Autor: REDAÇÃO

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    Kimi Antonelli vence, Russell bate e Bortoleto é oitavo no GP da Bélgica

    JULIANNE CERASOLI
    (UOL/FOLHAPRESS) – Kimi Antonelli deixou para trás os problemas das últimas etapas e venceu o GP da Bélgica. Ele teve que passar Charles Leclerc, depois de perder a ponta durante um Safety Car Virtual, mas conquistou a sexta vitória da temporada. O piloto da Ferrari foi o segundo, e Max Verstappen, da Red Bull, foi o terceiro.

    O companheiro de Antonelli na Mercedes, George Russell, abandonou ainda na primeira volta, após toque com Lewis Hamilton, que foi punido. Ainda assim, Hamilton chegou em quinto e passou o inglês na disputa pelo segundo lugar. Com a vitória, Antonelli agora tem 45 pontos de vantagem após 10 etapas disputadas.

    O brasileiro Gabriel Bortoleto pontuou pela segunda vez seguida, novamente em oitavo lugar. Como Leclerc, o brasileiro usou o VSC para otimizar sua estratégia e teve ótimo ritmo para segurar a Racing Bulls na segunda metade da prova.

    COMO FOI A CORRIDA

    Saindo da pole position, Kimi Antonelli chegou a ser ultrapassado por Max Verstappen nos primeiros metros do GP, mas recuperou a posição e dominou a primeira parte da prova. Foram várias as disputas atrás dele: entre Charles Leclerc e Max Verstappen bem no começo da prova, entre Leclerc e Oscar Piastri, com direito a toque, que danificou a McLaren, e entre as duas Ferrari.

    Como passar das voltas, Lando Norris, que tinha sido punido por troca de motor e largou em 13º, chegou na disputa. Com 17 das 44 voltas disputadas, Antonelli liderava à frente de Verstappen, Leclerc, Hamilton, Piastri e Norris. Russell já estava fora da corrida desde a primeira volta, quando se tocou com Hamilton, que por sua vez sabia que teria que pagar uma punição de 5s quando entrasse nos boxes.

    Isso aconteceu quando detritos na pista fizeram a direção de prova acionar o Safety Car Virtual. Antonelli e Verstappen já tinham parado, e as Ferrari aproveitaram para economizar tempo ao fazer as suas paradas. Com isso, Leclerc foi para a liderança, com pneus mais novos que o italiano da Mercedes.

    Outro piloto que se aproveitou do VSC foi o brasileiro Gabriel Bortoleto. Ele tinha largado em oitavo e tinha sido superado por Liam Lawson e Franco Colapinto na largada, Pierre Gasly algumas voltas depois, e também pelos dois pilotos com carros bem melhores que estavam largando fora de posição (Norris e Isack Hadjar).

    A Audi vinha tentando deixar seus dois pilotos na pista para que eles tivessem pneus mais novos no final da prova e seus rivais diretos -da Racing Bulls e Alpine- já tinham parado. A tática deu certo para Bortoleto, que voltou à frente desta fila quando economizou tempo parando sob regime de VSC, subindo para o oitavo lugar e conseguindo se manter à frente de Arvid Lindblad, que tinha sido bem mais rápido que ele por todo o final de semana.

    Com dez voltas para o final, Antonelli chegou em Leclerc e passou logo em sua primeira tentativa. O monegasco o seguiu de perto, mas sem conseguir pressionar a Mercedes.

    Hamilton ainda teve tempo para passar Piastri e chegar em quarto. Verstappen foi o terceiro. A 11ª etapa será já no próximo final de semana, na Hungria.

    VEJA A CLASSIFICAÇÃO FINAL:

    1º – Kimi Antonelli (Mercedes)
    2º – Charles Leclerc (Ferrari)
    3º – Max Verstappen (Red Bull)
    4º – Lewis Hamilton (Ferrari)
    5º – Oscar Piastri (McLaren)
    6º – Isack Hadjar (Red Bull)
    7º – Lando Norris (McLaren)
    8º – Gabriel Bortoleto (Audi)
    9º – Arvin Lindblad (Racing Bulls)
    10º – Franco Colapinto (Alpine)
    11º – Pierre Gasly (Alpine)
    12º – Liam Lawson (Racing Bulls)
    13º – Nico Hulkenberg (Audi)
    14º – Oliver Bearman (Haas)
    15º – Alexander Albon (Williams)
    16º – Carlos Sainz (Williams)
    17º – Esteban Ocon (Haas)
    18º – Valtteri Bottas (Cadillac)
    19º – Fernando Alonso (Aston Martin)
    20º – Lance Stroll (Aston Martin) – não terminou
    21º – Sergio Perez (Cadillac) – não terminou
    22º – George Russel (Mercedes) – não terminou

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    Ronaldo aponta favorita para a final da Copa; confira

    Ronaldo Fenômeno já escolheu quem, na opinião dele, chega com mais chances de conquistar o título da Copa do Mundo de 2026. Em entrevista publicada pelo jornal espanhol As, o ex-atacante afirmou que acredita em uma vitória da Espanha sobre a Argentina na grande decisão deste domingo (19) e disse que a equipe comandada por Luis de la Fuente deve vencer sem grandes dificuldades.

    “Acho que a Espanha ganha, e fácil. Sempre foi favorita, ao lado da França”, declarou o bicampeão mundial.

    A final coloca frente a frente duas das principais seleções do futebol mundial. De um lado está a Argentina, atual campeã do mundo, liderada por Lionel Messi. Do outro, a Espanha tenta conquistar o segundo título mundial de sua história com uma geração que vem chamando atenção pelo desempenho apresentado ao longo da competição.

    Ao explicar sua previsão, Ronaldo destacou a identidade de jogo construída pelos espanhóis ao longo dos anos. Para o ex-jogador, o estilo da seleção faz parte da formação dos atletas desde as categorias de base.

    “A Espanha joga futebol de maneira excelente. Eles levam isso no DNA. Jogam assim há muitos anos, fazem isso desde pequenos”, afirmou.

    Apesar de apostar no título espanhol, Ronaldo também fez elogios à campanha da Argentina no Mundial. A equipe dirigida por Lionel Scaloni garantiu vaga na decisão após derrotar a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal.

    “Eles tiveram uma história muito bonita nesta Copa do Mundo. A Argentina é uma seleção que demonstra um espírito de superação e de raça muito bonito, mas a Espanha está muito automatizada. Sabe o que precisa fazer em cada momento”, completou.

    Espanha e Argentina disputam a final da Copa do Mundo neste domingo (19), às 16h (horário de Brasília). O duelo reúne duas potências do futebol internacional e coloca frente a frente Lionel Messi e Lamine Yamal, jogadores que representam gerações diferentes e que serão protagonistas da disputa pelo troféu mais importante do futebol mundial.

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    Sem paralelo de disputa Globo x CazéTV, Copa nos EUA teve TVs com cara de internet

    LUCIANO TRINDADE
    WEEHAWKEN, NOVA JERSEY, EUA (FOLHAPRESS) – De terno e sapatos sociais, Thierry Henry e Zlatan Ibrahimovic provam que não precisam de chuteiras nem de roupas mais confortáveis para exibir o talento que fez dos dois craques lendas do futebol. Nem o polido piso do estúdio da Fox atrapalha um duelo de habilidades entre eles.

    Ao compartilhar o momento nas redes sociais, onde o vídeo viralizou, o sueco escreveu: “O estúdio nunca esquecerá”.

    As interações de Henry e Ibrahimovic, assim como boa parte do pacote da Fox, podem parecer familiar para quem acompanhou o Mundial no Brasil. Há humor, personalidades maiores do que a análise técnica e uma conversa que parece estrategicamente pensada para render cortes para a internet mais do que informar sobre futebol. A impressão é a de que a televisão americana tem a sua própria versão da CazéTV.
    Mas não é bem assim.

    Diferentemente do que aconteceu no Brasil, onde o modelo da CazéTV abalou a hegemonia da TV Globo nas transmissões esportivas do país, apostando em uma linguagem descontraída e conectada ao estilo do mundo digital, nos Estados Unidos a transformação nas transmissões ocorreu dentro dos próprios canais tradicionais.

    Sem um concorrente equivalente à emissora fundada por Casimiro Miguel (atualmente controlada pela Livemode), a Fox e a Telemundo –responsáveis, respectivamente, pela exibição das partidas em inglês e espanhol nos EUA– passaram a incorporar elementos típicos da cultura digital, como a valorização de personagens e a multiplicação de conteúdos distribuídos em diferentes telas, para se manterem donas da audiência do público.

    Segundo Zac Kenworthy, vice-presidente da Fox Sports e responsável pela cobertura da Copa, a emissora buscou equilibrar “as histórias do futebol com aspectos culturais, como gastronomia, moda e as cidades-sede, para ampliar a conexão com um público que, muitas vezes, acompanha futebol apenas no Mundial”.

    Ainda de acordo com o executivo, a escolha dos comentaristas buscou “se conectar instantaneamente com os fãs, oferecendo entretenimento e análises”.

    No quesito entretenimento, Ibrahimovic tentou se destacar. No programa de pré-jogo da semifinal entre França e Espanha, ao ser questionado sobre quem seria o “rei da selva” entre Mbappé e Yamal, o sueco manteve a postura que tinha como jogador: “Eu sou o rei da selva”, disse, arrancando risos da bancada.

    A estratégia também aparece na forma como a Fox organizou sua programação nas redes sociais. Em vez de divulgar apenas os jogos, a emissora apresentava uma grade composta por transmissões paralelas, programas de estúdio, câmeras dedicadas a jogadores, lives para TikTok e YouTube e, sobretudo, vídeos estrelados por Henry, Ibrahimovic e Rebecca Lowe, apresentadora britânica responsável por oferecer um tom mais jornalístico aos programas.

    O movimento de buscar uma lógica semelhante ao que fazem no Brasil canais que nasceram na internet ocorreu mesmo sem ameaça de divisão dos direitos de transmissão da Copa nos EUA. A Fox assumiu as transmissões em inglês em 2018, a partir do Mundial na Rússia, e já tem conversas alinhadas para renovar o acordo para a edição de 2030.

    “Com os contratos de transmissão exclusiva, não há realmente concorrência para os grandes eventos. Se você quiser assistir à Copa do Mundo nos Estados Unidos e preferir a versão em inglês, terá de assistir pela Fox”, explicou à Folha Kevin Hull, chefe da especialização em mídia esportiva da Universidade da Carolina do Sul.

    O mesmo ocorre com quem quer ver transmissões em espanhol, já que a Telemundo também comprou os direitos em 2018 e mantém negociações avançadas pela próxima edição.

    Sem uma ruptura pela concorrência, a disputa pela audiência ocorreu na chamada “segunda tela”, sobretudo o celular, onde os torcedores interagem com conteúdos antes, durante e depois dos jogos.

    “As emissoras precisam encontrar maneiras de manter o público suficientemente engajado para que continuem acompanhando a transmissão, mesmo com todas essas informações adicionais à sua disposição”, acrescentou Hull.

    Maxwell Foxman, professor associado de estudos de mídia e games da Universidade de Oregon, define o modelo das emissoras americanas como um “ecossistema da atenção”, em que não basta transmitir os jogos, pois é preciso continuar relevante enquanto o torcedor está no celular.

    “Ecossistemas baseados na atenção estão proporcionando comentários complementares relevantes e gerando reações emocionais em torno da Copa do Mundo”, afirmou Foxman. Para ele, apesar da importância das interações na segunda tela, o foco principal continuará sendo a transmissão do evento.
    “Os direitos de distribuição são fundamentais para a mídia esportiva. Isso não vai desaparecer tão cedo, mas a busca por mídias mais segmentadas e voltadas para comunidades para acompanhar seu time favorito é algo que está se tornando o padrão”, explicou.

    Nesse modelo, segundo os pesquisadores, os comentaristas deixaram de ser apenas analistas dos jogos. Suas personalidades passaram a ser tão importantes quanto o que estão debatendo.

    Apesar da disputa que ocorreu no Brasil entre Globo e CazéTV, o modelo americano ajuda a Fifa a evitar tratar televisão e criadores de conteúdo como universos concorrentes.

    “Nós os vemos como ecossistemas complementares”, afirmou a entidade em resposta à Folha, acrescentando que a estratégia da Copa de 2026 foi criar um ambiente integrado entre emissoras, plataformas digitais e os chamados creators.

    A própria Fifa organizou eventos e programas oficiais para influenciadores e criadores de conteúdo para a internet, com o objetivo de ampliar sua base junto ao público mais jovem, com foco na distribuição desses conteúdos no YouTube e no TikTok, parceiros oficiais da entidade.

    Pesquisadores da mídia esportiva, porém, observam que a mudança vai além da cooperação entre formatos e cria uma nova disputa. Para Kevin Hull, “pouquíssimas pessoas assistem hoje ao jogo apenas pela televisão”. O desafio das emissoras, afirma, passou a ser manter a atenção do público enquanto ele acompanha redes sociais, aplicativos de mensagens e outras telas simultaneamente.

    Para Ethan Tussey, professor de Cinema e Mídia na Georgia State University, a transformação alterou a forma como o esporte é consumido. Segundo ele, antes, o torcedor podia alternar entre diferentes canais e partidas na televisão. Agora, canais e plataformas digitais procuram manter as torcidas dentro de seus próprios ecossistemas, cercando a transmissão com documentários, podcasts e programas alternativos.

    “O consumo de esporte está deixando de ser amplo para se tornar mais profundo”, resume.

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