Autor: REDAÇÃO

  • CPI do INSS seguirá trilha do dinheiro para descobrir apoios políticos, diz relator

    CPI do INSS seguirá trilha do dinheiro para descobrir apoios políticos, diz relator

    O parlamentar foi escolhido para a relatoria numa articulação surpresa, que derrotou os indicados pelos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)

    (FOLHAPRESS) – Relator da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), que investigará desvios em aposentadorias e pensões, o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) afirma que seguirá a trilha do dinheiro para chegar as associações e, principalmente, aos políticos envolvidos.

    “Esse pessoal não ia conseguir desviar recursos sem apoio político”, disse, em entrevista exclusiva à Folha nesta quarta-feira (20), horas depois de assumir a função.

    O parlamentar foi escolhido para a relatoria numa articulação surpresa, que derrotou os indicados pelos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ele atuará junto com o senador Carlos Viana (Pode-MG), também de oposição, que presidirá os trabalhos.

    Apesar do perfil oposicionista, Gaspar afirma que fará uma atuação imparcial, “sem carimbar governo A, B ou C”, e que buscará inclusive a participação de parlamentares nos desvios. “Evidentemente que isso vai contrariar interesses. Agora, de quem? Eu não sei responder”, declara.

    Gaspar tinha sugerido a oitiva de um dos irmãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de ser escolhido relator, mas agora diz que ouvirá o colegiado para saber quem será ouvido com prioridade.

    Mas defende que o irmão do petista, que é vice-presidente de uma das associações suspeitas, seja um dos que prestarão depoimento. Não sei se ele tem algum tipo de gerência executiva, mas ninguém melhor do que ele para esclarecer”, afirma.

    Leia a seguir a entrevista do deputado para a Folha de S.Paulo

    PERGUNTA – Qual será a linha de investigação da CPI?
    ALFREDO GASPAR – Nada melhor em desvio de recurso do que seguir a trajetória do dinheiro. Para onde esse dinheiro foi? Na mão de quem, no bolso de quem? Para benefício de quem? Eu acho que é a maneira mais fácil de errar menos e saber qual foi o suporte político que permitiu que mais um escândalo dessa natureza ocorresse.

    Já tem muita coisa de bastidor e publicizada apontando nomes que necessitam de oitiva, ou para afastar a suspeita ou para aprofundar. Como é um trabalho em colegiado, o próprio colegiado deve colaborar muito, independente da posição partidária e indicar caminhos a serem também seguidos. E eu terei essa sensibilidade de não atrapalhar em forma alguma qualquer caminho que seja factível.

    P. – A Polícia Federal e a CGU já investigaram e denunciaram parte dos envolvidos. No que a CPMI pode avançar?
    AF – Essas entidades e seus dirigentes não têm como ficar fora [da investigação]. É um caminho a ser seguido. O outro caminho é a parte política. Esse pessoal não ia conseguir desviar recursos sem apoio político. Pouco importa a cor do partido. A gente não pode escolher a quem investigar. Quem tiver participação vai ter que ser exposto. Temos que ver se tem participação de parlamentar. Evidentemente que isso vai contrariar interesses. Agora, de quem eu não sei responder.

    P. – Os petistas dizem que a CPMI cairá em descrédito se investigar apenas o atual governo, já que o senhor é de direita. O senhor vai investigar também o governo Bolsonaro?
    AF – Tudo que a gente não precisa é partidizar uma investigação. A investigação para ter credibilidade, ela tem que estar baseada na verdade. Quem é que vai ser alcançado com isso? Não tenho como apontar hoje porque não tenho esse conhecimento. Mas a investigação com quebra de sigilo de dados, com material já produzido por outras instituições, tudo isso somado com certeza irá dar caminhos para o aprofundamento.

    P. – Mas vai investigar também os governos Bolsonaro e Temer?
    AF – Onde apontar o desvio de recurso [vamos investigar]. É fácil você fazer uma investigação quando ela é pautada em desvio de recursos, que não tem como fugir da trajetória, está certo? Não estou aqui para carimbar governo A, B ou C. Agora, também não espere de mim passar a mão na cabeça de ninguém. Quem tiver responsabilidade que as assuma. Nem quero fazer juízo antecipado, mas também não vou fazer cortesia com chapéu alheio para ninguém.

    P. – O governo já está ressarcindo os aposentados. Vocês vão ouvi-los também?
    AF – Vamos começar a discutir agora [quem vamos ouvir]. Não queria antecipar o que ainda não foi discutido, certo? Mas o ressarcimento é algo absolutamente obrigatório. Agora, se é para ressarcir em dobro, tudo isso vai ser objeto durante o trajeto da investigação, de sugestões ou propostas legislativas.

    P. – O governo não queria a escolha do senhor como relator. Teme que possam travar as investigações na comissão por causa disso?
    AF – Eu acho que o governo sempre tem força. Mas não sei se tem a força para obstaculizar as investigações porque quem tomar essa medida vai ficar com a aura de suspeição muito, muito forte. Acho que até para o próprio governo, o melhor dos mundos é que os fatos sejam esclarecidos. E os fatos sendo esclarecidos, a gente vai ver essa cadeia de comando.

    P. – A oposição fala bastante em convocar um dos irmãos do Lula, José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, que é vice-presidente de uma das entidades suspeitas. O senhor vai convocá-lo?
    AF – Antes de ser indicado o relator, eu tinha sugerido a indicação de oitiva de várias pessoas, entre elas, esse senhor. Não sei se ele tem algum tipo de gerência executiva, mas ninguém melhor do que ele para esclarecer.

    P. – Quem mais o senhor pediu para prestar depoimento?
    AF – Antes de ser indicado o relator, eu tinha indicado de sete a dez pessoas. Me recordo que um deles era o ex-ministro da Previdência, o [Carlos] Lupi, e o [lobista] conhecido como careca do INSS. Mas evidentemente que, como relator, o meu papel é um papel de colegiado e vamos ouvir com prioridade aquilo que o colegiado decidir.

    Os governistas dizem que a investigação será tendenciosa porque o senhor é de direita.

    Sou de direita, sim, com muito orgulho. Sou um cara decente e irei transmitir isso na relatoria. Eu não sendo atacado pessoalmente, eu não sendo colocado com essa suspeição antecipada, as pessoas terão a oportunidade de ver a sequência dos trabalhos. Será tudo feito em cima de indícios e provas.
    Presidi o grupo de combate ao crime organizado em Alagoas durante sete anos. Fui chefe do Ministério Público duas vezes, duas vezes secretário de segurança. E por onde eu passei, eu deixei uma marca de decência. Não vai ser diferente na CPMI.

    RAIO-X | Alfredo Gaspar, 55
    Nascido em Maceió, foi promotor de justiça, secretário de Segurança Pública de Alagoas e procurador-geral de Justiça de Alagoas por dois mandatos. Renunciou à carreira no Ministério Público para concorrer à Prefeitura de Maceió em 2020, com apoio do clã Calheiros, mas terminou em segundo lugar. Está no primeiro mandato como deputado federal e é cotado para concorrer ao Senado em 2026.

    CPI do INSS seguirá trilha do dinheiro para descobrir apoios políticos, diz relator

  • Vitória da oposição na CPMI do INSS foi 'falha de articulação política do governo', diz Motta

    Vitória da oposição na CPMI do INSS foi 'falha de articulação política do governo', diz Motta

    A vitória da oposição na escolha da presidência e da relatoria da CPMI do INSS expôs fragilidades na articulação política do governo Lula. Hugo Motta apontou falha estratégica que abriu espaço para Carlos Viana assumir a presidência e Alfredo Gaspar a relatoria das investigações

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a vitória da oposição na definição do presidente e do relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é resultado da falha da articulação política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Motta contou que não sabia da articulação, foi surpreendido pelo resultado e que a notícia “pegou o pessoal de surpresa”.

    “Foi uma falha na articulação política do governo, dos partidos. Teve esse ingrediente de estarmos todos no mesmo bloco ainda, então um deputado de um partido de base aliada falta, então necessariamente quem o substitui é um colega de partido. Foi isso que aconteceu”, disse Motta.

    Nesta quarta-feira, 20, em articulação silenciosa, a oposição venceu a votação que definiu o presidente da CPMI com o placar de 17 votos para o senador Carlos Viana (Podemos-MG) ante 14 votos para o senador Omar Aziz (PSD-AM).

    Aziz era o escolhido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) para comandar o colegiado.

    Surpresa consolidada, Viana foi além e escolheu o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AP), que se define como “de direita, com orgulho”, como relator. Motta tinha escolhido Ricardo Ayres (Republicanos-TO), um nome mais de centro, para ocupar essa função.

    Ao Estadão/Broadcast, Gaspar disse que pretende apurar, como relator, quem deu “suporte político” aos descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões.

    Antes de ser escolhido relator, Gaspar tinha a intenção de convocar Frei Chico, irmão do presidente Lula, para depor à CPMI. O irmão mais velho do petista é um dos dirigentes do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi).

    A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou aumento do faturamento da entidade com as mensalidades e um possível conflito de interesse na atuação do presidente do sindicato, Milton Cavalo, que também preside uma cooperativa que oferece empréstimos consignados para aposentados. O Sindnapi, porém, ficou fora das medidas judiciais e administrativas adotadas pela Advocacia-Geral da União (AGU).

    Vitória da oposição na CPMI do INSS foi 'falha de articulação política do governo', diz Motta

  • Alckmin minimiza perda de valor de mercado dos bancos e elogia Dino

    Alckmin minimiza perda de valor de mercado dos bancos e elogia Dino

    Geraldo Alckmin minimizou a queda nas ações dos bancos após a decisão do STF que barrou a Lei Magnitsky no Brasil. O vice-presidente destacou que o impacto no mercado é passageiro, defendeu Flávio Dino como “grande jurista” e reforçou apoio ao Supremo diante das sanções dos EUA

    O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), minimizou a forte desvalorização das ações dos bancos decorrente da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de impedir a aplicação da Lei Magnitsky no Brasil. “Vai passar, é um movimento efêmero e o mercado tem racionalidade”, afirmou, em entrevista exibida pela GloboNews na noite desta quarta-feira, 20.

    Alckmin disse que não é jurista para opinar sobre decisões judiciais, mas afirmou que Dino é um “grande jurista”. O vice-presidente expressou solidariedade ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes diante das sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos.

    Ainda sobre a crise com o governo americano, Alckmin afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falará com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “quando o quadro estiver mais claro”.

    Alckmin minimiza perda de valor de mercado dos bancos e elogia Dino

  • Buscador do Google com inteligência artificial chega ao Brasil nas próximas semanas

    Buscador do Google com inteligência artificial chega ao Brasil nas próximas semanas

    O recurso lembra os robôs de conversação como o ChatGPT, da OpenAI, e o próprio Gemini do Google, ao se propor a oferecer respostas a perguntas mais complexas usando linguagem natural, em um texto corrido, e agora inserindo as tradicionais sugestões de sites ao longo da resposta

    BELO HORIZONTE, MG (CBS NEWS) – O Google anunciou nesta quarta-feira (20) que a versão brasileira do seu buscador receberá uma aba dedicada para pesquisas que usam inteligência artificial generativa, chamada Modo IA, nas próximas semanas.

    O recurso lembra os robôs de conversação como o ChatGPT, da OpenAI, e o próprio Gemini do Google, ao se propor a oferecer respostas a perguntas mais complexas usando linguagem natural, em um texto corrido, e agora inserindo as tradicionais sugestões de sites ao longo da resposta.

    Revelado e disponibilizado nos Estados Unidos em maio durante o Google I/O, o anúncio para o Brasil ocorre durante as celebrações dos 20 anos da empresa no país. O evento acontece em Belo Horizonte, onde começou a operar em 2005 após comprar a startup de busca Akwan, criada por professores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

    O Modo IA é também uma espécie de expansão da “visão geral criada por IA” (AI Overviews), lançada no ano passado e que oferece resumos e respostas logo no topo da página, antes dos links, para pesquisas variadas. A funcionalidade já alcança mais de 2 bilhões de usuários no mundo, segundo a big tech.

    O buscador é a principal fonte de receita da empresa. No ano passado, o faturamento com o produto foi de US$ 198 bilhões, superando em mais de cinco vezes o retorno com anúncios no YouTube (US$ 36,14 bilhões).

    Segundo o Google, o Modo IA usa uma versão dedicada do modelo mais recente da empresa, o Gemini 2.5, e tem capacidades multimodais, sendo capaz de entender consultas em texto, voz e imagem -similar ao que já fazem o ChatGPT e o Gemini.

    A combinação do AI Overviews com o AI Mode é a ferramenta de IA mais usada no mundo, segundo Bruno Possas, vice-presidente global de busca no Google.
    “Sabemos o quanto os brasileiros utilizam a inteligência artificial, como gostam de experimentar novas tecnologias e isso vai possibilitar um avanço muito grande no que a busca pode oferecer para as pessoas”, disse.

    A empresa diz que o produto é útil principalmente para tarefas complexas, como comparar produtos, planejar viagens ou entender guias detalhados de instrução. Dados iniciais do Google mostram que a aba com IA tem recebido perguntas mais longas do que na busca tradicional.

    No evento realizado nos EUA em maio, a empresa mostrou que o Modo IA poderá se integrar a aplicativos como Shopping e Mapas e unir as pesquisas com anúncios de produtos pesquisados pelos usuários e rotas de roteiros turísticos, por exemplo.

    O surgimento de soluções de IA, embora possam representar uma maior comodidade para os usuários, tem acendido o alerta em empresas que dependem do tráfego gerado pela inclusão de seus sites em serviços de busca.

    Reportagem do Wall Street Journal de junho, por exemplo, afirma que veículos de notícias americanos como Business Insider, Washington Post, HuffPost e o próprio WSJ foram alguns dos mais afetados pela ascensão da IA generativa. Dados da Similarweb mostram que o tráfego orgânico via busca para esses sites caiu em 55% entre abril de 2022 e abril de 2025.

    O Google afirmou na ocasião que prioriza links para veículos jornalísticos e não necessariamente exibe os resumos de IA quando os usuários pesquisam por notícias do dia.

    Pesquisa do Pew Research Center publicada em julho mostra que usuários do Google que encontram um resumo de IA na resposta têm menor probabilidade de clicar em links para outros sites do que usuários que não veem um resumo.

    Segundo o artigo, usuários cujas consultas geraram um resumo de IA clicaram em um link tradicional (abaixo do resumo) em 8% das visitas. Aqueles que não receberam um resumo de IA clicaram em um link quase duas vezes mais, em 15% das visitas.

    A empresa afirma que descobrir conteúdo na web continua sendo sua missão central e que a Busca oferece novas oportunidades para a descoberta de conteúdo.

    Como parte da celebração das duas décadas no país, o Google também anunciou que vai expandir seu escritório em Belo Horizonte, onde está sediado o primeiro centro de engenharia da empresa no país, com um novo andar com capacidade para 80 funcionários.

    Um outro centro, parte do IPT Open, programa de inovação aberta do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) localizado na USP (Universidade de São Paulo), será inaugurado no primeiro semestre de 2026, em São Paulo.

    Além de participar no desenvolvimento de algoritmos da Busca, a equipe de Belo Horizonte também foi responsável por projetos como o Family Link, aplicativo que ajuda famílias a criarem hábitos digitais saudáveis em seu dia a dia, e tecnologias de segurança como as de combate a ataques de phishing e spam.

    Também foi desenvolvida no Brasil a integração do sistema de pagamento Pix com as ferramentas visuais Google Lens e Circule para Pesquisar, anunciada nesta quarta.

    Ao apontar a câmera do Google Lens para um QR Code de um Pix em um estabelecimento comercial, o usuário será redirecionado para a Carteira do Google para realizar o pagamento. Já a integração com Circule para Pesquisar, um recurso do Android, permitirá que os usuários circulem qualquer chave Pix, como CPF, email ou número de telefone para serem direcionados à carteira.

    Buscador do Google com inteligência artificial chega ao Brasil nas próximas semanas

  • Silas Malafaia chama Eduardo Bolsonaro de “babaca inexperiente” em áudios

    Silas Malafaia chama Eduardo Bolsonaro de “babaca inexperiente” em áudios

    Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que Silas Malafaia fez duras críticas a Eduardo Bolsonaro, acusando-o de atrapalhar a estratégia política do grupo. Nos áudios, o pastor diz a Jair Bolsonaro que o deputado dá discurso à esquerda e ameaça expor publicamente suas falas

    Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que o pastor Silas Malafaia fez duras críticas ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em conversas privadas com o ex-presidente Jair Bolsonaro. As trocas ocorreram após o governo de Donald Trump anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de agosto.

    Nos diálogos, Malafaia chamou Eduardo de “inexperiente” e acusou o parlamentar de atrapalhar a estratégia política do grupo. “Esse seu filho Eduardo é um babaca inexperiente que está dando a Lula e à esquerda o discurso nacionalista e, ao mesmo tempo, te ferrando. Um estúpido de marca maior. ESTOU INDIGNADO! Só não faço vídeo e arrebento com ele por consideração a você. Não sei se vou ter paciência de ficar calado se esse idiota falar mais alguma asneira”, escreveu em mensagem enviada em 11 de julho de 2025, às 17h55.

    Dois dias antes, Trump havia justificado a taxação em sua rede social, dizendo que a medida estava ligada ao tratamento dado a Bolsonaro, que será julgado no próximo mês pela Primeira Turma do STF por participação em uma trama golpista. O ex-presidente norte-americano classificou o processo como “caça às bruxas”.

    Malafaia também se mostrou irritado com reportagens na imprensa. Ele criticou uma publicação da jornalista Mônica Bergamo no X, que revelava uma tentativa do governador Tarcísio de Freitas de convencer ministros do STF a liberar Bolsonaro para viajar aos EUA e negociar com Trump. “O amadorismo político de vocês me impressiona! Gilmar vazou para Mônica Bergamo o pedido de vocês. Quer falar com Trump? Faz uma videoconferência, não precisava se expor. É piada!”, escreveu.

    Pouco depois, às 18h07, Malafaia relatou a Bolsonaro ter recebido ligação de um jornalista sobre uma suposta “discussão violenta” entre o ex-presidente e Eduardo. O pastor suspeitou de vazamentos de informações por alguém próximo à família. Bolsonaro, em áudios, negou o conflito.

    As críticas continuaram em novos áudios. Ao elogiar o senador Flávio Bolsonaro por uma entrevista à GloboNews, Malafaia voltou a atacar Eduardo: “E vem o teu filho babaca falar merda! Dando discurso nacionalista, que eu sei que você não é a favor disso. Dei-lhe um esporro, cara… mandei um áudio pra ele de arrombar. E disse pra ele: a próxima que tu fizer eu gravo um vídeo e te arrebento! Falei pro EDUARDO.”

    Silas Malafaia chama Eduardo Bolsonaro de “babaca inexperiente” em áudios

  • NASA e IBM se unem para criar IA capaz de prever tempestades solares

    NASA e IBM se unem para criar IA capaz de prever tempestades solares

    A NASA e a IBM lançaram a IA Surya, capaz de prever tempestades solares com mais precisão e antecedência, reduzindo riscos para satélites e redes elétricas. Em paralelo, a Google desenvolve com a agência espacial um assistente médico de IA para apoiar astronautas em missões

    A NASA e a IBM anunciaram nesta quarta-feira (20) o lançamento de um modelo de Inteligência Artificial de código aberto chamado Surya, criado para monitorar a atividade solar e prever tempestades solares com maior precisão e antecedência.

    Esses fenômenos podem afetar seriamente infraestruturas na Terra, como redes elétricas, e também danificar satélites em órbita. Segundo a IBM, o Surya tem se mostrado 16% mais preciso do que sistemas anteriores em prever, dentro de 24 horas, a ocorrência de novas tempestades solares.

    O diretor da IBM Research Europe para Irlanda e Reino Unido, Juan Bernabé-Moreno, descreveu o sistema como um “telescópio de IA para o Sol”. Ele destacou a importância de entender quando e por que esses eventos acontecem, de modo a preparar estruturas críticas para possíveis impactos.

    As autoridades já alertaram para os riscos de uma atividade solar intensa, que pode gerar perturbações nas redes elétricas e sistemas de comunicação. O aviso partiu da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e também da Agência Espacial Espanhola.

    Além disso, a Google informou que está trabalhando em parceria com a NASA no desenvolvimento de um assistente médico de IA para astronautas, chamado Crew Medical Officer Digital Assistant (CMO-DA). A ferramenta está sendo projetada para auxiliar em diagnósticos e tratamentos em missões espaciais, especialmente em situações em que não haja médicos a bordo ou em caso de falhas na comunicação com a Terra.

    O CMO-DA é multimodal, capaz de interpretar texto, voz e imagens, e está sendo testado com apoio de médicos para aprimorar sua eficiência. A Google acredita que o sistema, além do uso no espaço, poderá futuramente ser aplicado em outras áreas da saúde aqui na Terra.

    NASA e IBM se unem para criar IA capaz de prever tempestades solares

  • Exportações, emprego e investimentos tendem a recuar devido a tarifaço

    Exportações, emprego e investimentos tendem a recuar devido a tarifaço

    Tarifaço dos EUA pressiona indústria brasileira: pesquisa da CNI aponta queda nas exportações, menor intenção de investimento e redução de empregos nos próximos meses, apesar de produção industrial ainda registrar crescimento em ritmo mais moderado

    O tarifaço norte-americano contra produtos brasileiros pode fazer com que, pela primeira vez em 21 meses, as exportações do Brasil apresentem queda. O mesmo deverá ocorrer com investimentos e com os índices de emprego na indústria nacional.

    A projeção consta da Sondagem Industrial, divulgada nesta quarta-feira (20) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo o levantamento, o índice que mede a expectativa de exportações da indústria para os próximos seis meses recuou 5,1 pontos em agosto, caindo para 46,6 pontos.

    Quando abaixo de 50 pontos, o indicador sinaliza que os empresários esperam queda na quantidade exportada pelo setor.

     

    “A piora das expectativas de exportações da indústria está muito relacionada a incertezas do cenário externo, principalmente em função da nova política comercial americana”, resume a analista da CNI, Isabella Bianchi.

    Emprego em queda e produção alta

    Segundo a CNI, os reflexos das medidas anunciadas pelos Estados Unidos colaboraram para o recuo do número de empregados industriais, observado em julho de 2025, apesar de o contexto ser de aumento de produção no setor.

    “Após recuar dois pontos em agosto, o índice de expectativa de número de empregados caiu para 49,3 pontos. Isso significa que os empresários acreditam que a quantidade de postos de trabalho no setor não vai mais subir nos próximos seis meses”, informou a CNI referindo-se à queda na quantidade de trabalhadores entre junho e julho.

    O índice de evolução da produção ficou em 52,6 pontos em julho. Acima dos 50 pontos, este índice representa aumento da produção industrial em comparação a junho.

    “Os índices de expectativa de demanda e de compra de insumos e matérias primas caíram em agosto. O primeiro encolheu 2,3 pontos indo para 53,1 pontos; o segundo, recuou 1,6 ponto, para 52,1 pontos”, anunciou a CNI.

    “No entanto, como continuam acima da linha de 50 pontos, indicam perspectiva de crescimento para os próximos meses, ainda que em menor grau do que em julho”, complementou.

    Investimento e UCI

    Os empresários também estão menos propensos a investir. O índice de intenção de investimento recuou 1,6 ponto e foi para 54,6 pontos. Trata-se do menor valor para o indicador desde outubro de 2023. Ainda assim, o índice está 2,1 pontos acima da média histórica de 52,5 pontos.

    O levantamento mostra estabilidade, em 71%, da Utilização da Capacidade Instalada (UCI) permaneceu em 71%.

    Este percentual, explica a CNI, é o mesmo observado em julho de 2024, e está dois pontos percentuais acima do anotado em julho de 2023, quando marcou 69%.

    Estoques estáveis

    Foi também observada estabilidade – em 50,1 pontos – no índice que mede a evolução do nível de estoques.

    Quanto ao índice de estoque efetivo em relação ao planejado, foram observados 49,9 pontos, “revelando que os estoques estão ajustados ao planejado pelos empresários industriais”.

    A Sondagem Industrial consultou 1.500 empresas. Destas, 601 foram de pequeno porte; 518 de médio porte; e 381 de grande porte A pesquisa foi realizada entre 1º e 12 de agosto de 2025.

    Exportações, emprego e investimentos tendem a recuar devido a tarifaço

  • Moraes dá 48h para Bolsonaro explicar documento com pedido de asilo

    Moraes dá 48h para Bolsonaro explicar documento com pedido de asilo

    A Polícia Federal encontrou no celular de Jair Bolsonaro um documento com pedido de asilo político à Argentina, elaborado após o início das investigações sobre tentativa de golpe. O texto, atribuído ao ex-presidente, revela intenção de deixar o país alegando perseguição política e urgência na solicitação

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 48 horas para a defesa de Jair Bolsonaro prestar esclarecimentos sobre o documento de pedido de asilo político encontrado pela Polícia Federal (PF) no celular do ex-presidente.

    Na decisão, Moraes diz que o relatório da PF no qual Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), foram indiciados na investigação sobre as tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil demonstrou diversas tentativas de burlar as medidas cautelares que impediam o contato com investigados na trama golpista e de acesso às redes sociais, incluindo os perfis de terceiros.

    De acordo com o relatório, Bolsonaro cogitou a possibilidade de pedir asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei

    . O documento tem 33 páginas – sem assinatura e sem data – estava salvo no aparelho desde 2024. 

    Além disso, o ministro citou o contato feito pelo general Braga Netto após ser proibido de falar com Bolsonaro e trocas de mensagens entre o ex-presidente e seus aliados para passar orientações para publicação de postagens nas redes sociais. 

    “Diante do exposto. Intime-se a defesa de Jair Bolsonaro para que, no prazo de 48 horas, preste esclarecimentos sobre os reiterados descumprimentos das medidas cautelares impostas, a reiteração das condutas ilícitas e a existência de comprovado risco de fuga”, decidiu o ministro.

    Após receber o relatório de indiciamento. Moraes enviou o caso para a Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Caberá ao órgão decidir se Bolsonaro e Eduardo serão denunciados ao STF.

    Entenda:

    A Polícia Federal identificou, no celular do ex-presidente Jair Bolsonaro, um documento de 33 páginas com um pedido de asilo político direcionado ao presidente da Argentina, Javier Milei. O arquivo foi criado dois dias após o início da Operação Tempus Veritatis, que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado.

    O conteúdo, escrito em primeira pessoa e sem assinatura, afirma que Bolsonaro se considera perseguido por motivos políticos e solicita asilo em caráter de urgência. O documento é citado no relatório que embasa o indiciamento de Bolsonaro e do deputado Eduardo Bolsonaro por obstrução de investigação no Supremo Tribunal Federal.

    Segundo a PF, os metadados do arquivo indicam que Fernanda Bolsonaro, esposa do senador Flávio Bolsonaro, foi a criadora e última editora do texto. A corporação também destaca que Bolsonaro esteve na Argentina entre 7 e 11 de dezembro de 2023, período em que acompanhou a posse de Milei.

    Moraes dá 48h para Bolsonaro explicar documento com pedido de asilo

  • PF indicia Jair e Eduardo Bolsonaro em ação penal do golpe

    PF indicia Jair e Eduardo Bolsonaro em ação penal do golpe

    A decisão consta de relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e também incluiu medidas contra o pastor Silas Malafaia, que foi alvo de mandado de busca e apreensão e teve o passaporte retido.

    A Polícia Federal indiciou, nesta quarta-feira (20), o ex-presidente Jair Bolsonaro e o seu filho o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por tentativa de obstrução de Justiça no inquérito que investiga a trama golpista no país, em curso no STF (Supremo Tribunal Federal).

    O relatório final da investigação, entregue ao tribunal na sexta-feira (15), diz que os dois cometeram crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado democrático de Direito.

    A decisão do relatório enviado ao Supremo também incluiu medidas contra o pastor Silas Malafaia, que foi alvo de mandado de busca e apreensão e teve o passaporte retido.

    Segundo a PF, agentes cumpriram busca pessoal contra Malafaia, com apreensão de celular e de outros materiais. O pastor retornou ao Brasil vindo de Lisboa e, ao desembarcar no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, foi levado para prestar depoimento.

    O relatório da Polícia Federal aponta que do celular de Jair Bolsonaro foram recuperados áudios e mensagens com Eduardo Bolsonaro e Malafaia que haviam sido apagados. O material reforçaria, segundo os investigadores, tentativas de intimidação a autoridades brasileiras e de interferência nos inquéritos que apuram os atos golpistas.

    A PF também identificou conversas em que Jair Bolsonaro teria discutido com aliados a possibilidade de solicitar asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei. O inquérito foi aberto em maio, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), após indícios de que Eduardo Bolsonaro buscava apoio do governo dos Estados Unidos para sanções contra ministros do STF.

    Jair Bolsonaro já cumpre prisão domiciliar por descumprimento de ordens judiciais. Em julho, o ministro Alexandre de Moraes prorrogou a investigação por mais 60 dias.

    Eduardo Bolsonaro encontra-se atualmente nos Estados Unidos, morando com a família no Texas, mas segue no centro da trama golpista investigada pelo STF. Ele é alvo de apurações sobre seu envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e está envolvido em polêmica internacional após suspeitas de ter articulado para que o ministro Alexandre de Moraes fosse incluído em uma lista de sanções da Lei Magnitsky.

    PF indicia Jair e Eduardo Bolsonaro em ação penal do golpe

  • Eduardo xinga Jair Bolsonaro em mensagens: 'VTNC seu ingrato do caralho'

    Eduardo xinga Jair Bolsonaro em mensagens: 'VTNC seu ingrato do caralho'

    Mensagens reveladas pela PF mostram Eduardo Bolsonaro xingando o pai após ser chamado de imaturo em entrevista. O episódio expõe desentendimentos familiares e políticos, enquanto o deputado segue investigado por sua atuação nos EUA em defesa de sanções contra autoridades brasileiras

    (CBS NEWS) – Mensagens reproduzidas no relatório final em que a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) mostram o deputado federal xingando o pai devido a uma entrevista em que ele foi chamado de imaturo.

    No diálogo via aplicativo WhatsApp Eduardo manifesta grande incômodo pelo fato de Bolsonaro tê-lo chamado de imaturo na entrevista, em 15 de julho, devido a divergências do deputado com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), e passa a atacá-lo com palavrões.

    “VTNC SEU INGRATO DO CARALHO’!, escreveu Eduardo em maiúsculas, usando a sigla que significa “vai tomar no c…”

    Em nota divulgada na noite desta quarta-feira, o deputado critica o vazamento do que chamou de conversas entre pai e filho.

    “Me fudendo aqui! VC ainda te ajuda a se fuder aí!. (..) Se o IMATURO do seu filho de 40 anos não puder encontrar com os caras aqui, PORQUE VC ME JOGA PRA BAIXO, quem vai se fuder é vc E VAI DECRETAR O RESTO DA MINHA VIDA NESTA PORRA AQUI”, prossegue o parlamentar, que cobra “responsabilidade” do pai.

    Na entrevista, concedida ao portal Poder360, Bolsonaro diz que as divergências entre o filho e Tarcísio estavam superadas e diz: “Ele [Eduardo Bolsonaro] apesar de ter feito 40 anos de idade agora, né… ele não é tão maduro assim, vamos assim dizer, talhado para a política… tá bem. Ele acerta 90% das vezes, 9% quando meio e 1% está errando”, afirmou.

    Após a entrevista, Eduardo manda mensagem ao pai dizendo que ia deixar de lado a história, mas que estava com vontade de dar “mais uma porrada” em Tarcísio devido às críticas recebidas do pai.

    De acordo com o relato da PF, Bolsonaro e o filho seguem o diálogo por meio de mensagens de áudio que não puderam ser recuperadas.

    Em seguida, o deputado manda nova mensagem pedindo a Bolsonaro para vê-lo como o ex-presidente Michel Temer (MDB).

    “Quero que vc olhe para mim e enxergue o Temer, vc falaria isso do Temer?”

    “Na madrugada do dia 16.07.2025”, prossegue a PF, Eduardo “pede desculpas ao pai pelas falas realizadas no dia anterior, alegando que ‘estava puto na hora’.

    Em seguida, encaminha a foto de uma publicação por ele realizada em seu perfil na plataforma social X, pacificando o conflito entre ele e Tarcisio”.

    “Peguei pesado…”, diz Eduardo em uma das mensagens de desculpas enviadas ao pai.

    A PF também descreve uma mensagem enviada a Jair Bolsonaro pelo pastor Silas Malafaia tratando do mesmo assunto, ou seja, a entrevista em que ele chamou o filho de imaturo. O aliado diz que o ex-presidente “errou feio”.

    “Você queimar seu garoto, aí não. Vai me desculpar. E olha que eu bato. Eu mando mensagem para EDUARDO batendo nele”, disse Malafaia de acordo com a mensagem reproduzida pela PF.

    “Isso é um erro estratégico, de alto grau. Você não tinha que bater no rapaz. Olha o trabalho que o cara está fazendo. Você podia até… é um direito seu, eu nem questiono. Você podia até defender o TARCÍSIO. Legal. Agora, você batendo o teu filho, que está fazendo um trabalho junto a autoridades, falando com os principais assessores de DONALD TRUMP, conseguindo produzir isso tudo aí que o TRUMP tá fazendo… aí você errou, mas errou feio.”

    Eduardo passou a ser investigado em razão de sua atuação nos Estados Unidos, onde está desde março articulando pedidos de sanção contra autoridades brasileiras.

    A atuação do parlamentar motivou a abertura em maio de um inquérito no STF a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República). A instituição alega que o comportamento do político no exterior deve ser investigado pelos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado democrático de Direito.

    A Procuradoria também ressaltou que a “tentativa de submeter o funcionamento do Supremo Tribunal Federal ao crivo de outro Estado caracteriza atentado à soberania nacional”, crime previsto no Código Penal.

    Sobre a investigação, Eduardo afirmou em nota que a atuação dele nos EUA não tem objetivo de interferir no processo em curso no Brasil e chamou de “crime absolutamente delirante” os apontamentos da Polícia Federal que resultaram em seu indiciamento. Ele disse ainda ser “lamentável e vergonhoso” o que ele chamou de vazamento de conversas entre pai e filho.

    As punições impostas pelos EUA ao Brasil, que incluíram sanções financeiras ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) por meio da chamada Lei Magnitsky, têm sido defendidas por Eduardo, e o deputado atuou em conexão com autoridades do governo de Donald Trump para pressionar pelo arquivamento do processo contra o ex-presidente.

    Na semana passada, numa rodada de conversas em Washington, Eduardo fez um balanço a integrantes do governo Donald Trump da repercussão das sanções dos Estados Unidos no Brasil e discutiu a ampliação de punições a autoridades brasileiras.

    Na ocasião, o deputado disse ter enfatizado em reunião com o secretário do Tesouro, Scott Bessent, que os ganhos financeiros da família de Alexandre de Moraes têm grande participação da mulher do magistrado, Viviane Barci, como advogada.

    Em paralelo, Eduardo e o empresário Paulo Figueiredo, que também estava no encontro, passaram a percepção de que bancos brasileiros não estão executando as sanções a Moraes pela Lei Magnistky na totalidade.

    Eduardo xinga Jair Bolsonaro em mensagens: 'VTNC seu ingrato do caralho'