilidade de que a \”inviabilização das medidas de recuperação\” do BRB pudesse \”comprometer a continuidade de serviços essenciais e a execução de políticas públicas de caráter social e econômico\”.

    Compra do Master pelo BRB

    O BRB, banco público controlado pelo governo do Distrito Federal, entrou no radar do caso Master por ter sido o principal interessado na aquisição da instituição ligada a Daniel Vorcaro e por operações financeiras hoje sob investigação da Polícia Federal.

    A proposta previa a compra de uma participação relevante no banco e foi apresentada como uma saída para evitar sua quebra. O negócio, no entanto, foi barrado pelo Banco Central em setembro de 2025, que apontou falta de viabilidade econômico-financeira e risco de transferência de prejuízos ao banco público.

    Além da tentativa de aquisição, a Polícia Federal investiga se o BRB comprou carteiras de crédito fraudulentas do Master, com foco em possíveis falhas nos mecanismos internos de análise, aprovação e governança.

    Fachin suspende decisão que proibia venda de bens do DF para cobrir rombo do Master no BRB

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  • Capacidade de Jair Renan é menor que de 'toupeira cega', diz Nikolas

    Capacidade de Jair Renan é menor que de 'toupeira cega', diz Nikolas

    Por meio de uma publicação na rede social X (antigo Twitter), Nikolas afirmou que o vereador teria uma capacidade cognitiva inferior à de uma “toupeira cega”. O conflito teve início após uma troca de provocações com o influenciador de direita Junior Japa.

    O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a protagonizar um embate com integrantes da família de Jair Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira, 24. Desta vez, o alvo foi o filho mais novo do ex-presidente, Jair Renan Bolsonaro (PL-SC).

    Por meio de uma publicação na rede social X (antigo Twitter), Nikolas afirmou que o vereador teria uma capacidade cognitiva inferior à de uma “toupeira cega”. O conflito teve início após uma troca de provocações com o influenciador de direita Junior Japa. Ele criticou o deputado por aparecer recentemente usando camiseta branca, em contraste com a tradicional camiseta preta adotada em conteúdos de oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla não alcança a de uma toupeira cega. pic.twitter.com/F8voYWiHcC

    — Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) April 24, 2026 ” target=”_blank” rel=”noopener”>

    Na mesma publicação, o influenciador insinuou que Nikolas teria se incomodado com críticas, além de sugerir que ele estaria trocando apoio político por emendas e deixando de participar da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em resposta, o deputado rebateu com uma nova postagem, afirmando que enviaria emendas para “internar” seus críticos em um hospício.

    A discussão ganhou novos desdobramentos quando outro influenciador, Fernando Lisboa, e Jair Renan passaram a ironizar as declarações de Nikolas. O deputado, então, compartilhou uma captura de tela da interação entre ambos, acompanhada da legenda: “se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla não alcança a de uma toupeira cega”.

    Fernando Lisboa respondeu às críticas afirmando que Nikolas “passou o Eduardo Bolsonaro para trás”. Em seguida, acrescentou: “Não satisfeito, ainda deu um chega pra lá em Jair Bolsonaro. Vivia lá na porta do Alvorada, mendigando atenção. Subiu um pouco e já entrou o rei na barriga”.

    Nos últimos meses, Nikolas Ferreira tem ampliado os ataques direcionados aos filhos de Bolsonaro em suas redes sociais. No início deste mês, Eduardo Bolsonaro declarou que não pode “aceitar ser humilhado” pelo colega. Em outro texto mais extenso, o parlamentar, conhecido como “03”, afirmou ter contribuído para impulsionar a trajetória política de Nikolas dentro do PL e no cenário nacional.

    Capacidade de Jair Renan é menor que de 'toupeira cega', diz Nikolas

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  • Moraes manda prender ex-diretor da PRF e outros quatro condenados por trama golpista

    Moraes manda prender ex-diretor da PRF e outros quatro condenados por trama golpista

    O relator considerou concluída nesta sexta-feira (24) a condenação definitiva dos militares acusados de atuar como o braço operacional da tentativa de golpe. O julgamento terminou em 16 de dezembro do ano passado e os envolvidos tentavam questionar trechos da decisão.

    ANA POMPEU
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), oficializou o início do cumprimento da pena dos cinco condenados do núcleo de gerenciamento de ações da trama golpista. O grupo inclui membros do governo Jair Bolsonaro (PL) que tinham cargos estratégicos e integrantes que já estavam em prisões preventivas.

    O relator considerou concluída nesta sexta-feira (24) a condenação definitiva dos militares acusados de atuar como o braço operacional da tentativa de golpe. O julgamento terminou em 16 de dezembro do ano passado e os envolvidos tentavam questionar trechos da decisão.

    Integram o grupo o ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques, a quem foi determinada pena de 24 anos e seis meses de prisão, Filipe Martins (ex-assessor internacional da Presidência), Marcelo Costa Câmara (ex-assessor da Presidência), Marília Ferreira (ex-integrante do Ministério da Justiça) e Mário Fernandes (ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência).

    Ao longo do processo, as defesas dos integrantes do núcleo afirmaram não haver provas suficientes para uma condenação, apontaram inconsistências na denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) e defenderam que seus clientes não tinham competência para agir de acordo com o que foram acusados.

    É neste núcleo que o Supremo julgou as blitze da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno das eleições de 2022. Inicialmente, as investigações sobre esse tema eram feitas separadamente pela Polícia Federal, mas a PGR decidiu juntar a acusação à ação principal sobre a tentativa de golpe.

    O julgamento também tratou da controvérsia acerca da ida aos EUA de Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência. A viagem é marcada por versões contraditórias e foi usada pela defesa e por aliados do ex-presidente para contestar o processo.

    Martins é acusado de ter apresentado a primeira versão da minuta golpista. O documento continha uma série de “considerandos”, como um fundamento técnico e jurídico para a ação. Segundo a denúncia, Bolsonaro pediu edições no texto e, em seguida, apresentou a proposta aos chefes das Forças Armadas.

    Eles foram denunciados por cinco crimes: tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.

    O trânsito em julgado é o encerramento do processo e a partir de quando a pena começa a ser efetivamente cumprida.
    Moraes definiu ainda o local de prisão dos demais réus do núcleo principal da trama golpista.

    Preso no final do ano passado, o ex-assessor Filipe Martins chegou a passar um tempo no Centro Médico Penal, de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. A defesa do ex-assessor afirma que o local tem melhor estrutura e condições de segurança que a cadeia de Ponta Grossa, no interior do Paraná, onde ele foi mantido.

    Silvinei Vasques foi preso em 26 de dezembro passado no Paraguai, no aeroporto de Assunção, quando tentava embarcar em voo internacional para El Salvador com um passaporte paraguaio falso. Ele teria rompido a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina, e a suspeita é que tenha ido de carro para o Paraguai.

    Na mesma data, Moraes decretou a prisão domiciliar de Marília Alencar. Em março, ela passou por uma cirurgia e, desde então, tem feito consultas e exames pós-operatórios. Segundo Moraes, não houve notícia de descumprimento das medidas cautelares impostas.

    Já Marcelo Costa Câmara está em prisão preventiva desde junho passado. De acordo com Moraes, o coronel tentou acessar informações sigilosas sobre a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência da República.

    VEJA AS PENAS ESTIPULADAS:

    Mario Fernandes: 26 anos e 6 meses, sendo 24 anos de reclusão com regime inicial fechado e 2 anos e 6 meses de detenção, e 120 dias-multa; cada dia-multa equivalente a um salário mínimo
    Silvinei Vasques: 24 anos e seis meses, sendo 22 anos de reclusão com regime inicial fechado e 2 anos e 6 meses de detenção, além de 120 dias-multa; cada dia-multa equivalente a um salário mínimo
    Marcelo Costa Câmara: 21 anos, sendo 18 anos e 6 meses de reclusão com regime inicial fechado e 2 anos e 6 meses de detenção, além de 120 dias-mult; cada dia-multa equivalente a um salário mínimo

    Filipe Martins: 21 anos, sendo 18 anos e 6 meses de reclusão com regime inicial fechado e 2 anos e 6 meses de detenção, além de 120 dias-multa; cada dia-multa equivalente a um salário mínimo
    Marília Alencar: 8 anos e 6 meses de reclusão com regime inicial fechado, além de 40 dias-multa; cada dia-multa equivalente a um salário mínimo

    Fernando de Souza Oliveira: Absolvido por insuficiência de provas

    Moraes manda prender ex-diretor da PRF e outros quatro condenados por trama golpista

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  • 'Misógino arrogante da extrema direita', diz Gleisi sobre conselheiro de Trump que criticou brasileiras

    'Misógino arrogante da extrema direita', diz Gleisi sobre conselheiro de Trump que criticou brasileiras

    Em entrevista a uma rede italiana, o conselheiro também se referiu às brasileiras como “putas” e “raça maldita”. Nas redes, Gleisi chamou o conselheiro de “misógino arrogante da extrema direita”.

    MARIANA BRASIL
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A ex-ministra e pré-candidata ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), rebateu nesta sexta-feira (24) a fala do enviado especial para assuntos globais no governo de Donald Trump, Paolo Zampolli, de que mulheres brasileiras são “programadas para causar confusão.”

    Em entrevista a uma rede italiana, o conselheiro também se referiu às brasileiras como “putas” e “raça maldita”. Nas redes, Gleisi chamou o conselheiro de “misógino arrogante da extrema direita”.

    “Esse Paolo Zampolli, enviado especial do Donald Trump para assuntos globais, é o tipo de misógino arrogante da extrema direita. Quem cria confusão e guerras que afetam o mundo inteiro é o chefe dele. Respeite as mulheres, respeite as brasileiras! No Brasil você não é bem-vindo!”, escreveu a ex-chefe da articulação política do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    “As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira”, disse ele na entrevista à rede italiana RAI e em referência à sua ex-mulher, a ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por quase 20 anos.

    O repórter italiano questionou se esta seria uma “questão genética” das brasileiras. Zampolli respondeu que não e afirmou que as “mulheres brasileiras são programadas”.

    “Para extorquir?”, questiona o jornalista. “Não, para causar confusão”, respondeu ele.

    Em nota, o Ministério das Mulheres também se manifestou contra a declaração de Zampolli, afirmando que as falas do funcionário do governo americano reforçam discursos de ódio.

    “O Ministério das Mulheres repudia veementemente a declaração ofensiva proferida pelo assessor especial do governo dos Estados Unidos, Paolo Zampolli, contra meninas e mulheres brasileiras. O assessor fez afirmações que reforçam um discurso de ódio e desvalorizam as mulheres do país, em afronta à dignidade e ao respeito.”

    “A misoginia não constitui opinião. Trata-se de manifestação de ódio, aversão e incitação à violência, configurando prática criminosa”, diz ainda a nota. “Nesse sentido, o ministério ressalta que o ódio contra meninas e mulheres não pode ser relativizado sob o argumento da liberdade de expressão.”

    'Misógino arrogante da extrema direita', diz Gleisi sobre conselheiro de Trump que criticou brasileiras

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  • Motta cria comissão para analisar PEC da redução da escala 6X1

    Motta cria comissão para analisar PEC da redução da escala 6X1

    A CCJ só analisa se os textos estão aderentes à Constituição Federal. O mérito caberá à comissão especial.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), publicou nesta sexta-feira (24) ato criando a comissão especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que trata da redução da jornada de trabalho no país. O texto teve a admissibilidade aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na quarta-feira (22).

    A CCJ só analisa se os textos estão aderentes à Constituição Federal. O mérito caberá à comissão especial.

    A comissão será composta de 37 membros titulares e de igual número de suplentes. Pelo regimento, o colegiado terá o prazo de até 40 sessões para proferir seu parecer.

    Os membros analisarão duas propostas de redução na jornada de trabalho. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.

    A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

    Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Se aprovadas na comissão especial, irão depois para votação no plenário.

    As duas propostas ganharam força com o movimento “Vida Além do Trabalho”, que busca o fim da escala 6×1 para melhorar a saúde mental e a qualidade de vida dos trabalhadores. A admissão das propostas foi aprovada por unanimidade em votação simbólica.

    Quando a PEC for à votação no plenário, será exigido um quórum de três quintos dos votos dos deputados, o que corresponde a 308 parlamentares, em dois turnos.

    Proposta do governo

    Como essa tramitação pode se estender por meses e diante da tentativa da oposição de barrar a PEC, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

    O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

    Motta cria comissão para analisar PEC da redução da escala 6X1

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  • Associação de delegados da PF critica fala de Lula sobre agentes que 'fingem trabalhar'

    Associação de delegados da PF critica fala de Lula sobre agentes que 'fingem trabalhar'

    Segundo a entidade, as declarações de Lula causam preocupação ao colocarem em dúvida o \”comprometimento de delegados da Polícia Federal\” e \”simplificar indevidamente o tema segurança pública e o combate ao crime organizado\”.

    A Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) reagiu nesta quinta-feira, 23, a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre suposta falta de atuação de integrantes da corporação.

     

    Segundo a entidade, as declarações de Lula causam preocupação ao colocarem em dúvida o \”comprometimento de delegados da Polícia Federal\” e \”simplificar indevidamente o tema segurança pública e o combate ao crime organizado\”.

     

    O presidente afirmou que pediu ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, para convocar delegados que estão fora da corporação a atuarem no combate ao crime organizado. Só iriam ficar de fora, disse, agentes que estão \”fingindo trabalhar\”.

     

    No comunicado, a ADPF afirma que, atualmente, 53 delegados estão cedidos a outros órgãos, o que representa menos de 3% do total em atividade. Para a associação, esse número não justifica a avaliação feita pelo presidente nem sustenta a expectativa de impacto significativo no combate ao crime.

     

    A entidade ressalta que o enfrentamento ao crime organizado exige \”menos propaganda e mais ações concretas\”, como investimentos em capacitação dos profissionais e inteligência estratégica. \”Declarações que desqualificam policiais não contribuem para esse objetivo e fragilizam o debate público sobre segurança\”, diz a nota.

     

    A associação alerta para a diminuição de ingressantes na carreira de delegado de Polícia Federal e perda de talentos: \”Enquanto 104 novos delegados ingressaram na instituição nos últimos três anos, 50 optaram por deixá-la para assumir outros cargos. Paralelamente, houve redução significativa no interesse pelos concursos públicos, com queda de 321 mil inscritos em 2021 para 218 mil em 2025\”.

     

    O combate ao crime organizado é considerado um assunto estratégico para o governo, pelo impacto que pode ter nas eleições de outubro. Conforme indicam as pesquisas eleitorais, a segurança pública tende a ser uma das principais pautas do pleito.

     

    Na quarta-feira, 22, o presidente Lula assinou um decreto convocando mil novos agentes para reforçar o enfrentamento às organizações criminosas. Ele afirma que é a primeira vez que todos os cargos da Polícia Federal serão ocupados por servidores.

     

    \”Eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vão ficar fora aqueles que forem secretários de Estado. Aqueles agentes ou delegados que estão aí, em outro lugar, fingindo que estão trabalhando e não estão trabalhando, todos vão ter que voltar, porque nós vamos derrotar o crime organizado\”, disse Lula.

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