Autor: REDAÇÃO

  • Nikolas Ferreira pede prisão de Moraes por mensagens de Vorcaro

    Nikolas Ferreira pede prisão de Moraes por mensagens de Vorcaro

    Nikolas Ferreira fez ataques ao ministro do STF por ter sido citado em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro; porém o parlamentar também foi, segundo documentos vazados na imprensa

    Parlamentares da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedem a prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após a revelação de que o banqueiro Daniel Vorcaro trocou mensagens com o magistrado no dia em que ele seria preso pela Polícia Federal pela primeira vez, em novembro de 2025.

    “Por muito menos o Alexandre de Moraes já teria prendido o Alexandre de Moraes. Esse cara precisa sair do STF. Não é impeachment, não, ele precisa ir direto para a prisão. Responder por esses atos que não condiz com o magistrado”, disse o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

    Já o líder da minoria na Câmara, Gustavo Gayer (PL-GO), criticou o fato de que não há, até o momento, conhecimento de troca de mensagens entre Vorcaro e a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, nas mensagens extraídas pela Polícia Federal no celular do banqueiro. O jornal O Globo revelou um contrato de R$ 129 milhões entre o banco e o escritório de Viviane Barci.

    “O mais impressionante disso tudo é que Vorcaro pagava R$ 3,6 milhões para a esposa do Moraes por mês, mas não ligou ou trocou mensagem com ela nem uma vez”, afirmou o parlamentar.

    Dados extraídos do celular de Vorcaro revelam que ele prestava contas a Moraes sobre as negociações de venda do banco e sugerem diálogos a respeito do inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília.

    Para o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a situação de Moraes é “insustentável”. “Com essas provas, a situação do ministro Alexandre de Moraes, o ditador da toga, fica insustentável”, disse o deputado. “Congresso Nacional, PGR, Suprema Corte, vocês têm que fazer o seu papel urgentemente.”

    Outras mensagens mostram que Vorcaro consultou Moraes sobre a lista de convidados para um fórum jurídico realizado em Londres, em abril de 2024. O magistrado determinou que o empresário Joesley Batista, da J&F, fosse “bloqueado” do evento, e Vorcaro levou a determinação à organização do fórum.

    “Cada vez mais entendo que Brasília não se trata de separação dos Poderes, mas sim de proteção dos amigos daqueles que ajudam a manter o status quo”, disse a deputada Júlia Zanatta (PL-SC).

    Para manter o sigilo, tanto Vorcaro quanto Moraes escreviam textos em seus blocos de notas, capturavam a tela e enviavam as imagens com o recurso de visualização única. Por essa razão, as respostas do ministro não estão disponíveis, mas as notas de Vorcaro permaneceram acessíveis no histórico do aparelho.

    “A opinião de Alexandre de Moraes sobre quem apaga mensagens de WhatsApp no celular no caso da Débora do Batom: ‘desprezo com o Poder Judiciário e a ordem pública’. E como fica quem manda mensagem de visualização única para responder se ‘bloqueou’ algo ou não a um criminoso?”, questionou o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), em referência ao voto do ministro do STF no caso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, a “Débora do batom”, condenada a 14 anos de prisão pela Corte.

    Também do Novo, o senador Eduardo Girão (CE) disse que o partido estuda reações institucionais. “Só falta dizer que as diversas mensagens temporárias apagadas automaticamente pelo ministro foi puro engano. Errou de destinatário como deve ter sido engano do Vorcaro contratar os ‘serviços advocatícios’ de R$ 129 milhões da esposa dele. Como deve ter sido engano estarem na mesma casa residencial e mesmo evento nos EUA, patrocinado pelo Banco Master. O Novo já estuda entrar com outras ações firmes para o resgate da ética na República a partir das revelações dessas conversas”, afirmou.

    Do lado governista, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) cobrou pela criação de um código de ética do STF. “Essas relações são tão impróprias que Moraes tratou de dizer que elas sequer existem, que é tudo mentira. Isso revela como elas são graves e podem ter desdobramentos, se o Vorcaro falar mais, falar tudo, que é o que desejamos”, disse Alencar. “É importante estabelecermos de uma vez por todas um código de ética ao STF a fim de vedar peremptoriamente relações de juízes com interessados em causas em andamento.”

    O líder do PSOL na Câmara, deputado Tarcísio Motta (RJ), defendeu transparência no caso e afirmou que “nenhuma autoridade está acima do escrutínio democrático”.

    “O que está vindo à tona precisa ser esclarecido com muita transparência. Quando surgem mensagens que levantam suspeitas de proximidade indevida entre agentes do Judiciário e interesses privados, isso afeta a confiança da sociedade nas instituições. É fundamental que todos os fatos sejam apurados, com serenidade e responsabilidade, para que não paire qualquer dúvida sobre a lisura das decisões. Defendo que o Brasil fortaleça suas instituições com mais controle público, mais transparência e respeito ao devido processo. Nenhuma autoridade está acima do escrutínio democrático”, disse.

    Já a deputada Heloísa Helena (Rede-RJ) pressiona pela CPI do Banco Master na Câmara. “Como a CPI é uma ferramenta aberta de monitoramento da sociedade, não haverá sigilos, provas fatiadas ou quaisquer outros mecanismos de proteção ao banditismo político – esteja onde estiver”, disse a parlamentar. “Estamos trabalhando muito para conseguirmos as últimas assinaturas na Câmara. Chega a ser inacreditável e repugnante o protecionismo ao Banco Master, que vai da covardia em não assinar até a covardia de não instalar.”

    Já foram protocoladas duas CPIs sobre o Banco Master. Uma, de origem no governo, foi protocolada na Câmara, e tem a autoria do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). A outra, protocolada no Congresso, veio da oposição, de autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ).

    Como mostrou o Placar do Estadão, há maioria que defende a abertura de uma comissão sobre o caso, mas há resistência da cúpula do Congresso.

    Nikolas Ferreira pede prisão de Moraes por mensagens de Vorcaro

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  • Rayssa Leal resolve na 1ª volta e está na semi do Mundial de skate street

    Rayssa Leal resolve na 1ª volta e está na semi do Mundial de skate street

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Rayssa Leal está na semifinal do Mundial de skate street, disputado no Parque Cândido Portinari, em São Paulo. A brasileira avançou na quarta colocação, com 55,63. As 16 primeiras das quartas de final se classificaram para a semi, que acontece neste sábado (7), às 11h30 (de Brasília).

    Rayssa Leal assumiu a terceira colocação geral logo após a primeira volta, com 55,63. A brasileira ficou atrás de Coco Yoshizawa (JAP), com 56,61 e da francesa Lucie Schoonheere, com 56,77.

    Já classificada, Rayssa fez 50,48 na segunda volta, não trocou nota e acabou ultrapassada por Ibuki Matsumoto (JAP), que fez a maior nota do evento, 57,94. A brasileira cometeu um erro ainda no início da apresentação, o que prejudicou sua nota.

    A dona de dois títulos mundiais se apresentou na última bateria, ao lado de seis japonesas, entre elas a campeã olímpica em Paris 2024 Coco Yoshizawa e a medalhista de prata Liz Akama. Na ocasião, Rayssa fechou o pódio com o bronze.

    A competição foi paralisada por cerca de uma hora e meia por conta da chuva. A disputa estava na segunda, e última, volta. Nas quartas, não há apresentação de manobras, apenas voltas completas.

    Além de Rayssa, a brasileira Gabi Mazetto também avançou na competição. Ela terminou na 15ª colocação da classificação geral, com 41,56.

    VEJA AS 16 SEMIFINALISTAS

    Ibuki Matsumoto (JAP)
    Lucie Schoonheere (FRA)
    Coco Yoshizawa (JAP)
    Rayssa Leal (BRA)
    Paige Heyn (EUA)
    Nanami Onishi (JAP)
    Mei Ozeki (JAP)
    Jessica Ready (AUS)
    Chenxi Cui (CHI)
    Yuanling Zhu (CHI)
    Funa Nakayama (JAP)
    Wenhui Zeng (CHI)
    Jibeen Park (COR)
    Vareeraya Sukasem (THA)
    Gabi Mazetto (BRA)
    Daniela Terol (ESP)

    Zagueiro Gustavo Marques é punido pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo; jogador foi ao vestiário da arbitragem e se desculpou com a árbitra Daiane Muniz

    Folhapress | 13:15 – 06/03/2026

    Rayssa Leal resolve na 1ª volta e está na semi do Mundial de skate street

  • Suzanna Freitas abre o jogo sobre os desafios de conviver com hiperidrose

    Suzanna Freitas abre o jogo sobre os desafios de conviver com hiperidrose

    A filha da cantora Kelly Key usou as redes sociais para desabafar sobre hiperidrose, uma condição que causa suor excessivo

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Suzanna Freitas, 25, abriu o jogo sobre a hiperidrose, condição que provoca suor em excesso. A filha da cantora Kelly Key, 43, usou o Instagram nesta quinta-feira (5) para responder perguntas de seguidores. Ela explicou de que forma o problema impacta sua rotina, inclusive durante atividades físicas.

    Ao abordar o tema, ela contou que a condição afeta principalmente mãos e pés e que isso acaba trazendo dificuldades em situações simples do dia a dia. “Sofro muito com isso. Tenho uma hiperidrose intensa nas mãos e nos pés. Nas mãos é até menos do que nos pés. É muito complicado usar chinelo e não é todo dia de sapato com que me sinto segura. Eu tenho isso desde que me conheço por gente, então estou meio acostumada”, disse.

    Suzanna também revelou que nunca buscou tratamento para a condição e que aprendeu a conviver com ela ao longo dos anos. Segundo a influenciadora, o suor costuma aumentar em momentos que exigem mais concentração. “Em época de escola era terrível porque, fazendo prova, [o suor] pingava. Era caótico! Até nesta sexta-feira (6) não gosto muito de dar a mão… é assim que eu lido, aceitando”, refletiu.

    Suzanna Freitas abre o jogo sobre os desafios de conviver com hiperidrose

  • Defesa pede que STF apure vazamento de mensagens íntimas de Vorcaro

    Defesa pede que STF apure vazamento de mensagens íntimas de Vorcaro

    Advogados afirmam que nem eles tiveram acesso ao material: “que a autoridade policial apresente a relação de todas as pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos apreendidos”, disse a defesa do banqueiro

    A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que instaure investigação para apurar o vazamento de informações extraídas do celular dele, principalmente conversas íntimas e “supostos diálogos com autoridades e até o ministro do STF, Alexandre de Moraes”. 

    Em nota, a defesa afirma que as conversas estão sendo divulgadas para os mais diversos meios de comunicação, “talvez editadas e tiradas de contexto”. Os advogados afirmam que nem mesmo eles tiveram acesso ao material que tem sido publicado pela imprensa. 

    “[Requeremos] que seja instaurado inquérito para identificar a origem dos vazamentos e que a autoridade policial apresente a relação de todas as pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos apreendidos”, disse a defesa do banqueiro. 

     

    Segundo eles, o objetivo não é investigar os jornalistas que receberam as informações, mas apurar a responsabilidade de quem tinha o dever legal de custodiar o material, que ainda se encontra sob sigilo judicial. 

    Autoridades

    Entre as conversas divulgadas pela imprensa estão trocas de mensagens entre o banqueiro e Alexandre de Moraes. Prints da troca de mensagens atribuída aos dois foram publicados pelo jornal O Globo nesta sexta-feira (6). 

    Ao jornal, Moraes negou ter recebido as mensagens. “O ministro Alexandre de Moraes não recebeu essas mensagens referidas na matéria. Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal”, diz o comunicado. 

    Em conversas que teria mantido com sua ex-namorada, Martha Graeff, Vorcaro relata ainda um aparente contato próximo com parlamentares, políticos e autoridades do Judiciário, com quem diz ter discutido questões relativas ao Master, incluindo a tentativa de vender o banco para o Banco Regional de Brasília (BRB). 

    De acordo com a defesa de Vorcaro, o espelhamento dos dados dos aparelhos do banqueiro foi entregue à defesa em 3 de março. “O HD foi imediatamente lacrado na presença da autoridade policial, dos advogados e de tabelião, para preservar o sigilo das informações.”

    “Espera-se que as autoridades que violaram seu dever funcional de resguardar o sigilo sejam identificadas e responsabilizadas por atos que expõem pessoas sem relação com a investigação, bem como atrapalham os trabalhos de esclarecimento dos fatos”, completa a defesa. 

    Histórico

    Daniel Vorcaro foi preso novamente na quarta-feira (4) de manhã pela Polícia Federal, na terceira fase da Operação Compliance Zero. 

    No ano passado, o empresário também foi alvo de um mandado de prisão da operação, mas ganhou direito à liberdade provisória, mediante uso de tornozeleira eletrônica.

    A nova prisão foi fundamentada em mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido na primeira fase da operação. Nas mensagens, Vorcaro ameaça jornalistas e pessoas que teriam contrariado seus interesses.

    A Compliance Zero apura fraudes bilionárias no Banco Master, que causaram um rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos para o ressarcimento a investidores.

    Defesa pede que STF apure vazamento de mensagens íntimas de Vorcaro

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  • Número 1 do mundo, Aryna Sabalenka anuncia noivado com empresário brasileiro

    Número 1 do mundo, Aryna Sabalenka anuncia noivado com empresário brasileiro

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A tenista Aryna Sabalenka, 27, anunciou nesta quarta-feira (5) que está noiva do empresário brasileiro Georgios Frangulis. O casal, que está junto desde 2024, compartilhou nas redes sociais fotos do pedido de casamento, feito em um cenário decorado com flores e velas. “Eu e você para sempre”, escreveu a atual número 1 do mundo no tênis.

    Em 2024, Sabalenka enfrentou um momento difícil após a morte de seu ex-namorado, o ex-jogador de hóquei Konstantin Koltsov. Os dois já não estavam mais juntos quando ele morreu, em um caso tratado pelas autoridades como suicídio.

    Meses depois, a tenista biolorrussa conheceu Frangulis durante conversas para uma parceria com a Oakberry. Ao se tornar embaixadora da marca, Sabalenka passou a ter contato frequente com o empresário, e os dois iniciaram um relacionamento.


    O pedido de casamento aconteceu após a atleta brincar em entrevistas recentes sobre a possibilidade de noivado. Ao anunciar a novidade nas redes sociais, ela manteve o tom bem-humorado. “Posso finalmente chamá-lo de outra coisa… noivo”, escreveu.

    Quem é Georgios Frangulis

    Frangulis nasceu em São Paulo, mas tem raízes familiares em Tessalônica, na Grécia -origem que lhe rendeu o apelido de “Grego”. Torcedor do Corinthians, ele é fundador da Oakberry, rede especializada em açaí que soma mais de 900 lojas pelo mundo.

    Além do setor de alimentação, o empresário também investe no esporte. Ele é investidor do Le Mans FC, da Ligue 2 francesa, e da equipe Alpine F1 Team, na Fórmula 1.

    Frangulis também já teve experiência como piloto. Ele disputou provas da Porsche Cup Brasil pela OAK Racing Team, categoria que utiliza carros Porsche 911 GT3. Atualmente, não compete mais, mas segue ligado às corridas como patrocinador por meio da Oakberry.

     


    Número 1 do mundo, Aryna Sabalenka anuncia noivado com empresário brasileiro

  • EUA diz que pode "agir sozinho" em países latinos-americanos

    EUA diz que pode "agir sozinho" em países latinos-americanos

    País firmou acordo de combate a cartéis com 16 governos aliados

    Em meio aos ataques contra o Irã, o governo dos Estados Unidos firmou acordo com 16 países latino-americanos para “combate aos cartéis” na região e ameaçou “agir sozinho” na América Latina “se necessário”, o que violaria a soberania das nações latino-americanas sobre o próprio território.

    O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, liderou na última quinta-feira (5), em Doral, na Flórida, a Conferência das Américas de Combate aos Cartéis, da qual participaram 16 países latino-americanos. 

    “Os Estados Unidos estão preparados para enfrentar essas ameaças e partir para o ataque sozinhos, se necessário. No entanto, nossa preferência — e o objetivo desta conferência — é que, no interesse deste hemisfério, façamos isso juntos; com vocês, com nossos vizinhos e com nossos aliados”, disse Hegseth.

    O secretário do governo Trump enfatizou que a “coalizão” firmada na Flórida expressa a política do Corolário Trump à Doutrina Monroe. Incluída na Estratégia de Segurança Nacional, anunciada em dezembro pelos Estados Unidos, a política reafirma a doutrina criada em 1823 e prega a “proeminência” de Washington sobre as Américas.

    “Ameaça gravíssima”

    O professor de geopolítica da Escola Superior de Guerra Ronaldo Carmona disse à Agência Brasil que a fala de Hegseth é uma “ameaça gravíssima”.

    “Pois sob Trump, as ameaças costumam se materializar (vide Venezuela e agora Irã). Ao evocar a Doutrina Monroe, o faz propondo expurgar a presença de potências extrarregionais das Américas, em uma ameaça explícita à liberdade de ação das nações da América Latina”, comentou.

    O pesquisador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) acrescentou que o ingresso de drogas nos EUA deve ser uma tarefa interna ao Estado americano, que tenta “latino-americanizar” a questão como “pretexto” para intervenções abertas no continente, como ocorreu na Venezuela.

    “É difícil imaginar que as forças de segurança americana não tenham meios para proteger autonomamente suas próprias fronteiras”, completou Carmona. 

    O combate aos cartéis foi a justificativa usada para o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Em seguida, Washington afastou-se do discurso do combate às drogas na Venezuela, priorizando a agenda do comércio petroleiro nas relações com Caracas. 

    Conferência no Comando Sul

    Ao explicar a nova doutrina na Conferência da Flórida, o secretário de Defesa Pete Hegseth afirmou que os EUA querem “acesso irrestrito a áreas estratégicas e ao comércio, para que nossas nações possam se industrializar”.

    “Queremos impedir que potências externas ameacem nossa paz e independência em nossa região comum”, acrescentou.

    A Conferência ocorreu na sede do Comando Sul dos EUA, setor das Forças Armadas responsável por monitorar a América Latina e o Caribe. 

    Da América do Sul, estavam presentes representantes da Argentina, Guiana, Bolívia, Equador, Paraguai, Chile e Peru. Da América Central, estavam Belize, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Honduras, Jamaica, Panamá e Trinidad e Tobago.

    O Ministério da Defesa da Argentina informou que, além de uma declaração conjunta que não foi divulgada, foram firmados acordos bilaterais com os EUA. Tais acordos separados teriam permitido “adaptar o marco jurídico de cada nação, como um elemento substancial do que foi acordado”. 

    O professor Carmona acrescentou que Washington tenta vincular os países latino-americanos aos desígnios estratégicos de Washington, “impedindo-as de manter relações abertas com os vários polos de poder mundial”.

    “Trata-se de um constrangimento à soberania inaceitável para a América Latina”.

    México e Brasil

    Os governos do México e do Brasil têm informado que o combate aos cartéis na América Latina tem que ser feito respeitando a soberania dos países da região.

    A presidente do México, Claudia Sheinbaum, destacou que o combate às drogas, em parceria com Washington, deve ser feito com “coordenação e sem subordinação, como iguais”.  

    O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, incluiu o combate ao narcotráfico na agenda de negociações com o governo de Donald Trump. 

    O pesquisador do Cebri Ronaldo Carmona afirma que o Brasil sempre diferenciou as atividades policiais, que seriam usadas para combater o narcotráfico, das atividades de Defesa, ligada à soberania territorial. Porém, os EUA tentam militarizar esse combate às drogas.

    “O Brasil precisa urgentemente, como uma prioridade nacional, enfrentar com todas as energias, a começar das forças de segurança, as organizações criminosas brasileiras, até para não oferecer pretexto a Washington de utilizá-las com fins de ameaça à soberania brasileira”, completou.

    Colômbia

    O presidente colombiano, Gustavo Petro, reagiu à declaração do secretário estadunidense, comentando que os EUA “não precisam agir sozinhos para acabar com os cartéis de droga, pois não saberiam como fazê-lo bem. Para destruir os cartéis da máfia, precisamos nos unir”.

    “Se alguém está interessado em destruir os cartéis, são a Colômbia e a América Latina, onde milhões de pessoas foram assassinadas e onde a democracia foi destruída em regiões que vivem sob o terror”, disse Petro.

    “Portanto, a aliança contra o tráfico de drogas é um Pacto pela Vida e pela Paz, e estamos prontos”, disse em uma rede social.

    Equador e Paraguai

    O Equador e o Paraguai estão entre os países que mais têm estreitado relação com Washington sob o argumento de combate ao narcotráfico.

    Um dia antes da Conferência na Flórida, o Senado do Paraguai aprovou acordo com os EUA que prevê a presença no país de militares enviados por Washington, com imunidade penal para operações no país sul-americano. O projeto ainda precisa de aprovação da Câmara dos Deputados paraguaia. 

    Também nesta semana, o Equador e os EUA anunciaram operações militares conjuntas contra cartéis de drogas. 

    Em novembro de 2025, o presidente do país, Daniel Noboa, tentou aprovar, em referendo, a permissão para instalar bases militares estrangeiras no país, mas a consulta foi rejeitada por 60% da população equatoriana que foi às urnas. 

    EUA diz que pode "agir sozinho" em países latinos-americanos

  • Lula diz que Eduardo Paes tem seu apoio, mas que é preciso 'construir chapa forte'

    Lula diz que Eduardo Paes tem seu apoio, mas que é preciso 'construir chapa forte'

    Presidente Lula diz que Eduardo Paes é um “excelente prefeito” e que os dois trabalham muito bem juntos; prefeito deixará o comando da cidade do Rio para poder ser candidato ao governo do Estado

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em entrevista ao jornal O Dia, do Rio de Janeiro, que o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), tem seu apoio na eleição para o governo do Estado, mas ressaltou a importância de “construir uma chapa forte, capaz de vencer não apenas a disputa pelo governo, mas também de conquistar cadeiras no Senado”.Lula cumpre agenda política no Rio nesta sexta-feira, 6.

    “Sobre as eleições, temos que lembrar que não se escolhe adversários, mas sim aliados. Paes tem o meu apoio político e o importante agora é construir uma chapa forte, capaz de vencer não apenas a disputa pelo governo, mas também de conquistar cadeiras no Senado, na Câmara e na Alerj e não deixar que o autoritarismo e o retrocesso voltem a ganhar espaço no Rio de Janeiro e em nosso País”, declarou.

    Na entrevista a O Dia, Lula elogiou Paes. Disse que ele é um “excelente prefeito” e que os dois trabalham muito bem juntos.

    “O Eduardo Paes é um excelente prefeito e trabalhamos muito bem juntos. E dessa parceria com o governo federal vieram muitas ações importantes, verdadeiras conquistas para os cariocas, como a renovação da frota de BRT e a grande melhoria na rede hospitalar da cidade”, disse.

    Paes deixará a prefeitura do Rio para poder ser candidato ao governo do Estado. O PT declarou apoio a ele. Nos últimos meses, porém, petistas acenderam um sinal de alerta, receosos de que seriam alijados dos principais espaços na chapa que o prefeito vem montando.

    A reivindicação do PT é indicar um dos candidatos para o Senado. O nome da deputada Benedita da Silva (PT) é o que está na mesa. Os petistas gostariam que ela fosse a principal candidata ao Senado na chapa, já que o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), também será candidato à Casa Alta do Congresso.

    Lula diz que Eduardo Paes tem seu apoio, mas que é preciso 'construir chapa forte'

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  • Jackson Antunes faz transplante de rim após doação da esposa e relata fase difícil de saúde

    Jackson Antunes faz transplante de rim após doação da esposa e relata fase difícil de saúde

    Ator diz que cirurgia marcou novo capítulo após período sem esperança; Cristiana Britto, com quem é casado desde 1993, foi a doadora do órgão

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – O ator Jackson Antunes, 65, revelou que passou recentemente por um transplante de rim. A cirurgia foi possível após a doação do órgão pela esposa, a atriz Cristiana Britto.

    Já recuperado e em casa, o ator disse que enfrentou um período delicado de saúde, mas afirmou que agora vive um novo momento. “Não tem coisa mais terrível do que dor. Não tem coisa mais terrível do que você não ver esperança. Agora está tudo bem”, relatou em entrevista ao Fantástico, da Globo, que vai ao ar no próximo domingo (8).

    Casados desde 1993, Antunes e Cristiana atravessaram juntos os momentos mais difíceis do tratamento. A atriz também contou no Fantástico que decidiu doar o rim ao marido diante da gravidade da situação. “Meu maior medo é não estar mais perto dele”, afirmou. O último trabalho de destaque de Jackson Antunes na Globo foi a atuação no remake da novela Renascer (2024).

    Antunes também relembrou que, anos antes, enfrentou um câncer no pâncreas, considerado um dos tipos mais agressivos da doença. Segundo ele, o diagnóstico foi mantido em sigilo na época.

    “Não falei para ninguém. Há seis anos tive um câncer muito forte no pâncreas e fiquei internado um mês. Minha esposa ficou em um sofazinho comigo durante os 30 dias”, contou o ator durante participação no Encontro com Patrícia Poeta, em 2023.

     

    Jackson Antunes faz transplante de rim após doação da esposa e relata fase difícil de saúde

  • Toffoli deve votar em julgamento sobre prisão de Vorcaro

    Toffoli deve votar em julgamento sobre prisão de Vorcaro

    Sessão virtual da Segunda Turma começa na próxima sexta-feira (13); relatoria passou para Mendonça no início de fevereiro; ministros evitam comentar tema

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), deve participar do julgamento da manutenção da prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em sessão virtual da Segunda Turma, conforme ele próprio tem dito a interlocutores. Assim, ele deve seguir atuando no caso sempre que houver análise colegiada do processo.

    Na corte, os ministros têm evitado comentar o tema. A avaliação mais comum é a de que uma retirada do caso também nos julgamentos colegiados é de foro íntimo e caberia apenas a Toffoli definir a questão.

    O momento será o primeiro no qual o magistrado deve atuar novamente no caso do qual foi relator até ser substituído por André Mendonça, em 12 de fevereiro.

    Um magistrado afirma, sob reserva, que na próxima semana a questão talvez seja abordada. A sessão virtual terá início na próxima sexta (13).

    Toffoli deixou a relatoria do caso após uma reunião fechada de mais de duas horas com os demais colegas do STF. A pressão para ele se afastar aumentou principalmente depois que a Folha de S.Paulo revelou conexões entre o ministro, o resort Tayayá e o banco de Daniel Vorcaro. A decisão ocorreu após a Polícia Federal entregar ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatóro mostrando uma troca de mensagens entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem o ministro entre seus sócios.

    Mendonça foi escolhido relator por sorteio, que deixou de fora apenas o próprio Toffoli e o presidente do tribunal, Edson Fachin.

    Desde então, discutiu-se a continuidade do ministro à frente do caso e a participação dele nos atos seguintes da tramitação dos processos ligados ao caso.

    Uma possibilidade era a de Toffoli se abster de votar, o que perdeu força com a indicação do próprio ministro de que pretende registrar sua posição.

    Ao votar nesta etapa, o ministro consolida seu retorno ao caso e reforça o argumento dado inclusive aos colegas de que jamais teve amizade com Vorcaro ou recebeu valores. Em nota, ele também disse fazer parte do quadro societário da empresa Maridt, que foi uma das donas do resort Tayayá.

    Durante quatro anos (entre 2021 e 2025), como revelou a Folha de S.Paulo, os irmãos José Eugenio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli dividiram o controle do Tayayá, no Paraná, com o fundo Arleen. Ele afirma, no entanto, que nunca soube quem era o gestor do fundo Arleen.

    Na reunião que decidiu sobre a substituição na relatoria, o magistrado ouviu apelos para que se afastasse do caso em nome da preservação do tribunal. Toffoli se defendeu e disse não haver razões para deixar o caso.

    No entendimento da maior parte dos ministros, agora, o tema já foi sanado após o encontro no qual a corte decidiu manter as provas do caso e divulgar uma carta conjunta em defesa de Toffoli, na qual afirmaram “não ser caso de cabimento para arguição de suspeição”.

    A Segunda Turma, colegiado no qual o caso tramitará, é formada por Mendonça, Toffoli, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e presidida por Gilmar Mendes. Esses magistrados ainda não discutiram o tema entre si.

    Mendonça passou a semana na Alemanha, para onde viajou para um congresso do qual participou na segunda (2) e onde permaneceu para não perder sessões do STF ou do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) -a viagem é de 12 horas, o que impediria o comparecimento em alguma delas. Seu retorno para o Brasil está previsto para esta sexta (6). O ministro decretou a prisão preventiva de Vorcaro na terça (3).

    Interlocutores do relator contam que o ministro considera que Toffoli poderia se afastar do caso, mas que ele não tratou do tema nem pretende levar isso adiante.

    Eventual declaração de impedimento é objetiva, ou seja, demanda a inclusão da indicação do enquadramento de um dos incisos legais. O impedimento ocorre quando o magistrado tem parentesco ou atuação prévia no caso, por exemplo. Já a suspeição é mais subjetiva e envolve relações próximas.

    Toffoli deve votar em julgamento sobre prisão de Vorcaro

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  • Seleção feminina do Irã muda postura, presta continência e canta hino nacional

    Seleção feminina do Irã muda postura, presta continência e canta hino nacional

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As jogadoras da seleção feminina do Irã prestaram continência e cantaram o hino nacional do país antes da partida contra a Austrália, nesta quinta-feira (5), pela Copa da Ásia.

    A postura durante a cerimônia representa uma mudança em relação ao jogo de estreia da equipe, contra a Coreia do Sul, na segunda-feira (2), quando as atletas optaram por permanecer em silêncio durante a execução do hino.

    Durante o jogo contra as australianas, que golearam por 4 a 0, vários torcedores exibiram a bandeira do Irã anterior a 1979 em protesto contra o regime atual. Alguns vaiaram durante a execução do hino iraniano. Também havia faixas de apoio ao presidente dos EUA, Donald Trump.

    Embora não esteja claro o motivo da mudança de postura das jogadoras iranianas, algumas delas falaram sobre a dificuldade de participar de um torneio na Austrália enquanto seus familiares sofrem com os ataques dos Estados Unidos e de Israel, que motivaram reações do Irã e ampliaram o conflito pelo Oriente Médio.

    Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã no sábado, matando pelo menos 1.230 pessoas, incluindo o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

    “Obviamente, estamos muito preocupados com nossas famílias, nossos entes queridos e todas as outras pessoas dentro do nosso país, das quais estamos completamente desconectados”, disse a treinadora Marziyeh Jafari.

    “Estamos todos preocupados e tristes com o que aconteceu ao Irã, às nossas famílias e aos nossos entes queridos”, acrescentou a atacante Sara Didar.

    Com duas derrotas em dois jogos, a seleção do Irã ficou perto de ser eliminada da Copa da Ásia, torneio que serve como etapa classificatória para a Copa do Mundo de 2027, no Brasil.

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    Folhapress | 13:15 – 06/03/2026

    Seleção feminina do Irã muda postura, presta continência e canta hino nacional