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  • EUA recuam em acusar Maduro de liderar suposto Cartel de Los Soles

    EUA recuam em acusar Maduro de liderar suposto Cartel de Los Soles

    Governo Trump, no entanto, mantém acusação de narcotraficante

    O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) recuou em acusar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de liderar o suposto Cartel de Los Soles. A nova peça da denúncia contra o venezuelano por narcotráfico, apresentada após o sequestro de Maduro pelos EUA, excluiu a acusação feita na peça anterior, apresentada em 2020.

    Na primeira denúncia, o termo “Cartel de Los Soles” aparece 33 vezes e Maduro é apontado como líder dessa suposta organização.

    “Nicolas Maduro Moros, o réu, ajudou a administrar e, por fim, a liderar o Cartel de Los Soles à medida que ganhava poder na Venezuela”, dizia a denúncia, apresentada ainda no primeiro mandato de Trump. 

    Na nova peça do Departamento de Justiça, apresentada nesta semana, o Cartel de Los Soles aparece apenas duas vezes, em citações de menor importância, sem qualquer menção à liderança de Maduro em relação ao suposto cartel.

    “Nicolas Maduro Moros, o réu – assim como o ex-presidente Chávez antes dele – participa, perpetua e protege uma cultura de corrupção na qual poderosas elites venezuelanas se enriquecem com o tráfico de drogas e a proteção de seus parceiros traficantes”, diz o texto.

    A peça do Departamento de Justiça dos EUA afirma, em seguida, que os lucros dessa atividade foram para funcionários corruptos.

    “[Esses funcionários] operam em um sistema de clientelismo administrado por aqueles no topo – referido como o Cartel de Los Soles ou Cartel dos Sóis, uma referência à insígnia do sol afixada nos uniformes de oficiais militares venezuelanos de alta patente”, diz o documento oficial de Washington.

    A mudança na linguagem e no teor da acusação do Departamento de Justiça chamou a atenção, uma vez que o suposto cartel foi designado como grupo terrorista pelo governo Trump. A acusação de que Maduro lideraria a organização justificou, no plano discursivo, a invasão da Venezuela.

    Especialistas no mercado mundial de drogas vêm rejeitando chamar a Venezuela de narcoestado ou mesmo reconhecer a existência do Cartel de Los Soles.

    Não há qualquer menção a esse grupo nas publicações do Escritório para Drogas e Crimes da Organização das Nações Unidas (ONU). O Relatório Anual Sobre Ameaças de Drogas da DEA (Administração de Combate às Drogas) de 2025, do governo dos EUA, também não menciona o suposto cartel venezuelano.

    Dificuldade em provar existência do cartel

    A consultora sênior da União Europeia para Políticas sobre Drogas na América Latina e Caribe, a advogada Gabriela de Luca, avalia que, ao evitar tratar o cartel como uma organização “real”, o Departamento de Justiça reconhece os limites para provar essa tese.

    “Até agora, não emergiram evidências suficientes para caracterizar uma organização criminosa – lacuna apontada por especialistas e, inclusive, por parceiros de inteligência dos próprios EUA”, explicou.

    Gabriela destacou que a mudança na denúncia passa a enquadrar Maduro como posicionado no “topo” de um sistema criminoso, tratado como uma aliança de corrupção e tráfico, e não como uma entidade formal com personalidade jurídica, como um cartel.

    “Essa escolha fortalece a acusação, uma vez que desloca o foco para condutas individualizadas e comprováveis [narcotráfico, corrupção e associação criminosa] em vez de sustentar um rótulo amplo e conceitualmente frágil de ‘cartel’”, ponderou a consultora.

    A advogada disse ainda que a mudança dialoga ainda com as preocupações de especialistas da ONU com o uso indiscriminado do termo cartel, “advertindo que isso poderia justificar medidas amplas de criminalização generalizada do Estado venezuelano, com efeitos colaterais severos sobre uma população já profundamente vulnerabilizada”.

    Apesar da mudança, os EUA seguem acusando Maduro de uma série de crimes ligados ao narcotráfico, incluindo relação com narcoguerrilhas colombianas, como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN), e cartéis mexicanos, como Sinaloa e Zetas.

    “Maduro Moros e seus cúmplices, durante décadas, fizeram parceria com alguns dos traficantes de drogas e narcoterroristas mais violentos e prolíficos do mundo, e contaram com a corrupção de funcionários em toda a região, para distribuir toneladas de cocaína para os EUA”, diz a acusação.

    Maduro diz que é inocente

    Em depoimento à Justiça dos EUA, Maduro disse que é inocente e se classificou como um prisioneiro de guerra após ser sequestrado por militares estadunidenses no último sábado (3).

    O governo de Caracas acusa Washington de criar a acusação de narcotraficante contra lideranças do país para justificar a intervenção na Venezuela com objetivo de controlar as maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta.

    Trump tem exigido ao novo governo de Delcy Rodríguez, que tomou posse na terça-feira (6) como presidente interina, acesso aos campos de óleo do país.

    Em reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), o embaixador dos EUA, Leandro Rizzuto, admitiu que o petróleo do país sul-americano não pode ficar nas mãos de “adversários” do Hemisfério Ocidental.

    “Esta é nossa vizinhança, é onde vivemos. E não vamos permitir que a Venezuela se transforme em um hub de operações para o Irã, Rússia, Hezbollah, China e agências cubanas de inteligência que controlam o país. Não podemos continuar a ter a maior reserva de petróleo do mundo sob o controle de adversários do Hemisfério Ocidental”, disse o diplomata na terça.

    EUA recuam em acusar Maduro de liderar suposto Cartel de Los Soles

  • Moraes nega transferência imediata de Bolsonaro para exames em hospital

    Moraes nega transferência imediata de Bolsonaro para exames em hospital

    Ministro diz que médico da Polícia Federal não identificou a necessidade de transferência; advogados disseram que impacto ‘impõe risco concreto e imediato’ à saúde de ex-presidente

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou nesta terça-feira (6) um pedido de transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para um hospital depois que ele bateu a cabeça durante a madrugada.

    Em sua decisão, o ministro citou que o médico da Polícia Federal constatou apenas ferimentos leves no ex-presidente e não identificou a necessidade de encaminhá-lo a um hospital, sendo indicada apenas observação.

    “Dessa maneira, não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal. A defesa, entretanto, aconselhada pelo médico particular do custodiado, tem direito a realização de exames, desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”, disse o ministro em sua decisão.

    Ele determinou que seja juntado o laudo médico da PF decorrente do atendimento de Bolsonaro e que a defesa “indique quais os exames que entende necessários para que se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário”.

    No início da tarde, batedores da Polícia Militar chegaram a se posicionar na sede regional da PF em Brasília, onde Bolsonaro está preso, para escoltar o comboio da polícia que levaria o ex-presidente ao hospital, distante cerca de um quilômetro do local.

    Após a negativa, os advogados voltaram a pedir que Bolsonaro faça exames em ambiente hospitalar, e juntaram um pedido de Brasil Ramos Caiado, um dos médicos do ex-presidente.

    O médico, diz a defesa, apontou um quadro clínico compatível com “traumatismo craniano, síncope noturna associada a queda, crise convulsiva a esclarecer, oscilação transitória de memória e lesão cortante em região temporal direita”.

    Foi recomendada a realização de tomografia computadorizada do crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma.

    “Tais exames mostram-se essenciais para adequada avaliação neurológica do peticionário [Bolsonaro], sendo indicada a sua realização em ambiente hospitalar especializado -no Hospital DF Star, onde o paciente vem sendo acompanhado clinicamente-, com o objetivo de afastar risco concreto de agravamento do quadro e prevenir eventuais complicações neurológicas”, diz a defesa.

    Moraes ainda não se manifestou sobre essa solicitação.

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) foi ao hospital DF Star para aguardar a chegada do marido. Com a negativa de Moraes, Michelle retornou para a Superintendência da PF em Brasília. Pelas redes sociais, ela disse que Bolsonaro está de jejum para a realização de exames.

    De manhã, Michelle disse pelas redes sociais que Bolsonaro havia tido uma queda enquanto dormia e não estava bem.

    “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel. Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita”, escreveu.
    Nos autos, os advogados de Bolsonaro afirmaram que o ex-presidente “sofreu queda em sua cela, com impacto craniano e suspeita de traumatismo, situação que, diante de seu histórico clínico recente, impõe risco concreto e imediato à sua saúde”.

    “Diante da urgência e gravidade do quadro, requer seja desde logo autorizada a imediata remoção do paciente ao hospital, para realização dos exames clínicos e de imagem necessários, com acompanhamento de sua equipe médica e sob escolta policial, a fim de preservar sua integridade física e evitar agravamento irreversível”, disse a defesa em seu primeiro pedido.

    Em um relatório médico juntado no processo no fim da tarde desta terça, os médicos da PF disseram que atenderam Bolsonaro por volta das 9h e que ele relatou que teve um “leve traumatismo craniano e contusão em braços e pés” com a queda.

    “Relata que ontem teve quadro de tontura durante o dia e soluços intensos à noite. Ao exame: consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico”, disseram os médicos da PF. “Lesão superficial cortante em face (região malar) direita e em hálux esquerdo com presença de sangue.”

    No fim, o relatório aponta as seguintes hipóteses diagnósticas: “1. Interação medicamentosa? 2. Crise epiléptica? 3. Adaptação ao uso de CPAP (hipoxemia)? 4. Processo inflamatório pós operatório?”.

    Bolsonaro voltou à Superintendência da PF no dia 1º de janeiro, após passar oito dias no hospital para tratar de hérnia na virilha e de crises de soluço, ambas condições decorrentes de facada que levou na campanha eleitoral de 2018.

    Na mesma data, Moraes negou pedido da defesa do ex-presidente de prisão domiciliar após a alta.

    Em sua decisão, o ministro disse que “diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas, sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos”.

    Moraes nega transferência imediata de Bolsonaro para exames em hospital

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  • Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

    Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

    A previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões

    O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

    De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.

    Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões. 

    Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.

    Superação de expectativas

    O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.

    As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.

    Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

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  • Fonseca se garante como cabeça de chave no Australian Open mesmo após lesão

    Fonseca se garante como cabeça de chave no Australian Open mesmo após lesão

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Mesmo perdendo cinco posições no ranking após a desistência no ATP 250 de Brisbane por lesão, João Fonseca está confirmado como um dos cabeça de chave do Australian Open, que começa no domingo com as fases preliminares.

    Fonseca iniciou 2025 no 24º lugar, mas caiu para a 29ª posição nesta segunda-feira (05). Ele perdeu os 125 pontos conquistados no título do Challenger de Camberra, torneio disputado no início do ano passado.

    O brasileiro pode até cair para a 33ª colocação na semana que vem, mas está confirmado entre os 32 cabeças de chave no Australian Open. A maior vantagem de estar presente nesta lista é não atuar contra um adversário do mesmo pelotão nas duas primeiras rodadas da competição.

    Ele não corre riscos porque o britânico Jack Draper e o dinamarquês Holger Rune serão desfalques no torneio da semana que vem. Os dois aparecem à frente de Fonseca no ranking da ATP e, portanto, abrem vagas para quem surgir na 33ª e na 34ª posição.

    O tenista ainda é dúvida para o ATP 250 de Adelaide, que serve como uma preparação para o Australian Open. Ele sofre com uma lesão na região lombar e luta contra o tempo para se recuperar.

    A torcida Independente afirmou que “aguardou inquérito policial e judicialmente o andamento das denúncias sobre a gestão Júlio Casares” para se posicionar

    Folhapress | 17:24 – 06/01/2026

    Fonseca se garante como cabeça de chave no Australian Open mesmo após lesão

  • Frio de -30°C na Europa causa mortes e prejudica voos, linhas de trem e estradas

    Frio de -30°C na Europa causa mortes e prejudica voos, linhas de trem e estradas

    Neve bloqueia regiões na Romênia, Croácia e República Tcheca; Suécia, Alemanha e Áustria estão em estado de atenção

    BERLIM, ALEMANHA (CBS NEWS) – Com termômetros indicando 24°C negativos em partes da Alemanha e outras regiões, a Europa vive um dia de mortes e caos nos transportes nesta terça-feira (6). A Holanda enfrenta a situação mais crítica, com centenas de voos cancelados e todo o sistema ferroviário do país paralisado nas primeiras horas da manhã por uma pane de TI.

    O aeroporto de Schipol, em Amsterdã, contabilizava 400 voos cancelados em um dia já prejudicado pelos cancelamentos da véspera (700 entre cerca de 1.200 programados). A companhia mais afetada é a KLM-Air France, pois um dos principais hubs do grupo é justamente o aeroporto da capital holandesa.

    “Há anos que não enfrentávamos condições meteorológicas tão extremas”, afirmou a porta-voz da empresa, Anoesjka Aspeslagh, à agência Reuters.

    Já é o quinto dia de frio intenso no continente, com nevascas e a formação do chamado gelo negro, uma camada fina e escorregadia que torna todo tipo de pavimento propenso a acidentes -o gelo na verdade é transparente, mas ganhou o nome por quase sempre estar associado a asfalto.

    Em Berlim, na semana passada, as emergências de diversos hospitais ficaram lotadas, com elevado registro de fraturas. Quedas de pedestres e ciclistas eram imagens frequentes nas ruas. O volume de acidentes foi tão alto que as autoridades tiveram que vir a público afirmar que foram surpreendidas pela formação do gelo, que pode ser prevenido com lançamento de sal, areia e outros produtos em calçadas, ruas e estradas.

    Na França, cinco mortes foram registradas em rodovias; na segunda (5), Paris experimentou um congestionamento de 1.000 quilômetros nos arredores da capital, quatro vezes maior do que o volume regular. O TGV está rodando com velocidade reduzida, e há interrupções pontuais no transporte público.

    Há diversão também. Imagens em redes sociais mostram esquiadores brincando nos gramados de Montmartre, conhecido ponto turístico da capital francesa.

    O frio deve se intensificar durante a semana. Dos 96 departamentos da França continental, 38 estão sob alerta de frio intenso nesta quarta-feira (7). Eram 26 nesta terça.

    No Reino Unido, as aulas foram canceladas em centenas de escolas. O norte da ilha foi atingido por fortes nevascas, cancelando voos em aeroportos na Escócia e na Irlanda do Norte. Manchester e Liverpool também registraram cancelamentos. Em Inverness, nas Highlands escocesas, a neve acumulada já chega a 52 cm.

    Nevou também na ilha de Maiorca, um dos símbolos do verão europeu. O fato é incomum, mas já ocorreu em 2005 e 2023.

    A neve bloqueia regiões na Romênia, Croácia e República Tcheca. Em Sarajevo, na Bósnia e Herzegovina, uma mulher morreu devido à queda de uma árvore, carregada de gelo. Na cidade tcheca de Kvila, perto da fronteira com a Alemanha, o serviço meteorológico registrou 30,6°C negativos, um recorde para a região.

    Suécia, Alemanha e Áustria estão em estado de atenção. Em Berlim, a máxima do dia nesta terça-feira foi de -2°C e a mínima da semana deve alcançar -10°C na cidade e -20°C na região de Brandemburgo, estado que circunda a capital. A prefeitura, que já lida com milhares de residências sem energia após incêndio criminoso reivindicado por um grupo de extrema esquerda, elabora um plano especial para abrigar a população vulnerável.

    Há previsão de interrupções em serviços coletivos e de transporte.

    Segundo os meteorologistas, a tempestade de neve que afetou Reino Unido e o norte da França nos últimos dias pode se instalar com ventos de até 120 km/h em algumas regiões alemãs.

    No fim de semana, em Haidmühle, na Baviera, o primeiro recorde negativo do ano foi estabelecido, -24,3°C. A expectativa é que a marca não dure muito.

    Frio de -30°C na Europa causa mortes e prejudica voos, linhas de trem e estradas

  • Mal-amadas e mal comidas, rebate Xuxa após críticas a Sasha e Bruna Marquezine

    Mal-amadas e mal comidas, rebate Xuxa após críticas a Sasha e Bruna Marquezine

    Apresentadora explicou origem do apelido ‘Bubu’ e ironizou críticos da amizade; João Lucas repercutiu vídeo que falava mal da relação da dupla e o ofendia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Xuxa rebateu críticas sobre a amizade de Sasha Meneghel e Bruna Marquezine após elas publicarem fotos e vídeos comemorando a virada do ano juntas. Em um comentário no Instagram, a apresentadora ironizou os ataques e defendeu as jovens após comentários negativos sobre a relação da dupla viralizarem na internet.

    A reposta aconteceu nesta terça-feira (6) após uma influenciadora publicar um vídeo debochando da relação entre as duas amigas. “Uma amizade que me irrita: Bruna Marquezine com a Sasha. Se engulam, se comam. Meu Deus do céu. Trinta anos e chamando a amiga de ‘Bubu’. Ah, vai ver se eu tô na esquina”, disse ela.

    O marido de Sasha, João Lucas, compartilhou o vídeo e rebateu, dizendo que era “impressionante ver alguém começar o ano com tanta energia negativa”. O cantor também foi críticado na publicação e apontado como “Famoso arroz, só acompanha”.

    Após o genro repercutir, Xuxa defendeu as amigas em uma postagem de Sasha, que conta com uma foto da dupla se abraçando. “Sassssa e Bubu (apelido que eu dei quando a Sasha a conheceu com 2 anos e a chamava de Buna). A minha Bubu e minha Sassa são lindas e bem-amadas as outras pessoas eu chamarei de “MAMÁS” (mal-amadas e mal comidas) por isso falam mal dessas duas meninas lindas, mulheres vitoriosas e AMIGAS. As “mamás” invejosas, beijinho no ombro e tchau, tchau”, escreveu.

    Mal-amadas e mal comidas, rebate Xuxa após críticas a Sasha e Bruna Marquezine

  • Coritiba recusa R$ 47 milhões por goleiro no radar de Bahia, Fla e Grêmio

    Coritiba recusa R$ 47 milhões por goleiro no radar de Bahia, Fla e Grêmio

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – Um dos goleiros brasileiros mais valorizados na atual janela, Pedro Morisco teve propostas na casa dos 7,5 milhões de euros (R$ 47,1 milhões) recusada pelo Coritiba. O jovem de 22 anos está no radar de Bahia, Flamengo, Grêmio e equipes europeias.

    O UOL apurou que um clube do Brasil e outro da Itália sinalizaram com estes valores, mas o Coxa entende que o arqueiro vale mais.

    Bahia, Flamengo e Grêmio fizeram sondagens, mas ainda não apresentaram ofertas oficiais.

    O Coritiba projeta que Morisco irá se valorizar ainda mais em 2026, quando o clube volta a disputar a Série A. E o planejamento prevê uma venda para a Europa.
    O goleiro foi um dos principais destaques no título da Série B de 2025. A SAF do Coxa avalia o jovem como o principal ativo do clube e que pode gerar a maior venda da história da agremiação paranaense.

    A torcida Independente afirmou que “aguardou inquérito policial e judicialmente o andamento das denúncias sobre a gestão Júlio Casares” para se posicionar

    Folhapress | 17:24 – 06/01/2026

    Coritiba recusa R$ 47 milhões por goleiro no radar de Bahia, Fla e Grêmio

  • Alckmin diz que acordo Mercosul-UE está bem encaminhado e reitera otimismo

    Alckmin diz que acordo Mercosul-UE está bem encaminhado e reitera otimismo

    Geraldo Alckmin afirmou estar otimista quanto à conclusão do acordo e destacou que há expectativa positiva quanto à conclusão de novos acordos e preferências tarifárias em 2026

    O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta terça-feira, 6, que o acordo Mercosul-União Europeia está bem encaminhado. Ele repetiu que está otimista e que esse acordo é importante em um momento em que a geopolítica está instável.

    Além disso, o ministro disse que o acordo, quando fechado, será o maior do mundo, fortalecendo o multilateralismo e o livre comércio.

    “O próximo acordo, fruto de um longo trabalho, mais de duas décadas, é Mercosul-UE. Está bem encaminhado. Quero reiterar que nós estamos otimistas e é muito importante para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global que, no momento de guerras, de conflitos, de geopolítica instável, de protecionismo, será o maior acordo do mundo”, afirmou a jornalistas depois do anúncio do resultado da balança comercial brasileira de 2025.

    Alckmin diz que acordo Mercosul-UE está bem encaminhado e reitera otimismo

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  • França e Reino Unido aprovam força de paz para Ucrânia

    França e Reino Unido aprovam força de paz para Ucrânia

    Acordo em negociação caso haja cessar-fogo prevê que EUA serão fiadores militares, mas ainda falta a resposta americana; Rússia já disse ser contra presença de tropas estrangeiras no vizinho, que considera uma ameaça à sua soberania

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em uma vitória para Volodimir Zelenski, os governos da França e do Reino Unido assinaram um acordo com a Ucrânia para enviar uma força de paz ao país conflagrado caso haja um cessar-fogo com a Rússia.

    A proposta, contudo, será letra morta sem o apoio dos Estados Unidos, que segundo o plano serão os fiadores militares do arranjo e os monitores dos termos de uma trégua entre russos e ucranianos.

    Além disso, ela terá de ser engolida pelo governo de Vladimir Putin, que rechaça liminarmente a possibilidade de ver soldados da Otan no vizinho. A invasão de quase quatro anos atrás foi disparada, entre outros motivos, pelo risco percebido em Moscou de que Kiev ia ingressar na aliança militar ocidental.

    O anúncio foi feito em Paris, onde ocorreu nesta terça-feira (6) uma reunião da chamada Coalizão dos Dispostos, o grupo de países que apoia o esforço de guerra de Kiev. Os EUA estavam presentes, e as discussões seguirão nesta quarta (7).

    Segundo o negociador-chefe americano, Steve Witkoff, presente ao lado do genro e “faz-tudo” do presidente Donald Trump Jared Kushner, “os protocolos de segurança” para o pós-guerra estão “quase todos finalizados”. Ele não confirmou, mas também não negou, os termos propagandeados pelos europeus.

    Witkoff preferiu falar que “estamos dispostos a fazer tudo pela paz” e enfatizar o aspecto do “acordo de prosperidade” após o conflito, uma referência a negócios potenciais para os EUA. Kushner, que opera interesses do tipo para Trump, contudo disse que a reunião havia sido “um marco” na questão das garantias de segurança.

    Segundo disseram líderes como o francês Emmanuel Macron e a italiana Giorgia Meloni, a Ucrânia também receberá um seguro contra novas invasões russas baseado no artigo 5 do estatuto de Otan, que prevê a defesa mútua em caso de agressão.

    Até aqui, os EUA vinham se recusando a participar diretamente de qualquer esquema em solo ucraniano, deixando o trabalho para os europeus, mas ainda assim Macron e Zelenski, que também estava em Paris, disseram que haveria monitoramento americano do processo.

    Em 2024, quando sugeriram pela primeira vez a ideia de uma força de paz, Macron e o premiê britânico, Keir Starmer, receberam ameaças de guerra nuclear por parte de Putin. A carta atômica é sacada periodicamente pelo Kremlin para lembrar os rivais acerca do risco de escalada.

    “Esta é uma declaração da intenção de enviar forças para a Ucrânia no caso de um acordo de paz. A assinatura pavimenta o caminho para que forças francesas e do Reino Unido operem em solo ucraniano, protejam o céus e mares”, disse Starmer.

    Meloni, por sua vez e de forma mais realista, preferiu destacar a questão do comprometimento de defesa em caso de ataque, dizendo que seu país não participará de nenhuma força em solo.

    O avanço da discussão, ainda a depender do real papel americano na proposta, de todo modo aumenta a pressão sobre Putin. Tendo colhido diversos avanços em campo no fim do ano, o russo parece pouco ou nada disposto a aceitar a ideia.

    Se os EUA a encamparem com vigor, contudo, isso sinaliza que era correta a percepção do Kremlin de que Trump iria endurecer sua posição no debate ucraniano após a rápida captura do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, um aliado de Putin, no sábado (3).

    Como a Folha de S.Paulo mostrou, os russos temiam que Trump iria usar sua posição momentânea de força para fazer passar itens que desagradam ao chefe do Kremlin na negociação.

    Até aqui, o americano havia sido francamente favorável aos termos do russo, inclusive no debate sobre a mutilação da Ucrânia, país que tem 20% de seu território ocupado por Moscou.

    França e Reino Unido aprovam força de paz para Ucrânia

  • Defesa de Filipe Martins pede ao STF revogação de prisão e nega uso do LinkedIn

    Defesa de Filipe Martins pede ao STF revogação de prisão e nega uso do LinkedIn

    Advogados pedem revogação de prisão de ex-assessor de Jair Bolsonaro; suposto acesso à plataforma foi motivo apresentado por Moraes para prisão

    A defesa de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apresentou um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para revogar a prisão preventiva do réu. Os advogados afirmam que Martins não utilizava a rede social LinkedIn desde 2024, antes da imposição da medida cautelar que proibia o uso de redes sociais.

    A prisão preventiva foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes após a identificação de um suposto acesso à plataforma, conduta considerada incompatível com as restrições impostas pela Corte.

    Martins foi condenado pelo STF, em 16 de dezembro, a 21 anos e seis meses de prisão por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023. A decisão ainda não transitou em julgado e, por isso, cabe recurso.

    No pedido encaminhado ao Supremo, a defesa apresentou um relatório de acessos à conta do LinkedIn do réu indicando que o último login ocorreu em 2024, período em que o uso de redes sociais ainda não havia sido proibido por Moraes. Para os advogados, a prisão foi “precipitada, desarrazoada e intempestiva”.

    Em 29 de dezembro, Moraes havia determinado que a defesa de Martins esclarecesse em até 24 horas uma possível violação das medidas cautelares impostas no âmbito da ação penal sobre a tentativa de golpe.

    Em explicação a Moraes, a defesa de Martins disse que ele não usou a rede social nem fez publicações. Os advogados afirmaram que o perfil está sob controle deles para preservar provas, organizar informações relevantes ao processo e auditar os históricos digitais.

    Martins foi preso na última sexta-feira, 2, em Ponta Grossa (PR), onde cumpria a medida imposta pelo Supremo.

    Em 26 de dezembro, Moraes determinou a substituição da prisão por regime domiciliar para Filipe Martins e outros nove réus do processo da trama golpista, sob a justificativa de risco concreto de fuga.

    A medida teve como objetivo evitar novas evasões de condenados no mesmo processo, após o episódio envolvendo Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, preso naquele mesmo dia ao tentar entrar clandestinamente no Paraguai.

    O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), também condenado pela tentativa de golpe, conseguiu deixar o País e fugir para os Estados Unidos para evitar a prisão.

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