Autor: REDAÇÃO

  • Polônia fala em risco de guerra após abater drones; Rússia nega ataque

    Polônia fala em risco de guerra após abater drones; Rússia nega ataque

    UE e Ucrânia apontam violação deliberada de cerca de 20 aparelhos, e Otan é convocada para debater o caso; Moscou diz que bombardeio era contra ucranianos, e Trump questiona ação em rede social de forma ambígua

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após uma noite de eventos extraordinários, com ao menos 19 violações de seu espaço aéreo por drones durante um mega-ataque da Rússia à vizinha Ucrânia, a Polônia convocou seus 31 colegas da aliança militar Otan para discutir os próximos passos da crise.

    “Não há motivo para dizer que estamos em um estado de guerra, mas a situação é significativamente mais perigosa do que as anteriores”, disse ao Parlamento nesta quarta-feira (10) o premiê Donald Tusk, para quem o risco de um conflito de grande escala “está mais próximo do que em qualquer outro momento desde a Segunda Guerra Mundial”.

    A Rússia contemporizou. O Kremlin disse que o assunto era do Ministério da Defesa, que por sua vez negou ter atacado o vizinho e afirmou que a ação mirava apenas instalações industriais no oeste da Ucrânia. Ressaltando que os drones não teriam alcance para ir tão longe no território polonês, a pasta se colocou à disposição para conversar com os vizinhos sobre o assunto.

    Antes, o encarregado de negócios russos em Varsóvia, Andrei Ordach, apenas disse que “os drones vieram da Ucrânia” após ser convocado à chancelaria local, sugerindo o discurso oficial. Ao menos um líder europeu, o russófilo premiê eslovaco, Robert Fico, insinuou alinhamento: “É preciso estabelecer se foi intencional ou acidental e quem controlava os drones”.

    Já o presidente americano, Donald Trump, publicou em rede social uma mensagem ambígua, que pode ser lida tanto como uma dúvida sobre a acusação de que Moscou teve intenção como quanto ameaça de retaliação por meio de sanções. “O que há com a Rússia violando o espaço aéreo polonês com drones? Lá vamos nós!”, escreveu na Truth Social.

    O pró-Ocidente Tusk e o presidente polonês, Karol Nawrocki, que é de um partido rival e próximo de Trump, reuniram-se e decidiram invocar o artigo 4 da carta da Otan, que prevê consultas ativas entre os integrantes do clube militar quando há violações de soberania de um dos membros. Não houve danos sérios ou vítimas.

    O secretário-geral da aliança, o holandês Mark Rutte, disse que a apuração do incidente está em curso. “Intencional ou não, foi absolutamente irresponsável, absolutamente perigoso”, afirmou.

    Diversos líderes europeus expressaram solidariedade, mas também há cautela para evitar uma escalada. Há na memória um incidente do início da guerra, em 2022, quando um míssil que caiu do lado polonês da fronteira e matou dois fazendeiros foi identificado depois como ucraniano.

    O temor, óbvio, é o de uma escalada indesejada que possa levar a um choque entre Moscou e Otan, potencialmente a Terceira Guerra Mundial -parlamentares americanos já falavam disso na noite de terça.

    Mas o episódio desta noite parece algo totalmente diferente. Segundo a Folha de S.Paulo ouviu de um analista militar russo nesta manhã, o alto número de drones desviados de seus alvos na Ucrânia rumo à Polônia sugere que houve uma ação visando testar a capacidade de reação dos belicosos rivais.

    Já um observador da cena política disse, também sob anonimato, temer que o incidente limitado vise testar as intenções de Trump, depois de relatos veiculados na véspera de que os Estados Unidos querem que a Europa comece o ciclo de sanções tarifárias contra quem compra petróleo russo -China e Índia ficam com mais de 80% do produto hoje.

    A sempre assertiva chefe da diplomacia da União Europeia, a estoniana Kaja Kallas, falou em “ataque deliberado”, enquanto o ministro alemão da Defesa, Boris Pistorius, afirmou que não há dúvida disso. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que “é simplesmente inaceitável” o episódio, no que foi repetido pelo premiê britânico, Keir Starmer, e líderes de países como Finlândia e Holanda.

    Até o premiê húngaro, Viktor Orbán, conhecido por sua defesa de Vladimir Putin e oposição a Kiev na guerra, considerou que “violação de soberania é inaceitável”.

    Em ocasiões anteriores, houve quedas acidentais de material russo na Polônia. No domingo (7), por exemplo, quando Putin enviou 810 drones e 13 mísseis no maior ataque aéreo da guerra, ao menos dois destroços atingiram o vizinho.

    Na última noite e madrugada, a ação foi grande, mas em menor escala: 458 drones, 21 dos quais atingiram seus alvos diretamente segundo Kiev, e 40 mísseis, 16 dos quais não foram interceptados no relato da Força Aérea de Volodimir Zelenski. O presidente ucraniano disse, previsivelmente, que a ação russa foi uma agressão que precisa de resposta da Otan.

    Ao menos 17 cidades foram atingidas, com foco em Lviv, perto da fronteira polonesa. A ação começou por volta das 23h30 de terça (18h30 em Brasília) e acabou só às 6h30 desta manhã (1h30 em Brasília).

    Pela primeira vez desde que Putin invadiu a Ucrânia, caças da Otan dispararam contra aeronaves não tripuladas russas. Além de F-16 poloneses, ao menos um F-35 inicialmente identificado como americano, mas pertencente à Holanda, agiram.

    Um avião-tanque holandês operou nos céus do país do Leste Europeu, assim como um modelo de espionagem italiano. A Alemanha disse que baterias antiaéreas Patriot postadas no vizinho ajudaram a identificar os alvos com seus radares.

    Quatro importantes aeroportos do país, inclusive os dois da capital, Varsóvia, foram fechados, e os voos só começaram a ser retomados pela manhã -com os previsíveis relatos de atrasos.

    Restos de drones abatidos já foram encontrados em sete regiões, assim como destroços de um míssil não identificado, que o Exército polonês disse poder ser modelo de defesa ucraniano. Em Rzészow, moradores filmaram um incêndio, enquanto um drone Gerânio-2, baseado no iraniano Shahed-136, foi achado num campo a 300 km da fronteira, em Mniszków.

    “O fato é que esses drones, que apresentaram uma ameaça de segurança, tenham sido derrubados muda a situação política”, disse Tusk. A consulta pelo artigo 4 da Otan só ocorreu sete vezes desde 1949, quando a aliança liderada pelos EUA para conter Moscou foi criada, a mais recente no início da atual guerra.

    A situação ainda pode piorar antes de melhorar. Tusk disse que a incursão russa, mesmo não sendo um ato de guerra, ocorre no contexto do exercício militar quadrianual Zapad (Ocidente), que Moscou promove com a aliada Belarus, junto às suas fronteiras, a partir da sexta-feira (12).

    Previsto para durar cinco dias, o Zapad sempre causou temores na Otan. Ele já mobilizou dezenas de milhares de soldados, mas neste ano deve ficar entre 6.000 e 13 mil, devido aos recursos destinados à guerra de fato. Mas, segundo a Belarus, ele vai treinar ataques nucleares táticos.

    Varsóvia já havia, antes dos drones, anunciado o fechamento de suas fronteiras até o fim da manobra. O país é o que mais investe, em proporção do PIB, em defesa entre os membros da Otan -4,12% em 2024, acima da meta de 2% que será de 5% em dez anos.

    Polônia fala em risco de guerra após abater drones; Rússia nega ataque

  • Deputado Gustavo Gayer pede que EUA monitore Wagner Moura

    Deputado Gustavo Gayer pede que EUA monitore Wagner Moura

    Wagner Moura deu uma entrevista à BBC Brasil na qual comentou que os americanos estariam “com inveja” do Brasil por conta da decisão judicial que determinou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O deputado federal Gustavo Gayer (PL) criticou o ator Wagner Moura nas redes sociais no domingo (14). Em publicação no X, ele sugeriu que autoridades dos Estados Unidos monitorem o brasileiro, que atualmente vive em Los Angeles. O parlamentar ainda marcou os perfis do secretário de Estado americano Marco Rubio e do vice-secretário Christopher Landau, chamando Moura de “extremista”.

    A mensagem de Gayer veio após uma entrevista concedida por Moura à BBC Brasil, na qual o ator comentou que os americanos estariam “com inveja” do Brasil por conta da decisão judicial que determinou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Esse cara está morando nos EUA e continua apoiando Moraes, atacando Trump e dizendo que os EUA agora é uma ditadura. Acho que vale a pena dar uma olhadinha nesse extremista”, escreveu Gayer, mencionando o ministro do STF Alexandre de Moraes.

    A postagem de Gayer faz parte das manifestações de outros políticos que, ao longo da última semana, pediram publicamente que órgãos norte-americanos cancelem ou impeçam a emissão de vistos de brasileiros que criticam o presidente americano Donald Trump ou falaram positivamente sobre a morte do ativista político Charlie Kirk.

    Deputado Gustavo Gayer pede que EUA monitore Wagner Moura

  • Ao contrário do que queria Javier Milei, argentinos não gastaram dólares do colchão

    Ao contrário do que queria Javier Milei, argentinos não gastaram dólares do colchão

    Ao contrário do que queria Javier Milei, argentinos não gastaram dólares do colchão

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – O governo de Javier Milei tentou incentivar que os argentinos gastassem seus dólares guardados no colchão e os colocassem para circular no sistema, mesmo sem declarar a origem do dinheiro; os argentinos, no entanto, compraram a maior quantidade de dólares para um mês desde 2019.

    Os dados do BCRA (Banco Central da República Argentina) apontam para compras de US$ 3,41 bilhões em julho, 40% acima do mês anterior e o maior patamar mensal desde que Milei retirou a restrição para pessoas físicas comprarem dólar, em abril.

    Também é o maior patamar em seis anos, quando o governo de Mauricio Macri havia restringido a compra da moeda, reinstalando o chamado “cepo” cambial.

    Em julho, 1,3 milhão de pessoas físicas compraram dólares, apesar de o preço da moeda ter subido 13,8% ante o mês anterior. No mesmo período, cerca de 576 mil pessoas venderam moeda estrangeira, com o total vendido de US$ 367 milhões, uma queda de 7,35% em relação ao mês anterior.

    Quando consideradas as compras líquidas de dólares do setor privado, as saídas totais de divisas atingem US$ 5,43 bilhões. Desde 14 de abril, quando as restrições à compra de dólares para pessoas físicas foram suspensas, até julho, as compras de moeda estrangeira ultrapassaram US$ 13 bilhões.

    Essa alta demanda foi, em parte, suprida por exportações agrícolas, mas essa opção se reduz significativamente no terceiro trimestre.

    Há cinco meses, foi adotado um sistema de flutuação para o dólar entre bandas que têm limites com correção mensal de 1% -o teto, atualmente, é de cerca de 1.471 pesos.

    A discussão sobre as ferramentas que o governo tem lançado mão para segurar o preço do dólar terem um alto custo e não estarem surtindo efeito tem crescido na Argentina desde fevereiro, quando a economia passou a dar sinais de desaceleração.

    Irredutível, o ministro da Economia, Luis Caputo, chegou a ironizar há dois meses as críticas sobre o atraso cambial. “Se está barato, compre [dólares], campeão, não perca a oportunidade”, disse em uma entrevista a um canal de streaming.

    “Há uma coisa muito óbvia: o dólar flutua. Se você tem pesos e a taxa de câmbio flutua, e você sabe que é muito barato, compre”, disse ele a uma plateia de 700 executivos.

    “O dólar flutua”, gritou Milei em uma entrevista, rebatendo críticos que apontavam que o governo estava intervindo no câmbio e criando um meme que foi difundido por apoiadores. No último dia 2 de setembro, o Tesouro confirmou que iria intervir no dólar, mesmo que a moeda não ultrapassasse as bandas. Milei também chegou a prever que a moeda ficaria mais próxima dos 1.000 pesos.

    No último dia 7 de setembro, o governo recebeu um duro golpe ao perder por quase 14 pontos percentuais as eleições legislativas de Buenos Aires. Nos dias seguintes, o câmbio voltou a escalar, atingindo na sexta-feira (12) 1.467 pesos argentinos, pelo câmbio varejista de referência no BCRA -ou seja, apenas 4 pesos abaixo do teto da banda.

    Segundo analistas, o governo deveria ter agido antes, quando a receita das exportações de setores promissores, como energia e mineração, estava mais evidente. Agora, a opção pelo aumento de juros pode esfriar ainda mais a atividade econômica.

    O governo deve tentar evitar grandes sobressaltos no câmbio -e seus efeitos sobre a inflação- até as eleições legislativas nacionais, em 26 de outubro. Para depois dessa data, o mercado já aposta no fim do sistema de bandas de flutuação e em uma desvalorização do peso.

    Para a consultoria 1816, “a política econômica tão focada no eleitoral não é grátis, já vinha equivocada e nos surpreenderia caso não houvesse uma queda do PIB no terceiro trimestre. Nos surpreenderia se não houvesse uma mudança tanto na política cambiária quanto na monetária”.

    A PxQ, com um informe chamado “Da livre flutuação ao naufrágio”, ressalta 45% dos dólares comprados desde o fim do “cepo” ficaram no colchão, outra parte foi usada para pagar cartão de crédito, investimentos e compra no mercado oficial para revenda no mercado financeiro.

    A CP Consultoria aponta que desde antes das eleições o governo priorizou o controle da inflação e a economia chega a outubro em queda, com redução de salários e crédito escasso. Comparando com as três últimas legislativas de metade de mandato (2013, 2017 e 2021), a atividade econômica estava em crescimento e nesta, a queda acumulada é de 0,8%; o salário real estava em crescimento antes e em queda agora, de 4,2% acumulado; o mesmo acontece com as aposentadorias.

    Na sexta-feira (12), Caputo disse que o governo iria suavizar o aperto monetário, dando uma folga nos juros para que o consumo se recupere, mesmo com algum risco sobre o dólar e a inflação.

    Ao contrário do que queria Javier Milei, argentinos não gastaram dólares do colchão

  • Brasileiro tem 83,5% de terminar com Flamengo ou Palmeiras campeão

    Brasileiro tem 83,5% de terminar com Flamengo ou Palmeiras campeão

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O título do Campeonato Brasileiro tem 83,5% de chance de terminar nas mãos de Flamengo ou Palmeiras, segundo levantamento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    O Rubro-Negro lidera a probabilidade de título com 49,7%. O time é o primeiro colocado do Brasileiro, com 50 pontos, e vem de vitória por 2 a 0 sobre o Juventude.

    O Palmeiras vem logo na sequência, com 33,8% de chance de ser campeão nacional. O Alviverde ocupa a segunda colocação do torneio nacional, com 46 pontos e, no sábado, goleou o Inter por 4 a 1.

    Dessa forma, os times de Filipe Luis e Abel Ferreira “polarizam”, até então, a disputa pela taça. A dupla abriu uma larga vantagem em relação à Cruzeiro, Mirassol, Bahia, Botafogo, São Paulo, Fluminense, Red Bull Bragantino, Atlético-MG, Corinthians e Ceará, demais apontados pela UFMG como candidatos à conquista.

    Os números podem mudar dependendo do resultado do jogo Cruzeiro, terceiro com mais possibilidade de ficar com o troféu (11,2%). O time mineiro encara o Bahia nesta segunda-feira (15), às 20h (de Brasília), na Fonte Nova.

    AS CHANCES DE TÍTULO

    Flamengo – 49,7%
    Palmeiras – 33,8%
    Cruzeiro – 11,2%
    Mirassol – 2,7%
    Bahia – 2%
    Botafogo – 0,51%
    São Paulo – 0,18%
    Fluminense – 0,01%
    Red Bull Bragantino – 0,005%
    Atlético-MG, Corinthians e Ceará – 0,001%
    *Dados da UFMG

    COMO ESTÁ O TOP-10 DO BRASILEIRO

    Flamengo – 50 pontos (22 jogos)
    Palmeiras – 46 pontos (21 jogos)
    Cruzeiro – 44 pontos (22 jogos)
    Mirassol – 38 pontos (21 jogos)
    Bahia – 36 pontos (20 jogos)
    Botafogo – 35 pontos (21 jogos)
    São Paulo – 35 pontos (23 jogos)
    Red Bull Bragantino – 31 pontos (23 jogos)
    Corinthians – 29 pontos (23 jogos)
    Fluminense – 28 pontos (21 jogos)

    Brasileiro tem 83,5% de terminar com Flamengo ou Palmeiras campeão

  • Justiça nega prisão de Ciro Gomes por violência de gênero, mas proíbe ataques a prefeita

    Justiça nega prisão de Ciro Gomes por violência de gênero, mas proíbe ataques a prefeita

    A Justiça determinou uma medida cautelar que o proíbe de fazer qualquer menção ofensiva ou injuriosa à prefeita Janaína Farias (PT), sob pena de multa de R$ 10 mil por cada manifestação

    SALVADOR, SP (CBS NEWS) – A Justiça Eleitoral do Ceará negou nesta segunda-feira (15) um pedido de prisão preventiva do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) por violência de gênero contra a prefeita de Crateús (CE), Janaína Farias (PT).

    Na mesma decisão, a Justiça determinou uma medida cautelar que o proíbe de fazer qualquer menção ofensiva ou injuriosa à prefeita, sob pena de multa de R$ 10 mil por cada manifestação. A sentença é assinada pelo juiz Victor Nunes Barroso, da 115ª Vara Eleitoral de Fortaleza.

    A defesa de Ciro Gomes alegou incompetência da Justiça Eleitoral para julgar o caso, mas o argumento não foi acolhido pelo magistrado. A assessoria do ex-ministro foi procurada nesta segunda para comentar a decisão, mas não se manifestou.

    Janaína Farias (PT) é aliada do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), de quem foi assessora especial no governo do Ceará. Ela foi eleita segunda suplente de Camilo no Senado Federal e chegou a assumir o posto temporariamente em 2024. No ano seguinte, tomou posse como prefeita de Crateús, cidade de 75 mil habitantes so semiárido cearense.

    O ataque de Ciro à prefeita aconteceu em agosto, durante o aniversário do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio. Na ocasião, o pedetista citou Janaína de forma indireta.

    “A pessoa que recrutava moças pobres de boa aparência para fazer o serviço sexual sujo do senhor Camilo Santana virou senadora pelo Ceará e agora é prefeita de um município do estado”, disse Ciro.

    Janaína Farias reagiu ao ataque na época: “Mais uma vez, sou atacada covardemente pelo senhor Ciro Gomes, figura conhecida por agredir moralmente as pessoas e, principalmente, as mulheres. Inclusive, ele já foi condenado por ataques desse tipo. Um misógino, que, cada vez mais, diante de seu fracasso político, busca atingir a honra das pessoas, de forma irresponsável e inconsequente”.

    Camilo Santana, por sua vez, disse que Ciro Gomes teria que prestar contas à Justiça por tentar macular a honra das pessoas.

    A prisão preventiva de Ciro Gomes por violência de gênero foi pedida pela Advocacia do Senado Federal no início de setembro. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), elogiou a decisão do Senado e afirmou que as ofensas de Ciro eram “gravíssimas e de machismo repugnante”.

    O ex-ministro já ofendeu Janaína em outra ocasião e foi condenado a pagar R$ 52 mil por violência política de gênero por chamar a prefeita de “assessora de assuntos de cama” do ministro. A declaração aconteceu em 2024 na ocasião em que Janaína tomou posse como senadora.

    De saída do PDT, Ciro Gomes deve se filiar ao PSDB para ser candidato a governador do Ceará em 2026 com apoio de setores da direita, incluindo bolsonaristas.

    Ciro, que disputou a Presidência em 1998, 2002, 2018 e 2022, é opositor do governo Lula, o que dificulta sua permanência no PDT, que faz parte da base aliada do governo.

    Justiça nega prisão de Ciro Gomes por violência de gênero, mas proíbe ataques a prefeita

  • Ministério Público da Paraíba denuncia Hytalo Santos e marido

    Ministério Público da Paraíba denuncia Hytalo Santos e marido

    Grupo de Combate ao Crime Organizado investiga os crimes apontados contra o influenciador e o marido; o MP também pede indenização por danos coletivos no valor de R$ 10 milhões

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Ministério Público da Paraíba denunciou nesta segunda-feira (15) o influenciador Hytalo Santos e o marido dele, Israel Vicente, por favorecimento de exploração sexual e outros dois crimes. O órgão disse que a investigação apontou que a dupla agia com “modus operandi estruturado e premeditado, voltado à exploração sexual de crianças e adolescentes”.

    Casal foi denunciado por três crimes. Sendo eles: tráfico de pessoas por agenciar e aliciar adolescentes e suas famílias; produção de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes; e favorecimento da prostituição ou exploração sexual de vulnerável.

    O MPPB disse que a dupla oferecia “promessas ilusórias” aos jovens e famílias. Isso ocorria para controlar a liberdade e vida íntima das vítimas, visando a exploração sexual delas. Também apontou que a produção do conteúdo almejava a monetização e aumento do engajamento digital, além do incentivo à prática de atos sexuais -incluindo a exposição de adolescentes em locais voltados à exploração sexual.

    Órgão indicou que Hytalo e Israel usavam “artifícios de fraudes” para atrair vítimas em situação de vulnerabilidade. Entre eles estavam o uso de promessas de fama e vantagens materiais.

    Denúncia foi apresentada à 2ª Vara Mista de Bayeux, que decidirá se torna o casal réu pelos crimes. A reportagem tenta contato com a defesa do casal. O texto será atualizado tão logo haja manifestação.

    Ministério Público da Paraíba denuncia Hytalo Santos e marido

  • Maduro diz estar pronto para enfrentar possível 'agressão militar' dos Estados Unidos

    Maduro diz estar pronto para enfrentar possível 'agressão militar' dos Estados Unidos

    Governo Trump posicionou oito navios em águas do Caribe sul em operação antidrogas que Venezuela considera ameaça; ditador tacha Marco Rubio de ‘senhor da morte e da guerra’ após chefe da diplomacia americana chamá-lo de ‘fugitivo’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta segunda-feira (15) que os Estados Unidos estão preparando uma “agressão” de “caráter militar” contra seu país, e assegurou que seu governo está autorizado pelas “leis internacionais” para enfrentá-la.

    Nas últimas semanas, os EUA posicionaram oito navios em águas do Caribe sul em uma operação antidrogas. Washington acusa Maduro de supostos vínculos com o narcotráfico e oferece uma recompensa de 50 milhões de dólares (R$ 273 milhões), pela captura do venezuelano.

    Há “uma agressão em andamento, de caráter militar, e a Venezuela está autorizada pelas leis internacionais a enfrentá-la”, indicou Maduro.

    “Isso não é tensão. É uma agressão generalizada, é uma agressão policial, uma agressão política, uma agressão diplomática e uma agressão contínua de caráter militar”, disse Maduro, ao também relembrar o ataque americano a um barco venezuelano que matou onze pessoas no início do mês.

    Mesmo com o histórico de negociações bilaterais ao longo dos últimos anos, nesta segunda, o ditador reiterou que a relação entre os países mudou definitivamente. “As comunicações com o governo dos EUA estão rompidas, estão rompidas por eles com suas ameaças de bombas, morte e chantagem”, afirmou, ao apontar o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, como o “senhor da morte e da guerra”.

    Rubio havia apontado Maduro na semana passada como um “fugitivo da justiça americana” em relação à recompensa que os Estados Unidos oferecem por sua captura.

    Nesta segunda-feira, em entrevista à Fox News antes das declarações de Maduro, Rubio disse que o venezuelano “representa uma ameaça direta à segurança nacional” dos EUA devido ao suposto tráfico de drogas do qual é acusado.

    A Venezuela rejeita essas acusações e, também na semana passada, Maduro ordenou o envio de pelo menos 25 mil soldados das Forças Armadas para os estados fronteiriços com a Colômbia e o Caribe.

    O ditador também convocou civis para se alistarem na Milícia Bolivariana, um corpo militar composto por civis, para reforçar as tropas diante de uma eventual invasão americana.

    No fim de semana, o governo venezuelano denunciou que militares americanos que fazem parte da tripulação do contratorpedeiro da Marinha americana retiveram por oito horas um navio de pesca de atum que navegava em águas do Caribe venezuelano.

    O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, também afirmou que os EUA triplicaram em agosto o envio de aviões espiões “contra” a Venezuela.

    Maduro diz estar pronto para enfrentar possível 'agressão militar' dos Estados Unidos

  • Portos batem recorde de movimento de cargas em um mês

    Portos batem recorde de movimento de cargas em um mês

    Todos os tipos de carga registraram alta em julho em relação ao mesmo mês de 2024

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os portos movimentaram, em julho, o maior volume mensal de cargas da história do Brasil. Foram 124,7 milhões de toneladas, dos quais 73% correspondem à navegação de longa distância (exportação e importação) e 20% à cabotagem (entre portos brasileiros).

    No acumulado de janeiro a julho deste ano, 780,4 milhões de toneladas de cargas passaram pelos portos brasileiros, uma alta de 1,76% ante o mesmo período de 2024.

    Todos os tipos de carga registraram alta em julho em relação ao mesmo mês de 2024. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, os granéis sólidos (minerais e vegetais) puxaram esse aumento, com mais de 76,6 milhões de toneladas -4% no acumulado do ano até julho.

    “A gestão que estamos implementando no governo federal, com a ampliação das concessões e o fortalecimento da infraestrutura, tem como foco garantir segurança jurídica e atrair novos investimentos”, disse o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos).

    Para ele, essa política tem sido responsável por ampliar a capacidade dos portos e fortalecer as exportações.

    Portos batem recorde de movimento de cargas em um mês

  • Champions League começa com ingleses gastões favoritos

    Champions League começa com ingleses gastões favoritos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em seu segundo ano sob novo formato, a Champions League entra nesta terça-feira (16) na fase de liga, com 288 partidas ao longo dos próximos cinco meses, entre 36 equipes. A primeira rodada já reúne alguns confrontos entre grandes clubes do Velho Continente.

    Na quarta-feira (17), o atual campeão alemão, Bayern de Munique, enfrenta o Chelsea, campeão do mundo, na Allianz Arena, em reedição da final de 2012, quando o time inglês chegou ao primeiro título.

    Na quinta (18), é a vez de o Manchester City, de Pep Guardiola e Haaland, receber o Napoli, atual campeão italiano, em partida que vai marcar o reencontro do meia Kevin de Bruyne com a torcida dos citizens, no Etihad Stadium.

    Atual campeão, o PSG (Paris Saint-Germain) recebe a Atalanta no Parque dos Príncipes, na terça-feira (16).

    Apesar da campanha irretocável da edição passada, encerrada com a goleada por 5 a 0 sobre a Inter de Milão, o time parisiense não é o favorito para voltar a levantar a taça, ao menos segundo as projeções do supercomputador da empresa de estatísticas esportivas Opta Analyst.

    Campeão e vice da Premier League, o Liverpool, que faz sua estreia contra o Atlético de Madrid, e o Arsenal, que mede forças com o Athletic Bilbao, são apontados como os favoritos para ficar com a orelhuda.

    Com alguns bilhões de reais em gastos com reforços para a temporada, os times de Liverpool e de Londres aparecem como os campeões da edição 2025/26 da Champions em 20,4% e 16% das 10 mil simulações do supercomputador, respectivamente.

    Responsável por eliminar a dupla da disputa na temporada passada, o PSG vem logo atrás, com 12,1% de probabilidade de sagrar-se bicampeão. Ele é seguido por Manchester City e Barcelona, com 8,4% cada, e pelo Chelsea, com 7%.

    No novo formato da Champions, as 36 equipes classificadas à fase de liga -29 diretamente pelas campanhas nas ligas nacionais e 7 via classificatório preliminar- enfrentam oito equipes cada, em partidas de ida e volta.

    Os confrontos são definidos via sorteio, com os times divididos em quatro potes, de acordo com critérios técnicos. Cada equipe enfrenta duas de cada um dos potes. Times do mesmo país não podem se enfrentar nessa fase, e uma equipe só pode jogar contra duas de um mesmo país.

    As oito melhores classificadas ao fim da fase de liga -com término previsto para 28 de janeiro- avançam às oitavas de final.

    Aquelas que ficarem entre a 9ª e 24ª posição na tabela disputam um playoff pelas oito vagas restantes, entre 17 e 24 de fevereiro.

    As oitavas de final estão programadas para acontecer entre 10 e 17 de março, com as quartas de final de 7 a 14 de abril. As semifinais acontecem de 28 de abril a 5 de maio.

    A final está marcada para 30 de maio, em jogo único, na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria. O país do leste europeu receberá a final da Champions pela primeira vez.

    Na TV aberta, o SBT transmite as partidas, e na TV fechada, TNT e Space. A plataforma de streaming HBO Max também fará a transmissão.

    Na fase de liga, o PSG enfrenta em casa Atalanta, Bayern de Munique, Tottenham e Newcastle, e visita Barcelona, Bayer Leverkusen, Sporting e Athletic Bilbao.

    O time sob o comando de Luis Enrique manteve boa parte do elenco que conquistou a tríplice coroa na temporada passada -Champions League, Campeonato Francês e Supercopa da França.

    A principal mudança foi no gol. Com o contrato perto do fim e fora dos planos do treinador, Gianluigi Donnarumma seguiu para o Manchester City, com o PSG trazendo para o seu lugar o francês Lucas Chevalier, tirado do Lille por 40 milhões de euros (R$ 251,5 milhões).

    Para a partida contra a Atalanta, o time ainda não deverá poder contar com a dupla de ataque formada por Ousmane Dembélé e Désiré Doué, lesionada durante partida da França contra a Ucrânia pelas Eliminatórias europeias para a Copa do Mundo, no início do mês.

    Mesmo sem a dupla responsável por um terço dos gols (51 de 168) na temporada passada, o time não deve ter dificuldade para superar os italianos dentro de casa. Os prognósticos da Opta apontam que o PSG sai vencedor em 62,1% das simulações.

    Principal ameaça ao bicampeonato dos franceses, o Liverpool e o Arsenal não pouparam na contratação de reforços.

    Em uma temporada em que os clubes ingleses bateram o recorde de investimentos na janela de transferências, com gastos da ordem de R$ 22 bilhões, os times de Liverpool e de Londres foram o primeiro e o terceiro na lista dos mais gastadores, com R$ 3 bilhões e R$ 1,9 bilhão, respectivamente. O Chelsea foi o segundo, com R$ 2 bilhões.

    Com a meta de voltar a reinar na Europa após o último título da Champions na temporada 2018/19, o atual campeão inglês sacudiu o mercado ao anunciar as três contratações mais caras da janela: o centroavante sueco Alexander Isak, trazido do Newcastle por R$ 911,5 milhões; o meia alemão Florian Wirtz, contratado do Leverkusen por R$ 786 milhões; e o atacante francês Hugo Ekitiké, que chegou do Eintracht Frankfurt por R$ 597 milhões.

    Em Anfield, o Liverpool receberá Real Madrid, Atlético de Madrid, PSV e Quarabag, e irá jogar como visitante contra Inter de Milão, Eintracht Frankfurt, Olympique de Marselha e Galatasaray.

    Vice da Champions na temporada 2005/06 e há mais de duas décadas sem erguer o troféu da Premier League –a última vez foi na temporada 2003/04–, vindo de três vices seguidos, o Arsenal gastou 260 milhões de euros (R$ 1,6 bilhão) em apenas quatro reforços para tentar sair da fila: o volante espanhol Martín Zubimendi (R$ 440 milhões), que estava no Real Sociedad; o meia inglês Eberechi Eze (R$ 435,7 milhões), vindo do Crystal Palace; o centroavante sueco Viktor Gyökeres (R$ 413,7 milhões), do Sporting; e o ponta direita inglês Noni Madueke (R$ 352 milhões), do Chelsea.

    Jogando no Emirates Stadium, em Londres, o time do técnico Mikel Arteta receberá Bayern de Munique, Atlético de Madrid, Olympiacos e Kairat, e visitará Inter de Milão, Club Brugge, Slavia Praga e Athletic Bilbao.

    Confrontos da primeira rodada da fase de liga da Champions League 2025/26

    Terça-feira (16)
    Athletic Club x Arsenal, às 13h45*
    PSV x Union Saint-Gilloise, às 13h45
    Juventus x Borussia Dortmund, às 16h
    Real Madrid x Olympique de Marseille, às 16h
    Benfica x Qarabag, às 16h
    Tottenham x Villarreal, às 16h

    Quarta-feira (17)
    Olympiacos x Pafos, às 13h45
    Slavia Praga x Bodø/Glimt, às 13h45
    Ajax x Inter de Milão, às 16h
    Bayern de Munique x Chelsea, às 16h
    Liverpool x Atlético de Madrid, às 16h
    Paris Saint-Germain x Atalanta, às 16h

    Quinta-feira (18)
    Club Brugge x Monaco, às 13h45
    Copenhagen x Bayern Leverkusen, às 13h45
    Eintracht Frankfurt x Galatasaray, às 16h
    Manchester City x Napoli, às 16h
    Newcastle x Barcelona, às 16h
    Sporting x Kairat, às 16h
    *horário de Brasília

    Champions League começa com ingleses gastões favoritos

  • Gilmar Mendes cita 'incoerências' e 'contradição' em voto de Fux no julgamento de Bolsonaro

    Gilmar Mendes cita 'incoerências' e 'contradição' em voto de Fux no julgamento de Bolsonaro

    Gilmar classificou a possibilidade de sanções aos ministros da Corte e o uso da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras como um “neocolonialismo tecnológico”

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ministro Gilmar Mendes, decano do STF (Supremo Tribunal Federal), criticou o voto do colega Luiz Fux durante o julgamento da trama golpista e disse que, caso estivesse na Primeira Turma, encarregada do processo, condenaria Jair Bolsonaro (PL) e os demais acusados “de maneira inequívoca”.

    “Acho que, com todas as vênias, como vocês costumam dizer, o voto do ministro Fux está prenhe [cheio] de incoerências. Porque, a meu ver, se não houve golpe, não deveria ter havido condenação. Condenar o [tenente-coronel Mauro] Cid e o [general Walter] Braga Netto e deixar todos os demais de fora parece uma contradição nos próprios termos.”

    Gilmar falou sobre o caso com jornalistas após a inauguração de uma sede do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa) em São Paulo, entidade da qual é sócio.

    O ministro afirmou, contudo, que divergências em julgamentos são normais e que o voto de Fux não deve servir para fortalecer um projeto de anistia, que ele já classifica como inconstitucional. Disse também que o Brasil, com o julgamento, deu um exemplo ao mundo de como punir ataques à democracia.

    “Teve uma divergência, mas é absolutamente normal nesse contexto. Os votos mostraram a coerência do julgamento e acho que o Brasil, num momento bastante delicado da vida internacional, da vida mundial e também da nossa vida local, deu um belo exemplo para o mundo de que tentativas de golpe, de atentados contra a democracia precisam ser punidas.”

    Fux se manifestou por mais de 12 horas na última quarta-feira (10). Seu voto divergiu dos demais colegas e optou pela condenação apenas de Cid e Braga Netto, com a absolvição dos demais acusados.

    Gilmar e o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, compareceram no dia seguinte, o que foi interpretado como uma tentativa de passar a mensagem de que o Supremo estava unido no caso.

    “Eu acho que nós estamos unidos e precisamos nos manter unidos diante desses desafios que se colocam. Nesses 40 anos de democracia, nós não passamos por nenhum momento tão grave de ataque às instituições como vivemos durante o governo Bolsonaro, nesses dias finais do governo Bolsonaro e início do governo Lula. De modo que é preciso que uma instituição forte como o Supremo mostre a sua união e a sua fortaleza”, disse.

    Questionado por jornalistas, o ministro voltou a criticar as declarações dadas pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que, na manifestação bolsonarista de 7 de Setembro, na avenida Paulista, criticou a “tirania” do ministro Alexandre de Moraes.

    “Todos sabem que não há tirania nem ditadura no Brasil. Certamente havia uma proposta de ditadura que nós logramos desmantelar. Isso é que precisa ficar anotado. Ninguém assume uma posição tirânica no Supremo Tribunal Federal. Os próprios advogados que estiveram na tribuna, advogados de figuras importantes, como o presidente Bolsonaro ou Braga Netto, reconheceram que havia uma situação golpista”, disse Gilmar.

    “Portanto, ninguém está negando que houve uma tentativa de golpe. Pediram atenuação de penas, mas reconheceram a gravidade da situação e defenderam o Supremo Tribunal Federal dos ataques perpetrados pelos seus próprios defendidos”, complementou o ministro.

    Gilmar classificou a possibilidade de sanções aos ministros da Corte e o uso da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras como um “neocolonialismo tecnológico”.

    “A rigor, a gente está vivendo, até com essa aplicação da Lei Magnitsky e outras situações similares, talvez um ressurgimento de outro tipo de colonialismo: um neocolonialismo tecnológico ou digital. E o país precisa se preocupar com isso. Nós precisamos nos preocupar com isso, sermos mais independentes”, afirmou.

    O ministro, contudo, disse que “não faz nenhum sentido” medidas como as sanções.

    “Seria absurdo que o governo brasileiro colocasse na sua pauta de reivindicações de uma negociação a liberação lá do ‘Epstein Files’ [arquivos do caso Jeffrey Epstein, que envolve uma rede de pedofilia relacionada a milionários e autoridades dos EUA e constrange o presidente Donald Trump], nos Estados Unidos. Isso não tem nada a ver com política comercial. Da mesma forma, é absurdo pedir ao Brasil que libere alguém que está respondendo a um processo regular para fazer qualquer negociação comercial”, disse.

    “Acho que a democracia brasileira sai mais forte desse resultado. As sanções não afetam a vida institucional do país e nós vamos seguir aplicando as leis brasileiras”, afirmou Gilmar.

    Gilmar Mendes cita 'incoerências' e 'contradição' em voto de Fux no julgamento de Bolsonaro