Autor: REDAÇÃO

  • CBF, que afirma ter 99,79% de precisão no apito, vive nova crise de arbitragem

    CBF, que afirma ter 99,79% de precisão no apito, vive nova crise de arbitragem

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) publicou no último dia 24 um relatório de arbitragem. A análise de todas as partidas do primeiro turno do Campeonato Brasileiro apontava um retumbante sucesso: precisão de 99,79%.

    Duas semanas depois, a confederação se vê diante de mais uma crise no apito. Os erros vistos no Nacional no fim de semana passado foram tão gritantes que ela contrariou a própria praxe e anunciou ainda no domingo (5), pouco após o término da 27ª rodada, o afastamento dos principais responsáveis pelo trabalho de campo e pelo VAR (sistema de árbitro de vídeo, na sigla em inglês) de duas partidas.

    A suspensão imediata por causa de falhas claras foi uma resposta ao clamor popular e à pressão de dirigentes dos clubes prejudicados -neste caso, Grêmio e São Paulo. Mas foi também uma demonstração de que a alardeada precisão de 99,79% está distante da percepção do público, com protestos recorrentes.

    A conta da Comissão de Arbitragem da CBF é baseada na avaliação de um grupo contratado por ela, intitulado CCEI (Comitê Consultivo de Especialistas Internacionais). Ele é composto por três ex-árbitros -o italiano Nicola Rizzoli, que apitou a final da Copa do Mundo de 2014, o argentino Néstor Pitana, que comandou a decisão do Mundial de 2018, e o brasileiro Sandro Meira Ricci- e apresenta relatórios tratados como “independentes”.

    Pitana, Nicola e Ricci, segundo a CBF, analisaram “65 lances polêmicos” no primeiro turno, com “53 acertos”, o que resulta em um aproveitamento de 81,54%, arredondado pela confederação para 82%. Significa dizer que, pelas contas da própria confederação, duas de cada dez decisões tomadas pela arbitragem e pelo VAR em jogadas polêmicas foram erradas.

    A entidade, então, parte para sua conta de 99,79%.

    “Considerando que cada partida demanda, em média, 30 grandes decisões por parte dos árbitros, em 19 rodadas com 10 partidas, o número de grandes decisões é de 5.700. Dentro deste total, os 12 erros identificados pelo CCEI correspondem a 0,21% de todos os lances importantes”, diz a CBF, no texto publicado em seu site que apresenta o relatório.

    O relatório, em si, traz a conclusão: “É possível afirmar que a arbitragem da CBF obteve um índice de acerto altíssimo”. E novamente aponta as “5.700 grandes decisões”, com “apenas 12 erros efetivos”.

    O documento apresenta grande precisão, com duas casas decimais, com base nos 190 jogos do primeiro turno. E ignora que até sua publicação, em 24 de setembro, oito duelos do turno inicial ainda não haviam sido disputados -vários foram adiados por causa da participação de times brasileiros na Copa do Mundo de Clubes.

    Questionada pela Folha, a CBF afirmou que “o relatório aborda o primeiro turno de uma competição que possui 380 partidas”. “Por uma questão de estimativa, citou-se o número referente à metade de jogos da competição, considerando dados obtidos nas partidas registradas e nos pareceres do CCEI emitidos até o momento”, respondeu.

    Sobre a premissa de que o árbitro toma 30 grandes decisões por jogo, a confederação disse: “A Fifa, em seus treinamentos, assim como a CBF, leva essa média em conta. É importante salientar que trata-se de um conceito subjetivo, algo comum no futebol. Uma grande decisão no Brasil pode não ser considerada como tal em outra liga, e vice-versa”.

    A arbitragem brasileira vive seu momento de maior crise desde a eleição de Samir Xaud como presidente da CBF, em maio. No domingo, de Seul, onde acompanha a seleção brasileira, ele teve de fazer uma ligação com o presidente do São Paulo, Julio Casares, para acalmá-lo. Na terça, o executivo do futebol do Grêmio, Luiz Vagner Vivian, esteve no Rio de Janeiro e foi recebido pelo diretor-executivo da confederação, Helder Melillo, para tratar do apito.

    Xaud deixou claro a interlocutores que está insatisfeito, apesar do recente relatório. Ele já teve choques com o chefe da Comissão de Arbitragem, o ex-árbitro Rodrigo Martins Cintra, que é contra o afastamento de juízes por causa de erros e foi novamente contra no domingo. O presidente bateu o pé e exigiu essa resolução.

    Rodrigo foi alçado à chefia da comissão pelo antecessor de Xaud, Ednaldo Rodrigues, que em fevereiro, em outro momento de crise, demitiu Wilson Luiz Seneme da função e promoveu uma reformulação. Uma das medidas foi a criação da CCEI, que tem visto muito mais acertos do que erros. E cuja avaliação permitiu à CBF publicar que houve acerto de 99,79% no primeiro turno.

    “O dado se baseia nos números coletados para a elaboração do relatório e referendados pelo CCEI, que apontam acerto de 99% de acerto sobre todas as decisões tomadas por árbitros até aquele momento da competição, o que inclui desde as decisões em lances capitais como as decisões em lances de menor impacto, como marcação de faltas, laterais, tiros de meta e afins”, afirmou a confederação, indagada pela reportagem.

    “A prova da boa condução por parte da arbitragem na competição é a participação dos clubes nas reuniões do Fórum Permanente todas as segundas-feiras, que registra alta adesão de participantes, que, em sua maioria, não trazem lances para discussão ou decisões polêmicos, além de trazer relatos e feedbacks positivos sobre as equipes de arbitragem de suas partidas. Os equívocos aconteceram e acontecem, mas trata-se de desvios-padrão e em número consideravelmente menor que antigamente”, acrescentou.

    Em sua resposta, a confederação disse ainda que tem investido em tecnologia e “trabalhado com o conceito de educação continuada”, com seminários e treinamentos. Afirmou também que os “árbitros brasileiros possuem excelente nível técnico e reconhecimento internacional” e apontou exagero nas críticas.

    “A Comissão de Arbitragem entende as críticas como legítimas e naturais, mas é preciso atentar ao fato de que a intolerância em relação aos equívocos esportivos cometidos por árbitros de futebol tem cada vez mais servido de pretexto para insinuações sérias e graves”, afirmou.

    “Esta conduta prejudica a performance do árbitro e coloca em risco a renovação do quadro de arbitragem, pois torna cada vez mais difícil encontrar jovens dispostos a iniciar uma carreira onde o excesso de exposição e falta de garantias sejam algo tão latente. […] A superexposição midiática, seja em redes sociais, sites ou veículos da imprensa tradicional, fazem muitos repensarem a continuidade da trajetória profissional”, concluiu a CBF.

    CBF, que afirma ter 99,79% de precisão no apito, vive nova crise de arbitragem

  • Justiça da Colômbia confirma 7 anos de reclusão para atirador que matou Miguel Uribe

    Justiça da Colômbia confirma 7 anos de reclusão para atirador que matou Miguel Uribe

    O Tribunal Superior de Bogotá confirmou, em segunda instância, a condenação de um adolescente dada por um juiz pelos crimes de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O adolescente que matou a tiros o senador da Colômbia Miguel Uribe foi condenado nesta quarta-feira (8) a sete anos de reclusão em um centro especializado para menores de 18 anos. O Tribunal Superior de Bogotá confirmou, em segunda instância, a condenação dada por um juiz pelos crimes de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas.

    O adolescente atirou contra Uribe durante um ato de campanha no mês de junho, em Bogotá. O pré-candidato à Presidência foi levado ao hospital e morreu cerca de dois meses depois, em 11 de agosto.

    As investigações mostraram que o atirador foi contratado para executar o crime. Além do adolescente, outras cinco pessoas foram presas, incluindo José Arteaga Hernández, conhecido como El Costeño, apontado como suposto mentor logístico do ataque.
    Após atingir Uribe com dois tiros na cabeça e outro na perna, o adolescente fugiu, mas foi detido pelos seguranças do político e pela polícia. Já preso, colaborou com as autoridades para que a polícia conseguisse identificar outras pessoas envolvidas no crime.
    No fim de agosto, o adolescente foi condenado por um tribunal penal especial para menores, e a defesa recorreu. O caso foi revisado por uma câmara de três magistrados do Tribunal de Bogotá, que confirmou a sentença.
    O adolescente já havia admitido sua culpa pelos crimes de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas durante a acusação do Ministério Público.
    Como o processo judicial avançou até a fase de acusação por esses crimes, ele foi julgado por tentativa de homicídio, e não por homicídio, já que a lei colombiana não permite alterar as acusações uma vez aceitas por um menor.
    Trata-se de um princípio conhecido como “congruência estrita”.
    A legislação colombiana estabelece penas mais brandas para infratores adolescentes. A pena máxima que ele poderia receber era de oito anos em um centro de atendimento especializado, independentemente da gravidade do crime cometido.
    O assassinato de Urbine trouxe à tona o fantasma dos violentos assassinatos de políticos e presidenciáveis que levaram pânico à população nas décadas de 1980 e 1990.
    Em agosto, Miguel Uribe Londoño, pai do senador morto, anunciou que assumirá o lugar do filho como pré-candidato do Centro Democrático às eleições presidenciais de 2026.
    O partido, que é a principal legenda de direita do país, fará um processo de seleção interna para definir o candidato final, que deverá ocorrer entre dezembro e março do próximo ano.
    Uribe Londoño é viúvo da jornalista Diana Turbay, mãe de Miguel, que foi mantida refém por um grupo ligado ao cartel de Medellín e morta na tentativa de resgate, em 1991 -a história é relatada no livro “Notícia de um Sequestro”, de Gabriel García Márquez (1927-2014).
    Na época, Miguel tinha cinco anos, e Uribe Londoño era um empresário do setor cafeeiro.

    Justiça da Colômbia confirma 7 anos de reclusão para atirador que matou Miguel Uribe

  • Câmara aprova retirada da MP do IOF da pauta; texto caduca

    Câmara aprova retirada da MP do IOF da pauta; texto caduca

    Derrota no Congresso inviabiliza medida considerada essencial pela equipe econômica e expõe resistência do Centrão às propostas do Planalto; Talíria Petrone (PSOL-RJ), também acusou os políticos de tentarem derrubar a medida provisória para antecipar o debate eleitoral para presidente

    A Câmara dos Deputados aprovou pedido de retirada da pauta de votação a Medida Provisória (MP) 1303/2025, que taxaria rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas e compensaria a revogação de decreto que previa aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

    A MP precisava ser aprovada até esta quarta-feira (8) para não perder a eficácia. Com a retirada da pauta, o texto caducou. 

    Foram 251 votos favoráveis e 193 contrários ao pedido, apresentado pela oposição.

    Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou que o Congresso Nacional cumprisse o acordo firmado com o governo federal para aprovação da MP. Haddad disse que o governo manteve diálogo com os parlamentares e que fez concessões. No entanto, os partidos do centrão vinham se posicionando contra a medida. 

    O relator da MP, Carlos Zarattini (PT-SP), argumentou ainda que atendeu a praticamente todos os pedidos dos parlamentares.

    “Trabalhamos nesses 120 dias para garantir a aprovação da MP. Avançamos em alguns pontos, atendemos muitas reivindicações, fizemos um texto que teria todas as condições de ser aprovado nessa Casa e de ser sancionado pelo presidente da República, um texto de consenso”, disse.

    MP do IOF 

    A versão original da MP propunha a taxação de bilionários, bancos e bets como forma de aumentar a arrecadação. A ideia era taxar a receita bruta das bets com alíquota entre 12% e 18%, além da taxação de aplicações financeiras, como as Letras de Crédito Agrário (LCA), de Crédito Imobiliário (LCI) e de Desenvolvimento (LCD), bem como juros sobre capital próprio. 

    A previsão inicial era arrecadar cerca de R$ 10,5 bilhões em 2025 e R$ 21 bilhões, em 2026. Com as negociações, a projeção caiu para R$ 17 bilhões.

    Os recursos irão para o Orçamento como forma de cumprimento da meta de superávit. A proposta de Orçamento de 2026 tem meta de superávit de R$ 34,3 bilhões. 

    O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, afirmou que houve quebra do acordo com a retirada da MP da pauta de votação.

    “Consideramos o que está acontecendo aqui hoje um ato de sabotagem contra o Brasil. Da parte do relator, houve toda a paciência para discutir um acordo de mérito, mas o que ficou claro para a gente é que aqui ficou claro a vontade de impor uma derrota politica para o Brasil, não para o presidente Lula”, afirmou Lindbergh durante coletiva no final da tarde no Salão Verde da Câmara.

    Segundo o líder do PT, o movimento teria sido encabeçado pelos presidentes do PP, Ciro Nogueira, do União Brasil, Antonio Rueda, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que querem antecipar o debate eleitoral do próximo ano.

    A líder da federação Rede-PSOL na Câmara, Talíria Petrone (PSOL-RJ), também acusou os políticos de tentarem derrubar a medida provisória para antecipar o debate eleitoral para presidente.

    “Ao pensarem que atacam o governo do presidente Lula, eles atacam o conjunto do povo brasileiro. A gente viu a população nas ruas exigindo um Congresso que se voltasse para o povo e vimos nas últimas semanas pautas contra o povo brasileiro, como a PEC [Proposta de Emenda à Constituição] da Blindagem”, ponderou.

    O oposicionista Mendonça Filho (União-PE) afirmou que a proposta tinha a definição de MP da mentira.

    “Na origem dela era para substituir o aumento de IOF, que foi derrubado nessa Casa no Congresso Nacional, e que o governo recorreu e por decisão monocrática de um ministro do Supremo Tribunal Federal foi restabelecido”, disse o deputado, ao afirmar que o imposto arrecada R$ 30 bilhões por ano. 

    Com a não aprovação da MP, o governo deve fazer um novo bloqueio nas despesas de 2025, incluindo emendas parlamentares. A perda na arrecadação estimada é de R$ 35 bilhões em 2026.

    Câmara aprova retirada da MP do IOF da pauta; texto caduca

  • Achavam que eu era careta, mas não saí da minha onda, diz Alceu Valença, com turnê

    Achavam que eu era careta, mas não saí da minha onda, diz Alceu Valença, com turnê

    Cantor Alceu Valença anuncia ’80 Girassóis’, com shows em capitais em 2026; artista pernambucano lembra como fez ‘pife elétrico’ com flauta e guitarra

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Alceu Valença nunca gostou muito de comemorar aniversário, mas sempre amou estar no palco. Sua próxima turnê, “80 Girassóis”, que celebra suas oito décadas de vida, de certa forma junta as duas coisas.

    “É mil vezes melhor fazer show que fazer aniversário”, ele afirma, no camarim do Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, onde, nesta terça (7), fez um show curto para imprensa e convidados para anunciar a excursão. “A turnê é em homenagem ao aniversário, mas não vai ser no dia do aniversário.”

    Alceu vai passar por dez capitais do país entre março e junho do ano que vem, sendo que completa 80 anos apenas em 1º de julho. Os ingressos estão em pré-venda exclusiva para clientes Banco do Brasil, e as vendas gerais abrem na sexta (10).

    Os shows terão cerca de duas horas e vão abranger todas as facetas do cantor no que ele chama de “roteiro cinematográfico”, em que a ordem das músicas acompanha histórias de sua vida. As canções também serão divididas por blocos conceituais por gênero ou tema das composições, partindo dos anos 1970, do frevo ao baião, incluindo sucessos como “Tropicana” e “Girassol”.

    Mas não é porque não gosta de celebrar a própria idade que Alceu ignore a passagem do tempo. Diz que hoje se sente como se tivesse 18 anos, e também que foi um dos compositores que mais trataram do tempo em suas canções, citando versos como “teu nome é tempo vento vendaval”, de “Cavalo de Pau”, e declamando “Na Embolada do Tempo”.

    “Não sou maior nem melhor do que ninguém”, diz. “Agora, nunca vi ninguém falar tanto do tempo quanto eu. Se você olhar dentro das minhas letras, rapaz, é o tempo todo referência. Até o meu filme [‘A Luneta do Tempo’] também.”

    Alceu embola o tempo desde que cantou que estava “montado no futuro indicativo” em “Papagaio do Futuro”, canção que defendeu com Geraldo Azevedo e Jackson do Pandeiro no Festival Internacional da Canção de 1972. Foi a introdução do pernambucano de São Bento do Una ao universo da música, do qual não saiu mais.

    Ligado aos aboios, repentes e emboladas de sua terra, Alceu absorveu o frevo e o maracatu logo quando se mudou para Recife, na adolescência. De Luiz Gonzaga a Capiba, ele fez sua base musical, que afirma vir da África, dos povos originários e da Península Ibérica, sem influência da cultura anglo-saxã.

    “Fui um menino travesso, meio maluco, ouvi aboios e toadas cantados pelos vaqueiros. Ouvi sanfona de oito baixos, violeiros, cordelistas, coqueiros de embolada, e no alto-falante ouvia a voz de Luiz Gonzaga. Agora, depois, eu também soube o que é o martelo alagoano. Se quiser o martelo agalopado, eu tenho [na canção ‘Agalopado’, presente na nova turnê]”, ele diz.

    Também aprendeu a imitar grandes nomes do rádio, como Miltinho, Francisco Alves e Jackson do Pandeiro. Deste, Alceu canta “Chiclete com Banana” e faz uma reflexão logo depois do primeiro verso -“Só boto bebop no meu samba quando Tio Sam tocar um tamborim”.

    “Não sou obrigado a ser americanóide. Muitos se tornaram isso por causa do domínio da indústria do disco -que é anglófona.”

    Um bastião do que hoje é tratado como anticolonial, Alceu se lembra de, na década de 1970, ser visto como careta pela turma roqueira e psicodélica da cena “udigrudi” de Recife, que revelou nomes como Zé Ramalho, Lula Côrtes e a banda Ave Sangria. Esse pessoal acompanhou Alceu numa performance lisérgica e amalucada de “Vou Danado pra Catende”, na TV Globo, em 1975.

    “Eram eles, mas o arranjo era meu”, ele diz, afirmando que já fazia aquele tipo de som desde a música “Planetário”, lançada em 1972 no disco “Quadrifônico”, o primeiro dele, dividido com Geraldo Azevedo. “Lula Côrtes era um roqueiro, mas era do interior. Começou a ver e ouvir comigo outras coisas -banda de pífanos, violeiro. Ali ele descobriu o Nordeste -ele que era de lá.”

    Côrtes divide com Zé Ramalho o disco “Paêbirú”, o vinil mais raro -e caro- da música brasileira, de 1975. O álbum é uma viagem sonora que resulta de uma viagem da vida real, de Pernambuco até a Pedra do Ingá, monumento arqueológico na Paraíba que motiva diversas lendas. E teve participação de Alceu.

    “Lula chamou Zé Ramalho, que também era roqueiro, eles viajaram, e nesse momento veio na cabeça deles alguma coisa do inconsciente”, diz. “Eu fui [ao estúdio] um dia. Estava cansado e deitei no chão. De repente alguém pergunta se quero fazer uma participação. Aí gravei alguma coisa ali, tudo deitado.”

    Mesmo usando guitarras e com uma sonoridade um tanto psicodélica em seus três álbuns solo dos anos 1970 -“Molhado de Suor”, “Vivo!” e “Espelho Cristalino”-, Alceu confessa que não era bem visto por essa turma. “Eu era criticado nessa época, e pelas pessoas ligadas ao rock, ao psicodélico. Elas eram muito boas, mas não gostavam de mim. Achavam que eu era careta. Mas eu não saí da minha onda. O ‘Molhado de Suor’ é um disco brazuca total.”

    Naquela década, Alceu desenvolveu uma música que Luiz Gonzaga chamou de “pife elétrico”, um jeito vigoroso e eletrificado de tocar as melodias e harmonias dos estilos tradicionais nordestinos em que as guitarras faziam as vezes de flauta.

    A liga entre esses dois universos foi Paulo Rafael, guitarrista roqueiro que saiu do Ave Sangria para se tornar o principal parceiro, fiel escudeiro e um dos arquitetos da sonoridade de Alceu -até a sua morte, em 2021. Segundo o cantor, ele desenvolveu um estilo próprio depois de ouvir um conselho seu.

    “Ele é de Caruaru, mas tinha uma formação com a coisa anglófona, com Yes, Rolling Stones. A geração dele tinha raiva de MPB”, diz. “Lá no começo, falei a ele: ‘Paulinho, diga “no” ao Yes. Seja menos Londres e mais Caruaru. Em vez do blues, vá procurar o baião.”

    Hoje reverenciados, os discos de Alceu nos anos 1970 não venderam muito, e ele se sentia cansado do Brasil sob a ditadura militar, que prendeu e torturou amigos próximos -caso de Geraldo Azevedo. Ele estava fazendo um show no teatro Tereza Rachel, no Rio, quando soube que o amigo tinha sido preso.

    “E ele já tinha sido preso anteriormente, tá? Já tinha me contado da tortura que fizeram com ele”, diz Alceu. “Fiquei tão constrangido com aquilo que queria suspender o show naquele dia. Não aguentei. Estava agoniado. Daí em diante, digo ‘vou embora’.”

    Fã de cinema e dos filmes da nouvelle vague, Alceu se autoexilou em Paris com Paulo Rafael. E foi lá que redescobriu a voz de Luiz Gonzaga. Até essa viagem, o pernambucano não tinha costume de tocar violão, após ouvir de músicos próximos que era melhor deixar o instrumento de lado. “Eu não tinha notado, mas o álbum ‘Coração Bobo’ começou a ser feito lá.”

    O disco “Saudade de Pernambuco”, lançado em 2016, depois de as fitas ficarem perdidas por décadas, é o elo que une os anos 1970 e os 1980 de Alceu. Feito em Paris em 1979, o álbum marca a aproximação do músico com o violão e com a música de sua terra. Abriu caminho para “Coração Bobo”, LP de 1980 que começou a alavancar o nome do artista à ampla popularidade.

    Dali em diante, Alceu teve grandes sucessos. Vieram “Cinco Sentidos”, de 1981, com o sucesso “Cabelo no Pente”, e “Cavalo de Pau”, do ano seguinte, com “Tropicana” e “Pelas Ruas Que Andei”, além da música-título. Este último álbum ultrapassou a marca do milhão de cópias vendidas e com outros hits daquela década -como “Anunciação”, “Solidão”, “Estação da Luz”- firmaram o nome do cantor no panteão da música nacional.

    Todas essas histórias perpassam o repertório da próxima turnê, um espelho de como Alceu se tornou único em sua busca incessante pelas sonoridades que vêm do inconsciente -e principalmente ao investigar sua raiz. Sua visão da arte contrária ao domínio de Estados Unidos e Inglaterra também se estende à política.

    “O bloco Brics é muito bom, porque quando há um tarifaço qualquer, uma coisa assim de quem tem hegemonia, você tem para onde desviar os negócios. Acho que dentro da geopolítica, os países devem ter parceiros muitos, diversificar parceiros -independente de qual o credo ou a política dele. E eu acho que é necessário que se tenha respeito à autodeterminação dos povos. Mas não sou do Itamaraty, é só a geopolítica.”

    Alceu estava viajando e não pôde ir aos atos puxados por seus contemporâneos -entre eles Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil- contra a PEC da Blindagem e a anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado. Mas publicou um vídeo em que defende as pautas que levaram as pessoas às ruas.

    “Isso interessava todo mundo. Aquilo era uma onda muito grande do Congresso, um absurdo”, diz. “E se as investigações mostram que aquelas pessoas realmente fizeram aquilo [tentativa de golpe de Estado], eles têm de ser punidos. Pronto, só isso. O militar ou não militar, qualquer pessoa que tiver ido contra a lei. A lei tá aí, não é?”

    Veja as datas da turnê “80 Girassóis” abaixo

    – Rio de Janeiro – Farmasi Arena – 14 de março de 2026
    – Porto Alegre – Local a confirmar – 21 de março de 2026
    – São Paulo – Parque Villa Lobos – 28 de março de 2026
    – Salvador – Concha Acústica – 10 de abril de 2026
    – Curitiba – Igloo – 25 de abril de 2026
    – Brasília – CCBB – 09 de maio de 2026
    – Recife – Classic Hall – 15 maio de 2026
    – Fortaleza – CFO – 23 de maio de 2026
    – Belém – Náutico Marine – 30 de maio de 2026
    – Belo Horizonte – Mineirão 13 de junho de 2026

    Achavam que eu era careta, mas não saí da minha onda, diz Alceu Valença, com turnê

  • Foto icônica de Gabriel Medina entra para acervo do Museu Olímpico

    Foto icônica de Gabriel Medina entra para acervo do Museu Olímpico

    (UOL/FOLHAPRESS) – Uma imagem que já circulou mundo afora, com milhões e milhões de visualizações, agora faz parte da história oficial dos Jogos Olímpicos.

    O fotógrafo francês Jérôme Brouillet doou ao Museu Olímpico, em Lausanne, uma cópia da foto viral de Gabriel Medina capturada durante os Jogos Olímpicos de Paris 2024 -registrando o tricampeão mundial no ar após uma onda em Teahupoo, no Taiti.

    Para Brouillet, a doação é mais que simbólica.

    O Museu, por sua vez, anunciou que acolheu Brouillet numa cerimônia especial, que incluiu uma conversa sobre sua trajetória e o poder de uma imagem que tornou-se um ícone olímpico.

    BASTIDORES DO CLIQUE

    A imagem eterniza o momento em que Medina executa uma saída aérea de uma onda, gesto que virou uma das imagens das Olimpíadas de 2024.

    Brouillet chegou a publicar detalhes de como o clique aconteceu:

    Naquela manhã, ele pegou a maior onda da competição? tirei oito fotos em sequência, dez quadros por segundo. Essa foi a quarta da série Jérôme Brouillet

    Embora tivesse opção de vender versões limitadas da imagem, ele optou por manter uma edição aberta, democratizando o acesso.

    Segundo ele, muitos fatores teriam que se alinhar -posição do barco, luz, vento, timing- para que aquele instante fosse capturado.

    A seleção do Omã anunciou a contratação do português Carlos Queiroz (foto), técnico do Real Madrid em 2003-04 e que levou o Irã às Copas do Mundo de 2014, 2018 e 2022

    Folhapress | 18:12 – 08/10/2025

    Foto icônica de Gabriel Medina entra para acervo do Museu Olímpico

  • Brasileiro é condenado por tentativa de assassinar Cristina Kirchner

    Brasileiro é condenado por tentativa de assassinar Cristina Kirchner

    O brasileiro Fernando Sabag Montiel foi condenado a dez anos de prisão; o ataque ocorreu quando o julgamento de Kirchner por corrupção estava iniciando em 1º de setembro de 2022

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – A Justiça da Argentina condenou nesta quarta-feira (8) o brasileiro Fernando Sabag Montiel, a dez anos de prisão, e Brenda Uliarte, a oito anos, pela tentativa de assassinato da ex-presidente Cristina Kirchner, na noite de 1º de setembro de 2022.

    Em suas últimas palavras perante os juízes antes da leitura da sentença, ele disse que o caso estava repleto de irregularidades. “Este caso foi armado e isso é conhecido. Eles plantaram uma arma”, disse.

    Os fundamentos da sentença serão conhecidos em 9 de dezembro, de acordo com o Tribunal.

    Na noite do atentado, Fernando Sabag Montiel, 38, se misturou a apoiadores da então vice-presidente Cristina Kirchner que a esperavam na porta de sua casa, em Buenos Aires. Quando Cristina tirava fotos e autografava livros, ele atirou duas vezes mirando a arma a 15 centímetros do rosto dela, mas as balas não saíram. Ele nasceu no Brasil e tem nacionalidade argentina, carregava uma pistola com cinco balas.

    Junto com sua namorada, Brenda Uliarte, ele enfrentava as acusações de tentativa de homicídio qualificado. A promotoria acusou Sabag Montiel e Uliarte do crime triplamente agravado por dolo, por violência de gênero em forma de violência política e pelo uso de arma de fogo.

    O pedido da promotoria era para que ele fosse condenado a 15 anos de prisão e ela fosse condenada a 14 anos. Ao longo do processo, Sabag Montiel afirmou que tentou matar a peronista como um “ato de justiça”.

    Imagens de câmaras de segurança divulgadas ao longo das investigações mostram o casal circulando por eventos de apoiadores de Cristina, vendendo algodão-doce.

    A tentativa de homicídio reavivou memórias da violência política na Argentina, algo que se pensava ter sido erradicado desde a ditadura civil-militar. O ataque gerou uma grande onda de apoio a Cristina.

    Javier Milei, que ainda não era presidente da Argentina, e a atual ministra da Segurança Pública, Patricia Bullrich, estão entre os poucos políticos de peso nacional que não condenaram publicamente a tentativa de magnicídio.

    Sabag Montiel nasceu em 1987, no Brasil e, segundo a imprensa argentina, vive no país desde 1993. Sua mãe é argentina e seu pai, o chileno Fernando Ernesto Montiel Araya, já foi alvo de um inquérito da Polícia Federal brasileira em 2020.

    O ataque ocorreu quando o julgamento de Kirchner por corrupção estava iniciando, ela foi condenada em 2022 e em 2025 a Suprema Corte confirmou a condenação da ex-presidente, que atualmente cumpre prisão domiciliar em Buenos Aires em um imóvel diferente daquele em que ocorreu a tentativa de assassinato.

    A promotoria não apresentou acusações contra um terceiro suspeito, Nicolás Carrizo, após constatar que ele não tinha conhecimento do plano.

    Durante o julgamento, os advogados de Kirchner solicitaram uma investigação sobre os possíveis mentores do ataque, mas o pedido foi rejeitado. Kirchner denunciou a perseguição política, afirmando: “Querem que eu seja presa ou morta.”

    Brasileiro é condenado por tentativa de assassinar Cristina Kirchner

  • Justiça italiana rejeita recurso e mantém Zambelli na prisão

    Justiça italiana rejeita recurso e mantém Zambelli na prisão

    Os advogados de Zambelli tentavam reverter a decisão da Corte de Apelação que havia determinado, no fim de agosto, o regime fechado, mas o recurso foi rejeitado novamente

    MILÃO, ITÁLIA (CBS NEWS) – A Corte de Cassação, última instância da Justiça italiana, rejeitou nesta quarta-feira (8) recurso apresentado pela defesa da deputada Carla Zambelli (PL-SP) contra sua prisão em regime fechado. Com a decisão, ela continuará na cadeia durante a tramitação do processo de extradição na Itália.

    A audiência havia ocorrido pela manhã, em Roma. Nela, os advogados de Zambelli tentavam reverter a decisão da Corte de Apelação que havia determinado, no fim de agosto, o regime fechado. O tribunal havia rejeitado pedido de prisão domiciliar por entender que havia alto risco de fuga e que seu estado de saúde era compatível com o cárcere.

    Zambelli não esteve presente na audiência desta quarta. Ela está detida desde o fim de julho no complexo penitenciário de Rebibbia, em Roma, depois de ter sido encontrada pela polícia em um apartamento na periferia da cidade, após quase dois meses como foragida da Justiça brasileira.

    Seu processo de extradição, pedida à Itália pelo governo brasileiro, está em tramitação na Corte de Apelação -o tema não foi discutido na audiência desta quarta. O tribunal aguarda o parecer da Procuradoria Geral italiana sobre o caso para marcar nova audiência, em que será avaliada a existência ou não de requisitos para que Zambelli seja enviada ao Brasil.

    Eventuais recursos serão analisados em seguida pela Corte de Cassação, mas a palavra final caberá ao governo italiano, por meio do Ministério da Justiça. A duração de todo o processo é estimada entre um e dois anos por especialistas, mas a tramitação pode ser mais célere com Zambelli na prisão.

    A congressista fugiu para a Itália no início de junho para escapar da condenação de dez anos de prisão determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Ela foi acusada de participar da invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para emitir um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

    Para evitar sua extradição, o advogado Pieremilio Sammarco afirmou que pretende demonstrar que o processo de Zambelli no Brasil tem anomalias, como o fato de “a vítima do suposto crime ser a mesma pessoa que fez a sentença, que decidiu pela execução da sentença e que decidiu a apelação”, afirmou o advogado. Zambelli se diz vítima de perseguição política no Brasil.

    Justiça italiana rejeita recurso e mantém Zambelli na prisão

  • Saque-aniversário do FGTS: veja o que muda com as novas regras

    Saque-aniversário do FGTS: veja o que muda com as novas regras

    Com as mudanças, haverá restrições de prazo e um período de carência; Confira abaixo as principais mudanças nas regras!

    O governo anunciou medidas que vão alterar, a partir de 1º de novembro, as regras para antecipação do chamado saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O trabalhador que adere ao saque-aniversário pode antecipar o benefício por meio dos bancos, como um empréstimo. Agora, haverá restrições de prazo e um período de carência.

    De acordo com o governo, a mudança tem como objetivo evitar abusos contra o trabalhador que contrata empréstimos para antecipar o saque-aniversário, pagando juros. O argumento é que o dinheiro do FGTS deve ir direto para o trabalhador, não para o sistema financeiro. O uso do saldo como garantia de empréstimos tem levado muitos brasileiros a situações de vulnerabilidade em casos de demissão, segundo o governo.

    Atualmente, 21,5 milhões de trabalhadores aderiram ao saque-aniversário, o equivalente a 51% das contas ativas. Desses, cerca de 70% já realizaram operações de antecipação. 

    Confira abaixo as principais mudanças nas regras:

    O que é o saque-aniversário do FGTS?

    Desde 2020, o saque-aniversário do FGTS  permite ao trabalhador retirar uma parte do saldo de suas contas vinculadas ao fundo anualmente, sempre no mês de seu aniversário. Para isso, é preciso que o beneficiário faça a adesão ao saque, por meio do aplicativo ou site do FGTS.

    O valor a ser sacado depende do saldo total disponível na conta do fundo. Em cima desse montante, é aplicada uma alíquota, acrescida de uma parcela adicional fixa. No entanto, o trabalhador que opta por essa modalidade perde o direito de sacar o saldo integral em caso de demissão sem justa causa, mantendo apenas o direito à multa rescisória de 40%.

    Como funciona a antecipação do saque-aniversário do FGTS?

    A antecipação do saque-aniversário funciona como um empréstimo: o cliente que tem saldo na conta do FGTS pode pedir ao banco que antecipe o depósito desse pagamento. Quando, no mês do aniversário, o trabalhador receber o saque, o valor fica com o banco em que foi contratada a antecipação. Cada banco tinha um regramento próprio para antecipação. Algumas instituições permitiam antecipar mais de dez parcelas do saque-aniversário, ou seja, pelos próximos dez anos correntes. Eram cobrados juros em cima dessa operação.

    Como fica o prazo de carência?

    A partir de novembro, o trabalhador só poderá contratar antecipações nas instituições financeiras 90 dias após a adesão ao saque-aniversário. Até agora, não havia restrições quanto à carência, e 26% dos trabalhadores antecipavam o saque-aniversário nos bancos no mesmo dia da adesão à modalidade.

    Há novos limites de valores?

    O empréstimo passa a ser limitado entre R$ 100 e R$ 500 por parcela, com máximo de cinco parcelas nos próximos 12 meses, totalizando R$ 2,5 mil. A partir de novembro de 2026, o limite que será reduzido para três parcelas de R$ 100 a R$ 500 a cada saque-aniversário. Até agora, não havia um teto de valor.

    Será possível contratar mais de um saque-aniversário por ano?

    O trabalhador poderá contratar apenas uma operação de antecipação por ano. Pela regra anterior, era possível fazer várias operações de crédito anualmente, as chamadas “operações simultâneas”.

    Saque-aniversário do FGTS: veja o que muda com as novas regras

  • Rodrigo Mussi passa por cirurgia para corrigir sequelas de acidente de 2022

    Rodrigo Mussi passa por cirurgia para corrigir sequelas de acidente de 2022

    Rodrigo Mussi, que sofreu gravíssimo acidente que o deixou em coma em 2022, passará por cirurgia após médico identificar a causa das dores que o ex-BBB sentia

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/CBS NEWS) – Rodrigo Mussi, 40, será submetido nesta quarta-feira (8) a uma cirurgia no joelho para tratar sequelas do grave acidente de carro que sofreu em 2022.

    O ex-BBB explicou que o procedimento tem como objetivo corrigir uma lesão que o impedia de praticar esportes com normalidade. Apaixonado por atividades físicas desde a infância, ele revelou que a dificuldade em correr tem sido uma das maiores frustrações desde o acidente.

    “Desde o acidente eu não consigo mais correr. Quando corro é muita dor. Faço esportes, sou apaixonado, mas correr eu não consigo, sinto muita dor no joelho”, disse Rodrigo Mussi.

    Após uma série de exames e avaliações, um ortopedista identificou a causa das dores e indicou a cirurgia corretiva. O procedimento será realizado sob anestesia geral, aplicada pelo médico anestesiologista Rômulo Navajas. “Graças a essa anestesia, ele não sentirá dor alguma e poderá ser operado com tranquilidade”, explicou o profissional.

    Confiante no resultado, Rodrigo acredita que a intervenção marcará um recomeço em sua vida. “Vou voltar a correr normalmente. Vou voltar a jogar futebol, que desde o acidente não jogo mais. Eu sou apaixonado por isso. Tênis, futebol, corrida… Será a realização de um sonho”, afirmou com entusiasmo.

    Rodrigo Mussi passa por cirurgia para corrigir sequelas de acidente de 2022

  • Ex-Real é a esperança de país que nunca jogou Copa

    Ex-Real é a esperança de país que nunca jogou Copa

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A repescagem das Eliminatórias Asiáticas começa nesta quarta-feira (8) e dará duas vagas diretas na Copa do Mundo do ano que vem, além de classificar um país para a repescagem mundial. A reportagem mostra quem participa e como será o formato de disputa.

    SÓ UM PARTICIPANTE NUNCA JOGOU COPA

    Omã

    É o único país entre os participantes que nunca jogou uma Copa do Mundo. A grande aposta está no treinador: a seleção anunciou a contratação do português Carlos Queiroz, técnico do Real Madrid em 2003-04 e que levou o Irã às Copas do Mundo de 2014, 2018 e 2022. Na fase anterior, os omanenses ficaram em quarto no Grupo B.

    Arábia Saudita

    A seleção mira chegar à sua sétima participação em Copas do Mundo – na última, foi a única a vencer a campeã Argentina, ainda na fase de grupos. Na fase anterior das Eliminatórias, os sauditas ficaram em terceiro no Grupo C,
    que teve Japão e Austrália como líderes.

    Emirados Árabes Unidos

    Os emiradenses jogaram a Copa do Mundo apenas uma vez, em 1990. A aposta da vez é na naturalização de jogadores brasileiros que jogam há muitos anos em clubes do país. Na fase anterior, a seleção ficou em terceiro no Grupo A, que teve Irã e Uzbequistão como líderes.

    Indonésia

    O quarto país mais populoso do mundo vive longo jejum e não joga uma Copa desde 1938 – àquela altura ainda como Índias Orientais Holandesas. Treinada pelo ídolo holandês Patrick Kluivert, a seleção fechou a etapa anterior das Eliminatórias em quarto lugar no Grupo C.

    Iraque

    Os iraquianos não jogam uma Copa do Mundo desde 1986, a sua única participação. Na fase anterior das Eliminatórias, a seleção ficou no terceiro lugar do Grupo B, atrás de Coreia do Sul e Jordânia.

    Qatar

    O último país-sede da Copa mira sua segunda participação consecutiva e na história. Assim como Omã, a aposta está em um ex-treinador do Real Madrid: Julen Lopetegui. Os qataris ficaram em quarto no Grupo A na fase anterior das Eliminatórias.

    COMO SERÁ O FORMATO?

    Os seis países da repescagem asiática ficaram em terceiro ou quarto nos seus grupos na fase anterior das Eliminatórias.

    Eles foram divididos em dois grupos com três seleções cada. O Grupo A conta com Qatar, Emirados Árabes Unidos e Omã e terá jogos sediados em Doha (QAT). Já Arábia Saudita, Iraque e Indonésia ficam na chave B, com sede em Jeddah (ARA).

    As seleções vão se enfrentar dentro da chave em turno único entre nesta quarta-feira (08) e a próxima terça-feira. O vencedor de cada grupo vai direto para a Copa. Os segundos colocados se enfrentam em jogos de ida e volta por uma vaga na repescagem mundial.

    CALENDÁRIO (HORÁRIOS DE BRASÍLIA)

    Grupo A
    8/10 – Omã x Qatar – 12h
    11/10 – Emirados Árabes x Omã – 14h15
    14/10 – Qatar x Emirados Árabes – 14h15

    Grupo B
    8/10 – Indonésia x Arábia Saudita – 14h15
    11/10 – Iraque x Indonésia – 16h30
    14/10 – Arábia Saudita x Iraque – 16h30

    Ex-Real é a esperança de país que nunca jogou Copa