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  • Moraes autoriza cirurgia de Bolsonaro no Natal

    Moraes autoriza cirurgia de Bolsonaro no Natal

    Ministro permitiu que a mulher de Bolsonaro, Michelle, seja acompanhante; demais visitas precisarão pedir autorização prévia

    BRASÍILIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja internado nesta quarta-feira (24) e faça um a cirurgia no Natal (25).

    Moraes determinou, na decisão desta terça-feira (23), que o transporte e a segurança sejam realizados pela Polícia Federal de forma discreta, devendo o desembarque ocorrer nas garagens do hospital.

    A Polícia Federal deverá, previamente, entrar em contato com o diretor do Hospital DF Star, Dr. Allison Bruno Barcelos Borges, para ajustar os termos e as condições da internação.

    Caberá à Polícia Federal providenciar a vigilância e a segurança integrais do custodiado durante todo o período de sua estadia, bem como do hospital, mantendo equipes de prontidão.

    A corporação deverá assegurar, ainda, a segurança e a fiscalização ininterruptas, 24 horas por dia, com, no mínimo, dois policiais federais posicionados na porta do quarto hospitalar, além das equipes que entender necessárias, tanto nas dependências internas quanto externas do hospital.

    Fica proibida a entrada, no quarto hospitalar, de computadores, telefones celulares ou quaisquer outros dispositivos eletrônicos, ressalvados, evidentemente, os equipamentos médicos, devendo a Polícia Federal garantir o cumprimento rigoroso dessa restrição.

    Moraes também autorizou a presença da esposa, Michelle Bolsonaro, como acompanhante durante toda a internação. As demais visitas somente poderão ocorrer com autorização judicial.

    No pedido realizado nesta terça-feira (23), a defesa solicita que Bolsonaro seja internado um dia antes da cirurgia “a fim de que possa ser submetido aos exames necessários e preparatórios ao procedimento cirúrgico”.

    A defesa pede ainda que seja autorizada a presença da esposa, Michele Bolsonaro, como acompanhante principal, bem como de seus filhos Carlos Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, como acompanhantes secundários se houver necessidade.

    A PGR (Procuradoria-Geral da República) manifestou não se opor aos pedidos da defesa de Bolsonaro para que o ex-presidente seja internado no dia 24 e realize o procedimento durante o Natal. O órgão também não apresentou objeções à presença dos acompanhantes nomeados pela defesa.

    Moraes pediu à defesa de Bolsonaro para identificar o médico responsável pela cirurgia, que será realizada no hospital DF Star, em Brasília.

    A Polícia Federal confirmou ao tribunal que o ex-presidente precisa ser submetido a uma cirurgia eletiva e outro procedimento o mais breve possível. O laudo foi enviado depois de determinação do ministro do STF.

    Na mesma decisão, Moraes indeferiu o pedido de prisão domiciliar que a defesa vinha pleiteando desde antes do trânsito em julgado do processo e o início do cumprimento de pena.

    Bolsonaro está preso na superintendência regional da PF em Brasília desde o dia 22 de novembro.

    De acordo com Moraes, o ex-presidente está “custodiado em local de absoluta proximidade com o hospital particular onde realiza atendimentos emergenciais de saúde” e o endereço seria, inclusive, mais próximo que o da casa dele. Assim, a prisão na PF não prejudicaria Bolsonaro em caso de necessidade de deslocamento de emergência.

    De acordo com o laudo, em relação à hérnia, o caso é de reparo eletivo, ou seja, procedimento cirúrgico programado, que não tem caráter de urgência ou emergência. A análise foi feita por quatro peritos do Instituto Nacional de Criminalística na última quarta (17).

    Já os soluços precisam de intervenção mais rápida, tanto porque tratamento anteriores não surtiram efeito quanto porque o quadro pode piorar outras condições.

    A defesa de Bolsonaro pediu em duas ocasiões autorização urgente para que o ex-presidente seja submetido a uma cirurgia. A primeira petição foi apresentada em 9 de dezembro e a última delas na segunda-feira (15).

    Segundo os advogados, ele precisa de procedimento cirúrgico para correção de hérnia inguinal bilateral, além de intervenções complementares. A hérnia inguinal é uma condição em que um tecido do abdômen incha e faz aparecer uma protuberância na região da virilha.

    Moraes determinou que o exame feito no último domingo (14) e os laudos juntados aos autos fossem encaminhados para análise de peritos médicos na última quarta (17) no Instituto Nacional de Criminalística.

    Aos peritos, Bolsonaro relatou que os soluços começaram em setembro de 2018 após a primeira cirurgia abdominal. Depois disso, ele passou por outras sete cirurgias e o quadro retornava a cada pós-operatório e duravam cerca de 30 dias. Após o último procedimento, no entanto, os soluços não pararam mais.

    Moraes autoriza cirurgia de Bolsonaro no Natal

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  • Apple permitirá baixar apps fora da App Store e pagamento via Pix após acordo com Cade

    Apple permitirá baixar apps fora da App Store e pagamento via Pix após acordo com Cade

    Relator diz que decisão é inédita no mundo ao abrir sistema operacional com base apenas na lei antitruste; empresa cita riscos à segurança de usuários, mas diz trabalhar por proteções contra parte das ameaças

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O tribunal do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) formou maioria para validar um acordo com a Apple para encerrar um processo que investigava práticas anticompetitivas no sistema operacional oferecido pela empresa. A companhia se comprometeu a permitir o download de aplicativos fora da App Store e a autorizar pagamentos alternativos durante o uso dos programas, inclusive o Pix.

    A investigação teve origem em uma denúncia do Mercado Livre, que questionava a obrigatoriedade do uso do sistema de pagamentos da Apple e o impedimento a desenvolvedores de informar usuários sobre opções de compra fora da App Store, potencialmente mais baratas.

    O TCC (Termo de Compromisso de Cessação) remove a vinculação obrigatória do sistema de pagamentos da Apple. Com a implementação das novas regras, os desenvolvedores poderão até mesmo assumir a interface de pagamentos e oferecer métodos alternativos ao lado daquele da empresa americana.

    O texto do compromisso cita explicitamente o Pix como um desses possíveis meios, mencionando a significativa adoção no país e a supervisão exercida pelo Banco Central. A Apple também deixa de proibir que aplicativos exibam links ou botões direcionando o usuário para compras em sites externos.

    O TCC estabelece ainda uma nova estrutura de comissões no Brasil. No modelo tradicional, a empresa cobrava 30% sobre as transações realizadas na App Store. A partir do acordo, essa cobrança passa a ser desagregada por tipos. A comissão da App Store será de 25% para grandes desenvolvedores e de 10% para pequenas empresas enquadradas em um programa da Apple.

    No campo da segurança e da transparência, o acordo autoriza a Apple a exibir telas de aviso informando que determinada transação será gerenciada pelo desenvolvedor, e não pela empresa. O Cade, no entanto, determinou que esses avisos utilizem linguagem neutra e objetiva, sem criar fricções desnecessárias ou mecanismos que possam desencorajar o consumidor.

    De acordo com o conselheiro Victor Oliveira Fernandes, relator do caso do Cade, a medida é pioneira no mundo. “A partir da presente decisão, o Brasil passará a ocupar posição inédita no panorama global, figurando como a única jurisdição em que a Apple será instada a promover a abertura de seu ecossistema móvel com fundamento exclusivo na aplicação da legislação antitruste”, disse.

    O acordo terá vigência de três anos e permite uma fase de transição de 120 dias. O cumprimento das obrigações será acompanhado por um interventor independente, e o descumprimento integral das medidas pode resultar em multa de até R$ 150 milhões.

    Procurada, a Apple afirmou que baixar aplicativos fora da loja oficial da empresa cria novos riscos aos usuários e que, para cumprir as exigências, está fazendo mudanças que impactarão os aplicativos do iOS no Brasil.

    “Embora essas mudanças abram novos riscos à privacidade e à segurança dos usuários, trabalhamos para manter proteções contra algumas ameaças, incluindo a preservação de salvaguardas importantes para usuários mais jovens”, afirmou.

    “Essas salvaguardas não eliminarão todos os riscos, mas ajudarão a garantir que o iOS continue sendo a melhor e mais segura plataforma móvel disponível no Brasil, e continuaremos a defender os interesses de usuários e desenvolvedores”, disse a empresa, em nota.

    A Apple afirma que a empresa tem um processo rigoroso de revisão dos programas oferecidos em sua vitrine para prevenir golpes, fraudes e exposição a conteúdos ilícitos. De acordo com eles, embora o acordo introduza novos riscos, ele oferece mais salvaguardas à privacidade, à segurança e à proteção dos usuários do que as medidas que a empresa foi obrigada a implementar na Europa.

    A companhia acredita que, diferentemente do que ocorre no continente europeu, onde foi estabelecido o Digital Markets Act (legislação da União Europeia voltada a práticas concorrenciais de big techs implementada, na prática, em 2024), a Apple poderá adotar ações para proteger os usuários, com ênfase especial na segurança de crianças e de dados sensíveis. Os usuários poderão continuar escolhendo o sistema da Apple para pagamentos em aplicativos, e os apps só poderão ser baixados de lojas alternativas autorizadas.

    Apple permitirá baixar apps fora da App Store e pagamento via Pix após acordo com Cade

  • Lula afirma que tarifaço dos EUA contra o Brasil terminou sendo 'irrelevante'

    Lula afirma que tarifaço dos EUA contra o Brasil terminou sendo 'irrelevante'

    “Quando muita gente imaginava que eu e o Trump iríamos entrar em guerra, nós terminamos virando amigos”, acrescentou o presidente Lula

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o ano termina \”bem\” e com o tarifaço dos Estados Unidos “irrelevante” para o Brasil. As declarações ocorreram durante solenidade no Palácio do Planalto para a assinatura de um decreto que dispõe sobre o reconhecimento, a valorização e a promoção da cultura gospel como manifestação cultural nacional.

    “O ano termina bem. O preço do alimento está caindo, as pessoas estão voltando a acessar coisas que ficaram mais caras. Mesmo a taxação que os Estados Unidos fizeram contra o Brasil terminou sendo irrelevante”, afirmou Lula. “Quando muita gente imaginava que eu e o Trump iríamos entrar em guerra, nós terminamos virando amigos. Ora, porque nós temos que acreditar sempre. Desacreditar jamais.”

    Na cerimônia, estavam presentes políticos evangélicos, como o advogado-geral da União, Jorge Messias, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) e o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ). Também compareceram ao evento representantes de diferentes segmentos da igreja evangélica, com apresentações artísticas e discursos.

    Lula disse que a ideia da assinatura do decreto foi de Eliziane Gama. “Na política é assim, a gente nunca agradece quem ajudou a gente”, disse o presidente, ao fazer um agradecimento à parlamentar pela sugestão.

    O decreto estabelece que a cultura gospel será compreendida como conjunto de expressões artísticas culturais e sociais que se vinculam à manifestação da fé no Brasil, tendo em vista a valorização, promoção e proteção da cultura gospel no âmbito das políticas públicas de cultura.

    “A tua reivindicação está sendo atendida porque é fazer justiça ao povo evangélico e à música gospel”, declarou o presidente da República à senadora. “A assinatura deste decreto representa mais um passo importante de acolhimento e respeito à comunidade do povo evangélico no Brasil. É um ato simples, mas com força simbólica muito profunda”, afirmou.

    Lula afirma que tarifaço dos EUA contra o Brasil terminou sendo 'irrelevante'

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  • Trump se manifesta pela 1ª vez sobre divulgação de novos arquivos de Epstein

    Trump se manifesta pela 1ª vez sobre divulgação de novos arquivos de Epstein

    Presidente diz que pessoas que ‘conheceram inocentemente’ o abusador podem ter reputações destruídas; segundo lote de documentos foi tornado público pelo Departamento de Justiça nesta terça (23)

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou-se pela primeira vez na segunda-feira (22) sobre a divulgação dos arquivos do caso Jeffrey Epstein, afirmando que pessoas que “conheceram inocentemente” o abusador podem ter suas reputações destruídas diante dos arquivos tornados públicos pelo Departamento de Justiça.

    A declaração aconteceu enquanto Trump falava com repórteres em sua casa em Mar-a-Lago, na Flórida, segundo o jornal The Guardian. Ele comentava a aparição do ex-presidente democrata Bill Clinton em algumas imagens -o primeiro lote de documentos foi liberado na sexta (19), e o segundo, nesta terça (23).

    “Acho que Bill Clinton é um homem adulto, ele pode lidar com isso, mas provavelmente há fotos sendo expostas de outras pessoas que conheceram Jeffrey Epstein inocentemente há anos e são banqueiros e advogados altamente respeitados e outros.”

    Trump também disse não gostar de ver publicadas as imagens que mostram o ex-presidente e outras pessoas e classificou a exposição de “algo terrível”.

    “Sempre me dei bem com Bill Clinton. Tenho sido gentil com ele, ele tem sido gentil comigo… Odeio ver fotos dele sendo divulgadas, mas é isso que os democratas —principalmente democratas e alguns maus republicanos— estão pedindo, então estão divulgando minhas fotos também.”

     
    O porta-voz de Clinton, Angel Ureña, publicou em seu perfil X, na segunda-feira, uma declaração pedindo que o Departamento de Justiça libere imediatamente quaisquer materiais restantes dos arquivos relacionados a Epstein que façam referência ao ex-presidente de qualquer forma, incluindo fotografias.

    “O que o Departamento de Justiça divulgou até agora e a maneira como o fez deixam uma coisa clara: alguém ou algo está sendo protegido. Não sabemos quem, o quê ou por quê, mas sabemos disso:
    não precisamos de tal proteção”, afirma o texto de Ureña.

    “A recusa em fazê-lo [divulgar tudo que cite Clinton] confirmará a suspeita generalizada de que as ações do Departamento de Justiça até agora não são sobre transparência, mas sobre insinuação —usando divulgações seletivas para sugerir irregularidades sobre pessoas que já foram repetidamente inocentadas pelo mesmo Departamento de Justiça, ao longo de muitos anos, sob presidentes e procuradores-gerais de ambos os partidos.”

    Bill Clinton aparece em imagens do primeiro lote de arquivos liberados pelo Departamento de Justiça —uma das fotos mostra o ex-presidente reclinado em uma banheira de hidromassagem com uma pessoa cujo rosto foi ocultado. Em muitas das cenas em que o democrata aparece, ele é a única pessoa cuja identidade pode ser discernida, e os arquivos fornecem pouco ou nenhum contexto para as imagens.

    A Casa Branca tentou tirar proveito político da publicação das fotos de Clinton ainda na sexta, logo após a liberação dos documentos. “Nós vimos algo”, escreveu a porta-voz Abigail Jackson nas redes sociais, acima da imagem do ex-presidente na banheira. “Só não o que você queria.” O democrata nunca foi formalmente acusado de ter cometido crimes com Epstein.

    No mesmo dia, Ureña se manifestou em seu perfil no X acusando a Casa Branca de usar o ex-presidente como bode expiatório. “Isso é sobre proteger a si mesmos do que vem a seguir, ou do que eles tentarão esconder para sempre. Então eles podem divulgar quantas fotos granuladas de mais de 20 anos atrás quiserem, mas isso não é sobre Bill Clinton. Nunca foi, nunca será”, escreveu.

    Trump mencionou durante a conversa com repórteres na Flórida o caso de Larry Summers como exemplo do que considera ser um risco à reputação de inocentes. O professor da Universidade Harvard e ex-secretário do Tesouro dos EUA nos últimos anos do governo Clinton se afastou da vida pública depois da revelação de que ele trocava emails com Epstein mesmo depois da exposição dos abusos cometidos pelo bilionário.

    Trump se manifesta pela 1ª vez sobre divulgação de novos arquivos de Epstein

  • Stephen Colbert fala sobre se candidatar à presidência dos EUA após fim do Late Show

    Stephen Colbert fala sobre se candidatar à presidência dos EUA após fim do Late Show

    Apresentador teve seu programa cancelado pela CBS; embates com Donald Trump motivaram a conversa

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Stephen Colbert falou sobre a possibilidade de se candidatar a presidente dos Estados Unidos na próxima corrida eleitoral, marcada para novembro de 2028. A conversa aconteceu no podcast “Slate Political Gabfest” e foi motivada pela grande quantidade de ouvintes que o questionaram sobre o assunto.

    “Eu com certeza não deveria concorrer à presidência, mas eu entendo por que algumas pessoas gostariam disso”, disse o apresentador. “Eu teria de discutir com o meu líder religioso e a minha família para ver se, assim que meu serviço no Late Show acabar, em maio, eu poderia servir de algo para esta nação que eu amo tanto.”

    Colbert viu seu talk show ser cancelado abruptamente em julho deste ano. A decisão da emissora CBS gerou críticas, principalmente porque foi tomada pouco depois de uma batalha judicial entre a Paramount, dona do canal, e Donald Trump.

    Crítico ferrenho ao presidente americano, o apresentador foi alvo do que muitos consideraram uma interferência do governo na empresa, depois que a Paramount chegou a um acordo com Trump para pagar US$ 16 milhões num processo em que o republicano os acusava de terem manipulado uma entrevista com sua adversária nas últimas eleições, Kamala Harris.

    O cancelamento, celebrado por Trump nas redes sociais, ainda aconteceu pouco depois de o presidente apoiar a fusão entre a Skydance e a Paramount. “Eu absolutamente adorei que Colbert foi demitido”, publicou ele em sua página na Truth Social, à época.

    Stephen Colbert fala sobre se candidatar à presidência dos EUA após fim do Late Show

  • Santos avança por Gabigol e negocia divisão salarial com o Cruzeiro

    Santos avança por Gabigol e negocia divisão salarial com o Cruzeiro

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Santos avançou pela contratação de Gabriel Barbosa, do Cruzeiro. A negociação ocorre para um empréstimo de um ano. O Santos pagaria a maior parte do salário.

    ENTENDA A NEGOCIAÇÃO

    Gabigol é uma das prioridades do Santos no mercado. O centroavante também vê a volta ao Peixe como a melhor opção.

    Pesa a favor do Santos o clima ruim de Gabriel no Cruzeiro, além de motivações familiares.

    Gabigol está em baixa com a torcida após perder o pênalti decisivo na Copa do Brasil. A situação piorou com a chegada do técnico Tite, que não é entusiasta da permanência.

    O atacante já externou o desejo de buscar novos ares ao Cruzeiro, que entende a situação. O UOL apurou que as partes enxergam o negócio como uma oportunidade de mercado para ambos.

    Pelo lado do clube mineiro, pesa a diminuição da folha salarial, já que Gabigol recebe um dos maiores vencimentos do futebol brasileiro.

    O jogador, por sua vez, não quer abrir mão dos valores que tem a receber. A rescisão amigável foi descartada por conta dessa pedida, já que o Cruzeiro não ofereceu o valor integral do contrato a Gabigol. As cifras giram em torno de R$ 100 milhões.

    Outro fator é o desejo de Gabigol de morar em Santos, onde residem seus pais. Ele vive com a Rafaella, irmã de Neymar, em Belo Horizonte. Rafaella também quer morar próxima a Neymar.

    Neymar e Gabigol são próximos e já conversam sobre a provável dupla no Santos. A renovação de Neymar até a Copa do Mundo está próxima.

    O Palmeiras já embolsou aproximadamente R$ 278 milhões com a negociação total de Endrick até dezembro de 2025; montante engloba o valor fixo da transferência, as metas alcançadas ainda no Brasil e os bônus por desempenho vestindo a camisa do Real Madrid

    Folhapress | 12:15 – 23/12/2025

    Santos avança por Gabigol e negocia divisão salarial com o Cruzeiro

  • Morre Vince Zampella, cocriador do jogo 'Call of Duty', aos 55 anos

    Morre Vince Zampella, cocriador do jogo 'Call of Duty', aos 55 anos

    Vince Zampella, cocriador de jogos icônicos como “Call of Duty” e “Battlefield”, morreu em um acidente de carro na Califórnia; Zampella, que tinha 55 anos, era uma figura influente na indústria de games

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Vince Zampella, um dos executivos mais influentes da indústria de jogos eletrônicos global, morreu aos 55 anos em um acidente de carro neste domingo (21). Ele era conhecido por cocriar a franquia “Call of Duty”, uma das mais bem-sucedidas da história dos videogames.

    Segundo a emissora NBC Los Angeles, Zampella dirigia uma Ferrari que saiu da pista e chocou com uma barreira de concreto, em uma rodovia no sul da Califórnia. O veículo chegou a pegar fogo após a colisão. Zampella morreu no local, mas seu passageiro (não identificado) foi levado a um hospital, onde não resistiu aos ferimentos.

    Zampella foi cofundador da desenvolvedora Infinity Ward ao lado de Jason West, estúdio responsável pela criação da bem-sucedida série “Call of Duty”, lançada em 2003. Após ser demitido pela empresa controladora Activision, ele cofundou a Respawn Entertainment em 2010, que foi adquirida posteriormente pela EA (Electronic Arts). Desde 2021, estava à frente da franquia “Battlefield”, dentro da própria EA.

    “Esta é uma perda inimaginável e nossos corações estão com a família de Vince, seus entes queridos e todos aqueles que foram tocados por seu trabalho”, disse a EA em um comunicado. “A influência de Vince na indústria de videogames foi profunda e abrangente. Amigo, colega, líder e criador visionário, seu trabalho ajudou a moldar o entretenimento interativo moderno e inspirou milhões de jogadores e desenvolvedores em todo o mundo. Seu legado continuará a moldar a forma como os jogos são feitos e como os jogadores se conectam por gerações.”

    Morre Vince Zampella, cocriador do jogo 'Call of Duty', aos 55 anos

  • Governo dos EUA divulga novo lote de arquivos do caso Epstein, agora com mais menções a Trump

    Governo dos EUA divulga novo lote de arquivos do caso Epstein, agora com mais menções a Trump

    Departamento de Justiça diz que o material contem ‘acusações falsas e sensacionalistas’ contra o presidente; material reúne fotos, áudios, registros judiciais, documentos do FBI e centenas de vídeos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta terça-feira (23) um novo conjunto de documentos das investigações do caso Jeffrey Epstein. A nova leva de documentos compreende cerca de 29 mil páginas, com fotos, áudios, registros judiciais, documentos do FBI e centenas de vídeos.

    Há inclusive imagens de vigilância de agosto de 2019, quando o magnata condenado por crimes sexuais foi encontrado morto em sua cela em uma prisão de Nova York, e diversas menções ao presidente Donald Trump.

    Segundo o Washington Post, os documentos revelam que, em 2021, foi enviada uma intimação a Mar-a-Lago, residência do republicano na Flórida, solicitando registros relacionados ao processo do governo contra Ghislaine Maxwell, ex-namorada e cúmplice de Epstein no esquema de tráfico sexual.

    O material inclui anotações de um procurador-assistente em Nova York sobre o número de vezes que Trump teria viajado no avião de Epstein, entre elas um voo que, segundo os arquivos, contou apenas com Trump, Epstein e uma mulher de 20 anos.

    Os arquivos agora divulgados também reúnem diversas denúncias coletadas pelo FBI sobre um suposto envolvimento de Trump com Epstein e sobre festas realizadas em propriedades dos dois no início dos anos 2000. Os documentos, porém, não indicam se essas informações deram origem a investigações posteriores nem se alguma das denúncias foi confirmada.

    O Departamento de Justiça dos EUA afirmou nesta terça-feira que há “acusações falsas e sensacionalistas” contra Trump na nova remessa de documentos do caso, sem dar mais detalhes.

    O novo material foi divulgado dias após uma primeira remessa, que incluiu centenas de fotografias de Epstein na companhia de celebridades e figuras conhecidas, como o ex-presidente democrata Bill Clinton e os cantores Mick Jagger e Michael Jackson. Trump, porém, quase não apareceu na primeira remessa.

    A divulgação ocorre por causa de uma nova lei que obriga que todo o registro da investigação, com algumas exceções, seja tornado público. No entanto, boa parte do material divulgado na última sexta (19) continha páginas e fotografias censuradas e com tarjas pretas, gerando críticas da oposição, vítimas de Epstein e até mesmo membros do próprio Partido Republicano.

    Na segunda (22), Trump falou pela primeira vez sobre o caso desde que o governo começou a divulgar os materiais e disse que muitas pessoas se “encontraram inocentemente” com Epstein.

    “Eu gosto do Bill Clinton”, disse Trump sobre o ex-presidente, que apareceu no primeiro lote de fotos. “Eu sempre me dei bem com o Bill Clinton. Fui gentil com ele, ele foi gentil comigo. Odeio ver fotos dele vazando, mas é isso que os democratas, principalmente democratas e alguns republicanos ruins, estão pedindo, então eles também estão divulgando minhas fotos.”

    Governo dos EUA divulga novo lote de arquivos do caso Epstein, agora com mais menções a Trump

  • Defesa de Bolsonaro pede a Moraes que ex-presidente seja operado no Natal

    Defesa de Bolsonaro pede a Moraes que ex-presidente seja operado no Natal

    Bolsonaro está preso na superintendência regional da PF em Brasília desde 22 de novembro; ministro do STF autorizou que a cirurgia fosse realizada em decisão da semana passada

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorização para que ele seja internado na véspera de Natal, em 24 de dezembro, e faça a cirurgia no Natal (25).

    Na semana passada, o magistrado autorizou que a cirurgia fosse realizada e solicitou que fosse informada a programação, bem como a data prevista para a realização do procedimento.

    No pedido realizado nesta terça-feira (23), a defesa solicita que Bolsonaro seja internado um dia antes da cirurgia “a fim de que possa ser submetido aos exames necessários e preparatórios ao procedimento cirúrgico”.

    A defesa pede ainda que seja autorizada a presença da esposa, Michele Bolsonaro, como acompanhante principal, bem como de seus filhos Carlos Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, como acompanhantes secundários se houver necessidade.

    A Polícia Federal confirmou ao tribunal que o ex-presidente precisa ser submetido a uma cirurgia eletiva e outro procedimento o mais breve possível. O laudo foi enviado depois de determinação do ministro do STF.

    Na mesma decisão, Moraes indeferiu o pedido de prisão domiciliar que a defesa vinha pleiteando desde antes do trânsito em julgado do processo e o início do cumprimento de pena.

    Bolsonaro está preso na superintendência regional da PF em Brasília desde o dia 22 de novembro.

    De acordo com Moraes, o ex-presidente está “custodiado em local de absoluta proximidade com o hospital particular onde realiza atendimentos emergenciais de saúde” e o endereço seria, inclusive, mais próximo que o da casa dele. Assim, a prisão na PF não prejudicaria Bolsonaro em caso de necessidade de deslocamento de emergência.

    De acordo com o laudo, em relação à hérnia, o caso é de reparo eletivo, ou seja, procedimento cirúrgico programado, que não tem caráter de urgência ou emergência. A análise foi feita por quatro peritos do Instituto Nacional de Criminalística na última quarta (17).

    Já os soluços precisam de intervenção mais rápida, tanto porque tratamento anteriores não surtiram efeito quanto porque o quadro pode piorar outras condições.

    A defesa de Bolsonaro pediu em duas ocasiões autorização urgente para que o ex-presidente seja submetido a uma cirurgia. A primeira petição foi apresentada em 9 de dezembro e a última delas na segunda-feira (15).

    Segundo os advogados, ele precisa de procedimento cirúrgico para correção de hérnia inguinal bilateral, além de intervenções complementares. A hérnia inguinal é uma condição em que um tecido do abdômen incha e faz aparecer uma protuberância na região da virilha.

    Moraes determinou que o exame feito no último domingo (14) e os laudos juntados aos autos fossem encaminhados para análise de peritos médicos na última quarta (17) no Instituto Nacional de Criminalística.

    Aos peritos, Bolsonaro relatou que os soluços começaram em setembro de 2018 após a primeira cirurgia abdominal. Depois disso, ele passou por outras sete cirurgias e o quadro retornava a cada pós-operatório e duravam cerca de 30 dias. Após o último procedimento, no entanto, os soluços não pararam mais.

    Defesa de Bolsonaro pede a Moraes que ex-presidente seja operado no Natal

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  • Hugo Calderano faz em 2025 o melhor ano de sua carreira, mas parte final liga alerta

    Hugo Calderano faz em 2025 o melhor ano de sua carreira, mas parte final liga alerta

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – No ano em que celebrou 20 anos desde que começou a jogar tênis de mesa, Hugo Calderano teve a melhor temporada de sua carreira, embora o final de 2025 tenha ligado um alerta no caminho para Los Angeles.

    Maior atleta brasileiro na história da modalidade, Calderano conquistou a Copa do Mundo, um dos torneios mais tradicionais do esporte, e chegou à final do Mundial, em performances que o consolidaram como um jogador de patamar muito elevado, visão corroborada pelo público e também por adversários de peso.

    Além do desempenho em competições de enorme prestígio, ele venceu neste ano a Copa da Alemanha e a Bundesliga, triunfos que marcaram sua despedida do Liebherr Ochsenhausen, clube que defendeu por nove temporadas. Na final da liga alemã, ainda aproveitou a chance de estragar a festa de Timo Boll, ex-número 1 do ranking mundial e considerado uma lenda do tênis de mesa, que encerrava sua carreira após 30 anos.

    Já em torneios do WTT (World Table Tennis), o circuito mundial, Calderano viveu altos e baixos. Começou o ano com derrotas seguidas para jogadores asiáticos, sem conseguir avançar além das quartas de final em quatro competições. O próprio Calderano diz que a fase ruim era fruto do momento de transição após a decepção de sair sem uma medalha das Olimpíadas de Paris, em 2024, quando chegou às semifinais, uma marca por si só histórica -ele se tornou o primeiro atleta de fora da Ásia e da Europa a atingir essa etapa.

    O abalo com tamanha frustração fez o mesa-tenista realizar grandes mudanças em sua preparação. Trocou toda a equipe técnica, rompendo a parceria de 15 anos com o francês Jean-René Mounie, e decidiu deixar o Ochsenhausen para focar só o circuito mundial, o que, com menos jogos, deve poupar seu desgaste físico.

    A virada começou em abril, com o ouro na Copa do Mundo, a maior conquista de sua carreira até aqui. Em Macau, diante dos torcedores chineses, derrotou os atletas que naquele momento ocupavam o topo do ranking mundial: o japonês Tomokazu Harimoto, então número 3, nas quartas, o chinês Wang Chuqin, número 2, nas semifinais, e o também chinês Lin Shidong, número 1, na final, vencida com autoridade.

    O ineditismo do triunfo, já que o brasileiro foi o primeiro não asiático e não europeu a vencer o campeonato, deu um impulso à sua temporada, e na sequência ele chegou à decisão do Mundial, competição de muita história e que, assim como a Copa do Mundo, é dominada por chineses. Apenas o fato de ter furado a bolha da elite e alcançado a final, com partidas memoráveis, como a das semis contra Liang Jingkun, é admirável.

    Na sequência, ganhou o WTT Star Contender de Liubliana, na Eslovênia, batendo o seu carrasco na disputa do bronze em Paris, o francês Felix Lebrun, e cumpriu o roteiro esperado ao conquistar campeonatos WTT de menor expressão, em Foz do Iguaçu e Buenos Aires, onde de longe era o melhor. Foi na Argentina, aliás, que ele consolidou a parceria com Bruna Takahashi nas duplas mistas, iniciada em outubro de 2024.

    Na capital argentina, venceram um torneio pela primeira vez, após disputarem uma final na Eslovênia. No Pan-Americano, levaram o ouro, com o contexto de que o nível geral dos participantes é inferior ao do circuito. O desempenho no geral foi positivo, com um triunfo animador contra Wong Chun Ting e Doo Hoi Kem, par número 5 do mundo, e derrotas para duplas consolidadas, o que é esperado para uma parceria formada há tão pouco tempo. O casal já ocupa a sexta posição do ranking mundial, o que aponta para uma oportunidade em Los Angeles.

    As Olimpíadas, claro, são o objetivo maior do brasileiro, e para ter um caminho mais viável nos Jogos até as semis, precisa continuar entre os quatro primeiros do ranking até a metade de 2028 -hoje é o terceiro. Por isso, a performance após agosto, quando foi superado nos seis torneios WTT que disputou, ligou um alerta.

    Fora o WTT Champions de Macau, em que foi até a decisão contra Wang Chuqin, atual número 1 do mundo, Calderano perdeu nas outras competições para atletas que costuma vencer e, pior, sem superar as quartas.

    Também é notável que outros rivais de nível semelhante, como Harimoto, Lebrun e o sueco Truls Moregard, por exemplo, estejam em ascensão, com bons resultados em torneios grandes. Moregard, medalha de prata em Paris depois de eliminar Calderano na semifinal, tornou-se neste ano, na Suécia, o primeiro não chinês a conquistar um WTT Smash, considerado os Grand Slams do tênis de mesa. Hoje ele é o quinto do mundo.

    Fora dos torneios, Calderano inaugurou no final deste ano sua primeira academia de tênis de mesa, no Rio, ajudando a fortalecer a prática no país e o seu próprio nome. Mais midiático em 2025, participou, mesmo tímido, de diversos vídeos e brincadeiras da Cazé TV, que transmitiu as principais competições. A pegada descontraída e ufanista do canal, aliás, ajudou a fazer de Calderano uma espécie de celebridade esportiva.

    No calendário até 2028, o primeiro ano do atual ciclo olímpico já acabou, e ele foi excelente. Mas seu final inspira cuidados para que o brasileiro não saia do patamar que ele próprio conquistou em duas décadas.

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    Agência Brasil | 11:15 – 23/12/2025

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