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  • “É um problema da sociedade”. Abel Ferreira comenta ‘caso Prestianni’

    “É um problema da sociedade”. Abel Ferreira comenta ‘caso Prestianni’

    Abel Ferreira também comentou o caso de racismo que envolve Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior. O técnico do Palmeiras preferiu não entrar em detalhes sobre o episódio ocorrido em Benfica x Real Madrid, optando por abordar o tema de forma mais ampla.

    “Eu não gosto de fazer julgamentos, porque não sou juiz nem tenho essa competência. Eu defendo valores, defendo respeito, defendo a dignidade humana, defendo a justiça, defendo a educação, defendo a solidariedade”, começou, em entrevista coletiva, citado pelo Globoesporte.

    “Infelizmente vivemos uma crise de valores na sociedade. E a sociedade sou eu, é você, somos nós. Não é um problema do futebol, é um problema da sociedade. Todos temos que nos respeitar, todos temos que ser solidários uns com os outros, ter empatia uns com os outros”, prosseguiu.

    Na sequência, o treinador português voltou a mencionar o caso específico ocorrido na última terça-feira, no Estádio da Luz, afirmando acreditar “que ninguém esteja feliz com o que aconteceu, nem o lado A nem o lado B”.

    Abel Ferreira reforçou sua posição sobre o tema, admitindo que, apesar das discussões, a sociedade faz muito pouco. “Infelizmente falamos muito, debatemos muito e radicalizamos uma opinião contra a outra. Fazemos muito pouco”, disse, antes de refletir sobre o momento atual.

    “Tenho 47 anos e, para mim, estamos na pior fase em termos de valores humanos. Nós somos sociedade, devemos viver como sociedade”, comentou.

    Por fim, o português reiterou que não quer julgar o que aconteceu entre Prestianni e Vinícius, até porque não conhece todos os detalhes do caso.

    “Não tenho muita informação sobre esse caso específico. Acho que será julgado, não sei exatamente o que aconteceu. Não julgo, porque não tenho fundamentos. Nós, como sociedade, estamos aquém do que podemos fazer”, concluiu.

    A versão de Prestianni à UEFA
    Gianluca Prestianni já apresentou à UEFA sua versão dos fatos sobre o ocorrido no jogo de ida dos playoffs de acesso às oitavas de final da Liga dos Campeões da UEFA.

    De acordo com a emissora argentina TyC Sports, o atacante teria afirmado que chamou Vinícius Júnior de “maricón” (“maricas”) e não de “mono” (“macaco”).

    Assim, Prestianni teria admitido ter feito um comentário homofóbico, e não racista, contrariando a versão apresentada por Vinícius Júnior.

    O processo, contudo, está sob responsabilidade de um inspetor independente nomeado pela UEFA, que pode levar até três semanas para reunir todas as provas necessárias e concluir o caso.

    Vale lembrar que o jogador do Benfica pode ser punido com até dez partidas de suspensão.

    O que aconteceu no Estádio da Luz?
    Tudo começou aos 50 minutos, depois de Vinícius Júnior marcar um belo gol e comemorar, segundo o árbitro François Letexier, de maneira provocativa.

    O brasileiro recebeu cartão amarelo, e a confusão teve início quando o jogador do Real Madrid se dirigiu ao árbitro para relatar que Gianluca Prestianni teria lhe chamado de “macaco”.

    O protocolo antirracismo estabelecido pela UEFA foi acionado, e a partida ficou interrompida por dez minutos. Prestianni também recebeu cartão amarelo posteriormente, e o jogo seguiu até o apito final.

    “É um problema da sociedade”. Abel Ferreira comenta ‘caso Prestianni’

  • Manchester City aproveita deslize do Arsenal e aproxima-se da liderança

    Manchester City aproveita deslize do Arsenal e aproxima-se da liderança

    A terceira vitória consecutiva do Manchester City na Premier League deixou a equipe de Pep Guardiola mais próxima do Arsenal, que no domingo enfrenta o Tottenham Hotspur no histórico dérbi do norte de Londres. O resultado também consolidou o segundo lugar do City, agora com cinco pontos de vantagem sobre o Aston Villa, terceiro colocado, que empatou em casa com o Leeds United por 1 a 1.

    Rúben Dias (substituído de forma surpreendente no intervalo), Matheus Nunes e Bernardo Silva, como capitão, começaram como titulares pelos Citizens. No entanto, o destaque da partida foi o meio-campista Nico O’Reilly, de apenas 20 anos e formado nas categorias de base do clube, que marcou aos 14 e aos 27 minutos. No meio disso, aos 22, Lewis Hall chegou a empatar o jogo.

    O’Reilly, inglês com raízes jamaicanas, já havia marcado dois gols pela equipe principal do Manchester City anteriormente, mas pela FA Cup.

    Com a derrota, o Newcastle United segue na 10ª colocação, com 36 pontos, mas pode perder a posição caso Sunderland ou o Fulham, comandado por Marco Silva, vençam o confronto entre si no domingo.

     

    Manchester City aproveita deslize do Arsenal e aproxima-se da liderança

  • Lula diz que deseja que Brasil receba 'tratamento igualitário' de Trump

    Lula diz que deseja que Brasil receba 'tratamento igualitário' de Trump

    O presidente do Brasil pediu hoje a Donald Trump que trate todos os países de forma igual, depois de o líder norte-americano ter imposto tarifas adicionais de 15% sobre as importações.

    Quero dizer ao presidente dos EUA, Donald Trump, que não queremos uma nova Guerra Fria”, ressaltou Luiz Inácio Lula da Silva, em Nova Délhi, onde cumpre visita oficial.

    “Não queremos qualquer interferência em nenhum outro país; queremos que todos os países sejam tratados de forma igual”, disse Lula aos jornalistas.

    O presidente brasileiro afirmou que não comentaria decisões dos tribunais de outros países, mas demonstrou otimismo em relação à visita planejada a Washington em março.

    “Estou convencido de que as relações entre o Brasil e os Estados Unidos voltarão à normalidade após nossa conversa”, declarou Lula.

    “O mundo não precisa de mais turbulência; precisa de paz”, reforçou o líder brasileiro, que chegou à Índia na quarta-feira para participar de uma cúpula sobre inteligência artificial.

    Após meses de crise, Lula e Donald Trump têm se reunido diversas vezes desde o primeiro encontro oficial, em outubro.

    Como resultado dessa reaproximação, o governo norte-americano isentou vários produtos brasileiros que estavam sujeitos a tarifas de 40% nos EUA.

    Washington também suspendeu as sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, relator do processo que levou à condenação por tentativa de golpe de Estado do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump.

    O presidente norte-americano anunciou no sábado que a nova tarifa alfandegária global aumentará de 10% para 15% “com efeito imediato”, após o Supremo Tribunal dos Estados Unidos considerar ilegais grande parte das taxas impostas por ele.

    “Como presidente dos Estados Unidos da América, vou aumentar com efeito imediato as tarifas globais de 10% (…) para o nível totalmente autorizado (…) de 15%”, escreveu Donald Trump em sua rede social, a Truth Social.

    Na sexta-feira, também pela mesma plataforma, Trump anunciou que havia assinado “uma tarifa global de 10% sobre todos os países”.

    Em entrevista coletiva, Trump afirmou que iria impor a nova tarifa global de 10% e acusou o Supremo Tribunal de ter cedido a “influências estrangeiras” ao anular as taxas previamente impostas por ele.

    Essa nova taxa será somada às “tarifas normais já em vigor”, declarou o republicano, sugerindo que a maioria dos acordos comerciais com os EUA permanece válida.

    “O acordo com a Índia continua em vigor”, exemplificou, acrescentando que “todos os acordos” seguem válidos e que Washington apenas irá “proceder de forma diferente”.

    O presidente norte-americano classificou a decisão do Supremo Tribunal dos EUA como “profundamente decepcionante”, afirmando que os juízes que votaram pela anulação das tarifas foram “antipatrióticos e desleais” à Constituição.

    Lula diz que deseja que Brasil receba 'tratamento igualitário' de Trump

  • Carlos diz que Bolsonaro faz da prisão lista de pré-candidatos a Senado e governos estaduais pelo PL

    Carlos diz que Bolsonaro faz da prisão lista de pré-candidatos a Senado e governos estaduais pelo PL

    Carlos, que visitou o pai na Papudinha, onde ele está preso após ter sido condenado por uma tentativa de golpe após a derrota nas eleições de 2022, disse que Bolsonaro pediu ao filho para informar os aliados sobre a confecção da listagem.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prepara uma lista de pré-candidatos ao Senado, aos governos estaduais e “a outras participações políticas igualmente relevantes”, escreveu o vereador Carlos Bolsonaro (PL) no X neste sábado (21).

    Carlos, que visitou o pai na Papudinha, onde ele está preso após ter sido condenado por uma tentativa de golpe após a derrota nas eleições de 2022, disse que Bolsonaro pediu ao filho para informar os aliados sobre a confecção da listagem.

    “Mesmo diante da evidente degradação de sua saúde, mantém-se focado, lúcido e construtivo”, afirmou o vereador sobre o pai.

    Carlos também escreveu que Bolsonaro “continua soluçando intensamente” e que apresentou uma “crise severa de vômitos” ao longo da tarde de sexta-feira (20). Naquele dia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contra a concessão da prisão domiciliar para o ex-presidente, como pede sua defesa.

    Como mostrou a Folha, Bolsonaro tem recebido visitas na Papudinha de pré-candidatos que buscam a bênção do ex-presidente para se lançarem em seus redutos eleitorais.
    Carlos disse ainda que encontrou e apertou a mão dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL) e Ubiratan Sanderson (PL), que também visitaram Bolsonaro neste sábado (21).

    Nikolas e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) tiveram uma desavença pública nos últimos dias. Em entrevista ao SBT News, na sexta (20), o filho do ex-presidente afirmou que Nikolas e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) não têm demonstrado o devido apoio à pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

    Após visitar Bolsonaro, Nikolas rebateu as críticas de Eduardo, disse que o ex-deputado “não está bem” e defendeu Michelle.

    Na última semana, como noticiou a Folha, o anúncio de um protesto de direita para o dia 1º de março voltou a expor um atrito entre Nikolas, que chamou a manifestação sob o lema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”, e uma ala bolsonarista, mais ligada a Eduardo e Flávio, que avalia não ser estratégico priorizar agora o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli.

    São recorrentes as reclamações sobre uma suposta tentativa de Nikolas de se descolar de Bolsonaro e privilegiar o próprio engajamento e crescimento político –o que aliados do deputado resumem como “dor de cotovelo” e disputa por protagonismo.
    Em algumas ocasiões no passado, Eduardo já havia acusado o deputado de não se engajar como poderia nas pautas em defesa do bolsonarismo.

    A relação conflituosa reflete o racha dentro da própria família Bolsonaro. Enquanto Eduardo acumula atritos com Nikolas, Michelle –que é alvo da artilharia dos filhos do marido– apoia o deputado.

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  • Afinal, tarifa de 10% passa para 15%: "Permitido e legalmente testado"

    Afinal, tarifa de 10% passa para 15%: "Permitido e legalmente testado"

    O presidente norte-americano, Donald Trump, revelou, este sábado, que a tarifa global de 10% anunciada ontem passará, afinal, para os 15%, após a anulação da maioria das taxas por ele impostas.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou neste sábado que a tarifa global de 10% decretada na véspera passará, afinal, para 15%, depois de a Supremo Tribunal dos Estados Unidos ter anulado a maioria das taxas impostas por ele.

    “Com base em uma análise minuciosa, detalhada e completa da decisão ridícula, mal redigida e extraordinariamente antiamericana sobre tarifas emitida ontem, após MUITOS meses de reflexão, pelo Supremo Tribunal dos Estados Unidos, esta declaração serve para informar que eu, como presidente dos Estados Unidos da América, irei, com efeito imediato, aumentar a tarifa mundial de 10% sobre países — muitos dos quais têm ‘roubado’ os EUA durante décadas, sem retaliação (até eu chegar!) — para o nível totalmente permitido e legalmente testado de 15%”, escreveu Trump na Truth Social.

    O chefe de Estado acrescentou que, “nos próximos meses, o Governo Trump determinará e anunciará as novas tarifas legalmente permitidas”, a fim de dar “continuidade ao [seu] processo extraordinariamente bem-sucedido de tornar a América grande novamente — MAIOR DO QUE NUNCA!!!”, garantiu.


    Vale lembrar que, na sexta-feira, o magnata havia anunciado a imposição de uma tarifa global de 10%, poucas horas depois de seis dos nove juízes que compõem a Suprema Corte norte-americana terem votado pela anulação das medidas. Apesar das duras críticas de Trump, é importante destacar que a maioria dos magistrados é, assim como o próprio presidente, de perfil conservador.

    Especificamente, os três juízes liberais — Ketanji Brown Jackson, Elena Kagan e Sonia Sotomayor — e os três juízes conservadores — Amy Coney Barrett, Neil Gorsuch e John Roberts — votaram a favor da revogação das tarifas, enquanto Brett Kavanaugh, Samuel Alito e Clarence Thomas divergiram.

    Afinal, tarifa de 10% passa para 15%: "Permitido e legalmente testado"

  • “É inaceitável”. Filipe Luís esclarece posição sobre ‘caso Prestianni’

    “É inaceitável”. Filipe Luís esclarece posição sobre ‘caso Prestianni’

    Filipe Luís voltou a se pronunciar sobre o caso de racismo que envolve Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior, depois de ter sido mal interpretado em suas primeiras declarações sobre o tema.

    O técnico do Flamengo havia sido questionado sobre o assunto na Argentina, na última quinta-feira, após a derrota para o Lanús. Na ocasião, Filipe Luís falou sobre a forma como foi recebido no país e afirmou que sempre foi bem tratado, chegando a se referir ao “caso Prestianni” como um ato isolado.

    As declarações do brasileiro, porém, não foram bem recebidas, e ele sentiu a necessidade de reformular seu posicionamento, esclarecendo sua visão sobre o racismo dentro e fora do futebol.

    “Reconheço que o que disse, diante da extrema sensibilidade do tema, pode ter dado margem a interpretações distintas. Por isso, considero fundamental reforçar publicamente a minha posição, que é, e sempre foi, inegociável: o racismo é crime no Brasil e deveria ser tratado com o mesmo rigor em todos os países”, afirmou.

    “Trata-se de uma conduta inaceitável, que deve ser combatida e punida de maneira firme. O futebol, como espaço de diversidade e integração, não pode tolerar qualquer forma de discriminação”, acrescentou.

    “Reforço que, antes da partida, expus minha visão sobre o episódio e classifiquei como covarde a atitude do jogador que cobriu a boca para praticar atos racistas. Jamais colocaria em dúvida a palavra da vítima em um caso grave como este”, comentou.

    Por fim, Filipe Luís manifestou “total apoio a Vinícius Júnior por mais um episódio lamentável de racismo no esporte” e lamentou que situações como essa continuem a se repetir.

    As primeiras declarações de Filipe Luís

    Após o primeiro jogo da final da Supercopa Sul-Americana contra o Lanús, Filipe Luís foi convidado a comentar o assunto do momento. Em Buenos Aires, o treinador do Flamengo elogiou o país de Gianluca Prestianni e afirmou que um “ato isolado” não muda sua opinião sobre a Argentina.

    “Sempre fui bem tratado aqui na Argentina, adoro a Argentina. Fui muito feliz aqui, só tenho elogios para este país tão lindo. Um caso isolado como esse não influencia em nada o que penso sobre o país”, declarou.

    Ainda assim, o brasileiro apontou que o jogador do Benfica “terá que pagar” caso tenha proferido algum insulto racista. No entanto, adotou um tom cauteloso, sem assumir uma posição mais contundente, o que acabou sendo mal interpretado por parte dos torcedores.

    “Esse é um tema muito mais delicado do que se imagina, envolve muitas coisas. Para mim é simples: o garoto cobriu a boca e não deveria ter coberto a boca para dizer o que queria dizer. Isso gerou toda essa confusão. Agora é a palavra de um contra o outro. É muito delicado, mas a verdade é que, se ele disse, tem que pagar por isso. Mas repito: é a palavra de um contra o outro, e não sou eu quem pode julgar”, concluiu.

    Vale lembrar que o caso de Gianluca Prestianni está sendo investigado pela UEFA, e o jogador já teria sido ouvido pela entidade. De acordo com a emissora argentina TyC Sports, o ponta do Benfica teria afirmado que chamou Vinícius Júnior de “maricón” (“maricas”) e não de “mono” (“macaco”).

    Caso Prestianni seja considerado culpado, pode enfrentar uma punição de até dez jogos de suspensão por ato racista.

    “É inaceitável”. Filipe Luís esclarece posição sobre ‘caso Prestianni’

  • Após conquistar internet, Punch já tem amigos: "Resiliência"

    Após conquistar internet, Punch já tem amigos: "Resiliência"

    O macaco Punch, de apenas sete meses, tornou-se viral depois de ter surgido num vídeo agarrado a um macaco de peluche. A cria foi abandonada pela mãe e os seus tratadores deram de presente a ele um boneco para que fosse um apoio emocional.

    Punch — ou Panchi-ku —, um macaco de sete meses, está conquistando a cidade de Ichikawa, no Japão, além de pessoas de outros países, por causa de sua história comovente. Após ser abandonado pela mãe, ele encontrou conforto em um macaco de pelúcia enquanto tenta se integrar a outros macacos.

    O filhote viralizou nas redes sociais depois que foi compartilhado um vídeo em que Punch aparece abraçado ao macaco de pelúcia, que lhe foi dado por um tratador do zoológico como apoio emocional.

    O carinho dos internautas por Punch só aumentou à medida que novas imagens foram divulgadas. Em várias delas, é possível ver o pequeno macaco sempre sozinho, sem nunca largar seu “amiguinho” de pelúcia.

    No entanto, sua popularidade na internet não se refletia entre os outros macacos. Em um dos vídeos, Punch tenta se aproximar de outro filhote, mas acaba sendo empurrado por um adulto, o que gerou uma onda de carinho e preocupação nas redes sociais.

    Na rede social X (antigo Twitter), chegou até a ser criada a hashtag “HangInTherePunch” (“Força, Punch”, em tradução livre).

    Após a repercussão do vídeo em que o pequeno Punch é empurrado, o zoológico divulgou um comunicado informando que “a fêmea adulta que afastou Punch provavelmente é a mãe da filhote com quem ele tentou interagir”.

    “Ela provavelmente sentiu que sua cria estava sendo incomodada e ficou irritada”, diz a nota.

    No entanto, no dia 6 de fevereiro, o zoológico garantiu que Punch já estava mais integrado e começando a criar laços com seus companheiros, compartilhando inclusive alguns vídeos do filhote de sete meses ao lado de outros macacos.

    Posteriormente, o zoológico afirmou que Punch estava fazendo progressos: “Com o passar dos dias, o número de macacos com os quais Punch interage tem aumentado”, surgindo novos vídeos onde o pequeno surge abraçado a um macaco – vídeo que pode ver acima.

    Felizes com a adaptação de Punch, o jardim zoológico registou um aumento do número de visitantes porque todos o querem conhecer. 

    Mas não fica por aqui, uma vez que há até grandes marcas que têm demonstrado apoio ao pequeno Punch. Aliás, o prefeito de Ichikawa, Ko Tanaka, compartilhou, na terça-feira passada, uma publicação junto da presidente e diretora de Sustentabilidade da IKEA Japão, onde afirma que estavam sendo doadas várias unidade do macaco de pelúcia, assim como outros brinquedos para Punch.

    Entretanto, na sexta-feira, o Jardim Zoológico voltou a reiterar que “nenhum macaco demonstrou agressividade contra Punch”, pedindo ao público para “apoiar os esforços dele em vez de sentirem pena”. 

    “Apesar de por vezes ser repreendido [por outros macacos], Punch tem demonstrado resiliência e força mental”, diz o comunicado.

    Após conquistar internet, Punch já tem amigos: "Resiliência"

  • Investigação na Receita amplia desconfiança entre STF e setores do governo Lula

    Investigação na Receita amplia desconfiança entre STF e setores do governo Lula

    Enquanto magistrados suspeitam terem sido ilegalmente investigados, tendo Receita e Polícia Federal como alvo dessas suposições, os responsáveis pela investigação temem ser usados como bodes expiatórios do caso Banco Master.

    CATIA SEABRA E ADRIANA FERNANDES
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – As investigações do STF (Supremo Tribunal Federal) contra servidores da Receita Federal ampliaram o clima de desconfiança entre ministros do tribunal e setores do governo Lula.

    Enquanto magistrados suspeitam terem sido ilegalmente investigados, tendo Receita e Polícia Federal como alvo dessas suposições, os responsáveis pela investigação temem ser usados como bodes expiatórios do caso Banco Master.

    Depois que o ministro Alexandre de Moraes determinou que fossem rastreados os acessos a dados fiscais de cerca de 140 pessoas, incluindo parentes até terceiro grau de magistrados, uma ala do STF quer saber se informações coletadas clandestinamente foram usadas para municiar investigações a cargo da Polícia Federal.

    Entre integrantes da corte, essas suspeitas não recaem sobre a alta cúpula do governo Lula. Mas ministros desconfiam que auditores da Receita tenham repassado para investigadores dados fiscais de integrantes da corte e seus parentes, sem prévia autorização do tribunal.

    Na prática, esse procedimento poderia permitir questionamentos sobre o inquérito, prejudicando a apuração das fraudes cometidas pelo Master e levando a punição severa de auditores .

    Segundo nota divulgada pelo STF, foram identificados “diversos e múltiplos acessos ilícitos” ao sistema da Receita Federal, seguindo-se de posterior vazamento das informações sigilosas.

    Para aliados de Lula, culpar os órgãos serviria como tentativa de desqualificar provas contidas em reportagens que ligam magistrados ou seus parentes a pessoas envolvidas no escândalo do Master.

    O governo acompanha a situação com cautela. Auxiliares do presidente recomendam uma blindagem para evitar que o Planalto e ministérios sejam atingidos por estilhaços na guerra entre membros do STF, da Polícia Federal e, agora, da Receita Federal.

     

    Na última semana, quatro servidores do Fisco foram alvo de operação do PF por suspeita de acessarem dados sigilosos. Como mostrou a Folha, o trabalho de rastreamento da Receita confirmou a suspeita de quebra de sigilo de dados de ministros e familiares e também reuniu fortes indícios de que as informações foram transferidas a terceiros.

    Integrantes da gestão petista entendem que o STF tem a Receita na mira. Por isso, emissários do governo têm atuado para reafirmar aos magistrados que não há qualquer tentativa de ingerência no processo, apesar do apoio declarado ao trabalho do Banco Central, da Receita e da PF. Os ministros mais incomodados com os vazamentos são Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

    Os auxiliares de Lula têm ponderado aos ministros do Supremo que a quebra de sigilo fiscal por servidores da Receita não tem participação de sua cúpula. E ainda que o acesso ilegal aos dados pelos funcionários que fazem mau uso da senha funcional é 100% rastreável pelos sistemas de segurança do órgão, como ocorreu nesse episódio.

    Eles afirmam que os vazamentos são graves, mas não implicam responsabilidade da Receita pelo que está sendo investigado pela PF no caso Master. A avaliação é que o incidente de acesso ilegal pode até ajudar a desviar atenção do envolvimento de ministros com o dono do Master, Daniel Vorcaro, mas que não vai funcionar colocar a Receita como bode expiatório, como ocorreu com a PF.

    Um ministro de Lula alerta que o governo não pode gastar energia fazendo as instituições brigarem entre si e que deve colocar o seu foco em Vorcaro, que praticou malfeitos que vão custar mais de R$ 55 bilhões ao sistema bancário, além do rombo no BRB (Banco de Brasília). O buraco no banco público terá que ser coberto com recursos do Governo do Distrito Federal -em última instância, do contribuinte.

    Na opinião de aliados de Lula, a substituição na relatoria do caso Master, que passou do ministro Dias Toffoli para André Mendonça -indicado ao tribunal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)- servirá para demarcar esse afastamento do governo.

    Há duas semanas, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, se encontrou com o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, e entregou um relatório com informações extraídas do celular de Vorcaro contendo menções a Toffoli.

    O clima de desconfiança dos ministros do STF está instalado desde o ano passado. Dois integrantes da corte chegaram a se queixar a integrantes do Palácio do Planalto do material entregue ao presidente da corte. Para os magistrados, essa apuração foi feita de forma ilegal porque não teve autorização do STF.

    A investigação da Receita foi determinada por Moraes justamente pela desconfiança do ministro de que poderia ter havido quebra de dados fiscais ligados a integrantes da corte. A ordem ocorreu após o jornal O Globo revelar o valor de um contrato milionário entre a mulher do magistrado e Vorcaro e a evolução do patrimônio dela.

    Depois, o ambiente no STF piorou. O relatório apresentado pelos investigadores sacramentou a saída de Toffoli do caso Master, mas, mesmo após a troca do ministro responsável pelo caso, o clima ainda é de desconfiança. Uma demonstração desse desconforto está na decisão de Mendonça que limitou o acesso aos documentos aos investigadores diretos, impedindo encaminhamento a superiores.

    Investigação na Receita amplia desconfiança entre STF e setores do governo Lula

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  • Zé Felipe receberá R$ 500 milhões pela Wepink em divórcio com Virginia

    Zé Felipe receberá R$ 500 milhões pela Wepink em divórcio com Virginia

    A disputa é apontada como a mais valiosa já registrada no Brasil em um processo de dissolução conjugal, sendo considerada o divórcio mais caro do país. No centro da partilha está a empresa de cosméticos WePink, que registrou faturamento de R$ 1,4 bilhão em 2025. No mercado, empresas com desempenho semelhante podem atingir valuation equivalente a até duas vezes o faturamento anual, o que colocaria a marca em torno de R$ 3 bilhões.

    O cantor Zé Felipe acionou a Justiça para solicitar uma auditoria sobre os bens constituídos durante o casamento com a influenciadora e empresária Virginia Fonseca. O processo tramita na 6ª Vara de Família de Goiânia e inclui um pedido de bloqueio imediato de R$ 100 milhões das contas da ex-companheira como medida de garantia patrimonial. De acordo com o artista, existem indícios de possíveis inconsistências ou omissões na composição do patrimônio apresentado.

    A disputa é apontada como a mais valiosa já registrada no Brasil em um processo de dissolução conjugal, sendo considerada o divórcio mais caro do país. No centro da partilha está a empresa de cosméticos WePink, que registrou faturamento de R$ 1,4 bilhão em 2025. No mercado, empresas com desempenho semelhante podem atingir valuation equivalente a até duas vezes o faturamento anual, o que colocaria a marca em torno de R$ 3 bilhões.

    Virginia possui 33% das cotas da companhia, ao lado de sócios como Samara Pink, Thiago Stabile e Lucas Chaopeng. Considerando essa estimativa de mercado, a fatia da influenciadora pode alcançar aproximadamente R$ 1 bilhão.

    Como o casamento foi celebrado sob o regime de comunhão parcial de bens e não houve pacto antenupcial excluindo participações societárias, a legislação determina que os bens adquiridos durante o matrimônio integrem o patrimônio comum. Com base nisso, Zé Felipe pleiteia metade do valor referente às cotas adquiridas por Virginia no período da união.

    Se a avaliação da empresa for confirmada judicialmente, o cantor poderá receber cerca de R$ 500 milhões relativos à participação na WePink, consolidando o caso como o divórcio mais caro do Brasil.

    O bloqueio de R$ 100 milhões pedido na ação tem natureza cautelar e busca assegurar eventual compensação financeira. Nos bastidores, avalia-se que, diante da complexidade patrimonial, uma solução pode envolver a cessão de outros bens, como imóveis e aeronaves, mantendo o controle societário da marca.

    Embora não exerça função administrativa na empresa, Zé Felipe poderá ter reconhecido o direito à metade do valor das cotas da ex-esposa, além de parte dos lucros e dividendos distribuídos ou devidos desde 2021.

    Zé Felipe receberá R$ 500 milhões pela Wepink em divórcio com Virginia

  • Meia da Chape sobreviveu a tiro no rosto e relembra violência

    Meia da Chape sobreviveu a tiro no rosto e relembra violência

    RENAN LISKAI
    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O ano de 2026 marca a estreia de João Vitor, volante da Chapecoense, na Série A do Brasileirão. Mas isso não aconteceria se ele não tivesse escapado de uma tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte) em 2019.

    SOBREVIVENTE

    João Vitor estava em momento-chave na carreira quando o caso aconteceu. O meio-campista havia acabado de voltar da disputa da Copinha e, aos 20 anos, vivia a transição da base para o profissional.

    O atleta e um primo participavam de uma confraternização em família, em João Pessoa (PB), e haviam saído de moto para buscar uma roupa quando foram atacados por ladrões. João levou um tiro no rosto.

    “Fui vítima de latrocínio, tomei um tiro no rosto, foi um dia terrível. Estava na garupa da moto e foi completamente do nada mesmo. Não chegaram para falar nada, só escutei o cara gritando: ‘ei’. Quando eu fui virar o rosto para ver se eu conhecia, só escutei o tiro. Me assustei, senti o impacto e a única reação que eu tive foi de correr. Pulei da moto e entrei dentro de uma casa de um pessoal que abriu a porta para mim”, disse João Vitor, ao UOL.

    A bala atingiu o maxilar de João Vitor. O jogador precisou fazer uma cirurgia após ter a região do rosto trincada e passou praticamente um ano parado.

    A pausa na carreira prejudicou os planos do jogador. O estafe dele analisava algumas ofertas de clubes, mas precisou parar as tratativas. Foi neste período em que ele pensou em parar de jogar.
    “Tudo ficou mais difícil para mim depois disso no meio do futebol. Era um ano de progressão, de sair da base para conseguir um clube no profissional. Havia algumas propostas. Perdi um ano da minha vida. hoje é só uma história, um testemunho que eu tenho de vida e que me ajudou a chegar onde eu cheguei”, disse João Vitor.

    João não tem uma cicatriz tão evidente, mas tenta não lembrar do que aconteceu. O jogador se apegou à família e aos amigos ao longo dos anos para deixar o caso de lado e seguir a vida.

    “Eu procuro não lembrar, mas foi uma coisa que me marcou bastante. Não fiz terapia porque depois que aconteceu eu fiquei no hospital, tive que fazer cirurgia. Meu apoio assim foi em Deus, na minha família e em alguns amigos próximos. Eu não podia me locomover, não podia estar na rua, fazer nada. Eles iam na minha casa, que vivia cheia de gente. Isso foi o que me ajudou, me fortaleceu mais. Foi onde eu fui esquecendo disso”, disse João Vitor.

    GUINADA E NOVO MOMENTO

    A carreira deu uma guinada desde a volta aos gramados. João Vitor teve a primeira oportunidade no profissional pelo CSP-PB, em 2020. De lá para cá, ele passou por Primavera-SP, Caldense-MG, Operário VG-MT, Vila Nova-GO, Avaí e Chapecoense.

    João Vitor saiu da Série D para a Série A em um espaço de cinco anos e vive o auge da sua carreira. Em 2021, ele jogava a última divisão nacional pela Caldense e, em 2026, os 27 anos, foi contratado pela Chapecoense e fez sua estreia na elite do futebol brasileiro na semana passada, durante o empate da equipe com o Coritiba por 3 a 3.

    A chegada à Chape veio após destaque na última Série B por um rival. João Vitor foi titular absoluto do Avaí, não conseguiu ajudar a equipe a subir, mas chamou a atenção.

    “É um sonho realizado. Acho que todo mundo, quando é criança, quer ser jogador, e quando se torna jogador, quer chegar ao nível máximo. Fico feliz e demorou para a ficha cair um pouco, mas agora caiu e estou bastante feliz com isso […] Na série D é muita dificuldade: logística, alojamento… Eu não morava em apartamento, morava em alojamento. Trago toda essa dificuldade, faço a minha força, levo como superação. O segredo é nunca desistir de nada. Seja no jogo, seja na vida, seja em tudo”, disse João Vitor.

    ANO DA CHAPECOENSE

    A Chapecoense está invicta no Brasileirão após três rodadas. A equipe catarinense tem uma vitória (Santos) e dois empates (Vasco e Coritiba), soma cinco pontos e vive seu terceiro melhor começo de Série A na história. Mesmo assim, o foco é um só: não cair.

    “É um campeonato muito difícil, tem muitos clubes grandes com muito orçamento. O da Chape é o segundo ou terceiro menor. Mas o que vale é o que está acontecendo dentro de campo. É um grupo unido, trabalhador. Nossa meta é a permanência, a gente tem que saber da nossa realidade também” disse João Vitor.

    Em paralelo ao Brasileirão, a Chapecoense luta pelo título do Campeonato Catarinense. A equipe está na semifinal do Estadual e perdeu o jogo de ida para o Brusque por 1 a 0, fora de casa. O duelo de volta ocorre neste domingo (22), às 18h, na Arena Condá.

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