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  • Com Selic em 15%, taxa de juros real é a mais alta em 20 anos

    Com Selic em 15%, taxa de juros real é a mais alta em 20 anos

    Com Selic mantida em 15%, taxa real volta a superar 10% após quase duas décadas, em cenário marcado por expectativas de inflação mais baixas, dúvidas sobre a eficácia da política monetária e preocupação com inflação de serviços e gasto público

    (FOLHAPRESS) — Com a manutenção da Selic, a taxa básica de juros da economia, em 15% ao ano, a taxa real — que considera a expectativa de inflação para os próximos 12 meses — permanece em cerca de 10,6%. Trata-se do nível mais alto desde maio de 2006, quando atingiu 10,7%.

    Os juros reais ficaram por cerca de 20 anos abaixo de 10% e só voltaram a superar esse patamar em julho do ano passado, quando a Selic chegou a 15%. Desde então, as expectativas de inflação passaram a recuar — no último boletim Focus, a mediana é de 4% para este ano —, o que contribuiu para a elevação da taxa real.

    O cenário de maio de 2006 apresenta algumas semelhanças com o atual. Naquele período, a Selic estava em 15,25% ao ano, e a expectativa de inflação era de 4,1%.

    O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu manter a taxa em 15% pela quinta reunião consecutiva. A decisão foi unânime entre os diretores.

    Para Bernardo Carvalho, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) e colunista da Folha, historicamente o patamar elevado da taxa real no Brasil girava em torno de 7%. Segundo ele, juros reais na casa de 10% não são comuns na economia brasileira recente.

    Carvalho afirma que os mecanismos de transmissão da política monetária no país são menos eficazes do que em outras economias por dois motivos principais. Um deles é a existência de diversas linhas de crédito direcionadas — como o financiamento habitacional atrelado à taxa da poupança e o crédito do BNDES para empresas —, o que reduz o número de tomadores sujeitos às taxas de mercado.

    Além disso, mesmo quem não tem acesso a essas linhas especiais acaba sendo pouco impactado pela Selic, já que o spread bancário — a diferença entre os juros pagos pelos bancos na captação e os cobrados dos clientes — costuma ser elevado. Nesse contexto, variações na taxa básica têm efeito limitado frente ao nível já alto dos juros praticados no mercado.

    Por essa razão, afirma Carvalho, para que a política monetária seja eficaz, o Banco Central precisa “dar uma porrada” nos juros.

    O economista também atribui os aumentos recentes ao receio do BC de perder credibilidade durante a transição no comando da instituição, de Roberto Campos Neto para Gabriel Galípolo. Quando Galípolo assumiu a presidência, surgiram expectativas — que Carvalho classifica como “completamente erradas” — de que haveria um afrouxamento da política monetária. Diante do risco de desancoragem das expectativas de inflação, o BC optou por sucessivas altas de um ponto percentual, movimento que ele considera excessivo.

    Já o economista Ailton Braga, assessor técnico do Senado e ex-analista do Banco Central, afirma que, mesmo com a elevação dos juros reais, o gasto público primário da União, dos estados e dos municípios cresceu a um ritmo de 7% ao ano entre 2022 e 2024, impulsionando o consumo das famílias.

    Segundo Braga, o mercado de crédito tende a ampliar a oferta quando há aumento da renda disponível, o que também contribui para estimular o consumo.

    Para Juliana Inhasz, professora do Insper, o ponto central da manutenção dos juros nominais — e, consequentemente, da alta dos juros reais — é a inflação de serviços, que segue como uma das principais preocupações.

    “A alta dos preços de serviços é resistente, ainda há expectativas desancoradas, e o fiscal é um elemento de bastante transtorno”, afirma.

    Com Selic em 15%, taxa de juros real é a mais alta em 20 anos

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  • Centrão se divide, vira página sobre Tarcísio e testa candidatura alternativa na direita

    Centrão se divide, vira página sobre Tarcísio e testa candidatura alternativa na direita

    Dirigentes de siglas como PSD, União Brasil, PP e Republicanos, ouvidos pela Folha, trabalham atualmente com um cenário eleitoral que considera irreversível a presença de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Planalto

    (CBS NEWS) – Antes entusiastas de uma candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à Presidência, partidos do centrão passaram pela fase do luto e hoje estão conformados com a permanência do governador em São Paulo para tentar a reeleição.

    Dirigentes de siglas como PSD, União Brasil, PP e Republicanos, ouvidos pela Folha, trabalham atualmente com um cenário eleitoral que considera irreversível a presença de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Planalto.

    A admissão do cenário em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será candidato, porém, não significou até agora uma adesão formal dessas legendas à candidatura de Flávio. Pelo contrário, há uma resistência que impulsionou os partidos a articular um nome alternativo na direita.

    O PSD, um dos primeiros a entender que não poderia contar com uma candidatura de Tarcísio à Presidência, deu seu principal sinal de resignação ao anunciar a filiação do governador Ronaldo Caiado (GO) na terça-feira (27). O goiano tem dito que não abre mão de concorrer à Presidência e chega como uma garantia de que a sigla terá um candidato próprio.

    Os outros dois pré-candidatos à Presidência da sigla, os governadores Eduardo Leite (RS) e Ratinho Júnior (PR), não oferecem certezas de que manterão o projeto nacional. O primeiro não entusiasma colegas fora da região Sul, por não ter adesão de lulistas ou bolsonaristas, enquanto o segundo enfrenta problemas no Paraná.

    A decisão do PSD de lançar um presidenciável parte da premissa de que Tarcísio não será candidato à Presidência. Caso contrário, o partido estaria na coligação do governador, conforme afirmou o presidente da legenda, Gilberto Kassab, à Folha.

    Dirigentes do PSD dizem que o objetivo é tentar desidratar a candidatura de Flávio e chegar ao segundo turno. Caso isso não ocorra, não há decisão a respeito de apoio ao presidente Lula (PT) ou ao filho de Bolsonaro. A tendência, afirmam integrantes da sigla, é a neutralidade, como ocorreu na última eleição.

    Para o governo Lula, o melhor seria ter uma pulverização maior de candidaturas de direita. Mas, por ora, aliados do presidente ainda não calcularam qual será o impacto real desse movimento de Kassab.

    Entre dirigentes do centrão, apenas o presidente do PP, Ciro Nogueira, deu sinalizações públicas de eventual apoio a Flávio, mas a federação União Progressista, formada com o União Brasil, não bateu o martelo. Nos bastidores, Ciro passou a pregar cautela e defende aguardar para decidir se embarca na campanha do senador.

    Ao mesmo tempo, essas siglas tampouco demonstram interesse em apoiar Lula no primeiro turno, apesar de contarem com ministérios e cargos no atual governo. O Planalto, por ora, se satisfaz com a tendência de independência de parte dessas siglas, sem adesão total a Flávio.

    Inicialmente, líderes do centrão tentaram manter Tarcísio no páreo para disputar a Presidência, mesmo após Bolsonaro escolher o filho. O entendimento atual do grupo, principalmente após o recente atrito com a família do ex-presidente, é que o governador não confrontaria o ex-chefe para disputar o Planalto.

    Parte dos dirigentes faz a ressalva, contudo, de que ainda pode haver mudanças e que a política é dinâmica.

    A candidatura do PSD deu aos partidos de oposição a Lula uma terceira alternativa, além da neutralidade ou do apoio a Flávio. Nesta quarta-feira (28), durante evento em São Paulo, Caiado afirmou que o PSD vai buscar o apoio de todos os partidos da centro-direita, mencionando MDB, Republicanos, PP e União Brasil.

    A federação União Progressista já não considera Tarcísio na sua equação nacional. Essa aliança do centrão tem resistido às ofensivas de Flávio por um apoio já no primeiro turno. A ordem é concentrar esforços na montagem de chapas nos estados e só decidir um posicionamento nacional em abril.

    A tendência da federação, dizem líderes, é a neutralidade ou o apoio a Flávio. A segunda opção é vista como a mais remota, pois implicaria em dificultar a eleição de deputados e senadores em estados com tendência de voto lulista, principalmente no Nordeste.

    O Republicanos, apesar de abrigar Tarcísio, tende à neutralidade, segundo integrantes da cúpula do partido. O comando da sigla já defendia há meses a permanência do governador em São Paulo, sob argumento de que não valeria a pena trocar uma reeleição vista como certa para se arriscar num projeto nacional.

    Recentemente, Tarcísio estreitou os laços com seu partido ao convidar o presidente estadual do Republicanos, Roberto Carneiro, para assumir a secretaria da Casa Civil. Carneiro é considerado um braço direito e conselheiro de Marcos Pereira.

    Embora o governador já tenha declarado seu apoio a Flávio, seu partido ainda mantém sua decisão a respeito da eleição nacional em aberto. Um acordo é cobiçado tanto pelo senador como pelo trio de presidenciáveis do PSD.

    Segundo lideranças do Republicanos, há chances de negociação com o PSD em busca de fortalecer uma espécie de terceira via que não comprometa a eleição nos estados.

    No MDB, a avaliação também é a de que Tarcísio deve concorrer à reeleição, embora mudanças não sejam descartadas. O partido mantém proximidade com Lula através de três ministérios, mas estuda manter a neutralidade -já um apoio a Flávio é tido como improvável.

    O Solidariedade, que fechou uma federação com o PRD, também não conta mais com a hipótese de Tarcísio concorrer. A tendência é liberar os filiados para apoiar quem quiserem na eleição presidencial.

    Centrão se divide, vira página sobre Tarcísio e testa candidatura alternativa na direita

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  • Diretor de agência dos EUA compartilhou documentos sensíveis com ChatGPT

    Diretor de agência dos EUA compartilhou documentos sensíveis com ChatGPT

    Madhu Gottumukkala inseriu arquivos classificados como “uso oficial” na versão pública da ferramenta de inteligência artificial. O episódio levou o Departamento de Segurança Nacional a abrir uma apuração interna sobre possíveis riscos à segurança

    O diretor interino da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos, Madhu Gottumukkala, é alvo de questionamentos internos após ter inserido documentos sensíveis em uma versão pública do ChatGPT. A informação foi revelada pelo site Politico, com base em relatos de quatro funcionários ligados ao Departamento de Segurança Nacional que tiveram conhecimento do episódio.

    Segundo essas fontes, Gottumukkala solicitou autorização para utilizar a ferramenta de inteligência artificial pouco depois de assumir o cargo, em maio de 2025. Ainda assim, os documentos compartilhados estavam classificados como “uso oficial”, uma categoria reservada a informações consideradas sensíveis e que não devem ser divulgadas ao público.

    O material teria sido inserido na plataforma durante o verão passado no hemisfério norte. Os primeiros alertas internos sobre o caso surgiram no início de agosto. À época, o uso do ChatGPT era bloqueado para servidores que atuam diretamente na área de segurança interna dos Estados Unidos.

    Diante do ocorrido, integrantes de alto escalão do Departamento de Segurança Nacional abriram uma avaliação interna para apurar se houve comprometimento da segurança governamental. Até o momento, no entanto, não foram divulgadas conclusões oficiais sobre os impactos do episódio.

    Procurada pelo Politico, a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura não negou que o diretor interino tenha utilizado o ChatGPT, mas afirmou que o uso foi pontual e restrito. Em nota, um porta-voz destacou que a agência segue comprometida em explorar o potencial da inteligência artificial e de outras tecnologias avançadas como parte do processo de modernização do governo.

    “O diretor interino Madhu Gottumukkala utilizou o ChatGPT pela última vez em meados de julho de 2025, com autorização temporária concedida a alguns funcionários”, informou a agência. O comunicado reforça que a política de segurança permanece a mesma: o acesso ao ChatGPT segue bloqueado por padrão, salvo exceções formalmente autorizadas.
     
     
     

     
     
     
     
     

     

    Diretor de agência dos EUA compartilhou documentos sensíveis com ChatGPT

  • Campeão Norris volta à pista e com o número 1: “Ainda é inacreditável”

    Campeão Norris volta à pista e com o número 1: “Ainda é inacreditável”

    Pouco mais de um mês após conquistar o título mundial de Fórmula 1 em 2025, Lando Norris voltou à pista nesta quarta-feira (28), em Barcelona, para os primeiros testes do novo carro da McLaren. O britânico participou do shakedown oficial da temporada 2026 e, pela primeira vez, correu com o número 1 estampado no monoposto.

    Em entrevista ao site oficial da Fórmula 1, Norris comentou a experiência de retornar às pistas já como campeão. “Foi bom regressar. Foi bom ver o número 1 no meu carro. É a primeira vez que todos viram o carro inteiro, ele literalmente só ficou pronto de manhã”, afirmou.

    Segundo o piloto, o dia serviu como um primeiro contato prático com o novo projeto da equipe. “Foi uma primeira compreensão de todo o carro, de como ele funciona e se tudo está como o esperado. Foi um dia produtivo”, avaliou.

    Norris destacou que o shakedown foi importante não apenas para ele, mas para toda a McLaren. “Foi um dia bom para mim, para voltar a pilotar e entender algumas diferenças, mas também para os engenheiros, mecânicos e todas as equipes terem um primeiro olhar sobre as regras deste ano”, disse.

    Ao falar sobre as características da nova geração de carros da Fórmula 1, o campeão explicou que as sensações ao volante mudaram. “É muito diferente. Um pouco mais lento nas curvas, mas em aceleração e velocidade final parece mais rápido do que no ano passado. Você chega aos 340 km/h ou 350 km/h muito mais rápido, o que torna tudo mais desafiador, e isso é bom”, analisou.

    Ele também ressaltou a complexidade técnica do novo regulamento. “Há mais coisas para entender em relação às baterias, à unidade de potência. Tudo isso é mais complicado de certa forma. Quando algo é diferente, leva tempo para aprender a gerenciar e usar da melhor maneira”, completou.

    “Número 1? Não muda nada”

    Questionado sobre o impacto de correr com o número reservado ao atual campeão, Norris admitiu o simbolismo, mas minimizou efeitos práticos. “Vi o número 1 no monitor de tempos e ainda acho inacreditável. É louco ver isso no carro, no macacão, nos painéis. E fica bonito”, comentou.

    Apesar disso, o britânico garantiu que a conquista não altera sua postura para a nova temporada. “Ser campeão ainda é uma sensação surreal, mas não muda nada. A pressão existe, mas é boa. É especial para os mecânicos e para toda a equipe, mas, no fim, minha abordagem continua a mesma”, concluiu.

     

    Atacante francês cobrou atitude do time após revés em Lisboa, afirmou que faltou vontade desde o início e disse que o problema não foi tático. Com o resultado, o Real vai ao playoff, enquanto outros clubes garantiram vaga direta nas oitavas.

    Notícias ao Minuto | 05:45 – 29/01/2026

     
     

    Campeão Norris volta à pista e com o número 1: “Ainda é inacreditável”

  • UE deve classificar Guarda Revolucionária do Irã como grupo terrorista

    UE deve classificar Guarda Revolucionária do Irã como grupo terrorista

    Bloco europeu anuncia novas sanções após repressão a protestos, enquanto tensão com os EUA aumenta. Medidas coincidem com discussões em Washington sobre possíveis ações militares diante do impasse nuclear e da escalada de confrontos internos em Teerã

    A União Europeia discute nesta quinta-feira a possibilidade de classificar a Guarda Revolucionária do Irã como organização terrorista e anunciou que prepara um novo pacote de sanções contra Teerã. A sinalização foi feita pela chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, antes da reunião dos ministros das Relações Exteriores, em Bruxelas.

    Segundo Kallas, a expectativa é que os países do bloco cheguem a um consenso para incluir a força militar iraniana na lista de grupos terroristas da UE. Caso a medida avance, a Guarda Revolucionária passaria a ser tratada no mesmo nível de organizações como Al-Qaeda, Hamas e Estado Islâmico. Para a diplomata, a lógica é simples: quem age como terrorista deve ser tratado como tal.

    A representante europeia afirmou que a decisão está diretamente ligada à repressão recente a protestos no Irã, conduzida pelo regime com apoio da Guarda Revolucionária. De acordo com ela, a dimensão da violência e os métodos utilizados contra manifestantes justificam uma resposta firme do bloco. A mensagem, disse, é de que a repressão tem custo político e econômico.

    Questionada sobre o receio de alguns países de que a classificação possa prejudicar o funcionamento de embaixadas europeias em território iraniano, Kallas afirmou que os riscos foram avaliados previamente. Ainda assim, destacou a expectativa de que os canais diplomáticos permaneçam abertos mesmo após uma eventual designação formal da Guarda Revolucionária como organização terrorista.

    Em relação às sanções, a chefe da diplomacia europeia explicou que o foco será em indivíduos e entidades considerados diretamente responsáveis por atos de violência contra a população. Os nomes ainda não foram detalhados publicamente.

    Durante a conversa com jornalistas, Kallas também comentou outros temas da agenda internacional. Ao ser questionada sobre relatos de que os Estados Unidos teriam condicionado garantias de segurança à Ucrânia à cessão do Donbass à Rússia, ela afirmou que Kiev já fez concessões significativas. Para a diplomata, a pressão deveria recair sobre Moscou, e não sobre os ucranianos. Segundo ela, garantir segurança concreta à Ucrânia segue sendo uma prioridade para a UE.

    Além do Irã, os ministros europeus devem discutir novas sanções contra a Rússia e analisar crises em regiões como Síria, Palestina e República Democrática do Congo. A decisão sobre a Guarda Revolucionária exige unanimidade entre os Estados-membros, e países como França e Itália, que antes eram reticentes, passaram a admitir a classificação.

    Dados recentes da ONG Human Rights Activists News Agency indicam que mais de 6.200 pessoas morreram durante os protestos no Irã, com investigações em andamento sobre outras milhares de mortes potenciais e mais de 42 mil detenções. O governo iraniano já advertiu que a medida europeia, se confirmada, poderá ter “consequências destrutivas” para as relações entre Teerã e o bloco.

    Trump ameaça avançar contra o Irã

    Enquanto a União Europeia avança no campo das sanções, a escalada também voltou ao centro das discussões em Washington. Segundo a CNN, o presidente Donald Trump avalia novas opções militares contra o Irã diante do impasse nas negociações sobre o programa nuclear iraniano e a produção de mísseis balísticos. Fontes ouvidas pela emissora afirmam que as conversas não avançaram nos últimos meses, o que reforçou, internamente, a defesa de uma resposta mais dura.

    Na terça-feira, Trump cobrou publicamente que Teerã aceite negociar, por meio de uma publicação na Truth Social. Na mensagem, advertiu que uma eventual nova ofensiva americana teria impacto maior do que o ataque do verão passado, quando três instalações nucleares iranianas foram atingidas por forças dos EUA. De acordo com a CNN, entre os cenários em análise estão ataques aéreos pontuais contra lideranças iranianas e autoridades de segurança ligadas à repressão interna, além de ações contra estruturas estratégicas do governo e do setor nuclear.

    Auxiliares da Casa Branca ressaltam que nenhuma decisão final foi tomada, mas indicam que Trump considera o contexto militar mais favorável neste momento. Essa avaliação ganhou força após o deslocamento do grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln para o Oceano Índico, movimento interpretado como um sinal adicional de pressão sobre o Irã.

    Do lado iraniano, o líder supremo Ali Khamenei voltou a condenar os protestos e defendeu uma repressão severa, atribuindo parte da responsabilidade pelas mortes a Trump e prometendo não perdoar opositores internos nem o que classificou como “criminosos internacionais”.

    UE deve classificar Guarda Revolucionária do Irã como grupo terrorista

  • Google Photos passa a criar vídeos a partir de fotos com ajuda de IA

    Google Photos passa a criar vídeos a partir de fotos com ajuda de IA

    Nova funcionalidade permite transformar uma única imagem em um vídeo curto por meio de comandos de texto, com opções de edição e inclusão de som. Recurso está sendo liberado de forma gradual para usuários do aplicativo

    O Google anunciou uma atualização para o aplicativo Google Photos que passa a permitir a criação de pequenos vídeos a partir de uma única fotografia. A nova funcionalidade utiliza inteligência artificial para animar a imagem com base em comandos de texto inseridos pelo usuário.

    Por meio de uma descrição, é possível indicar o que deve acontecer na cena e o estilo desejado para o vídeo curto. O recurso também oferece opções de edição e permite adicionar som, o que ajuda a tornar o resultado mais realista e próximo do momento retratado na foto original.

    Depois de finalizado, o vídeo pode ser compartilhado rapidamente com outros usuários ou publicado em diferentes plataformas. A novidade fica disponível no menu “Criar” do aplicativo.

    Segundo o Google, a função está sendo liberada de forma gradual. Mesmo que ainda não apareça para todos os usuários, a expectativa é que o recurso chegue ao Google Photos ao longo dos próximos dias e semanas.

    Google Photos passa a criar vídeos a partir de fotos com ajuda de IA

  • Trump avalia nova ofensiva contra o Irã após impasse nuclear

    Trump avalia nova ofensiva contra o Irã após impasse nuclear

    Segundo a CNN americana, o presidente dos Estados Unidos discute opções militares diante da falta de avanços nas negociações com Teerã. Entre os cenários analisados estão ataques a lideranças iranianas e a instalações nucleares, embora nenhuma decisão final tenha sido tomada.

    A escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã voltou ao radar da Casa Branca. Segundo a CNN americana, o presidente Donald Trump avalia novas opções militares contra Teerã diante do impasse nas negociações sobre o programa nuclear iraniano.

    Fontes ouvidas pela emissora afirmam que as conversas entre os dois países não avançaram nos últimos meses, especialmente nos temas ligados à limitação de armas nucleares e à produção de mísseis balísticos. Esse bloqueio diplomático tem reforçado, internamente, a discussão sobre uma resposta mais dura de Washington.

    Na terça-feira, Trump usou sua rede social, a Truth Social, para cobrar publicamente que o Irã aceite negociar. Na publicação, o presidente advertiu que uma eventual nova ofensiva dos Estados Unidos teria impacto superior ao ataque realizado no verão passado, quando três instalações nucleares iranianas foram atingidas por forças americanas.

    De acordo com a CNN, o leque de cenários analisados inclui ataques aéreos pontuais contra lideranças iranianas e autoridades de segurança associadas à repressão a protestos internos, além de ações direcionadas a estruturas estratégicas do governo e do setor nuclear do país.

    Apesar das avaliações em curso, auxiliares próximos ao presidente ressaltam que nenhuma decisão definitiva foi tomada. Ainda assim, Trump considera que o momento militar é mais favorável do que em ocasiões anteriores, especialmente após o deslocamento do grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln para o Oceano Índico, movimento interpretado como sinal de pressão adicional sobre Teerã.

    Trump avalia nova ofensiva contra o Irã após impasse nuclear

  • Queda de avião na Colômbia mata 15 pessoas perto da fronteira Venezuela

    Queda de avião na Colômbia mata 15 pessoas perto da fronteira Venezuela

    Aeronave que fazia voo regional entre Cúcuta e Ocaña foi encontrada destruída em área rural de Norte de Santander. Entre as vítimas estão dois candidatos ao Parlamento colombiano; autoridades investigam as causas do acidente.

    Um avião de pequeno porte que fazia um voo regional no nordeste da Colômbia caiu nesta quarta-feira, 28, deixando 15 mortos. A aeronave foi localizada horas depois em uma área rural próxima à fronteira com a Venezuela, e não houve sobreviventes entre passageiros e tripulantes.

    O local do acidente fica no município de La Playa de Belén, no departamento de Norte de Santander. Agricultores da região encontraram os destroços após ouvirem um forte estrondo. Imagens que circularam nas redes sociais mostram a aeronave completamente destruída, com partes carbonizadas e sinais de fumaça.

    O voo transportava 13 passageiros e dois tripulantes. Entre as vítimas está Diógenes Quintero, candidato à Câmara dos Representantes e integrante do Partido Social de Unidade Nacional. A morte do político foi confirmada pela autoridade aeronáutica colombiana. Também estavam a bordo Natalia Acosta Salcedo, membro da equipe de campanha de Quintero, e Carlos Salcedo, que igualmente disputava uma vaga parlamentar.

    A aeronave, um Beechcraft 1900 operado pela companhia estatal Satena, havia decolado de Cúcuta às 11h42, no horário local, com destino a Ocaña, em um trajeto previsto de pouco mais de 20 minutos. O voo foi registrado por plataformas de monitoramento aéreo, mas o contato com a torre de controle foi perdido minutos antes do horário estimado para o pouso.

    Diante do desaparecimento, o governo colombiano mobilizou a Força Aérea para as buscas. A região onde o avião caiu é de difícil acesso e tem presença de grupos armados, como o Exército de Libertação Nacional, o que complicou as operações de resgate.

    As causas do acidente ainda são desconhecidas. O Ministério dos Transportes informou que todos os protocolos de investigação foram acionados para apurar o que levou à queda da aeronave. A Satena divulgou um canal de atendimento  às famílias das vítimas e afirmou que novas informações serão repassadas após a confirmação oficial das autoridades.

    Queda de avião na Colômbia mata 15 pessoas perto da fronteira Venezuela

  • Saiba o que levou Virgínia Fonseca a deixar o Sabadou no SBT

    Saiba o que levou Virgínia Fonseca a deixar o Sabadou no SBT

    Influenciadora comunicou a decisão ainda em 2025 após relatar dificuldade para conciliar a rotina do programa com negócios próprios e a vida pessoal. Direção do SBT tentou mantê-la no comando, mas respeitou a escolha final.

    A decisão de Virgínia Fonseca de deixar o comando do Sabadou, no SBT, foi tomada após meses de avaliação interna e conversas diretas com a cúpula da emissora. A influenciadora comunicou sua saída ainda no fim de 2025, alegando dificuldade para conciliar a rotina do programa com outros compromissos profissionais e pessoais.

    Segundo a presidente do SBT, Daniela Beyruti, a iniciativa partiu da própria Virgínia, que procurou a direção para relatar o desgaste provocado pela sobreposição de projetos. Em entrevista ao colunista Flávio Ricco, Daniela afirmou que a emissora tentou convencê-la a permanecer à frente da atração, mas respeitou a decisão final.

    Durante o processo, pessoas próximas à apresentadora defenderam sua continuidade no programa. O assistente de palco Lucas Guedez e a mãe de Virgínia, Margareth Serrão, manifestaram apoio para que ela seguisse no comando do Sabadou. Ainda assim, a influenciadora optou por encerrar o ciclo na televisão aberta.

    Daniela Beyruti destacou que Virgínia manteve postura profissional ao longo de toda a passagem pelo SBT, cumprindo compromissos, horários e entregas previstas, mesmo diante de uma agenda considerada intensa. A presidente da emissora afirmou que pediu tempo para reflexão antes da decisão definitiva, mas que a escolha foi mantida.

    Entre os fatores que pesaram na avaliação está também a vida pessoal da influenciadora. Virgínia vive um relacionamento à distância com o jogador Vinícius Júnior, que atua no Real Madrid, na Espanha, o que tem exigido ajustes constantes na sua rotina.

    Em nota, a equipe da influenciadora informou que o afastamento do programa permitirá maior dedicação aos negócios próprios. Além das marcas já existentes, WePink e WPink, Virgínia prepara a expansão para novas áreas, como uma rede de academias, uma linha de roupas fitness e o fortalecimento da Casa VF, espaço de eventos recém-inaugurado em Goiânia.

    Saiba o que levou Virgínia Fonseca a deixar o Sabadou no SBT

  • Mbappé dá murro na mesa após derrota contra Benfica: “Vergonha”

    Mbappé dá murro na mesa após derrota contra Benfica: “Vergonha”

    Kylian Mbappé não escondeu a irritação após a derrota do Real Madrid por 4 a 2 para o Benfica, na noite de quarta-feira, no Estádio da Luz. O resultado impediu o time espanhol de garantir vaga direta nas oitavas de final da Liga dos Campeões, e o atacante francês fez duras cobranças aos companheiros na zona mista.

    “Não é normal o que vimos hoje. Tínhamos um objetivo claro, que era ficar entre os oito primeiros para jogar menos partidas. Entramos muito moles, o Benfica merecia ter marcado antes, e quando fizemos o gol achei que isso nos colocaria no jogo. Aconteceu o contrário”, afirmou Kylian Mbappé.

    Segundo o camisa 10, o Real Madrid foi amplamente dominado no primeiro tempo. “Eles foram muito melhores. Se estivéssemos perdendo por 5 a 1 no intervalo, ninguém ficaria surpreso. Voltamos para o segundo tempo com a intenção de mudar, mas sofremos um gol que nos abalou”, disse.

    Mbappé destacou que o problema foi de postura e não de esquema tático. “Não colocamos ritmo nem qualidade para buscar o último gol. Aquele quarto gol é uma vergonha. Cada disputa caía para o Benfica. Isso não é aceitável. Não é sobre ser Real Madrid ou Benfica, é sobre vontade de ganhar. Os jogos começam no primeiro minuto”, criticou.

    Apesar do resultado, o atacante lembrou que o cenário ainda pode colocar as equipes novamente frente a frente no mata-mata. “Sabíamos que jogar aqui seria difícil. Se voltarmos, teremos outra atitude. Não é questão de qualidade ou tática, é querer vencer. O Benfica jogou como se fosse a vida deles, e não parecia que fazíamos o mesmo. Era um jogo de Champions, e nós não entramos como tal”, completou. 
     

    As contas da Liga dos Campeões

    Classificados diretamente para as oitavas de final:
    Arsenal, Bayern de Munique, Liverpool, Tottenham, Barcelona, Chelsea, Sporting e Manchester City.

    Apurados para o playoff:

    Real Madrid, Internazionale, Paris Saint-Germain, Newcastle, Juventus, Atlético de Madrid, Atalanta e Bayer Leverkusen, todos como cabeças de chave.

    Completam a lista Borussia Dortmund, Olympiacos, Club Brugge, Galatasaray, AS Monaco, Qarabag, Bodo/Glimt e Benfica.

    Eliminados das competições europeias:
    Marseille, Pafos, Union St. Gilloise, PSV, Athletic Bilbao, Napoli, Copenhagen, Ajax, Eintracht Frankfurt, Slavia Praga, Villarreal e Kairat Almaty.

    Este será o segundo trabalho de Mano Menezes em uma seleção. O primeiro foi no Brasil, entre 2010 e 2012, quando conquistou a medalha de prata nos Jogos de Londres-2012

    Estadao Conteudo | 05:00 – 29/01/2026


    Mbappé dá murro na mesa após derrota contra Benfica: “Vergonha”