Autor: REDAÇÃO

  • Novo "Resident Evil" vendeu 5 milhões de cópias em 5 dias

    Novo "Resident Evil" vendeu 5 milhões de cópias em 5 dias

    “Resident Evil Requiem” chegou à marca das 5 milhões de cópias vendidas mais rápido do que os mais recentes títulos da franquia e continua dando à produtora Capcom bons motivos para sorrir

    A produtora japonesa Capcom anunciou que “Resident Evil Requiem”, o mais recente jogo da clássica franquia de jogos de terror, vendeu 5 milhões de cópias desde que foi lançado na última sexta-feira, dia 27 de fevereiro.

    O lançamento de “Resident Evil Requiem” parece ter se tornado, desta forma, no melhor desempenho da saga, chegando mais rápido ao patamar dos 5 milhões de cópias do que “Resident Evil Village” e os remakes de “Resident Evil 2” e de “Resident Evil 4”.

    Se a avaliação dos jogadores na plataforma Metacritic não fosse sinal suficiente, “Resident Evil Requiem” tem sido excecionalmente bem acolhido pelos fãs. O site IGN conta mesmo que, no último fim de semana, o jogo teve um pico de 344 jogadores em simultâneo na Steam – o que constituiu um recorde para a “Resident Evil” enquanto franquia.

    “Gostaríamos de expressar a nossa mais sincera gratidão pelos mais de cinco milhões de jogadores que enfrentaram os horrores de ‘Resident Evil Requiem’”, pode se ler na mensagem compartilhada pela Capcom na página oficial da franquia na rede social X, acompanhada por uma ilustração dos protagonistas do jogo, Grace Ashcroft e Leon S. Kennedy.

    “Obrigado por 30 anos de apoio”, escreve a Capcom.

    Vale lembrar que “Resident Evil Requiem” está disponível para a PlayStation 5, Xbox Series, Switch 2 e PC.

    Novo "Resident Evil" vendeu 5 milhões de cópias em 5 dias

  • Charlie Hebdo dedica capa à morte de Khamenei com privada e turbante

    Charlie Hebdo dedica capa à morte de Khamenei com privada e turbante

    A capa do Charlie Hebdo desta quarta-feira faz referência à morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, após um ataque dos Estados Unidos e Israel; imagem gerou reações diversas entre os leitores

    O jornal satírico Charlie Hebdo dedica, esta quarta-feira (4), a sua primeira página à morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

    A publicação francesa, que foi alvo de um ataque terrorista em 2015, escolheu uma privada com um turbante para recordar a vida do  líder iraniano, morto no sábado.

    Na imagem, o turbante, símbolo do clérigo iraniano, repousa sobre o reservatório de água, enquanto os olhos e os óculos de Khamenei saem do interior da privada.

    A caricatura foi desenhada pelo editor-chefe da revista Charlie Hebdo, Laurent Sourisseau, conhecido como “Riss”. Este foi um dos sobreviventes do ataque mortal de 7 de janeiro de 2015 à redação da revista em Paris. 

    A capa, como seria de esperar, foi alvo de aplausos por alguns e críticas por outros. Nesta segunda perspectiva, há quem lembre que  “Ali Khamenei é para centenas de milhões de muçulmanos xiitas o que o Papa é para milhões de católicos. Um pouco de respeito”, pede-se.

    A morte de Khamenei

    A confirmação da morte do líder do supremo iraniano, Ali Khamenei, chegou na madruga de domingo, dia 1 de março, através de uma televisão estatal.

    Ali Khamenei, de 86 anos, vale lembrar, estava no poder há 36 anos.

    Em 1989, após a morte de Ruhollah Khomeini, Khamenei, e apesar de não ser o favorito, foi escolhido para ser o líder supremo do Irã. Note-se que, 36 anos depois, a história repete-se, uma vez que também não há um favorito para ocupar o cargo de líder supremo, que é a mais alta autoridade política do Irã. 

    Ataque ao Charlie Hebdo

    Assinalou-se em janeiro do ano passado, o 10.º aniversário do ataque terrorista ao jornal satírico francês Charlie Hebdo. Foi em 7 de janeiro que dois terroristas, os irmãos Chérif e Said Kouachi, entraram a disparar na redação da publicação, no centro de Paris, e mataram 12 pessoas.

    A publicação já estava sob proteção e tinha sido alvo de constantes ameaças por ter publicado algumas caricaturas controversas do profeta Maomé, desde 2006.

    Charlie Hebdo dedica capa à morte de Khamenei com privada e turbante

  • Monica Iozzi tem alta após ser internada por efeito colateral de medicação

    Monica Iozzi tem alta após ser internada por efeito colateral de medicação

    A artista foi internada em São Paulo após um quadro de afasia; “É uma coisa muito louca. Foi isso que aconteceu comigo”, explicou Monica

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Monica Iozzi, 44, recbeu alta hospitalar nesta quarta-feira (4), após ficar uma semana internada por efeito colateral de uma medicação.

    A apresentadora compartilhou um registro comemorando sua melhora e agradecendo aos fãs pelas mensagens de carinho. “Primeiro dia em casa. Obrigada pela chuva de carinho, pessoal”, escreveu.

    A artista foi internada no Hospital Albert Eistein e, na sequência, transferida para o Oswaldo Cruz, após um quadro de afasia. “É um quadro, que você tem uma reação a um remédio e o seu corpo não responde bem. É uma coisa muito louca. Foi isso que aconteceu comigo”, explicou em um vídeo publicado em suas redes.

    Monica Iozzi tem alta após ser internada por efeito colateral de medicação

  • Master: PT relembra que fraudes aconteceu na gestão de Campos Neto no BC

    Master: PT relembra que fraudes aconteceu na gestão de Campos Neto no BC

    Foi na gestão de Campos Neto no Banco Central que o Banco Master acabou sendo criado e cresceu em meio a fraudes, durante governo de Jair Bolsonaro

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Com a nova prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a estratégia do PT é mirar o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto para vincular o maior escândalo bancário do país ao governo Jair Bolsonaro (PL) e tentar desgastar também a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Campos Neto é sempre apontado como referência econômica entre os bolsonaristas e um possível nome para comandar um novo Ministério da Economia caso Flávio seja eleito. Atualmente, ele é vice-chairman e chefe global de políticas públicas do Nubank. Também é colunista da Folha de S.Paulo.

    Foi na gestão dele no BC que o Banco Master acabou sendo criado e cresceu em meio a fraudes. O ex-presidente do BC tem se defendido dizendo que a autoridade monetária não ficou inerte e fez alertas ao banco de Vorcaro para que ajustasse suas condutas às regras vigentes.

    Campos Neto foi procurado nesta quarta (4) por meio de sua assessoria, mas não houve resposta.

    A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do ex-diretor do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza, que cumpriu a função entre 2019 e 2023, na gestão Campos Neto.

    O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça afirmou, ao autorizar os mandados, que Souza atuou como uma “espécie de empregado/consultor” de Vorcaro.

    De acordo com o ministro, há indícios de que o ex-diretor intermediava ou auxiliava o Banco Master em operações societárias e financeiras, chegando a indicar potenciais interessados na compra de uma instituição financeira vinculada ao grupo de Daniel Vorcaro. Ele também teria atuado como interlocutor informal entre o banqueiro e agentes do mercado.

    Outro servidor do BC alvo da operação desta terça é Belline Santana, que também foi acusado pela PF de atuar para Vorcaro dentro da autoridade monetária. Ele chegou a emitir opinião sobre um ofício que o Banco Master enviaria ao departamento até então chefiado por Belline, e manteve contato telefônico com Vorcaro em diversas ocasiões.

    Ambos foram afastados da função pública por determinação do STF e deverão usar tornozeleira eletrônica.

    A ministra da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), Gleisi Hoffmann, afirmou nas redes sociais que o ex-diretor é acusado de receber dinheiro para não fiscalizar o Master. “Por que será que Campos Neto não agiu contra as fraudes de Vorcaro enquanto era presidente do BC?”, questionou.

    Ela também criticou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que usou um jatinho de uma empresa de Vorcaro na campanha eleitoral de 2022, para pedir votos para o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    “Essa ‘Turma’ dos amigos de Nikolas espionava autoridades, invadia bancos de dados do Ministério Público e da Polícia Federal, organizava ataques a desafetos de Vorcaro e até contra jornalistas. E a Turma da extrema direita, de Bolsonaro e Nikolas, ainda quer jogar esse escândalo no colo dos outros”, diz.

    O parlamentar tem alegado que não conhece Vorcaro, que o avião pertencia a uma empresa de táxi aéreo e que o banqueiro ainda não estava envolvido em irregularidades públicas na época. Nas redes, ele tem feito postagens sugerindo que Vorcaro faça uma delação premiada.

    Ex-líder do PT na Câmara, o deputado Lindbergh Farias (RJ) apresentou notícia-crime à PGR (Procuradoria-Geral da República) pedindo que Campos Neto seja investigado por suposta omissão dolosa na fiscalização bancária.

    “O que falta para PF e PGR investigarem também o papel do Roberto Campos Neto na fraude do Banco Master?”, perguntou o petista, nas redes sociais.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, o caso Master provocou abalos no mundo político tanto à direita quanto à esquerda.

    Um dos políticos mais próximos de Vorcaro era o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), aliado de Bolsonaro.

    O ex-ministro petista Guido Mantega (Fazenda) foi consultor do Master e, no ano passado, Lula foi informado sobre a relação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), com um sócio do Master, mas recebeu a avaliação de que não haveria riscos de envolvimento no esquema.

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  • Grupo de Vorcaro é suspeito de acessar sistemas da PF, MPF e até Interpol, diz Mendonça

    Grupo de Vorcaro é suspeito de acessar sistemas da PF, MPF e até Interpol, diz Mendonça

    Suspeitas foram apontadas na decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a prisão do banqueiro nesta quarta-feira (4)

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – As investigações relacionadas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, chegaram a suspeitas de que seu grupo acessou indevidamente sistemas sigilosos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até da Interpol.

    As suspeitas são apontadas na decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a prisão do banqueiro nesta quarta-feira (4).

    As condutas foram atribuídas a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de “Sicário”. Após ser preso nesta quarta-feira (4), Mourão se suicidou.

    A PF afirma que ele era o responsável por coordenar atividades voltadas à obtenção de informações e monitoramento de pessoas de interesses do banqueiro.

    Ele fazia parte do grupo “A Turma”, usado para discutir ações sobre adversários de Vorcaro.

    “O investigado organizava e executava diligências destinadas à identificação, localização e acompanhamento de pessoas que mantinham relação com investigações ou com críticas às atividades do grupo econômico ligado ao Banco Master”, diz Mendonça, em sua decisão.

    Mourão acessava, segundo ele, “dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases de dados utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial”.

    “Tais acessos teriam ocorrido mediante utilização de credenciais funcionais pertencentes a terceiros, permitindo a obtenção de informações protegidas por sigilo institucional. A partir dessa metodologia, de acordo com a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol”, acrescenta o ministro.

    Ele também, de acordo com as investigações, atuava para remover conteúdos de perfis e plataformas digitais, simulando solicitações de órgãos públicos, como o Ministério Público.

    Mourão era o responsável, de acordo com as investigações, por promover as ações de intimidação dos adversários de Vorcaro. A Folha de S. Paulo não conseguiu localizar a defesa do auxiliar de Vorcaro até a publicação desta reportagem.

    Em nota, a defesa de Vorcaro disse que “o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”.

    “A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta”, diz a nota. “Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições.”

    Grupo de Vorcaro é suspeito de acessar sistemas da PF, MPF e até Interpol, diz Mendonça

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  • Cinco clubes da Série B do Brasileiro avançam à terceira fase da Copa do Brasil

    Cinco clubes da Série B do Brasileiro avançam à terceira fase da Copa do Brasil

    Mais 11 clubes confirmaram sua vaga na terceira fase da Copa do Brasil após os jogos disputados nesta quarta-feira. Entre eles, alguns times que disputam a Série B do Brasileiro, como Vila Nova-GO, Avaí, Operário-PR, América-MG e Athletic-MG. O Cuiabá foi eliminado nos pênaltis pelo Santa Catarina-SC.

    Muitos times da Série B se deram bem nos confrontos. O Vila Nova-GO por exemplo foi até a cidade de Rio Claro, no interior paulista, e após empate sem gols com o Velo Clube levou a melhor na disputa de pênaltis: 4 a 2. O time goiano, na terceira fase, vai enfrentar o Operário-PR que venceu por 2 a 0 o Betim, mesmo atuando em Minas Gerais.

    Na Ressacada, em Florianópolis (SC), o Avaí fez 3 a 0 e passou fácil pelo Porto Vitória-ES. O seu próximo adversário será a Portuguesa-SP. Mas o Cuiabá, como visitante, se deu mal diante do Santa Catarina, empatando por 1 a 1 no tempo normal perdeu a vaga nos pênaltis, por 5 a 4. A surpresa catarinense agora vai enfrentar o Jacuipense-BA.

    Em Cariacica, no Espírito Santo, o Rio Branco-ES empatou por 1 a 1 com o Athletic-MG e o time mineiro venceu a disputa nos pênaltis por 6 a 5. Agora pegará o Ypiranga-RS.

    Alguns times venceram e convenceram. E o caso do Volta Redonda-RJ que fez 4 a 2 em cima do Ivinhema-MS e agora vai pegar o América-RN. Outro time fluminense que também avançou foi o Nova Iguaçu-RJ. Em casa, empatou por 1 a 1 com o Lagarto-SE, mas levou a melhor nos pênaltis, por 4 a 3. O seu próximo desafio será o Castanhal-PA.

    Em casa, o Tuna Luso-PA goleou por 4 a 1 o Tocantinópolis-TO e espera o vencedor do confronto entre Juventude-RS e Guaporé-RO que vão jogar nesta quinta-feira em Caxias do Sul (RS).

    O Manaus-AM carimbou sua vaga, ao empatar por 1 a 1 com o Capital-TO, em Palmas (TO), e vencer a disputa de pênaltis, por 5 a 4. Na próxima fase, pega o Londrina-PR. O também amazonense Manauara-AM confirmou sua vaga em casa ao bater por 3 a 1 o Itabaiana-SE e vai pegar o Fortaleza na nova fase.

    Na Arena Independência, em Belo Horizonte (MG), o América-MG empatou por 1 a 1 com o Tirol, do Ceará. Nos pênaltis, o time mineiro venceu por 4 a 3, com o goleiro Gustavo defendendo a quinta cobrança. Na próxima fase, o Coelho pega o Barra-SC.

    Tudo correria bem, mas uma guerra cruzou seu caminho. Estados Unidos e Israel bombardear o Irã em ataque que matou, entre muitas outras pessoas, o líder supremo do país, Ali Khamenei.

    Folhapress | 22:36 – 04/03/2026

    Cinco clubes da Série B do Brasileiro avançam à terceira fase da Copa do Brasil

  • Técnico Ney Franco fica preso no Qatar e relata explosões em meio a Guerra no Irã

    Técnico Ney Franco fica preso no Qatar e relata explosões em meio a Guerra no Irã

    ANDRÉ FLEURY MORAES
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Quando chegou a Doha, capital do Qatar, o ex-técnico da seleção brasileira sub-20 Ney Franco tinha um único objetivo: superar o Al Ahli e conduzir o Al Hussein, time da Jordânia que comanda desde dezembro do ano passado, às quartas de final da Liga dos Campeões da Ásia.

    Tudo correria bem, mas uma guerra cruzou seu caminho. Estados Unidos e Israel bombardear o Irã em ataque que matou, entre muitas outras pessoas, o líder supremo do país, Ali Khamenei.
    Dali em diante as coisas mudaram.

    Desde então, Ney e as quase 50 pessoas que compõem a delegação do Al Hussein -o que inclui outros três brasileiros- estão presas no Qatar porque o espaço aéreo do país está fechado. Não há previsão de reabertura.

    Ele chegou à capital qatari na noite de sexta-feira (27). Acordou cedo no sábado e decidiu ir ao shopping. Era por volta do meio-dia no horário local, seis horas à frente do horário de Brasília, quando veio o alerta.

    “O meu celular começou a tocar, o de todo mundo começou a tocar”, disse à Folha por telefone nesta quarta-feira (3).

    São alarmes semelhantes ao da Defesa Civil de São Paulo, afirmou, que vieram acompanhados da orientação para que todos ficassem em casa.

    Os ataques contra o regime dos aiatolás haviam começado.

    A primeira reação foi buscar entender o que exatamente estava acontecendo. “A gente percebeu que estava numa posição delicada ao extremo”, conta o técnico brasileiro.

    Qatar e Irã não fazem fronteira por terra -estão separados pelo mar do golfo pérsico-, mas é em território qatari que está a maior base aérea americana no Oriente Médio, a de Al-Udeid, o que torna a península um alvo óbvio.

    Tão óbvio que a base aérea chegou a ser atingida por um míssil iraniano num ataque que, segundo autoridades locais, não deixou feridos.

    De volta ao hotel, Ney viveu momentos de apreensão. A começar pela família, com quem conversou ainda nas primeiras horas. “Meu filho me ligou, me passou orientações, estava muito preocupado.”
    Autoridades qatari passam à população a mensagem de que a segurança do país está garantida -e ela realmente está, afirma Ney, que vê no sistema antiaéreo do país “uma eficiência enorme”-, mas quem vive a iminência de um conflito fica naturalmente assustado.
    Um dos episódios mais tensos se deu à noite, quando estava no quarto e escutou uma forte explosão do lado de fora. Olhou pela janela e viu dois foguetes subindo em direção ao céu.

    “Achei que eram mísseis vindo para o hotel. Minha primeira decisão foi descer até a recepção”, conta. Outras centenas de hóspedes fizeram o mesmo.

    Não demorou muito e a polícia chegou até o local para pedir que todos voltassem aos seus aposentos. Os agentes explicaram que os foguetes, na verdade, eram parte do sistema antimísseis do Qatar.
    Outras explosões do gênero seriam ouvidas depois, “mas aí a gente já estava meio que acostumado”.

    Uma delas chamou a atenção porque Ney pouco depois ouviu sirenes de ambulância. No geral, porém, o conflito aéreo passou longe do técnico brasileiro, que só pôde sair do hotel nesta quarta-feira (4).

    Ele estava num táxi e se dirigia a um centro comercial quando conversou com a reportagem. “É uma cidade espetacular, com muita comida boa”, afirmou.

    O Al Hussein de Ney Franco é um dos maiores times da Jordânia, país vizinho de Israel e do Iraque -está entre um e outro.
    A equipe passou às quartas de final após vencer nas oitavas o Esteghlal, sediado no Irã.

    O primeiro jogo das eliminatórias ocorreria em Teerã, mas acabou transferido a Dubai ante a iminência de um conflito que já se avizinhava.

    O Al Hussein venceu ambas as partidas. A primeira por 1 a 0, e a segunda, na Jordânia, por 3 a 2.

    A direção do clube jordaniano mantém a delegação atualizada das conversas que trava com a embaixada do país no Qatar para levar os atletas de volta para casa.

    Para isso, porém, depende do arrefecimento do conflito na região. 

    “Tem turista de meio mundo aqui, e na hora em que o espaço aéreo for retomado terão de encaixar todos eles nos voos. Paciência”, diz.
    Este é o primeiro time que Ney comanda no exterior. Antes ele esteve à frente de clubes como Flamengo, São Paulo, Ipatinga e Botafogo pelos quais conquistou um Campeonato Mineiro, uma Copa do Brasil, duas Taças Guanabara, um Brasileirão e uma Sul-Americana.

    Quando foi técnico da seleção sub-20, levou um Sul-Americano, uma Copa do Mundo, uma Copa Internacional do Mediterrâneo e outros títulos.

    Técnico Ney Franco fica preso no Qatar e relata explosões em meio a Guerra no Irã

  • Senado aprova acordo UE-Mercosul e texto segue para Lula assinar

    Senado aprova acordo UE-Mercosul e texto segue para Lula assinar

    A votação foi simbólica, quando não há contagem de votos.

    FERNANDA BRIGATTI E MARCOS HERMANSON
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Senado aprovou nesta quarta-feira (4) o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, abrindo caminho para a vigência temporária do tratado negociado desde 1999 entre as duas regiões que juntas têm um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 22 trilhões.

    A votação foi simbólica, quando não há contagem de votos.
    O acordo segue agora para sanção do presidente Lula (PT), que depois notificará a União Europeia. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), relatora do acordo no Senado, disse que o tratado é singular por seu alcance, ao instituir uma das maiores zona de livre comércio do mundo, mas por iniciar a “transição para uma nova dinâmica internacional.

    A senadora não citou nominalmente os Estados Unidos em seu voto, mas afirmou que nacionalismo e protecionismo passam por recrudescimento, assim como o uso de poder econômico e comercial como instrumento de pressão política.

    “Ao se fecharem para, supostamente, colocarem-se ‘em primeiro lugar’, os países renunciam à construção de um sistema em que todos possam prosperar”, afirmou Tereza Cristina, que foi ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro (PL).

    A vigência temporária do acordo -que não tem prazo para acabar e não guarda diferenças significativas com relação à vigência definitiva- agora está nas mãos da Comissão Europeia, que tem os instrumentos para apertar o botão “start”.

    O governo espera que, com a votação e a assinatura pelo presidente ainda em março, o acordo entre em vigor a partir de maio, como determinam as regras do tratado.

    Para finalizar as votações no Congresso Nacional, o governo Lula negociou com a bancada ruralista um pacote de salvaguardas para atender ao agronegócio e à indústria, que temiam perder competitividade com a abertura comercial.

    O pacote inclui um decreto que disciplinará investigações comerciais por possíveis violações do acordo e de proteções aos produtores brasileiros. O texto foi assinado pelo presidente Lula nesta quarta e foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

    Essas salvaguardas permitirão a suspensão temporária da redução de tarifas em caso de surto de importações, e respondem a uma demanda feita principalmente pelo agronegócio. Também são uma resposta às medidas protetivas implementadas na UE após protestos de agricultores em países como França, Polônia e Bélgica.
    Além das salvaguardas, o acordo prevê algumas proteções específicas, como as cotas de importação para o leite e os prazos de 8 a 12 anos para retirada gradual da tarifa de importação do vinho -dois dos setores que apresentaram preocupações com relação ao tratado.

    O acordo já foi confirmado nos parlamentos de Argentina e Uruguai. Na União Europeia, onde os termos jurídicos do tratado são alvo de uma revisão determinada pelo Parlamento Europeu, o livre comércio entrará em vigor de maneira provisória, segundo Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.
    Cerca de metade da cesta de produtos importada atualmente pelo Brasil da União Europeia terá 10 ou mais anos de desgravação -como é chamada a retirada gradual das tarifas. Outros 14% terão tarifa zero imediatamente, mas destes, quase todos já entravam no país sem pagar impostos.

    Quando o acordo estiver valendo em sua totalidade, 91% das mercadorias comercializadas entre os dois blocos ficarão livres de tarifa de importação.

    O acordo prevê, por exemplo, tarifa zero para produtos industriais, como máquinas, automóveis, produtos químicos, aeronaves e equipamentos de transporte. Em alguns casos, a alíquota zerada pode prejudicar fabricantes brasileiros, que passarão a competir diretamente com os europeus.

    As negociações para um acordo de livre-comércio entre os dois blocos começaram em 1999. A assinatura do acordo só aconteceu em janeiro deste ano, no Paraguai.

    Mesmo com resistências de parte da bancada ruralista, o governo via, às vésperas da aprovação pelo Senado, uma convergência positiva dos parlamentares brasileiros e um esforço geral dos países do Mercosul pela aprovação rápida do acordo.

    Em 2025, a corrente comercial bilateral entre Brasil e União Europeia foi de US$ 100 bilhões (R$ 550 bilhões). Combustíveis, café e minérios estão entre os produtos mais exportados pelo país, que em troca importa principalmente máquinas, produtos farmacêuticos e veículos rodoviários.

    O Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) calcula que o acordo terá efeito positivo de 0,34% sobre o produto interno bruto e de 0,76% nos investimentos até 2044.

    Senado aprova acordo UE-Mercosul e texto segue para Lula assinar

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  • Defesa de Lulinha pede que Dino barre quebra de sigilo em CPI também

    Defesa de Lulinha pede que Dino barre quebra de sigilo em CPI também

    O pedido argumenta que os requerimentos na CPI do INSS foram todos aprovados em conjunto, o que seria ilegal. Ainda, cita o que o próprio relator afirmou na decisão pela manhã de que as quebras de sigilos foram definidas no atacado na comissão parlamentar.

    ANA POMPEU
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A defesa de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, apresentou nesta quarta-feira (4) um pedido de extensão da decisão de Flávio Dino de suspender a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Moreira Luchsinger.

    O pedido argumenta que os requerimentos na CPI do INSS foram todos aprovados em conjunto, o que seria ilegal. Ainda, cita o que o próprio relator afirmou na decisão pela manhã de que as quebras de sigilos foram definidas no atacado na comissão parlamentar.

    “Os fundamentos da concessão são todos aplicáveis à Fábio Luís, que também teve seu sigilo quebrado pela votação ‘em globo’, sem fundamentação concreta, específica e individualizada, o que é exigido em qualquer medida investigativa invasiva”, diz Guilherme Suguimori, advogado de Lulinha.

    Mais cedo, Dino suspendeu a medida que tinha sido aprovada pela CPI mista do INSS.

    A decisão liminar afirma que a comissão aprovou 87 requerimentos de uma só vez, em votação “em globo”, sem apresentar fundamentação individualizada para cada medida -entre elas quebras de sigilo, convocações e pedidos ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Segundo o ministro, “não é cabível o afastamento de direitos constitucionais no atacado”.

    Inicialmente, a avaliação entre advogados era a de que a decisão do ministro, por entender que havia ilegalidade na quebra de sigilo de uma envolvida pelo modo como a sessão da CPI ocorreu, todos os requerimentos deveriam ter sido suspensos ao mesmo tempo.

    Defesa de Lulinha pede que Dino barre quebra de sigilo em CPI também

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  • Harry Styles fala pela primeira vez sobre a morte de Liam Payne

    Harry Styles fala pela primeira vez sobre a morte de Liam Payne

    Harry admitiu que tocar no assunto ainda é algo delicado. Segundo ele, além da tristeza natural pela partida de um amigo, existe o peso de lidar com a expectativa das pessoas sobre como alguém “deveria” reagir publicamente. O artista relatou que se sentiu confuso ao perceber que muitos aguardavam algum tipo de posicionamento ou manifestação mais detalhada sobre seus sentimentos.

    ANA CLARA COTTECCO E ADRIELLY SOUZA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Durante a divulgação de seu novo trabalho, Harry Styles comentou, pela primeira vez em entrevista, a morte de Liam Payne. Em conversa com Zane Lowe para a Apple Music, o cantor falou sobre a dor da perda e a dificuldade de atravessar o luto enquanto está constantemente exposto ao público.

    Harry admitiu que tocar no assunto ainda é algo delicado. Segundo ele, além da tristeza natural pela partida de um amigo, existe o peso de lidar com a expectativa das pessoas sobre como alguém “deveria” reagir publicamente. O artista relatou que se sentiu confuso ao perceber que muitos aguardavam algum tipo de posicionamento ou manifestação mais detalhada sobre seus sentimentos.

    “Para ser totalmente sincero, até mesmo a ideia de falar sobre isso me deixa um pouco confuso”, afirmou. “Meu amigo morreu e, de repente, você percebe que talvez exista um desejo das pessoas de que você compartilhe isso ou expresse isso de alguma forma.”

    O cantor também refletiu sobre como a perda se torna ainda mais difícil quando acontece diante de uma audiência global. “É muito difícil perder um amigo. É difícil perder qualquer amigo, mas é ainda mais difícil perder um amigo que é tão parecido com você em tantos aspectos”, disse.

    Liam Payne morreu em outubro de 2024, aos 31, após cair da sacada de um hotel em Buenos Aires, na Argentina. A morte do ex-integrante do One Direction abalou fãs ao redor do mundo e também seus antigos companheiros de banda. Na época, Styles se manifestou de forma breve nas redes sociais.

    Na entrevista divulgada no YouTube da Apple Music, o cantor também disse que a perda o levou a refletir sobre a própria trajetória. Segundo Harry, lembrar da forma intensa como Liam vivia trouxe questionamentos sobre os rumos de sua própria vida.
    “Foi como se eu tivesse visto alguém com um coração enorme, que só queria ser incrível”, afirmou. “A melhor maneira de honrar os amigos que falecem é vivendo a vida ao máximo.”

    Durante a conversa, Styles ainda comentou sobre o futuro e disse que tem pensado mais nos próximos passos da vida pessoal. Em meio a rumores de um relacionamento com a atriz Zoë Kravitz, o cantor afirmou que deseja construir uma família. “Quero me sentir realizado. Quero ter grandes amizades. Quero uma família.”

    Harry Styles fala pela primeira vez sobre a morte de Liam Payne