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  • Receita exonera auditor alvo de operação da Polícia Federal

    Receita exonera auditor alvo de operação da Polícia Federal

    Servidor é investigado por suposto acesso a dados do Supremo Tribunal Federal; caso continua sob investigação da Justiça

    A Receita Federal exonerou nesta quinta-feira (19) um auditor fiscal que ocupava função de chefia na Delegacia do órgão em Presidente Prudente (SP). A dispensa foi publicada no Diário Oficial da União e não apresenta justificativa formal.

    O servidor era chefe da Equipe de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório e foi um dos alvos de operação da Polícia Federal que investiga acessos indevidos a dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de familiares dos ministros.

    A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e apura possíveis consultas irregulares a informações protegidas por sigilo fiscal. Ao todo, quatro servidores são investigados.Segundo o jornal do Estado de S.Paulo, o auditor teria acessado dados ligados a uma ex-enteada do ministro Gilmar Mendes. Conforme a publicação, o servidor afirmou, em depoimento, que a consulta ocorreu por engano, alegando ter confundido a identidade da pessoa pesquisada.

    Apesar da justificativa, o servidor foi alvo de mandado de busca e apreensão e teve medidas cautelares impostas, como uso de tornozeleira eletrônica, afastamento das funções públicas e entrega do passaporte.

    Defesa

    Em nota divulgada nesta quinta-feira, a defesa do auditor negou qualquer conduta ilícita. As advogadas que o representam afirmaram que o servidor possui “reputação ilibada” e que nunca respondeu a processo disciplinar ao longo da carreira na Receita Federal.

    A defesa também informou que ainda não teve acesso integral aos autos da investigação e, por isso, não comentaria detalhes do caso.

    Reação de entidades

    A operação provocou reação de entidades representativas da categoria. A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional) afirmou, em nota, que auditores fiscais não podem ser transformados em “bodes expiatórios” em meio a crises institucionais e criticou a adoção de medidas cautelares consideradas severas antes da conclusão das apurações.

    O Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) declarou que vê com preocupação o suposto vazamento de informações, mas ressaltou que o acesso motivado a dados sigilosos faz parte da rotina de trabalho dos auditores. Segundo a entidade, eventual divulgação indevida de informações deve ser punida, mas o direito ao contraditório e à ampla defesa precisa ser preservado.

    Auditoria interna

    A Receita Federal informou que instaurou auditoria interna após solicitação do Supremo. Em nota na terça-feira (17), o órgão admitiu acessos indevidos a dados de ministros do STF e de familiares. O Fisco afirmou que a apuração envolve dezenas de sistemas e contribuintes e que eventuais desvios identificados foram comunicados ao relator do caso.

    O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) também se manifestou, destacando que seus sistemas são rastreáveis e que seus empregados não têm acesso ao conteúdo das bases de dados dos órgãos clientes. Segundo a estatal, sua atuação se limita à gestão da infraestrutura tecnológica.

    O caso continua sob investigação no Supremo Tribunal Federal.

    Receita exonera auditor alvo de operação da Polícia Federal

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  • Plano de Trump para reconstruir Gaza prevê arranha-céus à beira-mar

    Plano de Trump para reconstruir Gaza prevê arranha-céus à beira-mar

    Conselho da Paz anunciou envio de US$ 7 bi para reconstrução da região; Nações Unidas dizem ser necessários US$ 70 bi; comitê palestino apoiado por EUA diz que 2.000 pessoas já se candidataram para força policial no território

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O Conselho da Paz criado por Donald Trump apresentou nesta quinta-feira (19) um plano de reconstrução da Faixa de Gaza que prevê arranha-céus à beira-mar, ferrovias, portos, aeroporto e exploração de gás natural no território palestino.

    O conselho, criado pelo presidente dos Estados Unidos, anunciou na reunião um investimento inicial de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 37 bilhões) para ajudar na recuperação de Gaza, devastada por bombardeios de Israel durante dois anos de guerra contra o grupo terrorista Hamas.

    O valor, entretanto, corresponde a 10% dos US$ 70 bilhões que seriam necessários para reconstruir o território ao longo de décadas, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), dos quais US$ 20 bilhões precisariam ser gastos nos primeiros três anos para estabilizar a grave crise humanitária pela qual passam os palestinos de Gaza.

    O plano detalhado em Washington mostra que 85% dos prédios e construções de Gaza foram destruídos. Em outubro de 2025, as Nações Unidas disseram que o conflito gerou cerca de 55 milhões de toneladas de entulho, uma quantidade de escombros equivalente a 13 vezes o volume das pirâmides de Gizé, no Egito.

    O projeto apresentado na quinta, que não mencionou tempo ou custo de cada uma das suas fases, prevê que a curto prazo sejam removidos escombros e munições não explodidas, além de restabelecimento das cadeias de suprimento, fornecimento de água, saneamento e energia.

    Na sequência, virá a construção de habitação permanente, hospitais, clínicas, escolas e universidades. Por fim, a longo prazo, é esperada a construção de arranha-céus à beira-mar, com infraestrutura de transporte, exploração de recursos energéticos e desenvolvimento urbano avançado.

    Participaram da primeira reunião do Conselho da Paz líderes de 20 países que já aderiram à iniciativa de Trump, como a Argentina, o Egito e a Turquia. O Brasil ainda não respondeu ao convite do americano, e o governo Lula (PT) avalia que a organização tem risco de esvaziar a ONU.

    Trump anunciou que os EUA vão enviar US$ 10 bilhões (R$ 52 bilhões) para o Conselho da Paz, mas não detalhou qual será o uso desta verba. Alguns dos países presentes se comprometeram com aportes de dinheiro para o conselho, como os Emirados Árabes, que anunciaram US$ 1,2 bilhão para o grupo, o Qatar, com US$ 1 bilhão, e Arábia Saudita com US$ 1 bilhão -que devem ser pagos ao longos próximos anos.

    Outros países se comprometeram a ajudar a estabilizar Gaza com outros tipos de esforços. A Indonésia ofereceu enviar pelo menos 8.000 soldados para formar uma força de segurança na região, enquanto o Cazaquistão afirmou que vai enviar dinheiro e também trigo ao território palestino. O Bahrein vai ajudar com infraestrutura para serviços digitais e o Uzbequistão se prontificou a reconstruir escolas, creches e hospitais.

    O Egito afirma que vai continuar os esforços para treinar policiais palestinos a fim de manter a segurança na Faixa de Gaza. A Romênia vai atuar na construção de serviços de emergência, escolas e instituições, e a Turquia disse que vai contribuir no setor de saúde, educação e treinamento da polícia.

    O empreendedor imobiliário americano Marc Rowan, indicado por Trump a uma cadeira no conselho, detalhou que, em um primeiro momento, serão construídas 100 mil casas e, a longo prazo, 400 mil, número que comportaria toda a população da região. O valor total das construções das residências seria de US$ 30 bilhões.

    Não foram anunciadas datas ou previsões para isso. “O potencial é gigantesco, mas precisa começar em algum lugar. O começo é em Rafah, onde vai ser o primeiro local onde a segurança vai ser estabelecida”, disse Rowan, que afirmou que “não há um problema financeiro, há um problema de paz”.

    Ele afirmou ainda que a região é valiosa do ponto de vista imobiliário e vale o investimento. “Só a costa vale US$ 50 bilhões, as residências mais de US$ 30 bilhões, a infraestrutura US$ 30 bilhões”, disse o bilionário.

    A ideia de arranha-céus na região já tinha sido apresentada no Fórum Econômico de Davos, na Suíça, em janeiro. No evento, slides mostravam dezenas de prédios na costa do Meditarrêneo e conjuntos habitacionais na área de Rafah.

    No ano passado, Trump já tinha ventilado a ideia de usar a região de Gaza para construções luxuosas. Em fevereiro, ele sugeriu que a área deveria ser despovoada para ser reconstruída como uma espécie de resort ao gosto de suas propriedades na Flórida e no Mediterrâneo.

    Ele afirmou na ocasião que os Estados Unidos deveriam liderar o esforço, tomando para si o território e até enviando tropas. Na prática, o Conselho da Paz concretiza essa ideia, uma vez que o comitê tecnocrático palestino que governará Gaza está sob supervisão e controle de Trump.

    Além dos prédios luxuosos, foi anunciada também a implementação de internet de alta-velocidade para toda a população até julho deste ano com o objetivo de possibilitar pagamento com carteira digital, o que seria uma forma de retomar o comércio em Gaza.

    De acordo com o comitê palestino apoiado pelos EUA, foram abertas as inscrições para uma força policial em Gaza, que deverá suplantar o controle armado que os terroristas do Hamas hoje detém no território. O comitê afirmou que cerca de 2.000 palestinos se inscreveram para a força policial nas primeiras horas após o anúncio.

    Em publicação no X, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza afirma que um processo de recrutamento “está aberto a homens e mulheres qualificados que desejam servir na força policial”.

    O comunicado inclui um link para um site onde palestinos podem se candidatar. Os candidatos devem ser residentes de Gaza com idade entre 18 e 35 anos, não ter antecedentes criminais e estar em boa forma física.

    Plano de Trump para reconstruir Gaza prevê arranha-céus à beira-mar

  • ‘Acho que vou renovar por 4 anos’, diz Ancelotti sobre futuro na seleção

    ‘Acho que vou renovar por 4 anos’, diz Ancelotti sobre futuro na seleção

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, afirmou que deve renovar seu contrato com a CBF por mais quatro anos.

    O treinador falou sobre o futuro em entrevista ao programa ‘Universo Valdano’, do canal Movistar+. Ancelotti demonstrou estar satisfeito com o cargo atual e classificou o desafio na seleção como um trabalho novo do qual gosta muito.

    A expectativa é de um longo ciclo à frente da seleção pentacampeã mundial. O italiano indicou que o vínculo com a CBF deve ser estendido para garantir a continuidade do projeto esportivo.

    “Acho que vou renovar por quatro anos com o Brasil. É um trabalho novo, do qual gosto muito”, disse Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira.

    ELOGIOS A VINI JR

    Ancelotti comparou o comportamento de Vini Jr na seleção e no Real Madrid. Para o comandante, o atacante apresenta uma postura diferente quando está defendendo as cores do Brasil.

    O perfil dos atletas brasileiros também foi elogiado pelo treinador durante a conversa. Ele destacou a humildade do grupo como uma característica marcante e distinta no ambiente da seleção.

    “Os brasileiros são muito humildes, muito diferentes. O Vini que vem aqui é muito diferente do que está no Real Madrid, no aspecto humano”, disse Carlo Ancelotti, em entrevista ao ‘Universo Valdano’.

    O técnico também comentou sobre a evolução da atitude do camisa 7. Ancelotti revelou ter conversado com o jogador sobre a necessidade de respeitar companheiros e a comissão técnica.

    A declaração sobre o comportamento foi feita antes de um episódio recente envolvendo o jogador. A entrevista antecedeu o caso em que o brasileiro acusou um atleta do Benfica de racismo.

    “Conversei com ele. Um jogador precisa respeitar o treinador e os companheiros. Ele melhorou muito a sua atitude”, disse Carlo Ancelotti, sobre Vini Jr.

    A Uefa teve resistência inicial à ideia de 48 clubes no Mundial de 2029 com o medo de que a competição ameaçasse o status da Liga dos Campeões; competição da Fifa irá acontecer em 2029

    Folhapress | 19:48 – 19/02/2026

    ‘Acho que vou renovar por 4 anos’, diz Ancelotti sobre futuro na seleção

  • Nono presidente do Peru em dez anos, José Balcázar já defendeu casamento infantil

    Nono presidente do Peru em dez anos, José Balcázar já defendeu casamento infantil

    Político de 83 anos tem histórico de polêmicas e deve sofrer pressão para perdoar Pedro Castillo, preso por autogolpe; professor e advogado foi apontado na quarta (18) pelo Parlamento para presidir o país de forma interina até julho

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Não vai ser uma tarefa simples, e a figura escolhida é menos do que ideal. Com José Balcázar, político de 83 anos com histórico de corrupção e de defesa de teses como o casamento infantil, a esquerda volta ao poder no Peru.

    Terá o desafio de conduzir o país até as eleições, que acontecem em menos de dois meses, negociar com um Congresso cada vez mais poderoso e lidar com a sombra do ex-presidente Pedro Castillo. Balcázar foi selecionado pelo Parlamento e assume automaticamente a Presidência do país de forma interina, depois que os congressistas derrubaram o antecessor, José Jerí.

    Professor e advogado de 83 anos, ele venceu no segundo turno da votação a centro-direitista Maricarmen Alva, recebendo 60 votos dos parlamentares ante 46 de sua oponente, tornando-se o nono presidente do Peru desde 2016.

    Ele foi eleito como representante do partido Peru Livre, que elegeu Pedro Castillo em 2021. O ex-presidente perdeu o poder e foi condenado em 2025 por autogolpe -ele tentou dissolver o Congresso em 2022, sem sucesso.

    Uma dúvida agora é se Balcázar tentará indultar Castillo, como defendem políticos do Peru Livre. “Nenhum perdão está na pauta. O que sei é que o ex-presidente tem um processo criminal e que deve seguir seu curso correspondente”, garantiu ele à imprensa.

    A imprensa peruana também especula sobre o grau de influência que o líder do partido, Vladimir Cerrón, terá no novo governo. Barcázar afirma que buscará o consenso e que não tem nada contra a príncipal líder da oposição, Keiko Fujimori, da Força Popular.

    “É um dia muito triste para o país. Permitiram que a esquerda radical governasse novamente. Todos sabemos quem são os irresponsáveis que nos levaram ao caos. Nunca deveriam ter aberto essa porta”, escreveu Keiko, filha do ditador Alberto Fujimori, no X.

    Balcázar entrou no Congresso em 2021 como representante da província de Lambayeque, com mandato até 2026. Nascido em Cajamarca, formou-se na Universidade Nacional Pedro Ruíz Gallo. No Parlamento, atuou na comissão que elegeu novos magistrados do Tribunal Constitucional e é vice-presidente da Comissão de Justiça. Chegou a deixar o partido de Castillo para formar o Bicentenário do Peru com outros congressistas, mas depois retornou à sigla.

    Ainda como parlamentar, ele se envolveu em uma polêmica em 2023, ao defender o casamento infantil quando a proibição dessa prática era debatida na Comissão de Justiça e Direitos Humanos do Congresso. “Hoje em dia as pessoas não se casam, são todas uniões de fato. Desde os 14 anos, as meninas já estão grávidas. Com a lei que queremos, o que vamos fazer? Proibir aquelas pessoas que engravidam ainda menores?”, questionou.

    Ele depois tentou justificar sua posição, insistindo que pessoas com mais de 14 anos podem fazer contratos e enfatizou que as críticas contra ele tinham como objetivo desqualificá-lo.

    Balcázar também foi juiz e membro provisório da Suprema Corte de Justiça do país, mas sua carreira no Judiciário foi manchada por um suposto desvio de recursos, ainda investigado, de uma associação de magistrados, a Ordem dos Advogados de Lambayeque, que foi contra a sua candidatura à Presidência.

    O novo governo começa com o desafio de garantir as eleições gerais, em 12 de abril, e a transição até 28 de julho, com um histórico desfavorável: dos últimos 7 presidentes, 4 foram destituídos, e 2 renunciaram antes de serem afastados.

    O partido de Balcázar hoje tem 11 de 130 representantes no Congresso. Para vencer Maricarmen, ele precisou negociar com diferentes correntes políticas, inclusive com parlamentares que meses antes sustentavam o mandato de Jerí.

    Em seu discurso de posse na madrugada desta quinta-feira (19), o novo presidente dos peruanos afirmou que sua gestão garantirá eleições transparentes e assegurou que priorizará a luta contra a insegurança.

    “Antes de tudo, [vamos] garantir que haverá uma transição democrática, pacífica e transparente, que não haja dúvidas nas eleições; segundo, uma pacificação. […] Precisamos pacificar este país, é uma questão de começar a trabalhar”, disse ele.

    Além disso, garantiu que manterá uma linha econômica estável e que “não se pode conduzir o país através de provações”. “Não vamos dar saltos no vazio”, acrescentou.

    A rápida destituição de José Jerí no dia anterior acende um alerta sobre a dificuldade que os presidentes têm para manter apoio no Legislativo, e a facilidade com que o Congresso peruano pode destituir os chefes do Executivo.

    A Constituição de 1990 permite ao Congresso declarar a vacância da Presidência por “incapacidade moral”, e a tendência é que os atores políticos utilizem esse mecanismo como forma de pressão e uma moeda de troca contra os ocupantes da Casa de Pizarro, sede do Executivo peruano.

    A dificuldade reside no fato de que “incapacidade moral” é um conceito vago, baseado na opinião de legisladores.

    A última década de instabilidade também enfraqueceu e fragmentou o conjunto de partidos políticos no país, facilitando a troca de cargos e permitindo que a destituição do presidente seja usada como ameaça.

    RELEMBRE OS PRESIDENTES DO PERU DESDE 2016

    Ollanta Humala
    (jul.11-jul.16) Último líder peruano a concluir o mandato

    Pedro Pablo Kuczynski
    (jul.16-mar.18) Eleito em 2016, renunciou antes de ser destituído por denúncias de corrupção

    Martín Vizcarra
    (mar.18-nov.20) Foi vice de PPK, destituído pelo Congresso por denúncias de corrupção

    Manuel Merino
    (10.nov.20-15.nov.20) Era presidente do Congresso, renunciou por falta de apoio

    Francisco Sagasti
    (nov.20-jul.21) Presidia o Congresso, assumiu para completar mandato

    Pedro Castillo
    (jul.21-dez.22) Eleito em 2021, foi destituído ao tentar um autogolpe

    Dina Boluarte
    (dez.22-out.25) Foi vice de Castillo, deposta pelo Congresso por ‘incapacidade moral

    José Jeri
    (out.25-fev.26) Presidia o Congresso, foi deposto por ‘má conduta’

    José Balcázar
    (desde 18.fev.26) Escolhido pelo Congresso para completar mandato até julho

     

    Nono presidente do Peru em dez anos, José Balcázar já defendeu casamento infantil

  • Wagner Moura diz a jornal que tem medo de se deparar com ICE nos Estados Unidos

    Wagner Moura diz a jornal que tem medo de se deparar com ICE nos Estados Unidos

    Wagner Moura falou sobre truculência de agentes para deter imigrantes nos Estados Unidos. Para o ator, hostilidade se assemelha a da ultradireita no Brasil

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em entrevista ao jornal espanhol El País, Wagner Moura falou sobre a detenção de imigrantes nos Estados Unidos pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira do país, o ICE. O brasileiro, que concorre ao Oscar de melhor ator por sua performance em “O Agente Secreto”, disse ter receio de como reagiria caso se deparasse com os agentes.

    “Estamos atravessando um momento muito feio. Até eu tenho medo de me deparar com o ICE. Digo isso porque reajo de maneira explosiva quando vejo uma situação de injustiça ou de autoritarismo diante dos meus olhos. E agora não sei se conseguiria fazer isso, porque esses caras podem te matar, como vimos”, disse Moura, referindo-se a morte de duas pessoas que protestaram contra o ICE.

    O ator ainda comparou a situação com a realidade do Brasil. “É curioso como se repetem os mesmos padrões que ocorreram no Brasil. Por exemplo, demonizar os atores, os artistas, os jornalistas e as universidades. A extrema direita no Brasil foi muito eficaz em transformar, diante das pessoas, os artistas brasileiros em inimigos do povo. Com um discurso com mensagens como a de que essa gente vive do dinheiro público. Ou como conseguiram fazer com que a verdade desaparecesse”, disse.

    Segundo Moura, os progressistas perderam espaço nas redes sociais. “Há cerca de dez anos, no Brasil, fomos muito ingênuos. Pensávamos que o Facebook podia ser uma ferramenta de conexão, de mobilização das pessoas e de democratização da informação. Hoje é evidente a união entre os oligarcas da tecnologia e a extrema direita.”

    Wagner Moura diz a jornal que tem medo de se deparar com ICE nos Estados Unidos

  • Amazon pode ser processada por suicídios ligados ao nitrito de sódio

    Amazon pode ser processada por suicídios ligados ao nitrito de sódio

    Quatro famílias acusam a plataforma de incentivar a venda do produto e afirmaram que a varejista sediada em Seattle sabia há anos da relação entre o nitrito de sódio e o suicídio

    A Suprema Corte do Estado de Washington decidiu por unanimidade nesta quinta-feira que a Amazon.com pode enfrentar processos judiciais movidos por famílias com parentes que tiraram suas próprias vidas consumindo nitrito de sódio comprado na plataforma da varejista online.

    A decisão rejeitou a decisão de um tribunal inferior de que as famílias não poderiam entrar com ações por negligência sob a lei de responsabilidade pelo produto do Estado de Washington, porque o suicídio foi a causa principal da morte de seus parentes.

    Quatro famílias acusaram a Amazon de promover a venda de nitrito de sódio em seu site, juntamente com outros produtos que poderiam ajudar as pessoas a cometer suicídio. 

    Elas afirmaram que a varejista sediada em Seattle sabia há anos da relação entre o nitrito de sódio e o suicídio, mas continuou a vender o produto sem restrições.

    A Amazon e seus advogados não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

    Amazon pode ser processada por suicídios ligados ao nitrito de sódio

  • CBF anuncia amistoso do Brasil contra o Egito às vésperas da Copa nos EUA

    CBF anuncia amistoso do Brasil contra o Egito às vésperas da Copa nos EUA

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A CBF anunciou que o Brasil fará um amistoso contra o Egito, no dia 6 de junho, quando a seleção já estiver nos Estados Unidos para a disputa da Copa do Mundo. O jogo será realizado na cidade de Cleveland. A bola rola às 19h (de Brasília) para o confronto entre as seleções.

    O amistoso será o último do Brasil antes da Copa do Mundo. Antes, a seleção vai encarar França e Croácia, nos dias 26 e 31 de março, respectivamente.

    A partida ocorrerá praticamente uma semana antes da estreia do Brasil na Copa do Mundo. A seleção debutará neste Mundial no dia 13 de junho, contra Marrocos.

    O Brasil voltará a enfrentar o Egito após 15 anos. A última vez que as seleções jogaram contra foi em um amistoso realizado em 2011 e que terminou com vitória brasileira por 2 a 0, com gols do atacante Jonas. Até nesta quinta-feira (19), foram seis duelos, todos com triunfo brasileiro.

    Assim como o Brasil, o Egito disputará a Copa do Mundo. Enquanto os brasileiros estão no Grupo C ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia, os egípcios compõem a chave G, junto com Bélgica, Irã e Nova Zelândia.

    Equipe da Baixada tem 45 dias para pagar dívida com o Arouca pela contratação de João Basso; entrada na lista de clubes com transfer ban na Fifa não era esperada na data desta quinta-feira (19)

    Folhapress | 18:36 – 19/02/2026

    CBF anuncia amistoso do Brasil contra o Egito às vésperas da Copa nos EUA

  • Lula e Macron tratam de defesa, ciência e tecnologia e comércio

    Lula e Macron tratam de defesa, ciência e tecnologia e comércio

    Presidente brasileiro está na Índia a convite do primeiro-ministro Narendra Modi; Lula fica em Nova Délhi até sábado (21) e, de lá, segue para Seul, na Coreia do Sul

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua visita à Índia a convite do primeiro-ministro do país, Narendra Modi, se reuniu nesta quinta-feira (19) com o presidente da França, Emmanuel Macron, e outros líderes. Eles se encontraram à margem da Cúpula sobre Impacto da Inteligência Artificial, em Nova Délhi, que tratou sobre a segurança, governança e colaboração global da tecnologia.

    De acordo com nota do Palácio do Planalto, os dois líderes trataram de temas da agenda bilateral, em especial cooperação nas áreas de defesa, ciência e tecnologia e comércio. Na avaliação dos dois presidentes, o intercâmbio comercial US$ 10,3 bilhões, ainda que recorde, permanece aquém do potencial das duas economias.

    Os dois líderes também conversaram sobre integração transfronteiriça e os esforços conjuntos para o combate ao narcotráfico, ao garimpo ilegal e a outras formas de crime transnacional na fronteira entre o Amapá e a Guiana Francesa.Lula e Macron também trataram de temas da agenda global, como paz, segurança e inteligência artificial. Nesse contexto, o presidente francês convidou Lula a participar da Cúpula do G7, em Evian, na França, programado para 15 e 16 de junho.

    Mercosul

    O presidente brasileiro também se reuniu com o primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenković, com quem conversou sobre a implementação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

    Ao contrário de Macron, que é abertamente contra o acordo, Lula e Plenković manifestaram sua expectativa de que o instrumento possa entrar em vigor o mais breve possível. 

    “Ambos concordaram com a importância estratégica do acordo no atual momento de recrudescimento do unilateralismo e do protecionismo comercial”, diz a nota da Presidência.Após mais de 20 anos de negociação, o acordo foi assinado por representantes dos dois lados em janeiro deste ano, em Assunção, no Paraguai. O acordo estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, com a eliminação gradual de tarifas de importação para mais de 90% do comércio bilateral, envolvendo bens industriais como máquinas, ferramentas, automóveis e outros produtos e equipamentos e produtos agrícolas.

    Celebrado por setores industriais, o acordo é objeto de críticas e protestos de agricultores europeus, entre eles os franceses, que temem a concorrência dos produtos sul-americanos, já que, entre outras medidas, eliminará tarifas alfandegárias.

    Apesar da assinatura formal entre os dois blocos, a internalização do acordo precisa ser feita pelos congressos nacionais de cada um dos países do Mercosul, bem como do Parlamento Europeu. No caso dos europeus, no entanto, o encaminhamento do acordo para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia pode atrasar em até dois anos essa etapa final.

    Agenda

    Em Nova Délhi, o presidente Lula ainda conversou com o presidente do Sri Lanka, Anura Kumara Dissanayake, sobre os cenários econômicos dos dois países. Eles concordaram com a necessidade de aumentar a corrente comercial e se comprometeram a elaborar uma pauta abrangente de cooperação, incluindo os setores de turismo, agricultura e comércio.

    Em 2025, o comércio bilateral entre Brasil e Sri Lanka chegou a US$ 188 milhões, patamar inferior ao recorde de US$ 210 milhões alcançado em 2016.

    O presidente Lula convidou o presidente cingalês a visitar o Brasil em data a ser definida.

    Convite

    Lula desembarcou na capital indiana nesta quarta-feira (18), a convite do primeiro-ministro do país, Narendra Modi, e tem uma série de compromissos na agenda. Além da cúpula sobre inteligência artificial, ele participa de um fórum empresarial e será recebido por Modi para uma visita de Estado, com a previsão de assinatura de diversos acordos.

    O presidente Lula fica em Nova Délhi até sábado (21) e, de lá, segue para Seul, na Coreia do Sul. Entre os dias 22 e 24 de fevereiro, o presidente se reunirá com o presidente sul coreano, Lee Jae Myung, e com executivos de grandes empresas do país asiático.

    Lula e Macron tratam de defesa, ciência e tecnologia e comércio

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  • Ex-príncipe Andrew fica preso por 11 horas por suspeita envolvendo caso Epstein

    Ex-príncipe Andrew fica preso por 11 horas por suspeita envolvendo caso Epstein

    Primeiro membro da família real britânica detido em quase 400 anos é suspeito de má conduta em cargo público; Rei Charles 3º, irmão dele, diz que ‘lei deve seguir o seu curso’; detido completa 66 anos nesta quinta (19)

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles 3º, ficou preso por cerca de 11 horas nesta quinta-feira (19) sob suspeita de má conduta em cargo público devido aos seus vínculos com Jeffrey Epstein. O episódio representa o maior desdobramento até hoje do caso Epstein envolvendo uma figura pública.

    Durante a manhã, o Palácio de Buckingham confirmou a prisão de Andrew. “Tomei conhecimento, com a mais profunda preocupação, das notícias sobre Andrew Mountbatten-Windsor e das suspeitas de má conduta em cargo público”, afirmou o rei, em nota.

    Pouco mais de 11 horas depois, o ex-príncipe foi visto deixando o centro policial. A corporação confirmou que Andrew “foi liberado sob investigação” e que não fará novas declarações neste momento.

    Antes mesmo da soltura, o rei Charles disse que as acusações contra seu irmão serão investigadas “de maneira apropriada”. “As autoridades têm nosso apoio e cooperação plenos e incondicionais. Permitam-me afirmar com clareza: a lei deve seguir seu curso”, acrescentou.

    A prisão ocorreu no mesmo dia em que o ex-duque de York completa 66 anos. Andrew foi interrogado pelas autoridades, que também realizaram uma operação de busca e apreensão.

    A polícia britânica já havia anunciado no início deste mês que analisava denúncias de que Andrew teria repassado informações confidenciais do governo a Epstein, de acordo com os novos documentos publicados pelo Departamento de Estado dos EUA.

    Segundo a imprensa inglesa, carros de polícia sem identificação e cerca de oito agentes à paisana foram até a casa de campo em Sandringham, a propriedade do rei em Norfolk, no leste da Inglaterra, onde Andrew vive.

    Ele se mudou para o local no início deste mês, após deixar sua mansão na propriedade da família real em Windsor, onde viveu por anos. A troca de residência ocorreu logo após novas revelações sobre seus vínculos com Epstein nos arquivos divulgados pelo governo dos Estados Unidos.

    Em fotos incluídas no último lote de documentos sobre o caso, o ex-duque de York aparecia ajoelhado sobre uma mulher deitada no chão. Em duas delas ele parece estar tocando na barriga dela. Outra imagem o mostra olhando diretamente para a câmera.

    A nova leva de arquivos trouxe novamente o foco para Andrew e representou mais um capítulo na crise envolvendo a família real britânica. O filho da rainha Elizabeth 2ª foi destituído de todos os títulos reais no ano passado, devido aos laços com Epstein.

    Na prática, portanto, Andrew já não é mais um membro da realeza, mas permanece na linha de sucessão ao trono, ocupando a oitava posição. Ele sempre negou qualquer irregularidade em relação a Epstein e já disse que se arrepende da amizade entre eles.

    É a primeira vez em quase 400 anos que um membro direto da família real britânica é preso. O caso mais recente ocorreu em 1647, quando o rei Charles 1º foi detido durante a Guerra Civil Inglesa por forças alinhadas ao Parlamento.

    Ele foi posteriormente julgado por alta traição e acabou executado em 1649.

    Desde então, nenhum outro caso semelhante havia sido registrado.

    Em 2010, Andrew teria encaminhado relatórios governamentais de visitas que realizou ao Vietnã, Singapura e China para Epstein. Os documentos também parecem revelar que o atual ex-príncipe enviou ao financista informações sobre oportunidades de investimento em ouro e urânio no Afeganistão.

    Andrew atuou como enviado comercial do Reino Unido de 2001 a 2011. Segundo as diretrizes, os ocupantes do cargo têm o dever de manter sigilo sobre informações sensíveis, comerciais ou políticas relacionadas às suas visitas oficiais.

    Uma condenação por má conduta em cargo público prevê pena máxima de prisão perpétua e deve ser julgada em um Crown Court, um tribunal de primeira instância que analisa infrações criminais mais graves.

    O Departamento de Justiça dos EUA também publicou emails separados que sugerem que Epstein convidou Andrew para jantar com uma mulher russa de 26 anos. As mensagens foram trocadas em agosto de 2010, dois anos depois de Epstein se declarar culpado de aliciar uma menor de idade.

    Após a liberação dos materiais, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que o ex-príncipe deveria testemunhar perante um comitê do Congresso dos EUA para explicar tudo o que sabe sobre Epstein -reforçando o pedido que legisladores americanos haviam refeito a Andrew em novembro.

    Mais cedo nesta quinta, antes de a prisão ser anunciada, o premiê disse em entrevista à emissora BBC que “ninguém está acima da lei”, ao ser questionado sobre o ex-príncipe.

    A relação de Andrew com o bilionário americano foi primeiramente denunciada pela australiana-americana Virginia Giuffre, que acusou o então príncipe de ter abusado sexualmente dela e contratado serviços da rede de exploração sexual do americano.

    Ela ingressou com um processo judicial contra Andrew em um tribunal de Nova York em 2021. Giuffre o acusou de ter cometido abuso sexual em três ocasiões, quando ela tinha 17 anos. Os episódios teriam ocorrido com a ajuda de Epstein.

    Andrew chegou a pagar uma quantia milionária, não divulgada publicamente, em 2022 para encerrar a ação judicial -estima-se que teria sido superior a £ 9 milhões (cerca de R$ 63 milhões na cotação atual). O ex-príncipe afirma que nunca a conheceu e nega as acusações -apesar disso, uma foto que circulou amplamente na imprensa mostra os dois juntos ao lado de Ghislaine Maxwell, namorada de Epstein e acusada de coordenar a rede de tráfico sexual do financista.

    Giuffre se suicidou em abril do ano passado, aos 41 anos. Em um pronunciamento nesta quinta, a família dela afirmou em nota que a prisão de Andrew mostra que “ninguém está acima da lei”. Epstein se suicidou em uma prisão nos Estados Unidos em 2019 quando aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual.

    Ex-príncipe Andrew fica preso por 11 horas por suspeita envolvendo caso Epstein

  • Itália centraliza análise de pedidos de cidadania em Roma

    Itália centraliza análise de pedidos de cidadania em Roma

    Pedido deve ser enviado diretamente à chancelaria italiana; novas regras ampliam de 24 para 36 meses o prazo para tramitação dos procedimentos para o pedido de cidadania italiana

    A partir desta quinta-feira (19), toda pessoa maior de idade não residente na Itália interessada em obter a cidadania italiana deverá encaminhar o pedido diretamente ao Ministério das Relações Exteriores e Cooperação Internacional, em Roma, onde as solicitações serão analisadas. 

    A transferência da avaliação de quem tem direito à cidadania italiana por direito de sangue para um órgão ministerial é parte da Lei nº 11, proposta pelo governo com a justificativa de desafogar os consulados italianos e aprovada pelos deputados e senadores italianos. 

    Segundo o texto da Lei nº 11, publicada no último dia 4 na Gazzetta Ufficialle della Repubblica (correspondente ao nosso Diário Oficial da União), os novos pedidos de reconhecimento de cidadania italiana para maiores de idade residentes no exterior deverão ser feitos exclusivamente pelos Correios, com envio da documentação original em papel, acompanhada pelo pagamento das taxas exigidas.  

    Por sua vez, os chefes das seções consulares mantêm a competência para tratar dos procedimentos envolvendo quem já obteve a cidadania italiana, incluindo os filhos, desde que residam na região sob sua responsabilidade – tarefa que inclui o poder de renovar ou emitir o Certificado de Cidadania. 

    De acordo com a Ansa, agência pública de notícias da Itália, o texto amplia de 24 para 36 meses o prazo para tramitação dos procedimentos, embora o órgão ministerial criado por força da lei para analisar os pedidos esteja previsto para funcionar plenamente apenas a partir do início de 2029. 

    Ainda de acordo com a Ansa, a mudança chega na esteira das restrições promovidas pela gestão da premiê Giorgia Meloni no princípio do jus sanguinis, que agora é reconhecido apenas para descendentes que tenham um dos pais ou um dos avós nascido na Itália e com cidadania exclusivamente italiana.

    Itália centraliza análise de pedidos de cidadania em Roma