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  • CPI expõe luxo, acesso ao poder e rede de intrigas de Vorcaro

    CPI expõe luxo, acesso ao poder e rede de intrigas de Vorcaro

    Diálogos mencionam casa em Miami que seria ‘melhor que a de Neymar’ e ideia de convidar filha de Trump para o Carnaval do Rio; investigadores encontram conversas no celular sobre viagens, compras, encontros políticos e planos para atacar adversários

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Documentos obtidos pela CPMI do INSS mostram uma rotina marcada por luxo e deslumbre do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ele se aproximou de autoridades da cúpula dos três Poderes e adotou postura agressiva contra adversários.

    O dono do Banco Master foi preso na quarta-feira (4) pela Polícia Federal sob suspeita de comandar um esquema de fraude e ameaças. Ele é conhecido na Faria Lima há anos por seu estilo expansivo de fazer negócios e patrocínios milionários a eventos.

    Cerca de dois anos antes da prisão, Vorcaro se gabava de discursar entre ministros e outras autoridades em evento em Londres. “Eu sou muito louco. Essa realidade. Todos ministros do Brasil. Do STF. STJ. Etc. E euzinho discursando”, disse ele para a então namorada Martha Graeff em abril de 2024.

    As conversas com Martha citam ao menos 11 encontros de Vorcaro com “ministros”, sem apontar os nomes deles, incluindo “inner circle com 10 pessoas apenas na casa de um ministro”, em fevereiro do ano passado, momento em que o banco Master já vivia uma crise irreversível. “Sem ninguém ver ou saber. Me prestigiaram muito e ficaram felizes de eu ter vindo prestigiar”, disse o empresário.

    Vorcaro também relata que um ministro saiu da sua casa às 2h da madrugada em uma ocasião. Eu tava pescando já.” Em outro trecho do diálogo, o dono do Master expõe um jantar em Nova York, no Rockfeller Center, em “evento de banco”, com “ministros e governadores.

    Os mesmos diálogos trazem discussões sobre compra de carros de luxo e imóveis, como uma casa em Miami que seria melhor que a dos jogadores David Beckham e Neymar, nas palavras do ex-banqueiro.

    Ele também afirma que recusou proposta de “100mm” de dólares por um barco que mandou fazer com o nome da namorada.

    Nas conversas, Vorcaro narra encontros com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e diz que o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), é um “grande amigo de vida”.

    Ainda diz que se encontrou com o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), na noite de 29 de agosto do ano passado, quando o BRB negociava a compra da instituição, e que foi até a residência oficial de Davi Alcolumbre (União-AP), mesmo sem ser convidado. E que também foi ao Palácio do Planalto, para uma reunião com Lula, três ministros e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

    Em agosto de 2024, Vorcaro diz que mudou a rota de uma viagem em jatinho para conseguir dar carona para a namorada, depois de o voo dela apresentar problemas e voltar ao aeroporto de Miami. “Isso parece filme”, disse Martha. “Nada parece detê-los”, respondeu o empresário.

    As conversas sobre imóveis luxuosos se misturam com diálogos sobre autoridades. Em abril de 2025, após Vorcaro fazer menção a “Alexandre Moraes”, Martha pergunta se o ministro “gostou da casa”.

    “Sim. Falou que é bem melhor. E ele adorava o apartamento”, disse Vorcaro. “Falou pra te agradar. Que vergonha eu estava de pijama”, completou Martha.

    Em dezembro do ano anterior, o empresário havia dito que o presidente do Banco Central “já falou da nossa casa”, sem deixar claro se fazia menção a Campos Neto ou Gabriel Galípolo, que tomaria posse dias mais tarde.

    “Como assim, amor? Da casa de Miami? Como ele sabe?”, questionou Martha. “Nada demais. Só te dizendo. Todo mundo fica sabendo tudo hoje”, respondeu Vorcaro.

    Os documentos levados à CPI ainda expõem gastos milionários com viagens e festas de luxo. Apenas o cachê do DJ Alok para a festa de 15 anos de sua filha, que virou assunto de rede social em 2023, teria custado US$ 365,85 mil (mais de R$ 1,7 milhão pela cotação da época), segundo um email de Vorcaro.

    O ex-banqueiro ainda relata encontros com personalidades da mídia, como Luciano Huck, Roberto Justus e Fábio Faria, que é ex-deputado federal e genro de Silvio Santos.

    Em julho de 2024, ele diz ter se encontrado com o príncipe herdeiro saudita, Mohammad bin Salman. “Não esperava gente boa assim”, disse Vorcaro.

    Os relatos, porém, alternam com momentos em que Vorcaro se diz alvo de uma conspiração para impedir o sucesso do Master e promete contra-atacar.

    Em abril de 2024, ele afirmou a Martha que “esse negócio de banco” é “igual máfia” e que “ninguém” saía “bem”. “Não dá pra sair. Ninguém sai. Bem não sai. Só sai mal.”

    Meses mais tarde, em julho, afirmou que estava no meio de uma “guerra política” e que adversários queriam um “banho de sangue”. O empresário estava sob pressão após parecer contrário barrar a Caixa Asset de comprar R$ 500 milhões em letras financeiras do Banco Master.

    Ele ainda diria, em agosto, que havia uma “conspiração já atestada” contra ele e o Master, mas que estava “contornando” o caso, sem dar detalhes.

    Neste momento, agentes do setor bancário já desconfiavam da viabilidade do Master após uma expansão acelerada, baseada na emissão de CDBs que prometiam remunerações bem acima das praticadas no mercado.

    Em diversos trechos, Vorcaro ainda narra uma disputa com André Esteves, dono do BTG Pactual.

    No relatório que embasou a prisão do ex-banqueiro, a PF descreve outro perfil de Vorcaro. Ele mantinha, segundo os investigadores, uma milícia privada, chamada “A Turma”, que contava com a participação de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, descrito como Sicário.

    As conversas encontradas no celular do ex-banqueiro citam a intenção de forjar um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, como forma de intimidação, ainda de acordo com a Polícia Federal.

    Os documentos levados à CPI mostram uma captura de tela de conversa em que Mourão avisa Vorcaro sobre a retirada de uma página da internet que mencionava o relacionamento de Martha com o ex-jogador da NBA Rony Seikaly, com quem ela tem uma filha de seis anos.

    Dias antes, o empresário disse para a namorada que uma “turma minha do digital” conseguiu “tirar seu negócio do google de casada com Rony”.

    Vorcaro já havia mencionado o desejo de acompanhar os passos do ex-namorado de Martha. Em outubro de 2024, ele afirmou para Martha que contratou uma “equipe de solo e digital” para monitorá-lo.

    Os diálogos ainda mencionam a ideia de convidar Ivanka Trump, filha de Donald Trump, para o Carnaval do Rio de 2025. Vorcaro e a ex-namorada também esboçaram uma lista de convidados para a festa que menciona o jogador francês de futebol Paul Pogba, entre outros nomes.

    Em junho de 2024, ele afirma a então namorada que estava “todo mundo do Brasil” em Lisboa, no período em que acontecia o evento que ficou conhecido como “Gilmarpalooza” e que sugeriu também frequentar.

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  • Quem é a celebridade mais baixinha do mundo dos famosos?

    Quem é a celebridade mais baixinha do mundo dos famosos?

    A fama não se mede em centímetros!

    Quando se trata de estrelato, a altura não é um requisito! Na verdade, alguns dos maiores nomes de Hollywood podem ser mais baixos do que você imagina, mas seu talento, carisma e influência estão longe de ser pequenos.

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  • São Paulo anuncia renovação de contrato de Marcos Antônio até 2030

    São Paulo anuncia renovação de contrato de Marcos Antônio até 2030

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O São Paulo anunciou, nesta quinta-feira (05), a renovação de contrato de Marcos Antônio. O novo contrato terá validade até 2030.

    O UOL já havia revelado os detalhes: multa rescisória para o mercado nacional de R$ 900 milhões, multa para o exterior fixada em 100 milhões de euros e grande aumento salarial.

    Clube trabalhava nas últimas semanas pela valorização do atleta, que sofreu grande investida do Flamengo neste início de temporada.

    O Flamengo chegou a sinalizar com uma proposta por 10 milhões de euros, mas teve portas fechadas pelo executivo do São Paulo, Rui Costa.

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    Folhapress | 05:00 – 06/03/2026

    São Paulo anuncia renovação de contrato de Marcos Antônio até 2030

  • Despesas médicas podem aumentar a restituição do IR; entenda como não cair na malha fina

    Despesas médicas podem aumentar a restituição do IR; entenda como não cair na malha fina

    Primeira declaração após a adoção do novo sistema para profissionais de saúde exige atenção do contribuinte. Veja os documentos necessários para informar despesas médicas!

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Incluir gastos com saúde na declaração do Imposto de Renda 2026 pode aumentar a restituição ou diminuir o imposto a pagar. Despesas com plano de saúde, consultas médicas particulares e tratamentos voltados à saúde física e mental estão entre as que são aceitas pela Receita Federal.

    Como essas despesas não têm um teto para dedução, o impacto pode ser relevante no resultado final da declaração. Mas como os gastos com saúde têm liderado a lista de motivos que levam à malha fina, os cuidados ao declará-los precisam ser redobrados.

    Neste ano, porém, a atenção precisa ser ainda maior. A declaração será a primeira após a implementação do Receita Saúde, novo sistema de emissão de recibos para profissionais de saúde pessoas físicas, o que deve refletir na prestação de contas dos contribuintes.

    De acordo com a Receita, no ano passado, foram emitidos 30,46 milhões de recibos pelos prestadores, totalizando um valor de R$ 18,38 bilhões. Os recibos por meio do novo sistema -que passou a ser obrigatório em 2025- poderiam ter sido emitidos até o dia 28 de fevereiro de 2026.

    Quando se considera este último prazo, o total de emissões chegou a 31,57 milhões de recibos, totalizando um valor de R$ 19 bilhões. “São esses recibos que serão utilizados na DIRPF [Declaração dO Imposto de Renda da Pessoa Física] 2026”, diz o órgão.

    A Receita irá divulgar as regras do IR 2026 no dia 16 de março. A entrega da declaração deverá ter prazo final até 29 de maio. O contribuinte obrigado a declarar o IR que não entrega o documento no prazo paga multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido no ano.

    Em 2025, esteve obrigado a entregar a declaração quem recebeu rendimentos tributáveis a partir de R$ 33.888. A expectativa é que, neste ano, este limite suba para R$ 36.432, segundo consultores. Essa, porém, é apenas uma das condições de entrega da declaração. Há outras regras, como ter bens de mais de R$ 800 mil no ano anterior ou ter recebido rendimentos isentos e não tributáveis acima de R$ 200 mil.

    O QUE MUDOU COM O NOVO SISTEMA DE RECIBOS DA RECEITA FEDERAL?

    André Adolfo da Silva, CEO e sócio da BWA Global, diz que desde 1º de janeiro de 2025, profissionais da saúde que atuam como pessoa física passaram a ser obrigados a emitir recibos exclusivamente pelo sistema eletrônico Receita Saúde, dentro do app da Receita Federal.

    Na prática, com a mudança, o recibo em papel deixa de ser o padrão: o atendimento gera um recibo digital, vinculado ao CPF do paciente e ao CPF do profissional, que vai direto para a base de dados da Receita.

    Segundo Silva, para o contribuinte, a principal mudança é que esses recibos tendem a aparecer automaticamente na declaração pré‑preenchida, como despesa dedutível de saúde, enquanto, do outro lado, entram como receita para o profissional no Carnê‑Leão.

    “Ou seja: ficou muito mais difícil “inventar” despesa médica ou deixar de declarar receita, porque o mesmo documento abastece as duas pontas do sistema”, afirma o especialista.

    Silva acrescenta que quem ainda trata “recibo médico” como forma de reduzir imposto sem ter de fato o gasto está assumindo um risco muito maior de cair em malha, com possibilidade de multa de até 150% em casos de fraude comprovada.

    COMO A RECEITA CRUZA OS DADOS SOBRE DESPESAS MÉDICAS?

    André Silva diz que a Receita cruza as despesas médicas basicamente em três camadas:
    – Informações da Dmed (declaração médica obrigatória de clínicas, hospitais, planos de saúde e profissionais), onde constam valores cobrados, CPF do paciente e CNPJ/CPF do prestador;
    – Dados do Receita Saúde, que agora registra em tempo real os recibos emitidos por profissionais pessoa física;
    – Outras fontes, como planos de saúde, hospitais, laboratórios, além de inteligência para comparar padrão de renda, gastos e pagamentos bancários.

    QUAIS SÃO OS REQUISITOS OBRIGATÓRIOS DE UM RECIBO MÉDICO PARA SER ACEITO COMO DEDUÇÃO?

    Mesmo com a digitalização, Silva diz que o padrão mínimo de informações continua valendo, seja para recibo eletrônico, seja para eventual documento físico. Neles, devem constar:
    – Nome e CPF do profissional de saúde (ou CNPJ da clínica/hospital), com indicação da especialidade
    – Número de registro no conselho profissional (CRM, CRO, CRP, CREFITO), quando se tratar de pessoa física
    – Nome e CPF do paciente que usufruiu o serviço (titular, dependente ou alimentando)
    – Data do atendimento ou do pagamento
    – Descrição do serviço prestado (consulta, exame, procedimento, fisioterapia, psicoterapia, internação)
    – Valor efetivamente pago, preferencialmente com indicação da forma de pagamento

    O QUE PODE SER DEDUZIDO COMO GASTO MÉDICO E O QUE NÃO PODE?

    David Soares, consultor tributário da IOB, diz que podem ser deduzidos:
    – Valores pagos a médicos de qualquer especialidade (dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais) e a hospitais
    – Gastos com exames de laboratório e com serviços radiológicos
    – Valores pagos a empresas destinados à cobertura de despesas médicas, odontológicas e com hospitalização (seguro-saúde), e a entidades que assegurem o direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza (plano de saúde)
    – Gastos com a aquisição de aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas, cadeiras de rodas, andadores ortopédicos, palmilhas ou calçados ortopédicos e qualquer outro aparelho ortopédico destinado à correção de desvio de coluna ou defeitos dos membros ou das articulações
    – Auisição de próteses dentárias
    – Gastos com parafusos e placas em cirurgias ortopédicas ou odontológicas, com marca-passo, com a colocação de lente intraocular em cirurgia de catarata, com aparelho ortodôntico (inclusive a sua manutenção), desde que os valores relativos a esses gastos estejam na conta do dentista, do médico ou do estabelecimento médico-hospitalar
    – Despesas com instrução de pessoas físicas com deficiência física ou mental, condicionadas cumulativamente a existência de laudo médico e comprovação de que a despesa foi efetuada com entidades destinadas a deficientes físicos ou mentais
    – Pagamentos a médicos e a hospitais, assim como as despesas com exames de laboratório realizados em tratamento de reprodução assistida por fertilização in vitro
    – Despesas de internação em estabelecimento geriátrico
    – Gastos com serviços de acupuntura realizados por médico
    Não podem ser deduzidos:
    – Gastos reembolsados pelo plano de saúde
    – Gastos com enfermeiros, massagistas e compra de remédios, exceto quando constarem de conta hospitalar
    – Compras de óculos, lentes de contato, aparelhos de surdez e similares
    – Gastos com serviços de coleta, seleção e armazenagem de células-tronco de cordão umbilical
    – Gastos com serviços de acupuntura prestado por biomédico
    – Gastos com despesa com “barriga de aluguel”

    VALE A PENA INCLUIR TODAS AS DESPESAS MÉDICAS, MESMO VALORES PEQUENOS?

    Segundo a advogada tributarista Renata Soares Ferrarezi, vale a pena incluir todas as despesas médicas, mesmo as de valores pequenos pois não há um valor mínimo nem limite máximo para a dedução.
    “Neste caso, a soma de consultas, exames, dentistas e outros procedimentos, por menores que sejam, reduz a base de cálculo do imposto, aumentando a restituição ou diminuindo o valor a pagar”, afirma a especialista.

    O QUE DEVO FAZER SE O PROFISSIONAL DE SAÚDE NÃO ESTIVER UTILIZANDO CORRETAMENTE O NOVO SISTEMA DE RECIBOS?

    Renata Ferrarezi diz que o contribuinte pode informar na declaração o pagamento para o qual não tenha sido emitido o Receita Saúde, a fim de deduzir a despesa médica da base de cálculo do IR.

    Ela afirma, no entanto, que nos casos em que o Receita Saúde não tenha sido emitido, não será possível a Receita Federal fazer a verificação automática dos dados para inclusão dos pagamentos na declaração pré-preenchida e haverá uma maior probabilidade de retenção da declaração em malha fina, para que o contribuinte apresente os documentos que comprovem o pagamento.

    “O contribuinte deve sempre exigir a emissão digital, recusando recibos apenas em papel, pois eles podem não ser aceitos pela Receita Federal para fins de dedução na declaração. Se o profissional se recusar terminantemente a utilizar o sistema digital, a denúncia pode ser realizada nos conselhos regionais da categoria (CRM, CRO, CRP) ou à Receita Federal”, diz a especialista.

    MINHA DESPESA MÉDICA FOI QUESTIONADA. O QUE DEVO FAZER?

    De acordo com André Silva, se a Receita questionar uma despesa, o contribuinte será intimado a apresentar documentos que comprovem:
    – A prestação do serviço (recibos, notas fiscais, relatórios médicos, contratos e até prontuários)
    – A realização do pagamento (comprovantes de transferência, Pix, cartão de crédito ou débito, boletos quitados e extratos bancários)
    “No caso de despesas reembolsadas por plano de saúde, é fundamental apresentar também o extrato detalhando o que foi reembolsado e o que ficou a cargo do contribuinte”, diz o especialista.
    Ele alerta, no entanto, que não é recomendado esperar ser intimado para “organizar a papelada”. “O contribuinte deve guardar todos os comprovantes por, no mínimo, cinco anos contados do primeiro dia do ano seguinte ao da entrega da declaração”, diz Silva.

    QUEM DEVE DECLARAR O IMPOSTO DE RENDA 2026?

    As regras finais ainda serão divulgadas. A expectativa é que o rendimento tributável que obrigue a declarar suba em relação a 2025. No ano passado, esteve obrigado a declarar o IR o cidadão que:
    – Recebeu rendimentos tributáveis -como salário e aposentadoria- a partir de R$ 33.888
    – Cidadão que recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (como rendimento de poupança ou FGTS) acima de R$ 200 mil
    – Teve ganho de capital (ou seja, lucro) na alienação (transferência de propriedade) de bens ou direitos sujeitos à incidência do imposto; é o caso, por exemplo, da venda de imóvel com valor maior do que o pago na compra
    – Com isenção do IR sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguida de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias
    – Realizou vendas na Bolsa de Valores que, no total, superaram R$ 40 mil, inclusive se isentas. E quem obteve lucro com a venda de ações, sujeito à incidência do imposto. Valores até R$ 20 mil são isentos
    – Tinha, em 31 de dezembro, posse ou propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, acima de R$ 800 mil
    – Obteve receita bruta na atividade rural em valor superior a R$ 169.440 ou quer compensar prejuízos de anos anteriores ou do próprio ano-calendário
    – Passou a morar no Brasil em 2024 e encontrava-se nessa condição em 31 de dezembro
    – Optou por declarar bens, direitos e obrigações detidos por offshores
    – Era titular de trust e demais contratos regidos por lei estrangeira
    – Quem optou por atualizar o valor de imóveis com o pagamento de imposto menor instituído em dezembro de 2024
    – Contribuinte que obteve rendimentos em capital aplicado no exterior em aplicações financeiras ou lucros e dividendos de entidades controladas

    QUAL É O VALOR DAS DEDUÇÕES DO IR?

    Se os valores se mantiverem os mesmos de 2025, serão os seguintes:
    – Dedução por dependente: R$ 2.275,08 (valor mensal de R$ 189,59)
    – Limite anual de despesa com educação: R$ 3.561,50
    – Limite anual do desconto simplificado (desconto-padrão): R$ 16.754,34
    – Para despesas de saúde devidamente comprovadas não há limite de valores
    – Cota extra de isenção para aposentados e pensionistas a partir de 65 anos: R$ 24.751,74 no ano (R$ 22.847,76 mais R$ 1.903,98 relativos ao 13º salário)

    Despesas médicas podem aumentar a restituição do IR; entenda como não cair na malha fina

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  • TJ-RJ negou tentativa de retomada do caso 'rachadinha' contra Flávio Bolsonaro

    TJ-RJ negou tentativa de retomada do caso 'rachadinha' contra Flávio Bolsonaro

    Ministério Público buscava pela 3ª vez quebra de sigilos do senador, mas pedido foi negado pela Justiça do Rio de

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou, no ano passado, uma nova tentativa de retomada das investigações sobre o caso da “rachadinha” no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

    Em setembro, a 2ª Câmara de Direito Público rejeitou um recurso do Ministério Público para realizar uma nova quebra de sigilo bancário e fiscal do senador.

    O processo corre sob segredo de Justiça. Segundo a reportagem apurou, o pedido havia sido feito junto com uma ação civil pública por improbidade administrativa proposta contra oito ex-assessores de Flávio na Alerj, entre eles Fabrício Queiroz, PM apontado como operador do esquema.

    Os desembargadores entenderam que Flávio deveria ser incluído no pólo passivo da ação para ser alvo da medida. Contudo, como o procedimento cível da Promotoria contra o senador já foi arquivado no fim de 2024, essa mudança dificilmente ocorrerá.

    Em nota, o senador, que hoje é pré-candidato à Presidência, afirma que teve “suas contas devassadas e a vida revirada” sem que nenhuma irregularidade fosse encontrada.

    “As investigações são prova irrefutável da honestidade de Flávio Bolsonaro. Ao contrário de Lula, que foi condenado por nove juízes diferentes. Atualmente, não existe qualquer inquérito que acuse ou investigue Flávio Bolsonaro por ilícito ou malversação”, diz a assessoria do senador, em nota.

    A nova tentativa de quebra de sigilo do senador foi feita em 2023, pouco antes da prescrição da possível improbidade administrativa no caso -intervalo de cinco anos após o fim do mandato em que a suposta irregularidade foi cometida, prazo que a Promotoria tem para propor ação civil pública.

    Na ocasião, o Ministério Público apresentou uma ação civil pública contra Queiroz e mais sete ex-funcionários do senador na Alerj. Ela teve como base principal o primeiro relatório do Coaf que apontava as movimentações suspeitas nas contas de Queiroz, origem de todo o caso. Essa foi a única prova não anulada por decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do STF (Supremo Tribunal Federal) contra a investigação criminal.

    Ao oferecer essa ação, o Ministério Público pediu também a quebra de sigilo de Flávio, a fim de ampliar as investigações sobre as transações. A avaliação foi de que, apenas com o relatório do Coaf, não era possível incluir o senador entre os acusados, já que o documento não aponta qualquer movimentação financeira dele.

    Na primeira instância, o entendimento foi de que a quebra de sigilo de Flávio só poderia ocorrer se ele fosse parte do processo. O Ministério Público recorreu da decisão, mas perdeu em setembro passado.

    No período entre as decisões de primeira e segunda instâncias, o Conselho Superior do MP-RJ arquivou o procedimento cível contra Flávio. O colegiado entendeu que a quebra de sigilo negada era imprescindível para o avanço da investigação e que, passados cinco anos do fim do mandato de deputado estadual de Flávio, o caso já estaria prescrito em relação a ele.

    Agora, cabe à Promotoria avaliar se mantém a ação proposta apenas contra Queiroz e os ex-assessores de Flávio.

    Essa não foi a primeira vez que o MP-RJ tenta reativar o caso da “rachadinha” após a anulação das provas obtidas contra o senador.

    Como a Folha de S.Paulo revelou em 2021, a Promotoria solicitou quebra de sigilo de Flávio e 38 ex-funcionários e empresas no âmbito deste mesmo procedimento cível. A medida, chamada de produção antecipada de prova, também foi negada na primeira e segunda instâncias da Justiça do Rio de Janeiro.

    As medidas visavam reconstituir as provas obtidas no procedimento criminal que embasaram a denúncia contra Flávio em novembro de 2020 sob acusação de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. Ele foi apontado como o responsável pelo desvio de R$ 6,1 milhões dos cofres públicos por meio de um esquema que recolhia parte do salário de seus ex-funcionários em benefício próprio -prática conhecida como “rachadinha”.

    O STJ anulou todas as decisões do juiz Flávio Itabaiana, que determinou a quebra de sigilo de Flávio e seus ex-funcionários. O entendimento foi que o senador deveria ser julgado pelo órgão especial do TJ-RJ, foro especial de deputados estaduais, cargo que ele ocupava à época dos fatos investigados.

    Posteriormente, o STF invalidou todas as provas colhidas pelo MP-RJ ao longo do procedimento.

    Com essas decisões, o próprio Ministério Público solicitou a retirada da denúncia, já que as provas que fundamentaram a acusação haviam sido anuladas. O órgão especial rejeitou a denúncia em maio de 2022.

    A Procuradoria-Geral de Justiça recorreu contra a forma como o arquivamento foi realizado, por entender que a decisão impedia a reabertura do caso. No ano passado, o ministro Gilmar Mendes negou esse recurso, impondo o fim das apurações criminais do caso.

    TJ-RJ negou tentativa de retomada do caso 'rachadinha' contra Flávio Bolsonaro

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  • Dinâmica da semana tem anjo e monstro emparedando uma pessoa em consenso

    Dinâmica da semana tem anjo e monstro emparedando uma pessoa em consenso

    A oitava liderança ainda será em dupla, com consenso em todas as decisões; domingo à noite terá até três participantes imunizados, um deles sendo Breno Corã

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A semana no BBB 26 (Globo) começou de um jeito diferente com uma prova do líder disputada em duplas nesta quinta-feira (5). Os vencedores da disputa de resistência devem decidir tudo em consenso. Além disso, o anjo da semana precisará se juntar ao monstro para emparedar outro brother.

    Não há tempo limite para o final da prova do líder e, caso ainda haja jogadores na disputa durante o programa ao vivo de sexta-feira, eles continuarão lutando pelo reinado até que a última dupla desista.

    No sábado durante o dia, acontece a prova do anjo, que terá uma novidade. O vencedor da disputa deverá, como de costume, escolher um rival para cumprir o castigo do monstro.

    O castigado, porém, deve se juntar ao seu algoz e, juntos, ambos enviam uma terceira pessoa ao paredão. Caso a dupla não chegue a um consenso, ambos serão enviados para a berlinda.

    No domingo à noite, a casa terá de duas a três pessoas imunizadas. Além de Breno Corã, que ganhou a imunidade após participar do paredão falso, o anjo poderá imunizar uma pessoa a mais. Como acontece desde o começo da temporada, ele deve escolher entre a imunidade extra e o vídeo da família.

    O líder deve indicar um jogador ao paredão e a casa elege outro participante. A pessoa mais votada pela casa terá direito a um contragolpe. Jogam o bate e volta o emparedado pelo anjo e monstro (ou as duas pessoas, caso não entrem em consenso), o emparedado pela casa e o contragolpe dele.

    Dependendo da configuração, uma ou duas pessoas podem ser salvas pela dinâmica e, ao fim, será formado um paredão triplo.

     

    Dinâmica da semana tem anjo e monstro emparedando uma pessoa em consenso

  • As teclas "F" e "J" do teclado são diferentes. Já pensou porquê?

    As teclas "F" e "J" do teclado são diferentes. Já pensou porquê?

    Há (pelo menos) duas teclas no seu teclado que têm pequenas saliências. Caso tenha reparado neste detalhe, é possível que não saiba que esta caraterística tem um propósito muito claro e útil

    Mesmo com todos os avanços tecnológicos que estamos vendo nos computadores nos últimos anos, há certos detalhes que não mudam e assim é pela conveniência. Um destes detalhes é a saliência nas teclas “F” e “J”, que se encontram em todos os teclados.

    Tenha ou não reparado nesta particularidade, pode se dar o caso de já se ter perguntado sobre o motivo que leva todas as fabricantes de computadores portáteis e de teclados a adotar esta “convenção” e a verdade é que tem uma razão de ser.

    Segundo o site BGR, a saliência nestas duas teclas é uma funcionalidade de design que ajuda os usuários a saberem onde têm os dedos posicionados sem terem de olhar para o teclado. Ao colocar os dedos no teclado e instintivamente saberem, os usuários mais experientes no uso do teclado podem acelerar o processo de escrita sem terem de estar constantemente alternando entre o teclado e a tela enquanto escrevem.

    Quanto ao motivo de serem o “F” e “J” a terem esta saliência, é bastante simples e está relacionado com a posição central destas teclas, um motivo que também explica o fato de o “5”, no teclado numérico da parte direita do dispositivo, também ser o único número com esta saliência.

    Ao colocar o dedo no teclado numérico, é possível ao usuário saber de imediato que tem o dedo pousado na tecla “5” e que números estão à volta sem ter de olhar para a tela do computador.

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  • PGR pede arquivamento de investigação sobre joias de Bolsonaro

    PGR pede arquivamento de investigação sobre joias de Bolsonaro

    Paulo Gonet cita ausência de normas sobre o tema e decisões conflitantes por parte de órgãos de controle externo -ao longo dos últimos anos, o TCU (Tribunal de Contas da União) publicou uma série de acórdãos sobre o assunto

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) o arquivamento da investigação sobre as joias árabes recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    A manifestação de Gonet cita ausência de normas sobre o tema e decisões conflitantes por parte de órgãos de controle externo -ao longo dos últimos anos, o TCU (Tribunal de Contas da União) publicou uma série de acórdãos sobre o assunto.

    “Não existe normação, por via de lei em sentido formal, sobre a destinação e a dominialidade de presentes recebidos pelo presidente da República de autoridades estrangeiras”, diz o documento submetido pelo PGR ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro Alexandre de Moraes.

    “Não há norma de lei que defina, com a clareza e abrangência imposta pelas exigências da segurança jurídica, o regime jurídico aplicável a esses bens.”

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, as investigações sobre as joias presenteadas pela Arábia Saudita a Bolsonaro tramitavam em ritmo lento em todas as frentes de apuração -criminal, administrativa e fiscal.

    O caso remonta a 2021, quando um conjunto composto por seis itens -relógio, caneta, anel, par de abotoaduras e rosário, todos da marca suíça Chopard- entrou no Brasil sem ser declarado nem detectado pelas autoridades brasileiras.

    Na mesma ocasião, um assessor do então ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) foi flagrado no Aeroporto Internacional de Guarulhos com outro kit de joias, que acabou apreendido pela Receita Federal.

    O estojo que passou despercebido foi entregue a Bolsonaro, que tentou vender as joias no exterior. Os bens foram avaliados pela PF em mais de R$ 6,8 milhões.

    O episódio gerou um procedimento no TCU (Tribunal de Contas da União), uma apuração aduaneira e uma investigação penal, na qual o ex-presidente foi indiciado perante o STF (Supremo Tribunal Federal). Desde que Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal, em julho de 2024, não havia novidades no caso.

    Como a Folha de S. Paulo mostrou em fevereiro, a Receita Federal pediu que as joias apreendidas no âmbito da investigação fossem transferidas para a sua responsabilidade, para que tenha início o procedimento fiscal de perdimento dos bens.

    A decisão caberá ao ministro Alexandre de Moraes. O perdimento dos bens pode resultar na transferência de propriedade para a União, de forma definitiva.

    As joias presenteadas estão depositadas em uma agência da Caixa Econômica Federal em Brasília. A Receita diz que não precisa da posse física, apenas da atribuição da custódia, para “possibilitar a adoção das medidas aduaneiras e tributárias cabíveis”.

    PGR pede arquivamento de investigação sobre joias de Bolsonaro

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  • Quatro homens são presos em Londres por suspeita de espionagem para o Irã

    Quatro homens são presos em Londres por suspeita de espionagem para o Irã

    Prisão dos suspeitos aconteceu nesta sexta-feira, dia 6 de março; os acusados são quatro homens de 40, 55, 52 e 22 anos, detidos nas áreas de Barnet, Watford e Harrow

    Quatro pessoas forem presas no Reino Unido no desdobramento de uma operação de Segurança Nacional, informa a Polícia Metropolitana de Londres em um comunicado ao ‘Notícias ao Minuto’.

    A força policial destaca que os quatro homens foram presos na manhã desta sexta-feira, dia 6 de março, por suspeitas de auxiliarem um serviço de inteligência estrangeiro, em violação ao artigo 3.º da Lei de Segurança Nacional de 2023. “O país a que se refere a investigação é o Irã”, diz o comunicado.

    A investigação diz respeito à suspeita de vigilância de locais e indivíduos ligados à comunidade judaica na área de Londres e os suspeitos são quatro homens de 40, 55, 52 e 22 anos, detidos nas áreas de Barnet, Watford e Harrow. Um dos suspeitos tem nacionalidade iraniana enquanto os outros têm dupla nacionalidade iraniana e britânica.

    Outros seis homens de 29, 39, 42, 49 e dois de 20 anos também foram detidos por se suspeitar serem cúmplices dos quatro primeiros.

    “As prisões de hoje fazem parte de uma investigação de longa data e do nosso trabalho contínuo para impedir atividades maliciosas”, afirma Helen Flanagan, chefe da Polícia Antiterrorista de Londres, fazendo depois um apelo: “Compreendemos que o público possa estar preocupado, em particular a comunidade judaica, e, como sempre, peço que permaneçam vigilantes e, se virem ou ouvirem algo que os preocupe, entrem em contato conosco”.

    Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

     

     

    Quatro homens são presos em Londres por suspeita de espionagem para o Irã

  • Guerra no Irã já começa a impactar preço dos combustíveis no país

    Guerra no Irã já começa a impactar preço dos combustíveis no país

    Postos em vários estados relatam reajustes sob o argumento de que cotações internacionais dispararam; principal fornecedora do país, Petrobras ainda não mexeu nos preços de venda em suas refinarias

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Embora a Petrobras ainda não tenha anunciado reajustes, os preços dos combustíveis no país já começam a ser impactados pela guerra no Irã. Distribuidoras e a maior refinaria privada brasileira começaram a repassar a alta de custos aos clientes.

    As distribuidoras dizem que a escalada das cotações internacionais do produto encareceu as importações e vêm elevando os preços de venda aos postos. Com mercado concentrado no Nordeste, a refinaria de Mataripe promoveu dois reajustes no diesel e um na gasolina após o início do conflito.

    A reportagem apurou que postos de ao menos quatro estados -Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná- estão pagando mais caros pelos combustíveis e, como consequência, subirão o preço ao consumidor final.

    Sindicatos de revendedores evitam falar em valores, mas um dono de postos na capital paulista disse que tem recebido diesel R$ 0,26 por litro mais caro desde o início da semana. O Paranapetro, que representa os postos do Paraná, fala em “alta expressiva”.

    “As atacadistas argumentam que também adquirem o derivado de importadoras”, disse em nota o sindicato de postos do Rio de Janeiro. “Estas, segundo as companhias, já estão aumentando os preços em razão da guerra em curso no Oriente Médio”, completa.

    Em um comunicado recebido por um revendedor mineiro, a Ipiranga diz que, “devido à escalada dos eventos externos que acarretaram em alta nos preços do petróleo e derivados, informamos que haverá reajuste no diesel e na gasolina a partir de 4 de março”.

    Em nota enviada à reportagem, a Ipiranga diz que os custos do setor de combustíveis são influenciados por diversos fatores.

    “No caso do diesel, por exemplo, uma dessas influências é que cerca de 30% do volume consumido no país é importado”, afirmou. “Diante desse contexto, a empresa acompanha continuamente as condições de mercado e pode realizar ajustes comerciais”.

    “As distribuidoras costumam repassar as altas com grande agilidade para os postos. Já no caso das baixas, demoram ou não repassam na íntegra”, questionou o Paranapetro. Raízen e Vibra, as outras duas grandes empresas do setor, não quiseram comentar o assunto.

    A Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) alertou nesta quinta que as defasagens dos preços dos combustíveis em relação ao mercado internacional atingiram níveis recordes e defendeu repasses ao consumidor interno.

    Na abertura do mercado, o preço do diesel nas refinarias brasileiras estava R$ 1,51 por litro mais barato do que a paridade de importação medida pela entidade. No caso da gasolina, a diferença era de R$ 0,42 por litro em média no mercado e de R$ 0,47 por litro nas refinarias da Petrobras.

    “O acompanhamento dos preços dos combustíveis no mercado nacional aos preços do mercado internacional é recomendável para mitigar riscos de desabastecimento e desalinhamento dos fluxos logísticos existentes na cadeia de suprimentos”, afirmou.

    A Petrobras diz que segue avaliando o cenário e que só promove reajustes quando os preços do petróleo se estabilizam em novos patamares. Nesta quinta, o petróleo segue em alta. Por volta das 15h, a cotação do Brent subia cerca de 4% e se aproximava dos US$ 85 por barril.

    Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o diesel importado correspondeu a 27,35% das vendas do combustível no país em 2025. A Petrobras foi responsável por 47,7% das importações, enquanto empresas privadas compraram o restante.

    Guerra no Irã já começa a impactar preço dos combustíveis no país

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