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  • Elon Musk compartilha foto do 1º ministro da Inglaterra usando biquíni

    Elon Musk compartilha foto do 1º ministro da Inglaterra usando biquíni

    Elon Musk, dono da Tesla e do X, compartilhou imagens geradas por Inteligência Artificial do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, de biquíni. A publicação vem depois do Reino Unido ter ameaçado banir a ferramenta de IA do X, o Grok.

    Elon Musk compartilhou imagens do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer de biquíni.

    O magnata, dono do X e da Tesla, respondeu a uma publicação onde duas dessas imagens foram compartilhadas, numa clara crítica à posição do governo de Downing Street sobre o Grok (a ferramenta de Inteligência Artificial do X).

    A publicação original pretendia argumentar que o Grok fazia exatamente o mesmo que outras ferramentas de IA, como o Gemini ou o ChatGPT.

    “O Gemini da Google e o ChatGPT da OpenAI também geram imagens de pessoas de biquíni, quando lhes é pedido. Portanto, porque é que o Keir Starmer está tão focado no Grok e no X?”, questionava o internauta, que, como prova, mostrava capturas de tela de ambas as plataformas de IA mencionadas.

    Em resposta, Elon Musk respondeu: “Eles só querem suprimir a liberdade de expressão”.

    Grok permite criar imagens de caráter sexual de outros utilizadores

    A polêmica vem desde dezembro e envolve outros países, especialmente europeus. O tema diz respeito a uma atualização da IA do X, que permite aos usuários editarem qualquer fotografia na rede social por meio de uma simples descrição em texto. Basta pedir ao Grok, e a imagem é alterada conforme o desejo do usuário.

    A atualização permite, inclusive, a sexualização de imagens de mulheres e até de menores de idade.

    Na tentativa de impedir que esse tipo de situação continue ocorrendo, o X alterou as permissões de uso da ferramenta de edição. Atualmente, a “geração e edição de imagens estão limitadas aos assinantes pagos” e ficam sob responsabilidade de cada usuário.

    Isso significa que o nome e as informações de pagamento do usuário ficam associados à imagem alterada, independentemente do conteúdo, o que permite a responsabilização legal — e de forma mais fácil — dos envolvidos.

    “Qualquer pessoa que utilizar o Grok para criar conteúdo ilegal sofrerá as consequências”, alertou Elon Musk na plataforma X.

    A mudança, no entanto, é considerada “insuficiente” pelo governo britânico, que avalia a possibilidade de banir o Grok no país.

    Um porta-voz do primeiro-ministro Keir Starmer afirmou ontem que a nova medida “simplesmente transforma uma funcionalidade que permite a criação de imagens ilegais em um serviço premium”.

    “Isso não é uma solução”, acrescentou. “Na verdade, é um insulto às vítimas de misoginia e violência sexual. A única coisa que isso prova é que o X consegue agir rapidamente quando quer.”

    Em entrevista à rádio Greatest Hits Radio, Starmer classificou a situação como “nojenta”. “O X precisa criar juízo e remover esse material. Vamos agir porque isso simplesmente não é tolerável”, afirmou, acrescentando que já solicitou ao órgão regulador britânico de mídia, a Ofcom, que avalie o caso e que “todas as opções estão sobre a mesa”.

    Elon Musk compartilha foto do 1º ministro da Inglaterra usando biquíni

  • "Irã aspira à liberdade" e Trump diz que EUA estão "prontos para ajudar"

    "Irã aspira à liberdade" e Trump diz que EUA estão "prontos para ajudar"

    O Presidente norte-americano afirmou que o Irã quer liberdade e que os Estados Unidos “estão prontos para ajudar”.

    O Irã aspira à liberdade, talvez como nunca antes. Os Estados Unidos estão prontos para ajudar!!!”, escreveu Donald Trump nas redes sociais.

    A mensagem de Trump foi publicada em um momento em que o movimento de protesto contra o regime ganha força no país, aumentando o temor de uma resposta mais dura por parte das autoridades.

    O procurador-geral do Irã, Mohammad Movahedi Azad, alertou que qualquer pessoa que participe de protestos — como os que há vários dias contestam o regime iraniano — será considerada “inimiga de Deus”, acusação que pode resultar em pena de morte.

    A declaração do procurador-geral, transmitida pela televisão estatal, ocorreu após o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmar na sexta-feira que o país “iniciaria” uma repressão.

    De acordo com a organização não governamental Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA), o número de mortos nos protestos subiu para pelo menos 65 pessoas, além de cerca de 2.300 detidos.

    Os protestos, que se espalharam por quase todo o Irã, começaram em 28 de dezembro, inicialmente motivados pelo alto custo de vida e pela inflação acelerada em um país submetido a sanções econômicas dos Estados Unidos e da ONU. No entanto, as manifestações se intensificaram e se transformaram em um movimento de contestação política contra o regime.

    "Irã aspira à liberdade" e Trump diz que EUA estão "prontos para ajudar"

  • Morre Bob Weir, fundador e guitarrista do Grateful Dead, aos 78 anos

    Morre Bob Weir, fundador e guitarrista do Grateful Dead, aos 78 anos

    Bob Weir, fundador e guitarrista do Grateful Dead, banda reconhecida pelo som do ‘acid rock’ da cidade norte-americana de São Francisco, na década de 60, morreu aos 78 anos, anunciou a família.

    Faleceu em paz, cercado por seus entes queridos, após lutar bravamente contra o câncer, como só Bobby sabia fazer. Infelizmente, acabou sucumbindo a problemas pulmonares preexistentes”, diz um comunicado divulgado no sábado.

    A nota, publicada no site oficial do músico e na rede social Instagram, não especifica o local nem a data da morte de Weir.

    Em julho, o guitarrista havia sido diagnosticado com câncer, mas, apesar do tratamento, comemorou 60 anos de carreira nos palcos no mês seguinte, com três noites consecutivas de apresentações em sua cidade natal, São Francisco.

    Weir foi um dos integrantes do quinteto que fundou o Grateful Dead em 1965, ao lado do vocalista, guitarrista e principal compositor da banda, Jerry Garcia, que morreu em 1995; do tecladista e vocalista Ron “Pigpen” McKernan, falecido em 1973; do baixista Phil Lesh, que morreu em 2024; e do baterista Bill Kreutzmann, único ainda vivo.

    A banda lançou 13 álbuns de estúdio, entre eles Workingman’s Dead (1970) e American Beauty (1971).

    Após a morte de Garcia e a dissolução do grupo, os Grateful Dead voltaram a se reunir para turnês em 2009 e 2015, esta última em comemoração aos 50 anos da banda.

    O grupo foi homenageado em janeiro de 2025, durante uma gala beneficente realizada antes da cerimônia de entrega do Grammy, em Los Angeles.

    Morre Bob Weir, fundador e guitarrista do Grateful Dead, aos 78 anos

  • Haaland ultrapassa Cristiano Ronaldo e fixa recorde na Premier League

    Haaland ultrapassa Cristiano Ronaldo e fixa recorde na Premier League

    Erling Haaland se tornou o jogador mais rápido da história a alcançar a marca de 100 gols na Premier League. O feito aconteceu no início do mês passado, em dezembro.

    O atacante do Manchester City abriu o placar na visita ao Fulham, comandado por Marco Silva, e atingiu a marca histórica após 111 partidas — 13 jogos a menos do que a lenda do futebol inglês Alan Shearer.

    Pouco tempo depois, com dois gols marcados contra o West Ham, o craque norueguês ultrapassou o português Cristiano Ronaldo no número de gols anotados na Premier League. Haaland soma agora 104 gols, contra 103 do atual jogador do Al Nassr.

    Agora, o destaque fica por conta do ranking dos dez jogadores mais rápidos a chegar aos 100 gols na Premier League. Confira a galeria acima e descubra quem faz parte da lista.

    Haaland ultrapassa Cristiano Ronaldo e fixa recorde na Premier League

  • Youtuber MrBeast diz que usa até três pares de AirPods por dia

    Youtuber MrBeast diz que usa até três pares de AirPods por dia

    MrBeast não prescinde dos seus AirPods e afirma que são “uma dádiva de Deus”. O youtuber explica que usa diferentes pares de AirPods de acordo com a fase do dia.

    O youtuber Jimmy Donaldson — mais conhecido como MrBeast — concedeu uma entrevista à revista GQ na qual revelou dez itens dos quais não abre mão no dia a dia e se declarou um grande fã dos AirPods, da Apple.

    MrBeast afirmou, inclusive, que usa de dois a três pares de AirPods por dia, destacando que costuma substituí-los assim que a bateria acaba. Segundo ele, o criador de conteúdo realiza entre 60 e 70 chamadas diariamente e também utiliza os fones para assistir a vídeos no YouTube.

    “[Os AirPods] são uma dádiva de Deus”, disse MrBeast, explicando que adota um sistema de cores para identificar os fones que usa em diferentes momentos do dia. O par verde é utilizado pela manhã, o amarelo à tarde e o rosa à noite.

    Apesar da organização, o youtuber admitiu que costuma danificar os AirPods com facilidade e que frequentemente se envolve em acidentes que o obrigam a comprar novos modelos. “Provavelmente usei pelo menos uma dúzia de pares este ano”, reconheceu.

    Abaixo, é possível conferir o vídeo publicado no canal da GQ no YouTube, no qual MrBeast explica quais são os dez itens indispensáveis em sua rotina diária.

    Youtuber MrBeast diz que usa até três pares de AirPods por dia

  • Líder do Japão pondera dissolver parlamento e convocar eleições

    Líder do Japão pondera dissolver parlamento e convocar eleições

    A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, está considerando dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas, já em janeiro, informou a imprensa japonesa.

    De acordo com a agência de notícias japonesa Kyodo, que cita fontes próximas às discussões, a dissolução pode ocorrer no início da sessão ordinária da Dieta (o Parlamento japonês), marcada para começar em 23 de janeiro.

    Caso o Parlamento seja dissolvido, a campanha para as eleições gerais poderá ter início já em 27 de janeiro ou em 3 de fevereiro, com a votação prevista para 8 ou 15 de fevereiro, dependendo da data de início da campanha.

    Segundo o jornal japonês Yomiuri Shimbun, que cita as mesmas datas, Takaichi considera dissolver a Dieta em razão dos altos índices de aprovação do governo desde que assumiu o poder, em outubro, após a renúncia de seu antecessor, Shigeru Ishiba, aos cargos de primeiro-ministro e líder do partido governista no Japão.

    Em função de uma série de resultados eleitorais desfavoráveis, o Partido Liberal Democrático, liderado por Takaichi, e seus aliados de coalizão detêm uma maioria mínima de apenas um assento na Câmara dos Representantes — a mais importante das duas casas da Dieta — e estão em minoria na Câmara dos Conselheiros.

    Até o momento, Takaichi tem rejeitado de forma consistente a possibilidade de convocar eleições antecipadas, ressaltando a importância de aprovar medidas para lidar com o impacto da inflação persistente e dos salários estagnados sobre as famílias.

    O governo da primeira-ministra mantém altos índices de aprovação, apesar do agravamento das tensões entre Tóquio e Pequim.

    Na quarta-feira, a China anunciou um veto à exportação de produtos de uso duplo para o Japão, medida que pode incluir determinados elementos de terras raras, essenciais para a fabricação de componentes de alta tecnologia.

    A decisão ocorre após, em novembro, a primeira-ministra ter admitido no Parlamento japonês uma possível resposta militar do Japão a um eventual ataque chinês contra Taiwan.

    Sanae Takaichi afirmou que, caso uma situação de emergência em Taiwan envolva “o envio de navios de guerra e o uso da força”, isso poderia representar “uma ameaça à sobrevivência do Japão”.

    Líder do Japão pondera dissolver parlamento e convocar eleições

  • Famosos lamentam morte de Manoel Carlos

    Famosos lamentam morte de Manoel Carlos

    Gabriela Duarte, que trabalhou em “Por Amor” (1997), agradeceu ao autor pela “grande chance profissional de sua vida”.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – “Perdemos o mestre”, afirmou Walcyr Carrasco ao saber da morte do colega Manoel Carlos, neste sábado (10), aos 92 anos.

    “Foi inspiração para todos os novelistas ao falar do cotidiano, ao fazer aquelas cenas de amor que enterneciam, mexiam, piravam a gente. Acredito que aprendi muito com ele. Adeus, Manoel Carlos, você foi, mas fica nas suas obras”, falou Walcyr em vídeo publicado nas redes sociais.

     

     
     
     

     
     
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    Maitê Proença, que viveu a segunda Helena de Maneco em “Felicidade” (1991), também lamentou a morte em suas redes sociais. “Ah, Maneco adorado, voe bem leve, voe para a paz. Leve junto nosso imenso amor e admiração”, escreveu.

     
     
     

     
     
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    Gabriela Duarte, que trabalhou em “Por Amor” (1997), agradeceu ao autor pela “grande chance profissional de sua vida”. “Serei eternamente grata a você, Maneco, por ter dado a grande chance profissional da minha vida. Se não fosse você, toda minha história poderia ter sido diferente. Obrigada por tantas histórias lindas, genialmente contadas, inesquecíveis. O Brasil te aplaude de pé. Você está eternizado em nossa cultura e em nossos corações. Meus sentimentos à Julia Almeida e aos familiares”, escreveu.

     
     
     

     
     
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    Carolina Ferraz, que trabalhou em “História de Amor” (1995), homenageou o autor com um texto nas redes “É com grande pesar que venho prestar minha homenagem a este autor que tantas coisas boas fez na dramaturgia brasileira. Tive o prazer de estar com ele em algumas de suas obras e sempre fui surpreendida com sua generosidade e habilidade incrível de tratar o dia a dia com poesia”, escreveu a atriz.

    “Maneco sempre escreveu muito bem para mulheres, suas personagens femininas são inesquecíveis e foram vividas por um grande elenco de atrizes talentosíssimas. Sei do seu afastamento nos últimos anos por razão de saúde e sempre, quero repetir sempre, fui e serei agradecida pela parceria e oportunidades maravilhosas! Trabalhar com vc foi um grande prazer. Um beijo grande e carinhoso, cheio de respeito à toda família”, completou.

     
     
     

     
     
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    Famosos lamentam morte de Manoel Carlos

  • Relembre as Helenas das novelas do dramaturgo Manoel Carlos

    Relembre as Helenas das novelas do dramaturgo Manoel Carlos

    Regina Duarte, que deixou a Globo durante o governo Bolsonaro para coordenar a secretaria de Cultura do então presidente por um período de menos de três meses, foi quem mais assumiu o nome em novelas de Manoel Carlos.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Morreu o dramaturgo Manoel Carlos neste sábado (10), no Rio de Janeiro, aos 92 anos. A morte foi confirmada no perfil da produtora Boa Palavra, responsável pelo legado do escritor. A causa da morte não foi informada. O velório será restrito à família e amigos íntimos.

    O dramaturgo levou à televisão brasileira tramas de sucesso, de “Por Amor” a “Mulheres Apaixonadas”, ainda criou toda uma gama de personagens femininas icônicas que compartilhavam o nome, Helena.

    Assim, o escritor criou uma marca bastante pessoal e reconhecida para seus folhetins, que se desdobraram a partir da musa da vez. No total, foram nove Helenas em sua carreira.

    Regina Duarte, que deixou a Globo durante o governo Bolsonaro para coordenar a secretaria de Cultura do então presidente por um período de menos de três meses, foi quem mais assumiu o nome em novelas de Manoel Carlos. Ela foi Helena em três ocasiões, com “História de Amor”, de 1995, “Por Amor”, de 1997, e “Páginas da Vida”, de 2006.

    A onda de Helenas, o dramaturgo já explicou em entrevistas, vem da Helena de Troia da mitologia grega, considerada a mulher mais bela do mundo. E também há influência de seu primeiro trabalho na TV, uma adaptação do romance homônimo de Machado de Assis, levada à TV Paulista em 1952.

    Quem inaugurou oficialmente essa coleção de personagens criadas por Manoel Carlos, no entanto, foi Lilian Lemmertz, em “Baila Comigo”, já da Globo, em 1981. Sua filha, a também atriz Julia Lemmertz, assumiria o nome 33 anos depois, em “Em Família”, última novela do nonagenário. Julia Dalavia e Bruna Marquezine fizeram as cenas da personagem em sua juventude.

    Em “Felicidade”, de 1991, foi a vez de Maitê Proença, e em “Laços de Família”, de 2000, de Vera Fischer, que interpretava uma mãe que abre mão do amor pelo galã vivido por Reynaldo Gianecchini para ver a filha, feita por Carolina Dieckmann, feliz.

    Christiane Torloni assumiu uma Helena em 2002, ano de “Mulheres Apaixonadas”, já aderindo à onda de empoderamento feminino do novo século, com uma personagem que termina o casamento para viver um antigo amor.

    Em 2009, seria a vez de Taís Araujo dar vida à primeira Helena negra da obra de Manoel Carlos, em “Viver a Vida”. A atriz hoje relembra com frustração a forma como a personagem foi recebida pelo público e o tratamento que recebeu nos bastidores.

    Relembre as Helenas das novelas do dramaturgo Manoel Carlos

  • Morre Manoel Carlos, autor que marcou a história das novelas, aos 92 anos

    Morre Manoel Carlos, autor que marcou a história das novelas, aos 92 anos

    A morte foi confirmada nas redes sociais da produtora Boa Palavra, responsável pelo legado do escritor. O velório será restrito à família e amigos íntimos.

    LAURA MATTOS
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Morreu, neste sábado, o dramaturgo, produtor e diretor Manoel Carlos, no Rio de Janeiro, aos 92 anos. Autor de novelas como “Por Amor”, “História de Amor”, “Mulheres Apaixonadas” e “Páginas da Vida”, ele foi um dos nomes mais importantes da teledramaturgia nacional na Globo, emissora onde se destacou a partir dos anos 1980, explorando nas tramas a vida da burguesia carioca, sobretudo no Leblon.

    A morte foi confirmada nas redes sociais da produtora Boa Palavra, responsável pelo legado do escritor. O velório será restrito à família e amigos íntimos.

    A causa da morte não foi divulgada, mas Maneco -como era conhecido- lidava com a doença de Parkinson há mais de uma década. Ele enfrentava pioras no seu quadro nos últimos anos, com agravamento motor e cognitivo.

    Sua última novela foi “Em Família”, de 2014, título em que abordou a doença da qual sofria por meio de um personagem interpretado por Paulo José, estrela que também tinha Parkinson. A saída de Manoel Carlos da Globo, em 2015, foi tumultuada e, ainda hoje, é motivo de desentendimento.

    Em setembro do ano passado, a Boa Palavra, criada pela atriz Julia Almeida, entrou com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro contra a Globo, afirmando que a emissora não vinha prestando contas, detalhadamente, do que paga sobre as produções feitas por Maneco, reprisadas constantemente pelo canal.

    Manoel Carlos foi uma espécie de versão masculina das Helenas, as protagonistas de suas novelas, a maioria delas mulheres ricas que vivem tragédias diante das quais o dinheiro nada importa. A sequência de fatalidades que enfrentou atrás das telas contrasta com a de glórias na frente delas. Enquanto sua vida pessoal parece uma novela, a profissional é um verdadeiro documentário da história da televisão brasileira.

    No roteiro do que seria uma novela sobre Maneco, seu apelido, estão os dramas da morte precoce e trágica da primeira mulher e dos três filhos. Maria de Lourdes, aos 37 anos, tropeçou no salto alto e morreu ao cair da escada de casa. Eles tinham dois filhos, que também morreriam prematuramente. O mais novo, Ricardo, portador de HIV, com 32, em 1988, e o primogênito, Manoel Carlos Jr., de infarto, aos 58, em 2012.

    Traumatizado, Maneco falava da alegria inesperada de ter tido, já aos 60 anos, um filho caçula, Pedro, do terceiro casamento, com Betty -eles tiveram também uma filha, a atriz Júlia Almeida. Era uma espécie de pai-avô e tinha 81 anos quando o garoto, aos 22, morreu de mal súbito, em 2014, menos de dois anos após o primogênito.

    Além do drama, Maneco tem em comum com seus personagens os percalços até se estabelecer na alta sociedade. Ele nasceu em 14 de março de 1933 e passou a infância no Pari, então um bairro residencial de São Paulo, em uma vida de classe média alta, na qual se misturavam as origens portuguesas do pai, José Maria, às sergipanas da mãe, Olga. Uma reviravolta financeira viria nos anos 1950, quando o pai foi à falência e perdeu, entre outros bens, imóveis, uma fábrica de móveis e duas de ladrilhos.

    Quando criança e adolescente, Maneco era “da pá virada”, saía de um castigo para entrar em outro, até que os pais o mandaram para um colégio interno, de padres, em Bragança Paulista, no interior de São Paulo. Lá, repetiu de ano e abandonou a escola antes de se formar no então ginasial, hoje ensino fundamental. Nunca recebeu um diploma. Formou-se fora das escolas, devorando músicas, livros, peças de teatro.

    Conectou-se desde pequeno ao teatro amador, ainda no ambiente escolar, e, posteriormente, fez parte de grupos ligados a igrejas e a sindicatos. Escrevia, produzia e interpretava os textos. Foi por aí que chegou à televisão, em um programa da Tupi de teleteatros, dirigido por Antunes Filho. A TV mal tinha completado um ano de existência no Brasil, e Maneco, os seus 18 anos. Era assim mesmo à época, quase todos que se aventuravam naquele veículo novo e meio maluco eram muito jovens.

    Foi do alto dos 19 anos que Manoel Carlos, após a passagem pela Tupi, foi contratado como ator, autor, produtor e diretor da TV Paulista, inaugurada naquele ano de 1952. Em um estúdio pequeno e com condições técnicas precárias, ele comandava apresentações de adaptações de textos de Shakespeare ao vivo, como tudo o que era feito na TV. Logo rumou para outra emissora recém-inaugurada, a Record, em 1953, no mesmo ano em que se casou com Maria de Lourdes. Mantinha em paralelo a sua carreira no teatro, àquela altura já profissional, e foi no ambiente dos palcos e das coxias que conheceu grande parte dos profissionais com quem trabalharia na TV.

    Um deles foi o ator e diretor Sérgio Britto, que o convidou para retornar à Tupi, em 1956. Maneco então fez mais de cem adaptações de clássicos literários para o “Grande Teatro Tupi”, programa no qual a teledramaturgia brasileira deu os primeiros passos. Além de roteirista, Manoel Carlos foi também ator desses teleteatros, ao lado de um elenco formado por estrelas como Fernanda Montenegro e Nathália Timberg.

    Mas era como autor que mais se destacava e, em 1960, elaborou o roteiro do musical de inauguração da TV Excelsior. Na nova emissora, criou o “Brasil 60”, programa de variedades apresentado por Bibi Ferreira. Em 1963, encerrou sua passagem pela Excelsior dirigindo um show de Ray Charles e se mudou para o Rio. Era, então, casado com a radialista Cidinha Campos, com quem teve uma filha, Maria Carolina.

    Foi roteirista do programa de Chico Anysio na TV Rio. Estava na sede da emissora, quando assistiu, pela janela, ao lado do diretor Walter Clark e do apresentador Flávio Cavalcanti, a tomada do Forte de Copacabana no golpe militar de 1964. Assustado, retornou com a família para São Paulo. Voltou, então, a trabalhar na TV Record, para onde também se transferiu Chico Anysio, que o chamou para dirigir o seu programa.

    Foi nessa época que participou de uma reunião na qual o diretor artístico da Record, Paulo Machado de Carvalho, disse que a emissora deveria investir em musicais porque a teledramaturgia, grande aposta da Tupi e da Excelsior, não teria futuro no Brasil. A previsão equivocada teve um lado bom: deu início à era de ouro dos musicais na TV.

    Com a experiência do “Brasil 60”, Maneco entrou com tudo nessa estratégia da Record. Criou e dirigiu “O Fino da Bossa”, apresentado por Jair Rodrigues e Elis Regina, que ele selecionou em um concurso de cantoras. Foi Maneco também que assinou, em nome da Record, o contrato com Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa para o programa “Jovem Guarda”. Ele foi um dos mais atuantes na formação de um elenco que incorporou novos talentos como Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil.

    Além dos musicais, participou da elaboração de uma série de programas memoráveis de variedades e de humor, como a “A Família Trapo”. Dentre os vários em que atuou estão “Corte Rayol Show”, “Hebe Camargo” e “Esta Noite se Improvisa”. A programação acumulava recordes de audiência, e a Record, em 1966, decidiu levar ao ar os festivais da Música Popular Brasileira, marcos da história da cultura do país.

    Aos poucos, com o excesso de musicais, a fórmula foi se esgotando, e a audiência, caindo. Maneco deixou então a emissora para trabalhar no mercado fonográfico, em que se tornou um nome respeitado, como produtor de discos e espetáculos. Dirigiu em 1971 o histórico show Construção, de Chico Buarque, no Canecão, no Rio. Em 1973, foi diretor do memorável festival Phono 73, no Anhembi, em São Paulo, que teve nomes como Raul Seixas, Rita Lee, Chico Buarque, Gal Costa, Caetano Veloso e Elis. O evento teve uma passagem marcante da censura da ditadura militar: os microfones de Chico e Gil foram desligados pelos censores quando eles cantavam “Cálice”.

    Nesse mesmo ano de 1973, Maneco começou a trabalhar na Globo, convidado por um velho amigo, Jô Soares, que à ocasião apresentava um programa de entrevistas, o “Globo Gente”. Com tantos musicais no currículo, foi chamado por Boni, o diretor da emissora, para participar da criação de um programa de variedades dominical, o “Fantástico”, no qual a música teria destaque. A ideia inicial era de que todo o conteúdo -musicais, humor, jornalismo- fosse costurado em uma narrativa com o tom da esperança. Maneco foi encarregado de escrever os roteiros de forma a amarrar as atrações com esse sentido e logo se tornou diretor-geral do “Fantástico”.

    Enquanto isso, as novelas da Globo, contrariando por completo a previsão do diretor da Record sobre o fim da teledramaturgia, consolidavam-se como o principal produto da indústria cultural brasileira. Eram o programa preferido do público, a maior fonte de faturamento da TV. Mas havia poucos autores além dos principais, Janete Clair e Dias Gomes, que tinham de escrever novela atrás de novela. Era preciso buscar novos nomes, e Maneco foi escalado. Tinha feito alguns trabalhos como roteirista de novelas nos anos 1950 na Tupi, todas de curta duração, não diárias e ao vivo, além de contar com a sólida experiência na adaptação de textos literários para os teleteatros.

    Começou na Globo com uma novela das 18h, “Maria Maria” (1978), adaptação do romance “Maria Dusá”, de Lindolfo Rocha. Entrou para o horário nobre, o da novela das oito, como colaborador de Gilberto Braga em “Água Viva” (1980). Depois fez “Baila Comigo” (1981), a primeira que escreveu sozinho para as 20h, um sucesso, com a história dos gêmeos João Victor e Quinzinho (Tony Ramos), separados na infância.
    Na sua novela seguinte, “Sol de Verão” (1982), sofreu o trauma pela morte de Jardel Filho, que fazia o papel do protagonista. Foi quando passou uma temporada de sete anos fora da Globo e fez novelas para a Colômbia e para o mercado latino nos EUA. Imprimiu o estilo realista da teledramaturgia brasileira às produções latinas, conhecidas por tramas mirabolantes e pelo excesso de maquiagem nos atores.

    Também fez trabalhos para a Manchete e para a Band até retornar para a Globo em 1991, com a novela das seis “Felicidade”. Nessa trama, a personagem principal, interpretada por Maitê Proença, se chamava Helena, uma retomada ao nome da heroína de “Baila Comigo”, papel de Lilian Lemmertz. A partir de então, todas as suas protagonistas se chamariam Helena, entre elas as vividas por Regina Duarte em “História de Amor” (1995), “Por Amor” (1997) e “Páginas da Vida” (2006), Vera Fischer em “Laços de Família” (2000) e Christiane Torloni em “Mulheres Apaixonadas” (2003).

    A escolha do nome havia sido aleatória, Maneco dizia. Todas eram mulheres fortes, que sofriam capítulo a capítulo. Não eram perfeitas, longe disso, e até mentiam, mas sempre por amor. Um exemplo marcante, de grande ousadia, foi o do enredo central de “Por Amor”, em que Regina Duarte e Gabriela Duarte atuaram como mãe e filha, respectivamente Helena e Maria Eduarda. Na trama, as duas ficam grávidas e dão à luz no mesmo dia, em quartos vizinhos do hospital. O bebê de Maria Eduarda morre no parto e ela não pode mais ter filhos. Helena, então, pede ao médico para trocar os recém-nascidos, colocando o seu filho, saudável, no lugar do que havia morrido.

    Helenas fazem tudo pelos filhos. A de Vera Fischer, em “Laços de Família”, abriu mão do namorado, o jovem Edu (Reynaldo Gianecchini), para que a filha, Camila (Carolina Dieckmann), ficasse com ele. No decorrer da história, Camila tem leucemia, e Helena deixa de lado um outro relacionamento amoroso para engravidar, na esperança de que o bebê pudesse doar a medula à irmã. É dessa novela uma cena antológica da TV, em que Camila, em razão da quimioterapia, raspa os cabelos aos prantos.

    O câncer está no rol de temas que Maneco retratava como merchandising social, verdadeiras campanhas de conscientização. Suas novelas também abordaram, com esse viés, a síndrome de Down, a vida de pessoas com deficiência, o alcoolismo e a falta de respeito aos idosos, um problema que Maneco dizia enfrentar no Brasil.

    As histórias trazem dramas da classe média e alta, do universo do autor. Seu estilo é o da crônica urbana, um mosaico de personagens em que as histórias se cruzam nos elevadores dos prédios do Leblon, no calçadão, na banca de jornal ou na padaria do bairro, todos lugares que Maneco frequentava. É da rotina desses personagens que extrai as histórias, os diálogos em torno das fartas mesas de café da manhã, dos jantares finos, na academia, na praia. “Minhas novelas retratam o cotidiano da classe média, seus dramas, desejos, suas vidinhas comuns e banais”, disse em entrevista.

    Consagrou-se pela sensibilidade com que criava personagens femininos. Escrevia com facilidade diálogos em que as mulheres falavam de sexo, casamento, filhos, carreira, envelhecimento. Era chamado de especialista na alma feminina. Costumava relacionar essa capacidade ao fato de ter tido uma relação muito forte com a mãe e, além dela, ter sido criado pelas duas avós e por duas tias solteiras, fora a convivência com as irmãs. Em uma reportagem, certa vez, foi chamado de “O Chico Buarque das novelas”.

    “As mulheres têm mais força, são mais heroicas e têm mais caráter que os homens”, afirmou, ao comentar a preferência por personagens femininas. Foi escolhido pelo diretor Jayme Monjardim, que o chamava de “autor do coração das mulheres”, para roteirizar a minissérie “Maysa” (2009), sobre a famosa cantora de MPB, sua mãe. Outra minissérie de Maneco, sucesso de repercussão e de audiência, foi “Presença de Anita” (2001), baseada em um romance de Mário Donato. Na TV, o triângulo amoroso entre uma garota (Mel Lisboa), um menino da sua idade (Leonardo Miggiorin) e um homem bem mais velho (José Mayer) foi regado a cenas ousadas de sexo e nudez.

    A leitura do livro de Donato havia marcado a adolescência de Maneco, que, desde cedo, além de romances, devorava poemas. Também escrevia poesias, publicadas em revistas, jornais e no livro “Bicho Alado”. A sensibilidade poética e musical o levaram a atuar diretamente na escolha da trilha sonora de suas novelas, regadas pelo melhor da bossa nova, o que também se tornou sua marca. Era ao som de Vinicius e Tom Jobim que as Helenas, assim como Manoel Carlos, viviam entre a cobertura do Leblon e o calçadão, alternando dias sombrios e outros ensolarados, em busca de um final feliz.

    Morre Manoel Carlos, autor que marcou a história das novelas, aos 92 anos

  • Venezuela anuncia retorno de navio petroleiro em operação com EUA

    Venezuela anuncia retorno de navio petroleiro em operação com EUA

    “Graças a essa primeira exitosa operação conjunta, o navio se encontra navegando em regresso às águas venezuelanas para sua proteção e ações pertinentes”, afirma a nota.

    O governo da Venezuela anunciou, na noite de sexta (9), que uma operação conjunta com os Estados Unidos (EUA) determinou o retorno do navio petroleiro Minerva. Segundo o comunicado assinado pela estatal petrolífera do país, a PDVSA, a embarcação havia deixado o país sem pagamento ou autorização venezuelana.

    “Graças a essa primeira exitosa operação conjunta, o navio se encontra navegando em regresso às águas venezuelanas para sua proteção e ações pertinentes”, afirma a nota.

    O próprio presidente Donald Trump (dos Estados Unidos) divulgou em sua rede social que, em coordenação com as “autoridades interinas” da Venezuela, foi apreendido um navio-tanque que deixou o país sem autorização.

     

    “Este navio-tanque está agora a caminho de volta para a Venezuela, e o petróleo será vendido através do Grande Acordo Energético, que criamos para esse tipo de venda”, escreveu.

    Abertura de embaixadas

    A operação conjunta ocorreu no mesmo dia em que a presidente interina, Delcy Rodríguez, tratou do “processo diplomático” para a abertura de embaixadas dos Estados Unidos.

    “Seu principal objetivo é reiterar nossa condenação à agressão sofrida pelo nosso povo”, escreveu. Neste sábado (10), a intervenção armada dos estadunidenses (com o sequestro e prisão do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores),  completa uma semana
    Ela ponderou ainda que a resposta à intervenção estadunidense será por meio da diplomacia.

    “Usaremos nossa diplomacia bolivariana de paz para defender a estabilidade, o futuro e nossa sagrada soberania”.
     

    Delcy Rodrigues afirmou que esse será o caminho que “para proteger o povo e também para garantir o retorno do Presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores”. Ela cita que isso ocorrerá com “paciência e determinação estratégica”.

    Venezuela anuncia retorno de navio petroleiro em operação com EUA