Autor: REDAÇÃO

  • Xi diz a Trump que controle da China sobre Taiwan é fundamental para ordem mundial

    Xi diz a Trump que controle da China sobre Taiwan é fundamental para ordem mundial

    Líder chinês telefonou para presidente americano nesta segunda-feira em meio a tensões com o Japão sobre Taipé; Xi e Trump se reuniram no último dia 30 na Coreia do Sul, período no qual republicano também visitou Tóquio

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O líder da China, Xi Jinping, afirmou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o “retorno de Taiwan à China” é uma parte fundamental da ordem internacional do pós-guerra, durante uma ligação telefônica nesta segunda-feira (24), informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

    “China e Estados Unidos lutaram lado a lado contra o fascismo e o militarismo, e agora deveriam trabalhar juntos para salvaguardar os resultados da Segunda Guerra Mundial”, disse Xi, segundo a Xinhua.

    Um funcionário da Casa Branca confirmou que Trump e Xi conversaram por telefone, mas não forneceu detalhes sobre o teor da ligação.

    Pequim considera Taiwan e a China continental como partes de uma única China e não descarta o uso da força para assumir o controle da ilha. O governo em Taipé rejeita a reivindicação e afirma que apenas o povo taiwanês pode decidir seu futuro.

    Atualmente, a China está envolvida em sua maior crise diplomática em anos com o Japão, depois que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou neste mês que um hipotético ataque chinês a Taiwan poderia desencadear uma resposta militar de Tóquio -o Japão é um dos aliados mais importantes dos EUA na Ásia, e Trump visitou Takaichi no fim de outubro.

    A missão chinesa na ONU (Organização das Nações Unidas), por meio do embaixador e chefe da delegação, Fu Cong, enviou ao secretário-geral da organização uma carta em que afirma que Takaichi expressa ambições de intervir militarmente na questão de Taiwan, emitindo uma ameaça de uso de força contra a China.

    O documento, segundo declaração da missão chinesa na ONU, tem como objetivo detalhar a posição do regime em relação às declarações de Takaichi ao Parlamento japonês.

    “Se o Japão ousar tentar uma intervenção armada na situação do Estreito, estará cometendo um ato de agressão. A China exercerá resolutamente seu direito de autodefesa, conforme previsto na Carta da ONU e no direito internacional, e defenderá firmemente sua soberania e integridade territorial”, escreveu Fu, segundo a publicação.

    Xi e Trump se encontraram na Coreia do Sul no último dia 30 após meses de tensões comerciais desencadeadas pelas políticas tarifárias de Trump.

    Desde então, a China retomou as compras de soja dos EUA e suspendeu suas restrições ampliadas às exportações de terras raras, enquanto Washington reduziu as tarifas sobre a China em 10%.

    Xi disse que as relações China-EUA se estabilizaram e melhoraram desde o encontro.

    “Os fatos novamente mostram que a cooperação beneficia ambos os lados, enquanto o confronto prejudica ambos”, disse ele a Trump, instando os dois países a manterem um impulso positivo e expandirem a cooperação.

    Os dois líderes também discutiram a Guerra na Ucrânia, segundo a agência. Xi reiterou que a China apoia todos os esforços conducentes à paz, ao mesmo tempo que pede a todas as partes que reduzam suas diferenças para se chegar a um acordo.

    Xi diz a Trump que controle da China sobre Taiwan é fundamental para ordem mundial

  • Lula recebe título de doutor honoris causa em Moçambique

    Lula recebe título de doutor honoris causa em Moçambique

    Homenagem ao presidente Lula reconhece apoio do Brasil para a educação no país africano

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta segunda-feira (24), o título de doutor honoris causa em ciência política, desenvolvimento e cooperação internacional pela Universidade Pedagógica de Maputo. Lula está em vista à capital de Moçambique em comemoração aos 50 anos das relações diplomáticas entre os dois países.

    A homenagem reconhece a trajetória de Lula, além da contribuição do Brasil ao avanço da educação e da ciência em Moçambique. O reitor da universidade, Jorge Ferrão, contou que mais de 30% dos quadros de alto escalão científico da academia moçambicana, entre mestres e doutores, se formaram em instituições de ensino superior brasileiras, em cooperações firmadas durante os governos do presidente Lula.

    “O impacto intangível dos quadros moçambicanos formados no Brasil, maioritariamente em seus mandatos presidenciais, enraíza o futuro científico e tecnológico do nosso país, contribuindo para delinear o caráter singelo de Moçambique no mundo”, disse Ferrão. 

    “A Universidade Pedagógica do Maputo abre as portas com o coração cheio porque a nossa gratidão é suprema e nunca se esgota”, acrescentou o reitor, ao mencionar que a outorga do título foi feita também em nome de outras instituições moçambicanas.

    Ferrão contou ainda que, em 2012, em visita ao país, Lula lançou o Projeto Sonho, iniciativa de educação à distância de professores do ensino primário e secundário envolvendo diferentes escolas e universidades moçambicanas e brasileiras. “Nessa época, mais de 200 professores se beneficiaram da implementação desse gesto generoso”, disse.

    O reitor destacou que a cooperação acadêmica é via de mão dupla e que a Universidade Pedagógica de Maputo recebeu, em 2024, cerca de 600 jovens de comunidades indígenas brasileiras. Ainda, em projeto com a Universidade Federal do Maranhão, a instituição moçambicana firmou compromisso de participar na formulação e ensino da história e cultura afro-brasileiras no currículo brasileiro.

    Por fim, Ferrão falou sobre o compromisso de Lula com a justiça social. “Fica-nos cada vez mais esclarecedor o seu decisivo passo vanguardista no ideal da reparação histórica e de restituir a África o lugar que foi negado durante séculos de escravização”, disse.

    “A sua luta para que os mais de 700 milhões de pessoas que ainda passam fome em todo o mundo conquistem a dignidade alimentar será algo que vai mudar a consciência do mundo”, acrescentou.

    Melhor investimento

    Ao receber a homenagem, o presidente Lula citou algumas das políticas educacionais e de combate às desigualdades desenvolvidas no Brasil e reafirmou que os recursos colocados na educação não são gastos, mas “o melhor investimento” que um governo pode fazer.

    “Eu sei quantos abusos a gente sofre por não ter tido a oportunidade [de estudar]. É por isso que a educação, para mim, é uma obrigação”, disse Lula, sendo ovacionado pelo público presente.

    “Não é possível a gente não compreender que um jovem formado é muito mais respeitado, ele vai arrumar um emprego melhor, ganhar melhor, vai poder viver melhor e construir uma família melhor. Uma moça bem formada não vai aceitar morar com ninguém a troco de um prato de comida porque ela tem formação e tem dignidade”, acrescentou.

    Lula disse, ainda, que o Brasil deve muito ao continente africano, que ajudou a “forjar a alma” do país em seus 300 anos de escravidão, e destacou que o programa de cooperação de graduação para estudantes estrangeiros já tem 60 anos no Brasil.

    “A cooperação internacional só é justa quando é feita com base na solidariedade e no respeito à dignidade e à soberania de cada país. É nesse modelo que o Brasil acredita”, disse Lula.

    “Não há democracia verdadeira onde o povo não tem acesso ao conhecimento e não há desenvolvimento quando as riquezas se concentram em poucas mãos. Educar é fazer da igualdade de oportunidades uma realidade concreta e não uma promessa distante. Quando investimos na educação, formamos cidadãos conscientes, trabalhadores qualificados e lideranças éticas”, afirmou.

    Lula recebe título de doutor honoris causa em Moçambique

  • Morre Ione Borges, conhecida pelo programa Mulheres, aos 73 anos

    Morre Ione Borges, conhecida pelo programa Mulheres, aos 73 anos

    Ione Borges foi um dos maiores nomes dos programas femininos da TV aberta e ficou conhecida por comandar o programa ‘Mulheres’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A apresentadora Ione Borges morreu nesta segunda-feira (24), aos 73 anos. A informação foi confirmada pela Fundação Cásper Líbero, que mantém a TV Gazeta, emissora na qual Borges trabalhou por mais de três décadas. A causa da morte não foi revelada.

    “É com imenso pesar que a Fundação Cásper Líbero comunica o falecimento da apresentadora Ione Borges”, disse a instituição, em nota. “Ícone da televisão brasileira e rosto inconfundível da TV Gazeta por décadas, Ione construiu um legado de profissionalismo e pioneirismo no segmento feminino e de variedades.”

    No canal, ela apresentou o programa Mulheres ao lado de Claudete Troiano, parceria que durou 16 anos, entre os anos 1980 e 1990. Troiano usou as redes sociais para lamentar a morte de Borges.

    “Juntas, na televisão, construímos uma história que atravessou gerações e marcou a vida de tantas pessoas. Dividimos risos, emoções, aprendizados e, acima de tudo, vivemos momentos de verdadeira felicidade”, escreveu ela, nas redes sociais.

    “Hoje me despeço com o coração apertado, mas cheio de gratidão. Obrigada, minha linda e eterna parceirinha. Você segue viva na minha memória, no meu carinho e na história da nossa comunicação.”

    Após deixar o programa Mulheres, em 1999, a apresentadora comandou um programa de entrevistas até 2002. Depois, apresentou o programa matutino Pra Você e, depois, o Manhã Gazeta, no qual voltou a repetir a parceria com Claudete Troiano. Em 2010, porém, Borges decidiu pedir demissão, afirmando que estava cansada da rotina de apresentadora e que queria se dedicar mais à família.

    Ela, porém, voltou ocasionalmente a apresentar programas na TV Gazeta, como em 2014, quando substituiu Ronnie Von no comando do Todo Seu durante as férias do apresentador.

    Morre Ione Borges, conhecida pelo programa Mulheres, aos 73 anos

  • Tebet pede ajuda ao mercado para convencer Congresso a aceitar redução de gastos

    Tebet pede ajuda ao mercado para convencer Congresso a aceitar redução de gastos

    Ministra do Planejamento e Orçamento mencionou, principalmente, os elevados gastos tributários e isenções fiscais

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, reforçou nesta segunda-feira, 24, o compromisso do atual governo federal com a responsabilidade fiscal e o equilíbrio entre crescimento da economia e o controle da inflação. Segundo ela, nos três anos de governo até aqui, o Poder Executivo tentou muitas vezes avançar em alguns pontos de controle de gastos, mas teve dificuldades de concluir essas reformas devido ao poder de lobbies.

    “No quesito das reformas fiscais, nós andamos muito mais lentamente do que precisávamos. Mas, nesse quesito, é importante compartilhar as responsabilidades. O Poder Executivo tentou. Muitas vezes tivemos lobbies que impediram o Executivo e outros poderes de que pudéssemos avançar mais”, disse a ministra, durante almoço anual da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

    Durante sua fala, Tebet também destacou que o próprio setor financeiro e os bancos podem ajudar no convencimento junto ao Congresso para a redução de alguns gastos.

    Ela mencionou, principalmente, os elevados gastos tributários e isenções fiscais. “E aqui entram vocês, agentes do mercado, que vocês possam ser parceiros do Brasil, como muitos já são, levando a palavra não só para dentro do Poder Executivo, mas para dentro do Congresso Nacional”, frisou.

    Na avaliação da ministra, não é necessário “segurar” o crescimento econômico com “medo” da inflação. “O que precisamos é criar condições para um crescimento justo e sustentável. E não temos que ter medo de falar em controle dos gastos públicos e responsabilidade fiscal”.

    Nesse contexto, a ministra também defendeu a necessidade de cada vez maior planejamento no Orçamento federal, citando, como exemplo, a experiência de países asiáticos, onde, segundo ela, as nações têm dado o exemplo, ao conseguir estabelecer metas de médio e longo prazo e pautar investimentos a partir de indicadores e números. “Gastar muito é ruim, mas gastar mal é pior ainda”, frisou a ministra, defendendo que é preciso investir em setores como ciência, tecnologia e inovação, e cortar “gastos ruins”.

    Durante sua fala, Tebet também reforçou que o País está encerrando 2025 muito melhor do que todos imaginavam e do que o cenário traçado no início do ano, apesar de algumas dificuldades, principalmente o alto nível da taxa de juros. Ela também mencionou que o PIB potencial do Brasil não está mais em 1,5% e precisa ser revisto.

    Gastos públicos novos

    A ministra do Planejamento e Orçamento mencionou também que não haverá novos gastos públicos por parte do governo federal em 2026. Ela acrescentou que, a despeito desse compromisso, será preciso, também, avançar na agenda de corte de gastos, principalmente os benefícios tributários.

    “Para 2026, quero afirmar, não haverá novos gastos públicos, mas, mesmo assim, precisamos avançar com o corte, ainda que linear, que não é o ideal, mas é o possível, em relação aos gastos tributários”, disse ela.

    Neste contexto, Tebet reforçou a necessidade de cada vez mais planejamento no Orçamento público e que o Brasil precisa deixar de “enxugar gelo” e ser o “país do improviso”.

    Ela citou como exemplo, que o País gasta muito com a educação, mas tem uma das piores educações públicas do mundo.

    Tebet pede ajuda ao mercado para convencer Congresso a aceitar redução de gastos

  • Ramagem diz ter 'apoio' do governo Trump para ficar nos EUA

    Ramagem diz ter 'apoio' do governo Trump para ficar nos EUA

    Deputado foi condenado por trama golpista e afirma ser alvo de ‘perseguição política’

    O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela trama golpista e alvo de mandado de prisão, afirmou estar “seguro” nos Estados Unidos com a “anuência” do governo de Donald Trump.

    “Digo nas palavras do governo americano para mim: ‘Que bom que temos um amigo que está em segurança e a salvo aqui nos EUA. Então, a gente tem esse apoio dos norte-americanos”, disse Ramagem em entrevista ao programa Conversa Timeline, apresentado pelo blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, que também está foragido da Justiça brasileira desde 2021.

    No primeiro pronunciamento desde que saiu do Brasil, em setembro, o parlamentar alegou ser vítima de “grave perseguição política” e disse ter deixado o País para evitar que suas filhas o vissem ser preso. Ele também comparou sua situação à de Donald Trump e afirmou ter sido “abraçado” pelo governo do republicano.

    Ramagem voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes e classificou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no sábado, 22, como “a consumação de toda a perseguição política”. Bolsonaro admitiu ter danificado a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.

    Segundo investigações da Polícia Federal, Ramagem teria deixado o País por Boa Vista (RR), possivelmente atravessado a fronteira para a Venezuela ou para a Guiana e, de lá, seguido para os Estados Unidos. Reportagem do site PlatôBR mostrou que o deputado vive atualmente em um condomínio de luxo em Miami ao lado da mulher, Rebeca Ramagem. A PF abriu investigação para rastrear o trajeto e apurar eventuais crimes no processo de saída irregular.

    A mulher do parlamentar publicou, neste domingo, 23, um vídeo nas redes sociais mostrando o reencontro da família em um aeroporto americano. No post, Rebeca afirmou que viajou com as filhas “para proteger a família” e que o marido enfrenta uma “perseguição desumana”. Ela também declarou não haver garantias de julgamento imparcial no Brasil e alegou que Ramagem é vítima de lawfare, termo usado para descrever o uso político do sistema judicial.

    A Câmara dos Deputados informou que não autorizou qualquer missão oficial do parlamentar no exterior. Ramagem apresentou atestados médicos cobrindo as datas de 9 de setembro a 8 de outubro e de 13 de outubro a 12 de dezembro, justificando sua ausência das atividades legislativas. Após tomar conhecimento da fuga, o ministro Alexandre de Moraes decretou sua prisão preventiva. A PF segue monitorando o deputado nos Estados Unidos e avalia os mecanismos de cooperação internacional para o caso.

    Ramagem diz ter 'apoio' do governo Trump para ficar nos EUA

  • Lutador americano de 31 anos morre em evento de MMA após colapso no ringue

    Lutador americano de 31 anos morre em evento de MMA após colapso no ringue

    (UOL/FOLHAPRESS) – Isaac Johnson, lutador de MMA americano, morreu durante um evento de luta em Chicago na madrugada do último sábado (24).

    O lutador foi socorrido após ter um colapso no ringue. Ele foi levado de ambulância até o Loyola University Medical Center, de acordo com a imprensa local, mas não resistiu.

    Na noite em que morreu, Johnson encarou Corey Newell na categoria peso-pesado contra. O duelo foi promovido como uma luta de boxe tailandês.

    O caso ainda é investigado pela polícia, que não determinou a causa da morte. Uma autópsia foi realizada, mas os resultados ainda não foram anunciados.

    O Rosario Central protestou ao receber de costas a equipe de Ángel Di María antes do jogo pelo Clausura, reação à decisão inesperada da Liga Argentina que reconheceu o rival como campeão nacional. O gesto viralizou e marcou a partida que terminou com a eliminação do Central.

    Notícias ao Minuto | 11:45 – 24/11/2025

    Lutador americano de 31 anos morre em evento de MMA após colapso no ringue

  • Rússia rejeita alterações europeias ao plano de paz para Ucrânia de Trump

    Rússia rejeita alterações europeias ao plano de paz para Ucrânia de Trump

    A Rússia rejeitou as modificações introduzidas pelos países europeus ao plano de paz para a Ucrânia apresentado pelos Estados Unidos

    Nesta segunda-feira (24), a Rússia rejeitou as modificações defendidas pela Europa ao plano de paz para a Ucrânia apresentado pelos Estados Unidos: “Tomamos conhecimento do plano europeu que, à primeira vista, é absolutamente não construtivo, não nos convém”, disse o conselheiro presidencial para os assuntos internacionais, Yuri Ushakov, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

    Os Estados Unidos propuseram na semana passada um plano para acabar com a guerra da Rússia contra a Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.

    O plano foi bem acolhido pelo Kremlin por contemplar grande parte das exigências que têm sido feitas pelo Presidente Vladimir Putin para acabar com a guerra.

    A presidência russa disse que o plano estava em linha com o que Putin discutiu com o norte-americano, Donald Trump, em agosto na cimeira do Alasca.

    O plano de Trump, que foi divulgado a meios de comunicação social norte-americanos, inclui a redução do exército para um máximo de 600.000 efetivos ou a cedência à Rússia de territórios que não foram conquistados militarmente por Moscou.

    Vários dirigentes europeus consideraram o plano como uma base para negociar, mas defenderam que necessita de modificações ou, em todo o caso, de mais elaboração.

    Delegações da Ucrânia e dos Estados Unidos reuniram-se no fim de semana na cidade suíça de Genebra para discutir o plano, de que saiu uma nova proposta, cujos termos não foram divulgados.

    A agência russa Ria Novosti noticiou que a União Europeia (UE) propôs que a Ucrânia mantivesse uma força de 800.000 efetivos, em vez dos 600.000 previstos no plano de Trump.

    “Segundo algumas fontes, o plano europeu inclui uma proibição do destacamento de forças da NATO na Ucrânia em tempo de paz, enquanto, segundo outras, a decisão sobre a presença de tropas estrangeiras permanece com Kiev”, escreveu a Ria Novosti.

    Ushakov disse aos jornalistas que o Kremlin só conhece a versão inicial do plano de Trump.

    “Mas ninguém realizou quaisquer negociações específicas com representantes russos sobre este assunto”, esclareceu o conselheiro de Putin para as questões de política internacional.

    O diplomata considerou lógico que os norte-americanos em seguida contactem Moscou para “começar a discussão de maneira presencial”.

    “Sabemos que há certos sinais nesse sentido, mas não existe um acordo concreto sobre um encontro entre representantes russos e norte-americanos”, destacou.

    O Kremlin não recebeu propostas sobre “quem e quando tenciona” deslocar-se a Moscou para conversações, disse Ushakov, citado pela EFE.

    Ushakov disse que muitas das cláusulas do plano enviado ao Kremlin pareciam “totalmente aceitáveis” para Moscou, mas outras requeriam “uma discussão e uma análise o mais detalhada possível entre as partes”.

    Admitiu que o plano, a que chamou de “espécie de projeto”, será objeto de revisões e modificações do lado russo, “como, “muito provavelmente, do lado ucraniano, e dos lados norte-americano e europeu”.

    “Este é um assunto muito sério”, disse aos jornalistas em Moscou.

    O plano que Washington apresentou a Moscou rejeitava categoricamente o ingresso da Ucrânia na NATO, enquanto a nova versão deixa espaço para uma decisão consensual dos países membros da Aliança Atlântica, segundo a EFE.

    Além disso, obrigava a Ucrânia a abandonar todo o Donbass (Donetsk e Lugansk, leste), quando as tropas de Kiev ainda controlam cerca de 20% do território da região de Donetsk.

    Ambas as propostas não contemplam uma declaração de um cessar-fogo até que os dois lados aceitem o plano de paz, ainda de acordo com a agência espanhola.

    Os Estados Unidos e a Ucrânia informaram em um comunicado conjunto após as conversações realizadas no domingo em Genebra que elaboraram “um quadro de paz atualizado e aperfeiçoado”.

    “Qualquer acordo futuro deve respeitar plenamente a soberania da Ucrânia e alcançar uma paz justa e sustentável”, disseram no comunicado.

    Rússia rejeita alterações europeias ao plano de paz para Ucrânia de Trump

  • João Gomes relembra tratamento com remédio e terapia para superar situações

    João Gomes relembra tratamento com remédio e terapia para superar situações

    Eleito Homem do Ano na Música pela GQ Brasil, João Gomes reflete sobre preconceito, saúde mental, raízes no sertão, paternidade e novos projetos, incluindo livro de poemas e um DVD que reuniu 80 mil pessoas nos Arcos da Lapa.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O pernambucano João Gomes, 23, foi eleito Homem do Ano na Música pelo Men of The Year, da GQ Brasil.

    O QUE ACONTECEU

    Apesar de inúmeras conquistas, ele recordou um episódio em que, ao pedir água durante um ensaio em um dia quente, ouviu alguém brincar sobre o fato de sua equipe ser nordestina. “Pensei: ‘Caramba, velho, foi isso mesmo?’. A gente precisa fazer a nossa parte através da música e ganhar nosso espaço, assim como Gonzagão fez. Mas sempre foi difícil. Sempre vão nos menosprezar por causa da ignorância. As pessoas pensam que, de onde viemos, é só mato. Então, devemos continuar falando de coisas positivas”, contou ele ao veículo.

    No último ano, João passou por uma “reeducação para colocar a cabeça no lugar”, com sessões de terapia e uso de medicamentos psiquiátricos. Para ele, essas ferramentas são essenciais: “Ano passado estava muito mais preocupado, aflito. nesta segunda-feira (24) estou muito mais feliz, confiante e em paz”, afirma.

    Para quem acompanha sua carreira meteórica, pode ser difícil dimensionar o impacto de sua trajetória em tão pouco tempo. Com 23 anos, João já cantou no Grammy, lota shows pelo Brasil, acumula 9,4 milhões de ouvintes mensais no Spotify e tem clipe com 368 milhões de visualizações no YouTube. Em 2019, suas postagens no Instagram mostravam momentos em Serrita, sua cidade natal, ou a rotina no curso técnico em agropecuária no Instituto Federal do Sertão Pernambucano, em Petrolina.

    João mantém forte ligação com suas raízes do sertão, mas foi o hip-hop que abriu sua relação com a literatura. “O hip-hop me levou para o caminho da literatura. Comecei a ir atrás das referências de que os caras falavam nas músicas”, explica. Assim descobriu Belchior e Charles Bukowski, cujas obras devorou em busca de inspiração.

    A escrita tem papel central em sua vida. Ele compõe declarações de amor para a esposa, a influenciadora Ary Mirelle, e recita poemas para lidar com crises de ansiedade. Planeja lançar um livro de poemas em março de 2026, além do DVD gravado em outubro, que reuniu 80 mil pessoas nos Arcos da Lapa. “Escrever é uma coisa que pode acontecer quando nada mais pode. Há certas coisas que são muito internas, alguns sentimentos ainda muito reprimidos. A escrita acaba explodindo de mim, é minha amiga mais pessoal”, afirma.

    Seu filho primogênito, Jorge, de quase 2 anos, inspirou a canção “Meu Filho Jorge”, lançada em 14 de novembro. “Eu ficava pensando: ‘Meu Deus, o que que eu posso ensinar para ele?’. Vejo o Marcelinho, filho da Veveta (Ivete Sangalo), um menino bem tranquilo, educado, talentoso e carinhoso, e penso: ‘Poxa, será que meu filho vai ser assim também?’”, reflete. Em setembro, nasceu Joaquim, seu segundo filho.

    Mesmo com a vida acelerada, Gomes já projeta 2026 como um ano de ainda mais criatividade. Comprou um escritório no Recife, seu “cantinho da criatividade”, onde trabalhará com o coletivo Delírio, parceiro de Dominguinho.

    Ali, será guardado seu primeiro troféu do Grammy. “Estou em uma vibe muito positiva sobre o meu futuro. Sinto que tem um bocado de coração conectado ao meu”, comemora o cantor.

    João Gomes relembra tratamento com remédio e terapia para superar situações

  • Palmeiras precisa repetir o que fez no início para ser campeão brasileiro

    Palmeiras precisa repetir o que fez no início para ser campeão brasileiro

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Palmeiras ficou mais distante do título brasileiro com tropeços consecutivos no Allianz Parque. Apesar da dificuldade e da vantagem do Flamengo, Abel Ferreira e companhia já conhecem o caminho.

    PALMEIRAS JÁ EMPLACOU SEQUÊNCIA QUE PRECISA

    São três jogos até o fim do Campeonato Brasileiro, contra Grêmio, Atlético-MG e Ceará. Como o próprio Abel Ferreira admitiu, em entrevista coletiva, a situação é complicada.

    O Palmeiras emplacou três vitórias consecutivas como visitante no início desta edição do Campeonato Brasileiro.

    A sequência aconteceu na segunda, quarta e quinta rodadas. O Verdão venceu o Sport na Ilha do Retiro por 2 a 1, bateu o Internacional por 1 a 0 no Beira-Rio e fechou a série com triunfo diante do Fortaleza, na Arena Castelão, também por 2 a 1. Entre esses jogos, venceu o Corinthians em casa pela terceira rodada.

    A pressão naquele momento, porém, era bem diferente da que aparece agora. O clube perdeu a liderança, viu o Flamengo ganhar margem e pode chegar à final da Libertadores com o título brasileiro já perdido.

    No momento, o Flamengo acumula 74 pontos, enquanto o Palmeiras chegou a 70. Para evitar o título do Rubro-Negro, o Alviverde precisa vencer o Grêmio, em Porto Alegre, nesta terça-feira, além de contar com tropeço do rival.

    Depois disso, a chave vira para a disputa da final da Libertadores, contra o próprio Flamengo, no sábado.

    A CAMPANHA DO PALMEIRAS COMO VISITANTE

    O Verdão é o segundo melhor time jogando longe de seus domínios. São 29 pontos – nove vitórias, dois empates e cinco derrotas -em 16 jogos, ficando atrás somente do Flamengo.

    OS JOGOS QUE FALTAM PARA O PALMEIRAS NO BRASILEIRÃO

    Grêmio x Palmeiras – 25/11, às 21h30 (de Brasília) – Arena do Grêmio
    Atlético-MG x Palmeiras – 03/12, às 21h30 (de Brasília) – Arena MRV
    Ceará x Palmeiras – 07/12, às 16h (de Brasília) – Arena Castelão

    Após superar lesões e ganhar espaço nas últimas rodadas do Brasileirão, Everton Cebolinha chega como titular à semana decisiva do Flamengo. Com mais fôlego e confiança, o atacante se torna opção importante para Filipe Luís antes do duelo contra o Atlético-MG e da final da Libertadores.

    Folhapress | 10:15 – 24/11/2025

    Palmeiras precisa repetir o que fez no início para ser campeão brasileiro

  • Filha brasileira revela que Jimmy Cliff conheceu mãe em ritual de ayahuasca

    Filha brasileira revela que Jimmy Cliff conheceu mãe em ritual de ayahuasca

    Jimmy Cliff, ícone do reggae, morreu aos 81 anos. Ele deixa três filhos, incluindo a atriz e cantora brasileira Nabiyah Be, que revelou detalhes da união dos pais em Salvador. Criada na Bahia, Nabiyah seguiu carreira artística, atuou em “Pantera Negra” e lançou álbum bilíngue em 2025

    Jimmy Cliff, ícone do reggae, morreu aos 81 anos. Ele deixa três filhos, entre eles a brasileira Nabiyah Be, 33, que revelou em entrevista como os pais se conheceram.

    A cantora Margareth Menezes apresentou o dois. A atriz e cantora contou os detalhes da união para o podcast Papo com Clê.

    “Eles se conheceram numa cerimônia de ayahuasca, na praia, em Salvador. Eu sou fruto dessa união sagrada”, disse Nabiyah Be.

    Segundo Nabiyah, sua mãe, Sônia Gomes, foi para a Bahia quando engravidou. “[Ela] decide não criar uma filha negra em São Paulo e migra para Salvador”, contou.

    Ela afirmou que se sente “muito mais brasileira do que jamaicana”. “Sou baianíssima. Nascida e criada até os 18 anos, em Salvador”, explicou. Nabiyah ainda contou que Jimmy morou com ela e a mãe até ela completar 11 anos.

    A atriz já esteve no filme “Pantera Negra” e na série “Daisy Jones and The Six”. Ela foi backing vocal do pai na juventude e, aos 18 anos, se mudou para os Estados Unidos para se dedicar à atuação. Este ano, lançou o primeiro álbum, “O Que o Sol Quer”, com músicas em inglês e português.

    Filha brasileira revela que Jimmy Cliff conheceu mãe em ritual de ayahuasca