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  • Seul recupera restos mortais de 25 soldados em zona desmilitarizada

    Seul recupera restos mortais de 25 soldados em zona desmilitarizada

    A Coreia do Sul recupera restos mortais de 25 soldados da Guerra da Coreia após retomar escavações suspensas desde 2022. Objetivo é identificar vítimas por DNA, devolver os corpos às famílias e reduzir tensões na Zona Desmilitarizada enquanto cresce o alerta para novos conflitos na península.

    O Ministério da Defesa da Coreia do Sul retomou as escavações para localizar e identificar restos mortais de soldados que lutaram na Guerra da Coreia, conflito ocorrido entre 1950 e 1953. Após um mês e meio de trabalho, as autoridades confirmam que 25 conjuntos de restos mortais já estão em análise, além de 1.962 objetos pessoais recuperados nos locais de busca.

    A pasta informou que a maior parte dos restos mortais pertence a militares sul-coreanos. Em comunicado, o governo destacou que o objetivo do projeto é devolver às famílias os soldados que lutaram no conflito, além de reforçar ações práticas voltadas à promoção da paz na Zona Desmilitarizada.

    O programa de escavações havia sido iniciado em 2018 como parte de um acordo para reduzir tensões militares entre Coreia do Sul e Coreia do Norte, mas acabou suspenso em 2022 por questões de segurança, após o aumento das divergências entre os dois países. O trabalho ocorre em áreas como Arrowhead Ridge e White Horse Ridge, regiões estratégicas durante a guerra.

    Agora, os restos mortais serão submetidos a exames de DNA mais detalhados para tentar identificar individualmente os soldados e permitir sua devolução às famílias.

    A retomada das escavações ocorre em um momento de alerta. Nesta semana, o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, afirmou que a situação na fronteira com a Coreia do Norte é muito perigosa e pode gerar confrontos acidentais a qualquer momento sem diálogo entre as partes.

    Coreia do Sul e Coreia do Norte continuam tecnicamente em guerra há mais de 70 anos, já que o conflito dos anos 1950 terminou com um armistício, e não com um tratado de paz.

     

    Seul recupera restos mortais de 25 soldados em zona desmilitarizada

  • Moraes determina que PF produza laudo pericial sobre saúde de Heleno

    Moraes determina que PF produza laudo pericial sobre saúde de Heleno

    Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal produza em até 15 dias um laudo pericial sobre a saúde de Augusto Heleno, 78, preso por envolvimento na trama golpista. A defesa pede prisão domiciliar alegando Alzheimer, mas há contradições sobre o diagnóstico. Moraes exige comprovação clínica e documentos médicos detalhados.

    (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou à Polícia Federal que elabore em até 15 dias um laudo pericial sobre a saúde do general da reserva e ex-ministro Augusto Heleno, 78, um dos militares de alta patente presos após condenação na trama golpista.

    Ao ser preso, o ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro afirmou a uma equipe médica que sofre de doença de Alzheimer desde 2018. A defesa do general pediu a concessão de prisão domiciliar a ele.

    Segundo o Uol, a defesa de Heleno afirmou em petição encaminhada ao STF que o militar foi diagnosticado com Alzheimer em 2025, não em 2018, como ele havia dito ao ser preso.

    “Em virtude de informações contraditórias, a análise do pedido formulado pela Defesa exige, inicialmente, a efetiva comprovação do diagnóstico de demência mista (Alzheimer e vascular) Diante do exposto, determino a elaboração de laudo pericial por peritos médicos da Polícia Federal, no prazo de 15 (quinze) dias, com a realização de avalização clínica completa, inclusive o histórico médico, exames e avaliações de laboratório”, determinou Moraes.

    No sábado (29), Moraes deu prazo de cinco dias para que a defesa do general da reserva apresente documentos sobre o estado de saúde do militar e seu diagnóstico da doença de Alzheimer.

    O ministro solicitou documentos comprobatórios da realização de consultas e os médicos que acompanharam a evolução da doença durante todo esse período.

    “A Defesa, também, deverá esclarecer se, em virtude do cargo ocupado entre 2019 e 2022, o réu comunicou ao serviço de saúde da Presidência da República, do Ministério ou a algum órgão seu diagnóstico”, acrescentou.

    A doença de Alzheimer não foi trazida à tona pela defesa do militar ao longo da tramitação do processo da trama golpista.

    No despacho, Moraes também fez referência ao fato de que Heleno foi ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) no período em que já tinha recebido o diagnóstico de Alzheimer.

    Entretanto, não foi juntado aos autos nenhum documento, exame, relatório, notícia ou comprovação da presença dos sintomas contemporâneos aos anos de 2018, 2019, 2020, 2021, 2022, 2023; período, inclusive, em que o réu exerceu o cargo de Ministro de Estado do Gabinete de Segurança Institucional, cuja estrutura englobada a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) -responsável por informações de inteligência sensíveis à Soberania Nacional-, uma vez que, todos os exames que acompanham o laudo médico foram realizados em 2024″, escreveu o ministro.

    Moraes determina que PF produza laudo pericial sobre saúde de Heleno

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  • Galípolo: impactos das tarifas não ocorreram como imaginado; há discussão se é defasagem –

    Galípolo: impactos das tarifas não ocorreram como imaginado; há discussão se é defasagem –

    Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou que os impactos das tarifas dos EUA na economia global não se confirmaram como previsto. Segundo ele, o efeito é mais de ajuste de preços do que inflacionário. Destacou ainda que a inteligência artificial pode reduzir pressões inflacionárias ao aumentar a produtividade.

    O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, voltou a afirmar nesta segunda-feira, 1º de dezembro, que os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre a economia global não ocorreram como era esperado. Ele ponderou que ainda há debate sobre uma possível defasagem, mas ressaltou que, até agora, o cenário previsto não se confirmou.

    Acrescentou que, especificamente sobre o impacto na inflação, a visão predominante no mercado é de que o tarifaço deve representar mais uma mudança no nível de preços do que um processo inflacionário. “Por isso você não vê uma desancoragem na inflação nos outros períodos”, afirmou.

    Galípolo também observou que, daqui para a frente, a expectativa é de menor pressão inflacionária devido ao efeito da inteligência artificial (IA) sobre o ganho de produtividade, o que tende a permitir um “mercado de trabalho mais solto”. “Essa combinação de ganho de produtividade com o mercado de trabalho mais solto teria um cenário menos inflacionário”, disse.

    Ele destacou que essa é a visão da maior parte dos investidores estrangeiros, mas enfatizou que há mais cautela entre banqueiros centrais. “Sempre existe uma ressalva maior por parte dos banqueiros centrais e, por parte do mercado, acho um otimismo maior em relação ao da IA.”

    As declarações foram feitas durante palestra no XP Fórum Político & Macro 2025, realizado em São Paulo.

    Galípolo: impactos das tarifas não ocorreram como imaginado; há discussão se é defasagem –

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  • Ex-chefe da Receita envolvido no caso de joias de Bolsonaro é demitido pela CGU

    Ex-chefe da Receita envolvido no caso de joias de Bolsonaro é demitido pela CGU

    De acordo com a publicação do Diário Oficial desta segunda-feira (1), a CGU adotou, como fundamento, o relatório final do processo disciplinar aberto contra o servidor que concluiu que ele descumpriu deveres funcionais do cargo. Gomes também está impedido, pela portaria, de ocupar cargo público federal pelo prazo de cinco anos.

    (CBS NEWS) – O ex-secretário da Receita Federal Julio Cesar Vieira Gomes, envolvido no caso da liberação das joias presenteadas pela Arábia Saudita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi demitido no último dia 25 pela CGU (Controladoria-Geral da União).

    De acordo com a publicação do Diário Oficial desta segunda-feira (1), a CGU adotou, como fundamento, o relatório final do processo disciplinar aberto contra o servidor que concluiu que ele descumpriu deveres funcionais do cargo. Gomes também está impedido, pela portaria, de ocupar cargo público federal pelo prazo de cinco anos.

    O ex-secretário confirmou, em depoimento à Polícia Federal, ter tratado diretamente com Bolsonaro sobre a liberação dos bens que haviam sido apreendidos na alfândega do aeroporto de Guarulhos (Grande São Paulo).

    A reportagem ainda não localizou nesta segunda (1º) a defesa de Vieira Gomes. Em manifestações anteriores, ele disse ter seguido todas as orientações legais e negou tentativa de interferência.

    Em 2023, a Folha de S.Paulo revelou, com base em relatos feitos em condição de anonimato, que Bolsonaro e o ex-secretário haviam falado sobre o assunto por telefone em 27 de dezembro de 2022, dias antes do fim do mandato do então presidente.

    A existência da ligação representava o primeiro indício de participação direta do então mandatário na tentativa de liberação dos itens.

    O ex-chefe da Receita afirmou à corporação ter conversado sobre o assunto com Bolsonaro em duas ocasiões. A primeira foi um encontro pessoal na primeira quinzena de dezembro de 2022, possivelmente no Palácio do Planalto. A segunda foi o telefonema do dia 27 de dezembro.

    No relatório final sobre o caso, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente sob a afirmação de que houve desvio ou tentativa de desvio de itens cujo valor de mercado chega a R$ 6,8 milhões.

    A primeira reunião com Bolsonaro em que o caso das joias foi tratado ocorreu, de acordo com o depoimento do ex-chefe da Receita, para apresentação do balanço de sua gestão na chefia do Fisco.

    “Ao final da reunião, o presidente da República questionou ao declarante se tinha ciência de alguma apreensão da Receita Federal decorrente de uma viagem para Arabia Saudita”, diz a transcrição do depoimento feita pela PF.
    “O declarante respondeu que não tinha ciência, mas que iria pesquisar. […] Quando voltou ao gabinete da Receita Federal solicitou para algum servidor que não se recorda para verificar se realmente existia apreensão e, naturalmente, o detalhamento desta apreensão.”
    A seguir, o ex-chefe da Receita diz ter passado o resultado da pesquisa para o tenente-coronel Mauro Cid, então chefe da Ajudância de Ordens de Bolsonaro.

    “Não houve nenhuma providência, nem iniciativa por quem quer que seja, nem pelo declarante, acerca dessa informação nos dias seguintes.”

    A segunda conversa entre ambos foi no dia 27 de dezembro. “Julio Cesar afirmou que no dia 27 de dezembro de 2022 recebeu uma ligação de Jair Bolsonaro para agradecê-lo pela sua gestão e, nessa oportunidade, o ex-presidente perguntou se teria informações sobre a pesquisa solicitada dias antes sobre as joias retidas. Julio Cesar teria dito ao então presidente Jair Bolsonaro que repassou as informações a Mauro Cid”, escreve a PF em seu relatório.

    A PF concluiu que o ex-presidente cometeu crimes de associação criminosa (com previsão de pena de reclusão de 1 a 3 anos), lavagem de dinheiro (3 a 10 anos) e peculato/apropriação de bem público (2 a 12 anos).

    Auxiliares de Bolsonaro também foram alvos de indiciamento, incluindo o ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque e Mauro Cid, que firmou delação premiada com a polícia.

    Ex-chefe da Receita envolvido no caso de joias de Bolsonaro é demitido pela CGU

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  • Djavan fará turnê pelo Brasil em 2026

    Djavan fará turnê pelo Brasil em 2026

    Djavan anunciou a turnê Djavanear 50 anos. Só Sucessos em 2026, celebrando sua carreira com shows em 11 capitais brasileiras. O repertório inclui clássicos como “Sina”, “Oceano” e “Flor de Lis”. A estreia será em São Paulo, dia 9 de maio, com ingressos entre R$ 210 e R$ 595.

    (CBS NEWS) – Djavan fará uma turnê pelo Brasil em 2026. O projeto chamado “Djavanear 50 anos. Só Sucessos” celebra o aniversário de carreira do cantor com shows em 11 capitais do país.

    O repertório dos shows passa por toda a discografia do artista, incluindo sucessos como “Sina”, “Oceano”, “Samurai” e “Flor de Lis”.

    A pré-venda de ingressos começou nesta segunda (1º) para quem é cliente do Banco do Brasil. A venda geral acontece na quarta (3), a partir das 11h, pela plataforma Ticketmaster.

    O cantor começa a turnê em São Paulo, com show dia 9 de maio no Allianz Parque. Na modalidade inteira, as entradas variam entre R$ 210, na cadeira superior, e R$ 595, na pista premium. Para assistir ao espetáculo na cadeira inferior, é preciso desembolsar R$ 520. Já a pista comum sai por a partir de R$ 295.

    Depois da apresentação em São Paulo, Djavan segue com apresentações até 5 de dezembro. Veja, a seguir, as cidades, datas e valores dos ingressos da turnê do cantor.

    Salvador (23/5) – a partir de R$ 210
    Fortaleza (30/5) – a partir de R$ 200
    Curitiba (13/6) – a partir de R$ 200
    Brasília (27/6) – a partir de R$ 210
    Belo Horizonte (18/7) – a partir de R$ 210
    Rio de Janeiro (1 e 2/8) – a partir de R$ 210
    Florianópolis (29/8) – a partir de R$ 200
    Belém (24/10) – a partir de R$ 200
    Recife (31/10) – a partir de R$ 380

    O show em Maceió está confirmado para 5 de dezembro de 2026, mas o local e a data de início das vendas ainda não foram divulgados.

    Djavan fará turnê pelo Brasil em 2026

  • Câmara faz vistas grossas e preserva Ramagem, Eduardo Bolsonaro e Zambelli

    Câmara faz vistas grossas e preserva Ramagem, Eduardo Bolsonaro e Zambelli

    A Câmara mantém indefinição sobre Alexandre Ramagem, condenado e foragido nos EUA, repetindo postura diante de Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli. Apesar de decisões do STF, ambos seguem com mandatos e assessores. O Conselho de Ética evita punições, enquanto Hugo Motta posterga análise de perda de cargos.

    (CBS NEWS) – A indefinição sobre o caso do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) é o mais novo capítulo da prática da Câmara de até agora fazer vistas grossas em relação a deputados bolsonaristas que estão fora do Brasil para evitar processos judiciais e que têm mantido o mandato parlamentar.

    Eduardo Bolsonaro (PL-SP) falta às sessões desde março, período em que a manutenção de seus assessores custou mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos. Carla Zambelli (PL-SP) está presa na Itália e foi afastada do cargo, mas a Câmara posterga há cinco meses o cumprimento da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), proibiu que eles votassem do exterior nas sessões remotas, com o uso do celular, mas manteve até agora os mandatos deles e o uso de assessores -mesmo nos casos em que há decisão judicial para que fossem retirados do cargo.

    O Conselho de Ética da Câmara também evitou tratar do tema. Procurados, Motta e a assessoria institucional da Câmara não comentaram.

    Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo está nos Estados Unidos desde março, quando fugiu do Brasil alegando que o STF recolheria seu passaporte para evitar que articulasse internacionalmente contra o julgamento de seu pai.

    O sistema da Câmara registra a presença dele em apenas 13 sessões de plenário neste ano, com falta não justificada em outras 50. Ele não foi nenhum dia às comissões. Apesar disso, não perderá o mandato em 2025 pelo excesso de faltas -o regimento da Câmara prevê esta análise a partir de 5 de março do ano seguinte.

    Eduardo praticamente não recebeu salários desde então. Ele ficou afastado por quatro meses, mas precisou retomar o mandato porque este é o prazo máximo das licenças para tratar de assuntos privados. Em julho, recebeu R$ 17 mil, antes do bloqueio de pagamento de remuneração por decisão do STF.

    A Câmara ainda cobra R$ 13.941 dele pela devolução do salário em razão de faltas injustificadas em março, o que levou à inscrição de seu nome na Dívida Ativa da União. O reembolso de gastos com a cota parlamentar também está suspenso, mas Eduardo mantém nove assessores, ao custo de R$ 132 mil por mês.

    O parlamentar ainda pode ser motivo de uma nova polêmica ao plenário da Câmara. Na terça (25), a Primeira Turma do STF tornou-o réu sob denúncia de crime de coação. Ele é acusado de atuar nos Estados Unidos para ameaçar o Judiciário a suspender o processo contra seu pai.

    O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), disse à reportagem que solicitou ao partido que peça a suspensão da ação penal contra Eduardo, baseado em artigo da Constituição que autoriza o Legislativo a sustar o andamento de processos contra parlamentares. A sigla ainda não oficializou esse pedido.

    O Conselho de Ética da Câmara já rejeitou, por 11 votos a 7, que ele fosse alvo de um processo disciplinar por atuar para que os EUA aplicassem sanções ao Brasil para pressionar contra o julgamento de seu pai. Bolsonaro foi mencionado pelo presidente doi país, Donald Trump, ao impor um tarifaço contra produtos brasileiros.

    Já Ramagem fugiu para os Estados Unidos durante o julgamento da trama golpista pelo STF, processo no qual foi condenado a 16 anos e um mês de prisão por participar da tentativa de um golpe. O Supremo também determinou a perda do mandato, mas Motta ainda avalia se repetirá o procedimento adotado com Zambelli, de enviar para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), ou se a Mesa Diretora da Câmara decretará a perda do mandato.

    Parlamentares afirmam haver dúvidas se o plenário declarará a perda de mandato de Ramagem neste caso. Em maio, a Câmara aprovou a suspensão desse mesmo processo por 315 votos a 143, sob o argumento de que o parlamentar estava sendo perseguido. O STF só acatou a paralisação do julgamento de dois dos cinco crimes de que ele estava sendo acusado.

    Ramagem está com um mandado de prisão em aberto, pela fuga e pelo trânsito em julgado (fim da possibilidade de recursos) de sua condenação. Ele teria se mudado em setembro para um condomínio de luxo na cidade de North Miami, na Flórida, enquanto gravava vídeos e votava à distância nas sessões da Câmara, amparado por um atestado médico.

    No caso de Zambelli, a análise da perda do mandato foi enviada por Motta à CCJ em 12 de junho, e a tramitação na comissão ainda não foi finalizada. O parecer do relator Diego Garcia (Republicanos-PB) deve ser apresentado aos membros e votado na CCJ nesta terça-feira (2), quando termina o prazo de cinco sessões contados a partir do fim das diligências.

    Essa etapa foi encerrada no último dia 13 e levou mais de dois meses, com oitivas de testemunhas em duas sessões e o depoimento da própria Zambelli, que participou de forma remota do presídio na Itália, ao longo do mês de setembro.

    Depois disso, Garcia aguardou o envio pelo STF de documentos da ação solicitados por ele e fez uma consulta à área técnica da Câmara sobre a possibilidade de utilizar informações dos autos, que tramitam sob sigilo, na elaboração de seu relatório, o que também estendeu o processo.

    Câmara faz vistas grossas e preserva Ramagem, Eduardo Bolsonaro e Zambelli

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  • Scarlett Johansson reitera apoio a Woody Allen em acusações de abuso sexual

    Scarlett Johansson reitera apoio a Woody Allen em acusações de abuso sexual

    Scarlett Johansson reafirmou em entrevista ao The Telegraph seu apoio a Woody Allen diante das acusações de abuso feitas por Dylan Farrow nos anos 1990. A atriz, que já havia defendido o cineasta em 2019, disse valorizar integridade e destacou que às vezes é preciso saber o momento certo de falar.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Scarlett Johansson reiterou, em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, seu apoio a Woody Allen em relação às acusações de abuso sexual feitas pela enteada do cineasta, Dylan Farrow, nos anos 1990. A declaração acontece pouco após o aniversário de 90 anos do cineasta.

    “Você nunca sabe qual será o efeito dominó, exatamente”, disse ela ao ser questionada se o apoio dado há seis anos, em meio ao movimento MeToo, teria prejudicado sua carreira. “Mas minha mãe sempre me encorajou a ser eu mesma e me ensinou a importância de ter integridade e de defender aquilo em que acredita.”

    Em 2019, quando inúmeras acusações contra grandes nomes de Hollywood vinham à tona, o caso de Allen voltou a ganhar repercussão. Johansson é, até hoje, uma das poucas atrizes da indústria a defender publicamente o diretor, com quem trabalhou em “Ponto Final: Match Point”, “Scoop: O Grande Furo” e “Vicky Cristina Barcelona”.

    À época, ela disse à revista americana The Hollywood Reporter que amava o diretor, que acreditava nele e que trabalharia com ele a qualquer momento.

    Na entrevista de agora, Johansson disse ainda que, por outro lado, “é importante saber quando não é o seu momento [de falar]”. “Eu não quero dizer que as pessoas devem se silenciar, mas às vezes não é a sua hora. Isso é algo que eu entendi enquanto amadurecia”, afirmou.

    Scarlett Johansson reitera apoio a Woody Allen em acusações de abuso sexual

  • Messias aciona 'modo atirador', busca Pacheco e aposta em ajuda de ministros do STF

    Messias aciona 'modo atirador', busca Pacheco e aposta em ajuda de ministros do STF

    O indicado ao STF enfrenta forte resistência no Senado, tenta ampliar apoios em reuniões individuais e aguarda uma conversa entre Lula e Alcolumbre para destravar a tramitação de sua nomeação.

    O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF), inicia a semana tentando reverter o cenário desfavorável no Senado e buscar votos decisivos para sua aprovação.

    Articuladores do governo ouvidos pelo Estadão/Broadcast afirmam que Messias já adotou a estratégia de “atirar para todo lado”, marcando o maior número possível de reuniões presenciais com senadores, favoráveis ou não ao seu nome. Quando não é recebido, continua insistindo por telefone. A sabatina está marcada para 10 de dezembro, data que o governo tenta adiar.

    Outra frente de atuação ocorre dentro do próprio STF. Nos últimos dias, ministros como André Mendonça, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques telefonaram a parlamentares pedindo apoio ao indicado.

    Messias também tenta agendar uma reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que era cotado para a vaga. O encontro é visto pelo governo como um possível gesto de pacificação com aliados de Pacheco.

    Na semana passada, o AGU concentrou suas primeiras conversas com governistas que tendem a apoiá-lo, incluindo integrantes do PSD, segunda maior bancada da Casa, e com Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável pela sabatina. Também esteve com parlamentares do MDB, do PT e com o relator da indicação, Weverton (PDT-MA), que comparou a tarefa a “uma granada sem pino”, devido à dificuldade de convencer os colegas.

    Agora, Messias precisa avançar sobre senadores mais resistentes, especialmente do centro e da oposição. PL, PSD e MDB ainda não planejam reuniões internas para definir posição conjunta, sob o argumento de que o voto é pessoal e secreto.

    No PL, alguns já declararam voto contrário, mas estima-se que a bancada possa entregar dois ou três votos ao AGU, influenciados pela afinidade religiosa e pelo apoio de André Mendonça. Já os partidos de centro afirmam que não se trata de uma decisão partidária, e que Messias terá de convencer cada senador individualmente.

    Relação Lula–Alcolumbre e seus efeitos

    O governo acompanha com atenção a tensão entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Insatisfeito com a escolha de Messias — e defensor do nome de Pacheco —, Alcolumbre divulgou no fim de semana uma nota criticando a “falsa impressão” de que a crise entre os Poderes poderia ser resolvida com “ajustes fisiológicos”. Ele afirmou que cabe ao Senado aprovar ou rejeitar o indicado ao STF.

    A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, rebateu nas redes sociais, dizendo que o governo jamais reduziria a relação institucional com o presidente do Senado a “negociações de cargos e emendas”.

    Alcolumbre tem dito aos colegas que não sabotará a indicação, mas também não a apoiará. Ainda assim, marcou a votação para 10 de dezembro, dando a Messias pouco mais de duas semanas para reunir os 41 votos necessários.

    Diante das resistências, o governo segurou o envio oficial da mensagem de indicação ao Senado — limitou-se a publicá-la no Diário Oficial da União. Sem a mensagem, a tramitação não começa. Na CCJ, comenta-se que, enquanto o documento não chegar, o calendário permanece em aberto. A leitura do requerimento está prevista para quarta-feira, 3, ainda sem confirmação.

    O atraso é visto como tentativa de empurrar a votação para 2026, dando mais tempo para articulações. “Não há por que falar em votação no dia 10 se a documentação ainda não foi encaminhada”, disse o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP).

    O governo nega que haja manobra, mas admite que a mensagem só será enviada após uma conversa entre Lula e Alcolumbre, na tentativa de distensionar o clima: “Não existe estratégia elaborada. O envio ocorrerá no momento em que o presidente da República conversar com o presidente do Senado”, afirmou Randolfe.
     

     
     

    Messias aciona 'modo atirador', busca Pacheco e aposta em ajuda de ministros do STF

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  • OpenAI trabalha em plataforma de publicidade no ChatGPT, mostra versão de teste de app

    OpenAI trabalha em plataforma de publicidade no ChatGPT, mostra versão de teste de app

    A OpenAI trabalha em uma ferramenta de propaganda para o ChatGPT, segundo vazamento do app beta para Android. O código inclui referências a anúncios e busca, sinalizando modelo similar ao Google. A empresa busca novas receitas diante de altos custos de nuvem, enquanto Sam Altman admite não descartar publicidade.

    (CBS NEWS) – A OpenAI já trabalha em uma ferramenta de propaganda para o ChatGPT, mostra um vazamento do último sábado (28). Mecanismo é o primeiro passo para a venda de anúncios publicitários.

    Trechos do código da versão de testes do aplicativo do chatbot para Android incluem referências a “ads”, uma sigla para publicidade em inglês (advertising). O script é a estrutura básica para implementar direcionamento de anúncios. O foco parece ser o mecanismo de busca, em um modelo de negócios similar ao do Google.

    Os indícios foram encontrados por Tibor Blaho, o engenheiro-chefe de um programa feito para otimizar o uso do ChatGPT e do concorrente Claude. “Na versão beta mais recente do app do ChatGPT para Android, ao comparar com a versão anterior, vi novas linhas como ‘recurso de anúncios’, ‘conteúdo do bazar’, ‘anúncio de pesquisa’ e ‘carrossel de anúncios para busca’ que não estavam lá antes”, escreveu Blaho no X (ex-Twitter).

    A startup de inteligência artificial, hoje a mais valiosa do mundo (valor de mercado estimado em US$ 500 bilhões), busca novas fontes de receita para suprir seu alto investimento na contratação de serviços de nuvem.

    O banco britânico HSBC estima que a OpenAI, mesmo se multiplicar sua base de assinantes do serviço premium e tiver sucesso na venda de anúncios, precisará de US$ 207 bilhões em 2030 para bancar seus atuais contratos com provedores de computação avançada. É esse o serviço que permite o desenvolvimento e funcionamento das IAs contemporâneas.

    Procurada por meio de sua assessoria de imprensa, a startup respondeu.

    Desde o lançamento da rede social baseada em vídeos de IA Sora em setembro, a OpenAI fez uma série de anúncios de produtos: o navegador Atlas, os bate-papos em grupo no ChatGPT e, agora, a possível ferramenta de propaganda.

    A criadora do ChatGPT tem um braço dedicado a desenvolver produtos lucrativos desde 2022, quando o executivo Nick Turley foi contratado do serviço de armazenamento na nuvem Dropbox. Além dos produtos citados, foi esse o departamento responsável por deixar o ChatGPT mais popular e bajulador, mostra reportagem do New York Times.

    Desde então, equipe de Turley recebeu reforços de ex-funcionários da Meta, a dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, e um império da publicidade digital. 

    Hoje, 30% da equipe de 3.000 pessoas da OpenAI veio do conglomerado de redes sociais, mostra levantamento do site especializado The Information -são 630 egressos da Meta.

    Ainda de acordo com o The Information, a empresa discute se pode usar o mecanismo de personalização do ChatGPT para direcionar as propagandas. É essa a ferramenta que faz o chatbot lembrar conversas anteriores e ajustar seu tom a depender do interlocutor.

    A ativação de recursos de privacidade no ChatGPT, hoje, já compromete o funcionamento desse mecanismo de memória.

    Enquanto os funcionários discutem como acrescentar publicidade nas plataformas de IA, o CEO da OpenAI, Sam Altman, já vem ajustando seu discurso sobre propaganda nos últimos meses.

    No início do ano, ele dizia que anúncios seriam um “último recurso” -“algo singularmente pertubador”. No mês passado, Altman afirmou, em entrevista a um podcast especializado, que os considera “um pouco desagradáveis”, mas que não são descartáveis.

    OpenAI trabalha em plataforma de publicidade no ChatGPT, mostra versão de teste de app

  • Bocardi pula pergunta sobre Taylor Swift e perde prêmio no Show do Milhão

    Bocardi pula pergunta sobre Taylor Swift e perde prêmio no Show do Milhão

    Rodrigo Bocardi participou do Show do Milhão Celebridades e decidiu parar o jogo diante de uma pergunta sobre música, evitando perder dinheiro. Sem saber que o álbum 1989 era de Taylor Swift, e com universitários também sem resposta, levou R$ 40 mil para casa em vez dos R$ 60 mil possíveis.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Rodrigo Bocardi, 49, participou ontem do Show do Milhão Celebridades, no Programa Silvio Santos (SBT), e deixou de levar R$ 60 mil para casa.

    O jornalista optou por não responder uma pergunta considerada “fácil”. A pergunta, que viralizou nas redes sociais, era sobre música: “O álbum ‘1989’ é um grande sucesso de qual cantora?”. As opções de resposta eram: ‘Adele, Ariana Grande, Katy Perry e Taylor Swift.

    Bocardi não sabia a resposta e pediu ajuda aos universitários, que também não sabiam qual seria a alternativa correta. “Que situação! Não presto atenção no nome do álbum, eu danço a música de acordo com o que ela toca. E agora ela está tocando para eu pedir ajuda para os universitários”, disse.

    O grupo de universitários, formado por João Silva, Nany People e Silvia Abravanel, também não sabia a resposta e o jornalista optou por parar o jogo. Assim, ele levou R$ 40 mil para casa. Caso respondesse errado, sairia com R$ 20 mil. A resposta correta era Taylor Swift.

    Bocardi pula pergunta sobre Taylor Swift e perde prêmio no Show do Milhão