Autor: REDAÇÃO

  • Governador de Valência renuncia um ano após enchente com 229 mortes

    Governador de Valência renuncia um ano após enchente com 229 mortes

    A decisão ocorre após meses de pressão, especialmente de familiares das vítimas, que o acusam de ter falhado na gestão da catástrofe de outubro de 2024.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente da região de Valência (equivalente a governador), Carlos Mazón, anunciou nesta segunda-feira (3) sua renúncia ao cargo, um ano após as inundações que deixaram 229 mortos e causaram bilhões de euros em prejuízos no leste da Espanha. A decisão ocorre após meses de pressão, especialmente de familiares das vítimas, que o acusam de ter falhado na gestão da catástrofe de outubro de 2024.

    “Não consigo mais. […] Sei que cometi erros, admito, e terei de conviver com eles pelo resto da vida”, afirmou Mazón, do conservador Partido Popular (PP), em pronunciamento à imprensa.
    Embora tenha admitido falhas, Mazón atribuiu parte da responsabilidade à falta de apoio do governo central, liderado pelo premiê socialista Pedro Sánchez, e a erros de organizações nacionais, incluindo a agência meteorológica Aemet e o departamento responsável pela rede hidrológica da região vinculado ao Ministério da Energia. Segundo ele, esses órgãos não alertaram sobre a gravidade da tempestade, a maior do século no país, da forma adequada.

    O desastre, ocorrido em 29 de outubro de 2024, foi o pior evento de enchentes na Europa desde 1967. Chuvas torrenciais inundaram bairros ao sul da cidade de Valência, pegando moradores de surpresa.

    Muitos morreram afogados dentro de prédios que já estavam submersos quando o governo regional enviou os primeiros alertas. Especialistas apontam que uma série de falhas, como a falta de obras de contenção, de medidas educativas e de comunicação rápida, agravaram o impacto da tragédia.

    Em novembro do ano passado, poucos dias após a catástrofe, a população de Paiporta, um dos locais mais afetados pelas inundações em Valência, chegou a atirar pedra e lama contra Mazón, que visitava o local ao lado do rei Felipe 6º, da rainha Letizia e de Sánchez.

    Já durante o último funeral de Estado feito em homenagem às vítimas, Mazón foi vaiado e chamado de assassino por familiares, que o acusam de ter se ausentado durante as horas críticas do desastre. No momento em que as enchentes começaram, ele almoçava com a jornalista Maribel Vilaplana e ficou sem se manifestar à população por cerca de seis horas.

    O episódio alimentou rumores de que Mazón teria envolvimento pessoal com a repórter, o que ele negou. O político afirmou que o encontro teve caráter profissional, pois pretendia convidá-la para assumir um cargo na televisão pública valenciana, embora tenha omitido inicialmente o almoço em suas explicações.

    A jornalista prestaria depoimento nesta segunda à juíza que investiga a tragédia e a possível responsabilidade criminal das autoridades. Familiares das vítimas acompanharam a chegada dela ao tribunal, e uma das pessoas gritou: “Conte toda a verdade, por eles”.

    Mazón afirmou que só não renunciou antes por se sentir obrigado a liderar o processo de reconstrução. Ele não esclareceu se convocará eleições antecipadas nem quem assumirá o governo de forma interina.

    Em nota, o Partido Popular informou que seu líder nacional, Alberto Núñez Feijóo, concederia uma entrevista coletiva ainda nesta segunda para comentar o caso.

    A presidente da principal associação de vítimas, Rosa Álvarez, classificou o discurso de renúncia de “doloroso e inútil”. “Ele continua repetindo mentiras e tentando se colocar no papel de vítima”, afirmou à rádio SER.

    O ministro da Economia, Carlos Cuerpo, afirmou que o governo de Sánchez já disponibilizou € 8,2 bilhões em ajuda direta para a recuperação de Valência. Ele ainda criticou Mazón, seu adversário político, ao dizer que a renúncia veio tarde demais e que o líder regional devia ter convocado eleições antecipadas.

    As enchentes catastróficas foram causadas por um fenômeno meteorológico conhecido localmente como Dana (depressão isolada em níveis altos, na sigla em espanhol), no qual ar frio e quente se encontram e produzem poderosas nuvens de chuva, um padrão que se acredita estar se tornando mais frequente devido às mudanças climáticas.

    Governador de Valência renuncia um ano após enchente com 229 mortes

  • Flamengo cria tipoias para Pedro jogar que precisam de aprovação dos árbitros

    Flamengo cria tipoias para Pedro jogar que precisam de aprovação dos árbitros

    BRUNO BRAZ
    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O Flamengo já tem pronto um plano emergencial para ter Pedro mesmo que ainda não 100% recuperado da fratura no antebraço direito. O departamento médico rubro-negro criou dois modelos de tipoia para que o atacante atue com o membro imobilizado.

    PRECISA DA APROVAÇÃO DOS ÁRBITROS

    O clube fez um molde com um material parecido com o que é utilizado nas máscaras feitas para atletas com fratura no rosto. Os médicos entendem que esta tipoia atende os padrões de segurança.

    A situação, porém, envolve uma questão muito peculiar: os árbitros precisam aprovar as tipoias. Caso avaliem que elas oferecem riscos aos adversários, Pedro será impedido de atuar com o braço imobilizado.

    A análise da arbitragem precisa ser feita antes de cada partida. O Flamengo, inclusive, fez uma segunda tipoia chamada de “Plano B”, caso o juiz vete o primeiro molde.

    EVOLUI NA RECUPERAÇÃO

    Pedro tem evoluído em sua recuperação. O prazo de retorno para este tipo de lesão dura, em média, de quatro a oito semanas, mas o Flamengo acredita que possa encurtar esta volta.
    Nesta quarta-feira ele completará duas semanas da fratura e fará pequenos trabalhos com bola com acompanhamento médico. Há uma expectativa do departamento para que ele esteja bem daqui a mais 14 dias.

    Na semana que vem, Pedro trocará sua imobilização e fará trabalhos no campo com carga controlada. A partir das quatro primeiras semanas completadas, o DM avaliará os próximos passos.

    Há, no entanto, um otimismo grande de que ele volte aos gramados antes da final da Libertadores, no dia 29 de novembro, em Lima (PER), contra o Palmeiras.

    Flamengo cria tipoias para Pedro jogar que precisam de aprovação dos árbitros

  • Harvard homenageia Marielle Franco com a Medalha W.E.B. Du Bois

    Harvard homenageia Marielle Franco com a Medalha W.E.B. Du Bois

    Marielle será a primeira figura pública brasileira – e apenas a segunda latino-americana – a receber a distinção mais alta da instituição no campo dos Estudos Africanos e Afro-Americanos. A outra foi a vice-presidente da Colômbia, Francia Márquez, em 2024.

    A Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, anunciou que concederá a Medalha W.E.B. Du Bois de 2025 à ativista brasileira Marielle Franco, vereadora da cidade do Rio de Janeiro assassinada em março de 2018. A cerimônia será realizada nesta terça-feira (4).

    Marielle será a primeira figura pública brasileira – e apenas a segunda latino-americana – a receber a distinção mais alta da instituição no campo dos Estudos Africanos e Afro-Americanos. A outra foi a vice-presidente da Colômbia, Francia Márquez, em 2024.

    A medalha reconhece trajetórias que fortalecem o legado intelectual e cultural das populações africanas e afrodescendentes no mundo. Entre os outros premiados de 2025 estão James E. Clyburn, Misty Copeland, Brittney Griner, George E. Johnson, Spike Lee e Amy Sherald.

     

    O norte-americano W.E.B. Du Bois foi um sociólogo, historiador, autor, editor e ativista americano, considerado o mais importante líder negro dos protestos nos Estados Unidos durante a primeira metade do Século 20. Ele participou da criação do movimento pelos direitos civis no país. A coleção de ensaios escrita por ele, As Almas da Gente Negra (1903), é um marco da literatura afro-americana.
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    Marielle Franco tornou-se uma das principais vozes da luta contra a violência de Estado e em defesa dos direitos humanos no Brasil. Nascida e criada no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, ela dedicou a vida às agendas das mulheres negras, das populações LGBTQIA+ e das periferias. Em 2016, foi eleita vereadora no Rio de Janeiro e presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania.

    Em 2018, o Instituto de Pesquisas Afrolatino-Americanas de Harvard (ALARI) havia convidado Marielle para um simpósio. Seis semanas antes do evento e um dia depois de denunciar a violência policial na comunidade em que nasceu, ela foi assassinada junto com o motorista Anderson Gomes.

    “Foi porque mulheres como ela desafiaram e transformaram as estruturas de poder, enfrentando o racismo, o sexismo e a LGBTQIA+fobia, que sua preciosa vida foi tirada. Mas seus assassinos fracassaram. Marielle esteve conosco no ALARI, e nunca mais saiu daqui”, disse Alejandro de la Fuente, diretor fundador do ALARI.

    “Nosso campo, o dos Estudos Afrolatino-Americanos, é alimentado pelas lutas por justiça e inclusão, nutrido por mulheres como Marielle. Isso não se pode matar. Marielle Franco é vida. E a vida não se mata”, complementou.

    A homenagem reconhece em Marielle a interseção entre militância, ciência e produção intelectual no campo afro-diaspórico. O ALARI é a primeira instituição acadêmica dos Estados Unidos dedicada ao estudo das populações afrodescendentes na América Latina e no Caribe.

    Executores e mandantes

    Os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados pelo assassinato de Marielle em outubro de 2024. Lessa recebeu pena de 78 anos, 9 meses e 30 dias de prisão por ter metralhado as vítimas, e Élcio, que dirigia o carro quando Ronnie disparou, foi condenado a 59 anos, 8 meses e 10 dias. Ambos foram culpados por duplo homicídio triplamente qualificado, contra Marielle e Anderson, e tentativa de homicídio contra a jornalista Fernanda Chaves, que estava no carro no momento, mas não foi atingida.

    As investigações indicaram que os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão encomendaram o assassinato da vereadora a matadores de aluguel e que o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, planejou o ato, além de ter atrapalhado a investigação, chefiada pelo próprio, antes de o caso ter sido elevado à esfera federal. 

    Os três respondem a uma ação penal que tramita no STF e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes. O magistrado finalizou as audiências com testemunhas, defesa e acusação em 2024. No entanto, o processo permanece em fase de instrução e ainda não há data prevista para o julgamento dos mandantes e do mentor.

    Harvard homenageia Marielle Franco com a Medalha W.E.B. Du Bois

  • Itaú ultrapassa Petrobras e vira empresa de maior valor de mercado da B3

    Itaú ultrapassa Petrobras e vira empresa de maior valor de mercado da B3

    O banco encerrou o dia 31 de outubro valendo R$ 401,9 bilhões, superior aos R$ 396,5 bilhões da petroleira. Segundo o levantamento, essa é a primeira vez desde 2020 que o Itaú é, de forma consistente, a empresa mais valiosa da B3.

    TAMARA NASSIF
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Itaú Unibanco ultrapassou a Petrobras em valor de mercado e se tornou a maior empresa da Bolsa de Valores brasileira, apontou um levantamento da Elos Ayta divulgado nesta segunda-feira (3).

    O banco encerrou o dia 31 de outubro valendo R$ 401,9 bilhões, superior aos R$ 396,5 bilhões da petroleira. Segundo o levantamento, essa é a primeira vez desde 2020 que o Itaú é, de forma consistente, a empresa mais valiosa da B3.

    No pregão desta segunda, as ações do banco avançavam 1,5%, a R$ 40,02. Já os papéis preferenciais e ordinários da Petrobras subiam 1,18% e 0,83%, a R$ 30,10 e R$ 31,77, respectivamente. Ambas as empresas ajudavam a sustentar o Ibovespa no positivo, e o índice está, pela primeira vez, operando acima dos 150 mil pontos -patamar psicológico que pode abrir espaço para novos ganhos.

    O bom desempenho do Itaú, de acordo com a Elos Ayta, reflete o momento do setor financeiro, agora embalado pela perspectiva de retomadas graduais na tomada de crédito e pela estabilidade dos resultados corporativos do setor neste trimestre.

    Primeiro a publicar o balanço de resultados, o Santander reportou, na quarta-feira passada (29), que o lucro cresceu acima das projeções, a R$ 4 bilhões -alta de 9,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já o Bradesco teve lucro líquido de R$ 6,2 bilhões, um aumento de 18,8% na comparação anual, em linha com as estimativas.

    O Itaú reporta resultados na terça-feira (4), após o fechamento do mercado. A expectativa, segundo a Bloomberg, é que o banco apresente números “sólidos”, impulsionado pela concessão “disciplinada” de empréstimos em segmentos de menor risco. O lucro projetado é de R$ 11,78 bilhões. O Banco do Brasil fecha a fila no dia 11 de novembro.

    Embora seja improvável que os resultados do terceiro trimestre tenham impacto imediato nas ações, afirmam analistas da XP, o Itaú ainda é “a melhor opção para navegar neste ambiente macroeconômico desfavorável”.

    O valor de mercado do Itaú tem subido desde dezembro 2024, quando estava em R$ 281,9 bilhões -alta acumulada de mais de 40% no ano, segundo a Elos Ayta.

    A Petrobras, por outro lado, apresentou um comportamento oposto. Depois de atingir o pico de R$ 526 bilhões em fevereiro, a petroleira foi afetada pela volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional e por discussões envolvendo sua política de dividendos, tendo perdido mais de R$ 120 bilhões em valor de mercado de lá para cá.

    Há de se ponderar, porém, que a empresa mais valiosa do país não está listada na Bolsa. Trata-se do Nubank, avaliado em US$ 77,62 bilhões, ou R$ 418 bilhões, no pregão encerrado em 31 de outubro. A empresa está na NYSE, a Bolsa de Nova York, e é negociada no Brasil por meio de BDRs (Brazilian Depositary Receipts).

    Assim, o ranking das cinco empresas mais valiosas da B3 é composto por Itaú, Petrobras, Vale (R$ 278,6 bilhões), BTG Pactual (R$ 248,9 bilhões) e Ambev (R$ 198,2 bilhões).

    “O movimento mostra a força dos bancos no mercado acionário brasileiro e uma recomposição natural após anos de domínio da Petrobras e da Vale no topo da B3”, analisa a Elos Ayta.

    Itaú ultrapassa Petrobras e vira empresa de maior valor de mercado da B3

  • Mauro Cid tem tornozeleira eletrônica retirada em audiência no STF

    Mauro Cid tem tornozeleira eletrônica retirada em audiência no STF

    Durante a audiência, Cid recebeu as orientações que deverá seguir durante o cumprimento da pena de dois anos de prisão em regime aberto pela condenação na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista. O procedimento foi conduzido por Flavia Martins de Carvalho, juíza auxiliar do ministro Alexandre de Moraes.

    O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, passou uma audiência nesta segunda-feira (3) no Supremo Tribunal Federal (STF) e retirou a tornozeleira eletrônica.

    Durante a audiência, Cid recebeu as orientações que deverá seguir durante o cumprimento da pena de dois anos de prisão em regime aberto pela condenação na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista. O procedimento foi conduzido por Flavia Martins de Carvalho, juíza auxiliar do ministro Alexandre de Moraes.

    Na semana passada, Moraes determinou

    o início do cumprimento da condenação. Por ter assinado acordo de delação premiada durante as investigações, Cid não ficará preso.

     

    O militar está proibido de sair de Brasília e deverá cumprir recolhimento domiciliar entre as 20h e as 6h. O recolhimento deverá integral nos finais de semana, ou seja, ele não poderá sair de casa.

    Cid também está proibido de portar armas, utilizar as redes sociais e se comunicar com investigados nos processos sobre a trama golpista.

    Por ter delatado os fatos que presenciou durante o período em que trabalhou com Bolsonaro, Mauro Cid passará usufruir dos benefícios da delação, deixará de usar tornozeleira eletrônica e poderá ter escolta de agentes da Polícia Federal para fazer a sua segurança e de familiares. Os bens dele também vão ser desbloqueados.

    No dia 11 de setembro, por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou Cid, Bolsonaro e mais cinco réus pelos crimes de crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

    Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem foi condenado somente pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Deputado federal em exercício, ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e respondia somente a três dos cinco crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Os recursos de Bolsonaro e demais acusados serão julgados pela Primeira Turma da Corte a partir do dia 7 de novembro.

     

    Mauro Cid tem tornozeleira eletrônica retirada em audiência no STF

  • Geely compra 26,4% das ações da Renault no Brasil e produzirá carros no Paraná

    Geely compra 26,4% das ações da Renault no Brasil e produzirá carros no Paraná

    A empresa chinesa poderá usar fábrica e o centro de engenharia da Renault em São José dos Pinhais (PR), para produzir os seus carros no Brasil e ainda contará com os quase 250 pontos de venda operados pela rede da empresa francesa para vender seus veículos. O valor do negócio não foi divulgado.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As montadoras Renault e Geely, já associadas em uma empresa de motores, anunciaram um acordo para ampliar sua colaboração no Brasil, onde a Geely será acionista da filial brasileira da Renault. Após a operação, a Geely possuirá 26,4% das ações da Renault do Brasil.

    A empresa chinesa poderá usar fábrica e o centro de engenharia da Renault em São José dos Pinhais (PR), para produzir os seus carros no Brasil e ainda contará com os quase 250 pontos de venda operados pela rede da empresa francesa para vender seus veículos. O valor do negócio não foi divulgado.

    “A transação é parte da continuidade da cooperação estratégica entre o Renault Group e a Geely….[e] busca reforçar o desenvolvimento das marcas Renault e Geely no Brasil e permitir a introdução no país de novos veículos com baixas emissões de carbono”, afirmaram as empresas em comunicado.

    Os dois grupos já são parceiros na empresa Horse Powertrain, em operação desde 2024, que produz motores para veículos de combustão e híbridos. A Geely também adquiriu 34% da filial sul-coreana da Renault, Renault Korea, em 2022.

    A produção dos veículos da Geely na fábrica da Renault ao lado dos carros do grupo francês “permitirá à Renault do Brasil aumentar a produção e reforçar a competitividade de seu complexo industrial”, segundo o comunicado. Em 2024, a fábrica francesa produziu 180 mil veículos.

    A Geely é uma das principais montadoras chinesas e já anunciou que o hatch elétrico Geely Geome Xingyuan estreia no Brasil em novembro. O nome extenso será reduzido para EX2. O carro foi o mais vendido da China entre maio e setembro. Em 2010, a montadora comprou a divisão automotiva da sueca Volvo.

    Segundo a Renault, a participação dela no mercado do Brasil é de 5% e o objetivo é dobrar o número em um prazo de cinco anos.

    O grupo francês indicou em julho que “priorizará” a América do Sul e a Índia para seu desenvolvimento no cenário internacional.

    NEGOCIAÇÃO DA RENAULT COM CHERY
    Além da Geely, a Renault afirmou que pode fechar acordo com outra chinesa, a Chery, para ceder a fábrica e os pontos de venda para produção e comercialização no Brasil. A negociação foi revelada pelo diretor de crescimento da empresa francesa, Fabrice Cambolive, na última sexta-feira (1º).

    “Esse tipo de parceria é claramente uma parceria vencedora porque estamos expandindo o acesso a diferentes plataformas, ferramentas industriais, engenharia e uma rede de distribuição”, afirmou Cambolive em uma conferência de imprensa.

    A medida ressalta como a Renault tem feito cada vez mais parcerias com outras montadoras, especialmente chinesas, em mercados globais para melhorar a eficiência de suas fábricas em todo o mundo e aumentar a competitividade de seus produtos.

    A Renault possui fábricas de automóveis em cerca de 12 países, incluindo França, Espanha e Índia. Também produz e comercializa o Grand Koleos, desenvolvido na plataforma da Geely na Coreia do Sul, desde 2024.

    Geely compra 26,4% das ações da Renault no Brasil e produzirá carros no Paraná

  • STF marca julgamento de denúncia contra Eduardo Bolsonaro para 14 de novembro

    STF marca julgamento de denúncia contra Eduardo Bolsonaro para 14 de novembro

    Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo foram denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) pelo crime de coação. Segundo a acusação, a dupla se articulou nos EUA para conseguir sanções contra autoridades brasileiras com o objetivo de intervir em processos na Justiça contra Bolsonaro.

    CÉZAR FEITOZA
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) marcou para o dia 14 de novembro o início do julgamento da denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela atuação nos Estados Unidos para barrar os processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    A análise será feita no plenário virtual do Supremo, com término previsto para o dia 25 de novembro. Se a denúncia for recebida, Eduardo se tornará réu.

    Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo foram denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) pelo crime de coação. Segundo a acusação, a dupla se articulou nos EUA para conseguir sanções contra autoridades brasileiras com o objetivo de intervir em processos na Justiça contra Bolsonaro.

    O processo contra os dois foi desmembrado, e o julgamento contra Figueiredo deve ocorrer somente no próximo ano.

    Nas provas apontadas na denúncia, há declarações públicas de ambos em suas redes sociais, além de dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos em operações autorizada pelo Supremo.

    A peça da PGR afirma que desde momentos próximos ao recebimento da denúncia contra Jair Bolsonaro pela trama golpista, Eduardo e Figueiredo passaram a articular sucessivas e continuadas ações para intervir no processo penal.

    “O propósito foi o de livrar Jair Bolsonaro, e também o próprio Paulo Figueiredo, da condenação penal pelos crimes que ensejaram a abertura de procedimentos criminais”, diz Gonet. Figueiredo é réu em uma das ações sobre a tentativa de golpe de Estado após a vitória de Lula (PT) nas eleições de 2022, mas ainda não foi julgado.
    “Isso, porém, não descaracteriza o crime imputado, dada a natureza formal do delito, que não depende do resultado naturalístico. A simples prática da ameaça contra o julgador de processo já é suficiente para a configuração do tipo.”

    “As ameaças foram reiteradas várias vezes, em diferentes ocasiões”, acrescenta Gonet. “Há um contexto que as enlaça num propósito estruturado para um mesmo fim. O quadro dos fatos revela continuidade delitiva.”

    Gonet afirma que Eduardo e Figueiredo tentaram explorar o relacionamento que mantêm com integrantes do governo americano e assessores e conselheiros de Donald Trump, e que se valeram dessa rede de contatos para constranger a atuação do Supremo.

    Eles induziram, diz a peça acusatória, “a adoção de medidas retaliatórias pelo governo norte-americano
    contra o Brasil e contra autoridades brasileiras, no intuito de compelir o Supremo Tribunal a encerrar os processos sem condenações, especialmente de Jair Bolsonaro”.

    Essa pressão tinha, também, o objetivo de que o Congresso Nacional aprovasse um projeto de anistia que abrangesse Bolsonaro, diz Gonet.

    “Os denunciados ameaçavam as autoridades judiciárias e de outros Poderes com a promessa de que conseguiriam de autoridades norte-americanas sanções dispostas para dificultar e arruinar suas vidas civis, mesmo no Brasil, se o processo criminal não tivesse o fim que desejavam ou se a anistia –extensiva necessária e prioritariamente a Jair Bolsonaro– não fosse pautada e conseguida no Congresso Nacional.”

    Em nota conjunta divulgada após a denúncia, Eduardo e Figueiredo disseram que o fato de a denúncia ter sido apresentada ao Supremo logo após as novas sanções dos EUA contra a esposa do ministro Alexandre de Moraes e autoridades brasileiras “evidencia a perseguição política em curso”. Eles ainda dizem que a acusação é “fajuta” e chamam a equipe de Paulo Gonet na PGR de “lacaios de Moraes”.

    STF marca julgamento de denúncia contra Eduardo Bolsonaro para 14 de novembro

  • Jennifer Aniston faz primeiro post 'oficial' com namorado Jim Curtis

    Jennifer Aniston faz primeiro post 'oficial' com namorado Jim Curtis

    A atriz celebrou o aniversário do novo companheiro com uma mensagem carinhosa nas redes sociais: “Parabéns, meu amor precioso”.

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Foram três meses de rumores sobre um possível namoro com o hipnoterapeuta Jim Curtis e, neste domingo (2), Jennifer Aniston, 56, tornou público o relacionamento. A atriz celebrou o aniversário do novo companheiro com uma mensagem carinhosa nas redes sociais: “Parabéns, meu amor precioso”.

    Desde 2018, após a separação de Justin Theroux, depois de seis anos de relacionamento, Aniston vinha mantendo sua vida amorosa longe dos holofotes. A estrela de “Friends” foi fotografada ao lado de Curtis durante férias em Maiorca, na Espanha, em julho deste ano, dando início aos rumores do romance.

    No site oficial, Jim Curtis se apresenta como “pioneiro do bem-estar, autor e coach”, com foco em cura pessoal e desenvolvimento humano. O novo namorado de Jennifer já trabalhou com celebridades como Miranda Kerr e Julianne Hough e atua como coach transformacional e palestrante, oferecendo serviços que denomina “hipno-realizações”.

    Curtis é autor de dois livros: “The Stimulati Experience” (2017), que apresenta nove princípios para superar a dor e os contratempos; e “Shift: Quantum Manifestation Guide” (2024), um manual que combina técnicas de hipnose, visualização guiada e afirmações para ajudar os leitores a manifestar seus objetivos e desejos. A obra é coautoria de Sara Hadir.

    Jennifer Aniston faz primeiro post 'oficial' com namorado Jim Curtis

  • Banco Central muda regras para acabar contas bancárias fraudulentas

    Banco Central muda regras para acabar contas bancárias fraudulentas

    As fintechs são empresas de inovação que se diferenciam pelo uso da tecnologia para oferecer serviços financeiros digitais. Em agosto desse ano, Receita Federal também estabeleceu que as fintechs devem estar sujeitas às mesmas regras dos bancos, no que se refere à obrigação de fornecer informações que levem ao combate a crimes, como lavagem de dinheiro.

    O Banco Central (BC) alterou regras sobre o encerramento compulsório de contas bancárias sem respaldo ou em desacordo com a regulamentação, incluindo as chamadas contas-bolsão. Elas são contas abertas por fintechs em bancos tradicionais, ou seja, operam em nome de terceiros com o objetivo de ocultar a identificação ou substituir obrigações dos clientes e podem ser utilizadas para fraudes, por exemplo.

    As fintechs são empresas de inovação que se diferenciam pelo uso da tecnologia para oferecer serviços financeiros digitais. Em agosto desse ano, Receita Federal também estabeleceu que as fintechs devem estar sujeitas às mesmas regras dos bancos, no que se refere à obrigação de fornecer informações que levem ao combate a crimes, como lavagem de dinheiro.

    “Quando a gente está falando de prevenção a fraude, de prevenção ao uso do sistema [financeiro] pelo crime organizado, não tem bala de prata, mas nós temos o compromisso, obviamente, de entender onde nós podemos atuar para fortalecer, continuadamente, a higidez e integridade do sistema financeiro”, disse a diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta do BC, Izabela Correa.

     

    A partir de agora, as instituições bancárias terão a obrigação de adotar critérios para identificar essas contas irregulares, como as contas-bolsão, podendo se utilizar de dados armazenados em bases públicas ou privadas. O BC explicou que, então, os bancos deverão encerrar as contas após comunicação aos clientes.

    Brasília (DF) 04/07/2023  Sabatina dos economistas Gabriel Muricca Galípolo e Ailton de Aquino Santos, na comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Foto Lula Marques/ Agência Brasil.Brasília (DF) 04/07/2023  Sabatina dos economistas Gabriel Muricca Galípolo e Ailton de Aquino Santos, na comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Foto Lula Marques/ Agência Brasil.
    Brasília (DF) 04/07/2023. Para o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, as mudanças não são barreira para a inovação e entrada de fintechs no sistema financeiro. Foto-arquivo Lula Marques/ Agência Brasil. – Lula Marques/ Agência Brasil

    O diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, ressaltou, entretanto, que há contas-bolsão legítimas, como contas de instituições de pagamento e de marketplace, por exemplo. “Essa norma para mim é uma norma de enfrentamento aos comportamentos ilícitos, quiçá criminosos, perpetrados no sistema financeiro nacional”, disse.

    “A conta-bolsão, a utilização ilegal dessa prática não autorizada, eu não consigo acreditar que entidades autorizadas pelo Banco Central possam vender serviços de contas blindadas. Isto para mim é um desvirtuamento. Mas a gente também não pode demonizar o conceito de contas-bolsão”, acrescentou.

    A nova regra entra em vigor em 1º de dezembro de 2025 e a documentação relacionada às contas de encerramento compulsório deve permanecer à disposição do Banco Central por, pelo menos, 10 anos.

    As novas normas sobre finalização de contas estão publicadas no site do BC: Resolução CMN nº 5.261 e Resolução BCB nº 518​.

    Limite mínimo

    O BC e o Conselho Monetário Nacional (CMN) também publicaram normas que tratam da nova metodologia de apuração do limite mínimo de capital social e de patrimônio líquido das instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. O objetivo é garantir que bancos e fintechs tenham recursos suficientes para absorver riscos e operar de forma segura.

    A nova regulamentação mira nas atividades efetivamente exercidas pelas instituições para definir o capital mínimo necessário, e não mais o tipo específico de instituição. Além disso, a metodologia prevê uma parcela do capital mínimo para cobrir o custo inicial da operação e os custos associados aos serviços intensivos em infraestrutura tecnológica.

    Por fim, a nova regulação requer uma parcela adicional de capital às instituições que utilizem em sua nomenclatura a expressão ‘banco’ ou qualquer termo que o sugira, em português ou em outro idioma.

    Os normativos entram em vigor imediatamente. No entanto, para que as instituições já em operação — ou aquelas em análise pelo BC — possam se ajustar às novas regras, foi definido o seguinte cronograma de transição que vai até dezembro de 2027.

    O diretor Ailton de Aquino afirmou que as mudanças não são barreira para a inovação e entrada de fintechs, mas visam reforçar a resiliência do sistema financeiro.

    “Eu não acredito numa IP [instituição de pagamento] com o capital inicial de R$ 1 milhão para fazer face à necessidade de tecnologia de contratar auditor, de montar uma boa estrutura. Eu acho que trazer este número por volta de R$ 9 milhões a R$ 32 milhões, operando com Pix, é algo que eu entendo como é bastante importante nesse momento”, disse, informando que há quase 300 IP autorizadas pelo BC a operar.

    “Nós vivenciamos, nos últimos meses, situações desagradáveis no sistema financeiro nacional [como invasão e perda de valores]. Isso aqui é uma resposta, é um processo evolutivo, mas também uma resposta para isso”, reforçou. Segundo ele, por exemplo, o capital inicial de corretoras passou de R$ 245 mil para R$ 8 milhões.

    Do universo de 1,8 mil entidades bancárias, cerca de 500 serão impactadas e terão que reforçar suas estruturas de capital.

    As normas sobre capital social também estão no site do BC: Resolução Conjunta nº 14 e Resolução BCB nº 517.

    Banco Central muda regras para acabar contas bancárias fraudulentas

  • Ancelotti convoca seleção para jogos contra Senegal e Tunísia; veja

    Ancelotti convoca seleção para jogos contra Senegal e Tunísia; veja

    Carlo Ancelotti divulgou nesta segunda-feira (3), a lista de convocados para os amistosos da seleção brasileira contra Senegal e Tunísia, neste mês de novembro, na Europa. 

    Na relação para os amistosos contra Senegal e Tunísia, nos dias 15 e 18 de novembro, em Londres e Lille (França), a ideia é promover a última leva de testes antes de montar uma cara da seleção mais próxima do que o italiano entende ser o ideal para a Copa 2026.

    “Creio que nos últimos jogos mudamos muito a equipe para fazer testes. É sempre positivo, é uma evolução que temos que fazer. Acho que os testes saíram bem. Tenho mais conhecimento dos jogadores, não conhecia muito. Vamos fazer esse tipo de mudança na Data Fifa de novembro. Acho que vou ter uma equipe mais definida, nos dois jogos. Nessa convocação, tenho jogadores como Fabinho, Luciano Juba, que quero avaliar; e Vitor Roque, que está fazendo um bom campeonato. Temos sete jogadores do Brasileirão. É um bom nível do campeonato e temos muitos jogadores que podem estar. Vamos ter uma equipe mais definida, com esses amistosos”, afirmou Ancelotti.

    Vitor Roque, do Palmeiras, e Luciano Juba, do Bahia, foram algumas das novidades.

    Confira a lista de convocados:
     

    Goleiros: Bento (Al-Nassr), Ederson (Fenerbahçe), Hugo Souza (Corinthians)

    Zagueiros: Alex Sandro (Flamengo), Danilo (Flamengo), Caio Henrique (Monaco), Militão (Real Madrid), Fabrício Bruno (Cruzeiro), Gabriel Magalhães (Arsenal), Luciano Juba (Bahia), Marquinhos (PSG), Paulo Henrique (Vasco), Wesley (Roma)

    Meio-campistas: Andrey Santos (Chelsea), Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Fabinho (Al-Ittihad), Paquetá (West Ham)

    Atacantes: Estevão (Chelsea), João Pedro (Chelsea), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Richarlison (Tottenham), Rodrygo (Real Madrid), Vini Jr (Real Madrid)., Vitor Roque (Palmeiras)

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