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  • Brasil criou 1,27 milhão de vagas formais no ano passado, pior saldo desde 2020, aponta Caged

    Brasil criou 1,27 milhão de vagas formais no ano passado, pior saldo desde 2020, aponta Caged

    Ao longo de 2025, houve 26,59 milhões contratações e 25,3 milhões de desligamentos; Ministro do Trabalho atribui resultado à taxa de juros; desemprego está na mínima histórica

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Em 2025, o Brasil teve o pior resultado na geração de empregos formais desde de 2020, com a criação de 1,27 milhão de novos postos entre janeiro e dezembro, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quinta-feira (29).

    Ao longo de 2025, houve 26,59 milhões contratações e 25,3 milhões de desligamentos, com número de celetistas indo de 47,1 milhões para 48,4 milhões. O aumento no total de vagas formais é de 2,71%, percentual menor do que os registrados em 2023 (3,3%) e 2024 (3,69%).

    O resultado de dezembro também mostrou uma piora na comparação com 2024, com saldo negativo de 618 mil postos de trabalho formais. O número representa uma queda de 1,26% na comparação com o último ano.

    No acumulado do ano, todos os principais agrupamentos de atividades econômicas tiveram aumento nas contratações. O maior crescimento foi de serviços, com 758 mil postos formais, um aumento de 3,29%. O segundo setor com maior saldo foi de comércio, com 247 mil novos postos formais.

    Por estado, no acumulado de janeiro a dezembro, as maiores altas foram no Amapá, onde houve aumento de 8,4% no total de postos de trabalho formais, na Paraíba, onde houve aumento de 6%, e em Piauí, com 5,81%. O pior resultado foi no Espírito Santo, onde houve um aumento de apenas 1,52%.

    O ministro Luiz Marinho, de Trabalho e Emprego, atribuiu o resultado menor em dezembro à alta da taxa de juros. Nesta quarta (28), o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu manter a taxa Selic em 15%, percentual que permanece inalterado desde a metade de 2025.

    Segundo o ministro, a política monetária tem afetado investimentos e a desaceleração do ritmo de crescimento da economia. Ele afirma que, se houver demora na redução dos juros, ainda haverá um tempo para que isso seja sentido pelo mercado, o que comprometeria o resultado do restante do ano.

    “Procurei dialogar com Banco Central, mostrando o que a gente conseguia interpretar das atas e que poderia levar a um processo de desaceleração do ritmo [da economia]. Enxergava, institia que iríamos ter processo de diminuição de velocidade. É o que o BC esperava e trabalhou para diminuir, dada a sua responsabilidade de cumprimento nas metas. Mas isso reflete em queimar orçamento para pagar juros.”

    O ministro disse ainda que o tarifaço do presidente americano Donald Trump, que chegou a sobretaxar importações brasileiras em 50%, gerou impactos menores do que a Selic elevada, devido à abertura de mercado do Brasil para outros países. O setor de indústria, que foi um dos mais afetados pela política de Trump, teve a criação de 144 mil empregos formais.

    “O impacto do tarifaço foi amenizado pela política do governo para abrir novos mercados. Isso deu uma minimizada muito grande”, disse Marinho.

    O resultado negativo na formalidade surge apesar de o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrar que o Brasil vem seguindo uma tendência de renovar a mínima histórica de desemprego. No trimestre até novembro do ano passado, a taxa de desocupação foi a 5,2%, menor percentual desde 2012, início da série histórica.

    Brasil criou 1,27 milhão de vagas formais no ano passado, pior saldo desde 2020, aponta Caged

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  • Ex-jogador do Corinthians e Palmeiras atropela e mata idoso no RS

    Ex-jogador do Corinthians e Palmeiras atropela e mata idoso no RS

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O ex-volante Magrão, que acumulou passagens por times como Palmeiras, Corinthians e Inter, se envolveu um acidente que acabou com uma pessoa morta no Rio Grande do Sul.

    Magrão dirigia pela BR-101, na região de Maquiné, na tarde da última sexta-feira. A cidade litorânea do Rio Grande do Sul fica a cerca de 130 km da capital Porto Alegre.

    Ele foi surpreendido com um homem que atravessava a estrada em local proibido e tentou desviar, mas não conseguiu evitar o acidente. A vítima era um idoso de 75 anos, segundo a PRF.
    O ex-jogador, que não se feriu, parou para prestar socorro e acionou as autoridades. O homem atropelado, no entanto, morreu no local – o teste de bafômetro do atual comentarista esportivo deu negativo.

    Ao UOL, Magrão emitiu um comunicado lamentando o ocorrido e se solidarizando com a família da vítima. Ele afirmou que está “profundamente abalado” com o acidente.

    O QUE MAGRÃO FALOU?

    Eu, Márcio Rodrigues, venho por meio deste comunicado informar que, infelizmente, estive envolvido em um acidente na BR-101, na tarde da última sexta-feira, dia 23 de janeiro.

    No momento do ocorrido, eu retornava do trabalho e trafegava pela rodovia dentro do limite de velocidade permitido, quando fui surpreendido por um pedestre atravessando a pista em local proibido para a passagem de pedestres. Tentei desviar, mas, infelizmente, não foi possível evitar o acidente.

    De forma imediata, estacionei o veículo em local seguro e tomei todas as providências cabíveis: acionei a Polícia Rodoviária Federal e o SAMU, buscando o pronto atendimento à vítima. Permaneci no local até a conclusão da ocorrência, realizei o teste do bafômetro, que apontou resultado negativo para ingestão de álcool, e prestei depoimento às autoridades competentes.

    Estou profundamente abalado com tudo o que aconteceu. Têm sido dias muito difíceis, nos quais tenho me apoiado na minha família. A dor de estar envolvido em um acidente dessa natureza é imensa.

    Tenho plena consciência de que o sofrimento que enfrento não se compara, em nenhuma medida, à dor da família da vítima. Que Deus conforte o coração dos familiares e amigos e conceda força a todos neste momento tão difícil.

    Ex-jogador do Corinthians e Palmeiras atropela e mata idoso no RS

  • Técnico do West Ham lamenta saída de Paquetá

    Técnico do West Ham lamenta saída de Paquetá

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Técnico do West Ham, Nuno Espírito Santo lamentou a saída de Lucas Paquetá, que desembarcou no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (29) para assinar com o Flamengo por cinco anos.

    “Lucas deixou claro que queria voltar para casa. É um jogador e uma pessoa especial […] Não se pode substituir o Lucas, porque ele é único. Ele é o número 10 por suas habilidades especiais. Você não encontrará muitos jogadores como Lucas no mercado. Temos que seguir com o que temos”, disse o técnico.

    O comandante, porém, destacou que a transferência do meio-campista poderia ter acontecido em outro momento. O West Ham briga contra o rebaixamento no Campeonato Inglês e ocupa a 18ª colocação, com 20 pontos, cinco a menos que o Nottingham Forest, primeiro fora do Z-3.

    “Com relação ao clube, não foi a melhor forma, acho que tudo poderia ser diferente, mas as circunstâncias são o que são, ele [Paquetá] queria ir para o Brasil. […] Se fosse em outra parte da temporada, se nós não estivéssemos na situação que estamos.”

    O time inglês receberá 42 milhões de euros (R$ 260 milhões) do Flamengo pela negociação. Paquetá se tornou a contratação mais cara da história do futebol brasileiro.

    O jogador se emocionou ao comentar o retorno ao Rubro-Negro: “Eu sei que talvez o Flamengo não precisasse de mim, mas eu precisava do Flamengo. Meu coração é Rubro-Negro”, disse à FlaTV.

    O valor da transferência foi fechado em 42 milhões de euros (R$ 260,5 milhões), com pagamento até 2028, e o meio-campista de 28 anos terá contrato de cinco anos. Essa se tornou a maior compra do futebol brasileiro

    Folhapress | 12:50 – 29/01/2026

    Técnico do West Ham lamenta saída de Paquetá

  • Toffoli manda PGR opinar se inquérito sobre influenciadores contra BC vai para 1ª instância

    Toffoli manda PGR opinar se inquérito sobre influenciadores contra BC vai para 1ª instância

    A PGR irá opinar se as apurações devem continuar sob supervisão do Supremo ou se elas devem ser enviadas para a primeira instância do Judiciário. Depois dessa manifestação, Toffoli decidirá sobre o prosseguimento da investigação

    (FOLHAPRESS) – O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu encaminhar para manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) a investigação sobre a rede de influenciadores que teria sido usada pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para descredibilizar o Banco Central.

    A PGR irá opinar se as apurações devem continuar sob supervisão do Supremo ou se elas devem ser enviadas para a primeira instância do Judiciário. Depois dessa manifestação, Toffoli decidirá sobre o prosseguimento da investigação.

    A Polícia Federal identificou aproximadamente 40 perfis que teriam sido contratados por Vorcaro para integrar o “Projeto DV”, referência às iniciais do empresário.

    O recrutamento dos perfis em redes sociais que fizeram um bombardeio digital contra Banco Central e investigadores no caso Master envolveu um contrato de confidencialidade de R$ 800 mil.

    A equipe responsável pela articulação das publicações enviou mensagens a influenciadores em meados de dezembro.

    Internamente, agentes da PF que acompanham o caso já chamam o esquema de “gabinete do ódio” de Vorcaro, em alusão à rede de influenciadores digitais de direita que era utilizada pelo governo de Jair Bolsonaro para espalhar fake news sobre o sistema eleitoral e sobre adversários políticos do ex-presidente.

    Ao Supremo, a defesa de Vorcaro rejeitou qualquer envolvimento com os perfis. 

    Os advogados disseram que o ex-banqueiro “nega veementemente qualquer envolvimento ou conhecimento sobre qualquer prática de difamação ou disseminação de fake news em face do Banco Central”.

    “[Vorcaro] cumpre rigorosamente as medidas cautelares que lhe foram impostas -embora entenda sua defesa que são desnecessárias e injustas- inclusive colaborando ativamente com as investigações em andamento, tendo respondido todas as indagações que lhe foram dirigidas em oitiva e acareação realizadas perante esta Suprema Corte no dia 30 de dezembro de 2025”, disseram.

    A informação sobre os contratos de influenciadores foi antecipada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. “Ofereceram valores expressivos”, disse o influenciador Rony de Assis Gabriel (PL-RS), que também é vereador por Erechim, a 370 quilômetros da capital gaúcha. Ele foi procurado, em 20 de dezembro, pelo marketeiro André Salvador, que disse estar com um trabalho de “gerenciamento de reputação e gestão de crise de um executivo grande”.

    Salvador contatou, em 21 de dezembro, o deputado estadual Léo Siqueira (Novo-SP). Na ocasião, o profissional de comunicação se apresentou como funcionário da agência Mithi, de Thiago Miranda, um dos sócios do Grupo Léo Dias. Ambos os parlamentares recusaram as propostas, de acordo com gravações de tela vistas pela reportagem.

    Toffoli manda PGR opinar se inquérito sobre influenciadores contra BC vai para 1ª instância

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  • Não queremos ninguém morto, mas democratas devem colaborar, diz enviado de Trump a Minneapolis

    Não queremos ninguém morto, mas democratas devem colaborar, diz enviado de Trump a Minneapolis

    Em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira (29), ele afirmou que está trabalhando para que o número de agentes federais seja reduzido em Minnesota. “Eu tenho equipe do CBP [Patrulha da Fronteira] e do ICE [polícia de imigração dos EUA] trabalhando em um plano de gradual de redução”

    (CBS NEWS) – Tom Homan, o encarregado das fronteiras e enviado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Minneapolis, disse que não quer ver ninguém morto e admitiu um plano para reduzir o número de agentes federais da imigração em Minnesota, mas com uma condição: a colaboração dos democratas à frente da cidade e do estado.

    Em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira (29), ele afirmou que está trabalhando para que o número de agentes federais seja reduzido em Minnesota. “Eu tenho equipe do CBP [Patrulha da Fronteira] e do ICE [polícia de imigração dos EUA] trabalhando em um plano de gradual de redução.”

    Entre as condições apresentadas está a necessidade de que as cadeias locais avisem o ICE sobre pessoas sob sua custódia que a agência pode remover do país. Segundo Homan, isso significaria que menos agentes precisariam estar nas ruas procurando por imigrantes que estão no país de forma ilegal.

    “Nos deem acesso a imigrantes ilegais, que representam ameaças à segurança pública, dentro da segurança e proteção de uma prisão”, disse Homan. Declarações parecidas já tinham sido dadas por Trump ao longo da semana.

    “Eu não estou aqui porque o governo federal levou esta missão de forma perfeita”, afirmou Homan. Desde segunda-feira, ele está na cidade que registrou a segunda morte de um americano em menos de um mês por agentes federais da imigração.

    No dia 7 de janeiro, um agente do ICE disparou contra Renee Good, 37, que não resistiu aos ferimentos. A agência alegou que ela tentou atropelar o funcionário federal, mas imagens do episódio desmentem a versão. No último sábado (24), agentes do CBP atiraram mais de dez vezes contra Alex Pretti, 37, durante a repressão aos protestos em Minneapolis. O enfermeiro também morreu em consequência dos disparos.

    Homan afirmou que não quer ver ninguém morrer. “Nem os oficiais, nem os membros da comunidade, nem os alvos das nossas operações”, disse ele, que negou que a operação contra imigrantes em situação irregular será abandonada. “Apenas estamos fazendo isso de maneira mais inteligente.”

    Em meio aos constantes protestos contra o ICE que têm sido registrados em Minnesota nas últimas semanas, Homan disse que aqueles que discordam das ações dos agentes devem protestar no Congresso, não no prédio da polícia. Também pediu que o que chama de “retórica de ódio” acabe e afirmou que tem “zero tolerância” para manifestantes que atacam ou impedem policiais de trabalhar.

    Questionado sobre o número de policiais que ainda estão na região, limitou-se a falar que “tem havido algumas rotações”. Evitou ainda comentar casos específicos e, quando questionado sobre as mortes de Good e Pretti, Homan se esquivou. “Não vou compartilhá-la [a opinião]. Vamos deixar a investigação acontecer.”

    A chegada de Homan em Minneapolis marcou a saída de Gregory Bovino, comandante da operação em Minneapolis, conhecido como um defensor da truculência das ações de deportação. Ele deixou o posto após a morte de Pretti, e Trump afirmou que algumas “pequenas mudanças” foram necessárias e definiu Bovino como um “cara meio excêntrico” que “talvez não tenha funcionado em Minneapolis”.

    Não queremos ninguém morto, mas democratas devem colaborar, diz enviado de Trump a Minneapolis

  • Hugh Jackman vive cantor que vê Neil Diamond para além do rótulo de um hit só

    Hugh Jackman vive cantor que vê Neil Diamond para além do rótulo de um hit só

    Filme com Hugh Jackman e Kate Hudson usa canções de Neil Diamond para contar a história real de uma dupla cover marcada por ambição, dificuldades financeiras, vício e superação, explorando a força emocional da música como elo entre passado, identidade e afeto

    (CBS NEWS) – Ao se falar em Neil Diamond, é comum que “Sweet Caroline” seja a primeira lembrança. Escrita para sua segunda esposa, a canção sobre amor e o entrelaçar de mãos marcou o primeiro grande sucesso do artista e, com o passar do tempo, teve a popularidade renovada ao se tornar um hino de celebração em partidas de futebol americano e outros esportes. Isso não significa, porém, que sua carreira – que vai de “America”, hit sobre a imigração para os Estados Unidos, a canções que flertam com a espiritualidade – se resuma a esse clássico pop.

    Em “Song Sung Blue”, que chega aos cinemas nesta quinta-feira (29), a redução da trajetória de Diamond, hoje aposentado das turnês, mas ainda dedicado às gravações, é justamente o motivo de inconformismo do personagem vivido por Hugh Jackman. Ele interpreta Mike Sardina, um cantor de beira de estrada que construiu sua carreira a partir de versões do músico americano. Na tela, o personagem defende um repertório tão diverso quanto o de seu intérprete, cuja voz surgiu nos palcos da Broadway e hoje ecoa nas salas de cinema ao redor do mundo.

    “Eu conhecia um décimo de tudo que Neil tem a oferecer antes desse projeto. Nós temos alcances vocais muito parecidos. Aprendo muito ao ver áreas da voz dele com as quais tenho dificuldade. Isso sem falar das letras encantadoras. Ele segue se reinventando conforme descobre novas coisas”, afirma Jackman à reportagem. Ele descreve o “diamante”, hoje com 84 anos, como uma eterna inspiração para a sua carreira.

    Reconhecido por seu papel como Wolverine, anti-herói de quadrinhos da Marvel com garras afiadas entre os dedos, Jackman agora atravessa os Estados Unidos com apresentações musicais. Entre desafios, como pular corda e outras acrobacias, ele reúne canções de marcos teatrais e números extraídos da própria filmografia, relembrando projetos como o circense “O Rei do Show” e outros sucessos.

    Em “Song Sung Blue”, a megalomania do artista entra em choque com shows de boteco que ajudam o personagem a sobreviver financeiramente. A luta pelo dinheiro se soma às batalhas diárias para superar o alcoolismo herdado da Guerra do Vietnã. Não por acaso, o título faz referência a uma música de Diamond sobre a necessidade de cantar a tristeza para encontrar alívio — ou, no caso do protagonista, o amor.

    Baseado em uma história real — e inspirado em um documentário independente que pode ser alugado no site pessoal do realizador Greg Kohs —, o longa acompanha a paixão que transformou Mike e Claire Sardina, vivida por Kate Hudson, conhecidos no meio artístico como Thunder e Lightning, na dupla cover definitiva para interpretar hits e raridades de Neil Diamond.

    Se há proximidade entre a multiplicidade de Jackman e a do cantor — que também passou por canções descontraídas como “Crunchy Granola Suite”, sobre a alimentação de um homem ligado à natureza —, Hudson também se liberta de estigmas de carreira. Ao interpretar uma mulher traumatizada por um acidente, ela se afasta de papéis cômicos que longas como “Como Perder um Homem em 10 Dias” impuseram à sua trajetória.

    Indicada ao Oscar de melhor atriz pelo papel, Hudson cita o vício e a tragédia como barreiras que podem ser superadas por meio da arte. “Lidar com a vergonha é algo muito complicado. Claire é um ser repleto de luz, mas são as pessoas ao redor e o seu sistema de apoio que realmente a ajudam. Isso vale não só para as artes, mas para qualquer grupo que construímos junto aos outros”, diz a atriz, que vem aparecendo em listas de apostas para a temporada de premiações.

    Para o diretor Craig Brewer, por outro lado, talvez a resposta esteja em um campo mais transcendental. Diversas cenas retratam as canções de Diamond como louvores. Sequências dedicadas a faixas como “Soolaimon” e “Holy Holy” desafiam Thunder e Lightning a alcançar os tais raios e trovões.

    “Já encontrei pessoas que queriam assistir ao filme porque os pais delas amavam Neil Diamond. Seria um modo de preservá-los na memória”, afirma o cineasta. “A música tem esse poder. Ela nos faz lembrar de eras que se passaram, amores que se perderam e pode até recuperar cheiros e sensações ligados a um lugar ou a uma história”, completa Brewer.

    SONG SUNG BLUE
    – Quando Estreia nesta qui. (29) nos cinemas
    – Classificação 14 anos
    – Elenco Hugh Jackman, Kate Hudson e Ella Anderson
    – Produção Estados Unidos, 2025
    – Direção Craig Brewer

    Hugh Jackman vive cantor que vê Neil Diamond para além do rótulo de um hit só

  • Trump chama Powell de 'idiota' e renova escalada de pressão contra Fed por cortes de juros

    Trump chama Powell de 'idiota' e renova escalada de pressão contra Fed por cortes de juros

    Após o banco central dos EUA manter os juros inalterados, o presidente intensificou as críticas a Jerome Powell, voltou a pedir cortes imediatos nas taxas e afirmou que a política monetária atual prejudica a economia e a segurança nacional do país

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar duramente o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, ao cobrar um corte imediato dos juros, um dia depois de o BC dos EUA manter as taxas inalteradas. Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que Powell, a quem voltou a apelidar de “Atrasado Demais”, “voltou a se recusar a cortar as taxas de juros, embora não tenha absolutamente nenhuma razão para mantê-las tão altas”.

    Segundo o presidente norte-americano, a postura do Fed “está prejudicando o nosso país e a sua segurança nacional”. Trump disse que os EUA deveriam ter uma taxa “substancialmente mais baixa agora que até esse idiota admite que a inflação não é mais um problema nem uma ameaça”, acrescentando que Powell “está custando à América centenas de bilhões de dólares por ano em despesas com juros totalmente desnecessárias e injustificadas”.

    O republicano também relacionou sua defesa por juros mais baixos à política tarifária. De acordo com ele, por conta de “volumes enormes de dinheiro que estão entrando no nosso país por causa das tarifas, deveríamos estar pagando a MENOR taxa de juros de qualquer país do mundo”. Trump afirmou que outras economias só são vistas como “elegantes, sólidas e de primeira linha” porque “os EUA permitem que sejam”, mesmo mantendo superávits comerciais com os americanos. Ele não mencionou a quais países se referia.

    Na publicação, Trump declarou ainda que tem sido “muito bom, gentil e cuidadoso com países do mundo inteiro” e que, “com um simples movimento da caneta, BILHÕES a mais entrariam nos EUA”. Ao final, reforçou o apelo ao banco central: “O Fed deveria reduzir substancialmente as taxas de juros, AGORA!”. Os EUA “DEVERIAM ESTAR PAGANDO TAXAS DE JUROS MAIS BAIXAS DO QUE QUALQUER OUTRO PAÍS DO MUNDO”, repetiu.

    O ataque ocorre após o Fed, na véspera, manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano e evitar sinalizar quando voltará a cortá-los, sob o argumento de não declarar vitória prematura contra a inflação.
     
     

    Trump chama Powell de 'idiota' e renova escalada de pressão contra Fed por cortes de juros

  • Ratinho Jr. defende indulto a Bolsonaro e expõe racha no PSD de Kassab

    Ratinho Jr. defende indulto a Bolsonaro e expõe racha no PSD de Kassab

    Ao lado dos governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho é um dos nomes do partido de Gilberto Kassab que pode disputar a Presidência no próximo ano

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), defendeu nesta quarta-feira (29) um indulto para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma trama golpista, e para os condenados por participação nos ataques do dia 8 de janeiro de 2023.

    Ao lado dos governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho é um dos nomes do partido de Gilberto Kassab que pode disputar a Presidência no próximo ano.

    “Esses vândalos, que erraram, têm que ser tratados como criminosos em cima de um crime de vandalismo. Mas, se for necessário para pacificar o país, é necessário fazer isso”, disse o governador em entrevista à CNN Brasil.

    Ratinho afirmou que a punição ao 8 de Janeiro foi excessiva e comparou o ataque a invasões de petistas à Assembleia Legislativa do Paraná.

    Lideranças do PSD se dividem sobre o tema. Caiado, que anunciou sua filiação à legenda nesta semana, já afirmou em diversas ocasiões que é favorável a uma anistia ampla e irrestrita, que também beneficiaria Bolsonaro.

    Leite, por outro lado, já disse que é contra a anistia, por considerá-la “ruim para o país”. Em entrevista à CNN, em março do ano passado, admitiu discutir a dosagem das penas para os que não estiveram envolvidos em atos de planejamento de um golpe de Estado.

    Sob pressão de bolsonaristas, Kassab afirmou em nota, em setembro, um dia após a condenação de Bolsonaro, sua posição a favor da anistia e “sua solidariedade ao ex-presidente”.

    Ratinho Jr. defende indulto a Bolsonaro e expõe racha no PSD de Kassab

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  • Queda da Selic no radar em março reforça apetite e Ibovespa vai a inéditos 186 mil pontos

    Queda da Selic no radar em março reforça apetite e Ibovespa vai a inéditos 186 mil pontos

    Expectativa de corte da Selic em março, alta das commodities e fluxo estrangeiro sustentam o otimismo no mercado. Ibovespa renova máximas históricas, com apoio de ações de peso como Petrobras e Vale, enquanto juros futuros e dólar recuam no início do pregão

    Um iminente corte de juros no Brasil pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em março estimula o Ibovespa no começo do pregão desta quinta-feira, 29, a despeito de o índice ter fechado ontem com mais uma marca inédita, aos 184.691,05 pontos, em alta de 1,52%. Apesar da indicação de recuo à frente da Selic, o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos seguirá elevado, o que aumenta a expectativa de que investidores estrangeiros continuem aportando na B3, ao menos por enquanto.

    A valorização de 1,78% do minério de ferro em Dalian, na China, e o avanço de cerca de 3,50% do petróleo no exterior também dão suporte ao mercado. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã ao afirmar que o tempo para a realização de um acordo nuclear estaria se esgotando.

    No pré-mercado de ações em Nova York, os índices avançam moderadamente, após o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) manter a taxa de juros estável nos Estados Unidos pela primeira vez desde julho do ano passado e evitar sinalizações sobre quando poderá voltar a flexibilizá-la.

    Segundo Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3, uma combinação de fatores sustenta o principal indicador da B3, como dados e balanços positivos nos EUA e o sinal de queda da Selic pelo Copom. “A alta das commodities e a sinalização de corte dos juros pelo Banco Central em março permitem o Ibovespa andar um pouco mais, em uma manhã ainda de queda dos juros futuros e do dólar, estimulando fluxo”, afirma.

    Também na véspera, após o fechamento da B3, o Copom manteve a taxa Selic em 15,00% ao ano, como esperado, e deixou claro que o próximo movimento será de queda. Muitos departamentos econômicos já previam o início dos cortes no encontro seguinte, em março, conforme mostrou a pesquisa Projeções Broadcast. Agora, diante do tom mais assertivo do comunicado, as apostas em um ritmo maior de redução do que 0,25 ponto porcentual não podem ser descartadas.

    “Há propensão ao risco, e isso se espalha para outros ativos brasileiros. Especialmente os juros futuros curtos caem. O dólar continua recuando, pois há muita gordura no carry trade. Mesmo se os Estados Unidos voltarem a cortar juros, a tendência é que investidores estrangeiros continuem surfando esse movimento. Ou seja, mesmo com queda da Selic, ainda falamos de uma taxa em torno de 12% ao final do ciclo, o que segue elevado”, avalia Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

    Para Lucca Macieira, analista de mercado da Victrix Capital, o Ibovespa reage de forma positiva após a decisão do Copom, principalmente por causa da comunicação do Banco Central. “Foi relativamente mais dovish do que o mercado esperava. Esse fator deve sustentar o otimismo para a bolsa brasileira”, estima.

    No comunicado, o Copom indicou que, caso o cenário esperado se confirme, antevê iniciar a flexibilização da política monetária já na próxima reunião, ao mesmo tempo em que reforçou que manterá o grau de restrição necessário para assegurar a convergência da inflação à meta. “A mensagem reforça que o processo de cortes será gradual e dependente de dados”, destaca Macieira.

    Entre os destaques da agenda desta quinta-feira estão os dados fiscais e o Caged, ambos referentes a dezembro de 2025. O Caged será divulgado às 14h30. Em relação às contas do governo central — Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central — houve superávit primário de R$ 22,107 bilhões em dezembro, após um período de déficit. O resultado ficou acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava superávit de R$ 16,850 bilhões. No acumulado do ano, o resultado foi um déficit primário de R$ 61,691 bilhões.

    Mais cedo, foi divulgado o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que subiu 0,41% em janeiro, após queda de 0,01% em dezembro. A variação mensal ficou levemente abaixo da mediana das estimativas do Projeções Broadcast, de 0,42%.

    No exterior, permanecem no radar a balança comercial, os pedidos semanais de auxílio-desemprego e o custo unitário da mão de obra nos Estados Unidos. Após o fechamento dos mercados, Apple e Visa divulgam seus balanços.

    Às 11h12, o Ibovespa subia 0,66%, aos 185.908,94 pontos, acumulando alta de 15,38% em janeiro. Na máxima, avançou 0,95%, alcançando 186.449,75 pontos, um ganho de quase 1.760 pontos em relação à mínima de abertura, aos 184.691,70 pontos.

    Entre as blue chips, Petrobras liderava os ganhos, com alta de até 2,80%, ainda refletindo a valorização superior a 3% do petróleo. Vale avançava 1,98%. No setor bancário, Bradesco operava estável, enquanto Banco do Brasil subia 1,65%, a maior alta do segmento. Papéis mais sensíveis aos juros também se destacavam, como Magazine Luiza, com avanço de 1,98%.
     

    Queda da Selic no radar em março reforça apetite e Ibovespa vai a inéditos 186 mil pontos

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  • Morre Maria Alcina, cantora portuguesa que popularizou o fado no Brasil, aos 86 anos

    Morre Maria Alcina, cantora portuguesa que popularizou o fado no Brasil, aos 86 anos

    A fadista, que era referência do gênero fora de Portugal, residia no Rio de Janeiro há mais de 70 anos e foi descrita pela nota do Clube Português como “portuguesa de nascimento e brasileira de coração”

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A cantora portuguesa Maria Alcina Pinto da Costa Duarte, um dos principais nomes do fado, gênero musical português, morreu na quarta-feira (28), aos 86 anos. A morte foi confirmada pelo Clube Português de Niterói.

    A fadista, que era referência do gênero fora de Portugal, residia no Rio de Janeiro há mais de 70 anos e foi descrita pela nota do Clube Português como “portuguesa de nascimento e brasileira de coração”.

    Mesmo assim, sua terra natal – Cetos, no município de Castro Daire – nunca se esqueceu de sua música, e Alcina dá nome a uma avenida.

    A cantora, que ficou conhecida como “Imperatriz do fado no Brasil”, é responsável pela fundação do restaurante “A Desgarrada”, em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, que virou ponto de valorização da cultura portuguesa. “Construiu uma trajetória marcada pela entrega, emoção e profundo respeito à música portuguesa”, diz o comunicado.

    O velório aconteceu nesta quinta (29) no Salão Nobre da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro.

    Morre Maria Alcina, cantora portuguesa que popularizou o fado no Brasil, aos 86 anos