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  • Vini Jr recebe apoio de Mbappé após ser vaiado pela torcida do Real

    Vini Jr recebe apoio de Mbappé após ser vaiado pela torcida do Real

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Cabisbaixo antes do duelo entre Real Madrid e Levante, neste sábado (17), Vini Jr recebeu apoio do companheiro Mbappé ainda no túnel que dá acesso ao gramado do Santiago Bernabéu. O brasileiro foi um dos nomes vaiados pela torcida madrilenha no aquecimento e durante a partida.

    A torcida também vaiou o time inteiro durante o anúncio da escalação do Real, mas Vini e Bellingham foram os mais castigados. As vaias para Mbappé e os outros jogadores foram mais controladas.

    O camisa 7 recebeu vaias também em campo, quando pegava na bola. O duelo terminou com vitória dos madridistas por 2 a 0, com um gol de Mbappé e outro de Asencio.

    As vaias vêm em um momento de crise do Real na temporada. A equipe perdeu a final da Supercopa da Espanha para o Barcelona e foi eliminada nas oitavas de final da Copa do Rei para o Albacete, da segunda divisão, na estreia do técnico Arbeloa.

    A temporada de Vini também não é das melhores. O brasileiro marcou apenas um gol nas últimas 19 partidas que esteve em campo. Já Mbappé é o artilheiro do Real, com 35 bolas na rede.

    O futuro do camisa 7 no Real segue indefinido. Vinícius tem contrato até junho de 2027 e ainda não discute uma renovação com o clube espanhol.

    Vini Jr recebe apoio de Mbappé após ser vaiado pela torcida do Real

  • 'Vamos aprofundar o Turbo, com entregas em até 20 minutos', diz CEO do iFood

    'Vamos aprofundar o Turbo, com entregas em até 20 minutos', diz CEO do iFood

    A também chinesa 99 Food –que operou no Brasil entre 2020 e 2023 e saiu, por não conseguir competir com a exclusividade firmada pelo iFood com restaurantes– voltou em junho, depois que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) impôs restrições ao privilégio. Só para o primeiro ano de atividades, reservou R$ 2 bilhões.

    DANIELE MADUREIRA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – “Todo mundo tinha US$ 1 milhão [R$ 5,4 milhões] no bolso para competir entregando cupom”, diz Diego Barreto, 43, CEO do iFood, lembrando o final de 2018, quando assumiu a vice-presidência de finanças do aplicativo, época em que o app era criticado por promoções agressivas, como refeições a R$ 4,99. Em sete anos, o iFood dominou a concorrência e escalou: passou de 13 milhões para 180 milhões de pedidos ao mês. Agora se depara com uma rival chinesa, a Keeta –com US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões) no bolso.

    A também chinesa 99 Food –que operou no Brasil entre 2020 e 2023 e saiu, por não conseguir competir com a exclusividade firmada pelo iFood com restaurantes– voltou em junho, depois que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) impôs restrições ao privilégio. Só para o primeiro ano de atividades, reservou R$ 2 bilhões.

    Barreto discorda da ideia de que a concorrência esteja mais acirrada agora e diz que essa impressão é um “efeito psicológico”, de valorizar o mais recente. “Enfrentei a mesma concorrência em 2018, quando a empresa era 15% do que é hoje”, diz o mineiro de Uberaba, que em 2016 trocou a Suzano pelo iFood por um salário 60% inferior por acreditar no sucesso da startup.

    Quando alguém faz o mesmo que você, só depende de você fazer melhor“, diz o executivo, que prepara a empresa para o “modo turbo” em 2026, literalmente. O iFood vai ampliar o serviço ultrarrápido de delivery de comida, com entregas entre 10 e 20 minutos -o intervalo médio costuma ser de 30 minutos a 1 hora. Chamada de “Turbo”, a novidade está em testes desde setembro e o consumidor deve pagar um adicional de R$ 3,99 para acessá-la.

    A entrega em tempo recorde demandou quase três anos de estudos para implantar uma nova tecnologia nos restaurantes, relacionada ao menu e ao modo de preparo da comida, que não pode ultrapassar nove minutos. O executivo não dá mais detalhes sobre o assunto.
    “Em uma estratégia de preço predatório, você oferece 60%, 70%, 80% de desconto e insiste com o cliente para ele ficar na plataforma. Mas o Turbo é um bom exemplo de como destravar valor para o consumidor, oferecendo algo além de preço”, diz Barreto, para quem as promoções agressivas não são uma estratégia, mas sim uma “fase”, que pode ser “irregular”, a depender da duração.

    O CEO vê o “copo cheio” em 2026, com a trajetória de redução da Selic, o câmbio estável e mais recursos vindos da nova estrutura de imposto de renda (isenção a quem ganha até R$ 5.000). “Também é um ano de muito investimento por parte do estado, o que vai aumentar o nível de consumo.”

    Mas para isso é preciso combinar com duas frentes –restaurantes e entregadores. Ambas ficaram animadas com a estreia das chinesas. “O meu volume de pedidos no delivery subiu 40% com Keeta e 99”, diz Diêgo Penido, dono da padaria artesanal Fila do Pão, na Vila Buarque, região central de São Paulo. O empresário mantém os três aplicativos para teste, mas pretende ficar com apenas um ou dois.

    “Não tenho pessoal exclusivo para acompanhar a contabilidade das plataformas, que costuma ser confusa”, diz ele, que reclama do iFood, cuja interface é feita só por robôs. “Já a Keeta tem representantes que nos atendem diretamente”, diz Penido, que também percebeu mudança junto aos entregadores. “Quase ninguém está pegando iFood, tem pedidos que ficam de 40 minutos a 1 hora esperando.”

    Segundo Paulo Solmucci Júnior, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), os entregadores vêm sendo mais valorizados pelas chinesas. “A renda média deles subiu 30%”, diz o executivo, que também destaca uma abordagem diferente da Keeta. “Enquanto a 99 seguiu os passos do iFood e se concentrou em grandes redes, a Keeta se voltou para os pequenos e médios, um segmento que estava muito desatendido. Com isso, ela vem ganhando cada vez mais espaço no delivery.”

    Barreto confirma a disputa, mas diz que o Turbo vem eliminar o tempo ocioso dos trabalhadores e aumentar sua renda. “Gente que não pedia no delivery porque achava que não chegaria a tempo, agora vai pedir”, diz ele, que oferece cerca de cem pontos de apoio para 500 mil entregadores (espaço para esperar pedidos, tomar água e usar o banheiro). “Não tenho obrigação legal para isso [não há vínculo empregatício], mas faço por obrigação moral”, diz. Em São Paulo, são cinco pontos de apoio.

    A plataforma tem 460 mil estabelecimentos. Entre os restaurantes, metade trabalha só para o delivery. “Não chamaria de ‘dark kitchens’, isso traz conotação de empresa, visão tecnológica. São pequenos comerciantes.”

    40% DA RECEITA JÁ VEM DE FINTECH E MERCADO

    O iFood elevou em 25% os investimentos do ano fiscal a ser encerrado em março, para R$ 17 bilhões. O valor envolve desde ações de marketing -o app é patrocinador do BBB 2026 e da Seleção Brasileira- até a expansão dos negócios do iFood Pago, que já soma 25% do faturamento.

    A fintech oferece aos restaurantes antecipação de recebíveis, empréstimos e cartões, além da “maquinona”, uma máquina de cartões que permite à plataforma identificar o consumo dentro dos restaurantes, cruzar dados de localização e frequência de pedidos.

    Em breve, o iFood Pago vai atender também a pessoa física, por meio do parcelamento das compras no aplicativo e a oferta de uma linha de microcrédito (solução que está em testes com 10 mil usuários).

    “O iFood é cada vez menos só um delivery de comida”, diz Barreto. Dentro do iFood Pago está a Zoop, empresa de ‘payment as a service’: plataforma tecnológica responsável pelo processo de pagamentos de terceiros, como o próprio iFood, Sympla e Will Bank. “Hoje o maior cliente da Zoop é o Nubank”.

    A entrega de produtos que não são refeições (supermercado, pet e farmácia) são 15% das vendas e devem chegar a 20% este ano. No delivery de comida, o tíquete-médio é de R$ 50 e, a comissão, de 15%, afirma. “Ganho R$ 7,50 por entrega”, diz. “Preciso pagar o entregador e todos os outros custos, o que deixa minha margem muito pequena”. No ano fiscal encerrado em março de 2025, o iFood movimentou R$ 140 bilhões.

    Fundado em 2011 em São Paulo por quatro empreendedores, o aplicativo ganhou a empresa de tecnologia Movile, de Fabricio Blosi, como sócia em 2013. A Movile foi incorporada pela Prosus, holandesa que hoje é controladora do iFood. A Prosus é subsidiária do grupo sul-africano de tecnologia e internet Naspers.

    RAIO-X IFOOD
    Fundação: 2011
    Sede: Osasco (SP)
    Funcionários: 8.000
    Entregadores: 500 mil
    Presença: 460 mil estabelecimentos (restaurantes, bares, mercados, farmácias etc.) em 1.500 cidades em todos os estados e no DF
    Principais concorrentes: Keeta, 99 Food e Rappi
    Faturamento 2024/2025*: R$ 140 bilhões
    Ebitda 2024/2025*: R$ 990 milhões (US$ 184 milhões)
    *ano fiscal encerrado em 31 de março de 2025
    2026, MODO DE USAR
    Nova série da Folha trouxe entrevistas semanais em texto e vídeo, apresentando expectativas, receios e estratégias escolhidas para 2026 pelos principais executivos de dez segmentos diferentes: supermercados, varejo, consórcios, têxtil, calçados e confecções, ar-condicionado, tecnologia, telefonia, serviços financeiros e mobilidade. Todas as empresas da série faturam mais de R$ 1 bilhão ao ano.

    'Vamos aprofundar o Turbo, com entregas em até 20 minutos', diz CEO do iFood

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  • Flávio prega união, elogia Michelle e Tarcísio e acena a Caiado, Zema e Ratinho

    Flávio prega união, elogia Michelle e Tarcísio e acena a Caiado, Zema e Ratinho

    “Como a gente vai conseguir unir o Brasil se a gente não consegue unir a direita antes? Não caia em pilha errada”, disse.

    JOÃO GABRIEL
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Após farpas e indiretas públicas entre lideranças da direita nos últimos dias, o senador e candidato declarado à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), publicou um vídeo neste sábado pedindo união em seu campo político.

    “Como a gente vai conseguir unir o Brasil se a gente não consegue unir a direita antes? Não caia em pilha errada”, disse.

    Na postagem, Flávio elogiou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e elogiou os também governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil).

    O filho de Jair Bolsonaro também convocou seus seguidores a fazer críticas ao governo Lula (PT) nas redes sociais e voltou a defender seu pai, preso por tentativa de golpe de Estado.

    Nos últimos dias, a transferência de Bolsonaro da sede da Polícia Federal para a chamada Papudinha expôs uma divisão entre seus apoiadores e resultou em embate público entre aliados de Flávio e de Tarcísio.

    Na sexta (16), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pediu a aliados que não a julgassem, em mensagem publicada no dia em que foi revelada a conversa entre ela e o ministro do STF Alexandre de Moraes horas antes de o marido ser enviado para a unidade prisional.

    “Ainda que hoje as instalações do complexo sejam menos prejudiciais à sua saúde [de Bolsonaro] e lhe tragam mais dignidade, continuaremos lutando para levá-lo para casa”, declarou.
    No vídeo publicao neste sábado, Flávio pediu calma aos eleitores da direita e disse que um palanque conjunto dele com Michelle, Tarcísio, Ratinho Jr (PSD, governador do Paraná), Romeu Zema (Novo, governador de Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (União, governador de Goiás) vai acontecer “no momento certo”.

    “O Tarcísio é um aliado fundamental, a Michelle tem um papel importantíssimo”, afirmou.

    Ele ainda pediu que seus eleitores não ataquem um ou outro político, e que isso fortalece a esquerda.

    “Vamos colocar nossas diferenças menores um pouco de lado. Vamos focar naquilo que nos une”, completou.

    Embates no bolsonarismo

    O bolsonarismo vive uma série de embates públicos especialmente desde que o ex-presidente foi colocado em prisão domiciliar, em agosto do ano passado.

    Após ele escolher Flávio para ser candidato a Presidência em 2026, lideranças da direita têm alternado entre frases de apoio a ele ou de crítica e defesa de outros nomes, principalmente o de Tarcísio.

    Na última quarta-feira (14), por exemplo, Michelle publicou um vídeo do governador para defendê-lo das cobranças de bolsonaristas por um apoio mais incisivo à empreitada presidencial de Flávio.

    No dia seguinte, quinta (15), o senador foi questionado sobre a possibilidade de Michelle concorrer ao Planalto após as movimentações públicas dela e a alfinetou na resposta, dizendo que ele jamais trabalhou para ser candidato.

    “Eu nunca costurei, nunca procurei, não rodei o Brasil por isso. Não corri atrás de ser pré-candidato”, disse. Michelle fez diversas viagens pelo Brasil à frente do PL Mulher –do qual se licenciou pouco depois do anúncio da candidatura de Flávio.

    Ao mesmo tempo, Tarcísio publicou um vídeo com críticas ao PT, e sua esposa, Cristiane, comentou o post dizendo que o Brasil precisa “de um novo CEO, meu marido”, no que foi avaliado como uma aceno à campanha ao Planalto e críticas a Flávio.

    Dias depois, o governador de São Paulo minimizou e disse que “nunca teve esse projeto” de concorrer à Presidência, e que quer buscar a reeleição no estado.

    “O Flávio é um grande nome, já falei que ele é meu candidato, que vai ter o nosso apoio”, completou.

    Flávio prega união, elogia Michelle e Tarcísio e acena a Caiado, Zema e Ratinho

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  • Lula supera Bolsonaro e FHC como governo que mais fez concessões de infraestrutura

    Lula supera Bolsonaro e FHC como governo que mais fez concessões de infraestrutura

    Embora a diminuição da participação estatal e a transferência de atividades à iniciativa privada sejam agendas historicamente criticadas pela esquerda, nunca houve tanto impulso a esse modelo quanto no atual mandato de Lula -pelo menos no setor de infraestrutura.

    THIAGO BETHÔNICO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega ao fim de 2025 com o maior volume de concessões de infraestrutura da história do Brasil, com 50 leilões de rodovias, portos e aeroportos. O número supera os projetos executados durante as gestões de Jair Bolsonaro e Fernando Henrique Cardoso.

    Embora a diminuição da participação estatal e a transferência de atividades à iniciativa privada sejam agendas historicamente criticadas pela esquerda, nunca houve tanto impulso a esse modelo quanto no atual mandato de Lula -pelo menos no setor de infraestrutura.

    Levantamento feito pelos ministérios dos Transportes e dos Portos e Aeroportos a pedido da Folha mostra que desde 1995 -quando entra em vigor a Lei das Concessões- foram 160 leilões federais de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Quase um terço, ou 31%, está concentrado entre 2023 e 2025.

    O governo Bolsonaro (2019 a 2022) foi responsável por 45 leilões, enquanto FHC fez 26 -sendo 22 só no primeiro mandato, entre 1995 e 1998.

    Na avaliação de especialistas, o boom de concessões visto no último ciclo pode ser explicado pela necessidade de atrair investimentos em um contexto de aperto das contas públicas. Também pesam nessa conta a atratividade da atual carteira de projetos e o amadurecimento do ambiente regulatório.

    “O presidente percebeu que, para ampliar o investimento, era importante aumentar a participação da iniciativa privada dadas as restrições fiscais”, disse o ministro dos Transportes, Renan Filho, em entrevista à Folha.

    O setor com maior representatividade no recorde de leilões do atual mandato de Lula é o portuário, com 26 terminais concedidos do início do governo para cá. Segundo o Ministério dos Portos e Aeroportos, os projetos somam R$ 15,5 bilhões em investimentos.

    Para 2026, a previsão é que um dos ativos mais aguardados pelo mercado saia do papel. O Tecon 10, megaterminal de cargas no porto de Santos, deve ser leiloado em março, com investimento previsto de R$ 6,5 bilhões.

    RODOVIAS

    O segundo maior peso na carteira do governo fica com o setor rodoviário, com 22 certames -13 só neste ano. Segundo o Ministério dos Transportes, os projetos somam R$ 247 bilhões em investimentos; para 2026, a expectativa é que outras 13 rodovias sejam licitadas.

    Fecham a conta dos 50 leilões do atual mandato de Lula: a relicitação do aeroporto de Natal e a concessão de um bloco de terminais aeroportuários regionais.

    Ao longo dos últimos 30 anos, não foi só o volume de concessão que mudou. O próprio perfil dos projetos também passou por alterações.
    As ferrovias, por exemplo, viveram sua era de ouro durante o governo FHC, quando ocorreram 9 dos 12 leilões realizados de 1995 para cá. Mas a safra dessa época inclui ativos considerados problemáticos. A FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), por exemplo, concedida em 1996, passou por problemas de conservação e abandono. Recentemente, o governo fechou um acordo de renovação com a concessionária responsável pelo trecho, que inclui compromissos de investimentos e indenização à União.

    São renegociações contratuais como essa da FCA que vêm movimentando o setor ferroviário. De novos projetos, o Brasil vive um apagão. Além de ser uma infraestrutura mais cara, a concorrência com o modal rodoviário jogou em desfavor dos trilhos nos últimos anos.

    A última concessão foi feita em 2021, no governo Bolsonaro, referente a um trecho da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste). Para enfrentar a paralisia no setor, o Ministério dos Transportes prepara oito leilões de ferrovias para 2026. A expectativa é movimentar cerca de R$ 140 bilhões.

    Outro setor que viveu um ciclo intenso e agora está em baixa é o de aeroportos. Durante o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (2010 a 2014), ativos que eram considerados muito atrativos pelo mercado foram concedidos à iniciativa privada, incluindo Guarulhos, Viracopos e Galeão.

    O governo de Michel Temer (2016 a 2018) destravou projetos que emperraram no auge da crise econômica e leiloou quatro aeroportos. A gestão Bolsonaro intensificou a agenda e bateu recorde de ativos concedidos. Foram 9 leilões ao todo, que agruparam 49 aeroportos em blocos.

    Em entrevista à Folha, o ministro dos Transportes, Renan Filho, diz que o entusiasmo da atual gestão com as concessões de infraestrutura parte de uma avaliação pragmática das necessidades do país. “O presidente Lula, apesar de ser pessoalmente de esquerda, faz um governo de frente ampla. Ele nunca foi um político ideológico”, diz.

    Renan cita um levantamento da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base) que indica que o volume de investimento privado no Brasil deve ter batido a máxima histórica em 2025, de acordo com uma projeção feita em novembro. Parte do crescimento se deve à agenda de concessões.

    Dos R$ 280 bilhões de investimentos em infraestrutura projetados para o ano, 84% (R$ 235 bilhões) devem ter vindo de grupos privados -uma alta real de 11% em relação a 2024. Enquanto isso, a participação do setor público vem caindo.

    Fernando Vernalha, sócio-fundador do escritório Vernalha Pereira, lembra que o Brasil vem investindo cerca de 2% do PIB (Produto Interno Bruto) em infraestrutura, quando o patamar ideal seria acima de 4%.

    “Nós não tivemos muita alternativa que não buscar esses investimentos na iniciativa privada. A forma de fazer isso foi por meio de concessões e PPPs [parcerias público-privadas]”, diz.

    Segundo Vernalha, o Brasil conseguiu apresentar para investidores oportunidades que não existem em outros países. O setor de aeroportos, ele diz, é um exemplo disso -não à toa o interesse de grupos internacionais pelos ativos foi expressivo.

    Avaliação parecida é feita por Renan Filho. De acordo com o ministro, são poucos os países que, além de ter uma carteira de projetos atrativos, reúnem elementos fundamentais para atrair o interesse privado, como sustentabilidade ambiental, agências regulatórias com autonomia e um mercado de capitais sofisticado.

    CONCESSÕES FRACASSADAS

    A história das concessões de infraestrutura também é marcada por ativos problemáticos. Uma série de rodovias e aeroportos que passaram a ser administrados pela iniciativa privada nos últimos anos fracassou, o que inclui desequilíbrio financeiro, obras atrasadas e investimentos não realizados. São os chamados “contratos estressados”, no jargão do setor.

    Parte desses ativos foi leiloada novamente nos últimos anos, ajudando a engordar a lista de concessões da atual gestão de Lula.
    No setor rodoviário, o governo já fez quatro leilões envolvendo ativos problemáticos. Ainda há pelo menos outras seis estradas nessa situação e, em 2026, o governo deve fazer o certame simplificado de algumas delas. Nesse processo, o novo contrato de concessão firmado entre concessionária e governo passa por uma concorrência.

    Marco Aurélio Barcelos, diretor da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), diz que o setor de rodovias nunca esteve tão próximo do momento ideal. É o melhor momento, sem dúvida alguma. Agora, isso não significa que não temos desafios.”

    Entre esses obstáculos, Barcelos cita melhorias na estrutura de seguros dos contratos e na celeridade do licenciamento ambiental. “Nunca vivemos no Brasil o que vamos viver nos próximos oito anos em termos de execução de investimentos. É muita obra que vai acontecer”, afirma.

    Apesar do volume, Marco acredita que o mercado ainda tenha apetite e capacidade de absorver a demanda que está por vir. “Eu diria que vamos ter essa esteira de produção intensiva em 2026 e talvez até 2027. Depois, veremos uma queda na quantidade de leilões.”

    Lula supera Bolsonaro e FHC como governo que mais fez concessões de infraestrutura

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  • Lula quebra silêncio e fala pela primeira vez após Bolsonaro ir a Papuda

    Lula quebra silêncio e fala pela primeira vez após Bolsonaro ir a Papuda

    Durante o raciocínio, Lula comparou a popularidade de influenciadores digitais com a de profissionais da educação, como professores de matemática ou geografia, destacando a discrepância entre o alcance desses grupos nas plataformas digitais.

    Menos de um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar a transferência de Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, o ex-presidente foi citado publicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A menção ocorreu durante um evento realizado no Rio de Janeiro, que marcou os 90 anos da criação do salário mínimo.

    Ao discursar, Lula abordava críticas ao impacto da inteligência artificial e ao que chamou de facilitação excessiva do consumo de conteúdos nas redes sociais. Segundo o presidente, temas superficiais tendem a alcançar maior popularidade do que conteúdos educativos ou acadêmicos. Ele afirmou não conhecer professores ou pessoas que transmitam conhecimento sério e que, ainda assim, acumulem milhões de seguidores na internet.

    Durante o raciocínio, Lula comparou a popularidade de influenciadores digitais com a de profissionais da educação, como professores de matemática ou geografia, destacando a discrepância entre o alcance desses grupos nas plataformas digitais. Na avaliação do presidente, quem se dedica a conteúdos considerados irrelevantes ou vazios costuma alcançar números muito superiores de seguidores.

    Na sequência, Lula citou Jair Bolsonaro como exemplo desse fenômeno, mencionando o grande número de seguidores que o ex-presidente possuía nas redes sociais. A fala ocorreu em meio ao contexto político recente envolvendo a transferência de Bolsonaro para o sistema penitenciário do Distrito Federal, decisão tomada pelo STF poucas horas antes do evento.

    “A podridão não está nem começando na inteligência artificial. E todos nós gostamos de coisas fáceis. Você não vê um influencer… uma profissão chamada influencer, os caras trabalham na internet e têm 3 milhões de seguidores. Eu não conheço um professor de Matemática que tenha 4 milhões de seguidores, eu não conheço um professor de Geografia que tenha 4 milhões de seguidores, eu não conheço ninguém que ensine uma coisa séria que tenha 4 milhões. Mas se o cara estiver falando bobagem, pode até ter 20 milhões. O Bolsonaro tinha 30 milhões”, declarou.

    Lula quebra silêncio e fala pela primeira vez após Bolsonaro ir a Papuda

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  • Morre o ator Silvio Ferrari, de 'Pantanal' e 'Roque Santeiro'

    Morre o ator Silvio Ferrari, de 'Pantanal' e 'Roque Santeiro'

    A causa da morte não foi revelada. A notícia gerou comoção entre colegas de profissão, que prestaram homenagens nas redes sociais ao artista, conhecido por trabalhos marcantes no teatro, na televisão e em musicais.

    O ator brasileiro Silvio Ferrari morreu na sexta-feira (16), conforme informou a Associação dos Produtores de Teatro (APTR) em nota divulgada neste sábado (17). A causa da morte não foi revelada. A notícia gerou comoção entre colegas de profissão, que prestaram homenagens nas redes sociais ao artista, conhecido por trabalhos marcantes no teatro, na televisão e em musicais.

    Em comunicado oficial, a APTR destacou a importância da trajetória de Silvio Ferrari para as artes cênicas brasileiras. “A APTR.br registra, com profundo respeito, a partida do ator Silvio Ferrari, cuja carreira deixou contribuição relevante para o teatro e o audiovisual brasileiros. De musicais a comédias, esteve presente nas peças Rádio Nacional, O Abre Alas, O Dia em que Raptaram o Papa, Marlene, as Pernas do Século” e muitas outras”, afirmou a entidade. A nota também ressaltou a dedicação do ator ao longo da carreira e lembrou personagens de destaque na televisão, como Helinho, em Roque Santeiro (1985–86), e Rubem, na primeira versão de Pantanal (1990).

    Além das novelas A Vida da Gente (2011) e Pecado Capital (1998), Silvio Ferrari participou de séries como Casos e Acasos, Chiquinha Gonzaga, Você Decide e do programa Linha Direta. A idade do ator não era informada em seus perfis públicos.

    Diversos artistas lamentaram a perda. Marcelo Saback escreveu: “Meu amado amigo Silvio Ferrari. Dividimos muitas alegrias nessa vida, não foi? Com muita cantoria e diversão… Que dia triste. Siga em paz, meu querido. Vá na luz, meu rei”. Bia Montez destacou: “Nosso querido colega Silvio Ferrari nos deixou hoje. Ator de vários musicais, com sua voz de baixo profundo que sempre nos encantou e seu bom humor constante vai fazer falta. Vá em paz querido.”

    Outros nomes também se manifestaram, ressaltando o talento, a elegância e a generosidade do ator, cuja ausência deixa uma lacuna na classe artística.

    Morre o ator Silvio Ferrari, de 'Pantanal' e 'Roque Santeiro'

  • Quarto Branco: 4 participantes resistem até o final e entram no BBB 26

    Quarto Branco: 4 participantes resistem até o final e entram no BBB 26

    Chaiany, Gabriela, Leandro e Matheus resistem até o fim e são os novos participantes do BBB 26.

    A dinâmica do Quarto Branco foi encerrada na madrugada deste domingo (18), quando o apresentador Tadeu Schmidt anunciou a entrada de novos participantes no BBB 26. Após resistirem até o fim da prova, Chaiany, Gabriela, Leandro e Matheus garantiram suas vagas no reality show.

    A disputa entrou para a história do programa ao ultrapassar 120 horas de duração, estabelecendo um recorde. Os participantes envolvidos na dinâmica eram candidatos que não haviam sido escolhidos pelo público durante a fase das Casas de Vidro e permaneceram confinados no Quarto Branco desde a noite de segunda-feira (12).

    O primeiro competidor a desistir foi Ricardinho, atleta de futebol freestyle, que deixou a prova após pouco mais de 12 horas ao apertar o botão vermelho. Sua passagem pelo confinamento foi marcada por desentendimentos e momentos de tensão com outros participantes. Em seguida, Elisa abandonou a disputa na noite de quinta-feira (15), depois de resistir por mais de 65 horas. Ela representava a Casa de Vidro da região Sul.

    Com o confinamento já ultrapassando 95 horas, foi a vez de Livia optar por sair da dinâmica ao aceitar um prêmio de R$ 50 mil. Pouco tempo depois, Ricardo também decidiu encerrar sua participação, apertando o botão na marca de 100 horas dentro do cômodo.

    Antes do anúncio final dos vencedores, a dinâmica teve um momento de preocupação quando Rafaella passou mal e precisou de atendimento médico. Apesar das desistências e intercorrências, quatro participantes conseguiram permanecer até o encerramento oficial da prova e conquistaram as últimas vagas disponibilizadas pelo Quarto Branco para o BBB 26.

    Quarto Branco: 4 participantes resistem até o final e entram no BBB 26

  • Trump convida Lula, Milei e outros líderes para conselho que governará Gaza

    Trump convida Lula, Milei e outros líderes para conselho que governará Gaza

    O ultraliberal argentino, um dos principais aliados de Trump na América Latina, publicou uma foto do convite no X. “É uma honra ter recebido o convite para que a Argentina integre, como membro fundador, o Conselho da Paz”, escreveu Milei.

    MANOELLA SMITH, ISABELLA MENON E DOUGLAS GAVRAS
    SÃO PAULO, SP, WASHINGTON, EUA, E ASSUNÇÃO, PARAGUAI (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o líder brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para integrar o chamado Conselho da Paz, órgão criado para supervisionar o governo tecnocrático da Faixa de Gaza. A notícia foi publicada pelo site ICL Notícias e confirmada à Folha por integrantes do Itamaraty.

    O governo Trump enviou a proposta na sexta (16) à embaixada do Brasil em Washington. Não havia, até a noite deste sábado (17), informações sobre a opinião de Lula relacionada ao convite. O americano também convidou outros chefes de Estado, incluindo os presidentes da Argentina, Javier Milei, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

    O ultraliberal argentino, um dos principais aliados de Trump na América Latina, publicou uma foto do convite no X. “É uma honra ter recebido o convite para que a Argentina integre, como membro fundador, o Conselho da Paz”, escreveu Milei.

    “A Argentina sempre estará ao lado dos países que enfrentam o terrorismo de forma direta, que defendem a vida e a propriedade, e que promovem a paz e a liberdade.”

    Erdogan não havia se pronunciado sobre o convite de Trump -o anúncio foi feito pelo porta-voz do governo Burhanettin Duran. O americano ainda convidou o presidente do Paraguai, Santiago Peña, que disse que assumirá “a responsabilidade com honra”, o ditador do Egito, Abdel Fatah Al-Sisi, segundo a chancelaria do país árabe, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, que tem a intenção de aceitar a oferta, de acordo com um funcionário do alto escalão de Ottawa.

    Em contrapartida, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que o anúncio de Trump sobre o conselho não foi coordenado com Tel Aviv e que a iniciativa vai na direção oposta à política adotada por Israel. Segundo o comunicado, o ministro das Relações Exteriores de Israel levará a questão ao chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio.

    O órgão será presidido pelo próprio Trump. A criação do conselho faz parte da segunda fase do plano de paz dos EUA para a região.
    Os detalhes sobre o funcionamento do grupo ainda não estão claros. Segundo a agência Bloomberg, o governo Trump pretende exigir o pagamento de ao menos US$ 1 bilhão dos países com assento permanente no conselho. As decisões seriam tomadas por maioria, com direito a um voto para cada Estado-membro, mas todas dependeriam da aprovação final do presidente americano.

    Na sexta, Trump anunciou primeiro nomes que vão compor o grupo: Marco Rubio; o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair; os enviados de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff e Jared Kushner (este, genro de Trump); o bilionário americano Marc Rowan; o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga; e Robert Gabriel, assessor de Trump.

    O conselho estará acima do chamado Comitê Nacional para o Governo de Gaza (NCAG, em inglês), liderado por Ali Shaath, ex-ministro dos Transportes da Autoridade Palestina, entidade que governa parcialmente a Cisjordânia ocupada. Nascido em Khan Yunis, na Faixa de Gaza, Shaath será responsável pela reconstrução do território palestino, em ruínas após dois anos de bombardeios de Israel.

    Com a criação do conselho, o republicano cumpre o que prometeu, para espanto do mundo, em fevereiro de 2025, dias após voltar ao poder nos EUA. Na ocasião, o presidente disse que Washington assumiria o governo de Gaza, declaração da qual seu governo depois recuou.

    Agora, os EUA terão controle administrativo e militar do território.
    A atuação do Conselho da Paz e do NCAG estava prevista na segunda fase do plano de paz dos EUA, apresentado em setembro de 2025. O plano foi aceito por Tel Aviv e pelo Hamas e aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU em novembro. Ele prevê também o envio de uma força militar de estabilização ao território, composta por Exércitos de países árabes, e o desarmamento do Hamas, ponto mais delicado do tratado.

    O Hamas continua dizendo que só entregará as armas quando a criação de um Estado palestino se concretizar. A terceira fase do plano de paz prevê o reconhecimento desse Estado -um desfecho que o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, já disse que nunca permitirá.

    Lula tem feito críticas recorrentes à atuação de Israel na Faixa de Gaza. O presidente brasileiro afirmou em diversas ocasiões que as forças israelenses cometem genocídio contra os palestinos. As declarações desencadearam uma crise diplomática com Tel Aviv.
    Milei, por sua vez, viajou neste sábado até Assunção, no Paraguai, para participar da assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia. Ao ser convidado a discursar, o presidente argentino voltou a elogiar o governo Trump e a defender a ação dos EUA na Venezuela que levou à prisão de Nicolás Maduro.

    Ao defender o acordo como um símbolo de liberdade e integração na região, ele mencionou a situação na Venezuela como um exemplo. “A situação na Venezuela é uma prova disso, por isso valorizamos a decisão do presidente Donald Trump”, disse Milei, arrancando alguns aplausos da plateia.

    Trump convida Lula, Milei e outros líderes para conselho que governará Gaza

  • Enzo Fernández está perto de ‘desertar’ do Chelsea, diz Jornal

    Enzo Fernández está perto de ‘desertar’ do Chelsea, diz Jornal

    Três anos depois da verdadeira “novela” que culminou em sua saída do Benfica — clube que defendeu por apenas quatro meses, mas onde as boas atuações o tornaram um dos jogadores mais cobiçados do mundo — rumo ao Chelsea, em uma transferência avaliada em cerca de 121 milhões de euros, Enzo Fernández volta a agitar o mercado da bola.

    Nesta semana, o jornal L’Équipe surpreendeu ao noticiar que o meio-campista argentino estaria considerando seriamente a possibilidade de deixar Stamford Bridge. O motivo seria o impacto negativo da forma como o clube conduziu a demissão do técnico italiano Enzo Maresca, com quem mantinha uma boa relação, e a posterior contratação de Liam Rosenior.

    O plano do jogador de 24 anos, segundo a publicação, seria “mudar de ares” não nesta janela de inverno, mas no verão europeu. A situação já teria despertado o interesse de diversos clubes, entre eles o Paris Saint-Germain, que veria com bons olhos a chance de formar um meio-campo com Enzo Fernández ao lado dos portugueses João Neves e Vitinha.

    Será que chegou a hora de Enzo Fernández se despedir de Londres? Ou o projeto milionário do Chelsea será suficiente para convencê-lo a permanecer por mais tempo? O Desporto ao Minuto analisa os prós e contras desse rumor.

    Por que pode acontecer?

    Apesar da qualidade do elenco comandado por Luis Enrique, ficou evidente recentemente a falta de opções no meio-campo do Paris Saint-Germain. A situação ficou clara quando o treinador precisou recuar Warren Zaïre-Emery para a lateral direita devido à participação de Achraf Hakimi na Copa Africana de Nações (CAN) pela seleção do Marrocos.

    O PSG seria uma proposta difícil de recusar, não apenas pelo poder financeiro do clube, mas também pelo sucesso esportivo recente. Na última temporada, o time conquistou a Liga dos Campeões, a Supercopa da Europa, a Ligue 1, a Copa da França e a Supercopa da França.

    Além disso, a passagem de Enzo Fernández pelo Chelsea não tem sido marcada por muitos títulos, com exceção do Mundial de Clubes conquistado no último verão. Isso pode pesar para que o argentino busque um clube que ofereça mais garantias em termos de conquistas.

    Por que pode não acontecer?

    Enzo Fernández tem um papel extremamente importante no Chelsea, o que se reflete no fato de ser o jogador mais utilizado do elenco sob o comando de Liam Rosenior. Até agora, ele soma 2.331 minutos em campo, distribuídos por 30 dos 32 jogos disputados desde o início da temporada 2025/26.

    O ex-jogador do Benfica é um dos principais ativos esportivos do clube londrino e tem contrato válido até junho de 2032. O site especializado Transfermarkt avalia seu valor de mercado em cerca de 85 milhões de euros, mas é provável que o Chelsea exija um valor bem mais alto para liberá-lo.

    Além disso, é preciso considerar as regras do fair play financeiro. Apenas na última janela de transferências, o PSG investiu cerca de 100 milhões de euros em reforços e arrecadou pouco mais de 60 milhões em vendas, o que limita grandes gastos como no passado.

     

    Enzo Fernández está perto de ‘desertar’ do Chelsea, diz Jornal

  • EUA e NASA querem reator nuclear na Lua até 2030

    EUA e NASA querem reator nuclear na Lua até 2030

    O objetivo deste projeto – previsto para 2030 – passa por gerar energia no satélite natural da Terra de forma a ter missões espaciais mais prolongadas e sem dependência de combustível enviado do nosso planeta.

    A NASA e o Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciaram planos para construir um reator nuclear na superfície da Lua, indicando que o projeto deve ser concluído até 2030.

    O objetivo da iniciativa é criar uma fonte de energia no satélite natural da Terra, que ajudará a sustentar missões mais longas na Lua, eliminando a necessidade de transportar combustível a partir do nosso planeta.

    “Este acordo permite uma colaboração mais próxima entre a NASA e o Departamento de Energia para fornecer as capacidades necessárias para uma nova Era Dourada da exploração e da descoberta espacial”, afirmou o administrador da NASA, Jared Isaacman, em comunicado.

    Ainda assim, será necessário realizar uma série de testes para avaliar a viabilidade da construção de um reator nuclear na Lua.

    Um dos principais desafios será a forma de resfriamento das torres nucleares. Considerando a baixa gravidade e a reduzida pressão atmosférica, será preciso adotar soluções mais criativas, podendo exigir, por exemplo, o uso de metal líquido como sistema de resfriamento.

    Outro obstáculo importante será a poeira lunar que, diferentemente do que ocorre em Marte, é carregada de radiação solar. Isso exigirá que os equipamentos desenvolvidos para a superfície da Lua sejam projetados para resistir a esse fator.

    EUA e NASA querem reator nuclear na Lua até 2030