Autor: REDAÇÃO

  • Donald Trump confirma ataques ao Irã: "Ameaças iminentes"

    Donald Trump confirma ataques ao Irã: "Ameaças iminentes"

    Donald Trump confirmou os ataques realizados contra o Irã, este sábado. Disse ainda que eliminou “ameaças iminentes” à segurança dos Estados Unidos e que a “hora de liberdade” do povo iraniano está chegando.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado os ataques ao Irã, afirmando que eliminou “ameaças iminentes” à segurança do país.

    “As forças armadas dos Estados Unidos iniciaram uma grande operação de combate no Irã. Nosso objetivo é defender os americanos por meio da eliminação das ameaças iminentes do governo iraniano”, disse em um vídeo compartilhado na rede Truth Social.

    O presidente americano afirmou que as “atividades do Irã” afetam diretamente os Estados Unidos, assim como outros aliados.

    “Durante 47 anos, o regime iraniano gritou: ‘Morte à América’ e conduziu uma campanha interminável de derramamento de sangue”, continuou, mencionando também a crise na Embaixada dos EUA entre 1979 e 1981, quando 66 pessoas foram feitas reféns por 444 dias.

    “Tem sido terrorismo, e não vamos mais tolerar isso”, ressaltou, acrescentando que o Irã estava reconstruindo seu programa nuclear e desenvolvendo mísseis de longo alcance.

    Dirigindo-se diretamente ao povo iraniano, Trump afirmou: “A hora da liberdade está próxima”, mas deixou um alerta: “Bombas cairão por todos os lados”.

    “Quando terminarmos, assumam o governo. Ele será de vocês”, disse, acrescentando que esta será “a única chance em várias gerações”, já que “nunca receberam” ajuda de um presidente dos Estados Unidos.

    “Nenhum presidente esteve disposto a fazer o que eu estou disposto a fazer esta noite”, concluiu.


    Os meios de comunicação iranianos noticiaram hoje pelo menos três explosões no centro e norte de Teerã, pouco depois de Israel ter anunciado que tinha lançado ataques contra a República Islâmica.

    O ministério da Defesa israelense informou que Israel lançou um “ataque preventivo contra o Irã” para “eliminar as ameaças” ao seu país, após o que os alarmes antimísseis soaram no território israelense.

    O ataque ocorre numa situação de alta tensão regional, após semanas de ameaças dos Estados Unidos de uma ação militar no país persa.

     

    Donald Trump confirma ataques ao Irã: "Ameaças iminentes"

  • Avião com carga de dinheiro cai e deixa 20 mortos na Bolívia

    Avião com carga de dinheiro cai e deixa 20 mortos na Bolívia

    O Banco Central da Bolívia (BCB) queimou as cédulas que estavam sendo transportadas no avião militar que sofreu o acidente na sexta-feira perto do aeroporto internacional de El Alto, deixando pelo menos 20 mortos e 28 feridos.

    Pelo menos 20 pessoas morreram na sexta-feira após um acidente com um avião militar boliviano, que transportava dinheiro em cédulas, no aeroporto de El Alto, perto de La Paz, informaram os bombeiros. “20 pessoas foram contabilizadas”, informou o coronel Pavel Tovar à imprensa, no local do acidente. 

    O avião saiu da pista durante o pouso, atingindo vários veículos em uma estrada próxima.

    A autoridade de navegação aérea e aeroportos bolivianos (NAABOL) informou em comunicado que uma “aeronave da Força Aérea Boliviana C-130”, proveniente da cidade de Santa Cruz (leste), se envolveu em um acidente no “aeroporto internacional de El Alto”, o que levou à suspensão temporária das operações.

    O avião transportava cédulas emitidas pelo Banco Central, que ficaram espalhadas pelo chão, obrigando a polícia a intervir com gás lacrimogêneo para afastar uma multidão que tentava recolhê-las, segundo imagens de televisão.

    Banco da Bolívia queima dinheiro transportado por avião que caiu

    O Banco Central da Bolívia (BCB) queimou as cédulas que estavam sendo transportadas no avião militar que sofreu o acidente na sexta-feira perto do aeroporto internacional de El Alto, deixando pelo menos 20 mortos e 28 feridos.

    “Essas cédulas não são válidas, são ilegais, não estão em circulação e, portanto, estamos procedendo à queima, e qualquer pessoa que possua essas cédulas está cometendo um ato ilegal”, disse à imprensa, em El Alto — segunda cidade mais populosa da Bolívia — o presidente interino do BCB, David Espinoza.

    Militares e policiais realizaram então a queima do dinheiro que ficou espalhado após o acidente do avião militar Hércules C-130, pertencente à Transportes Aéreos Bolivianos (TAB), uma divisão de carga da Força Aérea Boliviana (FAB). 

    O avião pousou à tarde no aeroporto de El Alto, mas ao tocar o solo saiu da pista e percorreu cerca de um quilômetro, até parar fora do perímetro do terminal aéreo, colidindo com cerca de 15 veículos que circulavam pelo local, por causas que ainda estão sendo investigadas.

    O acidente deixou um saldo de pelo menos 15 mortos e 28 feridos, que recebem atendimento médico em diferentes hospitais de La Paz e El Alto, segundo informou a ministra da Saúde, Marcela Flores.

    O Ministério da Defesa informou em comunicado que a aeronave, proveniente da cidade oriental de Santa Cruz, transportava “valores destinados ao Banco Central da Bolívia”.

    De acordo com imagens divulgadas pela imprensa local e vídeos publicados nas redes sociais, muitas pessoas tentaram se aproximar do local para recolher as cédulas espalhadas após o acidente, o que levou os bombeiros a utilizar jatos de água para dispersá-las e, posteriormente, com a chegada da polícia, foi usado gás lacrimogêneo para afastar a multidão das proximidades da aeronave.

    Os distúrbios continuaram à medida que mais pessoas chegavam ao local, e algumas chegaram a atacar policiais e bombeiros, dificultando o resgate e a busca por vítimas e feridos. O incidente levou ao envio de 600 militares e 160 policiais.

    O procurador de La Paz, Luis Carlos Torres, confirmou à imprensa que 12 pessoas foram detidas por causa dos distúrbios.

    Marcela Flores lamentou que a multidão tenha apedrejado ambulâncias que foram ao local prestar atendimento médico às vítimas. 

    As agressões de “pessoas que tentavam se apropriar do dinheiro transportado” também atingiram jornalistas e profissionais da imprensa que cobriam o evento, denunciou a Associação Nacional de Jornalistas da Bolívia (ANPB) em comunicado, lamentando que uma equipe do canal estatal Bolivia TV “tenha sido alvo de agressões diretas”, colocando “em risco a integridade física de sua equipe técnica e jornalística”.

    Jornalistas de outros veículos também “foram atacados com pedras, sofrendo ferimentos graves no exercício de sua função”, acrescentou o comunicado.

    O BCB explicou em comunicado que o dinheiro transportado no avião era proveniente de Santa Cruz e composto por cédulas de 10, 20 e 50 bolivianos, como parte da décima entrega programada em um contrato assinado em 2025 com o banco central para substituir papel-moeda desgastado.

    As autoridades econômicas explicaram que o processo de monetização — ou seja, a autorização para que as cédulas circulem legalmente — só é realizado após o material ser recebido e armazenado nos cofres do BCB, o que não ocorreu com essas cédulas. Por isso, elas não têm valor legal, e sua posse e utilização constituem crime.

    O ministro da Defesa da Bolívia, Marcelo Salinas, também afirmou em coletiva de imprensa que o dinheiro transportado pelo avião “não tem valor legal”, pois não foi oficialmente emitido pelo BCB e não possui número de série, e que “tentar utilizá-lo é um crime”.

    Avião com carga de dinheiro cai e deixa 20 mortos na Bolívia

  • EUA e Israel atacam Irã; Trump fala em "ameaças iminentes"

    EUA e Israel atacam Irã; Trump fala em "ameaças iminentes"

    O ataque ocorre no momento em que os Estados Unidos reuniram uma vasta frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irã a chegar a um acordo sobre o seu programa nuclear.

    Os Estados Unidos e Israel lançaram este sábado um “ataque preventivo” contra Irã para “eliminar ameaças”. Foram ouvidas explosões em Teerão.

    Num vídeo, compartilhado na Truth Social, o presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou “grandes operações de combate” contra o país persa, defendendo que “as atividades ameaçadas de Teerão colocam em risco direto os Estados Unidos”.

    O ataque ocorre no momento em que os Estados Unidos reuniram uma vasta frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irã a chegar a um acordo sobre o seu programa nuclear.

    Trump queria um acordo para restringir o programa nuclear do Irã e vê uma oportunidade de atacar o regime nas dificuldades internas com a crescente dissidência, após protestos que o regime enfrenta em todo o país.

    EUA e Israel atacam Irã; Trump fala em "ameaças iminentes"

  • As imagens do ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã

    As imagens do ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã

    Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra o Irã, denominada como “Operação Fúria Épica”. O objetivo é eliminar “ameaças iminentes do governo iraniano”, defendendo que o Irã não deve ter armas nucleares.

    Os Estados Unidos e Israel lançaram, neste sábado, ataques contra a República Islâmica, em um momento em que Washington e Teerã estavam negociando os programas nuclear e militar iranianos. A última rodada de negociações ocorreu na última quinta-feira, e a próxima estava prevista para esta segunda-feira. 

    Já circulam várias imagens que mostram nuvens de fumaça em diferentes regiões do Irã, assim como multidões nas ruas.

    Veja as imagens acima.

    O Departamento de Defesa dos Estados Unidos nomeou a ação como “Operação Fúria Épica”.

    Vale destacar que o presidente dos Estados Unidos, assim como o primeiro-ministro de Israel, já confirmaram os ataques. Ambos dirigiram uma mensagem de esperança ao povo iraniano, pedindo que, quando os ataques terminarem, assumam o controle do país.

    Donald Trump afirmou que o objetivo “é defender os americanos”, eliminando “as ameaças iminentes do governo iraniano”. Já Netanyahu declarou que o Irã não pode possuir armas nucleares, classificando o governo como um “regime terrorista assassino”.

    “Quando terminarmos, assumam o governo. Ele será de vocês”, afirmou Trump em um vídeo compartilhado na rede Truth Social.

    De acordo com a imprensa internacional, foram ouvidas explosões nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, assim como na capital iraniana, Teerã.

    Presidente do Irã está “em perfeitas condições de saúde”

    O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, “está em perfeitas condições de saúde”, informou a mídia estatal iraniana, enquanto o país enfrenta um ataque em larga escala por parte dos Estados Unidos e de Israel.

    “Pezeshkian está em perfeitas condições de saúde”, informaram várias agências iranianas, entre elas a Mehr e a Tasnim.

    “Cabe destacar que, há algumas horas, áreas de Teerã foram alvo de um ataque aéreo americano-sionista”, acrescentaram.

    Vale lembrar que este ataque ocorre em um contexto de alta tensão regional, após semanas de ameaças dos Estados Unidos sobre uma possível ação militar contra o país persa.

    As imagens do ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã

  • Suprema Corte de Israel suspende ordem que encerraria operações de ONGs em Gaza

    Suprema Corte de Israel suspende ordem que encerraria operações de ONGs em Gaza

    Governo israelense queria dados de todos os funcionários para evitar desvio de ajuda; ONGs alegam que compartilhar informações representa risco à segurança

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Suprema Corte de Israel suspendeu nesta sexta-feira (27) uma medida que encerraria operações de 37 ONGs humanitárias estrangeiras no país e nos territórios palestinos controlados por Tel Aviv. As organizações estavam ameaçadas de ter que deixar a Faixa de Gaza e a Cisjordânia neste fim de semana, após se recusarem a cumprir as exigências do governo israelense para que pudessem permanecer.

    A Corte havia sido acionada nesta semana por uma coalizão representando várias dessas ONGs. O consórcio solicitava a suspensão liminar da aplicação dessa medida enquanto aguardava uma análise judicial completa.

    “Sem tomar qualquer posição, uma ordem provisória temporária é emitida por este meio”, afirmou a corte em uma decisão que responde a uma petição das organizações internacionais, incluindo Médicos Sem Fronteiras (MSF) e Oxfam, que buscam reverter a proibição após o governo de Israel revogar seu status no país.

    Entre as exigências de Israel, estava o compartilhamento da lista de nomes e informações de contato de todos os funcionários. No entanto, os grupos de ajuda afirmam que compartilhar esses dados seria um risco à segurança, visto que centenas de trabalhadores foram mortos ou feridos durante a guerra em Gaza.

    O Estado de Israel disse que as exigências tinham como objetivo evitar o desvio de ajuda por grupos terroristas palestinos, segundo a imprensa local.

    A ONU, a União Europeia e outros atores internacionais criticaram essa decisão de Israel, que havia dado às ONGs até a meia-noite de 31 de dezembro de 2025 para se adequarem às novas exigências.

    Suprema Corte de Israel suspende ordem que encerraria operações de ONGs em Gaza

  • Benfica suspende 5 sócios por atos racistas em jogo contra o Real Madrid

    Benfica suspende 5 sócios por atos racistas em jogo contra o Real Madrid

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Benfica anunciou que suspendeu cinco sócios do clube após atos racistas, cometidos no jogo de ida contra o Real Madrid, pelos playoffs da Liga dos Campeões. Na mesma partida, Vinicius Júnior, do Real Madrid, acusou o atacante Gianluca Prestianni de racismo.

    O clube português informou que torcedores ainda podem ser expulsos. Em nota publicada em seu site oficial, o Benfica instaurará processos disciplinares que podem levar à punição máxima.

    O Sport Lisboa e Benfica informa que suspendeu cinco sócios e cancelou os respetivos Red Pass após a instauração de processos disciplinares cujos trâmites poderão conduzir à aplicação da sanção máxima prevista nos Estatutos: a expulsão. Benfica, em comunicado

    No jogo de ida contra o Real Madrid, torcedores do Benfica foram vistos realizando gestos racistas. Durante confusão entre as duas equipes, o brasileiro também disse ter ouvido Prestianni chamá-lo de ‘macaco’.

    O Benfica classificou os comportamentos como ‘inadequados’ e ‘incompatíveis com os valores e princípios’ do clube. “O Sport Lisboa e Benfica reafirma que não tolera qualquer forma de discriminação ou racismo e continuará a agir com firmeza sempre que estejam em causa comportamentos que atentem contra os valores do Clube, do desporto e da sociedade”, disse, em nota.

    LEIA A NOTA COMPLETA DO BENFICA:

    “O Sport Lisboa e Benfica informa que suspendeu cinco sócios e cancelou os respetivos Red Pass após a instauração de processos disciplinares cujos trâmites poderão conduzir à aplicação da sanção máxima prevista nos Estatutos: a expulsão.

    A abertura destes processos disciplinares resulta do inquérito interno desencadeado na sequência do jogo entre o Benfica e o Real Madrid, realizado no passado dia 17 de fevereiro, e da adoção de comportamentos inadequados na bancada, de natureza racista, incompatíveis com os valores e princípios que regem o Clube.

    O Sport Lisboa e Benfica reafirma que não tolera qualquer forma de discriminação ou racismo e continuará a agir com firmeza sempre que estejam em causa comportamentos que atentem contra os valores do Clube, do desporto e da sociedade.”

    O Palmeiras não conseguiu a liberação do Zenit para concluir a transferência agora por Nino, mas o clube entende que já tem um acordo avançado com o jogador e seu estafe para o futuro

    Folhapress | 15:45 – 27/02/2026

    Benfica suspende 5 sócios por atos racistas em jogo contra o Real Madrid

  • Maddox, filho de Angelina Jolie e Brad Pitt, deixa de assinar o nome do pai

    Maddox, filho de Angelina Jolie e Brad Pitt, deixa de assinar o nome do pai

    Quatro herdeiros do ex-casal já abandonaram o Pitt e usam apenas o Jolie; atores se separaram há dez anos e tiveram divórcio conturbado

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Filho mais velho de Brad Pitt e Angelina Jolie, Maddox, 24, parou de utilizar o sobrenome do pai. Segundo a revista People, ele trabalhou como assistente de direção no novo filme da mãe, “Couture”, e seu nome aparece sem Pitt nos créditos.

    A ação é recente, já que, em 2024, quando trabalhou no longa “Maria”, ele ainda assinava como Maddox Jolie-Pitt.

    Jolie teve seis filhos com Pitt: Maddox, Pax, 22, Zahara, 21, Shiloh, 19, e os gêmeos Knox e Vivienne, 17.

    Além de Maddox, outros três deles já retiraram o nome do pai. Em 2024, Vivienne ajudou Angelina a produzir um programa e foi creditada como Vivienne Jolie. Em agosto do mesmo ano, Zahara apareceu num vídeo em que dizia: “Meu nome é Zahara Marley Jolie”.

    Ao completar 18 anos, Shiloh mudou legalmente seu nome de batismo de Shiloh Nouvel Jolie-Pitt para Shiloh Jolie.

    Brad Pitt e Angelina Jolie se separaram em 2016. O divórcio foi finalizado no final de 2024, após uma longa batalha judicial.

    Maddox, filho de Angelina Jolie e Brad Pitt, deixa de assinar o nome do pai

  • Proibição a Tifanny é inconstitucional e não tem respaldo científico, dizem especialistas

    Proibição a Tifanny é inconstitucional e não tem respaldo científico, dizem especialistas

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A proibição da jogadora de vôlei trans Tifanny Abreu, do Osasco, de participar das finais da Copa Brasil após um veto aprovado por vereadores de Londrina -sede do torneio-, além de não estar respaldada por dados científicos, viola artigos da Constituição e foi duramente criticada por associações LGBTQIA+.

    O projeto, apresentado pela vereadora Jéssica Ramos Moreno (PP), foi votado na quinta-feira (26) e teve 12 votos favoráveis e quatro contrários.

    No requerimento, Moreno cita a inscrição de Tifanny, 41, na competição e pede que seja cumprida uma lei municipal de 2024 proibindo a “participação de atleta identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento em equipes e times esportivos e em competições, eventos e disputas de modalidades esportivas” em Londrina.

    A CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para garantir a participação de Tifanny. O processo foi distribuído à ministra Carmen Lúcia. A expectativa é que ele seja apreciado ainda nesta sexta, antes do início das disputas.

    Segundo Mariana Araújo Evangelista, advogada do Ambiel Bonilha Advogados e especialista em Direito Desportivo, a Constituição Federal, em seu art. 217, I, assegura expressamente a autonomia das entidades desportivas quanto à sua organização e funcionamento.

    “Isso inclui, de forma inequívoca, a definição dos critérios de elegibilidade de atletas nas competições por elas organizadas”, afirmou Mariana.

    Ela acrescentou que o município pode disciplinar aspectos administrativos relacionados à realização de eventos, como alvará, segurança e uso de espaço público, mas não possui competência legislativa para interferir no regulamento técnico de uma competição nacional, tampouco para determinar quem pode ou não competir sob regras estabelecidas pela entidade organizadora.

    “Ao fazê-lo, invade esfera que a Constituição Federal reservou às entidades desportivas.”

    A advogado assinalou ainda que, quando um ato normativo local é utilizado para impedir a participação de atleta que atende aos critérios técnicos da entidade organizadora, com fundamento exclusivamente em sua identidade de gênero, “há sério risco de caracterização de tratamento discriminatório incompatível com a ordem constitucional.”

    “É importante mencionar que Tifanny encontra-se elegível segundo as regras da CBV, que adota procedimento técnico próprio e alinhado a diretrizes internacionais para definição de elegibilidade”, disse Mariana.

    “A substituição desse juízo técnico por decisão político-legislativa local representa ingerência indevida na governança do esporte e cria precedente preocupante de interferência política direta na organização de competições nacionais”, acrescentou a advogada.

    Ao longo dos últimos quatro anos, federações internacionais de diferentes modalidades esportivas passaram a adotar critérios diferentes sobre a participação de mulheres transgênero em competições.

    As mais duras restringiram a participação somente àquelas que tenham concluído o processo de transição de gênero antes de passar pela puberdade masculina, o que costuma ocorrer por volta dos 12 anos. A exigência contraria recomendação da WPATH (Associação Mundial Profissional para a Saúde Transgênero) de que a transição não ocorra antes dos 14 anos.

    A FIVB (Federação Internacional de Vôlei) foi por um caminho diferente. A partir de 2021, a federação internacional delegou que cada confederação nacional de vôlei estabelecesse seus próprios critérios.

    Em junho de 2022, a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) anunciou sua nova política, estabelecendo como limite um nível de testosterona abaixo de 5 nmol/L -seguindo recomendação da FIMS (Federação Internacional de Medicina do Esporte)- nos 12 meses anteriores à competição e durante a participação na categoria feminina.

    No caso de Tifanny, seu nível de testosterona costuma ficar em torno de 0,2 nmol/L.

    Segundo Rogério Friedman, médico endocrinologista, professor titular da Faculdade de Medicina da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e consultor da ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem), embora no meio acadêmico ainda não haja consenso em torno de eventual vantagem trans na categoria feminina, a melhor evidência que se tem até o momento para ser usada nesses casos é o nível de testosterona da atleta.

    “Até que surjam evidências científicas diferentes que justifiquem uma revisão, pelo menos no ambiente do vôlei, é um assunto bem resolvido”, afirmou Friedman.

    “Existem regras, elas estão sendo atendidas perfeitamente, não há o que discutir”, acrescentou o especialista.

    Presidente da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), Bruna Benevides afirmou que as proibições a atletas trans têm forte cunho ideológico-partidário.

    “Violar o direito da Tifanny não tem a ver com legislação, com ciência. Tem a ver com a tentativa deliberada de negar o reconhecimento de humanidade da pessoa trans”, afirmou Bruna.

    Segundo levantamento da associação, são mais de 80 leis nas esferas municipal e estadual que vedam a participação de atletas trans em competições esportivas.

    “O ímpeto transfóbico continua atuando de maneira institucionalizada, para fragilizar nossos direitos e acessos à cidadania”, acrescentou ela.

    O Osasco afirmou em nota que Tifanny atua no vôlei nacional há mais de oito anos e é uma atleta “exemplar, dedicada e que cumpre rigorosamente todos os requisitos técnicos, médicos e de elegibilidade exigidos pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).”

    “Ela está, portanto, regularmente inscrita e apta a disputar qualquer competição sob a chancela da CBV.”

    O clube disse ainda que a interferência de legislações municipais sobre regras de competições federadas cria um precedente perigoso que ameaça a isonomia e a integridade das disputas esportivas no país.

    “Nosso clube se pauta pelos valores do esporte, que agregam a inclusão, a diversidade e o respeito a todos os indivíduos. Apoiamos integralmente a nossa atleta e defendemos seu direito constitucional ao trabalho e ao exercício de sua profissão, livre de qualquer forma de discriminação.”

    Proibição a Tifanny é inconstitucional e não tem respaldo científico, dizem especialistas

  • Anthropic recusa ampliar uso militar de IA nos EUA e sofre ameaça do Pentágono

    Anthropic recusa ampliar uso militar de IA nos EUA e sofre ameaça do Pentágono

    Atualmente, a Anthropic é a única empresa de IA autorizada a atuar formalmente em operações confidenciais; crise provocou reação no Vale do Silício

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um confronto entre o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e a startup de inteligência artificial Anthropic expôs divergências sobre o uso militar irrestrito de sistemas avançados de IA e mobilizou funcionários de grandes empresas de tecnologia.

    No centro da disputa está a recusa da companhia, dona do chatbot Claude, em flexibilizar regras que limitam aplicações em armas autônomas letais e vigilância doméstica em massa, condição apontada como essencial pelo Pentágono para manter e ampliar contratos.

    O impasse se intensificou após o CEO da Anthropic, Dario Amodei, rejeitar nesta quinta (26) o que descreveu como a “oferta final” do governo para continuidade do fornecimento de seus modelos mais avançados às Forças Armadas.

    O prazo dado pelo Pentágono para a oferta acaba às 19h01 (horário de Brasília) desta sexta-feira (27).

    Segundo Amodei, aceitar os termos significaria enfraquecer princípios adotados pela empresa para impedir usos considerados eticamente inaceitáveis.

    “Não podemos remover proteções fundamentais que evitam aplicações como vigilância em massa ou sistemas autônomos ofensivos sem supervisão adequada”, afirmou, de acordo com relatos sobre as negociações.

    A resposta do Pentágono veio em tom de advertência. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, ameaçou cancelar contratos existentes e excluir a empresa da cadeia de suprimentos da defesa nacional caso não haja acordo. A medida abriria espaço para concorrentes assumirem projetos estratégicos, inclusive em missões confidenciais.

    O subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia, Emil Michael, indicou que ainda há margem para negociação. “Estou aberto a mais conversas”, disse em entrevista à emissora de televisão Bloomberg TV, acrescentando que o departamento apresentou “concessões significativas” na redação contratual.

    Atualmente, a Anthropic é a única empresa de IA autorizada a atuar formalmente em operações confidenciais, segundo fontes da administração ouvidas pelo Financial Times. Sua eventual exclusão representaria oportunidade comercial para rivais que já mantêm contratos milionários com o Departamento de Defesa e negociam expansão para projetos sigilosos. Entre eles estão a OpenAI, o Google e a xAI, de Elon Musk.

    A crise provocou reação no Vale do Silício. Funcionários da Amazon, do Google e da Microsoft enviaram carta aberta nesta sexta-feira (27) aos seus superiores pedindo que apoiem a Anthropic e rejeitem contratos que envolvam armas autônomas ou monitoramento em larga escala.

    “Sabemos que [o Pentágono] procurará rapidamente adotar outros modelos sem essas salvaguardas, independentemente de tentarem forçar a Anthropic a cumpri-las”, diz a carta. “Estamos escrevendo para instar nossas próprias empresas a também se recusarem a cumprir as exigências”, complementa.

    O documento é endossado por grupos como a Communications Workers of America, que tem 700 mil integrantes, e a Alphabet Workers Union, além de coletivos de funcionários da DeepMind e da Amazon. Mais de 270 funcionários assinaram petição pública defendendo que suas empresas mantenham “últimas barreiras” claras para o uso militar da IA.

    Internamente, o debate também divide lideranças. O CEO da OpenAI, Sam Altman, informou a funcionários que tenta intermediar um entendimento entre a Anthropic e o Pentágono.

    Já o diretor científico do Google DeepMind, Jeff Dean, afirmou que “vigilância em massa viola princípios constitucionais e tem efeito inibidor sobre a liberdade de expressão”, reiterando compromisso anterior contra armas autônomas letais.

    Por outro lado, executivos do setor reconhecem a complexidade do tema. Mark Chen, diretor de pesquisa da OpenAI, declarou que a empresa não descarta contratos com o Departamento de Defesa, mas que mantém discussões internas sobre limites aceitáveis de uso.

    “Não é uma decisão de cima para baixo”, afirmou, destacando a diversidade de opiniões entre pesquisadores. O desfecho das negociações poderá redefinir parâmetros da colaboração entre empresas de tecnologia e o aparato de defesa dos EUA.

    Anthropic recusa ampliar uso militar de IA nos EUA e sofre ameaça do Pentágono

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Filha de Solange Couto comenta falas da mãe no BBB 26

    Filha de Solange Couto comenta falas da mãe no BBB 26

    Morena Mariah fala pela primeira vez após episódio ‘lamentável’ da atriz no reality; ativista diz que vem recebendo insultos devido ao que Solange faz no confinamento

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Filha de Solange Couto, a ativista e comunicadora Morana Mariah usou as redes sociais para se manifestar pela primeira vez sobre as falas da mãe. No BBB 26, ao se referir a Ana Paula Renault ou Samira Sagr, ela disse que a confinada seria “infeliz” por ter nascido de “trepada mal dada” e “sarro de trem”.

    “Nos últimos dias, tenho recebido ataques, acusações e tentativas de me expor a partir de uma violência que vivi. Não sou porta-voz de ninguém além de mim mesma. Não administro nem trabalho na comunicação da minha mãe, e nunca estive à frente de seus perfis”, começou.

    “Não me levantarei para atacar a minha mãe enquanto ela está confinada. Ela terá a oportunidade, quando sair, de refletir e se responsabilizar por suas falas, que reconheço como problemáticas e refletem, infelizmente, a estrutura machista e violenta à qual todas as mulheres estão submetidas, inclusive eu mesma”, escreveu.

    Na sequência, a ativista, que afirma ter trabalhado diretamente no Sistema de Garantia de Direitos, no enfrentamento à violência sexual, pontuou que o melhor a fazer agora é preservar.

    “Em minha trajetória como ativista e comunicadora, em casos de repercussão pública, atuei, opinei e me posicionei. Mas, neste momento, sou filha, sou familiar e meu papel é respeitar a mulher que me fez ser quem eu sou”, comentou.

    Morena encerrou o discurso ao dizer que não comentaria mais sobre o “lamentável episódio” nem sobre outras pautas relacionadas ao programa.

    “Encerro aqui minha manifestação. Por se tratar de uma questão extremamente sensível que não vem recebendo o respeito necessário, não vou responder à imprensa, não darei entrevista e não entrarei em debate público”, garantiu.

    “A única coisa que exijo é o mínimo: respeito. Ataques, mentiras, imputações e assédio serão devidamente tratados no âmbito jurídico e qualquer ataque à minha filha será denunciado às autoridades competentes.”

     

    Filha de Solange Couto comenta falas da mãe no BBB 26