Autor: REDAÇÃO

  • Festa por Bola de Ouro de Dembélé tem fogos na rua e grito de guerra na plateia

    Festa por Bola de Ouro de Dembélé tem fogos na rua e grito de guerra na plateia

    PARIS, FRANÇA (FOLHAPRESS) – A revista France Football, que organiza a Bola de Ouro, jura que o sigilo é total até a abertura do envelope com o nome do vencedor. Mas alguns minutos antes do ponto culminante da cerimônia um grupo da torcida organizada do Paris Saint-Germain, os chamados “ultras”, começou a se aglomerar na calçada diante do Teatro do Châtelet. Eles, pelo menos, não tinham nenhuma dúvida.

    Assim que Ronaldinho Gaúcho, em seu terno risca de giz, anunciou o nome do vencedor, Ousmane Dembélé, esse grupo começou uma festa ensurdecedora, com fogos de artifício, sinalizadores de fumaça vermelha e bandeirões do PSG.

    “Ousmane, Ballon d’Or! Ousmane, Ballon d’Or!” O grito foi o mesmo que os torcedores parisienses entoam desde o dia 31 de maio, quando Dembélé teve atuação decisiva na final da Champions League, uma histórica goleada de 5 a 0 sobre a Internazionale.

    Dentro do teatro, a torcida era clara pelo herói local. Fanático pelo PSG, o DJ francês Snake, escolhido para anunciar o prêmio de time masculino do ano, puxou o grito de guerra mais famoso das arquibancadas do Parque dos Príncipes.

    “Ici [aqui]…”, provocou. “C’est Paris [é Paris]!”, respondeu em uníssono a plateia.
    Quando o ex-jogador e mestre de cerimônias Ruud Gullit perguntou a Lamine Yamal -que havia acabado de receber o prêmio de melhor jogador sub-21- se ele esperava subir de novo ao palco para receber o prêmio principal, o jovem espanhol sorriu, expondo o aparelho nos dentes, e balbuciou: “Não sei.

    Em seu esforço para imitar o Oscar, a Bola de Ouro inevitavelmente proporciona momentos canhestros. Por mais que ídolos do futebol hoje estejam acostumados à celebridade, falta-lhes o traquejo dos atores de cinema.

    Dado a improvisar, Gullit implorou à holandesa Sarina Wiegman que volte a treinar a Holanda, como se ela não tivesse contrato com a seleção inglesa. O microfone não captou bem a resposta constrangida da treinadora: “Ainda vou ficar um tempo na Inglaterra”.

    Sarina foi chamada de “Sabrina” pelo responsável por entregar-lhe o prêmio de treinadora do ano, o ex-técnico italiano Fabio Capello -algo visto por muitos como um sintoma de como no futebol as mulheres ainda precisam enfrentar o menosprezo masculino.

    Agora dona de três Bolas de Ouro, a espanhola Aitana Bonmatí ressaltou que neste ano todos os prêmios masculinos tinham um equivalente feminino. “A repercussão que [a premiação] tem ajuda muito o futebol feminino.”

    Houve constrangimento quando Gigio Donnarumma recebeu o prêmio de melhor goleiro. Ele foi praticamente enxotado do PSG ao final da temporada, mesmo tendo sido um dos heróis da conquista da Champions League. O italiano agradeceu aos “ex-companheiros” e… a seu novo clube, o Manchester City, da Inglaterra.

    Minutos depois, foi a vez de o manda-chuva do PSG, o dirigente qatari Nasser al-Khelaïfi, subir ao palco para receber o troféu de time masculino do ano. Al-Khelaïfi fez uma referência “a todos os jogadores e treinadores de antes, [inclusive] Gigio, é claro”.

    Do lado de fora, Donnarumma recebeu uma ovação consagradora dos torcedores do PSG. Al-Khelaïfi, també. “Président! Président!”, gritavam os parisienses.

    Na saída, jogadores e convidados corriam para as vans que os levariam aos jantares de gala pós-premiação. Usando um chamativo par de tênis amarelo, o influenciador brasileiro Luva de Pedreiro lamentava a classificação do melhor brasileiro na Bola de Ouro, Raphinha, do Barcelona. “Quinto lugar? É f…, pô.”

    Festa por Bola de Ouro de Dembélé tem fogos na rua e grito de guerra na plateia

  • Trump diz que mulheres grávidas não devem tomar paracetamol devido ao risco de autismo

    Trump diz que mulheres grávidas não devem tomar paracetamol devido ao risco de autismo

    Cientistas estudam uma possível conexão citada por Trump há anos, mas as pesquisas até agora produziram resultados inconclusivos; o paracetamol é considerado uma das poucas opções seguras para tratar dor ou febre durante a gravidez

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (22) que a FDA (Food and Drug Administration, a Anvisa dos EUA) pedirá aos médicos que aconselhem mulheres grávidas a não usarem Tylenol , conhecido como paracetamol, devido ao risco aumentado de autismo.

    “Tomar Tylenol não é bom. Eu digo: não é bom”, disse Trump. “Por esse motivo, eles recomendam fortemente que as mulheres limitem o uso de Tylenol durante a gravidez, a menos que seja clinicamente necessário.”

    No domingo (21), Trump disse que achava o paracetamol “um fator muito importante” para o autismo.

    No entanto, cientistas estudam uma possível conexão há anos, mas as pesquisas até agora produziram resultados inconclusivos.

    O paracetamol é considerado uma das poucas opções seguras para tratar dor ou febre durante a gravidez. Os médicos já alertam rotineiramente as gestantes contra o uso prolongado.

    Estudos que examinaram o possível risco ao desenvolvimento cerebral fetal são mistos. Enquanto alguns encontraram uma ligação com distúrbios do neurodesenvolvimento em crianças, outros não.

    Alguns cientistas recomendaram que os profissionais de saúde tomem uma postura preventiva e alertem as mulheres grávidas sobre a possibilidade de uma ligação entre o paracetamol e o autismo.

    Trump diz que mulheres grávidas não devem tomar paracetamol devido ao risco de autismo

  • Gilmar Mendes diz que sanções contra esposa de Moraes são arbitrárias

    Gilmar Mendes diz que sanções contra esposa de Moraes são arbitrárias

    Gilmar Mendes elogiou o trabalho de Alexandre de Moraes na função de relator das ações penais sobre a trama golpista; Flávio Dino presta solidariedade ao ministro do STF

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta segunda-feira (22) que a aplicação da Lei Magnitsky contra a esposa de Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, é uma medida arbitrária.

    Pelas redes sociais, o decano do STF considerou que a medida afronta a independência da Justiça brasileira e viola a soberania do Brasil.

    “Punir um magistrado e seus familiares por cumprir seu dever constitucional é um ataque direto às instituições republicanas. Reitero meu total apoio ao colega e amigo, convicto de que o Supremo Tribunal Federal seguirá forte e fiel ao seu compromisso com a Constituição”, afirmou. 

    Gilmar Mendes elogiou o trabalho de Alexandre de Moraes na função de relator das ações penais sobre a trama golpista.

    “É preciso recordar. Nosso país esteve à beira de um golpe de Estado, com invasão e depredação de prédios públicos, acampamentos pedindo intervenção militar e até planos de assassinato contra autoridades da República. Coube ao ministro Alexandre, com coragem e firmeza, enfrentar essa ameaça e assegurar que a democracia prevalecesse”, afirmou.

    Solidariedade
    O ministro Flávio Dino também prestou solidariedade a Moraes e sua esposa e lamentou que as relações entre Brasil e dos Estados Unidos sejam atingidas.

    “Temos uma tradição de admiração às instituições jurídicas dos Estados Unidos, especialmente à sua Suprema Corte. Espero que essas mesmas instituições saibam iluminar os caminhos de tão importante nação, consoante o direito internacional, em direção ao respeito à nossa soberania e às famílias brasileiras”, afirmou Dino.
    Sanções
    Em julho, Moraes também foi alvo de sanções dos Estados Unidos.

    A Lei Magnitsky prevê o bloqueio de contas bancárias, ativos e aplicações financeiras nos Estados Unidos, e proíbe transações com empresas americanas que estão no Brasil, além do impedimento de entrada no país.

    Apesar das sanções, a medida teve impacto reduzido. Moraes não tem bens nem contas em bancos sediados naquele país. O ministro também não tem o costume de viajar para os Estados Unidos.

    Além de Moraes, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso também foram alvo de sanções e tiveram os vistos de viagem suspensos pelo governo dos Estados Unidos.

    Gilmar Mendes diz que sanções contra esposa de Moraes são arbitrárias

  • Anac prevê certificação de carro voador da Embraer em 2027

    Anac prevê certificação de carro voador da Embraer em 2027

    A Eve, subsidiária da Embraer, inicialmente previa entrada da aeronave em serviço em 2026; empresa já acumulou quase 3.000 pedidos potenciais antes da produção

    SÃO PAULO, SP E MONTREAL, CANADÁ (FOLHAPRESS) – A Embraer pode obter a certificação de sua aeronave elétrica em 2027, mas o novo presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, disse à Reuters que gostaria de atingir esse marco um ano antes.

    A Eve, subsidiária da Embraer, está entre várias empresas que desenvolvem aeronaves movidas a bateria que podem decolar e pousar verticalmente para transportar pessoas em viagens curtas, um segmento visto como essencial para o crescimento futuro da terceira maior fabricante de aviões do mundo.

    A Eve, que já acumulou quase 3.000 pedidos potenciais antes da produção, atualmente espera que sua aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVtol) entre em serviço em 2027, um ano depois do planejado inicialmente.

    Faierstein disse em uma entrevista na tarde de domingo que a agência reguladora faria o possível para ajudar a Embraer a certificar a aeronave no ano que vem.

    “Vamos trabalhar com 2027, mas nossa meta, nosso desejo, é ser em 2026”, disse Faierstein em paralelo à Feira de Inovação da Organização da Aviação Civil Internacional em Montreal, que termina nesta segunda-feira.

    A certificação da aeronave eVtol é a principal prioridade da Anac, disse ele, mas o prazo dependerá da Embraer, pois “sua tecnologia precisa estar madura” para ser certificada.

    A entrada em serviço da Eve depende do desenvolvimento de infraestrutura, como vertiportos, e do enfrentamento de desafios como infraestrutura de rede elétrica e gerenciamento de tráfego aéreo, não apenas da certificação dos chamados táxis voadores.

    “Estamos focados na implantação no mercado, não apenas na certificação”, disse Faierstein.

    O presidente-executivo da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse à Reuters no mês passado que estava em contato com a Anac e que tudo estava “bem controlado” antes da certificação do eVtol.

    “Neste momento, o plano é final de 2027. A turma está toda empenhada e trabalhando com esse cronograma”, afirmou.

    A Eve tem encomendas do eVtol de cerca de 28 clientes em nove países, disse a ANAC, o que está criando um desafio para os reguladores criarem regras comuns para que os eVtols possam cruzar fronteiras.

    O regulador primeiro coletaria dados no Brasil e depois os compartilharia com parceiros e com a Oaci (Organização da Aviação Civil Internacional), da ONU, que realizará sua assembleia trienal a partir de terça-feira.

    “Primeiro, estamos focados nos dados que estamos adquirindo no Brasil”, disse Faierstein. “Depois, compartilharemos os dados com a Oaci e outros países para harmonizar as regulamentações.”

    A Eve estreou na Bolsa de Valores de Nova York em 2022 e recentemente captou novos recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Embraer. Outros investidores incluem United Airlines, BAE Systems, Nidec, Thales e Acciona.

    Anac prevê certificação de carro voador da Embraer em 2027

  • Filha de Hulk Hogan é excluída de testamento milionário e mora em hotel

    Filha de Hulk Hogan é excluída de testamento milionário e mora em hotel

    Brooke Hogan, filha de Hulk Hogan, vive temporariamente em um hotel após escolha própria de ser excluída do testamento do pai; o filho Nick Hogan será o único a receber a herança

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Brooke Olesky, filha do ex-lutador Hulk Hogan, foi excluída do testamento do pai e não receberá parte da herança de US$ 5 milhões.

    Ela diz que já sabia que não receberia nada. “A decisão dele não me surpreende. Foi o que eu pedi, e eu não me arrependo. O meu pai sabia que eu trabalho muito e vivo sem o dinheiro dele há muito tempo”, disse o TMZ.

    A família de Brooke se mudou para um hotel. Em entrevista ao site Us Weekly, o marido dela, o jogador de hóquei Steven Olesky, afirmou: “Com os meus 14 anos de hóquei profissional e as viagens dela, isso não é novidade para nós. Tem um lindo restaurante que frequentamos, e eu e os gêmeos temos uma rotina”. Brooke, por sua vez, está investindo na carreira de cantora.

    O filho de Hulk, Nick Hogan, será o único a receber a herança. Segundo Nick, o testamento foi escrito em 2016 e foi alterado em 2017, 2021, 2022 e 2023.

    Brooke Hogan estava afastada do pai. Ela pediu para ser removida do testamento em 2023, e ao TMZ explicou a decisão: “Eu conheço a minha família, e sei a forma como alguns membros da minha família vão atrás de dinheiro. Eles brigam por dinheiro e se voltam uns contra os outros. Eu pensei: quando o meu pai morrer, isso tudo vai ser uma m*rda. Não quero fazer parte disso”.

    Filha de Hulk Hogan é excluída de testamento milionário e mora em hotel

  • Temporada goleadora leva Ousmane Dembélé ao topo do futebol

    Temporada goleadora leva Ousmane Dembélé ao topo do futebol

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Eleito nesta segunda-feira (22) o melhor jogador de futebol do mundo pela premiação Bola de Ouro, da revista France Football, o francês Ousmane Dembélé, de 28 anos, viveu, de longe, a fase mais goleadora da carreira na temporada 2024/25, com o PSG (Paris Saint-Germain).

    No período considerado pela premiação, Dembélé marcou 37 gols em 60 jogos, uma média de 0,62 por partida, além de ter distribuído 14 assistências.

    Até então, a melhor temporada do atacante havia sido a 2018/19, ainda em seu segundo ano pelo Barcelona, quando marcou 14 vezes e deu oito assistências em 46 partidas.

    Liderando o coletivo parisiense rumo ao seu primeiro título do continental europeu, com oito gols em 15 partidas -média de 0,5 gol por jogo-, e mais seis assistências, o francês foi eleito pela Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) o melhor do torneio.

    Todos os gols foram marcados de dentro da grande área, cinco deles com o pé direito e três com o esquerdo -Dembélé é ambidestro. Ele marcou nas vitórias por 1 a 0 contra o Liverpool e contra o Arsenal, pelas oitavas e semifinais da Champions, respectivamente.

    Na goleada por 5 a 0 contra a Inter de Milão na decisão, em Munique, foram de Dembélé os passes para o segundo e o quarto gols do PSG, marcados por Desiré Doué e Kvaratskhelia.

    O atacante também foi o artilheiro do Campeonato Francês com 21 gols -empatado com o inglês Mason Greenwood, do Olympique de Marselha- em 29 partidas, média de 0,72 por jogo.

    Dos 21 gols -com um tento a cada 83 minutos-, 20 foram de dentro da área, sendo dez com o pé esquerdo, nove com o direito, e dois de cabeça. Apenas um foi de pênalti.

    Ele também distribuiu seis assistências no francês, sendo eleito o melhor do campeonato pela associação de jogadores.

    Na Supercopa da França, em jogo único contra o Monaco, Dembelé foi o autor do gol da partida, novamente de pé direito, de dentro da grande área.

    Na Copa da França, foram mais três gols e uma assistência em quatro partidas, média de 0,75 por jogo, guiando o PSG rumo ao bicampeonato consecutivo.

    Na Copa do Mundo de Clubes, nos Estados Unidos, o francês não pôde atuar na fase de grupos devido a uma lesão.

    Voltou à equipe nas oitavas de final, contra o Inter Miami, e marcou no jogo seguinte, contra o Bayern de Munique, nas quartas de final. Voltou às redes contra o Real Madrid, nas semis, ambos de dentro da grande área, um com cada pé.

    Pela seleção francesa, Dembélé entrou em campo sete vezes pela Liga das Nações e marcou dois gols, contra a Bélgica e a Croácia, de dentro da área, de direita e esquerda.

    Na semifinal do torneio, a França acabou superada pela Espanha por 5 a 4.

    Ousmane Dembélé foi considerado o melhor jogador da temporada 2024/25; principal rival de Dembélé na temporada foi o espanhol Lamine Yamal, 18, do Barcelona

    Folhapress | 19:11 – 22/09/2025

    Temporada goleadora leva Ousmane Dembélé ao topo do futebol

  • Governo Trump cancela visto de ministro de Lula, de chefe de gabinete de Moraes e de mais 5

    Governo Trump cancela visto de ministro de Lula, de chefe de gabinete de Moraes e de mais 5

    O governo de Donald Trump anunciou um novo pacote de sanções contra autoridades brasileiras, na esteira de uma série de medidas tomadas pelos EUA para punir o Brasil

    NOVA YORK, EUA (CBS NEWS) – O governo Donald Trump anunciou nesta segunda-feira (22) a ampliação das restrições de vistos de mais autoridades brasileiras em reação ao julgamento de Jair Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal).

    Em comentários oficiais e publicações nas redes sociais, integrantes do governo não anunciaram os nomes atingidos pela medida, apenas afirmando que houve uma nova “rodada de restrição de vistos” e que as ações miram a “rede que dá suporte” a Moraes.

    Segundo um integrante do Departamento de Estado, tiveram vistos cancelados o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias; os juízes Airton Vieira, Marco Antônio Vargas e Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, que assessoraram o ministro do Supremo Alexandre de Moraes em casos envolvendo o ex-presidente; José Levi, ex-advogado-geral da União e ex-secretário-geral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na gestão de Moraes; o ex-ministro do TSE e ex-corregedor Benedito Gonçalves, relator das ações que deixaram Bolsonaro inelegível; e a chefe de gabinete de Moraes Cristina Yukiko Kusahara.

    Levi foi ministro da AGU durante o governo Bolsonaro e rompeu com o ex-presidente ao deixar a gestão.

    De acordo com o integrante do Departamento de Estado, os familiares diretos dos sete atingidos também tiveram os vistos cancelados.

    Segundo a reportagem apurou com uma pessoa que tem acesso às discussões, deve haver novas rodadas de restrições de vistos, em que devem ser incluídos o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o delegado Fabio Shor e outros três integrantes da Polícia Federal.

    Ainda está sob avaliação dos EUA restringir o visto do general Tomás Paiva, comandante do Exército. Bolsonaristas passaram ao governo Trump uma leitura de que o Exército, ao não agir para coibir de alguma forma o que veem como abusos de Moraes, estaria sendo conivente com o que chamam de excessos do ministro.

    O governo Trump não anuncia os nomes porque há restrições legais ligadas à privacidade que os impedem de divulgar. Os atingidos só saberiam, então, se tentassem fazer a viagem aos EUA.

    Em postagem no X, Messias disse haver uma “agressão injusta”. “Reafirmo meu integral compromisso com a independência constitucional do nosso sistema de Justiça e recebo sem receios a medida especificamente contra mim dirigida”, afirmou. Ele diz que a medida “agrava um desarrazoado conjunto de ações unilaterais, totalmente incompatíveis com a pacífica e harmoniosa condução de relações diplomáticas e econômicas edificadas ao longo de 200 anos entre os dois países”.

    Nesta segunda, o governo americano também anunciou a inclusão da mulher de Moraes, Viviane Barci, no rol de sancionados da Lei Magnitsky, que prevê sanções financeiras a acusados de violações de direitos humanos.

    O secretário do Departamento de Estado, Marco Rubio, afirmou que o país decidiu sancionar uma “rede de suporte” a Moraes. “Que isso sirva como aviso para outros que ameaçam os interesses dos Estados Unidos protegendo e ajudando atores internacionais como Moraes: vocês serão responsabilizados”, escreveu Rubio no X.

    “Que esta última rodada de sanções da Lei Magnitsky e restrições de visto sirva como um claro aviso para aqueles que seriam cúmplices na sombria campanha de Moraes contra Jair Bolsonaro e seus apoiadores”, declarou o subsecretário para Diplomacia Pública, Darren Beattie,

    Fabio Shor conduz inquéritos relativos à família Bolsonaro. Eventual sanção a ele havia sido antecipada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Bolsonaro, que comanda articulação nos EUA por punições a autoridades brasileiras com o objetivo de livrar o pai da prisão.

    Airton Vieira e Marco Antônio Vargas assessoraram Moraes. Vieira apareceu em trocas de mensagens com o ex-assessor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Eduardo Tagliaferro que indicaram uma atuação fora do rito do gabinete de Moraes em investigação contra bolsonaristas.

    A divulgação das medidas ocorre durante viagem do presidente Lula (PT) a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU (Organizações das Nações Unidas), impondo um constrangimento à delegação brasileira.

    SUCESSÃO DE SANÇÕES

    Em julho, o governo dos EUA divulgou a proibição da entrada nos EUA de Moraes e de “seus aliados” na corte.

    Depois, em agosto, no mês passado, Trump revogou o visto de o ministro Alexandre Padilha (Saúde) para entrar nos EUA, além dos documentos de sua esposa e de sua filha.

    Padilha não foi diretamente atingido naquele momento pois seu visto tinha vencido em 2024, mas ficou proibido de obter uma nova permissão de viagem. Na terça (16), ele disse não estar “nem aí” para a resposta dos EUA sobre seu visto.

    Na semana passada, porém, os EUA concederam visto a Padilha para participar de reunião da ONU, mas restringiram a circulação dele a cinco quarteirões em NY, o que levou o ministro a desistir da viagem.

    A medida foi tomada no escopo de decisão do Departamento de Estado de revogar vistos de autoridades brasileiras e ex-funcionários da Opas (Organização Pan Americana de Saúde) que tenham atuado na contratação de médicos cubanos no programa Mais Médicos.

    A gestão Trump afirmou que revogou os vistos de Mozart Júlio Tabosa Sales e Alberto Kleiman. O Departamento de Estado justificou a medida porque ambos “trabalharam no Ministério da Saúde do Brasil durante o programa Mais Médicos e desempenharam um papel no planejamento e na implementação do programa”.

    “Esses funcionários foram responsáveis pela cumplicidade com o esquema coercitivo de exportação de mão de obra do regime cubano ou se envolveram nisso, o que explora profissionais médicos cubanos por meio de trabalho forçado. Esse esquema enriquece o corrupto regime cubano e priva o povo cubano de cuidados médicos essenciais”, acusou o órgão americano.

    Governo Trump cancela visto de ministro de Lula, de chefe de gabinete de Moraes e de mais 5

  • Dólar fecha em alta e Bolsa cai com mercado atento a falas de Haddad e agenda da semana

    Dólar fecha em alta e Bolsa cai com mercado atento a falas de Haddad e agenda da semana

    A Bolsa recuou 0,51%, a 145.109 pontos, em movimento de ajustes após os recordes da semana passada, também tendo o tombo de quase 20% da Cosan como um dos fatores de pressão

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em alta de 0,31% nesta segunda-feira (22), cotado a R$ 5,337, com o mercado repercutindo falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em evento pela manhã. A semana carregada de indicadores e eventos econômicos no Brasil e no exterior também pautou as negociações.

    Já a Bolsa recuou 0,51%, a 145.109 pontos, em movimento de ajustes após os recordes da semana passada, também tendo o tombo de quase 20% da Cosan como um dos fatores de pressão.
    Em seminário promovido pelo BTG Pactual em São Paulo, Haddad saiu em defesa do arcabouço fiscal, o conjunto de regras que controla as despesas e receitas do país.

    Segundo ele, não há norma melhor do que a atual, ainda que ela precise ser fortalecida para garantir seu pleno funcionamento. O caminho, para ele, passa pela criação de condições políticas favoráveis para o ajuste das regras junto à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal.

    Haddad ainda defendeu o combate de “desperdícios” e citou o avanço de pautas que já estão tramitando no Congresso Nacional, como supersalários no serviço público e Previdência de militares.

    Ele ainda pontuou que o Brasil precisa de mais crescimento econômico, o que também vai colaborar com os resultados fiscais, e que o governo está alcançando um nível de arrecadação similar ao observado antes do mandato atual do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora ainda aquém de períodos marcados por superávit primário.

    O ministro também falou sobre a taxa de juros do Brasil. Segundo ele, dados melhores de inflação e o fortalecimento do real ante o dólar estão dando condições para que o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) comece a cortar a taxa Selic.

    “As coisas vão melhorar muito a partir do ano que vem”, afirmou. “Eu acho que o juro vai começar a cair, e vai cair, na minha opinião, de forma consistente, de forma sustentável. Então esses números do resultado nominal vão se alterar, e eles vão se alterar para melhor.

    O BC decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano na semana passada, o maior patamar em duas décadas. O comitê prevê a manutenção dos juros nesse nível por um período prolongado, citando a pauta fiscal como um dos pontos de atenção.

    A ata da reunião será divulgada já nesta terça-feira (23), com o mercado atento às sinalizações do colegiado para as decisões futuras.

    Para o câmbio, a manutenção da Selic em 15% e o corte de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos), também na semana passada, foram uma boa notícia. Isso porque o ciclo de queda na taxa norte-americana aumenta a diferença entre os juros de lá e os daqui, e, quanto maior essa diferença, mais rentável é a estratégia conhecida como “carry trade”.

    Nela, pega-se dinheiro emprestado a taxas baixas, como a dos EUA, para investir em ativos com alta rentabilidade, como a renda fixa brasileira. Assim, quanto mais atrativo o carry trade, mais dólares tendem a entrar no Brasil, o que ajuda a valorizar o real.

    Com esse pano de fundo, a moeda norte-americana chegou a tocar os R$ 5,29 na semana passada, e, nesta sessão, passou por um movimento de ajustes.

    Além da correção, o mercado está adotando “um pouco de cautela por conta dos indicadores que sairão nesta semana, como ata do Copom, IPCA-15 [Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15] e dados dos Estados Unidos”, pontua Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank.

    Na Bolsa, o cenário de ajustes foi semelhante. Após subir 2,53% no acumulado da semana passada, o Ibovespa renovou o recorde histórico de fechamento na sexta-feira, a 145.865 pontos, e investidores agora embolsaram parte dos lucros.

    Os bons ventos se justificam pela entrada de capital estrangeiro no mercado doméstico, diz Diego Faust, operador de renda variável da Manchester Investimentos. “O investidor estrangeiro olha para aplicações de longo prazo e precisa achar que compensa. A última temporada de balanços de empresas brasileiras foi a melhor em anos”.

    Por outro lado, eventos corporativos internos pautaram as negociações. A Cosan, por exemplo, derreteu 18,13% no pregão após anunciar, na véspera, duas ofertas públicas de ações para levantar capital.

    A operação prevê uma capitalização no valor de R$ 10 bilhões, sendo a primeira oferta ancorada por um consórcio de investidores composto pela Aguassanta -veículo do controlador da Cosan, Rubens Ometto-, BTG Pactual Holding e Perfin Infra, em valor agregado de R$ 7,25 bilhões, a R$ 5 por ação. A precificação da segunda e última oferta, vinculada à primeira, está prevista para 11 de novembro.

    Já na cena internacional, os juros do Fed seguiram sob os holofotes, com o mercado atento a sinalizações que indiquem os próximos passos da política monetária norte-americana.

    Nesse sentido, discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, é destaque da semana, previsto para terça-feira.

    O colegiado norte-americano terá uma agenda relativamente pequena de novos dados até a reunião de 28 e 29 de outubro, na qual eles terão que decidir se os riscos para o mercado de trabalho justificam outro corte de 0,25 ponto percentual nos juros -um movimento ansiado por investidores.

    Dólar fecha em alta e Bolsa cai com mercado atento a falas de Haddad e agenda da semana

  • Líder do PL na Câmara admite mudança de cenário para anistia com com novas sanções dos EUA

    Líder do PL na Câmara admite mudança de cenário para anistia com com novas sanções dos EUA

    Sóstenes Cavalcante (RJ) disse que serão necessárias duas semanas para se chegar a um texto ideal do projeto que concede anistia aos condenados pelos atos golpistas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que o cenário mudou após as novas sanções do governo de Donald Trump a autoridades brasileiras e seus familiares, e fala que serão necessárias duas semanas para se chegar a um texto ideal do projeto que concede anistia aos condenados nos ataques golpistas de 8 de Janeiro.

    O relator do projeto, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), já disse que quer transformar o texto em uma redução de pena aos presos, o que incluiria Jair Bolsonaro (PL). O PL não concorda com essa posição, de acordo com Sóstenes.

    “Hoje, com essa questão das novas sanções dos Estados Unidos, acho que tudo que estava conversado anteriormente, o cenário muda muito. Espero construir, junto ao relator e ao presidente Hugo Motta, essa semana, talvez mais uma semana, um texto possível de fazermos anistia que a gente tanto sonha para essas pessoas”, afirmou.

    O governo Donald Trump incluiu Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o instituto que pertence à família do magistrado na lista de sancionados pela Lei Magnitsky. O ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, também foi incluído na mesma relação nesta segunda.

    Sóstenes não detalhou de que forma as medidas mudariam o cenário para a anistia, e negou que estaria jogando o tema para frente.

    “A gente não tem texto pronto, relator não é a pessoa mais familiarizada com assunto. Por isso quero levar famílias para ele conhecer. E ele ter a sensibilidade para apresentar melhor relatório. Não desejaríamos, por exemplo, emendar relatório dele. A gente gostaria que viesse um texto que já que contemplasse todas as demandas de presos políticos. Duas semanas talvez seja tempo prudente para chegar a texto ideal”, completou.

    Inicialmente, a expectativa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), era de se votar nesta semana o texto.

    Sóstenes falou com jornalistas em frente ao condomínio de Bolsonaro, a quem fez a primeira visita desde a prisão domiciliar, no início de agosto. Ele passou a tarde inteira com o ex-presidente.

    O parlamentar disse ainda que Bolsonaro pensa da mesma forma que ele, e que dosimetria não caberia ao Congresso, mas ao Judiciário.

    “Buscar alterações de pena é o máximo que Congresso poderia fazer, mas não é nossa intenção fazer esse tipo de debate nesse momento. Para nós, só resta uma pauta: buscarmos votar anistia para todos injustiçados desse pseudogolpe”, disse ainda.

    Na terça-feira (23), Paulinho se reunirá com a bancada do PL e demais principais bancadas do Congresso para buscar um acordo em torno do seu texto.

    Como a Folha mostrou, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) ameaçam cancelar um acordo com o Congresso para a aprovação de uma redução de penas, após o anúncio das novas sanções.

    Ministros do tribunal procuraram o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e avisaram ao deputado que as medidas prejudicam o avanço dessas negociações.

    A punição, que já havia sido aplicada ao ministro, foi estendida depois de bolsonaristas apontarem que Viviane seria importante braço financeiro da família.

    A inclusão foi feita durante viagem do presidente Lula (PT) a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU (Organizações das Nações Unidas), impondo um constrangimento à delegação brasileira.

    A tendência é que Lula responda a Trump durante discurso no debate da assembleia, nesta terça-feira (23). O Brasil é o primeiro a falar, seguido pelos EUA.

    Líder do PL na Câmara admite mudança de cenário para anistia com com novas sanções dos EUA

  • Bon Jovi fala sobre experiência como avô pela primeira vez

    Bon Jovi fala sobre experiência como avô pela primeira vez

    O filho do músico, Jake Bongiovi e a atriz Millie Bobby Brown, anunciaram a adoção de uma menina; o cantor também refletiu sobre a união do casal, que aconteceu cedo, quando ela tinha 20 anos e ele 22

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Jon Bon Jovi comentou como foi assumir o papel de avô com a chegada de sua primeira neta. O cantor revelou em entrevista ao podcast Dumb Blonde, apresentado pela influenciadora Bunnie XO, que tem sido “maravilhoso” acompanhar a nova fase da família.

    Em agosto, o filho do músico, Jake Bongiovi e a atriz Millie Bobby Brown, anunciaram a adoção de uma menina. “É loucura, mas ótimo. Maravilhoso”, disse Bon Jovi.

    “Eles adotaram uma menina e nós conhecemos a bebê, obviamente. Imediatamente ela se torna sua neta, seu bebê. É lindo”, relembrou o cantor. “Já sou aquele cara chato que pede fotos dia sim, dia não. E é legal ser assim.”

    Durante a conversa, Bon Jovi também refletiu sobre a união do casal, que aconteceu cedo, quando ela tinha 20 anos e ele 22. “Eles se casaram muito jovens, mas nós abraçamos isso porque entendemos. São maduros para idade. Ela vem de uma família que também se casou jovem. Eles se apaixonaram e nós pensamos: ‘ok, vamos apoiar isso’. E está dando certo”.

    A adoção foi anunciada em agosto por meio de um post conjunto de Jake e Millie em suas redes sociais. A atriz e o modelo estão juntos há mais de quatro anos e oficializaram o casamento em 2024.

    Bon Jovi fala sobre experiência como avô pela primeira vez