Autor: REDAÇÃO

  • Com ajuda a Milei, Trump aposta em reduzir influência chinesa na Argentina

    Com ajuda a Milei, Trump aposta em reduzir influência chinesa na Argentina

    O encontro entre Javier Milei e Donald Trump na Casa Branca marca uma nova etapa da aproximação entre Argentina e Estados Unidos. A reunião deve reforçar o apoio americano ao governo argentino e faz parte da estratégia de Washington para conter a influência econômica da China na América Latina

    (FOLHAPRESS) – A foto que Javier Milei busca ao chegar aos Estados Unidos nesta terça-feira (14) para um encontro com Donald Trump na Casa Branca deve selar mais do que um apoio do presidente dos EUA ao governo da Argentina para as eleições legislativas daqui a duas semanas. A reunião pode representar um novo passo nas investidas americanas para frear a influência chinesa no país.

    Nas últimas semanas, os EUA sinalizaram um apoio de US$ 20 bilhões (R$ 110 bilhões) à Argentina, na forma de um swap (troca de moedas entre bancos centrais). O movimento, que surpreendeu analistas, serviu para respaldar o programa econômico do governo e dar um freio na crise cambial que o país latino vive às vésperas das eleições de 26 de outubro.

    Para o governo argentino, foi um gesto de socorro, que evitou que o país continuasse queimando dólares para controlar a escalada do câmbio. Já a Casa Branca tem expectativas em relação ao atual alinhamento de Milei ao governo de Trump, que encontra eco em outros países da região, como Paraguai, Equador e, em breve, a Bolívia, que terá um segundo turno entre candidatos de direita no próximo domingo (19).

    “Milei está empenhado em tirar a China da Argentina”, disse, sem meias-palavras, Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, em uma entrevista dada à TV americana na semana passada, em meio ao anúncio de que os americanos haviam comprado pesos argentinos no mercado.

    “A Argentina é uma referência na América Latina. O presidente Milei fez a coisa certa. Ele está tentando quebrar cem anos de um ciclo negativo. Não queremos um Estado falido na região”, explicou Bessent, em referência à Venezuela.

    Bessent alertou sobre o avanço das empresas chinesas e reiterou a necessidade de reforçar alianças com países que tenham modelos econômicos capitalistas fortes. Ele mencionou que a presença da China se dá principalmente por investimentos em recursos naturais encontrados na Argentina, como terras raras e urânio, e acredita que as empresas privadas dos EUA podem ser aliadas no desenvolvimento desses setores.

    Economistas críticos ao alinhamento de Milei destacam que ele pode não ser vantajoso, já que os Estados Unidos competem com produtos exportados pelos argentinos, como grãos e carnes, enquanto a China é um cliente do qual o país não pode abrir mão. Representantes de agricultores dos Estados Unidos também criticam o apoio de Trump aos competidores.

    No ano passado, os principais produtos argentinos vendidos aos chineses foram carnes, grãos, produtos químicos orgânicos e compostos de terras raras; no sentido oposto, compraram máquinas e equipamentos, produtos químicos e automóveis.

    A resposta chinesa a Bessent foi dura. No sábado (11), a embaixada do país asiático na Argentina publicou uma nota em que criticou as declarações feitas por Bessent, chamando-as de “provocativas” e alegando que refletem uma mentalidade da Guerra Fria.

    Eles acusam os Estados Unidos de realizar ações de “hegemonia e intimidação” e de intervenções nos assuntos de outras nações. “São palavras que só parecem fortalecer um espírito de confronto e intervencionismo nos assuntos de outras nações soberanas.”

    A diplomacia chinesa destacou que o país mantém um swap anterior, de cerca de US$ 18 bilhões (R$ 98,3 bilhões), com o BCRA (Banco Central da República Argentina) e investimentos em diferentes províncias. A embaixada enfatizou que a cooperação da China beneficia o desenvolvimento econômico e social da América Latina, ao contrário das tentativas dos EUA de impor controle na região.

    “Os países da América Latina e do Caribe têm o direito de escolher, de forma independente e livre, qual é o seu caminho de desenvolvimento e quem são seus parceiros de cooperação. Diante dessa situação, seria melhor que os Estados Unidos parassem de semear discórdia e criar problemas onde não existem, para dar contribuições mais reais ao desenvolvimento da região que afirmam defender”, escreveu a embaixada.

    O investimento direto chinês na Argentina flutuou nos últimos anos, seja por incertezas econômicas globais ou por crises internas no país vizinho. Em 2023, ano em que Milei foi eleito, o estoque total de investimentos foi de US$ 1,82 bilhão, enquanto o patamar máximo foi em 2021, de US$ 2,14 bilhões, segundo dados do governo chinês.

    Os aportes tiveram destinos variados, como a modernização de ferrovias -como a Belgrano e a San Martín- e outras obras de infraestrutura na Argentina. No setor de energia e mineração, os chineses têm investido na exploração de lítio e em projetos de energia renovável, como o parque solar Cauchari (em Jujuy), além de modernização agrícola.

    A Argentina ingressou na Iniciativa do Cinturão e Rota em 2022 e assinou um plano de cooperação em 2023, com foco em infraestrutura, energia e modernização industrial. A chegada de Milei ao poder esfriou os planos de entrada da Argentina nos Brics, apesar do convite patrocinado pelo presidente Lula.

    Um entrave para os planos do governo americano é que a Constituição argentina define que os recursos naturais são de domínio das províncias. O novo embaixador de Trump no país, Peter Lamelas, sabia disso ao defender a sua indicação no Senado americano, em julho. Ele disse que seu objetivo na Argentina seria “dialogar com os governadores e garantir que eles não façam acordos com os chineses”.

    Na época, líderes de diferentes províncias repudiaram o discurso, dizendo que as palavras de Lamelas atacavam a liberdade e a soberania da Argentina. “É inaceitável que um embaixador estrangeiro pretenda imiscuir-se nos assuntos internos de um país ao qual não é mais do que um visitante temporário”, disse Ricardo Quintela, governador de La Rioja.

    Com ajuda a Milei, Trump aposta em reduzir influência chinesa na Argentina

  • STF começa a julgar réus do Núcleo 4 da trama golpista nesta terça

    STF começa a julgar réus do Núcleo 4 da trama golpista nesta terça

    A Primeira Turma do STF começa a julgar nesta terça-feira (14) sete réus do chamado Núcleo 4 da trama golpista ligada ao governo Bolsonaro. Eles são acusados de organizar ações de desinformação, atacar instituições e promover discursos golpistas antes das eleições de 2022

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (14) o julgamento da ação penal contra o Núcleo 4 da trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Os integrantes do colegiado vão se decidir se condenam sete réus acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de organizar ações de desinformação para propagar notícias falsas sobre o processo eleitoral e promover ataques virtuais a instituições e autoridades, em 2022.

    Fazem parte deste núcleo Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército); Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército); Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército); Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército); Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército); Marcelo Araújo Bormevet (policial federal) e Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal). 

    Eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

    Sessão

    A sessão de julgamento está prevista para começar às 9h. O primeiro dia será destinado às sustentações das defesas e da acusação, que será feita pela PGR. A votação ocorrerá nas sessões seguintes.

    Foram reservadas mais três sessões para a finalização do julgamento, a serem realizadas nos dias 15, 21 e 22 deste mês.

    O colegiado é formado por Alexandre de Moraes, relator do caso, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

    Prisão

    Os acusados que forem condenados pelo STF não serão presos automaticamente. As defesas poderão recorrer da eventual condenação.

    Outros núcleos 

    Até o momento, somente o núcleo 1, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus, foi condenado.

    Além do núcleo 4, serão julgados ainda neste ano os núcleos 2 e 3. O julgamento do núcleo 3 está marcado para 11 de novembro. O grupo 2 será julgado em dezembro. 

    O núcleo 5 é formado pelo empresário Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura João Figueiredo. Ele mora dos Estados Unidos e não apresentou defesa no processo.  Ainda não há previsão para o julgamento. 

     

     

    STF começa a julgar réus do Núcleo 4 da trama golpista nesta terça

  • Vaga de Barroso no STF reaviva pressão sobre Lula, que só escolheu 1 mulher em 10 indicações

    Vaga de Barroso no STF reaviva pressão sobre Lula, que só escolheu 1 mulher em 10 indicações

    A aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso reacendeu cobranças por diversidade no Supremo. Com apenas uma mulher entre os 11 ministros e histórico majoritariamente masculino e branco, entidades pedem que Lula indique uma mulher, especialmente negra, para garantir maior representatividade e equilíbrio na mais alta Corte do país

    (CBS NEWS) – O anúncio da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso renovou a pressão de entidades pela nomeação de uma mulher ao STF (Supremo Tribunal Federal), além da cobrança para que o presidente Lula (PT) considere diversidade racial na escolha do sucessor do ministro.

    Órgão de cúpula do Judiciário brasileiro, o tribunal conta atualmente com apenas uma ministra na composição, Cármen Lúcia. Só outras duas mulheres integraram a corte nos seus 134 anos de história: Rosa Weber e Ellen Gracie. As três são brancas.

    Lula já teve a oportunidade de nomear 10 ministros ao longo de três mandatos, entre eles somente uma mulher, Cármen. Ele agora fará a 11ª indicação, e a expectativa é que seja de novo de um homem.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, os principais cotados para a vaga de Barroso são o ministro TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas, o advogado-geral da União, Jorge Messias, favorito ao cargo, e o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

    “Temos a notícia da saída de um ministro do Supremo, e é absolutamente naturalizado que, na sequência, apareçam listas compostas exclusivamente por homens”, diz Luciana Zaffalon, diretora-executiva da plataforma Justa. “É fundamental parar de naturalizar.”

    Ao lado das entidades Themis e Fórum Justiça, a Justa assina uma nota na qual defende a indicação de uma mulher para o STF e apresenta uma lista com nomes de pessoas do universo jurídico que poderiam ser consideradas para a vaga.

    “Não é possível que tenhamos um tribunal composto de maneira constrangedoramente masculina e branca. Não é democrática uma representação tão desigual da sociedade em um dos seus Poderes, seja ele Legislativo, Executivo ou Judiciário”, afirma Zaffalon.

    A dirigente diz que, mesmo sob uma ótica eleitoral, é preciso ter em vista o peso dos votos das mulheres. Um dos argumentos aventados a favor de Messias é o fato de ser evangélico. A indicação do ministro pode servir de aceno ao segmento de olho nas eleições de 2026. “A quem Lula relegará a disputa das mulheres na próxima eleição? Ele está abrindo mão desse público?”, questiona.

    O máximo que o STF já experimentou foi ter simultaneamente duas mulheres no quadro de ministros. Em 2023, a ministra Rosa Weber, que dividia a bancada com Cármen Lúcia, aposentou-se. A gaúcha foi última do gênero a ser indicada ao tribunal.

    No lugar dela, Lula indicou naquele mesmo ano o ministro Flávio Dino, empossado em 2024. Além dele e de Cármen, o petista escolheu para a corte, ao longo dos seus três mandatos, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Menezes Direito, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Joaquim Barbosa, Ayres Britto e Cezar Peluso.

    Nesta segunda-feira (13), Lula afirmou não querer um amigo para ocupar a vaga de Barroso no Supremo e disse que o critério a ser avaliado será a capacidade de cumprir a Constituição -independentemente de ser homem, mulher, branco ou negro.

    “Eu quero uma pessoa, não sei se mulher ou homem, não sei se preto ou branco, eu quero uma pessoa que seja antes de tudo uma pessoa gabaritada para ser ministro da Suprema Corte”, declarou Lula.

    Coordenadora política do movimento Mulheres Negras Decidem, Tainah Pereira diz que indicação de uma ministra poderia mudar o perfil das decisões na corte, em especial em temas relacionados a equiparação salarial e direitos sexuais reprodutivos.

    Segundo ela, existe, no entanto, um desafio de transpor o critério pessoal de indicação presidencial que deu o tom no terceiro mandato do petista, como ele próprio já deixou claro, assim como ocorreu no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    “O presidente Lula não abre mão de ser ele quem toma essa decisão, sobretudo depois de tudo o que já aconteceu com ele e todas as críticas que recebeu pelas escolhas passadas [para o STF]”, diz.

    Indicado por Lula, Toffoli negou autorização para ele comparecer ao velório do irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, quando estava preso em Curitiba em 2019. Da mesma forma, Joaquim Barbosa se tornou algoz do PT, com votos duros no julgamento do mensalão.

    “A crítica direta ao presidente é que, em tantos anos de vida pública, ele não construiu esse círculo de confiança de forma mais diversa”, afirma Pereira, lembrando que, em 2023, Lula recebeu a faixa presidencial de um grupo que deveria representar a diversidade do povo brasileiro.

    O diagnóstico é que a falta de mulheres negras em espaços de poder cria um obstáculo para a nomeação de pessoas com esse perfil se for privilegiado o critério pessoal e de confiança.

    Pereira diz que não se surpreenderá se Lula indicar mais um homem para o tribunal, mas ficará decepcionada. “Nas decisões que cabem a ele, exclusivamente, ele não tem sido condizente com a própria retórica.”

    Vaga de Barroso no STF reaviva pressão sobre Lula, que só escolheu 1 mulher em 10 indicações

  • Não quero amigo e não sei se será mulher, homem, preto ou branco, diz Lula sobre vaga no STF

    Não quero amigo e não sei se será mulher, homem, preto ou branco, diz Lula sobre vaga no STF

    Durante viagem à Itália, o presidente Lula afirmou que ainda não definiu quem indicará para a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. O petista disse que busca alguém capacitado para cumprir a Constituição, negando que escolha será baseada em amizade ou proximidade política

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) afirmou nesta segunda-feira (13) que quer uma pessoa gabaritada, não um amigo, para ocupar a vaga que será aberta por Luís Roberto Barroso no STF (Supremo Tribunal Federal).

    Em viagem à Itália, o petista foi questionado sobre o perfil da pessoa que ele vai indicar para a corte e sobre qual mulher também estava sendo considerada para o posto.

    Lula respondeu que o critério a ser avaliado será a capacidade de cumprir a Constituição. “Eu quero uma pessoa, não sei se mulher ou homem, não sei se preto ou branco, eu quero uma pessoa que seja antes de tudo uma pessoa gabaritada para ser ministro da Suprema Corte”, disse.

    “Eu não quero um amigo. Eu quero um ministro da Suprema Corte que terá como função específica cumprir a Constituição brasileira. É essa a qualidade que eu quero. É a única. Foi assim com todos os ministros que eu indiquei até agora ou as ministras e vai continuar sendo assim.”

    Lula participou na capital italiana da abertura do Fórum Mundial da Alimentação e de reunião sobre a Aliança Global de Combate à Fome e à Pobreza, na sede da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura). Ele volta na noite desta segunda para o Brasil e disse que nos próximos dias pretende conversar com integrantes do governo antes de tomar a decisão.

    Atualmente, é tido como favorito para a vaga de Barroso o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias.

    A avaliação se dá pela proximidade dele com Lula. Nas duas escolhas anteriores do petista para o Supremo no atual mandato, os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino, ele priorizou a intimidade e a lealdade para a indicação -o primeiro foi seu advogado, e o segundo, seu ministro da Justiça.

    Caso o presidente decida atender às preferências do mundo político, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) passa a ser o principal candidato para a vaga. Seu apoio é majoritário no Senado, e os ministros do STF Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes apoiam a indicação do congressista.

    Bruno Dantas, ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), também tem o nome citado entre os cotados para a vaga de Barroso, mas não está entre os favoritos.

    Barroso anunciou sua aposentadoria ao final da sessão plenária de quinta-feira (9).

    “Sinto que agora é hora de seguir outros rumos. Nem sequer os tenho bem definidos, mas não tenho qualquer apego ao poder e gostaria de viver um pouco mais da vida que me resta sem a exposição pública, as obrigações e exigências do cargo”, disse, emocionado.

    Ele ocupou o cargo por 12 anos e 3 meses e completará 75 anos só em 2033, quando teria de se aposentar compulsoriamente.

    Barroso defendeu a nomeação de uma ministra para o seu posto, sob o argumento de que as mulheres perderam espaço no Supremo desde a aposentadoria de Rosa Weber. Atualmente, Cármen Lúcia é a única na corte.

    As chances de indicação de uma ministra pelo critério de representatividade gênero, porém, são consideradas baixas.

    ‘NEM LEMBRAVA DESSE NOME’, DIZ LULA SOBRE ZAMBELLI

    Na entrevista coletiva em Roma, antes de voltar para o Brasil, Lula disse que não tratou do caso da deputada Carla Zambelli (PL-SP) em sua passagem pela Itália.

    Zambelli está presa desde o fim de julho no complexo penitenciário de Rebibbia, em Roma, e o Brasil pede à Itália que extradite a congressista. Ela fugiu para o país europeu para escapar da condenação de dez anos de prisão determinada pelo STF.

    “Eu nem lembrava desse nome. Se você não me pergunta, eu nem sabia que ela tava aqui ou não”, respondeu Lula. “Para mim, é uma pessoa que não merece respeito de quem é uma democracia. Ela vai pagar pelo que fez, aqui ou no Brasil. Portanto, é uma questão da Justiça, não é uma questão minha.”

    Zambelli foi acusada de participar da invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para emitir um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

    Na semana passada, a Justiça italiana rejeitou novo recurso da defesa de Zambelli para que ela aguarde a tramitação do processo em prisão domiciliar.

    Não quero amigo e não sei se será mulher, homem, preto ou branco, diz Lula sobre vaga no STF

  • Ancelotti afina Seleção e já tem base para a Copa de 2026

    Ancelotti afina Seleção e já tem base para a Copa de 2026

    A menos de um ano da Copa do Mundo de 2026, o técnico Carlo Ancelotti já começa a moldar a Seleção Brasileira que disputará o torneio nos Estados Unidos, México e Canadá. Desde que assumiu o comando, o italiano imprimiu um estilo ofensivo, com quatro atacantes, e já deixou claro quais jogadores devem compor a base da equipe. Ainda restam duas Datas Fifa antes da convocação definitiva, o que torna cada partida decisiva na briga pelas últimas vagas.

    Enquanto a defesa e o meio de campo parecem praticamente definidos, as laterais seguem sendo o maior ponto de dúvida do treinador,  assim como o futuro de Neymar, que ainda não foi chamado em nenhuma das convocações sob o comando de Ancelotti.

    Os nomes mais próximos da Copa

    No gol, Alisson caminha para disputar seu terceiro Mundial consecutivo como titular.

    Na defesa, Marquinhos é o líder e jogador de confiança, com Éder Militão e Gabriel Magalhães se consolidando como parceiros diretos.

    Entre os volantes, Casemiro mantém a braçadeira de capitão, enquanto Bruno Guimarães e Lucas Paquetá vivem boa fase e se firmam como pilares do meio-campo.

    No ataque, Vinícius Júnior desponta como protagonista e símbolo da nova era da Seleção, acompanhado por Rodrygo, que conta com total confiança do treinador.

    A revelação Estêvão, ex-Palmeiras, ganhou espaço rapidamente com boas atuações e deve figurar entre os 23.

    Raphinha, por sua vez, tornou-se uma das principais lideranças do elenco e deve manter sua vaga.

    Os que ainda brigam por um lugar

    Na disputa pelo gol, Ederson volta a ser opção após se recuperar de lesão, enquanto Bento, destaque no futebol árabe, tenta convencer a comissão técnica.
    Hugo Souza e John ainda correm por fora na briga por uma das três vagas.

    A defesa também tem competição acirrada.

    Beraldo e Fabrício Bruno agradaram em suas oportunidades, enquanto Léo Ortiz e Alexsandro seguem no radar.

    Nas laterais, Wesley, Vanderson e Carlos Augusto aparecem como favoritos, mas Douglas Santos e Paulo Henrique ainda são observados.

    No meio, João Gomes e André têm presença praticamente certa.

    Joelinton e Andreas Pereira correm por fora, enquanto Gerson, que se transferiu para o futebol russo, perdeu espaço.

    O ataque segue sendo o setor mais concorrido.

    Richarlison continua como homem de confiança de Ancelotti, Gabriel 

    Martinelli se mantém entre os nomes frequentes, e João Pedro ganha força no Chelsea.

    Matheus Cunha é valorizado pela versatilidade, e Luiz Henrique aproveitou bem as oportunidades recentes.

    Endrick, em recuperação de lesões e com pouco espaço no Real Madrid, pode ficar fora da lista final.

    As incertezas: laterais e Neymar

    As laterais seguem como o ponto mais indefinido da Seleção.
    Ancelotti testou diferentes nomes, mas nenhum se firmou de maneira definitiva.

    Já Neymar continua sendo a maior dúvida.

    Recuperando-se de lesão e sem minutos sob o comando do treinador, o camisa 10 é considerado “fora de avaliação”, segundo Ancelotti, ele pode ser chamado se estiver em boas condições físicas, mesmo sem ter sido testado.

    Hugo Souza deve começar no gol o amistoso contra os japoneses, em Tóquio; seleção brasileira principal defende invencibilidade contra adversário, com 11 vitórias e dois empates

    Folhapress | 17:36 – 13/10/2025

    Ancelotti afina Seleção e já tem base para a Copa de 2026

  • Governo de Taiwan sofre 2,8 milhões de ataques informáticos por dia

    Governo de Taiwan sofre 2,8 milhões de ataques informáticos por dia

    Relatório do Gabinete de Segurança Nacional de Taiwan aponta que os ataques, atribuídos ao Partido Comunista Chinês, miram setores de defesa e relações exteriores. O governo também identificou campanhas de desinformação nas redes sociais e registrou 24 casos de espionagem apenas nos primeiros nove meses de 2025

    Os serviços do governo de Taiwan registraram uma média de 2,8 milhões de ataques cibernéticos por dia em 2025, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (13) pelo Gabinete de Segurança Nacional (NSB) do país.

    De acordo com o relatório, citado pela agência estatal CNA, os ataques se concentraram em áreas estratégicas como infraestruturas críticas e informações sigilosas sobre cooperação internacional. Entre os principais alvos estão sistemas ligados à defesa nacional, relações exteriores e comunicações, com o objetivo de roubar dados confidenciais e interromper o desenvolvimento de serviços essenciais.

    O NSB informou ainda que as autoridades identificaram mais de 1,5 milhão de conteúdos falsos ou manipulados circulando nas redes sociais neste ano. Essas publicações, disseminadas por perfis anônimos ou automatizados, buscavam influenciar a opinião pública, estimular divisões internas, promover narrativas favoráveis à China e gerar desconfiança em relação aos Estados Unidos.

    As investigações apontam que o Partido Comunista Chinês estaria por trás dessas ações, conduzindo uma campanha de desinformação baseada na estratégia de “usar Taiwan para atacar Taiwan”, termo usado para descrever operações em que agentes infiltrados ou cidadãos locais reproduzem mensagens pró-Pequim.

    O relatório também revela que 24 pessoas foram indiciadas por espionagem em Taiwan nos primeiros nove meses de 2025, incluindo 13 atuais ou ex-funcionários públicos. O NSB acusa o Exército chinês e os órgãos de segurança de Pequim de coordenarem uma rede de ciberataques, com participação de civis, para roubar informações estratégicas e espionar instituições taiwanesas.

    Nos últimos anos, Taiwan tem denunciado o aumento das chamadas táticas de “zona cinzenta” adotadas pela China, ações que ficam no limite entre a guerra aberta e a pressão política, incluindo o envio de balões de vigilância, a disseminação de notícias falsas e a invasão de sistemas governamentais.

    Taiwan é autogovernada desde 1949, quando o regime nacionalista derrotado na guerra civil chinesa se refugiou na ilha. Hoje, o território é considerado uma das democracias mais avançadas da Ásia, com economia e instituições independentes de Pequim. A China, no entanto, considera a ilha uma província rebelde e vem intensificando esforços militares e políticos para alcançar a “reunificação nacional”, um dos principais objetivos do presidente Xi Jinping.

    Governo de Taiwan sofre 2,8 milhões de ataques informáticos por dia

  • Vídeo de Meghan Markle em local da morte de Diana irrita príncipe Harry

    Vídeo de Meghan Markle em local da morte de Diana irrita príncipe Harry

    A duquesa de Sussex gravou um vídeo passando pela Ponte de l’Alma, em Paris, onde a princesa Diana morreu em 1997. A atitude foi considerada insensível por críticos e teria causado grande desconforto a Harry, que vê o episódio como um dos momentos mais dolorosos de sua vida

    Meghan Markle voltou a ser alvo de críticas depois de uma publicação feita durante sua passagem pela Semana de Moda de Paris, encerrada em 7 de outubro. A duquesa de Sussex, que vive nos Estados Unidos com o príncipe Harry, gravou um vídeo dentro de um carro ao cruzar a Ponte de l’Alma, o mesmo local onde a princesa Diana, mãe de Harry, morreu em um trágico acidente em 1997.

    O registro foi publicado nas redes sociais e rapidamente gerou indignação, especialmente entre admiradores da família real britânica. Segundo o jornal Mirror, o príncipe Harry teria ficado extremamente irritado com a atitude da esposa, considerada por muitos desnecessária e insensível, justamente por remeter ao episódio mais traumático de sua vida.

    De acordo com o especialista em realeza Richard Fitzwilliams, ouvido pela revista OK! Magazine, o gesto de Meghan foi um grave erro, ainda que não tenha sido intencional. Suspeito que Harry esteja horrorizado e profundamente magoado, porque o vídeo toca em um momento extremamente doloroso de sua história. Mesmo que ela não tenha tido a intenção de ofender, foi um ato de grande insensibilidade, e erros assim têm peso, afirmou.

    Diana Spencer, conhecida como a princesa do povo, morreu em 31 de agosto de 1997, aos 36 anos, em Paris, quando o carro em que estava com o namorado, Dodi al-Fayed, se acidentou dentro do túnel da Pont de l’Alma durante uma perseguição de paparazzi. O motorista, Henri Paul, e Dodi morreram na hora. Diana chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O guarda-costas Trevor Rees-Jones foi o único sobrevivente.

    Na época, o príncipe Harry tinha apenas 12 anos e o irmão William, 15. A perda da mãe marcou profundamente o duque de Sussex, que já relatou em entrevistas e documentários o impacto emocional do trauma e as dificuldades que enfrentou em relação à saúde mental.

    Harry e Meghan se casaram em 2018 e, em 2020, decidiram se afastar das funções oficiais como membros seniores da família real britânica. Desde então, vivem na Califórnia, mantendo uma relação distante da monarquia.

    Vídeo de Meghan Markle em local da morte de Diana irrita príncipe Harry

  • Nicolas Sarkozy começa a cumprir pena de prisão em 21 de outubro

    Nicolas Sarkozy começa a cumprir pena de prisão em 21 de outubro

    O ex-presidente francês iniciará o cumprimento de uma pena de cinco anos de prisão na penitenciária de La Santé, em Paris, após ser condenado por envolvimento em um suposto esquema de financiamento ilegal de campanha com recursos do regime líbio de Muammar Kadhafi.

    Nicolas Sarkozy será o primeiro ex-presidente da França e também da União Europeia a cumprir pena de prisão. A sentença começará a ser executada no dia 21 de outubro, segundo informações divulgadas pelo jornal francês RTL nesta segunda-feira (13).

    De acordo com a publicação, Sarkozy foi notificado oficialmente da data durante uma reunião judicial realizada em Paris, à qual chegou por volta das 14h (horário local), acompanhado de seus advogados. O encontro durou menos de uma hora.

    O ex-presidente deverá cumprir a pena de cinco anos de prisão na penitenciária de La Santé, em Paris, que conta com uma ala especial para presos considerados vulneráveis, destinada a garantir sua segurança.

    Em 25 de setembro, o Tribunal Penal de Paris concluiu que Sarkozy permitiu que pessoas próximas a ele solicitassem financiamento ao regime de Muammar Kadhafi, na Líbia, para custear sua campanha presidencial em 2007.

    Embora tenha apresentado recurso, Sarkozy será preso imediatamente devido a uma ordem de detenção com execução provisória, decisão fundamentada na gravidade excepcional dos atos cometidos.

    A defesa ainda poderá entrar com um pedido de libertação junto ao Tribunal de Apelação após o início da pena, e os juízes terão até dois meses para avaliar o caso.

    A decisão dividiu a opinião pública francesa: uma pesquisa divulgada no final de setembro mostrou que 61% dos franceses consideram a prisão justa, enquanto 38% a classificam como injusta.

    Outros sete réus condenados no mesmo processo também recorreram da decisão, e um novo julgamento deve ocorrer nos próximos meses.

    Nicolas Sarkozy começa a cumprir pena de prisão em 21 de outubro

  • Trump confirma encontro com Zelensky em Washington na sexta-feira

    Trump confirma encontro com Zelensky em Washington na sexta-feira

    Donald Trump confirmou que receberá Volodymyr Zelensky na Casa Branca na sexta (17). O encontro deve tratar da guerra na Ucrânia e de novos acordos de cooperação em defesa e energia. Zelensky elogiou o papel diplomático de Trump e disse ter esperança de um avanço rumo à paz

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (13) que vai receber o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca na próxima sexta-feira (17).

    A declaração foi feita a bordo do avião presidencial, durante o voo de retorno a Washington, após uma viagem ao Oriente Médio.

    Horas antes, Trump havia se reunido com os líderes do Egito, Catar e Turquia, com quem assinou um acordo de cooperação pela estabilidade regional. O compromisso prevê esforços conjuntos para promover o diálogo entre israelenses e palestinos e resolver futuros conflitos por meio da diplomacia.

    Durante a conversa com jornalistas, o presidente americano disse esperar que o líder turco Recep Tayyip Erdogan também possa ajudá-lo em outro desafio internacional: a invasão russa da Ucrânia.

    Em Kiev, Zelensky confirmou que viajará a Washington ainda nesta semana para o encontro com Trump. “Vou me reunir com o presidente Trump em Washington nesta semana”, afirmou em coletiva de imprensa ao lado da chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas.

    O líder ucraniano disse que pretende discutir com Trump uma série de propostas relacionadas à guerra, com foco em defesa antiaérea e cooperação energética. Ele também terá reuniões com empresas de armamentos e membros do Congresso americano.

    Horas antes, Zelensky havia publicado no Facebook uma mensagem elogiando o acordo de cessar-fogo em Gaza, mediado por Trump, que resultou na libertação de reféns israelenses e prisioneiros palestinos, além da entrada de ajuda humanitária no território.

    “Quando a paz é alcançada em uma parte do mundo, ela traz esperança de paz para outras regiões”, escreveu Zelensky. “A liderança e a determinação de grandes atores globais podem funcionar para nós também na Ucrânia.”

    O presidente ucraniano voltou a destacar o papel dos Estados Unidos na busca pela estabilidade global e disse confiar que a diplomacia americana possa ajudar a encerrar a guerra em seu país.

    “Estamos trabalhando para que o dia da paz chegue também à Ucrânia”, afirmou Zelensky, reforçando que “a agressão russa continua sendo a principal fonte de desestabilização mundial”.

    Trump confirma encontro com Zelensky em Washington na sexta-feira

  • Al Pacino lamenta nunca ter se casado com Diane Keaton, seu grande amor

    Al Pacino lamenta nunca ter se casado com Diane Keaton, seu grande amor

    Fontes próximas afirmam que Al Pacino considera Diane Keaton o grande amor de sua vida e se arrepende de não ter pedido a atriz em casamento. Os dois se conheceram nas filmagens de “O Poderoso Chefão” e viveram um relacionamento de idas e vindas por quase duas décadas

    O ator Al Pacino teria admitido a amigos próximos que se arrepende de não ter se casado com Diane Keaton, com quem viveu um dos relacionamentos mais marcantes de sua vida. Os dois se conheceram em 1972, durante as filmagens de “O Poderoso Chefão”, quando interpretaram Michael Corleone e Kay Adams, casal que também se unia na trama.

    O romance ultrapassou as telas e durou, entre idas e vindas, quase duas décadas. Segundo o jornal britânico Daily Mail, Diane sonhava em se casar, mas o ator nunca quis dar esse passo — algo que, segundo fontes próximas, ele considera hoje um de seus maiores arrependimentos.

    “Al reconhece que o grande amor da vida dele foi a Diane. Ele sempre a descreveu como uma mulher maravilhosa e se arrepende profundamente de não ter feito o pedido de casamento quando teve a oportunidade”, revelou uma pessoa próxima ao ator ao Daily Mail.

    Apesar do relacionamento intenso, nenhum dos dois chegou a se casar. Diane Keaton, que morreu no último sábado (11), aos 79 anos, teve outros relacionamentos com nomes como Warren Beatty e Woody Allen, mas sempre manteve uma vida independente. Em 2019, ela chegou a dizer à revista People: “Tenho 73 anos e acho que sou a única da minha geração que foi solteira a vida toda.”

    A atriz foi um dos grandes nomes do cinema americano, vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (Annie Hall), de Woody Allen, e estrela de obras icônicas como O Poderoso Chefão e Alguém Tem Que Ceder.

    Diane Keaton se tornou mãe aos 50 anos, adotando dois filhos, Dexter e Duke. Sua morte comoveu Hollywood e gerou uma onda de homenagens nas redes sociais.

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