Autor: REDAÇÃO

  • Guerra no Oriente Médio pode afetar um terço das exportações de frango e milho do Brasil

    Guerra no Oriente Médio pode afetar um terço das exportações de frango e milho do Brasil

    Dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) mostram que o Oriente Médio recebeu US$ 3 bilhões em carne de frango no ano passado, o equivalente a 34,8% de todas as vendas brasileiras do produto no período.

    MAELI PRADO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A escalada dos conflitos no Oriente Médio após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã neste sábado (28) afetará principalmente as exportações brasileiras de frango e milho, os dois principais produtos vendidos à região.

    Dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) mostram que o Oriente Médio recebeu US$ 3 bilhões em carne de frango no ano passado, o equivalente a 34,8% de todas as vendas brasileiras do produto no período.

    No caso do milho, cujas vendas à região somaram US$ 2,7 bilhões, 32,4% das exportações totais do cereal. Em terceiro lugar no ranking dos itens em que a região tem maior peso, está o açúcar, com 16,8% do total exportado do produto.

    As exportações brasileiras ao Oriente Médio totalizaram US$ 16,1 bilhões em 2025, o equivalente a 4,6% de todas as vendas do Brasil a outros países. As vendas para o Irã somaram US$ 2,9 bilhões, ou 0,83% das exportações brasileiras.

    A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) afirmou em nota que a entidade está mapeando os pontos críticos à logística na região influenciada pelo conflito e que considera alternativas de transporte.

    “Neste momento, o setor analisa rotas alternativas que foram utilizadas em outras ocasiões de crises na região. Vale ressaltar que não há embarques significativos de carne de frango para o Irã”, afirmou a associação.

    Do lado das importações do Oriente Médio, os fertilizantes estão entre os itens mais relevantes, com US$ 2,2 bilhões adquiridos por compradores brasileiros no ano passado. O valor equivale a 14,4% do total importado do produto. O Brasil ainda importou US$ 3,1 milhões em petróleo e derivados da região -o montante representa 10,2% do total importado do produto.

    No ano passado, os brasileiros importaram US$ 7,1 bilhões do Oriente Médio, o equivalente a 2,5% das compras totais.
    Para especialistas, o impacto sobre o comércio exterior dependerá da duração da guerra no Irã.

    “Se a crise durar até uma semana, 10 dias no máximo, como já aconteceu outras vezes, o mercado mais ou menos se adapta. Se demorar mais, começa a haver alta nos contratos de seguro e de custo de frete para aquela região”, afirma Welber Barral, fundador da consultoria BMJ, consultor em comércio internacional e ex-secretário de Comércio Exterior.

    Segundo o Financial Times, as seguradoras informaram no final de semana aos armadores que cancelariam as apólices e aumentariam os preços dos seguros para embarcações que transitassem pelo golfo Pérsico e pelo estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo.

    Para o presidente-executivo da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro, a guerra tende a ser positiva para o comércio exterior brasileiro. Isso acontecerá pelo aumento em valores das exportações de soja e petróleo, já que os preços tendem a subir.

    “A tendência é que a guerra aumente o superávit comercial, principalmente via soja e petróleo. Mas é importante ressaltar que o cenário ainda está muito volátil, tudo pode mudar dependendo dos desdobramentos da guerra”, afirmou.

    Na tarde desta segunda o petróleo Brent, referência mundial, subia 6,4%, cotado a US$ 77,50. As ações da Petrobras subiam cerca de 4%.

    Guerra no Oriente Médio pode afetar um terço das exportações de frango e milho do Brasil

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  • Crítico de 'guerras inúteis', Trump interveio em ao menos 7 países desde que voltou à Presidência

    Crítico de 'guerras inúteis', Trump interveio em ao menos 7 países desde que voltou à Presidência

    Em alguns casos, como Iraque e Somália, o republicano apenas ampliou operações de gestões passadas. Em outros, como Venezuela, lançou os EUA em intervenções novas cujos resultados são imprevisíveis.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ataque conjunto de Estados Unidos e Israel contra o Irã, no último fim de semana, foi a sétima intervenção estrangeira que o governo de Donald Trump lançou ou expandiu desde que retornou à Casa Branca, em janeiro do ano passado.

    Em alguns casos, como Iraque e Somália, o republicano apenas ampliou operações de gestões passadas. Em outros, como Venezuela, lançou os EUA em intervenções novas cujos resultados são imprevisíveis.
    Fato é que a política externa do segundo mandato de Trump contradiz o que ele defendeu publicamente por anos: o fim do engajamento dos EUA no que chamava de “guerras inúteis”. Veja abaixo quais foram essas intervenções.
    *
    IRÃ
    Após meses de ameaças, Trump realizou um ataque conjunto com Israel que matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, no último sábado (28). Grande parte da cúpula do regime, incluindo o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, o chefe das Forças Armadas, Sayyid Abdolrahim Mousavi, e o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohammad Pakpour, também foram mortos.
    No dia do ataque, Trump afirmou que a ofensiva foi necessária para “defender o povo americano, eliminando ameaças do regime iraniano”. “Eles jamais poderão ter uma arma nuclear”, continuou, em referência ao programa atômico de Teerã. A teocracia diz que o projeto tem fins pacíficos, embora enriqueça urânio em um patamar próximo ao exigido para uma arma nuclear.

    VENEZUELA
    No dia 3 de janeiro, Trump atacou a Venezuela e capturou Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, para serem julgados por crimes relacionados a tráfico de drogas nos EUA. A intervenção, que matou cerca de 80 pessoas, ocorreu após meses de bombardeios a embarcações que supostamente carregavam drogas no Caribe e no Pacífico.
    A substituta do ditador, a líder interina Delcy Rodríguez, vem colaborando com Washington. Desde então, a Venezuela reduziu o poder do Estado sobre a indústria petrolífera do país, que tem as maiores reservas da commodity do mundo, e abriu as portas ao investimento privado, especialmente estrangeiro. Além disso, dezenas de presos políticos foram libertados desde então. A cúpula do regime, no entanto, permanece intacta.

    SÍRIA
    Ao longo do segundo semestre do ano passado, Washington realizou cerca de 80 operações no país, que enfrenta instabilidade desde a queda do ditador Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. De acordo com o Comando Central americano, as ações foram uma resposta a pelo menos 11 planos ou ataques contra alvos nos EUA.
    A intervenção ganhou novos contornos em dezembro de 2025, após um ataque na cidade de Palmira matar dois soldados e um intérprete civil, todos americanos. O governo sírio, que tem se aproximado dos EUA, culpou um agente que seria demitido devido a suas visões extremistas, mas Trump responsabilizou o Estado Islâmico pelo incidente.
    Em conjunto com a Jordânia e contando com a cooperação da Síria, Washington então atacou mais de setenta alvos em dezembro e expandiu a ação em janeiro, mirando o que seriam 35 locais do Estado Islâmico.

    NIGÉRIA
    O bombardeio dos EUA ao país africano em dezembro de 2025 foi resultado de uma tensão crescente entre as duas nações ao longo do ano passado. Crítico do que chama de um “massacre de cristãos” no país, Trump incluiu a Nigéria em uma lista de preocupação especial em relação à liberdade religiosa em outubro.
    Especialistas afirmam que violência no país é indiscriminada, e o governo nigeriano diz se esforçar para preservar a liberdade religiosa. Apesar das discordâncias, ambos coordenaram o ataque com mísseis contra o que seriam 16 alvos terroristas no noroeste da Nigéria no final do ano passado.

    IRAQUE
    Antes mesmo do segundo mandato de Trump, os EUA já vinham desmobilizando suas tropas no país -um dos alvos da operação Resolução Inerente, lançada pelo democrata Barack Obama em 2014. Embora tenha dado continuidade à retirada gradual, o republicano conduziu várias operações antiterroristas no Iraque.
    Uma delas, em coordenação com as autoridades locais, ocorreu em março do ano passado, quando um ataque aéreo no oeste do país matou Abdallah Makki Muslih al-Rifai, conhecido como Abu Khadijah, um dos mais importantes líderes do Estado Islâmico.

    SOMÁLIA
    As operações na Somália também são uma extensão da guerra ao terror iniciada pelo então presidente George W. Bush. Trump, no entanto, expandiu os esforços no país, de acordo com o centro de pesquisas de política externa americano Council on Foreign Relations.
    De acordo com a think tank New America, os EUA conduziram 126 operações na Somália em 2025, o que teria resultado na morte de quase 200 membros de grupos armados. As operações, que continuam em 2026, visam principalmente o al-Shabaab, um grupo afiliado à al-Qaeda, e o EI-Somália.
    Segundo o Council on Foreign Relations, no entanto, ambos os grupos permanecem ativos, e o primeiro tem acumulado vitórias sobre as forças de segurança da Somália enquanto se aproxima da capital, Mogadíscio.

    IÊMEN
    A ofensiva no Iêmen visou principalmente os rebeldes houthis, que atacaram por mais de dois anos cidades israelenses e navios no mar Vermelho em solidariedade aos palestinos em guerra contra Tel Aviv na Faixa de Gaza. Em conjunto com o Reino Unido, Washington vinha tentando restabelecer o livre fluxo na região e preservar instalações militares, o que se expandiu com Trump.
    De acordo com o Exército dos EUA, as forças americanas atingiram mais de 800 alvos no Iêmen durante a operação, encerrada abruptamente em maio do ano passado. De acordo com autoridades do Congresso, a campanha custou mais de US$ 1 bilhão.

    Crítico de 'guerras inúteis', Trump interveio em ao menos 7 países desde que voltou à Presidência

  • Balão atinge torre e deixa casal preso a 300 metros de altura nos EUA

    Balão atinge torre e deixa casal preso a 300 metros de altura nos EUA

    No sábado, 28 de fevereiro, o balão ficou entalado na estrutura de uma torre em Longview, no estado do Texas, nos Estados Unidos. O caso ocorreu por volta das 9h da manhã. A cesta onde estavam os dois passageiros permaneceu balançando no alto da estrutura, a centenas de metros do solo.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Duas pessoas passaram por momentos de terror após o balão de ar quente em que estavam colidir com uma torre de telecomunicações. Elas ficaram presas a cerca de 300 metros de altura, sob forte ventania.

    No sábado, 28 de fevereiro, o balão ficou entalado na estrutura de uma torre em Longview, no estado do Texas, nos Estados Unidos. O caso ocorreu por volta das 9h da manhã. A cesta onde estavam os dois passageiros permaneceu balançando no alto da estrutura, a centenas de metros do solo.

    O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente. Cerca de 14 socorristas participaram da operação e precisaram escalar a torre utilizando sistemas de cordas, devido à dificuldade de acesso.

    Para se ter ideia da complexidade da ação, os bombeiros conseguiram alcançar o casal cerca de uma hora após o início dos trabalhos. A equipe agiu com cautela para trazê-los ao chão em segurança. Ambos estavam conscientes e não estavam feridos durante o acidente.

    O casal foi resgatado sem ferimentos graves, mas em estado de choque. Segundo o tenente Stephen Winchell, as vítimas foram orientadas a “fazer o que fosse necessário para manter a calma e cooperar”, já que a operação era considerada arriscada.

    Enquanto diversas pessoas acompanhavam o resgate do solo, os socorristas enfrentaram a subida de aproximadamente 300 metros carregando equipamentos pesados e cordas especiais. “No geral, foi uma operação bastante tranquila, dentro do possível, considerando todos os desafios envolvidos”, afirmou Winchell ao New York Post.

    A empresa local Tower King II ficará responsável por desmontar os destroços do balão, removendo a estrutura pedaço por pedaço. A prioridade inicial é baixar a cesta e o tanque de propano remanescente ao solo. As vítimas seguem recebendo apoio e, por enquanto, preferem não comentar o ocorrido.

    Balão atinge torre e deixa casal preso a 300 metros de altura nos EUA

  • Causa da morte do ator Eric Dane é divulgada

    Causa da morte do ator Eric Dane é divulgada

    A esclerose lateral amiotrófica (ELA) aparece como causa subjacente da morte do astro de “Grey’s Anatomy” e “Euphoria”. Também conhecida como doença de Lou Gehrig, a ELA é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva que afeta as células nervosas e leva à paralisia muscular. Não há cura para a doença, mas medicamentos e terapias físicas podem retardar sua progressão.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O ator Eric Dane morreu em decorrência de insuficiência respiratória, segundo atestado de óbito obtido pela revista People.

    A esclerose lateral amiotrófica (ELA) aparece como causa subjacente da morte do astro de “Grey’s Anatomy” e “Euphoria”. Também conhecida como doença de Lou Gehrig, a ELA é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva que afeta as células nervosas e leva à paralisia muscular. Não há cura para a doença, mas medicamentos e terapias físicas podem retardar sua progressão.

    Dane tinha 53 anos e sua morte foi confirmada no dia 19 de fevereiro pela sua família. Ele deixou a esposa, Rebecca Gayheart, e as duas filhas do casal: Billie Beatrice, 15, e Georgia Geraldine, 13. “Com o coração pesado, compartilhamos que Eric Dane faleceu na tarde de quinta-feira, após uma batalha corajosa contra a ELA”, disse a família em comunicado à People.

    Causa da morte do ator Eric Dane é divulgada

  • Guerra pode impactar preço dos combustíveis, mas Brasil não corre risco de desabastecimento

    Guerra pode impactar preço dos combustíveis, mas Brasil não corre risco de desabastecimento

    A Petrobras já vinha operando com elevadas defasagens nos preços dos combustíveis, principalmente o diesel. Nesta esta segunda-feira (2), com petróleo na casa dos US$ 80 por barril, a diferença entre os preços internos e externos dos combustíveis atingiu o maior patamar desde janeiro de 2025.

    NICOLA PAMPLONA
    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A escalada das cotações internacionais do petróleo após o início da guerra do Irã joga pressão sobre os preços dos combustíveis no país e pode atrasar o ciclo de queda da taxa de juros. Especialistas, porém, não veem risco de desabastecimento.

    A Petrobras já vinha operando com elevadas defasagens nos preços dos combustíveis, principalmente o diesel. Nesta esta segunda-feira (2), com petróleo na casa dos US$ 80 por barril, a diferença entre os preços internos e externos dos combustíveis atingiu o maior patamar desde janeiro de 2025.

    Na abertura do mercado, o diesel vendido pelas refinarias da estatal custava R$ 0,73 por litro abaixo da paridade de importação calculada pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). Na gasolina, a diferença era de R$ 0,42 por litro.
    São as maiores defasagens desde janeiro de 2025, quando a Petrobras promoveu o último aumento no preço do diesel vendido por suas refinarias. Naquela ocasião, a defasagem chegou a superar os R$ 0,80 por litro. O reajuste foi de R$ 0,22 por litro.

    Procurada, a Petrobras ainda não se manifestou sobre o preço dos combustíveis. A empresa costuma esperar o estabelecimento de novos patamares de preços internacionais antes de decidir por reajustes, principalmente em momentos de grande volatilidade.
    As ações da companhia reagiram positivamente à alta do petróleo, já que a maior parte de sua receita vem hoje da exportação da commodity.

    Por volta das 12h, as ações preferenciais da Petrobras avançavam 3,94%, cotadas a R$ 40,86 -o papel dá prioridade no recebimento de dividendos, mas não confere direito a voto. Na máxima do pregão, as ações chegaram a R$ 41,53, valorização de 5,59%.

    Analistas brasileiros e internacionais dizem que o impacto sobre os preços vai depender da duração e da intensidade do conflito, principalmente em relação a eventual fechamento do Estreito de Hormuz por um prazo mais longo.

    Por lá, passa cerca de um quinto da produção mundial de petróleo. O destino da maior parte desse volume são grandes consumidores asiáticos, como China e Índia.

    O sócio da Leggio Consultoria, Marcus D’Elia, diz que, por enquanto, espera-se muita volatilidade nas cotações internacionais, mas o preço do barril deve ser contido pela sobra de óleo no mundo, resultado do crescimento baixo da demanda menor que o da oferta.
    Na sua opinião, um conflito de até dez dias manteria o barril entre US$ 80 e US$ 100, mas de forma temporária, já que os principais clientes do Oriente Médio têm estoques suficientes para substituir 100 a 200 dias de importação.

    “Se a interrupção do estreito se prolongar por até 40 dias, outras regiões, como EUA e União Europeia poderiam consumir seus estoques também, reduzindo a pressão de demanda e, com isso, contendo a alta de preços.”

    Em relatório divulgado nesta segunda, analistas do Scotiabank ressaltaram que esse cenário tem impactos macroeconômicos conflitantes para o país.

    Por um lado, amplia as receitas com a exportação de petróleo e, consequentemente, valoriza o real. Por outro, “preços de energia estruturalmente mais altos são altamente inflacionários e quase certamente dificultariam o ciclo iminente de cortes de juros recentemente sinalizado pelo Banco Central”.

    Exportador de petróleo, o Brasil não depende do Estreito de Hormuz para garantir o abastecimento de combustíveis. O país depende de diesel importado, mas a maior parte vem dos Estados Unidos e da Rússia, diz o presidente da Abicom, Sérgio Araújo.

    “Não vejo nenhum risco para o suprimento”, afirma ele. “Há uma pressão maior sobre a Petrobras porque as defasagens estão muito elevadas.”

    A Petrobras disse, na nota enviada à reportagem, que seus fluxos de importação “são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas”. “A Petrobras reforça que não há risco de interrupção das importações e exportações no momento.”

    Guerra pode impactar preço dos combustíveis, mas Brasil não corre risco de desabastecimento

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  • Fonseca sobe no ranking e tem maratona com defesa de título e Masters 1000

    Fonseca sobe no ranking e tem maratona com defesa de título e Masters 1000

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – João Fonseca garantiu uma bolada, neste domingo (1º), ao vencer um torneio amistoso e começa, nesta segunda-feira (02), a se preparar para uma sequência com direito a dois Masters 1000, torneios que só ficam abaixo dos Grand Slams no calendário da ATP.

    Fonseca ganhou 300 mil dólares (aproximadamente R$ 1,5 milhão) ao faturar o MGM Slam, ontem, em Las Vegas. O brasileiro bateu Reilly Opelka (69), Gael Monfils (170) por 10/6 e Alexander Bublik (10).

    O brasileiro também subiu três posições no ranking mundial, mesmo sem disputar um torneio ATP. O carioca assumiu a 35ª colocação, ultrapassando o grego Stefanos Tsitsipas, o canadense Denis Shapovalov e o tcheco Tomas Machac. Os três perderam pontos após caírem na primeira rodada do ATP 500 de Dubai.

    E agora se prepara para uma sequência de Masters 1000. Na noite desta segunda, ele conhecerá seu adversário pela primeira rodada de Indian Wells.

    Fonseca disputará o Indian Wells, entre 4 a 15 de março, e Miami Open, entre 18 e 29 do mesmo mês. Os dois torneios acontecem nos Estados Unidos.

    Além disso, o brasileiro está inscrito no Challenger de Phoenix, torneio onde foi campeão em 2025. A competição acontece entre os dias 9 e 15, e pode conflitar com o Indian Wells caso Fonseca avance.

    O brasileiro tenta embalar nas disputas de simples em 2026. Seu melhor resultado até o momento foi chegar às oitavas de final do Rio Open. Nas duplas, ele conquistou -ao lado de Marcelo Melo- o título do torneio carioca.

    No ano passado, ele caiu na segunda rodada de Indian Wells, após derrota para o britânico Jack Draper. Já em Miami, Fonseca chegou na terceira rodada, quando perdeu para o australiano Alex de Minaur.

    Fonseca sobe no ranking e tem maratona com defesa de título e Masters 1000

  • Iranianos se dividem entre luto por Khamenei e esperança de troca de regime

    Iranianos se dividem entre luto por Khamenei e esperança de troca de regime

    Eles representam dois polos opostos da sociedade do país persa, cujo futuro encontra-se em suspenso desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel neste sábado (28).

    ANGELA BOLDRINI
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Enquanto o analista de mídias Sayed Hamed Nematollahi, 47, caminhava pelas ruas de Teerã ao lado de milhares de apoiadores da teocracia islâmica neste domingo (1º), a arquiteta Tannaz, 28, compartilhava mensagens de comemoração nas redes sociais. Os dois iranianos conversaram com a Folha de S.Paulo neste final de semana, por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp.

    Eles representam dois polos opostos da sociedade do país persa, cujo futuro encontra-se em suspenso desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel neste sábado (28).

    Nematollahi mora na capital e é um apoiador da teocracia islâmica que, até ontem, era comandada pelo aiatolá Ali Khamenei. Já Tannaz, que pediu para não ter o sobrenome divulgado por medo de retaliações a sua família, faz parte da diáspora iraniana e vem acompanhando ansiosa notícias sobre uma possível queda do regime. Ela deixou o país em 2022, logo após os protestos contra a morte da jovem Mahsa Amini por forças de segurança, e hoje vive em Dubai.

    “Os sentimentos são mistos; não somos mais as mesmas pessoas depois de todas essas experiências de revoltas a cada dois anos e do número de pessoas mortas pelo regime cruel do Irã”, afirmou ela à Folha neste sábado (28). “Hoje [sinto] empolgação, felicidade, vingança, enquanto me preocupo com meu povo.”

    Nas redes sociais, Tannaz compartilhou publicações comemorando a morte de Khamenei, o líder supremo da teocracia alvejado no sábado pelo bombardeio das forças americanas e israelenses. Em muitas outras fotos de seu perfil, aparece sem o uso do véu islâmico -mesmo quando estava no Irã, em um gesto de protesto contra a obrigatoriedade imposta às mulheres.

    Perguntada sobre seus parentes e amigos, ela afirmou que não conseguiu falar com eles por causa da queda de internet dentro do país. Afirmou, porém, que se enxerga com “90 milhões de irmãs e irmãos em casa”.

    Se a arquiteta viu motivos para celebrar, o analista de mídia Nematollahi se juntou àqueles que entraram em luto pela morte do líder supremo. “Ele representa uma crença de que devemos resistir ao imperialismo”, afirmou.

    Das ruas de Teerã, enviou um vídeo à Folha de S.Paulo que mostra uma multidão caminhando com bandeiras do país -incluindo crianças de colo- cantando em homenagem ao aiatolá. “Ó líder da liberdade, nós seguimos seu caminho”, traduziu ele.

    “Para muitas pessoas comuns, é um momento profundamente chocante. Khamenei esteve no centro do sistema político do Irã por mais de três décadas, e sua morte repentina no contexto de ataques estrangeiros abalou tanto apoiadores quanto críticos”, afirma Nematollahi.

    O líder supremo foi, como o nome indica, a autoridade máxima nos últimos 37 anos -o que significa que uma parte considerável da população iraniana, incluindo Tannaz, não sabe o que é o país sob outro comando.

    Com a morte de Khamenei, os membros remanescentes do regime montaram uma junta para governar provisoriamente e manter a República Islâmica de pé. Enquanto isso, os EUA e Israel mantêm ataques ao Irã, e o presidente americano, Donald Trump, diz que a campanha militar durará quatro semanas.
    Com o desfecho em suspenso no momento, os dois lados se agarram às suas esperanças de vitória. “Nós somos moralmente fortes, estamos continuando a atacar fortemente”, diz Nematollahi. “Nós acreditamos que, como nós estamos em uma guerra aberta, não temos tempo para o luto; temos que transformar o pesar em energia para seguir lutando.”

    Do outro lado, Tannaz deseja ver uma mudança radical na forma como o país é governado. “Eu nunca me senti tão próxima do meu povo”, afirma, mesmo a milhares de quilômetros de distância de casa.

    Iranianos se dividem entre luto por Khamenei e esperança de troca de regime

  • Apple lança iPhone 17e, com preço a partir de R$ 5.799 no Brasil

    Apple lança iPhone 17e, com preço a partir de R$ 5.799 no Brasil

    O aparelho com 256 gigabytes de armazenamento custa R$ 5.799, enquanto a versão com 512 gigabytes sai por R$ 7.299. Já nos EUA, o preço inicial é de US$ 599 (R$ 3.075,51) para o modelo de 256 gigabytes.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Apple lançou o iPhone 17e, modelo mais acessível de seu mais recente smartphone, nesta segunda-feira (2) e abrirá pré-venda no Brasil em 9 de março.

    O aparelho com 256 gigabytes de armazenamento custa R$ 5.799, enquanto a versão com 512 gigabytes sai por R$ 7.299. Já nos EUA, o preço inicial é de US$ 599 (R$ 3.075,51) para o modelo de 256 gigabytes.

    O lançamento surge em um momento de alta nos preços dos chips de memória devido à escassez global, o que sugere que a Apple está disposta a absorver parte da pressão sobre os custos dos componentes para tornar seu modelo mais barato mais atraente.

    Ao oferecer maior capacidade de armazenamento pelo mesmo preço, a Apple posiciona o 17e como uma opção com melhor custo-benefício, buscando atrair novos usuários e defender sua fatia de mercado diante da concorrência, que enfrenta restrições de fornecimento mais rigorosas.

    Alguns analistas consideram o aumento da capacidade de armazenamento pelo mesmo preço inicial como, na prática, uma redução de preço, já que anteriormente os clientes tinham que pagar um valor adicional para acessar maior capacidade.

    Clientes em mais de 70 países e regiões poderão pré-encomendar o iPhone 17e a partir de quarta-feira (4), com o aparelho previsto para entrar em venda no dia 11 de março. No Brasil, a pré-venda começa na próxima segunda-feira (9).

    O iPhone 17e é equipado com o chip A19 de última geração da Apple, construído com tecnologia de 3 nanômetros, representando uma melhoria de desempenho para a linha de entrada da empresa.
    O dispositivo também inclui o novo modem C1X da Apple, que, segundo a empresa, oferece velocidades de rede celular mais rápidas e consome menos energia.

    O iPhone 17e ganha suporte para MagSafe pela primeira vez na série “e”, permitindo que os usuários acessem o ecossistema magnético de carregadores e acessórios da Apple. Ele também possibilita velocidades de carregamento sem fio de até 15 watts, em comparação com o carregamento Qi padrão mais lento do modelo anterior.

    Nesta segunda-feira, a Apple também apresentou o iPad Air redesenhado, equipado com o novo chip M4. O modelo de 11 polegadas custará a partir de US$ 599, enquanto a versão maior, de 13 polegadas, sairá por US$ 799.

    Apple lança iPhone 17e, com preço a partir de R$ 5.799 no Brasil

  • Moraes nega de novo pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

    Moraes nega de novo pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

    De acordo com o magistrado, os problemas de saúde do ex-presidente podem ser monitorados e tratados no local onde ele está preso. A Papudinha dispõe de assistência médica 24 horas, unidade avançada do Samu e livre acesso para a equipe médica de Bolsonaro.

    LUÍSA MARTINS
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que seguirá cumprindo pena no 19º Batalhão da Polícia Militar -a chamada Papudinha.

    De acordo com o magistrado, os problemas de saúde do ex-presidente podem ser monitorados e tratados no local onde ele está preso. A Papudinha dispõe de assistência médica 24 horas, unidade avançada do Samu e livre acesso para a equipe médica de Bolsonaro.

    Na semana passada, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contra a concessão da domiciliar. De acordo ele, a jurisprudência da corte só prevê a domiciliar para ocasiões em que “o tratamento médico indispensável não possa ser ofertado na unidade de custódia”, o que não seria o caso.

    Para Gonet, embora o laudo da perícia elaborado pela PF (Polícia Federal) tenha atestado uma “multiplicidade” de patologias, as doenças de Bolsonaro estão sob o devido controle clínico e medicamentoso.

    Segundo ele, o fato de a perícia ter considerado oportuna a otimização da estrutura da Papudinha (com grades de apoio, campainha de emergência e dispositivos de monitoramento em tempo real) “não implica, por si só, a inadequação do ambiente carcerário”.

    O pedido mais recente de prisão domiciliar foi feito pela defesa de Bolsonaro em 11 de fevereiro. Os advogados afirmaram que o ex-presidente estava “em situação de multimorbidade grave, permanente e progressiva, com risco concreto de descompensação súbita e de eventos potencialmente fatais”.

    Na avaliação da defesa, a permanência de Bolsonaro na Papudinha ainda era arriscada para a saúde do ex-presidente, “seja pela limitação estrutural inerente ao cárcere, seja pela dependência de arranjos contingentes e de difícil manutenção no tempo”.

    Até o início do mês, aliados de Bolsonaro apostavam que Moraes poderia ser convencido a conceder a domiciliar. Como a Folha de S. Paulo mostrou, uma ala do STF passou a defender essa hipótese, alegando que, se o presidente tiver alguma intercorrência grave na prisão, a culpa poderia recair sobre o Supremo.

    A perícia médica, no entanto, não apontou para a necessidade da domiciliar. O laudo apontou que Bolsonaro tem condições de continuar preso, desde que receba cuidados especiais. A PGR se manifestou nessa mesma linha, frustrando as expectativas da defesa.

    Bolsonaro ficou detido em casa, em Brasília, de agosto passado até novembro, quando foi preso preventivamente após danificar a tornozeleira eletrônica que era obrigado a usar. Em janeiro, ele deixou a superintendência da PF em Brasília e foi transferido para a Papudinha.

    Moraes nega de novo pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

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  • David Ellis, CEO da Paramount, diz que Warner lançará 15 filmes por ano

    David Ellis, CEO da Paramount, diz que Warner lançará 15 filmes por ano

    “Filmes devem ser vistos nos cinemas”, afirmou o executivo a analistas, ao defender a janela exclusiva de 45 dias nas salas antes da estreia no streaming.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O CEO da Paramount, David Ellison, reafirmou nesta segunda-feira o compromisso de lançar ao menos 30 filmes por ano nos cinemas após a conclusão da fusão com a Warner Bros. Discovery. A meta prevê 15 longas anuais por estúdio.

    “Filmes devem ser vistos nos cinemas”, afirmou o executivo a analistas, ao defender a janela exclusiva de 45 dias nas salas antes da estreia no streaming.
    Ellison sustentou que a Paramount já ampliou sua produção. Serão ao menos 15 lançamentos em 2026, – em 2025 foram oito. A Warner Bros., por sua vez, lançou 11 filmes no último ano.

    No streaming, o plano é unificar HBO Max e Paramount+ em uma única plataforma direta ao consumidor, que somaria mais de 200 milhões de assinantes. A operação ainda depende de aval regulatório.

    Segundo Ellison, até meados de 2026 a Paramount também integrará Paramount+, Pluto TV e BET+ em uma mesma infraestrutura tecnológica. A estratégia, disse, busca ganhar escala para enfrentar líderes do setor, como Netflix e Amazon Prime Video.

    David Ellis, CEO da Paramount, diz que Warner lançará 15 filmes por ano

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