Categoria: POLÍTICA

  • Defesa de Vorcaro pede ao STF que conversa com banqueiro na prisão não seja gravada

    Defesa de Vorcaro pede ao STF que conversa com banqueiro na prisão não seja gravada

    Segundo nota divulgada pelos advogados, a defesa protocolou um pedido solicitando providências para garantir o pleno exercício do direito de defesa durante o período de custódia do empresário na Penitenciária Federal de Brasília

    A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que as conversas entre o banqueiro e seus advogados no presídio não sejam gravadas.

    Vorcaro está detido na Penitenciária Federal de Brasília, que integra o Complexo da Papuda. No local, ele cumpre prisão preventiva determinada pelo ministro André Mendonça, do STF, para evitar possível obstrução das investigações sobre fraudes supostamente cometidas por ele e por seus aliados.

    Segundo nota divulgada pelos advogados, a defesa protocolou um pedido solicitando providências para garantir o pleno exercício do direito de defesa durante o período de custódia do empresário na Penitenciária Federal de Brasília.

    “Diante desse cenário, a defesa requereu ao Supremo Tribunal Federal que seja garantida a realização de visitas dos advogados regularmente constituídos sem qualquer tipo de monitoramento ou gravação, com a possibilidade de ingresso de cópias impressas dos autos e de registro de anotações durante os encontros”, afirmaram os advogados.

    O presídio onde o banqueiro está detido prevê que as visitas aos detentos ocorram por meio de interfone, com filmagem e gravação, ou por videoconferência, também com monitoramento.

    No pedido, a defesa afirma que, caso as visitas não possam ocorrer sem gravação, será solicitada a transferência de Vorcaro para outra unidade prisional.

    “A defesa destacou que a comunicação reservada entre advogado e cliente constitui garantia essencial do direito de defesa. Caso essas prerrogativas não possam ser asseguradas pela unidade prisional, foi solicitado que Daniel Vorcaro seja transferido para outro estabelecimento em Brasília capaz de garantir o pleno exercício dessas garantias legais”, disseram os advogados.

    O Supremo Tribunal Federal ainda não se manifestou sobre o pedido.

    Vorcaro foi preso na última quarta-feira (4), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades na gestão do banco. Desde a prisão, os advogados afirmam que ainda não conseguiram visitar o banqueiro.

    “Segundo informações prestadas pela direção da unidade prisional, a visita dos advogados não poderia ocorrer de imediato, dependendo de agendamento para alguma data da próxima semana. Foi informado ainda que os encontros seriam monitorados por áudio e vídeo e que os defensores não poderiam ingressar sequer com papel e caneta”, disseram.

    A Penitenciária Federal de Brasília é uma das cinco unidades de segurança máxima administradas pelo governo federal. Entre os detentos está, por exemplo, o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, além de outros integrantes da facção.

    Vorcaro passará a maior parte do tempo sozinho na cela. Ele só poderá sair para tomar banho, receber visitas em salas separadas por vidro, com comunicação por interfone, e para o banho de sol. As visitas, tanto de familiares quanto de advogados, podem durar até três horas, e todas as conversas são gravadas.
     
     

     

    Defesa de Vorcaro pede ao STF que conversa com banqueiro na prisão não seja gravada

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Não acredito que Trump tenha interesse em interferir nas eleições brasileiras, diz Motta

    Não acredito que Trump tenha interesse em interferir nas eleições brasileiras, diz Motta

    Presidente da Câmara afirmou que o governo Lula mantém diálogo positivo com os Estados Unidos e destacou que o país tem defendido sua soberania nas relações com Washington, mesmo após medidas comerciais adotadas por Donald Trump

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou acreditar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não tem interesse em interferir nas eleições brasileiras.

    A declaração foi feita nesta segunda-feira (9), durante entrevista à Rádio Metrópole, da Bahia. Na ocasião, Motta disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem mantido um “bom diálogo” com o governo norte-americano.

    “O presidente Trump, na minha avaliação, tem buscado muito mais defender as relações comerciais dos países onde ele tem interesse com os Estados Unidos. Com relação ao Brasil, o presidente Lula tem conseguido implementar um bom diálogo com o presidente Trump depois das tarifas que ele decidiu impor ao Brasil”, afirmou Motta.

    O presidente da Câmara acrescentou que as conversas entre os dois países têm ocorrido de forma positiva.

    “Esse diálogo vem se dando de forma positiva. O Brasil demonstrou capacidade de diálogo, defendendo a sua soberania”, disse.

    Por fim, Motta reforçou que não acredita em qualquer tentativa de interferência nas eleições brasileiras.

    “O Brasil, neste ponto, está bem posicionado, e eu não acredito que o presidente Trump tenha interesse de interferir nas eleições brasileiras”, afirmou.
     

     
     

    Não acredito que Trump tenha interesse em interferir nas eleições brasileiras, diz Motta

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • PF suspeita de crime financeiro e avança sobre resort ligado a Toffoli com quebras de sigilo

    PF suspeita de crime financeiro e avança sobre resort ligado a Toffoli com quebras de sigilo

    A PF não pode investigar Toffoli por suspeitas de crimes comuns sem a autorização do Supremo. A apuração é de responsabilidade do próprio tribunal, com atuação da PGR (Procuradoria-Geral da República) e da polícia

    (CBS NEWS) – A PF (Polícia Federal) suspeita de crimes financeiros em fundos ligados ao resort Tayayá, do qual uma empresa da família do ministro Dias Toffoli foi sócia, e pretende avançar nas investigações com análises de quebras de sigilo e identificação de eventuais irregularidades.

    O integrante do STF (Supremo Tribunal Federal) não é investigado pela PF, mas há expectativa na corporação de que transações relacionadas a ele e à sua família apareçam entre os dados coletados.

    As quebras de sigilo envolvem fundos que têm conexão com o Banco Master e tiveram relações, mesmo que indiretas, com o Tayayá. A polícia deve requisitar ainda RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira) ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre transações financeiras atípicas ou suspeitas.

    O principal desses fundos sob suspeita é o Arleen, que pertence à teia usada pelo Master em fraudes investigadas por autoridades. Uma empresa da família de Toffoli, a Maridt, vendeu sua participação no Tayayá em 2021 ao fundo.

    A conexão entre o resort e a teia fraudulenta de fundos de Vorcaro por meio do Arleen foi revelada pela Folha de S. Paulo.

    O próprio ministro afirmou, mais tarde, ser um dos sócios da Maridt e ter recebido rendimentos pela venda das cotas da empresa para o Arleen, o que provocou uma crise que levou ao afastamento da relatoria do inquérito do Master.

    Como a PF apura crimes financeiros nas investigações relacionadas ao Master, integrantes da corporação veem como inevitável a necessidade dessas quebras de sigilo que, por consequência, chegarão a transações ligadas a Toffoli.

    Procurado no final da manhã deste domingo (8) por meio da assessoria do Supremo via mensagem de WhatsApp e questionado se gostaria de comentar as investigações, o ministro Dias Toffoli não se manifestou até a publicação desta reportagem.

    O cotista do Arleen é o fundo Leal, que por sua vez tem como cotista o advogado e pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, apontado nas investigações como operador do dono do Master. Zettel foi preso na última quarta-feira (4), assim como Vorcaro, na terceira fase da Operação Compliance Zero.

    Caso entenda que há suspeitas de irregularidades e necessidade de investigar Toffoli por alguma movimentação de recursos, a Polícia Federal terá que enviar um documento apontando os achados ao atual relator dos inquéritos no Supremo, o ministro André Mendonça.

    A PF não pode investigar Toffoli por suspeitas de crimes comuns sem a autorização do Supremo. A apuração é de responsabilidade do próprio tribunal, com atuação da PGR (Procuradoria-Geral da República) e da polícia.

    O caso Master começou a tramitar no STF sob a relatoria de Toffoli no fim do ano passado, quando a defesa de Vocaro protocolou um pedido para levar a investigação à corte -até então, as apurações tramitavam na primeira instância da Justiça Federal. O ministro decidiu que as diligências e medidas relacionadas à investigação deveriam ser supervisionadas por ele.

    Toffoli, porém, passou a sofrer pressão para se afastar do caso. Em fevereiro, a PF entregou um relatório ao presidente do Supremo, Edson Fachin, com informações que apontavam suspeitas de eventuais irregularidades nas relações de Toffoli com o Master.

    O documento, que era uma Informação de Polícia Judiciária, poderia levar não apenas a uma análise sobre a imparcialidade ou suspeição do ministro para conduzir os inquéritos do caso, mas também a uma investigação contra ele.

    No fim, a peça foi autuada por Fachin como um pedido de suspeição, mas acabou arquivada após Toffoli decidir deixar a relatoria do caso, que foi sorteada para Mendonça. Na ocasião, Toffoli admitiu que era um dos sócios da Maridt e que vendeu sua participação no resort Tayayá em 2021 para um fundo da teia do banqueiro Daniel Vorcaro.

    Até então, o que se sabia é que a empresa era de dois irmãos do ministro. Como a companhia é uma sociedade fechada, os irmãos não são obrigados a divulgar toda a relação de sócios nem o tamanho da participação de cada um no negócio.

    Toffoli argumentou que, como sua empresa já havia deixado a sociedade no resort meses antes de estourar o caso da compra do Master pelo BRB e de ser designado relator no STF, não havia impedimentos para conduzir as investigações.

    O Arleen Fundo de Investimentos teve, até 2025, ações da Tayayá Administração e Participações, responsável pelo resort em Ribeirão Claro (PR), que pertencia em parte à família de Toffoli, e também participação direta na DGEP Empreendimentos, incorporadora imobiliária da mesma cidade que tinha como um de seus sócios um primo do ministro.

    A conexão com o caso Master aconteceu por uma cadeia de fundos. O Arleen foi um dos cotistas do RWM Plus, que por sua vez também recebeu investimentos de fundos ligados ao Maia 95, um dos seis apontados pelo Banco Central como integrantes da suposta teia de fraudes do banco de Daniel Vorcaro.

    O Arleen e todos os demais fundos da teia tiveram como administradora a Reag, que administrava também fundos ligados a Vorcaro e é investigada na operação Carbono Oculto, por suspeita de lavar dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital).

    A PF vê a situação de Toffoli de maneira divergente à do ministro Dias Toffoli. O jornal O Globo mostrou que, em 17 de novembro de 2025, data da prisão de Vorcaro, o ministro do STF trocou ao menos nove mensagens com o empresário. Os horários das trocas coincidem com imagens do bloco de notas do ex-banqueiro, no qual estão escritas mensagens que indicam se tratar de um processo para evitar salvar o Banco Master e interferir num processo contra Vorcaro na Justiça.

    A Folha de S. Paulo confirmou que houve ligações e trocas de mensagens entre eles, mas não o teor delas. Para a PF, o conteúdo analisado até o momento não enseja investigações sobre a conduta de Moraes.

    Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo em 9 de dezembro, o Banco Master contratou, no início de 2024, o escritório de familiares de Moraes, por R$ 3,6 milhões mensais, para auxiliar na defesa dos interesses da instituição por três anos.

    PF suspeita de crime financeiro e avança sobre resort ligado a Toffoli com quebras de sigilo

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Tarcísio lidera isolado intenção de voto para Governo de SP, mostra Datafolha

    Tarcísio lidera isolado intenção de voto para Governo de SP, mostra Datafolha

    A margem de erro máxima para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE: BR-06798/2026 e SP-04136/2026

    (CBS NEWS) – O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é o líder isolado em todos os cenários testados pelo Datafolha, com taxas de intenção de voto superiores a 40% no primeiro turno para o Governo de São Paulo, mostra nova pesquisa do instituto.

    Em segundo lugar, aparece um dos possíveis candidatos ligados ao presidente Lula (PT) -o grupo político do petista ainda não bateu o martelo sobre quem disputará o governo no estado. O ministro Fernando Haddad (PT) pontua melhor do que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do que a ministra Simone Tebet (MDB).

    Tarcísio também vence os cenários de segundo turno testados pelo Datafolha, com taxas de intenção de voto que variam de 50% a 60%.

    O levantamento foi realizado entre os últimos dias 3 e 5 de março. Foram 1.608 entrevistas em todo o estado de São Paulo, distribuídas em 71 municípios, com a população de 16 anos ou mais.

    A margem de erro máxima para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE: BR-06798/2026 e SP-04136/2026.

    O resultado da pergunta espontânea, quando não é apresentado nenhum nome ao entrevistado, mostra que a eleição para governador ainda não mobilizou a população (59% responderam que não sabem em quem vão votar). Tarcísio é o que se sai melhor, com 22% das indicações (mais 3% que disseram “o atual governador”). Haddad, que não decidiu se sairá candidato, tem 2%, mesma marca de pesquisa de abril de 2025.
    Quando a pergunta é estimulada -o entrevistador apresenta os nomes- e sobre grau de conhecimento dos candidatos, o ministro da Fazenda está empatado, na margem de erro, com o atual governador. Exatamente a metade (50%) disse conhecer bem Haddad e 47% responderam o mesmo sobre Tarcísio.
    Alckmin, quatro vezes governador de São Paulo, é conhecido muito bem por 54% e a ministra Simone Tebet (MDB), que é do Mato Grosso do Sul, por 22%.
    No cenário estimulado com cinco nomes, Tarcísio lidera com 44% das intenções de voto. Ele é seguido por Haddad, com 31%, pelo ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), com 5%, pelo deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil), com 5%, e pelo comentarista Felipe D’Avila (Novo), com 3%.
    O governador tem porcentagens de intenção de voto mais altas entre os homens do que entre as mulheres (49%, frente a 39%), entre os que têm 60 anos ou mais (52%, ante 30% entre os que têm entre 16 e 24 anos) e entre os evangélicos (54%, ante 44% entre os católicos).
    Já Haddad tem taxas de intenção de voto maiores entre as mulheres do que entre os homens (34%, frente a 27%), entre os católicos do que entre os evangélicos (32%, ante 21%) e entre os funcionários públicos (48%, ante 23% entre os empresários e 24% entre as donas de casa).
    Se a candidatura de Haddad for confirmada, a disputa com Tarcísio será mais acirrada na capital do que no interior, onde a diferença entre os dois é de 19 pontos percentuais, com vantagem para o atual governador, que recebe 47% das intenções de voto no interior contra 28%. Na região metropolitana, a diferença entre os dois cai, confirmando a natureza menos conservadora da capital. Na região, Tarcísio marca 40% ante 34% do petista.
    Em 2022, Haddad e Lula, candidato à Presidência, venceram na capital, mas no interior Tarcísio bateu o atual ministro da economia.
    No segundo cenário desenhado pelo Datafolha, há cinco nomes e Haddad é substituído por Alckmin. Tarcísio lidera com 46%, seguido pelo vice-presidente, com 26%, por Serra, com 6%, por Kataguiri, com 5%, e por D’Avila, com 3%. Brancos ou nulos são 13% e indecisos, 2%.
    No terceiro cenário, com a inclusão do ministro Márcio França (PSB), Tarcísio aparece à frente com 44% das intenções de voto. Na sequência vem Haddad, com 28%, França, com 5%, Kataguiri, com 4%, Serra, com 4%, e D’Avila, com 2%. Brancos ou nulos são 11% e indecisos, 1%.
    No quarto e último cenário, com cinco nomes, e a substituição de França, Haddad e Alckmin por Tebet, Tarcísio aparece com 49% das intenções de voto. Depois vem a ministra, com 19%, Serra, com 7%, Kataguiri, com 4%, e D’Avila, com 3%. Brancos ou nulos são 15% e indecisos, 2%.
    SEGUNDO TURNO
    No cenário de segundo turno entre Tarcísio e Haddad, o governador derrota o ministro por 52% a 37%. Brancos ou nulos são 10% e indecisos, 1%.
    O governador tem maior vantagem sobre o ministro entre os homens (57% a 34%), entre os que têm 60 anos ou mais (57% a 35%), entre os que têm renda familiar mensal superior a dez salários mínimos (64% a 27%), entre os moradores do interior (57% a 32%) e entre os evangélicos (64% a 26%).
    Mesmo em grupos em que Haddad pontua melhor, ele aparece empatado na margem de erro com Tarcísio. Entre os eleitores de 16 a 24 anos, o petista tem 43% das intenções de voto, enquanto o governador tem 45%. Entre os moradores da Região Metropolitana de São Paulo, Haddad tem 42%, frente a 46% de Tarcísio. Entre os autodeclarados pretos, o ministro aparece com 43% e o governador, com 44%.
    No cenário com Tarcísio e Alckmin, o governador derrota o vice-presidente por 50% a 39%, com 10% de brancos ou nulos e 1% de indecisos. Na disputa entre Tarcísio e França, o primeiro vence o segundo por 60% a 22%, com 17% de brancos ou nulos e 1% de indecisos.
    No cenário com Márcio França (PSB), o governador marca 60% no segundo turno, contra 22%. Já 17% votariam branco, nulo ou em nenhum.
    Por último, no cenário entre o governador e Tebet, Tarcísio derrota a ministra por 58% a 28%. Brancos ou nulos são 12% e indecisos, 2%.
    REJEIÇÃO
    Haddad é o nome mais citado (38%) quando o Datafolha pergunta em qual dos possíveis candidatos o entrevistado não votaria de jeito nenhum no primeiro turno da eleição. Na sequência, aparecem Alckmin, com 29%, Tebet, com 27%, Kataguiri, com 25%, e Tarcísio, com 24%.
    Num patamar mais baixo, estão França, com 20%, Paulo Serra, com 19%, e D’Avila, com 18%. Uma parcela de 3% rejeita todos os candidatos, 3% votariam em qualquer um deles e outros 3% não opinaram.
    Haddad tem taxas de rejeição acima da média entre os homens (44%), entre os que têm renda familiar mensal de mais de 10 salários mínimos (59%), entre os evangélicos (45%), entre os que reprovam o governo Lula (60%) e entre os que pretendem votar em Flávio Bolsonaro (PL) para presidente (65%).
    Já Tarcísio tem rejeição mais alta entre os mais instruídos (33%), entre os moradores da Região Metropolitana de São Paulo (29%), entre os funcionários públicos (52%), entre os que aprovam o governo Lula (44%) e entre os que pretendem votar no petista na eleição presidencial (50%).

    Tarcísio lidera isolado intenção de voto para Governo de SP, mostra Datafolha

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Lula sanciona lei que assegura a vulnerabilidade de crianças menores de 14 anos vítimas de estupro

    Lula sanciona lei que assegura a vulnerabilidade de crianças menores de 14 anos vítimas de estupro

    O projeto é de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ). Hoje, segundo a lei, trata-se de estupro de vulnerável “conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos”, independentemente de consentimento.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) sancionou neste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, projeto que lei que assegura a presunção absoluta de vulnerabilidade de crianças menores de 14 anos que são vítimas de estupro. Ou seja, a mudança no Código Penal não deixa brecha para relativizações.

    O projeto é de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ). Hoje, segundo a lei, trata-se de estupro de vulnerável “conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos”, independentemente de consentimento.

    A decisão também estabelece que as penas serão aplicadas independentemente de consentimento da vítima, de sua experiência sexual, do fato de ter mantido relações sexuais anteriormente ao crime ou que não resultou em gravidez. Isso será usado para evitar com que abusadores tentem se livrar das penas alegando, por exemplo, que a relação foi consentida.

    “O projeto garante uma redação legal clara e inequívoca para fortalecer a proteção da dignidade das nossas crianças, impedindo interpretações que reduzam a proteção às vítimas”, destaca publicação de Lula no X, antigo Twitter. “Em pleno século 21, não podemos mais aceitar esse tipo de violência contra nossas meninas”, continua.

    A mudança chega após caso em que o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, caracterizou como “dois jovens namorados” a ligação entre um adulto, hoje com 35 anos, acusado de estupro de vulnerável, e a vítima, à época com 12 anos.

    Lula sanciona lei que assegura a vulnerabilidade de crianças menores de 14 anos vítimas de estupro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Esposa de Alexandre de Moraes nega ter recebido mensagens de Vorcaro

    Esposa de Alexandre de Moraes nega ter recebido mensagens de Vorcaro

    Divulgada pela assessoria de imprensa da advogada neste sábado (7), a afirmação contradiz a de Moraes. As mensagens estão salvas como imagens em mais de uma pasta. Na maior parte dessas pastas, não há outros arquivos, nem contatos. Em três delas, há contatos salvos, mas não existem registros que demonstrem que os prints têm relação com aqueles contatos.

    LUCAS MARCHESINI
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, negou ter recebido mensagens do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no dia de sua primeira prisão, nas quais falava sobre o processo contra ele.

    Divulgada pela assessoria de imprensa da advogada neste sábado (7), a afirmação contradiz a de Moraes. As mensagens estão salvas como imagens em mais de uma pasta. Na maior parte dessas pastas, não há outros arquivos, nem contatos. Em três delas, há contatos salvos, mas não existem registros que demonstrem que os prints têm relação com aqueles contatos.

    “No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculados a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”, disse o ministro em nota.

    Uma das imagens, com a pergunta “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?” está na mesma pasta onde está o contato de “Vivi Moraes”.

    Uma outra está salva na mesma pasta onde aparece o contato do senador Irajá Abreu (PSD-TO).

    O parlamentar negou que tenha recebido a mensagem do dono do Master. “A informação que Daniel Vorcaro enviou qualquer mensagem ao senador Irajá é completamente inverídica”, afirmou a assessoria do parlamentar.

    Além disso, três técnicos e peritos criminais ouvidos pela Folha contradizeram a explicação apresentada pelo ministro. Segundo os especialistas ouvidos pela reportagem, porém, a forma como arquivos aparecem organizados após a extração de dados de um celular não permite concluir automaticamente quem seria o destinatário de uma mensagem.

    São sete mensagens ao todo que foram enviadas no dia 17 de novembro de 2025. Para evitar monitoramentos, os textos eram escritos no bloco de notas do celular e um print da tela era enviado como mensagem de visualização única. Assim, não aparecem em quebras de sigilo telemático.

    A PF (Polícia Federal) recuperou os prints tirados por Vorcaro. De acordo com o jornal O Globo, o destinatário era o ministro Alexandre de Moraes. A Folha confirmou que a PF encontrou no celular de Vorcaro ligações e troca de mensagens com Moraes.

    Sua esposa, Viviane, tinha um contrato com o Master. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo em 9 de dezembro, o Banco Master contratou, no início de 2024, o escritório de familiares de Moraes, por R$ 3,6 milhões mensais para auxiliar na defesa dos interesses da instituição. Os familiares do ministro que integram o escritório são a esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e dois filhos do casal.

    Segundo o jornal O Globo, no dia 17, Vorcaro narrou a Moraes negociações para tentar salvar o Master, com o que parecem ser referências a tratativas com a financeira Fictor, cujo acordo seria anunciado na tarde daquele dia.

    “Estou tentando antecipar os investidores e tenho chances de conseguir assinar e anunciar ainda hoje uma parte”, disse Vorcaro em um dos textos enviados.

    O comunicado da oferta da Fictor pelo Master tinha a indicação de que o negócio teria a participação de consórcio dos Emirados Árabes, mas a identidade dos investidores nunca foi revelada.
    Duas vezes, Vorcaro cobra atualizações de Moraes, sem especificar a qual assunto se refere. “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”, diz uma das mensagens, enviada às 17h26, segundo a reportagem.

    Investigadores da PF afirmam que, até o momento, os diálogos analisados não são razão para investigar ou incluir o ministro Moraes em relatórios da apuração.

    Esposa de Alexandre de Moraes nega ter recebido mensagens de Vorcaro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Vorcaro gastou R$ 10 milhões em viagem com iate de luxo no Mediterrâneo

    Vorcaro gastou R$ 10 milhões em viagem com iate de luxo no Mediterrâneo

    Entre seus clientes estava Daniel Vorcaro, o controlador do Banco Master, preso pela segunda vez na quarta-feira (4) e investigado por fraudes financeiras e intimidação a pessoas. O ex-banqueiro, como mostrou a Folha, tinha nos luxuosos eventos um dos pilares de sua estratégia para estreitar relações com políticos e altas autoridades. Segundo duas pessoas próximas ao Master, Batista cuidou de várias dessas festas, regadas a bebidas e comidas caras, além da presença de mulheres jovens e bonitas.

    ALEXA SALOMÃO, JOANA CUNHA E DANI BRAGA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Superiates, DJs internacionais, praias paradisíacas na Europa, modelos estrangeiras e gente famosa, incluindo jogadores de futebol. É esse tipo de festa que o promotor de eventos Diogo Batista organiza. Conhecido como “concierge dos VIPs”, Batista cuida de viagens a destinos exclusivos e também prepara, sob medida, encontros reservados com atendimento sofisticado.

    Entre seus clientes estava Daniel Vorcaro, o controlador do Banco Master, preso pela segunda vez na quarta-feira (4) e investigado por fraudes financeiras e intimidação a pessoas. O ex-banqueiro, como mostrou a Folha, tinha nos luxuosos eventos um dos pilares de sua estratégia para estreitar relações com políticos e altas autoridades. Segundo duas pessoas próximas ao Master, Batista cuidou de várias dessas festas, regadas a bebidas e comidas caras, além da presença de mulheres jovens e bonitas.

    Um vídeo que circula na internet desde novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação do Master, mostra o tipo de serviço oferecido por Batista. O promotor de eventos se grava com a companheira de viagem, uma mulher que a Folha identificou como sendo uma modelo natural da Sérvia.

    As imagens retratam um roteiro de luxo, com passagens pelo superiate Mad Summer, e pelo suntuoso clube francês Verde Beach, em Saint-Tropez, na costa francesa do mar Mediterrâneo –e ilustram bem o padrão de vida e de gastos do ex-banqueiro.

    Vorcaro não aparece nas imagens, mas documentos de investigações da Polícia Federal sobre o Master, aos quais a Folha teve acesso, detalham que, para esta viagem à França, em agosto de 2022, ele pagou EUR 1,88 milhão – cerca de R$ 10,7 milhões com o câmbio do período. Apenas a locação do barco, entre os dias 21 e 25 daquele mês, custou cerca EUR 1,7 milhão –R$ 9,7 milhões.

    Para animar o cruzeiro, Vorcaro bancou uma infraestrutura de festas, incluindo equipamentos de iluminação e som, cachês e translado de artistas, ao custo de EUR 78 mil, quase R$ 480 mil. O grupo incluía o DJ e produtor musical francês Saint Lanvain, uma referência na cena internacional da música eletrônica.

    Um executivo que prefere não ter o nome citado repassou o vídeo da viagem à Folha. As imagens, segundo ele, estavam circulando nas redes sociais depois terem sido originalmente postadas no Market Live, serviço de assinatura de notícias e análises do mercado financeiro via WhatsApp, pelo sócio desse canal, Luiz Guilherme Atalla Camasmie. Procurado, esse empresário confirmou a postagem.

    “O vídeo é uma viagem de Vorcaro no verão europeu, e Batista está lá porque era o promoter oficial do Banco Master”, afirmou na entrevista à Folha.

    Camasmie disse ainda que extraiu o vídeo da página de Batista, no Instagram, e o divulgou no canal quando ocorreu a liquidação do Master, em novembro do ano passado, para mostrar como eram os eventos do banco. Na Quarta-feira de Cinzas, 18 de fevereiro, republicou o vídeo. Depois, a pedidos de amigos de Batista, retirou.
    Camasmie e Master são opositores declarados. O empresário apresentou notícia-crime pedindo investigação de um ataque hacker que seu canal de notícias sofreu após publicar várias críticas ao banco de Vorcaro, como indício de gestão temerária. “Faz um ano que eu já falava que o banco era a maior fraude, e fui atacado via hacker. Destruíam o grupo. Derrubaram um monte de coisas”, diz ele.

    O Master, por sua vez, fez notícia-crime de difamação contra Camasmie por causa dessas divulgações. Com o avanço das investigações contra o banco, o empresário pediu o arquivamento desse inquérito.

    Na terceira fase da Operação Compliance Zero, na quarta (4), surgiu a indicação de que Vorcaro mantinha uma estrutura para hackear e derrubar atividades digitais.

    Vorcaro costumava passear pela Europa no verão. Em 2024 e 2025, trajetos de jatinho do banqueiro apontam passagens por Riviera Francesa, Sardenha, na Itália, e Ilhas Baleares Ibiza e Maiorca, na Espanha, todas regiões conhecidas pelas praias paradisíacas e a vida noturna badalada.

    Em julho do ano passado, ele foi flagrado em outro clube praiano de Saint-Tropez, o Casa Amor. Trechos do vídeo circularam pelos celulares de executivos do setor financeiro. A pergunta que todos se faziam era como Vorcaro mantinha aquele padrão de vida enquanto o banco vivia uma crise.

    Àquela altura, ativos do Master estavam à venda, e o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) injetava recursos na instituição para prover liquidez. De maio a outubro de 2025, a assistência financeira ao Master somou R$ 4,3 bilhões.

    A Folha identificou que o vídeo de Batista não foi produzido por inteligência artificial. Procurou a sua publicação na rede social de Batista, que é aberta, mas não o localizou. No entanto, encontrou fotos em que Batista e a modelo loira aparecem juntos nas páginas das redes sociais de ambos, postadas em diferentes datas, no mesmo verão europeu de 2022.

    Procurada, a assessoria de imprensa de Vorcaro não se manifestou até a publicação desta reportagem.

    CELULAR NA AGENDA DE VORCARO

    Batista é sócio da Tdx Marketing Entertainment. Além de organizar vários eventos de Vorcaro, cuidou também do contato com modelos e influencers para as festas do Master até 2024, quando teve um desentendimento com Vorcaro e foi colocado em segundo plano.

    Pessoas próximas ao banco contam que parte de suas funções, então, foi assumida por uma “sugar baby”, termo para mulher que prefere relacionamento com homem mais velho provedor. Segundo pessoas próximas ao banco, seria Karolina Trainotti –a mesma que recebeu um apartamento de quase R$ 4,4 milhões em São Paulo. O imóvel foi doado a ela, em 2024, pela Super Empreendimentos, empresa investigada pela PF (Polícia Federal).

    A reportagem apurou que os números de telefone de Batista e seus sócios, bem como o de Trainotti, estão na agenda do celular de Vorcaro. Procurados pela reportagem, Batista e Trainotti não responderam aos pedidos de entrevista.
    Batista é conhecido no circuito de festas e festivais, como os de Tulum, no México, e Coachella, na Califórnia (EUA). Transita em pontos europeus como Riviera Francesa, litoral da Croácia e ilhas gregas.

    Ele também atua muito no Carnaval brasileiro. Esteve conectado ao Camarote Nº1, que se consolidou como ponto de encontro de celebridades durante os desfiles cariocas na Marquês de Sapucaí, no Rio. No ano passado, Batista e Trainotti estavam juntos, sambando animadamente, cercados de mulheres, no Café de la Musique Alma Rio, camarote financiado por Vorcaro.

    Um perfil publicado em junho de 2023, em uma coluna da seção Gente, do site IG, descrevia Batista como profissional com conexões capazes de abrir portas em destinos animados de alto padrão. Ele prospectava e oferecia opções de roteiros luxuosos, incluindo reservas de hotéis e restaurantes, fretamento de jatos e iates.

    No texto, destacava que seu papel era cuidar de cada detalhe para que o cliente não tivesse de se preocupar com nada, nem com os pagamentos dos diferentes serviços. “No final, ele paga apenas uma única conta, enquanto já negociei descontos e vantagens ao longo do processo”, Batista afirmou ao IG na época.

    PIANO DE CAUDA BRANCO E GLADIADORES COM BANDEIRA DO BRASIL

    O ponto de partida do vídeo é a chegada a uma festa noturna no superiate Mad Summer. A embarcação tem 95 metros, praticamente o comprimento de um campo de futebol oficial. Conta com dez suítes e áreas de lazer com piscina de 12 metros no convés, jacuzzi integrada, um spa completo, sauna e salas de massagem.

    Oferece ainda cinema, estúdio de dança, academia, equipamentos aquáticos, como jetskis e jetboards, além de um heliporto. Uma das marcas da decoração é um piano de cauda branco na sala principal. Na gravação, Batista percorre vários pontos do iate.

    Ele foi construído para o bilionário americano do setor imobiliário Jeffrey Soffer, ao preço estimado de 250 milhões de euros, cerca de R$ 1,5 bilhão. Em 2023, foi comprado pelo também bilionário Terry Taylor, dono de uma das maiores redes de concessionárias de automóveis dos Estados Unidos, e teve seu nome mudado para CC-Summer. Está disponível para locação no Mediterrâneo e no Caribe.
    Na sequência, há vários registros no Verde Beach da França, um clube premium instalado na praia de Pampelonne, a poucos minutos de Saint-Tropez. O local é conhecido pela atmosfera elitista e festiva, onde dançar em cima da mesa é prática comum.
    Nas cenas gravadas, há a performance de homens fantasiados de gladiadores, carregando a bandeira do Brasil, e uma mulher segurando uma garrafa gigante de espumante, sinalizando que havia uma festa para brasileiros.

    Reservas são obrigatórias nesse clube, cujos preços não são públicos. Estima-se que uma refeição com frutos do mar, para uma pessoa, fique na casa de EUR 100 –ou seja, mais de R$ 600. O preço de um coquetel ou cerveja oscila de EUR 15 a EUR 25 –de R$ 90 a R$ 150.

    As cenas finais do vídeo mostram novamente um convés. Quem cuida do som lá é o DJ Saint Lanvain, que toca em locais prestigiados, como os festivais de cinema e música de Cannes, França. No Brasil, foi atração em festas de alto padrão, como o Réveillon Carneiros, em Pernambuco, uma das festas mais caras do Brasil. A reportagem identificou que Lanvain segue Vorcaro numa rede social cuja página é fechada.

    Vorcaro gastou R$ 10 milhões em viagem com iate de luxo no Mediterrâneo

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Vorcaro fez festa de R$ 220 milhões com Coldplay na Itália

    Vorcaro fez festa de R$ 220 milhões com Coldplay na Itália

    Vorcaro voltou a ser preso na última quarta-feira (4), em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Nesta sexta-feira (6), ele foi transferido para a penitenciária federal de Brasília.

    Uma festa privada organizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro em Taormina, na Sicília, em setembro de 2023, teve custo estimado em R$ 222 milhões (US$ 42,4 milhões), considerando valores atualizados. A informação consta em uma planilha de despesas obtida e divulgada pelo site g1.
    O evento ocorreu entre os dias 6 e 10 daquele mês e contou com apresentações de artistas internacionais e uma programação de luxo ao longo de cinco dias.

    Vorcaro voltou a ser preso na última quarta-feira (4), em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Nesta sexta-feira (6), ele foi transferido para a penitenciária federal de Brasília.

    Segundo o documento, o evento reuniu apresentações de nomes conhecidos da música mundial, como Coldplay, Andrea Bocelli, Michael Bublé, David Guetta, Seal e Black Coffee, além de outras atrações.

    Parte da programação foi realizada em locais históricos de Taormina, como o Teatro Greco e o Castello degli Schiavi. Durante os dias de evento, sete helicópteros ficaram disponíveis para o transporte dos convidados.

    Entre os cachês listados na planilha, o show mais caro foi o da banda Coldplay, com custo estimado em R$ 59,7 milhões (US$ 11,4 milhões). Michael Bublé teria recebido R$ 10,5 milhões (US$ 2 milhões), enquanto a banda The Strokes aparece com cachê de R$ 10 milhões (US$ 1,9 milhão). O tenor Andrea Bocelli teria recebido R$ 5,1 milhões (US$ 981 mil).

    Também se apresentaram Seal e o DJ David Guetta, cada um com valor estimado em R$ 4,9 milhões (US$ 937 mil). A programação incluiu ainda o DJ sul-africano Black Coffee, com custo de R$ 1,9 milhão (US$ 362 mil), o duo Sofi Tukker, por R$ 1,3 milhão (US$ 240 mil), o DJ francês Martin Solveig, por R$ 633 mil (US$ 120 mil), e o brasileiro DJ Kung, com cachê de R$ 610 mil (US$ 116 mil).

    As despesas com hospedagem somaram cerca de R$ 19,9 milhões (US$ 3,8 milhões). Entre os hotéis reservados estavam o Four Seasons San Domenico Palace, o Belmond Villa Sant’Andrea e o Belmond Grand Hotel Timeo, considerados alguns dos mais luxuosos da região. O San Domenico Palace ganhou projeção internacional por servir de cenário para a segunda temporada da série “The White Lotus”.

    A maior parte do orçamento foi destinada à produção e à montagem das estruturas para os shows, com custo de R$ 76,5 milhões (US$ 14,6 milhões). A organização do evento, realizada por uma agência internacional, custou R$ 2 milhões (US$ 385 mil), enquanto inspeções técnicas e planejamento somaram cerca de R$ 970 mil (US$ 184 mil).

    O documento também detalha os valores pagos pela locação de espaços históricos da cidade. O Teatro Greco de Taormina foi alugado por R$ 3,3 milhões (US$ 630 mil), enquanto o Castello degli Schiavi, palácio do século XVIII conhecido por aparecer em cenas do filme “O Poderoso Chefão”, custou R$ 2,4 milhões (US$ 460 mil).

    Outras despesas incluem R$ 786 mil (US$ 150 mil) com hospedagem de parte da equipe, R$ 2,1 milhões (US$ 402 mil) em serviços de hospitalidade e cerca de R$ 9,5 milhões (US$ 1,8 milhão) relacionados a atrações musicais adicionais e custos técnicos durante os cinco dias de evento. 

    Vorcaro fez festa de R$ 220 milhões com Coldplay na Itália

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Avaliação negativa de Lula chega a 40%, contra 32% de positiva, mostra Datafolha

    Avaliação negativa de Lula chega a 40%, contra 32% de positiva, mostra Datafolha

    No levantamento anterior, de dezembro do ano passado, a avaliação negativa (respostas “ruim/péssimo”) marcava 37%. Ou seja, ela oscilou desde então para cima, mas dentro da margem de erro –que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A positiva registrava os mesmos 32% de agora, enquanto o índice de quem classifica o governo como regular era de 30%.

    ARTHUR GUIMARÃES DE OLIVEIRA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A sete meses do primeiro turno das eleições, a avaliação negativa do governo Lula (PT) chegou a 40%, segundo nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (7). Avaliam a gestão como ótima ou boa 32%, enquanto outros 26% a veem como regular e 1% não opinou.

    No levantamento anterior, de dezembro do ano passado, a avaliação negativa (respostas “ruim/péssimo”) marcava 37%. Ou seja, ela oscilou desde então para cima, mas dentro da margem de erro –que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A positiva registrava os mesmos 32% de agora, enquanto o índice de quem classifica o governo como regular era de 30%.

    O Datafolha entrevistou 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais dos dias 3 a 5 deste mês. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-03715/2026.

    A avaliação negativa no patamar de 40% vem mesmo após mobilização do governo no campo econômico, com a aprovação de iniciativas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000. Uma das bandeiras da campanha de 2022, a nova tabela do IR entrou em vigor neste ano.

    O Planalto tem tentado enfatizar dados econômicos positivos com vistas às eleições. Apesar disso, como mostrou a Folha de S. Paulo, uma sequência de pesquisas tem causado frustração a aliados do presidente, que apostavam em um desempenho melhor na popularidade.

    A aferição, por outro lado, sugere que a avaliação do governo Lula não foi muito afetada por episódios como o desfile em homenagem ao presidente da Acadêmicos de Niterói. Também não parece indicar, por ora, grande impacto do desenrolar das investigações relacionadas ao caso do Banco Master.

    A aprovação do trabalho de Lula como presidente vai no mesmo sentido: 49% desaprovam, ao passo que 47% pensam o contrário. Outros 4% não souberam responder. Em dezembro, a desaprovação era de 48%, e a aprovação, 49%. Naquele mês, 3% disseram não saber.

    Como as oscilações ocorreram dentro da margem de erro, o resultado indica uma manutenção do quadro captado no fim do ano passado, sem uma mudança que seja significativa do ponto de vista estatístico na percepção dos entrevistados sobre a atuação do mandatário.

    Alguns dados realçam a relação com o voto no segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Entre quem votou no petista, 86% aprovam seu trabalho, contra 11% que desaprovam. Já no grupo de quem votou em Jair Bolsonaro, 90% desaprovam a gestão e 9% aprovam.

    A desaprovação é maior entre homens do que entre mulheres: 54% contra 45%. Entre quem tem escolaridade média, 54% desaprovam e 42% aprovam. Na faixa do fundamental, 38% desaprovam e 57% aprovam. Entre os com ensino superior, são 52% contra 44%.

    A maior distância entre os índices de aprovação e desaprovação, no que tange aos principais segmentos da população, aparece entre os evangélicos. Nesse grupo, o saldo é negativo em 36 pontos: 66% desaprovam o presidente, enquanto 30% aprovam.
    Os números de avaliação presidencial depois de três anos e dois meses de governo mostram Lula entre os com maior avaliação negativa a esta altura do mandato.

    Com 40% de ruim ou péssimo, o atual presidente fica atrás apenas de José Sarney e Jair Bolsonaro, que registraram índices de avaliação negativa de 65% e 46%, respectivamente.

    No fim do primeiro mandato de Lula, em 2006, o petista tinha 23% de ruim ou péssimo. Com três anos e dois meses de segundo mandato, em 2010, Lula chegou a 4%.

    Outros presidentes também tiveram avaliação negativa mais favorável nesse momento de mandato: Fernando Henrique Cardoso tinha 21% em 1998 e 28% em 2002.

    Dilma Rousseff, por outro lado, aparecia com 21% de ruim ou péssimo em 2014, no fim de seu primeiro mandato.

    O cenário não muda de figura no que tange à avaliação positiva. Lula agora tem 32%. Os piores índices foram, de novo, de Sarney e Bolsonaro. O primeiro marcou 10% em 1988, e o segundo, 25% em 2022.

    Em 2006 e 2010, depois de três anos e dois meses de governo, o petista registrava taxas de ótimo e bom de 38% e 76% -patamar mais alto da série histórica.

    Entre os demais, FHC tinha 38% em 1998 e 29% em 2002. Já Dilma, apresentava 41% de avaliação positiva no início de 2014.

    Avaliação negativa de Lula chega a 40%, contra 32% de positiva, mostra Datafolha

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Flávio se consolida e empata com Lula no 2º turno, diz Datafolha

    Flávio se consolida e empata com Lula no 2º turno, diz Datafolha

    Na centro-direita, o governador Ratinho Jr. (PR) é o nome mais bem colocado entre os três lançados pelo PSD de Gilberto Kassab, mas muito distante do pelotão da frente na corrida.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) se consolidou no campo oposto ao do presidente Lula (PT) na disputa presidencial deste ano, aponta o Datafolha. O senador fluminense se aproxima do petista nas simulações de primeiro turno e empata tecnicamente na de segundo, marcando 43% ante 46% do rival.

    Na centro-direita, o governador Ratinho Jr. (PR) é o nome mais bem colocado entre os três lançados pelo PSD de Gilberto Kassab, mas muito distante do pelotão da frente na corrida.
    A nova pesquisa é a primeira feita pelo instituto desde que Flávio foi lançado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a partir da cadeia. Recebida inicialmente com ceticismo, dada a preferência do centrão pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), a pré-candidatura se firmou.

    O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios de terça-feira (3) a quinta-feira (5). Com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026.

    A cristalização de Flávio é visível quando o instituto pergunta a intenção de voto espontânea do eleitor, sem apresentar nomes. Ele não era citado na rodada anterior, de dezembro passado, e agora surge com 12%. Lula oscilou de 24% para 25%, e o próximo candidato citado é o inelegível Bolsonaro, com 3%.

    O Datafolha testou cinco cenários para o pleito de primeiro turno e sete para o de segundo. Lula segue à frente em todos, mas sua vantagem está em queda.

    Na primeira rodada, ele marca 38% ou 39% sempre –há um improvável cenário com o ministro Fernando Haddad (Fazenda) como nome do PT, marcando aí 21% ante 33% de Flávio. O senador do PL-RJ, por sua vez, flutua de 32% a 34% nos embates com Lula. Tarcísio, ainda testado, já escorrega para 21%.

    No cenário hoje mais provável, Lula tem 38% ante 32% de Flávio. Ratinho Jr. vem a seguir com 7% e o governador mineiro, Romeu Zema (Novo), com 4%. Depois vêm Renan Santos (Missão, 3%) e Aldo Rebelo (DC, 2%). Rejeitam todos os candidatos 11%, e 3% dizem não saber em quem votar.

    A jogada de Kassab de unir três postulantes do PSD e escolher um, por ora, não vingou para ameaçar Flávio. Ratinho Jr. vai melhor, de toda forma, que os governadores Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS).

    No cenário mais provável, com Flávio e Lula, o presidente mantém uma distribuição homogênea entre os estratos socioeconômicos, repetindo os destaques usuais: nordestinos, católicos, pessoas menos instruídas e que ganham menos –neste segmento, dos que ganham até 2 salários mínimos, tem 42% (margem de erro de três pontos).

    Já o filho de Bolsonaro se destaca entre evangélicos, sulistas e moradores do Norte/Centro-Oeste, redutos que foram do seu pai. Sua melhor pontuação, 48%, é entre os 28% de evangélicos da amostra, estrato com margem de erro de quatro pontos.

    Reforçando a polarização há a rejeição. Acumulando quase três mandatos completos, Lula marca 46% de pessoas que dizem que nunca votariam nele. Já Flávio, neófito em disputas nacionais, chega carregando o peso do sobrenome: 45% dizem rejeitá-lo liminarmente.

    Ambos também são amplamente conhecidos: só 1% nunca ouviu falar de Lula e 7%, do senador. Aqui há alguma boa notícia para Ratinho Jr., que só tem 19% de rejeição e 38% de desconhecimento.

    Concorrem para o cenário turvo para o petista hoje as nuvens que congestionam o céu da política brasileira. O escândalo do Banco Master por ora tem poupado o núcleo do governo, mas a percepção de corrupção acaba colocada na conta dele.

    Além disso, o foco no ministro do Supremo Alexandre de Moraes, visto como algoz do ex-presidente por seu papel na investigação e julgamento da trama golpista, favorece Flávio. Mas só até certo ponto, dado que até aqui o entorno de Bolsonaro é mais citado no caso –a começar pelo ex-chefe da Casa Civil Ciro Nogueira (PP).

    Outro escândalo, o do INSS, atinge não só o governo em si, mas o presidente: seu filho Fábio Luís está cada vez mais enrolado devido à sua ligação a um personagem central do caso, e os pesquisadores do Datafolha estavam em seu último dia de coleta de dados quando emergiu a movimentação de sua conta bancária.

    Há incertezas econômicas também, a que se somam as dúvidas em torno do impacto da guerra no Oriente Médio. Ainda que, como se diz proverbialmente em Brasília, “o povo não come PIB”, a perda de fôlego do indicador em 2025 devido às altas taxas de juros pode aumentar o azedume com o governo, particularmente na classe média, cujo consumo das famílias tem caído.

    Também contribuem fatores mais intangíveis, como a celeuma em torno da homenagem feita pela rebaixada Acadêmicos de Niterói ao presidente no Carnaval.

    A gordura acumulada no segundo semestre de 2025, oriunda da bem-sucedida campanha pela soberania no embate com Donald Trump, da conquista da simpatia do americano e da prisão de Bolsonaro, secou por ora.

    Flávio se consolida e empata com Lula no 2º turno, diz Datafolha

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política