Autor: REDAÇÃO

  • Trump envia negociador a Putin, e Zelenski quer fechar plano

    Trump envia negociador a Putin, e Zelenski quer fechar plano

    Chefe de gabinete diz que presidente está pronto para ir aos EUA; braço-direito de J. D. Vance promove encontro em Abu Dhabi; ao menos sete pessoas morrem em noite de bombardeios intensos contra Kiev, que faz ataque no sul da Rússia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O empurrão diplomático dado pelo governo de Donald Trump para tentar acabar com a Guerra da Ucrânia segue intenso nesta terça-feira (25). O presidente americano disse que vai enviar seu negoiador para o conflito, Steve Witkoff, para reunir-se com Vladimir Putin em Moscou.

    Ao mesmo tempo, um novo integrante do time que discute o processo de paz, o secretário do Exército Dan Driscoll, irá encontrar-se com autoridades em Kiev. A data não foram anunciadas, mas presume-se que seja nesta quarta-feira (26).

    Mais cedo, o chefe de gabinete de Volodimir Zelenski, Andrii Iermak, disse que o ucraniano está pronto para se encontrar com o americano e finalizar uma proposta de paz dentro do prazo inicialmente desejado por Trump, a quinta-feira (27), feriado do Dia de Ação de Graças.

    “Espero poder me encontrar em breve com o presidente Zelenski e o presidente Putin, mas apenas quando o acordo para acabar essa guerra for final ou estiver em seus estágios finais”, escreveu depois Trump na rede Truth Social.

    Se Zelenski se vende como quase satisfeito, ainda falta combinar com os russo. Em público, autoridades russas têm descartado as mudanças feitas no texto original de 28 pontos favoráveis ao Kremlin que começou a ser debatido na semana passada.

    Para tentar contornar isso, os Estados Unidos promoveram uma reunião para discutir o plano, em Abu Dhabi. Os primeiros relatos eram de que russos e ucranianos participaram, mas outros dizem que apenas representantes de Moscou estavam presentes. Até aqui nenhum detalhe do debate foi ventilado além daquilo que Trump chamou de progresso.

    “Ainda há alguns detalhes delicados, mas não intransponíveis, que requerem mais conversas”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, no X. As principais resistências do lado de Kiev vinham sendo, segundo o site americano Axios, que entevistou Iermak, sobre perdas territoriais, que os americanos insistem ser vitais.

    O encontro em Abu Dhabi, que não havia sido anunciado, foi comandado pelo secretário do Exército, que surgiu na semana passada como uma face nova na discussão sobre o conflito.

    Ele é um braço-direito do vice-presidente americano, J. D. Vance, notório defensor de política pró-Rússia. Ambos estudaram juntos na Escola de Direito de Yale e são amigos pessoais. Sua presença sinaliza a Moscou que sua voz voltará a ser ouvida, após a Ucrânia reagir à primeira versão do plano.

    Driscoll havia apresentado o texto, elaborado pelo americano Steve Witkoff e o russo Kirill Dmitriev, com consultoria do genro de Trump, Jared Kushner, a Zelenski na quinta (20). A partir daí, o texto pró-Putin, que não o apadrinhou oficialmente e fez reparos a diversos de seus pontos, ganhou o mundo.

    No domingo (23), o secretário de Estado Marco Rubio e Witkoff se reuniram em Genebra com ucranianos, e uma versão calibrada da proposta foi feita.

    A Rússia, sempre tratando o texto como americano, rechaçou as mudanças. Na segunda (24), o assessor de Putin Iuri Uchakov disse que os pontos que surgiram na mídia, como o congelamento de todas as linhas de batalha, são inaceitáveis. Nesta terça, foi a vez de o chanceler Serguei Lavrov dizer o mesmo com outras palavras.

    Segundo ele, a versão revisada “precisa refletir o espírito e a letra do encontro do Alasca” entre Trump e Putin, em 15 de agosto, quando o russo apresentou suas demandas maximalistas para encerrar o conflito, que incluem a neutralidade e limitação militar da Ucrânia.

    Qualquer outra coisa não seria aceitável. Já Zelenski afirmou nesta terça que estava de acordo “com a essência” do acertado em Genebra.

    Os países europeus aliados de Kiev, que pressionaram os EUA a aceitar a reunião na Suíça e enviaram observadores ao encontro, se reuniram por videoconferência para discutir os próximos passos.

    O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que o plano é “uma iniciativa que vai na direção correta. Mas há aspectos que precisam ser discutidos. Nós queremos a paz, mas não queremos uma paz que seja uma capitulação”, disse antes da reunião. Nela, afirmou que há chance de progresso.

    NOITE TEVE ATAQUES VIOLENTOS

    Na madrugada desta terça a Rússia lançou 486 mísseis e drones contra diversas regiões, incluindo quatro modelos hipersônicos Kinjal, com foco em Kiev e o porto de Odessa. Na capital, ao menos 7 pessoas morreram e 13 ficaram feridas, e um blecaute atingiu várias partes da cidade.

    O Ministério da Defesa do país disse que a ação foi uma retaliação contra ataques com drones ucranianos contra o território russo. O foco foi novamente o sistema energético, com falta de luz também nas regiões de Odessa, Sumi e Dinpropetrovsk.

    Ao menos dois drones violaram o espaço aéreo da Romênia ao tentar atingir o porto do Danúbio de Ismail, levando o país da Otan a mobilizar caças Eurofighter alemães lá estacionados e F-16 domésticos para interceptar as ameaças. Ninguém foi ferido.

    Já os ucranianos disseram ter atingido com mísseis de cruzeiro de produção local Netuno uma refinaria em Tuapse e um terminal de embarque de petróleo no porto de Novorossisk, ambos na costa do mar Negro. Imagens de redes socia is mostraram ações frenéticas de defesa aérea na região.

    Sites de monitoramento e checagem também confirmaram um ataque da Ucrânia à estratégica base aérea de Taganrog, no sul russo. Segundo o bem conectado canal russo Fighterbomber no Telegram, dois aviões de teste que estavam aposentados foram atingidos, mas o aeródromo saiu intacto.

    Trump envia negociador a Putin, e Zelenski quer fechar plano

  • Gaby Spanic tira CPF e anuncia mudança definitiva para o Brasil após A Fazenda

    Gaby Spanic tira CPF e anuncia mudança definitiva para o Brasil após A Fazenda

    Atriz brincou sobre precisar de um banco para depositar os ‘2 milhões de dólares’ de Paola Bracho; Venezuelana foi expulsa do reality show da Record após agredir colega de confinamento

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Gaby Spanic deu mais um passo para fincar de vez bandeira no Brasil. A atriz venezuelana, eternizada como Paola Bracho em “A Usurpadora”, contou nas redes sociais que tirou CPF e vai se mudar para o Brasil. “Agora, sim, meus amores, já tenho CPF”, escreveu.

    Na publicação, a atriz aparece em frente a um prédio da Receita Federal segurando um documento nas mãos e brincou sobre precisar de um banco. “preciso das suas recomendações: Qual é o melhor banco para eu depositar os ‘2 milhões de dólares’, da Paola Bracho?”, escreveu, fazendo referência a personagem queridinha do público brasileiro.

    Spanic decidiu se se mudar para o país depois de participar de A Fazenda 17 (Record). No começo de novembro, Gaby compartilhou que pretendia se mudar para o Brasil. A atriz também disse que está procurando por oportunidades profissionais e publicidades.

    Gaby Spanic deixou o reality no fim de outubro, quando foi expulsa após dar um tapa no rosto da colega de confinamento Támires Assis. Ela afirmou que a agressão foi uma manifestação contra a violência dentro da atração.

    Gaby Spanic tira CPF e anuncia mudança definitiva para o Brasil após A Fazenda

  • Alcolumbre marca sabatina de Messias para 10 de dezembro e dá pouco tempo para campanha

    Alcolumbre marca sabatina de Messias para 10 de dezembro e dá pouco tempo para campanha

    Indicado para STF terá pouco tempo para reverter resistência de senadores a seu nome; presidente do Senado queria que o indicado tivesse sido seu aliado Rodrigo Pacheco

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para o STF (Supremo Tribunal Federal), deve ser sabatinado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado no dia 10 de dezembro.

    O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira (25) pelo presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União -AP). A votação no plenário deve ocorrer no mesmo dia.

    Messias diz que vai ouvir ‘preocupações’ dos senadores

    Após ser indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, divulgou uma nota pública dirigida ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), responsável por pautar sua sabatina na Casa. Na nota, Messias afirma que mantém uma relação saudável, franca e amigável com Alcolumbre, por quem diz ter grande admiração e apreço.

    O AGU afirmou que buscará cada um dos senadores para ouvir atentamente suas preocupações com a Justiça do País e expor as perspectivas que pretende levar ao Supremo, caso seja aprovado, para então atuar em defesa da Constituição Federal.

    “Iniciada a primeira semana após a minha indicação, sinto-me no dever de me dirigir ao presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre, para oferecer-me ao seu escrutínio constitucional”, escreveu Messias. “O faço também por reconhecer e louvar o relevante papel que o presidente Alcolumbre tem cumprido como integrante da Casa, que agora preside pela segunda vez, atuando como autêntico líder do Congresso Nacional, atento a elevados processos decisórios em favor de nosso País.”

    Em mensagem aos senadores, Messias declarou ter aprendido a “dimensionar a atividade política como um espaço nobre de definição de rumos e administração de conflitos em nossa sociedade”. “Acredito que, juntos, poderemos sempre aprofundar o diálogo e encontrar soluções institucionais que promovam a valorização da política, por intermédio dos melhores princípios da institucionalidade democrática”, acrescentou.

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  • São Paulo troca Morumbis por Vila por medo de protestos contra Casares

    São Paulo troca Morumbis por Vila por medo de protestos contra Casares

    (UOL/FOLHAPRESS) – Com receio de protestos contra a gestão de Julio Casares, o São Paulo oficializou à CBF uma solicitação para que a partida contra o Internacional seja disputada na Vila Belmiro, e não mais no Morumbis. A partida será na quinta da próxima semana, 20h.

    INCÔMODO COM MANIFESTAÇÕES

    A mudança se dá pelo temor de Casares por mais protestos da torcida contra a atual gestão, conforme fontes na própria situação admitiram ao UOL. Nas redes sociais, torcidas organizadas convocariam uma manifestação para a partida.

    O presidente do São Paulo tem sido alvo de protestos de torcedores nos últimos jogos como mandante, incluindo em partidas na Vila Belmiro -cenário repetido na vitória deste domingo, também na Baixada Santista, sobre o Juventude.

    Pelo acordo do clube com a produtora Live Nation, o Morumbis foi palco de diversos shows durante o mês de novembro, em meio à reta final do Campeonato Brasileiro. Lutando por vaga na Pré-Libertadores de 2026, a mudança do mando de campo em um momento decisivo da temporada não foi bem aceita pela torcida.

    Como o UOL informou anteriormente, o jogo contra o Inter já estava inicialmente marcado para a Vila Belmiro, mas foi realocado para o Morumbis por pedido do próprio São Paulo.

    O UOL apurou que a qualidade do gramado não seria um problema. Além disso, a palavra era de que o palco dos shows da banda Oasis, que ocorreram neste final de semana, já estaria desmontado, possibilitando até mesmo a disponibilização da carga máxima de ingressos.

    O UOL teve acesso a detalhes do ofício. O São Paulo argumenta que o gramado não teria plenas condições de jogo, contradizendo o discurso adotado nos últimos dias.

    BASTIDORES

    A decisão de tirar novamente o jogo do Morumbis gerou atritos políticos entre membros da Situação. Sob condição de anonimato, partidários de Casares admitiram incômodo com a linha de ação do presidente.

    O mandatário foi aconselhado por aliados políticos a manter o jogo no estádio. A avaliação era que o clube já havia feito uma mobilização grande sobre o tema nas últimas semanas e que a decisão de voltar atrás apenas aumenta as críticas por parte do torcedor.

    Em contato com o UOL, a assessoria do São Paulo informou que aguarda a confirmação da CBF para oficializar a mudança e que não comentará o assunto antes disso.

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  • Câmara da Itália aprova pena de prisão perpétua para feminicídio no Código Penal

    Câmara da Itália aprova pena de prisão perpétua para feminicídio no Código Penal

    Texto, que vai para sanção presidencial, define o crime como morte após ato de ódio, discriminação ou controle da mulher; decisão coincide com o dia de combate à violência de gênero e segue avanços na lei sobre consentimento sexual

    ROMA, ITÁLIA (CBS NEWS) – A Câmara dos Deputados da Itália aprovou, por unanimidade, nesta terça-feira (25) a introdução do crime de feminicídio no Código Penal, que será punido com prisão perpétua. O texto já havia passado pelo Senado em julho, quando foi aprovado de forma unânime, e agora vai para sanção do presidente da República, Sergio Mattarella.

    A aprovação coincide com o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, nesta terça (25). No país, a data costuma ser acompanhada por manifestações organizadas principalmente pelo grupo Non Una di Meno (nenhuma a menos). Em Roma, no último sábado (22), mais de 50 mil pessoas foram às ruas.

    A Câmara já tinha aprovado por unanimidade na semana passada lei que reescreve o artigo sobre o crime de estupro. O texto, que precisa ser aprovado pelo Senado, introduz a necessidade de consentimento “livre e atual” para as relações sexuais. Sem o “sim”, será considerado estupro. A pena prevista é de 6 a 12 anos de prisão.

    A palavra “atual” significa que a mulher pode mudar de ideia e retirar o consenso durante o ato. Já o termo “livre” faz referência ao fato de a mulher ter consentido o ato sem coerção e violência e em condição de lucidez.

    O debate sobre a violência contra a mulher se intensificou nos últimos anos na Itália, como consequência de casos de grande repercussão nacional.

    Na Itália, a taxa de feminicídio foi de 0,31 por 100 mil mulheres em 2023, segundo o Instituto Nacional de Estatística (Istat). No Brasil, no mesmo ano, o número foi de 1,4 por 100 mil mulheres, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O crime é tipificado no país há dez anos.

    A lei do consentimento tem sido celebrada, por especialistas, como uma precisão necessária que vinha sendo pedida havia décadas. “Muitos países já introduziram a palavra consentimento na definição de violência sexual. Estávamos com um grave atraso”, disse a advogada Maria Milli Virgilio, que há mais de 50 anos atua na área de violência contra a mulher.

    Para as forças políticas, trata-se de uma revolução cultural e uma decisão histórica. “Não será a vítima a ter de provar sua resistência, mas o réu a ter de demonstrar um consentimento firme, explícito e pela inteira duração do ato”, disse a deputada Simonetta Matone, da Liga.

    Já a chegada do termo “feminicídio” ao Código Penal reúne menos consenso. A iniciativa do governo de Giorgia Meloni recebe críticas pelo uso de termos no texto que dariam margem a interpretações subjetivas.

    O crime é definido como “morte de uma mulher” cometida como “ato de ódio, discriminação ou abuso, ou ato de controle, posse ou dominação por ela ser mulher, ou em razão de recusa de estabelecer ou manter um relacionamento afetivo, ou como ato de limitação de sua liberdade”.

    Enquanto o consentimento é já um termo técnico com histórico no contexto jurídico, palavras como dominação, posse e controle não têm entendimento e uso consolidados no direito penal italiano.

    “A inovação não está só na palavra feminicídio, mas em todas as outras que não são estruturadas no direito penal. Elas se prestam a múltiplas interpretações, com cada um tendo sua definição do que é controle, por exemplo”, afirma a advogada Virgilio.

    O risco, diz, é recair sobre o Judiciário a interpretação da lei e que a vida da vítima morta se torne alvo de averiguação para provar ou não se ela sofria controle. “De um lado, tem uma incerteza interpretativa e, de outro, a vitimização secundária”, diz a advogada.

    Segundo ela, os crimes de gênero já vinham sendo punidos na Itália, inclusive com a prisão perpétua. É o caso do assassino da estudante Giulia Cecchettini, morta pelo ex-namorado em novembro de 2023, com 75 facadas, um caso que gerou enorme comoção no país. Ele cumpre pena de prisão perpétua.

    Outro ponto que atrai crítica, que vale também para o artigo sobre consentimento, é que não é eficaz combater a violência de gênero só pelo aspecto penal, com a criação de crimes ou o aumento de penas. É preciso colocar em prática ações de prevenção, para que haja impacto na mudança cultural. “É um problema antigo, não só do governo Meloni. Prevenção requer investimento”, afirma Virgilio.

    Câmara da Itália aprova pena de prisão perpétua para feminicídio no Código Penal

  • Gracyanne Barbosa revela que marca de ovos de luxo era ação publicitária do Canva

    Gracyanne Barbosa revela que marca de ovos de luxo era ação publicitária do Canva

    Influenciadora movimentou as redes sociais com anúncio do lançamento fictício; publicações fizeram parte de campanha entre a musa fitness e a plataforma de design

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após movimentar as redes sociais ao anunciar, na segunda (24), o lançamento da Gracyovos, marca de ovos de luxo, Gracyanne Barbosa confirmou que tudo não passava de uma ação publicitária. A campanha foi criada junto ao Canva Brasil, um plataforma online de design.

    Em vídeo publicado nesta terça (25), a influenciadora apareceu para falar mais sobre o novo produto, agradeceu ao Canva e brincou dizendo que os estoques do produto “já estão esgotados”. A proposta da ação era mostrar que toda a estética da marca fictícia -logotipo, embalagens, aventáis- foi desenvolvida dentro do aplicativo.

    Na divulgação inicial, a estratégia convenceu parte do público. A influenciadora afirmou que a ideia era “um sonho antigo”, mostrou e enviou kits que traziam um cartão descrevendo o ovo como “uma joia da natureza”. Alguns Influenciadores também receberam as caixas e confirmaram que, apesar da apresentação luxuosa, o conteúdo era um ovo comum.

    Recentemente, o Canva tem apostado em campanhas com toque de humor com celebridades. No início do mês, a plataforma viralizou com vídeos estrelados por Xuxa em uma versão “Só para adultinhos”, que ultrapassaram 50 milhões de visualizações.

    Gracyanne Barbosa revela que marca de ovos de luxo era ação publicitária do Canva

  • Brasil tem melhor renda, menor pobreza e desigualdade desde 1995

    Brasil tem melhor renda, menor pobreza e desigualdade desde 1995

    Ipea aponta avanço após crises e retomada do trabalho e da assistência

    O Brasil registrou, em 2024, os melhores resultados de renda, desigualdade e pobreza de toda a série histórica iniciada em 1995, segundo nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo foi divulgado nesta terça-feira (25) a partir de dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Ao longo de 30 anos, a renda domiciliar per capita cresceu cerca de 70%, o coeficiente de Gini (índice que mede concentração de renda) caiu quase 18% e a taxa de extrema pobreza recuou de 25% para menos de 5%.

    O progresso foi irregular, concentrado entre 2003 e 2014, e retomado com força entre 2021 e 2024. Após um ciclo prolongado de crises entre 2014 e 2021 — marcado por recessão, lenta recuperação e forte impacto da pandemia — a renda per capita atingiu seu menor patamar em uma década. A trajetória mudou a partir de 2021: em três anos seguidos, a renda média cresceu mais de 25% em termos reais, maior avanço desde o Plano Real, acompanhado de queda expressiva na desigualdade. 

    “Os resultados mostram que é possível reduzir intensamente a pobreza e a desigualdade, mas que esses movimentos também podem ser interrompidos ou mesmo revertidos por vários fatores. E que é importante combinar diferentes meios para alcançar esses objetivos fundamentais do país”, destacou Marcos Dantas Hecksher, autor do estudo ao lado de Pedro Herculano Souza.

    Os pesquisadores atribuem a melhora recente ao aquecimento do mercado de trabalho e à expansão das transferências de renda, ambos responsáveis por quase metade da redução da desigualdade e da queda da extrema pobreza entre 2021 e 2024. Programas como Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada, Auxílio Brasil e Auxílio Emergencial se mostraram mais efetivos após 2020.

    No entanto, o efeito das transferências perdeu força em 2023 e 2024 com o fim do ciclo de expansão, enquanto o mercado de trabalho manteve forte influência sobre os indicadores sociais.

    “As desigualdades precisam ser combatidas por meio de todas as políticas públicas. Não apenas por melhor direcionamento de gastos sociais aos mais pobres, mas também por uma distribuição mais justa dos impostos. É importante promover a produtividade do trabalho dos mais pobres e, ao mesmo tempo, reduzir a fatia dos recursos públicos que precisa ser destinada ao pagamento de juros da dívida pública aos mais ricos”, diz Hecksher.

    Em 2024, o país registrou os menores níveis de pobreza da série. Ainda assim, 4,8% da população vivia abaixo da linha de extrema pobreza (US$ 3 por dia) e 26,8% abaixo da linha de pobreza (US$ 8,30 por dia). Mais de 60% da redução da extrema pobreza entre 2021 e 2024 decorreu da melhora distributiva, segundo a decomposição apresentada pelo estudo.

    A nota técnica aponta que o avanço observado no pós-pandemia tende a perder ritmo com o encerramento da expansão das políticas assistenciais, tornando o mercado de trabalho ainda mais determinante nos próximos anos. Os autores alertam que pesquisas domiciliares tendem a subestimar rendimentos muito altos e parte das transferências sociais, o que exige cautela na leitura dos resultados.

    O documento conclui que o período recente marca uma mudança estrutural importante: depois de anos de estagnação ou retrocesso, os indicadores de renda, desigualdade e pobreza voltaram a melhorar ao mesmo tempo e de forma acelerada.

    Brasil tem melhor renda, menor pobreza e desigualdade desde 1995

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  • Moraes decide manter Bolsonaro preso na superintendência da PF em Brasília

    Moraes decide manter Bolsonaro preso na superintendência da PF em Brasília

    Ex-presidente foi levado para a sede regional da PF em Brasília no sábado; Moraes determinou início do cumprimento da pena pela trama golpista

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Mores decidiu manter Jair Bolsonaro (PL) preso na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal.

    O magistrado oficializou nesta terça-feira (25) a condenação definitiva do ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão. Ele também declarou o trânsito em julgado dos demais réus do núcleo crucial da trama golpista e determinou a prisão dos que ainda estavam em liberdade.

    Com isso, os ex-ministros Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, réus na mesma ação, foram presos e iniciaram cumprimento da pena à qual foram condenados na mesma ação.

    O ex-presidente ficará preso no mesmo local onde está detido desde o último dia 22: a Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal.

    As decisões são um desfecho de um processo de ao menos oito meses contra o ex-presidente –ele foi tornado réu no caso em março deste ano e declarado culpado em 11 de setembro.

    “Certifico que os acórdãos publicados no dia 18 de novembro de 2025 transitaram em julgado em 25 de novembro de 2025 para os réus Alexandre Ramagem Rodrigues, Anderson Gustavo Torres e Jair Messias Bolsonaro”, aponta uma determinação do STF que certificou o chamado “trânsito em julgado” em relação a esses condenados.

    O trânsito em julgado é o encerramento do processo e a partir de quando a pena começa a ser efetivamente cumprida. Até aqui, Bolsonaro cumpria medidas cautelares e desde o fim da semana prisão preventiva.

    O ex-presidente estava em prisão domiciliar até o último sábado (22), quando foi levado para a sede regional da Polícia Federal em Brasília, por ordem de Moraes.

    A medida preventiva foi tomada sob o argumento de risco de fuga e não como parte da pena imposta a ele por tentativa de golpe de Estado, o que ocorrerá agora, após o trânsito em julgado da ação penal no Supremo sobre o caso.

    Antes da prisão preventiva, Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica com ferro de solda, como ele mesmo admitiu a agentes penitenciários. “Usei ferro quente, ferro quente aí… curiosidade”, disse o ex-presidente a uma agente que foi ao local verificar a situação do dispositivo.

    A equipe médica que acompanha Bolsonaro esteve na Superintendência da PF no DF no domingo (23) e, após examiná-lo, falou em um quadro de “confusão mental e alucinações” para descrever o episódio sobre a tornozeleira eletrônica e atribuiu isso à interação medicamentosa. Mais tarde, ao passar por audiência de custódia, o ex-presidente disse que tentou abrir o dispositivo porque teve uma “certa paranoia” devido ao uso de medicamentos e que só depois “caiu na razão”.

    Quatro dos condenados no chamado núcleo central da trama golpista, todos militares, apresentaram recursos nesta segunda-feira (24) ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Ao contrário deles, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preferiu não apresentar novas contestações.

    A Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro, em 11 de setembro, por tentativa de golpe de Estado, sob acusação de liderar uma trama para permanecer no poder. É a primeira vez na história do país que um ex-presidente é punido por esse crime.

    Relator do caso, Moraes apontou Bolsonaro como líder da trama golpista colocada em marcha ainda durante seu governo, o que incluiu pressão sobre comandantes militares para a adoção de medidas de exceção que evitassem a posse de Lula (PT) e o mantivessem no poder –cenário que não se vislumbrava no país havia 60 anos.

    Moraes decide manter Bolsonaro preso na superintendência da PF em Brasília

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  • Fifa tira Brasil de grupo de ‘super cabeças de chave’ que só duelam na semi

    Fifa tira Brasil de grupo de ‘super cabeças de chave’ que só duelam na semi

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Fifa definiu que a Copa do Mundo de 2026 terá “super cabeças de chave”, mas nenhum deles será o Brasil. O UOL explica a nova regra do sorteio.

    As quatro melhores seleções do ranking da Fifa serão super cabeças de chave na Copa. São elas: Espanha (1ª), Argentina (2ª), França (3ª) e Inglaterra (4ª).

    Elas serão colocadas em lados opostos da chave. A ideia da Fifa é evitar que as quatro melhores seleções do mundo se enfrentem antes da semifinal caso vençam seus grupos, assim como acontece no tênis, por exemplo, onde os melhores atletas participantes de um torneio são sorteados em pontas opostas do chaveamento com o propósito de evitar o confronto entre eles nas primeiras fases.

    Neste cenário, um confronto entre Espanha e Argentina, as duas melhores seleções, só aconteceria na final. Só a classificação de uma delas em segundo ou terceiro em seu grupo evitaria esse caminho.

    O Brasil é o 5° no ranking da Fifa e ficou de fora do seleto grupo. Dessa forma, não terá restrição quanto à sua alocação nos grupos disponíveis na hora do sorteio do próximo dia 5 de dezembro. A única regra é que não poderá pegar nenhum outro sul-americano na primeira fase.

    A seleção brasileira, ainda assim, será uma das cabeças de chave do torneio. O Brasil está ao lado do quarteto, além de México, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Bélgica, Portugal e Holanda.

    AS OUTRAS REGRAS DO SORTEIO

    As seleções anfitriãs já sabem em quais grupos vão ficar. O México fará parte da chave A, o Canadá, da B, e os Estados Unidos, da D. A Fifa também já definiu como ficará a posição de cada representante dos potes sorteados em cada chave [veja abaixo].

    As seleções vindas das repescagens entrarão no pote 4. São quatro vagas na repescagem da Europa e duas na repescagem mundial entre países de outros continentes.

    Seleções da mesma confederação não poderão se enfrentar na fase de grupos. A exceção é a Europa, que tem número maior de seleções classificadas do que grupos disponíveis [16 a 12], mas há um limite máximo de duas por chave.

    O sorteio começará com o Pote 1. Após ele ser esvaziado, vem o Pote 2 e assim por diante, até o último. Caso uma seleção seja sorteada para um grupo onde não possa ficar, ela será realocada ao seguinte.

    A Fifa só vai detalhar os estádios e cidades onde cada seleção vai jogar no dia seguintuoe ao sorteio. A entidade já tem uma base de onde cada grupo vai passar, mas não definiu o caminho jogo a jogo.

    Como ficaram os potes da Copa

    Pote 1: Canadá, México, EUA, Espanha, Argentina, França, Inglaterra, Brasil, Portugal, Holanda, Bélgica, Alemanha
    Pote 2: Croácia, Marrocos, Colômbia, Uruguai, Suíça, Japão, Senegal, Irã, Coreia do Sul, Equador, Áustria, Austrália
    Pote 3: Noruega, Panamá, Egito, Argélia, Escócia, Paraguai, Tunísia, Costa do Marfim, Uzbequistão, Qatar, Arábia Saudita, África do Sul
    Pote 4: Jordânia, Cabo Verde, Gana, Curaçao, Haiti, Nova Zelândia, Repescagem Europeia 1, 2, 3 e 4, Repescagem Mundial 1 e 2

    Desenho de cada grupo

    Grupo A: México, Pote 3, Pote 2 e Pote 4
    Grupo B: Canadá, Pote 4, Pote 3 e Pote 2
    Grupo C: Pote 1, Pote 2, Pote 4 e Pote 3
    Grupo D: Estados Unidos Pote 3, Pote 2 e Pote 4
    Grupo E: Pote 1, Pote 4, Pote 3 e Pote 2
    Grupo F: Pote 1, Pote 2, Pote 4 e Pote 3
    Grupo G: Pote 1, Pote 3, Pote 2 e Pote 4
    Grupo H: Pote 1, Pote 4, Pote 3 e Pote 2
    Grupo I: Pote 1, Pote 2, Pote 4 e Pote 3
    Grupo J: Pote 1, Pote 3, Pote 2 e Pote 4
    Grupo K: Pote 1, Pote 4, Pote 3, Pote 2
    Grupo L: Pote 1, Pote 2, Pote 4 e Pote 3

    Fifa tira Brasil de grupo de ‘super cabeças de chave’ que só duelam na semi

  • Heleno e Paulo Sérgio, ex-ministros de Bolsonaro, são presos em Brasília

    Heleno e Paulo Sérgio, ex-ministros de Bolsonaro, são presos em Brasília

    Generais da reserva foram levados para o Comando Militar do Planalto; Anderson Torres vai cumprir pena no 19º Batalhão de Polícia Militar do DF, a ‘Papudinha’

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Os ex-ministros de Jair Bolsonaro (PL) Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira foram presos nesta terça-feira (25) para iniciar o cumprimento da pena à qual foram condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento da trama golpista.

    Generais da reserva, eles foram levados para o Comando Militar do Planalto.

    Bolsonaro e o ex-ministro Walter Braga Netto já cumprem prisão preventiva. Outro dos réus, o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), fugiu para os Estados Unidos.

    Nesta terça, o STF certificou o chamado trânsito em julgado, ou seja, a conclusão do processo relativo a Bolsonaro, Ramagem e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

    Em setembro, eles foram condenados por por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, abolição do Estado democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

    O tenente-coronel Mauro Cid, por sua vez, foi o primeiro a começar a cumprir pena. Ele retirou a tornozeleira eletrônica durante audiência no Supremo no último dia 3. Ex-ajudante de Bolsonaro, o militar passou a cumprir sua pena definitiva de dois anos de reclusão por participação na trama golpista.

    Todos, segundo o Supremo, teriam participado de uma trama golpista para manter Bolsonaro no poder após a derrota para Lula (PT) nas eleições de 2022.

    O grupo foi considerado condenado pelos mesmos tipos penais, a penas de 2 a 27 anos, todos ex-ocupantes de altos cargos no governo do ex-presidente.

    Foi aplicada ainda a inelegibilidade de oito anos a todos os condenados, a partir do término da pena. Bolsonaro já estava impedido de disputar eleições até 2030 em razão de condenações por abuso de poder na Justiça Eleitoral. Com a condenação desta quinta, ele fica inelegível até 2060.

    O ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) Augusto Heleno foi acusado de ser um dos responsáveis pela construção da narrativa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra as urnas eletrônicas.

    A denúncia diz que Heleno, em conjunto com o ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem, preparou o discurso de Bolsonaro e anuiu com espionagens ilegais favoráveis ao ex-presidente.

    Já o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira enfrentou a acusação de ter “aderido subjetivamente” ao grupo liderado pelo ex-presidente. Segundo Paulo Gonet, as ações e omissões do general no comando da Defesa em meio às discussões golpistas configuram descumprimento de seu dever legal de proteger a democracia.

    Bolsonaro foi considerado culpado por liderar o grupo e foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. Ele foi preso pela Polícia Federal na manhã do sábado (22) e levado para a sede regional da corporação em Brasília.

    Heleno e Paulo Sérgio, ex-ministros de Bolsonaro, são presos em Brasília

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