Autor: REDAÇÃO

  • Trump afirma que os Estados Unidos receberão urânio enriquecido do Irã

    Trump afirma que os Estados Unidos receberão urânio enriquecido do Irã

    Segundo presidente americano, negociações podem avançar já neste fim de semana no Paquistão. Trump não descarta viajar a Islamabad para assinar eventual acordo; regime iraniano não comenta declarações

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (6) que os Estados Unidos vão receber o urânio enriquecido do Irã, enquanto os dois países tentam chegar a um acordo sobre o fim da guerra.

    O Irã ainda não entregou mais de 400 kg de urânio altamente enriquecido. Antes dos ataques dos Estados Unidos a instalações nucleares no Irã, em junho de 2025, a Agência Internacional de Energia Atômica estimava que o país possuía aproximadamente 440 kg de urânio enriquecido a 60%, muito acima do limite de 3,67% estabelecido por um acordo de 2015 do qual os EUA posteriormente se retiraram.

    Teerã ainda não comentou a declaração de Trump. Mas, anteriormente, o regime iraniano já havia afirmado que suas reservas de urânio enriquecido não seriam transferidas “para lugar nenhum”. Um dos objetivos centrais de Trump ao lançar ataques militares contra o Irã era garantir que Teerã não desenvolvesse uma arma nuclear.

    Na versão de Trump, o governo iraniano teria aceitado “devolver o ‘pó’ nuclear”. Os Estados Unidos afirmam que a substância pode ser usada para fabricar armas nucleares, e Trump tem afirmado que a exigência fundamental de seu país é que o Irã nunca venha a desenvolver uma arma deste tipo.

    Apesar das alegações norte-americanas, o Irã diz que nunca quis ter bomba atômica. O embaixador do Irã na França, Mohammad Amin Nejad, disse que o programa nuclear iraniano “era pacífico”. “Estava sob inspeção da Agência Internacional de Energia Atômica, e não havia nenhuma dúvida. Entre 2015 e 2018, houve 15 relatórios confirmando o caráter pacífico das instalações nucleares iranianas.” E concluiu: “Nunca tivemos a intenção de ter a bomba atômica.”

    Negociações avançaram e podem resultar em um texto curto com 14 pontos para declarar o fim do conflito e abrir uma rodada de conversas. “Vamos concluir isso muito em breve. Estamos quase lá”, declarou uma fonte paquistanesa em condição de anonimato.

    Casa Branca espera uma resposta do Irã sobre pontos-chave em até 48 horas, de acordo com o site Axios. O veículo informou que o memorando prevê uma janela de 30 dias para negociar um acordo mais detalhado sobre navegação no Estreito de Hormuz, programa nuclear iraniano e sanções.

    Proposta inclui suspensão ou atraso do Irã no enriquecimento nuclear. Do lado americano, suspensão de sanções e liberação de bilhões de dólares em recursos iranianos congelados, segundo o Axios. O texto também prevê que as duas partes suspendam restrições ao trânsito pelo Hormuz.

    Trump suspendeu por alguns dias a missão naval “Projeto Liberdade”, criada para guiar navios pelo estreito, citando progresso nas conversas. Nas redes sociais, ele escreveu: “Concordamos mutuamente que, embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, o Projeto Liberdade será suspenso por um curto período de tempo para verificar se o acordo pode ser finalizado e assinado”.

    Presidente norte-americano também ameaçou voltar a bombardear o Irã se não houver acordo para o fim da guerra. “Se eles não concordarem, o bombardeio começará e será, infelizmente, em um nível e intensidade muito mais elevados do que antes”, afirmou Trump nas redes sociais.

    Departamento de Estado e Casa Branca não responderam a pedidos de comentário da Reuters. O Axios relatou que, se as negociações falharem, forças americanas podem restabelecer o bloqueio ou retomar ações militares.

    Trump afirma que os Estados Unidos receberão urânio enriquecido do Irã

  • Larissa Bocchino diz que aprendeu com papel em 'Guerreiros do Sol'

    Larissa Bocchino diz que aprendeu com papel em 'Guerreiros do Sol'

    Na trama, atriz interpreta Ivonete, uma personagem que movimenta a história e causa ‘um furdunço’. Além de televisão, streaming, cinema e direção, intérprete tem paixão por registrar os bastidores

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Entre novelas de época, séries para o streaming e projetos autorais, Larissa Bocchino, 28, diz viver um momento intenso, criativo e cheio de paixão pelo que faz. Em conversa com a reportagem, a atriz fez uma análise sobre a nova fase da carreira, os desafios mais recentes e até um lado pouco conhecido: o amor por fotografar os bastidores.

    De volta à TV aberta com “Guerreiros do Sol”, Larissa não esconde certa empolgação com a trama das 22h da Globo, uma novela que mergulha no universo do cangaço -com direito a releitura da história de Lampião e muito drama familiar. “É uma obra muito especial, com um cuidado enorme na direção, na fotografia, no elenco. E é lindo poder levar isso para a TV aberta”, comemora.

    Na trama, a atriz interpreta Ivonete, uma personagem que movimenta -e muito- a história. “Ela vem causar um furdunço”, brinca Larissa.

    Forte, sensual e dona de si, Ivonete surge como uma mulher à frente de seu tempo. E, pelo visto, deixou marcas na própria atriz. “Ela me ensinou uma certa autonomia, uma altivez que foi muito gostosa de trabalhar em mim”, revela.

    Mas nem tudo é identificação, já que Larissa diz ainda estar em processo de descoberta pessoal. “A Ivonete tem uma autoconsciência muito forte, sabe exatamente o lugar dela”, avalia. “Eu ainda estou entendendo os meus.”

    Além da novela, a atriz aguarda ansiosa a estreia série “Os Doze Signos de Valentina”, que é baseada no livro de Ray Tavares e será disponibilizada pela Netflix ainda neste ano. Ela acaba de finalizar as gravações e faz mistério sobre a personagem. “Não me autorizaram a contar nada!”, diverte-se, antes de entregar um spoiler: “Foi uma das coisas mais divertidas que já fiz”.

    Como se não bastasse, Larissa também está mergulhada no cinema. Ela finaliza um filme que dirigiu e celebra a seleção de “Levantados do Chão”, de Matheus Abreu, para o Marché du Film, no Festival de Cannes. O longa, gravado em Minas Gerais, aborda o impacto das mineradoras nas comunidades locais. “É um projeto muito importante para a gente”, diz.

    Movida pela arte -“é o que me levanta”-, Larissa acredita no poder transformador do que faz. “A gente consegue tocar o outro, trazer emoção, esperança. Isso é uma honra”, comenta.

    E tem mais: nos bastidores, ela encontrou um novo jeito de contar histórias. Durante as gravações, passou a fotografar a equipe técnica -muitas vezes invisibilizada- e compartilhou tudo com eles. “Fiz mais de 3 mil fotos. Foi emocionante ver o quanto aquilo significou”, conta.

    Para completar, lançou ainda a página La Boca Filmes, onde divide sua paixão por cinema e análises de grandes nomes -como Federico Fellini. “Eu respiro arte”, resume, com um sorriso que entrega: vem muito mais por aí.

    Larissa Bocchino diz que aprendeu com papel em 'Guerreiros do Sol'

  • Alerj não pode rever prisão do deputado Thiago Rangel, decide Moraes

    Alerj não pode rever prisão do deputado Thiago Rangel, decide Moraes

    Parlamentar foi preso ontem em operação da Polícia Federal; Moraes se antecipou a eventual votação que poderia ser realizada pela Alerj e decidiu que a prisão não poderia ser revista por outros deputados

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (6) que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) não poderá realizar uma sessão para rever a decisão que determinou a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante). Com o entendimento, o parlamentar continuará preso por tempo indeterminado. 

    Na terça-feira (5), Rangel foi alvo da quarta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), que apura supostas fraudes em contratos de compras para a Secretaria de Educação do estado.

    Na decisão, Moraes se antecipou a eventual votação que poderia ser realizada pela Alerj. De acordo com a Constituição do Estado do Rio de Janeiro, quando um deputado é preso, a Casa tem prazo de 24 horas para realizar uma votação para decidir se a prisão será mantida.No entendimento do ministro, essa espécie de “imunidade” concedida aos parlamentares também está prevista na Constituição Federal, mas é usada por diversas assembleias para “garantir a impunidade” dos parlamentares.

    “Efetiva e lamentavelmente, as assembleias Legislativas de diversos estados têm utilizado o entendimento desse Supremo Tribunal Federal para garantir um sistema de total impunidade aos deputados estaduais”, comentou. De acordo com Moraes, a norma da Constituição fluminense não pode ser aplicada de forma automática ao caso de Thiago Rangel.

    “Pois não é razoável, proporcional e adequada a aplicação automática de sua literalidade quando, ao invés de atender a ratio [razão] da previsão constitucional federal de simetria aos congressistas, tem sua natureza desvirtuada para a perpetuação de impunidade de verdadeiras organizações criminosas infiltradas no seio do Poder Público”, afirmou Moraes. 

    Audiência

    Na mesma decisão, Moraes marcou para esta quarta-feira (6), às 16h, uma audiência de custódia para verificar as condições de prisão do deputado. A audiência será realizada por uma juíza auxiliar do ministro e tem caráter de formalidade processual, ou seja, a prisão preventiva será mantida.

    Defesa

    Em nota à imprensa divulgada após a prisão, a defesa do deputado estadual Thiago Rangel disse que o parlamentar nega a prática de atos ilícitos e prestará os esclarecimentos necessários durante a investigação. “A defesa ressalta que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida”, declararam os advogados.

    Alerj não pode rever prisão do deputado Thiago Rangel, decide Moraes

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  • Israel viola trégua no Líbano e volta a atacar Beirute

    Israel viola trégua no Líbano e volta a atacar Beirute

    Netanyahu anuncia que operação, a primeira na capital desde cessar-fogo, mirou comandante do grupo Hezbollah. Acordo de paz entre os dois lados segue incerto; Ministério da Saúde local registrou mais de 2.700 mortos desde março

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Israel violou o cessar-fogo no Líbano e atacou a capital Beirute nesta quarta-feira (6) pela primeira vez desde que concordou com a trégua com o Hezbollah no mês passado. Autoridades israelenses afirmaram ter como alvo um comandante da força de elite Radwan do grupo extremista, nos subúrbios do sul da cidade.

    O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, anunciaram a ação em uma declaração conjunta. A mídia israelense informou que o comandante foi morto no ataque, mas não houve confirmação por parte das Forças Armadas israelenses ou do Hezbollah.

    O cessar-fogo no Líbano faz parte de uma trégua mais ampla entre os Estados Unidos e o Irã. A suspensão das incursões isrelenses no Líbano foram uma exigência fundamental do regime iraniano para o acordo firmado em abril. Desde então, ambos os lados se acusaram mutuamente de violar o cessar-fogo.

    Enquanto o Irã e os EUA afirmam estar se aproximando de um acordo para pôr fim ao conflito, os ataques desta quarta ameaçam o cessar-fogo que interrompeu os ataques de Israel a Beirute. Tropas israelenses permaneceram em áreas ao sul do rio Litani e os ataques continuaram no sul do Líbano durante o período de trégua. O Hezbollah, aliado do Irã, respondeu com ataques de drones contra soldados israelenses.

    Israel pediu, nesta quarta, que os moradores se retirassem de várias aldeias ao norte do rio Litani, o que representa uma expansão da zona de ação israelense no território libanês. As negociações entre os dois países continuaram durante as últimas semanas, mas ocorreram principalmente no nível de embaixadores.

    NEGOCIAÇÃO ENTRE OS PAÍSES

    O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, afirmou nesta quarta que é prematuro falar de qualquer reunião de alto nível entre as nações. Em comentários divulgados pela agência de notícias estatal, o premiê afirmou que a consolidação de um cessar-fogo efetivo seria a base para quaisquer novas negociações entre enviados dos governos libanês e israelense em Washington.

    No mês passado, Washington sediou duas reuniões entre os embaixadores de Israel e do Líbano nos Estados Unidos. O Hezbollah se opõe veementemente a esses contatos.

    Desde que o Hezbollah desencadeou a mais recente escalada ao abrir fogo em apoio ao Irã em 2 de março, o governo libanês liderado por Salam e pelo presidente Joseph Aoun iniciou os contatos de mais alto nível de Beirute com Israel em décadas, refletindo profundas divisões entre o grupo muçulmano xiita, que rechaça os contatos, e seus oponentes governistas.

    Ao anunciar uma prorrogação de três semanas do cessar-fogo em 23 de abril, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que esperava receber Netanyahu e Aoun em um futuro próximo e que via “uma grande chance” de os países chegarem a um acordo de paz ainda este ano.

    Salam afirmou que o Líbano não buscava “a normalização com Israel, mas sim alcançar a paz”. Segundo ele, a “exigência mínima é um cronograma para a retirada de Israel” e, com um acordo, o governo libanês desenvolveria seu plano para restringir as armas ao controle do Estado -um esforço alinhado com a demanda israelense de desarmar o Hezbollah.

    Aoun disse esta semana que não era o momento certo para uma reunião com Netanyahu. O Líbano “deve primeiro chegar a um acordo de segurança e à suspensão dos ataques israelenses, antes de levantarmos a questão de uma reunião entre nós”, afirmou.

    Israel criou uma zona de segurança autoproclamada que se estende por até 10 km no sul do Líbano, afirmando que o objetivo seria proteger o norte do país judaico contra os membros do Hezbollah infiltrados em áreas civis.

    CRISE HUMANITÁRIA

    O Ministério da Saúde do Líbano informou nesta quarta que um ataque aéreo israelense matou quatro pessoas, incluindo duas mulheres e um idoso, na cidade de Zelaya, no sul do país.

    A ONG Médicos Sem Fronteiras publicou, também nesta quarta, um novo relatório em que denuncia ataque aéreos diários por parte de Israel. “Temos visto uma série de ferimentos graves desde o início do suposto cessar-fogo”, relatou Thienminh Dinh, médica de emergência da MSF que atua em dois hospitais na região de Tiro, ao sul.

    As Forças Armadas israelenses afirmaram que o Hezbollah lançou drones explosivos e foguetes contra soldados israelenses nesta quarta, ferindo dois militares. Também informaram que a Força Aérea interceptou uma aeronave hostil antes que ela cruzasse a fronteira com Israel e anunciaram ataques contra infraestruturas do Hezbollah em várias áreas do país.

    Segundo o relatório das MSF, a ONG “está adaptando sua forma de atuação para continuar oferecendo apoio às equipes hospitalares, que estão exaustas após mais de dois meses de bombardeios contínuos e um cessar‑fogo que não trouxe alívio”.

    A organização ainda apontou a piora da situação de saúde mental dos libaneses. As equipes no sul do país “estão aumentando o número e a frequência de clínicas móveis, chegando a comunidades mais remotas e a famílias que decidiram retornar após o anúncio do cessar-fogo, mas cuja saúde mental está se deteriorando”, diz o texto.

    Mais de 2.700 pessoas foram mortas na guerra no Líbano desde 2 de março, segundo o Ministério da Saúde local. Somente após o cessar-fogo, são ao menos 385 mortos e 685 feridos.

    As Forças Armadas israelenses afirmam que o Hezbollah disparou centenas de foguetes e drones contra Israel durante esse período, e o governo de Israel anunciou que 17 soldados foram mortos no território libanês, além de dois civis no norte de Israel.

    Israel viola trégua no Líbano e volta a atacar Beirute

  • Irmão de D4vd lança carreira musical em meio a acusações de assasinato contra o cantor

    Irmão de D4vd lança carreira musical em meio a acusações de assasinato contra o cantor

    Caleb Burke adotou o nome artístico Kova e lançou duas músicas. Internautas acusam jovem de insensibilidade e de se promover com a polêmica

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Caleb Burke debutou em sua carreira solo na música em meio às acusações de que o irmão, o cantor D4vd, teria assassinado uma adolescente de 14 anos nos Estados Unidos. A estreia do jovem repercutiu entre internautas, que criticaram o lançamento e o acusaram de aproveitar a atenção em torno do caso para se promover.

    Usando o nome artístico Kova, Caleb criou novos perfis nas redes em abril e lançou duas músicas, nmomeadas “Imaginary Love” e “S*x”. Antes disso, ele havia se apresentado ao lado do irmão sob o nome artístico Cvleb, mas sem investir em um projeto individual.

    Antes da estreia, no dia 23 de abril, Caleb publicou uma mensagem que chamou atenção dos fãs. Em um story no Instagram, escreveu: “Todos os pedófilos e estupradores devem morrer. Fim”. A frase foi interpretada por parte do público como uma possível indireta relacionada às acusações contra o cantor, acusado de matar e esquartejar Celeste Rivas, de 14 anos, com quem ele mantinha um relacionamento segundo os investigadores.

    A mãe da adolescente relatou o desaparecimento da filha às autoridades em abril de 2024. O corpo de Celeste foi encontrado em setembro de 2025 dentro de um Tesla pertencente ao cantor, abandonado em Hollywood. O veículo foi levado para um pátio, onde funcionários acionaram as autoridades após perceberem insetos e um forte odor vindo do carro. D4vd foi preso em Los Angeles no dia 14 de abril e permanece detido sem direito a fiança.

    Irmão de D4vd lança carreira musical em meio a acusações de assasinato contra o cantor

  • Flamengo e Grêmio anunciam novo acordo com Libra até 2029 e ampliam receitas

    Flamengo e Grêmio anunciam novo acordo com Libra até 2029 e ampliam receitas

    (UOL/FOLHAPRESS) – Flamengo e Grêmio anunciaram nesta quarta-feira (06), um novo acordo com a Libra, válido até 2029, que prevê o aumento da participação dos clubes nas receitas de audiência.

    O novo acordo segue um critério diferente para o rateio da verba de audiência entre os clubes e aumenta a participação de Flamengo e Grêmio nas receitas.

    A verba de audiência está prevista no contrato entre os clubes da Libra e a Globo e corresponde a 30% do valor fixo que os clubes recebem pelos direitos de transmissão.

    A proposta de Flamengo e Grêmio, de acordo com os próprios clubes, é defendida desde o início do ano, mas só foi aceita pelos demais clubes da Libra no último fim de semana, selando o novo acordo.

    Nesta terça-feira (5), o Palmeiras anunciou a saída da Libra, destacando em nota que o grupo se tornou “heterogêneo” e passou a “tratar exclusivamente de interesses individuais”.

    Além de Flamengo e Grêmio, a Libra conta com Atlético-MG, Bahia, Red Bull Bragantino, São Paulo, Santos, Vitória; Paysandu, Remo, ABC, Guarani, Sampaio Corrêa.

    VEJA A NOTA CONJUNTA DE FLAMENGO E GRÊMIO SOBRE O NOVO ACORDO

    “O Clube de Regatas do Flamengo e o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense informam que, desde o início deste ano, defenderam conjuntamente um critério de rateio da verba de audiência, prevista no contrato firmado entre a Globo e os clubes da Libra, que reconheça a capacidade de cada clube de gerar valor econômico.

    Essa atuação foi fundamental para que Flamengo, Grêmio e os demais clubes da Libra firmassem, no último fim de semana, um acordo que encerra a divergência sobre a distribuição das receitas de audiência, parcela que corresponde a 30% da remuneração fixa total prevista no contrato de direitos de transmissão até 2029.

    O entendimento alcançado representa um equilíbrio entre o modelo defendido por Grêmio e Flamengo e a posição dos demais clubes da Libra. O esforço conjunto de todas as partes foi decisivo para a construção de uma solução consensual.

    O acordo garante que, no período de 2026 a 2029, Flamengo e Grêmio ampliarão suas participações nas receitas de audiência em relação ao modelo anteriormente proposto, assegurando receitas adicionais para ambos os clubes.

    Flamengo e Grêmio reforçam seu compromisso com a construção de uma liga forte, sustentável e alinhada às melhores práticas internacionais, destacando que o diálogo, a responsabilidade institucional e a capacidade de convergência são fundamentais para o desenvolvimento do futebol brasileiro.”

    Flamengo e Grêmio anunciam novo acordo com Libra até 2029 e ampliam receitas

  • Dino alerta sobre penduricalhos 'absolutamente vedados' após decisão do STF

    Dino alerta sobre penduricalhos 'absolutamente vedados' após decisão do STF

    Ministros dizem que benefícios fora de tese da corte podem gerar responsabilidade penal, civil e administrativa. Despachos foram dados em meio à articulação de órgãos para criar novos adicionais salariais

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro do STF Flávio Dino fez um alerta, em despacho publicado nesta quarta-feira (6), de que estão “absolutamente vedados” a criação e o pagamento de penduricalhos que não estejam autorizados pela tese da corte sobre supersalários aprovada em março, em meio à proliferação de novos adicionais em Tribunais de Justiça e Ministérios Públicos.

    A decisão do ministro surge após a articulação de órgãos para criar adicionais salariais, mesmo após julgamento no STF barrar parte dos penduricalhos.

    Como mostrou a Folha, 14 iniciativas em tribunais e Ministérios Públicos de ao menos oito estados regulamentaram ou discutem criar penduricalhos depois da decisão que limitou o pagamento de verbas extras a magistrados, promotores e procuradores.

    “Estão absolutamente vedados a criação, a implantação ou o pagamento de quaisquer parcelas de caráter remuneratório ou indenizatório, sob qualquer rubrica, inclusive que tenham sido implantadas após o julgamento”, afirma o ministro no despacho.

    O texto reforça ainda que o descumprimento da regra pode gerar pena de responsabilidade penal, civil e administrativa dos presidentes do tribunais, do procurador-geral da República, do advogado-geral da União, do defensor público da União, dos procuradores-gerais de Justiça e do Estado, dos defensores públicos e demais ordenadores.

    A Justiça Militar também criou penduricalho por acúmulo de funções, que prevê um extra de até R$ 15 mil na remuneração, como mostrou a Folha. Além da majoração da verba, houve ampliação no escopo de atividades consideradas para o recebimento.

    A coluna Painel, da Folha de S.Paulo, revelou que o presidente do TRT-3 (Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região), de Minas Gerais, definiu a criação de gratificações extras para acúmulo de jurisdição e tempo de serviços prestados.

    Na decisão de março, o Supremo autorizou o pagamento de valores acima do teto constitucional até que o Congresso Nacional aprove uma legislação sobre o tema, mas estabelece um limite que até então não existia. O teto constitucional seguirá sendo R$ 46.366, mas os adicionais podem superar esse valor, a depender do caso.

    A tese do STF estabeleceu que as verbas indenizatórias no Judiciário e no Ministério Público deverão ser submetidas a um limite de 70% do salário dos servidores. Entre os valores que podem ultrapassar o teto estão as diárias, dadas para ressarcir funcionários em caso de viagens, e os adicionais por atuar em comarcas de difícil provimento.

    Dino alerta sobre penduricalhos 'absolutamente vedados' após decisão do STF

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  • Vaticano publica documento sobre inclusão de LGBTQIA+ e com críticas à 'cura gay'

    Vaticano publica documento sobre inclusão de LGBTQIA+ e com críticas à 'cura gay'

    Relatório foi elaborado por grupo de estudos e apresenta depoimentos de dois católicos homossexuais. Papa Leão 14 já disse que deve seguir políticas de Francisco, incluindo o acolhimento de católicos gays

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Vaticano publicou um documento apontado como histórico em que inclui depoimentos de dois fiéis LGBTQIA+ e reconhece o papel da Igreja Católica na “solidão, angústia e estigma” enfrentados por pessoas com atração por outras do mesmo sexo. O texto ainda critica os impactos da chamada terapia de conversão, também conhecida como “cura gay”, e descreve seus efeitos como devastadores.

    O relatório foi elaborado por integrantes de um grupo de estudos que inclui bispos, padres, uma freira e um leigo. Publicado na terça-feira (5) com o título “Critérios teológicos e metodologias sinodais para o discernimento compartilhado de questões doutrinárias, pastorais e éticas emergentes”, o texto aborda questões consideradas controversas na Igreja, incluindo a inclusão de pessoas LGBTQIA+.

    “Desejamos destacar o seguinte: a solidão, a angústia e o estigma que acompanham as pessoas com atração pelo mesmo sexo e suas famílias, não apenas na sociedade, mas também dentro da Igreja; isso muitas vezes está ligado à tentação de se esconder em uma ‘vida dupla’”, diz trecho do documento.

    O relatório foi produzido com base em testemunhos. Em um deles, um homem gay em Portugal diz ter cicatrizes provocadas por experiências na comunidade cristã. Ele relata ter passado por processos de terapias de conversão que, segundo ele, atingem a dignidade das pessoas. Num dos episódios marcantes, diz ter sido aconselhado por um diretor espiritual a se casar com uma mulher para “encontrar paz”.

    “Senti-me ofendido: era uma sugestão para prejudicar uma mulher, roubando-lhe a chance de ser completamente amada e desejada, tudo para cumprir uma expectativa social. Trazendo tudo à luz: esse encontro inicial e doloroso levou-me a esvaziar minha oração diária, excluindo meu relacionamento e minha vida afetiva da minha conversa com Cristo”, diz trecho do depoimento.

    O homem relata ainda a experiência de seu marido, que diz ter enfrentado resistência familiar com base em interpretações religiosas. Segundo ele, a mudança de postura ocorreu de forma gradual à medida que a família passou a reconhecer o compromisso do casal com a fé.

    Ainda para o autor do depoimento, pequenos gestos de aceitação dentro da comunidade cristã podem ter impacto significativo na superação de conflitos familiares e na ampliação da inclusão social.

    Em outro depoimento, um homem nos Estados Unidos afirma que sua sexualidade não é uma “perversão, um distúrbio ou um fardo”, mas um “presente de Deus”, e relata viver atualmente um casamento “feliz e saudável”, no qual se sente plenamente realizado como católico assumido. Segundo ele, esse processo foi construído ao longo de anos de oração, terapia e convivência em comunidades acolhedoras.

    O fiel diz que iniciou sua primeira relação homoafetiva aos 28 anos, o que teria contribuído para seu amadurecimento pessoal e espiritual. Ele também aborda sua experiência com grupos católicos voltados a pessoas com atração pelo mesmo sexo. Quando mais novo, ainda sem assumir sua orientação, diz ter participado de iniciativas ligadas à chamada terapia de conversão, que descreve como pouco eficazes e marcadas por sofrimento.

    O homem também destaca a importância de paróquias com grupos voltados à população LGBTQIA+, nas quais diz ter encontrado acolhimento. Apesar dos avanços, aponta dificuldades, incluindo episódios de homofobia na Igreja.

    Os homens que fizeram os depoimentos não são identificados. Os dois defendem que a Igreja Católica reconheça a dignidade das pessoas LGBTQIA+.

    O relatório foi produzido no âmbito do Sínodo sobre a Sinodalidade, convocado pelo papa Francisco, morto em abril de 2025, para debater o futuro da Igreja.

    Embora não faça recomendações para mudanças na doutrina, o documento provocou reações. Setores mais conservadores manifestaram preocupação com possíveis questionamentos aos ensinamentos da Igreja, enquanto defensores da inclusão celebraram o avanço no reconhecimento de direitos LGBTQIA+.

    No ano passado, o Vaticano publicou novas orientações para seminários que permitem que homens gays se tornem padres -desde que sejam celibatários. O documento, elaborado pela CEI (Conferência Episcopal Italiana), recuou de uma instrução de 2016 que barrava seminaristas que tivessem “tendências homossexuais profundas”.

    O movimento da CEI foi mais um aceno do papado de Francisco à população LGBTQIA+, junto a decisões como a que permitiu que padres abençoem casais do mesmo sexo e pessoas em seu segundo casamento.

    Leão 14, o primeiro papa americano, já afirmou que deve seguir algumas políticas de Francisco, incluindo o acolhimento de católicos gays e mais abertura para mulheres em cargos de liderança, mas que não pretende promover grandes mudanças na doutrina católica.

    Vaticano publica documento sobre inclusão de LGBTQIA+ e com críticas à 'cura gay'

  • Angelina Jolie vence etapa de batalha judicial contra Brad Pitt por vinícula

    Angelina Jolie vence etapa de batalha judicial contra Brad Pitt por vinícula

    Ator tentava obrigar ex-mulher a entregar mensagens sobre negociação de 2021. Château Miraval tem 600 hectares e produz vinhos rosê na Provença

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Justiça de Los Angeles tomou uma decisão favorável à Angelina Jolie na disputa judicial com Brad Pitt pelo Château Miraval, vinícola adquirida pelo ex-casal durante o casamento e um dos principais focos da batalha travada desde a separação, em 2016. O tribunal negou um pedido do ator para acessar e-mails privados relacionados à venda da participação da atriz na propriedade francesa.

    Segundo o site Page Six, Pitt tentava obrigar Jolie a entregar mensagens trocadas durante a negociação que resultou, em 2021, na venda da fatia da atriz na vinícola Miraval. Mas o Tribunal Superior de Los Angeles entendeu que os documentos estão protegidos por sigilo legal e concluiu que o ator não apresentou justificativas suficientes para quebrar essa proteção.

    A decisão ainda permite que o pedido seja reapresentado futuramente, caso a defesa de Pitt apresente novos fundamentos. Até lá, porém, o entendimento representa um revés para a estratégia jurídica do ator na disputa envolvendo a propriedade.

    Em comunicado divulgado após a decisão, o advogado de Jolie, Paul Murphy, classificou a tentativa de acesso aos documentos como um excesso evidente. Segundo ele, Pitt chegou a solicitar 126 arquivos confidenciais antes de reduzir o pedido para 22 documentos. A defesa da atriz sustenta que o ator tenta ampliar o controle sobre diferentes aspectos ligados à ex-mulher, incluindo comunicações protegidas judicialmente.

    Localizado em Correns, na região de Provença, na França, o Château Miraval tem cerca de 600 hectares, dos quais aproximadamente 30 são destinados à produção de vinhos rosê. A propriedade inclui ainda florestas, olivais, lago privado e uma residência histórica.

     

    Angelina Jolie vence etapa de batalha judicial contra Brad Pitt por vinícula

  • ‘Pensando que eu seria o Federer’, diz Fonseca sobre pressão externa

    ‘Pensando que eu seria o Federer’, diz Fonseca sobre pressão externa

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O brasileiro João Fonseca, de 19 anos, deu detalhes de como lidou com a pressão externa no início da carreira e com as expectativas de que viraria “o Roger Federer de um dia para o outro”.

    Fonseca afirmou que o início foi “louco” e que a situação era diferente para ele. O tenista disse que sentiu “um pouco a pressão das pessoas com as expectativas” ao tentar entender o novo momento.

    Ele contou que, em meio às cobranças, chegou a pensar que seria visto como um fenômeno imediato. “No começo foi louco para mim, era diferente. Sentindo um pouco a pressão das pessoas com as expectativas, pensando que eu seria tipo o Roger Federer de um dia para o outro. Não é assim que funciona e eu estava apenas tentando entender”, afirmou.

    O jogador disse que a forma como enxerga o próprio desempenho mudou. “Acho que agora eu entendo que estou jogando para mim, não para as pessoas”, declarou.

    Fonseca estreia no Masters 1000 de Roma na segunda rodada. Ele vai enfrentar o vencedor do duelo entre o sérvio Hamad Medjedovic e o francês Valentin Royer, na próxima sexta-feira (8), ainda sem horário definido.

    ‘Pensando que eu seria o Federer’, diz Fonseca sobre pressão externa