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  • Marido de finalista do Miss Suíça é acusado de matar e ocultar o corpo

    Marido de finalista do Miss Suíça é acusado de matar e ocultar o corpo

    O Ministério Público de Basileia apresentou denúncia formal contra Thomas, acusado de matar a modelo Kristina Joksimovic e desmembrar o corpo para ocultar o crime. Um ano após o caso que chocou o país, o julgamento ainda não tem data marcada.

    Kristina Joksimovic, modelo e cantora que chegou à final do Miss Suíça em 2023, foi encontrada morta em 2024 em um crime que chocou o país. Segundo a imprensa internacional, ela voltava para casa, em Binningen, quando foi brutalmente atacada pelo marido, Thomas.

    De acordo com as investigações, após matá-la, o homem desmembrou o corpo, decapitou a vítima e triturou partes dos restos mortais com produtos químicos em um equipamento industrial na tentativa de eliminar qualquer evidência. O crime só veio à tona porque o pai de Kristina encontrou cabelos e fragmentos de pele da filha em sacos de lixo.

    Thomas, então com 41 anos, foi preso no dia seguinte. À polícia, afirmou que encontrou a esposa morta e que teria desmembrado o corpo em um momento de pânico, versão que nunca convenceu os investigadores. O casal tinha dois filhos.

    Um ano após o crime, o Ministério Público de Basileia-Campiña concluiu a investigação e apresentou denúncia por homicídio e perturbação da ordem pública. Em comunicado, as autoridades afirmam acreditar que Thomas matou a esposa dentro da residência da família. O acusado permanece detido e é considerado inocente até decisão judicial.

    O julgamento ainda não foi marcado. As autoridades destacam que o réu se recusou a liberar acesso ao seu celular, que pode conter informações importantes sobre a motivação, o planejamento e a cronologia do crime.

    Além de modelo e cantora, Kristina havia sido coroada Miss Noroeste da Suíça em 2007. A morte da jovem continua a repercutir amplamente no país.

    Marido de finalista do Miss Suíça é acusado de matar e ocultar o corpo

  • Shakira canta com os filhos em show na Argentina: "Foi mágico"

    Shakira canta com os filhos em show na Argentina: "Foi mágico"

    Shakira dividiu o palco com Milan e Sasha durante a música Acróstico em Buenos Aires, em uma aparição inesperada que emocionou o público. A artista descreveu o momento como “mágico” e afirmou que ver os filhos cantando ao seu lado será uma lembrança para toda a vida.

    Shakira protagonizou um dos momentos mais marcantes da turnê ao receber os filhos, Milan e Sasha, no palco durante o show em Buenos Aires, na Argentina. A aparição surpresa das crianças ocorreu enquanto a artista interpretava Acróstico, música lançada em 2023 e dedicada a ambos.

    O público reagiu com entusiasmo quando os meninos se juntaram à mãe para cantar o refrão da canção, transformando a apresentação em um dos pontos altos da noite. Horas depois, Shakira comentou o episódio nas redes sociais, descrevendo-o como um instante que ficará registrado para sempre.

    “Buenos Aires, obrigada por este momento que irá durar para sempre. Foi mágico cantar com meus filhos e vê-los colocar para fora a música que carregam dentro de si, enquanto vimos famílias inteiras também cantando e se abraçando”, escreveu no Instagram, acompanhando imagens do momento no palco.

    A participação de Milan e Sasha reforça a ligação da música com a família. No Grammy Latino de 2023, Shakira já havia apresentado Acróstico com as vozes dos filhos integradas à performance exibida na premiação.

    @babadoepodcast Shakira canta com os filhis no Grammy Latino#shakira #latingrammy #acrostico #fyp #maeefilho  som original – Chelle Oliver

    Shakira canta com os filhos em show na Argentina: "Foi mágico"

  • María Corina Machado surge em público em Oslo após meses escondida

    María Corina Machado surge em público em Oslo após meses escondida

    Líder da oposição venezuelana, vencedora do Nobel da Paz, fez sua primeira aparição pública em quase um ano ao saudar apoiadores na varanda de um hotel em Oslo. Ela deixou a Venezuela de forma clandestina e promete retornar ao país em breve.

    A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, apareceu em público pela primeira vez diante de uma multidão em Oslo, na Noruega, depois de passar vários meses escondida na Venezuela.

    A opositora não conseguiu chegar a tempo da cerimônia oficial de entrega do Nobel. A filha dela, Ana Corina Sosa, recebeu o prêmio e leu o discurso em seu nome. Mesmo assim, Machado havia indicado que chegaria à capital norueguesa horas mais tarde. O Instituto Nobel, porém, anunciou depois que ela também não participaria dos demais eventos, incluindo o tradicional banquete.

    De acordo com a BBC, María Corina Machado surgiu na varanda do Grand Hotel de Oslo por volta das 2h30 da madrugada, horário local, sendo recebida por dezenas de apoiadores que gritavam palavras como “corajosa” e “liberdade”. Pouco depois, ela desceu para a rua, onde abraçou simpatizantes.

    Foi a primeira aparição pública da líder opositora em quase um ano. Machado foi acusada na Venezuela de traição à pátria e conspiração. Na manhã desta quinta-feira, ela voltou a ser vista deixando o hotel. A agenda do dia inclui uma visita ao Parlamento norueguês.

    María Corina Machado teria deixado a Venezuela de barco

    Segundo o The Wall Street Journal, Machado deixou o país na terça-feira em uma embarcação rumo a Curaçao, numa tentativa de chegar a Oslo para a cerimônia do Nobel. O jornal, citando fontes do governo dos Estados Unidos, afirma que ela viajou de forma clandestina até a ilha caribenha, situada a menos de 80 quilômetros da costa venezuelana.

    Apesar da fuga arriscada, a opositora afirmou que pretende retornar “muito em breve” ao seu país após a passagem pela Noruega.

    Oposição acusa Maduro de “terrorismo de Estado”

    No discurso lido por sua filha durante a entrega do Nobel, Machado acusou o regime de Nicolás Maduro de praticar “terrorismo de Estado” e disse acreditar que o retorno de milhares de venezuelanos que deixaram o país está próximo.

    “Meus queridos venezuelanos, o mundo ficou maravilhado com o que conquistamos, e em breve testemunhará uma das cenas mais comoventes do nosso tempo: nossos entes queridos voltando para casa. E eu estarei novamente na ponte Simón Bolívar, onde um dia chorei entre os milhares que partiam, para recebê-los de volta à vida luminosa que nos espera”, declarou.

    Ela também condenou os “crimes contra a humanidade documentados pelas Nações Unidas” e criticou o que chamou de tentativa do governo de “enterrar a vontade do povo”.

    María Corina Machado surge em público em Oslo após meses escondida

  • Luis Enrique abre o jogo e diz que prefere não encarar o Flamengo

    Luis Enrique abre o jogo e diz que prefere não encarar o Flamengo

    A presença do Flamengo na semifinal da Copa Intercontinental, conquistada após a vitória por 2 a 1 sobre o Cruz Azul, repercutiu imediatamente no ambiente do PSG. Enquanto o time carioca se prepara para enfrentar o Pyramids, do Egito, o clube francês observa atentamente o desenvolvimento da outra chave. E, ao contrário do que muitos poderiam imaginar, Luis Enrique já tem uma preferência clara sobre quem gostaria de ver na final.

    Durante entrevista à TNT Sports, o técnico do PSG não hesitou ao ser questionado sobre o assunto. O espanhol afirmou que, se pudesse escolher, evitaria um confronto com o Flamengo.
    “Eu prefiro o Pyramids, que não conheço, mas que seguramente também pode nos vencer. Mas a minha preferência não é o Flamengo, isso para mim está claro”, afirmou.

    Luis Enrique explicou que sua comissão técnica monitora o Flamengo há algum tempo e que o desempenho da equipe brasileira chama a atenção desde o último Mundial de Clubes, disputado no meio do ano. Para ele, o conjunto rubro-negro reúne força técnica, experiência e um comando confiável, fatores que justificam o respeito.
    “É uma grande equipe, com jogadores de qualidade e experiência e um grande treinador”, observou.

    O técnico também lembrou que, no Mundial, o PSG acabou derrotado pelo Chelsea na decisão, enquanto o Flamengo caiu para o Bayern de Munique ainda nas oitavas, o que impediu um encontro direto entre os dois clubes naquela ocasião.

    Agora, a possibilidade desse duelo enfim acontecer depende das partidas do próximo sábado (13). O Flamengo encara o Pyramids em Al Rayyan valendo vaga na final, enquanto o PSG enfrenta o Metz pelo Campeonato Francês, mas já projetando o dia 17, quando será disputada a decisão da Intercontinental.

    O time brasileiro volta a campo no próximo sábado (13), às 14h (horário de Brasília), contra o egípcio Piramyds. Quem ganhar, decidirá o  título com o francês Paris Saint-Germain (PSG) no dia 17 de dezembro (uma quarta-feira).

    Agência Brasil | 19:48 – 10/12/2025

    Luis Enrique abre o jogo e diz que prefere não encarar o Flamengo

  • Influenciador dos EUA é investigado após lançar gambás em vídeos virais

    Influenciador dos EUA é investigado após lançar gambás em vídeos virais

    Charles Ross, que tem mais de 2 milhões de seguidores, gerou revolta ao aparecer arremessando gambás com uma catapulta. Autoridades da Flórida analisam denúncias e possíveis crimes contra a vida selvagem.

    O influenciador norte-americano Charles Ross, conhecido nas redes sociais como RossCreations, passou a ser investigado pelas autoridades da Flórida depois de publicar um vídeo em que aparece lançando um gambá por meio de uma catapulta improvisada. As imagens, divulgadas no fim de novembro, rapidamente viralizaram e geraram forte indignação entre usuários e organizações de proteção animal.

    No vídeo, Ross mostra um dispositivo apelidado por ele de “opossum launcher”, que atrai o animal com comida e o projeta para o alto assim que ele pisa na plataforma. O gambá cai no chão logo depois, enquanto o influenciador faz comentários em tom de humor. Embora Ross seja conhecido por pegadinhas e invenções excêntricas, o conteúdo foi amplamente criticado por suposta crueldade contra animais silvestres.

    Segundo o site TMZ, o gabinete do xerife do condado de Sarasota recebeu dezenas de denúncias assim que o vídeo começou a circular. A Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida informou que está trabalhando com o Ministério Público local para apurar possíveis infrações ambientais. Em nota, o órgão confirmou que o caso está sob análise e que medidas legais podem ser tomadas dependendo da conclusão da investigação.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução- Redes Sociais  

    A repercussão negativa rapidamente tomou as redes do influenciador, que soma mais de dois milhões de seguidores no Instagram. Internautas passaram a exigir responsabilização e criaram inclusive uma petição online pedindo sua prisão. Em perfis estrangeiros especializados em cultura digital, como o Dexerto, Ross foi apontado como reincidente em conteúdos polêmicos, já que vídeos anteriores também mostravam invenções que envolviam animais ou situações de risco.

    Até o momento, o influenciador não comentou publicamente a investigação. As autoridades seguem analisando o material para determinar se houve violação das leis da Flórida relacionadas a maus-tratos e interferência com vida selvagem.

    Influenciador dos EUA é investigado após lançar gambás em vídeos virais

  • Senado aprova PL Antifacção com penas que podem chegar a 120 anos

    Senado aprova PL Antifacção com penas que podem chegar a 120 anos

    Conhecido como PL Antifacção, o texto, que passou também nessa quarta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), aumenta as penas para integrantes de grupos criminosos: líderes podem receber condenações de até 60 anos, com previsão de aumento de penas em casos específicos para até 120 anos, segundo o relato

    O plenário do Senado aprovou nessa quarta-feira (10), por unanimidade, o projeto que cria um novo marco legal para o enfrentamento ao crime organizado no país. O texto reformula a proposta aprovada pela Câmara, em novembro. A versão do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ao PL 5.582/2025, do Poder Executivo, retorna para análise dos deputados. 

    Conhecido como PL Antifacção, o texto, que passou também nessa quarta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), aumenta as penas para integrantes de grupos criminosos: líderes podem receber condenações de até 60 anos, com previsão de aumento de penas em casos específicos para até 120 anos, segundo o relator. O projeto também torna mais rígidas as regras de progressão de regime e determina que chefes de facções e milícias privadas cumpram pena obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima.

    Alessandro explicou que seu parecer buscou aprimorar o modelo de combate a facções e milícias que exercem controle armado sobre territórios, intimidam comunidades e limitam a presença do Estado. O relator afirmou ter sido pressionado pelo lobby de diversos setores como o de corporações, da academia, dos tribunais e dos ministérios públicos:

     

    O lobby que não teve acesso a esta Casa, sob o ponto de vista estruturado, foi o das vítimas, foi o da população que fica diuturnamente à mercê do domínio de facções e milícias.  É em homenagem a essas, que não podem aqui acionar lobbies, que a gente faz o trabalho que faz aqui — disse. 

    Terrorismo

    O relator removeu do projeto a tipificação do crime de “domínio social estruturado”, incluída pela Câmara para integrantes de facções, milícias ou paramilitares que controlam territórios. Vieira considerou que o conceito era amplo e pouco preciso, abrindo margem para distorções.

    Durante a votação em plenário, senadores da oposição defenderam que o projeto equiparasse as ações de facções e milícias ao crime de terrorismo. Uma emenda apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) com esse objetivo, porém, foi rejeitada pela maioria dos senadores.

    O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que esses grupos agem de forma a espalhar pânico e restringir o direito de ir e vir de toda a comunidade. 

    Bandidos e narcotraficantes que usam drones para jogar granadas a esmo, dentro de comunidades onde a polícia, está subindo. Esse ato é o quê? Bombas lançadas por drones, granadas. Isso é terrorismo puro, disse o senador, ao defender que facções e milícias que adotam esse tipo de conduta sejam enquadrados na legislação antiterrorismo.

    O senador Jorge Seif (PL-SC) apoiou a mudança, dizendo que a intenção formal das organizações não muda o impacto de suas ações sobre a sociedade. “Mesmo que organizações criminosas não tenham esse objetivo, o efeito final é o mesmo”, declarou.

    O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu que o Congresso reconheça explicitamente a gravidade desses crimes. 

    Terrorismo a gente tem que chamar pelo nome. O que está acontecendo no Brasil é terrorismo, disse.

    Em resposta, Alessandro Vieira argumentou que a definição técnica de terrorismo não se aplica aos grupos que atuam no país, destacando que o terrorismo tem motivação política, ideológica ou religiosa. O relator afirmou que, apesar de produzir sensação de terror, a atuação dessas organizações visa apenas proteger atividades ilícitas e não pressionar governos ou populações por objetivos políticos. O senador lembrou que o enquadramento de um grupo como terrorista pode justificar ações militares e sanções externas contra o país.

    Por mais que a sensação de terror seja uma consequência natural da ação das organizações criminosas, isso não as faz organizações terroristas. Não há nenhum benefício para o Brasil em reconhecer o Comando Vermelho, o PCC ou qualquer outra facção como terrorista, afirmou. 

    Atualização da lei existente

    Uma das principais mudanças de Vieira foi a opção de atualizar a Lei das Organizações Criminosas, e não criar uma legislação paralela, abordagem que poderia gerar questionamentos e beneficiar condenados.

    O relator também suprimiu dispositivos aprovados pelos deputados que, de acordo com sua avaliação técnica, violavam a Constituição, como: a extinção do auxílio-reclusão, a proibição de voto para presos provisórios, tipos penais considerados vagos e regras que enfraqueceriam garantias processuais.

    Punições mais altas 

    O parecer endurece penas para integrantes, financiadores e líderes de facções e milícias. Homicídios cometidos por membros desses grupos passam a ter pena de 20 a 40 anos.

    O projeto define como facção criminosa qualquer organização que dispute ou controle territórios ou atue em mais de um estado. Integrar ou financiar esses grupos passa a ser punido com 15 a 30 anos de prisão. Para quem ocupa posição de comando, a pena pode ser dobrada e chegar a 60 anos.

    Além disso, o relator incluiu novas situações que permitem ampliar as punições, tanto para líderes quanto para membros de facções, milícias ou outras organizações criminosas, podendo elevar a condenação máxima para até 120 anos.

    Progressão de regime mais rígida

    O Senado estabeleceu critérios mais severos para progressão:

    condenados por crimes hediondos devem cumprir o mínimo de 70% da pena no regime fechado;

    integrantes de facções ou milícias precisam cumprir 75% a 85%, dependendo das circunstâncias;

    reincidentes podem ter percentuais ainda maiores.

    Inteligência e investigação: dados, infiltração e escutas

    O texto atualiza instrumentos de investigação, permitindo: escutas ambientais e monitoramento por softwares especiais, com autorização judicial; acesso mais rápido a dados de investigados em hipóteses previstas em lei; pedidos emergenciais de informações, sem ordem judicial, quando houver risco à vida de alguém; interceptações telefônicas aceleradas, com autorização de até cinco dias e renovação possível.

    O relator também restabeleceu a possibilidade de delatores atuarem como infiltrados — proposta original do governo que havia sido retirada no relatório da Câmara.

    Integração institucional e banco de dados nacional

    O projeto formaliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), que reúnem polícias e órgãos de investigação. Além da Polícia Federal (PF) e das polícias estaduais, poderão participar o Ministério Público, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Receita Federal e o Banco Central.

    A proposta também cria um cadastro nacional de integrantes e empresas ligadas a organizações criminosas, que deverá ser replicado pelos estados.

    Monitoramento no sistema prisional e visitas

    O texto prevê o monitoramento de conversas e visitas a presos ligados a facções, mas mantém a inviolabilidade entre advogados e clientes, salvo em decisão judicial específica.

    Pessoas condenadas por crimes previstos na Lei de Organizações Criminosas não terão direito à visita íntima.

    Financiamento: nova Cide para bets

    O relator incluiu a criação de um tributo (Cide) sobre apostas online (bets), com alíquota de 15%, sobre transferências de pessoas físicas para as plataformas. Essa contribuição terá validade até a cobrança plena do Imposto Seletivo criado na reforma tributária e os recursos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. A arrecadação estimada é de R$ 30 bilhões por ano.

    Alessandro também propõe uma regra temporária de regularização para bets que atuam sem licença, com previsão de arrecadação adicional de até R$ 7 bilhões.

    O relator eliminou as alterações feitas na Câmara sobre a destinação de recursos apreendidos para fundos de segurança. Em lugar disso, ele determinou que o governo apresente e regulamente, em até 180 dias após a sanção da lei, todos os fundos federais ligados à área de segurança.

    O texto também fecha espaço para as bets que operam na clandestinidade, usadas para crimes, lavagem de dinheiro e concorrência desleal. Alessandro Vieira incluiu uma emenda de redação alinhada com a Receita e o Ministério da Fazenda que prevê medidas como a responsabilidade solidária de empresas de pagamento e instituições financeiras. 

    Uma bet ilegal só funciona porque alguém patrocina sua publicidade e porque alguma instituição permite o pagamento, afirmou. 

    Proteção a testemunhas

    A versão aprovada pelo Senado mantém o tribunal do júri para julgar homicídios ligados ao crime organizado e prevê medidas de segurança para jurados e testemunhas, como sigilo de dados e interrogatórios por videoconferência. O relator destacou que a proteção constitucional não pode ser retirada por lei comum.

    Responsabilização de agentes públicos

    Quem for condenado por integrar, apoiar ou liderar facções fica inelegível por oito anos, mesmo antes do trânsito em julgado. Servidores públicos que colaborarem com essas organizações ou se omitirem podem perder o cargo imediatamente.

    Combustíveis

    Em razão da incidência do crime organizado no mercado de combustíveis, o senador incluiu regras mais rígidas de controle de formulação e venda de combustíveis na versão aprovada na CCJ, mas, no plenário, acatou emenda da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para rever esse trecho da proposta. Ele também acatou parcialmente emenda do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) sobre o tema.

    A formulação de combustíveis deve ser melhor debatida em outro momento e já se encontra na agenda regulatória da ANP, que tem enfrentado esse tema administrativamente, disse.

    O projeto exige que os postos de combustíveis e empresas da área façam o registro de operações de venda, transporte e armazenamento de petróleo, gás, biocombustíveis e combustíveis sintéticos.

    Outras mudanças incluídas pelo Senado

    Crime específico para recrutar crianças e adolescentes, com penas de 5 a 30 anos.

    Possibilidade de bloquear energia, internet e telefonia de investigados.

    Prazo de 90 dias para conclusão de inquéritos com investigados presos (270 dias para soltos), com possibilidade de prorrogação.

     

    Senado aprova PL Antifacção com penas que podem chegar a 120 anos

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Meta estuda transformar próximo modelo de IA em serviço pago

    Meta estuda transformar próximo modelo de IA em serviço pago

    O novo modelo, conhecido como “Avocado”, está em desenvolvimento por uma equipe especializada e pode marcar a primeira mudança da empresa para um sistema pago, rompendo com a estratégia open-source adotada no Llama.

    A Meta está desenvolvendo um novo modelo de Inteligência Artificial, chamado internamente de “Avocado”, que, segundo informações da Bloomberg, poderá ser disponibilizado mediante acesso pago.

    Ainda não está claro como esse novo sistema afetará o atual Llama, hoje oferecido gratuitamente em formato open-source. O que se sabe é que o Avocado está sendo criado pelo AI Superintelligence Labs, uma divisão pequena, mas estratégica, liderada por Alexandr Wang e formada por especialistas em IA que a empresa tem atraído de concorrentes como OpenAI e Apple.

    Até agora, a Meta tem apostado em manter o Llama de código aberto e sem cobrança. Porém, como as versões mais recentes do modelo não tiveram a recepção esperada entre entusiastas da tecnologia, cresce a expectativa de que o Avocado marque uma mudança na estratégia, com foco em modelos mais avançados e possivelmente monetizados.

    A previsão é de que o Avocado seja lançado em algum momento de 2026.

    Meta estuda transformar próximo modelo de IA em serviço pago

  • Espanha pode abater 60 mil javalis após foco de peste suína africana

    Espanha pode abater 60 mil javalis após foco de peste suína africana

    Após a confirmação de 13 casos de peste suína africana em javalis perto de Barcelona, o governo catalão lançou um plano para cortar a população desses animais pela metade, temendo impactos na agricultura, na segurança e na poderosa indústria suinícola espanhola.

    O governo da Catalunha, no nordeste da Espanha, anunciou que pretende reduzir pela metade a população de javalis selvagens da região após a confirmação de 13 casos de peste suína africana (PSA) nesses animais. O surto foi identificado no fim de novembro dentro do Parque Natural de Collserola, que fica na área metropolitana de Barcelona.

    A informação foi apresentada pelo conselheiro de Agricultura do governo catalão, Òscar Ordeig, durante uma audiência no Parlamento regional. Segundo ele, o plano prevê o abate de mais de 60 mil javalis, já que a população atual é estimada em cerca de 125 mil animais.

    Novos testes realizados na terça-feira confirmaram que a PSA não atingiu nenhuma das 55 granjas de suínos localizadas num raio de 20 quilômetros do foco inicial. Por enquanto, continuam confirmados apenas os 13 casos em javalis, sem novos registros nos últimos dias.

    Mesmo assim, o governo catalão formou um grupo de trabalho para lidar com a sobrepopulação de javalis, um problema que já vinha sendo apontado por ambientalistas, agricultores e até pelo setor de transporte. O grupo reúne órgãos públicos, entidades setoriais e representantes de caçadores.

    Hoje, a Catalunha tem uma média de 6,3 javalis por quilômetro quadrado. A meta é reduzir esse número para, no máximo, quatro por quilômetro quadrado, o que exigirá diminuir cerca de 50% da população total. O governo argumenta que os animais representam riscos importantes: estão ligados a 90% dos acidentes envolvendo fauna, transmitem doenças como a PSA e provocam prejuízos expressivos em lavouras.

    Após a confirmação da doença, milhares de militares, policiais e equipes ambientais foram mobilizados para ações de contenção, captura, monitoramento e desinfecção na região afetada. A Espanha não registrava casos de PSA desde 1994.

    A PSA não oferece risco aos seres humanos, mas é altamente contagiosa e letal entre suínos e javalis. O impacto econômico é significativo: a Espanha é o maior produtor de carne suína da União Europeia e o terceiro maior do mundo, exportando cerca de 8,8 bilhões de euros por ano. Até agora, cerca de 40 países já suspenderam temporariamente as importações de carne suína espanhola.

    O governo espanhol informou que investiga a possibilidade de o foco ter se originado em um laboratório, hipótese levantada após as primeiras análises.

    Espanha pode abater 60 mil javalis após foco de peste suína africana

  • Maduro canta “Don’t Worry, Be Happy” em meio a tensão com os EUA

    Maduro canta “Don’t Worry, Be Happy” em meio a tensão com os EUA

    Presidente da Venezuela pediu calma à população e ironizou ameaças de Trump com trecho da música. Episódio ocorreu no mesmo dia em que os EUA apreenderam um petroleiro próximo à costa venezuelana.

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, resolveu cantar “Don’t Worry, Be Happy”, de Bobby McFerrin, durante um comício para pedir calma à população em meio ao aumento da tensão com os Estados Unidos.

    “Aos cidadãos americanos que são contra a guerra, respondo com uma canção muito famosa: ‘Don’t Worry, Be Happy’”, declarou Maduro na quarta-feira, antes de começar a cantarolar o sucesso de 1988.

    “Não à guerra, sejam felizes. Não, não à guerra louca, não, sejam felizes”, afirmou o presidente venezuelano.

    A cena ocorreu horas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que os dias de Maduro “estão contados” e que não descartava uma invasão terrestre da Venezuela por tropas norte-americanas.

    Na noite de quarta-feira, Trump também anunciou que forças norte-americanas apreenderam um petroleiro próximo à costa venezuelana. “Acabamos de apreender um petroleiro na costa da Venezuela, um grande petroleiro, muito grande, o maior já apreendido, na verdade”, disse o presidente, segundo a BBC.

    A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que se trata de um navio usado para transportar petróleo sancionado da Venezuela e do Irã.

    Em resposta, o governo venezuelano classificou a apreensão como “um roubo descarado e um ato de pirataria internacional”.

    Os EUA mantêm, há semanas, um amplo destacamento naval no mar do Caribe, perto da Venezuela. O governo Maduro considera a operação uma ameaça e uma tentativa de promover mudança de regime no país.

     

    Maduro canta “Don’t Worry, Be Happy” em meio a tensão com os EUA

  • Atriz de “A Maravilhosa Sra. Maisel” morre atropelada em Nova York

    Atriz de “A Maravilhosa Sra. Maisel” morre atropelada em Nova York

    Wenne Alton Davis, de 60 anos, foi atingida por um veículo enquanto atravessava uma rua em Midtown Manhattan. A atriz, conhecida por sua participação na quinta temporada de “A Maravilhosa Sra. Maisel”, não resistiu aos ferimentos. A polícia investiga o caso.

    Wenne Alton Davis, atriz que participou da quinta temporada de “A Maravilhosa Sra. Maisel”, morreu aos 60 anos após ser atropelada em Nova York na noite de segunda-feira, 8 de dezembro. A informação foi confirmada pelo Departamento de Polícia de Nova York à revista People.

    Segundo o NYPD, a atriz atravessava o cruzamento da West 53rd Street com a Broadway, em Midtown Manhattan, quando foi atingida por um Cadillac XT6 preto, ano 2023, dirigido por um homem de 61 anos que fazia uma conversão à esquerda. “Ela sofreu traumatismo craniano e múltiplas lesões corporais graves”, informou a polícia. Wenne foi levada ao hospital Mount Sinai West, “onde foi declarado o óbito”. O motorista permaneceu no local e não se feriu. Não houve prisões e a investigação continua.

    O vizinho Edward Reynoso contou ao New York Daily News que teve sua última conversa com a atriz no mesmo dia. “Gosto de você, te admiro”, disse Wenne ao vizinho naquele encontro.

    Wenne Alton Davis, cujo nome de nascimento é Wendy Davis, interpretou uma policial na quinta temporada de “A Maravilhosa Sra. Maisel”, exibida em 2023 na Amazon Prime Video, sua última aparição em tela. De acordo com sua página no IMDb, ela também atuou na curta “Ladies Room” (2004) e participou de produções como “Rescue Me” (2009), “Shame” (2011), “The Normal Heart” (2014), “American Odyssey” (2015), “Blindspot” (2019), “New Amsterdam” (2019) e “Girls5eva” (2022).

    A morte da atriz acontece poucos anos após outra perda do elenco da série. Em 2019, o ator Brian Tarantina foi encontrado morto em seu apartamento, em Manhattan. Na época, um representante afirmou à revista que “Brian não estava se sentindo bem ultimamente” e que “ele tinha passado recentemente pelo hospital, tratando o que acreditava ser um problema cardíaco”.

    Atriz de “A Maravilhosa Sra. Maisel” morre atropelada em Nova York