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  • Aposentados que ainda trabalham querem reforçar renda e manter rotina, em prática crescente

    Aposentados que ainda trabalham querem reforçar renda e manter rotina, em prática crescente

    “O salário de aposentadoria é uma ajuda, não dá para a gente ficar parado. Tem que reforçar o lado financeiro, senão não dá para suprir”.

    GABRIELA CECCHIN E ANA PAULA BRANCO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O fiscal de obras Deusdédit Rodrigues, 70, se aposentou em 2017, mas nunca deixou de trabalhar. Permaneceu na construtora MBigucci até 2020, quando se afastou por causa da pandemia, e voltou ao cargo em 2022, onde atua até hoje. Ele acorda por volta das 4h, pega dois ônibus e metrô diariamente e diz que, se depender dele, continuará em atividade enquanto tiver saúde.

    “O salário de aposentadoria é uma ajuda, não dá para a gente ficar parado. Tem que reforçar o lado financeiro, senão não dá para suprir”, afirma.

    Casos como o de Deusdédit ajudam a explicar porque a aposentadoria deixou de significar, para uma parcela crescente dos brasileiros, a saída do mercado de trabalho. Em 2024, cerca de 1 em cada 4 pessoas com 60 anos ou mais estava ocupada, segundo dados do IBGE. O nível de ocupação desse grupo chegou a 24,4%, o maior da série histórica iniciada em 2012, desconsiderando o período da pandemia.

    Entre os homens idosos, 34,2% estavam trabalhando; entre as mulheres, 16,7%. Na faixa de 70 anos ou mais, 15,7% dos homens e 5,8% das mulheres seguiam no mercado.

    Hoje, Deusdédit vive apenas com a mulher, de 66 anos, que não tem contribuição para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Ele diz ter se surpreendido ao saber que a renda dele impede que a mulher receba o BPC (Benefício de Prestação Continuada). “Eu acho isso um absurdo. Ela me ajudaria muito se se aposentasse.”

    Apesar de não exigir esforço braçal intenso, Deusdédit considera o trabalho estressante. Ele é responsável pela etapa final dos apartamentos antes da entrega aos compradores. O aposentado supervisiona detalhes de acabamento e coordena equipes terceirizadas para garantir que tudo esteja em condições “de imóvel novo”, como ele define. No prédio sob sua responsabilidade, são cerca de 150 apartamentos.

    Pesquisa da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box aponta que a situação é comum. Cerca de 60% dos aposentados continuam trabalhando, segundo um levantamento da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box. Entre os entrevistados, 63% dizem que seguem na ativa para complementar a renda, 57% para manter uma vida mais dinâmica e 32% para continuar se sentindo produtivos. A pesquisa ouviu 952 pessoas entre dezembro e janeiro.

    O levantamento da Serasa mostra ainda que metade dos entrevistados já precisou recorrer ao crédito para pagar contas e despesas, enquanto 35% usam empréstimos para cobrir gastos considerados essenciais. Para 46%, o valor da aposentadoria não é suficiente para manter o padrão de vida anterior, 33% enfrentam dificuldades para manter as contas básicas em dia e 44% têm receio de precisar de ajuda financeira de outras pessoas.

    A doméstica Maria Aparecida Moura, 66, conhecida como Cida, foi registrada como babá há 20 anos, após trabalhar por décadas como diarista informal em São Bernardo do Campo (SP). Quando completou 62 anos, decidiu se aposentar por idade, com o salário mínimo.

    É possível se aposentar nessa modalidade mesmo sem os anos completos de contribuição exigidos na aposentadoria por tempo, que costuma garantir um benefício maior. “Eu não tinha essa informação na época que trabalhava sem registro. Eu só queria cuidar dos meus filhos”, diz.

    Nos últimos anos, a renda da aposentadoria se mostrou insuficiente diante de uma série de responsabilidades familiares. Há oito anos, sua filha mais velha morreu após um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e deixou uma bebê de seis meses. Dois anos atrás, o ex-marido, que morava no quintal da casa, sofreu quatro AVCs, ficou paralisado e passou a viver acamado. A aposentadoria do ex-marido cobre apenas uma cuidadora em meio período.

    A neta também precisa de acompanhamento psicológico para lidar com a morte da mãe.

    Diabética e com problemas vasculares, que causam dores nas pernas, Cida cuida do ex-marido e da neta com ajuda da filha mais nova e da irmã. “Hoje em dia não dá para viver só com aposentadoria. Aposentado não sobrevive”, afirma.

    Cida decidiu continuar trabalhando para a mesma família. Ela diz não saber quando conseguirá parar de trabalhar.

    Os dados do IBGE mostram que, embora os idosos ocupados tenham rendimento médio superior ao da população em geral, desigualdades persistem. Em 2024, o rendimento médio real habitual das pessoas com 60 anos ou mais foi de R$ 3.108, 14,6% acima da média dos trabalhadores. Mulheres idosas receberam R$ 2.718, contra R$ 4.071 dos homens.

    A principal forma de inserção dos idosos no mercado é o trabalho por conta própria, que responde por 43,3% das ocupações nessa faixa etária.

    A legislação permite que aposentados continuem trabalhando com carteira assinada, com manutenção dos direitos trabalhistas, segundo a advogada trabalhista Priscila Arraes, sócia do escritório Arraes & Centeno. “Os direitos trabalhistas permanecem porque decorrem da relação de emprego, não da aposentadoria”, afirma.

    A exceção é a aposentadoria por incapacidade permanente, que é suspensa se houver retorno ao trabalho. No caso da aposentadoria especial, o segurado pode trabalhar, desde que não volte a se expor aos agentes nocivos que deram origem ao benefício.

    Se trabalhar, o aposentado segue contribuindo ao INSS, mas não tem direito a recálculo do benefício nem a auxílios como o por incapacidade temporária. A contribuição é obrigatória e se baseia no princípio da solidariedade do sistema previdenciário.

    Aos 84 anos, o caminhoneiro Lourival Vieira também não cogita abandonar o trabalho. Aposentado há mais de 20 anos, ele nunca deixou a boleia. “Meu espírito não gosta de ficar parado. Já fiquei uns tempos, mas não me acostumei”, afirma.

    Casado há 62 anos, Lourival mora com a esposa e dois filhos solteiros. Entre 15% e 20% do que ganha é destinado a um projeto social mantido pela mulher que distribui brinquedos, roupas e cestas básicas para crianças de comunidades. “Quando eu posso ser útil para alguém, eu fico feliz.”

    A rotina, porém, envolve riscos. Ele já foi assaltado sete vezes e chegou a ser sequestrado com uma carga de bacalhau de R$ 1,8 milhão. “O único problema é o perigo, o resto a gente tira de letra.”
    A contadora Mônica Acencio, 58, se aposentou em 2019, mas seguiu na mesma empresa e função. “Quando chegou a aposentadoria, eu achei que não tinha nada a ver eu parar”, diz.

    A decisão, segundo ela, passou tanto pela necessidade financeira quanto pelo estilo de vida. Motoqueira, viaja longas distâncias e mantém um motoclube feminino. “Algumas amigas minhas que se aposentaram, menos de um ano depois começaram a ficar com estresse, com início de depressão. Eu vou trabalhar enquanto eu tiver saúde.”

    Para Priscila Arraes, esse tipo de decisão deve vir acompanhada de planejamento previdenciário. “É importante avaliar o valor da aposentadoria, a incidência de imposto de renda sobre a soma dos rendimentos e até o impacto sobre benefícios como plano de saúde”, diz.

    O metalúrgico Euclécio Cerri, 75, se aposentou aos 46 anos, por conta da insalubridade de sua profissão. Problemas de saúde o afastaram do trabalho direto com máquinas, mas ele seguiu atuando na empresa da família até sofrer um infarto aos 70 anos. Mesmo assim, trabalhou por mais dois anos. Hoje, vai à empresa apenas ocasionalmente, para orientar funcionários mais jovens. “Vou para ocupar a mente”, diz.

    Segundo ele, a renda da aposentadoria não cobre as despesas da casa. Além dos gastos fixos, a esposa enfrenta um tratamento de quimioterapia. “Só com a aposentadoria seria muito difícil. Recebo R$ 4.000. Como que eu vou viver?”

    A jornalista Regina Diniz, 63, se aposentou no ano passado, após mais de três décadas de carreira, mas segue trabalhando à frente da própria agência de comunicação. “Trabalho porque quero continuar trabalhando, nunca pensei em parar.”

    Além da atividade profissional, presta atendimentos em práticas integrativas e acaba de prestar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para cursar Filosofia em uma universidade pública. “Vida divertida e animada. Fluir com as oportunidades e vontade de sempre aprender. Em movimento sempre.”

    Aposentados que ainda trabalham querem reforçar renda e manter rotina, em prática crescente

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  • China investiga generais da alta cúpula militar por suspeita de corrupção

    China investiga generais da alta cúpula militar por suspeita de corrupção

    O anúncio ocorre em meio a uma ampla campanha que, segundo o líder Xi Jinping, no poder há mais de uma década, visa erradicar a corrupção dentro do partido e do país.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A China anunciou neste sábado (24) a abertura de uma investigação contra um vice-presidente de sua Comissão Militar Central (CMC) e outro funcionário de alto escalão do órgão, sob suspeita de “graves violações disciplinares” -expressão geralmente usada pelo regime como um eufemismo para corrupção.

    O anúncio ocorre em meio a uma ampla campanha que, segundo o líder Xi Jinping, no poder há mais de uma década, visa erradicar a corrupção dentro do partido e do país.

    “Após análise, foi decidido abrir uma investigação contra Zhang Youxia e Liu Zhenli”, disse o Ministério da Defesa em um comunicado. Os dois são suspeitos de cometer “graves violações disciplinares e da lei”, afirmou o texto.

    A CMC é o órgão supremo de comando militar do aparato estatal chinês e é responsável pelo controle do Partido Comunista sobre as Forças Armadas e pela coordenação da defesa nacional.

    “Essa medida é sem precedentes na história das Forças Armadas chinesas e representa a total aniquilação do alto comando”, afirmou Christopher Johnson, um ex-analista da agência americana de inteligência, ao jornal The New York Times.

    Zhang Youxia, 75, é o general mais graduado entre os dois vice-presidentes da CMC. Ele divide o cargo com Zhang Shengmin, um general da Força de Foguetes de Pequim, que assumiu o posto em outubro, após Pequim destituir seu antecessor em operação semelhante.

    Liu, 61, é o presidente do Estado-Maior Conjunto da CMC. Ambos os generais são subordinados do líder chinês Xi Jinping.

    Com as novas investigações e afastamento dos envolvidos, a Comissão Militar Central fica com apenas dois membros: Xi e o general Shengmin, que supervisionou os expurgos militares anteriores promovidos pelo líder. Todos os seis comandantes que Xi nomeou para a comissão em 2022 foram removidos.

    O dirigente chinês havia lançado uma campanha para impor disciplina no Partido Comunista e combater a corrupção nas Forças Armadas do país em meados de 2023. Naquele momento, já foi entendida como um sinal de que o esforço que o líder vinha fazendo há uma década para exercer controle rígido sobre os militares não tinha surtido o efeito desejado.

    Em duas reuniões de alto nível em Pequim, em agosto daquele ano, Xi disse a líderes militares que eles precisavam “se concentrar em resolver os maiores problemas que persistem nas organizações partidárias em todos os níveis, visando a impor a liderança absoluta sobre as Forças Armadas”.

    Mais tarde, em dezembro de 2023, a China nomeou o então comandante da Marinha, Dong Jun, como ministro da Defesa, substituindo o titular anterior, general Li Shangfu, demitido sem explicações e destituído do cargo de conselheiro de Estado meses antes.

    Havia consenso entre analistas que Li era investigado por corrupção. Ele chefiava o departamento responsável pela aquisição e pesquisa de equipamentos antes de assumir o cargo de defesa.

    China investiga generais da alta cúpula militar por suspeita de corrupção

  • Hamilton prevê recomeço na Ferrari após temporada desastrosa: ‘Reacende a chama’

    Hamilton prevê recomeço na Ferrari após temporada desastrosa: ‘Reacende a chama’

    Depois de encerrar sua temporada de estreia na Ferrari cabisbaixo e sem expectativas, vindo de péssimos resultados no ano, Lewis Hamilton recuperou a empolgação após testar pela primeira vez o novo modelo SF-26 da escuderia italiana.

    O heptacampeão assumiu o volante do carro que disputará a temporada 2026 em um teste em Fiorano, na Itália, antes de seu companheiro de equipe, Charles Leclerc, na sexta-feira, e se mostrou entusiasmado com o que experimentou na pista.

    \”Se você analisar minhas entrevistas de outros anos, verá que eu nunca diria que fico empolgado, mas estou extremamente empolgado e acho que não há problema em dizer isso\”, disse o piloto de 41 anos. \”Estou animado com novos começos\”, acrescentou o piloto, que foi apenas o sexto colocado na classificação da última temporada, com 156 pontos, 86 a menos do que Leclerc.

    \”Tem sido um grande foco em recomeçar e ter um bom descanso. Isso era exatamente o que precisávamos\”, comentou. \”O dia de hoje é realmente sobre me reconectar com a equipe, sobre me reconectar com a paixão de todas as pessoas que acompanham esta equipe. É um dia que reacende a chama e que também me lembra por que amo o que faço e por que amo este esporte.\”

    Apesar da empolgação, Hamilton terá de segurar a ansiedade até os testes de Barcelona, na próxima semana, e dos dois últimos ensaios no Bahrein antes da primeira corrida da temporada, que acontecerá na Austrália, no dia 8 de março.

    \”Estou animado para o primeiro teste, hoje ainda não deu para forçar, mas a sensação na Ferrari é ótima. Na próxima semana começaremos a tentar explorar todo o potencial dessa nova geração de carros e vamos saber o que as outras (equipes) têm, os carros, os conceitos, os truques que podem ou não explorar\”, analisou o heptacampeão. \”A equipe está revigorada, então vamos aproveitar essa energia e encarar um dia de cada vez.\”

    Hamilton prevê recomeço na Ferrari após temporada desastrosa: ‘Reacende a chama’

  • Após crise, ministro do TCU deve dar dar parecer favorável ao BC no caso Master

    Após crise, ministro do TCU deve dar dar parecer favorável ao BC no caso Master

    O ministro é o relator do caso no TCU e deve levar o processo para julgamento no plenário tão logo termine a inspeção in loco nos documentos do BC.

    ADRIANA FERNANDES E MARIANA CARNEIRO
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Após a conclusão de inspeção da área técnica, em curso no Banco Central, a tendência é o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Jhonatan de Jesus dar parecer favorável à conduta do Banco Central no processo que levou à liquidação do Banco Master, segundo pessoas a par da investigação.

    O ministro é o relator do caso no TCU e deve levar o processo para julgamento no plenário tão logo termine a inspeção in loco nos documentos do BC.

    No dia 29 de dezembro, o BC enviou à Corte relatório sigiloso de 18 páginas com os detalhes dos procedimentos adotados pelo órgão regulador. A inspeção começou na semana passada. Os auditores estão fazendo a checagem da documentação mencionada no relatório.

    Um dos pontos-chave da investigação do TCU é verificar o horário da liquidação do Master, o que mostraria que a decisão da autoridade monetária ocorreu antes da oferta da Fictor ser levada a público. Um dos argumentos da defesa de Daniel Vorcaro, dono do Master, é que o BC agiu de maneira açodada e coordenada com o Ministério Público, desconsiderando a possibilidade de venda do banco.

    Vorcaro foi preso no dia 17 de novembro, quando tentava embarcar para Dubai num jatinho particular. Foi solto dias depois sob a alegação de que viajaria para encontrar potenciais compradores para o Master. O BC anunciou na manhã do dia 18 a liquidação, mas não se sabe a hora da assinatura do ato.

    Uma análise preliminar da auditoria do TCU apontou que não houve inação ou falta de monitoramento contínuo no Master em atos realizados desde meados de 2024. Jhonatan deve seguir o parecer dos técnicos, se confirmados os fatos relatados pelo BC ao TCU e se não houver fatores novos.

    De acordo com a avaliação dos técnicos, o órgão regulador realizava monitoramento contínuo da instituição desde o primeiro semestre de 2024. A análise é referente a uma instrução preliminar da unidade técnica responsável pela fiscalização dos bancos públicos, a AudBancos, que está sob sigilo.

    A expectativa de ministros do TCU é que o plenário também referende o trabalho do BC, pondo fim ao episódio que dividiu a Corte e desgastou a relação com o BC.

    Após a determinação da inspeção interna no BC, uma rede de apoio à autoridade monetária foi formada por representantes das principais associações da indústria financeira do país e movimentou a opinião pública. Durante esse período, o relator, que é ex-deputado federal pelo Republicanos, teve mais de 200 mil acessos nas suas redes sociais.

    O ministro ficou no centro da polêmica sob suspeitas de que foi pressionado por lideranças do centrão a buscar a reversão da liquidação do Master, o que foi negado oficialmente. Ele sinalizou também a integrantes da corte que não vai pedir a suspensão da liquidação nem parar a venda de ativos pelo liquidante do Master por meio de medida cautelar (ato que antecipa os efeitos de uma decisão da corte).

    O avanço das investigações e os detalhes da ciranda financeira bilionária montada pelo dono do Master enfraqueceram a estratégia da defesa de condenar a decisão técnica do BC sobre a liquidação extrajudicial do Master.

    A expectativa é que outro processo do TCU, que está nas mãos do ministro Jorge Oliveira, também venha a ser arquivado. Ele trata de recurso apresentado pelo procurador do Ministério Público junto ao TCU Julio Marcelo de Oliveira, contra o arquivamento do pedido para investigar a tentativa de compra do Master pelo BRB. Esse processo está sob sigilo.

    Após crise, ministro do TCU deve dar dar parecer favorável ao BC no caso Master

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  • Deyverson acerta rescisão com o Fortaleza; custos eram de R$ 800 mil

    Deyverson acerta rescisão com o Fortaleza; custos eram de R$ 800 mil

    O atacante Deyverson, de 34 anos, está próximo de encerrar sua passagem pelo Fortaleza. O jogador já vinha treinando em separado no clube, ao lado de atletas como Diogo Barbosa e Helton Leite, e encaminhou a rescisão contratual com a equipe do Pici. As partes chegaram a um acordo sobre os termos financeiros para o encerramento do vínculo, e a expectativa do clube é concluir o processo nos próximos dias.

    Deyverson tinha contrato válido até o fim de 2026 e um custo mensal estimado em cerca de R$ 800 mil. Mesmo com o vínculo longo, o atacante compreendeu o momento vivido pelo Fortaleza e aceitou as condições apresentadas para a rescisão. A informação foi divulgada inicialmente pelo Diário do Nordeste e confirmada posteriormente pelo ge.

    Com o rebaixamento do Fortaleza para a Série B, a permanência do jogador se tornou inviável. O clube passa por um processo de reformulação e já promoveu a saída de outros nomes do elenco, como Lucero e Eros Mancuso. Deyverson havia chegado ao Fortaleza em março de 2025, vindo do Atlético-MG, em uma negociação que custou aproximadamente R$ 7 milhões.

    A trajetória do atacante no clube cearense foi marcada por instabilidade. Em determinado momento, ele chegou a ser afastado pelo então técnico Renato Paiva. Posteriormente, foi reintegrado ao elenco sob o comando de Palermo e conseguiu marcar gols considerados importantes durante a temporada.

    Apesar disso, sua passagem também ficou marcada por episódios negativos dentro de campo. Entre eles, um empurrão em Moisés, que acabou lesionando o companheiro, um pisão no próprio goleiro da equipe e algumas simulações durante partidas. Ao longo de 2025, Deyverson disputou 37 jogos com a camisa do Fortaleza, somando nove gols e uma assistência.

    Deyverson acerta rescisão com o Fortaleza; custos eram de R$ 800 mil

  • Djokovic bate van de Zandschulp e assegura ‘oitavas’ do Austrália Open

    Djokovic bate van de Zandschulp e assegura ‘oitavas’ do Austrália Open

    Djokovic, que além de igualar o recorde do suíço Roger Federer em número de presenças nas oitavas de final do torneio, também alcançou sua 400ª vitória em Grand Slams, superou Botic van de Zandschulp, número 141 do ranking, com parciais de 6-3, 6-4 e 7-6 (7-4), em 2h44min de partida.

    O sérvio, que se tornou ainda o recordista isolado de participações em oitavas de final ao alcançar a 70ª, deixando Federer para trás, vai enfrentar na próxima fase o vencedor do confronto entre o tcheco Jakub Mensik, 17º do mundo, e o norte-americano Ethan Quinn, 80º do ranking.

    Em busca de ampliar seus recordes de 24 títulos de Grand Slam e 10 conquistas no Aberto da Austrália, Djokovic segue sem perder um set em sua 21ª participação em Melbourne Park. Com a vitória desta quinta-feira, chegou também às 102 vitórias no torneio, igualando mais uma vez a marca de Federer.

     

    Djokovic bate van de Zandschulp e assegura ‘oitavas’ do Austrália Open

  • Campanha arrecada US$ 78 milhões e consegue salvar terras na Patagônia chilena

    Campanha arrecada US$ 78 milhões e consegue salvar terras na Patagônia chilena

    Uma campanha liderada por diferentes organizações conseguiu arrecadar mais de US$ 78 milhões (cerca de R$ 412 milhões) para comprar e preservar mais de 133 mil hectares -área equivalente a mais de 840 parques Ibirapuera ou quase 17 vezes o Parque Estadual da Cantareira.

    DOUGLAS GAVRAS
    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Desde dezembro do ano passado, a maior propriedade privada de Cochamó (a 1.060 km de Santiago), uma área praticamente inexplorada na Patagônia chilena, não está mais à venda.

    Uma campanha liderada por diferentes organizações conseguiu arrecadar mais de US$ 78 milhões (cerca de R$ 412 milhões) para comprar e preservar mais de 133 mil hectares -área equivalente a mais de 840 parques Ibirapuera ou quase 17 vezes o Parque Estadual da Cantareira.

    O Cerro Trinidad, uma das montanhas emblemáticas de Puchegüín, no Vale de Cochamó, Chile Valentina Thenoux Divulgação/Puelo Patagonia Uma fotografia de tirar o fôlego mostra uma pessoa solitária admirando uma paisagem montanhosa grandiosa e ensolarada, capturando a beleza imponente e a vastidão da natureza. A composição da cena é equilibrada, com a pessoa em primeiro plano, posicionada na parte inferior central, direcionando o olhar do espectador para o cenário épico.

    A história dessa área no sul do Chile remonta a 1920, quando o antigo Ministério das Terras e Colonização concedeu grandes extensões para desenvolvimento produtivo e povoamento de regiões do país.

    A concessão foi feita a uma empresa chamada Sociedade Agroflorestal Puchegüín, e a maior parte do local permaneceu intocada por anos, devido aos declives acentuados que dificultavam a exploração e o cultivo agrícola. Ao longo dos anos, a propriedade passou de mão em mão até chegar aos últimos herdeiros.

    Em 2022, quando a titularidade da terra foi definida, ativistas locais decidiram lançar uma campanha para comprá-la. A Conserva Puchegüín é uma iniciativa liderada pela organização Puelo Patagonia e inclui a The Nature Conservancy, a Fundação Freyja, a Patagonia Inc. e a Fundação Wyss.

    O sucesso da iniciativa na compra das terras encerrou anos de incerteza sobre o futuro da propriedade e marca o início de um novo capítulo em busca de proteção e gestão a longo prazo da área.
    Andrés Diez, diretor executivo da Puelo Patagonia, conta que a organização foi criada para tentar proteger a bacia do rio Puelo, na região de Los Lagos, da especulação imobiliária, impulsionada por um projeto hidrelétrico.

    Os ativistas se deram conta da importância dessa propriedade, tanto por suas características ambientais quanto por seu valor cultural para os moradores e pela presença de pinturas rupestres.

    “A área tem a característica notável de possuir florestas primárias, intocadas pelo homem, com milhares de anos, e que cobrem cerca de metade da propriedade. Nessas florestas, cresce uma espécie de árvore chamada alerce [também conhecida como cipreste da Patagônia, ou Fitzroya cupressoides], que também foi intensamente explorada na extração de madeira”, afirma Diez.

    Além de se organizar para a compra da propriedade, por meio de um site criado pelos organizadores, o grupo monitorou a fauna e a flora, criou regulamentações para o turismo e se manteve em contato com as comunidades locais, que são essenciais para o futuro modelo de gestão da área.

    A região de Puchegüín também abriga uma diversidade de espécies ameaçadas, como o marsupial “monito del monte” e o huemul (ou cervo sul-andino), um dos animais que aparecem no brasão nacional do Chile.

    O território compõe uma rede de áreas protegidas de 1,6 milhão de hectares entre o país e a Argentina, contribuindo para a biodiversidade, armazenamento de carbono e bem-estar das comunidades.

    Segundo a organização, até 20% da área poderá ser utilizada para práticas sustentáveis, enquanto pelo menos 80% ficarão sob proteção. A ideia é criar zonas de conservação em áreas usadas por comunidades, enquanto regiões ecologicamente sensíveis serão designadas para proteção.

    Diez lembra que a população que vive ao redor da propriedade é composta por famílias de colonos chilenos que chegaram à região há cerca de cem anos e têm um estilo de vida ligado à agricultura e à pecuária.

    “São pessoas do campo, andam a cavalo, têm suas tradições, sua cultura; sabem viver em contato com a natureza, e acreditamos que esse modo de vida ainda é relevante.”

    Hoje, a população pode visitar parte da área comprada, segundo conta o ativista. O circuito mais conhecido da região para trilhas é o La Herradura, que pode ser feito em cerca de sete dias. “A área já conta com sinalização, infraestrutura e estamos trabalhando para melhorá-la. E também há serviços oferecidos pelos locais, como alimentação, hospedagem ou passeios guiados a cavalo, que funcionam bem.”

    Segundo a organização, não há planos de compra de novas porções de terra, e a meta para os próximos anos é integrar Puchegüín à realidade da população local.

    “Vamos trabalhar para entender e desenvolver uma proposta que aborde tanto o aspecto social quanto o de conservação. Para isso, estamos pesquisando, trabalhando e coletando informações. Temos um prazo de dois anos para desenvolver um plano diretor com esse objetivo”, afirma Diez.

    Campanha arrecada US$ 78 milhões e consegue salvar terras na Patagônia chilena

  • Caminhada de Nikolas tem mutirão de selfies e atrai políticos em busca visibilidade

    Caminhada de Nikolas tem mutirão de selfies e atrai políticos em busca visibilidade

    O parlamentar partiu na segunda-feira (19) de Paracatu, em Minas Gerais, e seguirá a Brasília, onde pretende chegar no domingo (25), após 240 km caminhados. Participantes da caminhada falavam em 400 apoiadores.

    LAURA SCOFIELD
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Na caminhada de Nikolas Ferreira (PL-MG), sobram celulares e falta estrutura para garantir a segurança de apoiadores. Nesta sexta-feira (23), o deputado saiu de um povoado em Cristalina, em direção à também cidade goiana de Luziânia em protesto contra a condenação dos acusados de tentativa de golpe de Estado.

    O parlamentar partiu na segunda-feira (19) de Paracatu, em Minas Gerais, e seguirá a Brasília, onde pretende chegar no domingo (25), após 240 km caminhados. Participantes da caminhada falavam em 400 apoiadores.

    A Folha acompanhou uma parte do trajeto nesta sexta. O clima de festa que inaugurou a manhã, às 8h30, foi se esvaindo entre os que caminhavam enquanto aumentava o número de quilômetros andados. Por volta das 13h, muitos perguntavam onde seria o almoço, e nem mesmo a assessoria do deputado sabia informar.

    O grupo só chegou a um posto de parada para comer por volta das 15h. Enquanto alguns apoiadores e parlamentares aliados revezaram entre andar e seguir de carro, os que não tinham essa escolha se sentavam no acostamento da rodovia para descansar e contavam apenas com a distribuição de comida e água em alguns pontos do trajeto, feita por outros apoiadores.

    A única separação entre os manifestantes e a BR-040 era uma corda segurada por seguranças e apoiadores e o grito de policiais que tentavam conter a multidão. Empurrões a quem ficava na beira do acostamento eram comuns. Havia idosos e crianças junto ao grupo.

    A PRF (Polícia Rodoviária Federal) afirmou que a caminhada oferece “riscos de segurança”. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), lider do PT na Câmara, também publicou vídeo em que afirma que a manifestação “é crime e está colocando a vida de pessoas em risco”.

    Nikolas afirmou à Folha que escolheu fazer uma caminhada porque “não queria ficar na porta de nada, permanecer, fazer barraca, acampamento” porque “isso poderia dar uma abertura para quem quisesse atrapalhar o movimento”.

    Em 2022, bolsonaristas ficaram por semanas acampados em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, pedindo por uma intervenção militar que mantivesse Jair Bolsonaro (PL) no poder. Foi do acampamento que partiram parte dos manifestantes posteriormente condenados pelo 8 de janeiro.

    Apesar de ter convidado pessoas para participar do movimento, o deputado admitiu que não planejou como o trajeto de 240 km seria feito e disse nem o PL foi avisado previamente.

    “A logística foi feita na hora. A gente saiu de Paracatu e a gente foi colocando no Google Maps para poder ver quantos quilômetros daria até chegar em Brasília.”

    O que havia de estrutura oficial foi garantido ao próprio deputado, que fez o percurso acompanhado por policiais legislativos e um carro que o separava dos que buscavam caminhar à sua frente. Outros veículos de forças de segurança também seguiram o público, mas com presença menos constante do que ao redor do deputado.

    No trajeto da caminhada pela manhã, Nikolas, 29, também foi auxiliado por uma das assessoras, que ficou ao lado dele com uma garrafa de bebida isotônica e um creme de corpo. Nas paradas, de acordo com um assessor do deputado e vídeos publicados nas redes, o deputado tirava os sapatos, colocava os pés no gelo e passava uma pomada usada para o alívio de dores musculares.

    Questionados sobre por que estavam ali, os apoiadores repetiam pedidos por “liberdade”, críticas ao “sistema”, ao PT e à imprensa. “Quero um país livre, um país honesto”, disse Valisnéria Cristina, de São José do Rio Preto (SP), que viajou com marido e amigos para acompanhar o grupo.

    Outra manifestante, que pediu para não ser identificada, disse que “o povo tá sendo impedido de expressar a sua liberdade”. Ela caminhava junto a seu filho criança e disse não seguiria por muito tempo.
    Ao longo da caminhada, os participavam filmavam e posavam para fotos enquanto andavam. Alguns levaram pelúcias, como a de um boneco de Bolsonaro ou um batom, em referência a manifestante que ficou conhecida como Débora do Batom e foi condenada por participação no 8 de Janeiro.

    Os presentes também interpelavam os políticos para tirar fotos. O mais buscado era Nikolas, cujo acesso era controlado pelos seguranças e assessores que ficavam ao seu redor. Assim que um manifestante conseguia uma foto ou vídeo com ele, ele era retirado do círculo protetor e voltava a caminhar mais longe do deputado.

    De acordo com o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), o movimento cresceu ao longo dos dias, até chegar a centenas de manifestantes. “Quem tá desde o início sabe como que começou, tinham 20 pessoas, 30 pessoas no máximo.” Ele define o protesto, chamado de Acorda Brasil, como um ato de “resiliência”.

    André Fernandes (PL-CE) fez críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal. “Não é normal que os mesmos juízes que condenaram pessoas inocentes do 8 de Janeiro estejam acobertando e defendendo os criminosos do caso Master do INSS”.

    Já senador Marcos do Val (Podemos-ES) disse que a caminhada “não é para confrontar ninguém” e sim para “mostrar que o brasileiro tá indignado”. Ela estava vestindo uma camiseta que mostrava o ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos sobre golpe de Estado, atrás das grades com as mãos sangrando.

    Apesar de afirmar não querer que seu protesto fosse utilizado por “políticos”, a manifestação estava cheia deles. Havia vereadores de cidades do interior que foram eleitos com apoio de Nikolas ou buscavam conquistá-lo, além de deputados, senadores e pré-candidatos às eleições deste ano.

    O vereador de Governador Valadares (MG), Igor Erick (Mobiliza), afirmou que foi à caminhada porque a juventude “tem a esperança de um Brasil melhor.

    Entre as faixas com críticas a Lula e Alexandre de Moraes, outra que se repetiu foi em pedido ao voto impresso.

    Caminhada de Nikolas tem mutirão de selfies e atrai políticos em busca visibilidade

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  • Morre Francis Buchholz, baixista que marcou a banda Scorpions, aos 71 anos

    Morre Francis Buchholz, baixista que marcou a banda Scorpions, aos 71 anos

    Buchholz integrou a banda entre 1973 e 1992, período marcado pelo maior sucesso comercial da banda. Durante esses anos, participou de álbuns que se tornaram referências do hard rock, como “Blackout” (1982), “Love at First Sting” (1984) e “Crazy World” (1990), além de gravações ao vivo como “Tokyo Tapes” (1978).

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O baixista alemão Francis Buchholz, ex-integrante da banda Scorpions, morreu aos 71 anos. A informação foi confirmada pela família do músico e pelo próprio grupo por meio de comunicados publicados nas redes sociais.

    Buchholz integrou a banda entre 1973 e 1992, período marcado pelo maior sucesso comercial da banda. Durante esses anos, participou de álbuns que se tornaram referências do hard rock, como “Blackout” (1982), “Love at First Sting” (1984) e “Crazy World” (1990), além de gravações ao vivo como “Tokyo Tapes” (1978).

    Segundo a família, o músico enfrentava um câncer, mantido em sigilo durante o tratamento. Em nota assinada pela esposa, Hella, e pelos filhos, foi informado que Francis morreu em paz, cercado pelos familiares mais próximos.

    Após deixar o Scorpions no início dos anos 1990, Buchholz seguiu ligado à música, ainda que de forma mais discreta. Ele integrou projetos como a banda Dreamtide, colaborou com o Temple of Rock, de Michael Schenker, e lançou dois álbuns pelo projeto Phantom 5 entre 2016 e 2017.

    O grupo também prestou homenagem ao ex-baixista, destacando sua importância para a história do grupo e lembrando os anos de convivência e trabalho conjunto durante a fase mais marcante da carreira da banda.

    Morre Francis Buchholz, baixista que marcou a banda Scorpions, aos 71 anos

  • Morre Constantino Júnior, fundador da Gol

    Morre Constantino Júnior, fundador da Gol

    O empresário foi também presidente da companhia aérea desde a sua fundação, em 2001, até 2012, quando passou a comandar o conselho.

    JÚLIA MOURA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Morreu neste sábado (24) o fundador e presidente do conselho de administração da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, aos 57 anos. Ele passava por um tratamento de câncer.

    O empresário foi também presidente da companhia aérea desde a sua fundação, em 2001, até 2012, quando passou a comandar o conselho.
    Júnior era aficionado pelo automobilismo. Ele foi piloto de carro de corrida e chegou a ser campeão da Copa Porsche.

    Antes de fundar a Gol, o empresário atuou entre 1994 e 2000 como diretor da Comporte Participações, grupo de transporte terrestre de passageiros no Brasil.

    Em 2004, já na companhia aérea, tornou-se membro do conselho de Administração, acumulando essa função com a presidência executiva até 2012.

    Em nota, a Gol disse que “se solidariza com os familiares e amigos, expressando seus sentimentos e reconhecendo seu legado.”

    “Sua liderança, sua visão estratégica e, sobretudo, seu jeito simples, humano, inteligente e próximo deixaram marcas profundas em nossa cultura. Os princípios estabelecidos por seu fundador fizeram a companhia crescer e hoje fazer parte de um grupo internacional. Eles seguem vivos na Gol e continuam transformando a aviação no Brasil”, afirma a companhia.

    Morre Constantino Júnior, fundador da Gol

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