Autor: REDAÇÃO

  • Corte italiana julga pedido de Carla Zambelli para troca de juízes

    Corte italiana julga pedido de Carla Zambelli para troca de juízes

    Zambelli, que se diz vítima de perseguição política pelo STF (Supremo Tribunal Federal), fugiu do país em junho para escapar da pena de dez anos de prisão referente à invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e à emissão de um mandado falso de prisão contra Moraes.

    (CBS NEWS) – A Corte de Apelação de Roma, na Itália, vai examinar nesta terça-feira (10) o pedido da defesa da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) para que seja substituído o colégio de juízes responsável por analisar seu processo de extradição para o Brasil. A audiência está prevista para às 10h (6h de Brasília) e a expectativa é que a decisão seja comunicada durante a tarde.

    A troca de juízes foi um pedido da própria Zambelli na última sessão sobre o caso, em 20 de janeiro, depois que a corte suspendeu a audiência em andamento por falta de tempo para analisar uma série de solicitações apresentadas por sua defesa. Um dos pedidos era para que Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), fosse ouvido como testemunha.

    A ex-deputada e seu advogado entenderam o adiamento como uma rejeição às demandas e formalizaram dias depois a solicitação de substituição da corte. “Percebemos que eles [juízes] estavam sendo hostis e com pré-juízo em relação às nossas solicitações, não atendidas”, disse na ocasião o advogado Pieremilio Sammarco.

    Para o advogado Alessandro Gentiloni, que representa o Brasil no processo por meio da AGU (Advocacia Geral da União), não há fundamentos para a troca de juízes. “O tribunal não rejeitou os pedidos da senhora Zambelli, mas pediu reserva para decidir sobre eles, demonstrando equilíbrio e respeito pelos direitos de todas as partes no processo”, disse.

    A continuação da audiência do dia 20 foi marcada para esta quarta (11), quando o mérito da extradição voltaria a ser analisado pela corte. No entanto, se a troca de juízes for acatada nesta terça, há a possibilidade de que o processo seja redistribuído e precise recomeçar. Se for negada, a extradição pode ser julgada, mas a defesa promete apresentar recurso.

    Zambelli está presa há seis meses na Itália, depois de ficar dois meses foragida. 

    O julgamento de sua extradição já foi adiado três vezes desde o fim de novembro. Pouco antes do Natal, o tribunal concedeu mais tempo para que a defesa analisasse documentação enviada pelo Brasil sobre as condições da Colmeia, penitenciária no Distrito Federal onde ela ficará detida caso seja extraditada. Antes, a defesa havia aderido a uma greve e, em outra ocasião, o tribunal pediu tempo para analisar documentos apresentados pelos advogados da ex-deputada.

    Se for extraditada, o tempo de prisão na Itália será descontado do restante da pena a ser cumprido no Brasil.

    Zambelli, que se diz vítima de perseguição política pelo STF (Supremo Tribunal Federal), fugiu do país em junho para escapar da pena de dez anos de prisão referente à invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e à emissão de um mandado falso de prisão contra Moraes. Quando já estava na Itália, foi condenada a outros cinco anos por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Os dois casos compõem um único processo de extradição.

    A Corte de Apelação de Roma atua como primeira instância nesse caso. Após a decisão do tribunal, as partes podem recorrer.

    Corte italiana julga pedido de Carla Zambelli para troca de juízes

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  • Dólar oscila porque depende do humor de Trump, diz Lula

    Dólar oscila porque depende do humor de Trump, diz Lula

    Durante evento no Instituto Butantan, presidente atribuiu a variação cambial ao comportamento de Donald Trump, criticou o unilateralismo na política internacional, rejeitou a ideia de subordinação do Brasil às grandes potências e ironizou a possibilidade de um conflito com os Estados Unidos.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 9, que a variação recente do dólar não tem relação com a economia brasileira, mas com o comportamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, a moeda norte-americana oscila de acordo com o “humor” do líder americano.

    “Eu fico me perguntando: ‘E o dólar que ia para R$ 7 e está em R$ 5,23?’ O dólar está oscilando porque depende do humor do Trump. Não depende de nós e não depende da seriedade da nossa economia”, disse Lula durante cerimônia no Instituto Butantan, em São Paulo.

    Ao comentar a política externa dos Estados Unidos, o presidente brasileiro criticou o que chamou de unilateralismo baseado na ideia de que países mais fortes podem impor sua vontade aos mais fracos. Lula afirmou que o Brasil não busca exercer supremacia regional, mas também não aceita ocupar uma posição de inferioridade no cenário internacional.

    “O unilateralismo imposto pela teoria de que o mais forte pode tudo contra o mais fraco não nos interessa. Eu não quero ter supremacia sobre o Uruguai ou sobre a Bolívia. Mas também não quero ser menor do que os Estados Unidos e do que a China. Não estamos escolhendo entre a China e os Estados Unidos, estamos escolhendo o que é melhor para o nosso país”, declarou.

    Ainda ao tratar das tensões com os Estados Unidos, intensificadas após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros em julho do ano passado, Lula ironizou a possibilidade de um conflito militar entre os dois países.

    “Não adianta ficar falando na televisão que tem o maior navio de guerra ou o maior submarino. Eu não quero briga com eles, eu sou doido? Vai que eu brigo e eu ganho. O que eu vou fazer depois?”, disse, em tom de brincadeira.

    Na mesma agenda, o presidente visitou o Instituto Butantan e anunciou R$ 1,8 bilhão em investimentos voltados à ampliação da infraestrutura e da capacidade produtiva de vacinas e insumos biológicos.

     
     

    Dólar oscila porque depende do humor de Trump, diz Lula

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  • Atualização de dados no INSS em 2026: quando é necessária e como agir

    Atualização de dados no INSS em 2026: quando é necessária e como agir

    Ampliação no cruzamento de dados e novas checagens administrativas acendem o sinal de atenção para segurados, que precisam acompanhar comunicados oficiais e entender em quais situações o instituto pode solicitar confirmação de informações

    Boatos sobre a criação de um novo cadastro obrigatório do INSS em 2026 têm gerado preocupação entre aposentados e pensionistas, mas o instituto esclarece que nenhuma exigência geral foi criada. Não existe convocação em massa nem necessidade de recadastramento automático para todos os beneficiários.

    O que mudou foi a forma de fiscalização. A partir deste ano, o INSS intensificou o cruzamento de dados com registros públicos e passou a agir de forma mais pontual quando identifica informações inconsistentes nos cadastros. Nessas situações específicas, o próprio sistema abre uma solicitação individual de atualização.

    Desde 2023, a comprovação de vida deixou de ser presencial e passou a ocorrer de maneira automática, com base em movimentações oficiais, como uso do CPF, registros bancários e acesso a serviços públicos. Mesmo assim, inconsistências em dados pessoais, endereço ou documentos podem gerar alertas e pedidos de correção.

    O objetivo da atualização não é criar novas obrigações, mas garantir que os benefícios sejam pagos corretamente. O INSS afirma que as revisões ajudam a evitar fraudes, corrigir dados desatualizados e reduzir erros que podem levar a bloqueios indevidos.

    Nem todos os segurados serão afetados. A exigência aparece apenas para quem recebe uma notificação formal dentro do sistema. Em geral, isso atinge aposentados, pensionistas, beneficiários de auxílios ou pessoas com informações divergentes nos bancos de dados oficiais.

    Ignorar uma solicitação de atualização pode resultar na suspensão temporária do benefício. Por isso, a orientação é simples: acompanhar regularmente o Meu INSS, no site ou aplicativo oficial. Se não houver aviso ativo, não há qualquer providência a ser tomada.

    Quando existe uma exigência aberta, o próprio sistema indica quais documentos devem ser enviados. Normalmente, são solicitados documento com foto, CPF e comprovante de residência. Todo o processo é feito de forma digital, sem necessidade de ir a uma agência, e o andamento pode ser acompanhado online.

    A recomendação do INSS é que os segurados verifiquem a plataforma com frequência, respeitem os prazos indicados e guardem os comprovantes de envio. Em caso de dificuldades técnicas, o atendimento telefônico pelo número 135 continua disponível.

    Em resumo, 2026 não trouxe um novo cadastro para todos, mas sim um controle mais rigoroso e direcionado. Quem mantém os dados corretos e acompanha o Meu INSS não precisa se preocupar com mudanças repentinas nem com bloqueios inesperados.

    Atualização de dados no INSS em 2026: quando é necessária e como agir

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  • PF cita gestão fraudulenta e diz que aliado de Alcolumbre destinou dinheiro ao Master sem exigir documentos

    PF cita gestão fraudulenta e diz que aliado de Alcolumbre destinou dinheiro ao Master sem exigir documentos

    PF aponta que decisões sobre aportes de R$ 400 milhões da previdência do Amapá no banco Master foram tomadas em menos de 20 dias, ignoraram alertas internos e podem configurar gestão fraudulenta e temerária.

    (CBS NEWS) A Polícia Federal afirma que a destinação de recursos da Amprev, a previdência dos servidores do Amapá, ao banco Master ocorreu de forma acelerada, sem cautelas técnicas e com desprezo a alertas internos sobre riscos do investimento. Segundo a PF, as deliberações foram tomadas em menos de 20 dias e resultaram em aportes que somaram R$ 400 milhões.

    De acordo com a investigação, o então diretor-presidente da Amprev e coordenador do comitê de investimentos, Jocildo Silva Lemos, teve papel central na condução das reuniões realizadas em julho de 2024 e na execução das decisões aprovadas. A polícia aponta que ele liderou o processo decisório que viabilizou as aplicações.

    Jocildo já atuou como tesoureiro da campanha do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e foi indicado ao cargo na Amprev pelo senador, a quem agradeceu publicamente pela nomeação. A autarquia é vinculada ao governo do Amapá e administra o regime próprio de previdência do estado.

    Em uma das deliberações, que autorizou a compra de R$ 100 milhões em letras financeiras do banco Master, a maioria do comitê de investimentos aprovou a aplicação condicionando-a apenas a uma visita institucional futura à instituição financeira, sem exigir previamente documentação técnica complementar. Para a PF, essa prática foi considerada atípica e arriscada.

    Em 23 de janeiro, a Polícia Federal solicitou à Justiça Federal autorização para cumprir mandados de busca e apreensão contra gestores apontados como responsáveis pelas aplicações. A operação, batizada de Zona Cinzenta, foi deflagrada na última sexta-feira (6).

    Foram alvos das buscas Jocildo Silva Lemos; José Milton Afonso Gonçalves, conselheiro da Amprev e integrante do comitê de investimentos; e Jackson Rubens de Oliveira, também membro do comitê e participante das reuniões que decidiram pelos aportes no banco Master.

    Em nota divulgada nesta segunda-feira (9), a Amprev afirmou que se considera prejudicada pelas irregularidades atribuídas ao banco Master e que busca o ressarcimento integral dos valores investidos. Segundo o instituto, a Justiça já determinou o bloqueio de pagamentos à instituição financeira. Os aportes representariam cerca de 4,7% da carteira da previdência estadual.

    A manifestação da Amprev não faz menção às suspeitas levantadas pela PF sobre a conduta dos próprios gestores. A reportagem não conseguiu contato com a assessoria do órgão nem com as defesas dos três investigados.

    Procurado, Davi Alcolumbre não respondeu. Em nota divulgada anteriormente, o senador afirmou defender a apuração completa dos fatos, com punição aos responsáveis, respeitado o devido processo legal.

    O banco Master teve sua liquidação decretada pelo Banco Central em 18 de novembro, um dia após a prisão de seu controlador, Daniel Vorcaro, sob suspeita de tentativa de fuga do país. A instituição já enfrentava dificuldades para honrar compromissos e é investigada por possíveis crimes na gestão de carteiras de crédito.

    Segundo a Polícia Federal, os responsáveis pelos aportes priorizaram exclusivamente a rentabilidade prometida, sem aprofundar análises reputacionais ou de risco. O inquérito apura os crimes de gestão fraudulenta e temerária de instituição financeira.

    Relatórios da PF indicam que, durante as reuniões do comitê, outros conselheiros alertaram para a concentração excessiva de recursos da Amprev no banco Master, para a recusa da Caixa Econômica Federal em adquirir títulos da instituição e para a existência de investigações em órgãos de controle, como o TCU e o Ministério Público Federal.

    Mesmo diante dessas advertências, a maioria do comitê aprovou novas aplicações, sem exigir estudos adicionais ou documentação técnica. Para a PF, Jocildo teria relativizado os questionamentos apresentados e sustentado a aprovação com argumentos genéricos.

    José Milton, segundo a investigação, foi o responsável por apresentar a proposta inicial de investimento de grande porte no banco Master, defendendo a operação com base na maior rentabilidade, mesmo após alertas sobre riscos. Jackson, por sua vez, teria votado favoravelmente sem condicionar a decisão a análises técnicas mais aprofundadas, o que, na avaliação da polícia, pode caracterizar gestão temerária.
     

    PF cita gestão fraudulenta e diz que aliado de Alcolumbre destinou dinheiro ao Master sem exigir documentos

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  • Irmão de jogador do Monaco é acusado de agressão sexual na casa de Yamal

    Irmão de jogador do Monaco é acusado de agressão sexual na casa de Yamal

    Jovem holandesa afirma ter acordado nua após noite em Barcelona e suspeita ter sido drogada sem consentimento. Caso é apurado pelos Mossos d’Esquadra, mas ainda não há registro formal de queixa.

    A polícia da Catalunha, os Mossos d’Esquadra, investiga uma suspeita de agressão sexual envolvendo Fatinho Jr., irmão do jogador Ansu Fati, atualmente emprestado ao AS Monaco. O caso teria ocorrido em Barcelona.

    A denunciante é uma jovem holandesa que afirmou às autoridades ter acordado na madrugada de 8 de fevereiro, na capital catalã, após uma noite fora, sem se lembrar do que havia acontecido. Inicialmente, ela relatou ter despertado em um imóvel associado ao jogador Lamine Yamal, do Barcelona, informação que depois foi negada tanto pela polícia quanto pelo clube.

    Segundo fontes ouvidas pelo jornal ABC, a mulher contou que esteve em uma boate chamada Shoko com amigos, entre eles Fatinho Jr. Após a saída do local, o grupo seguiu para uma residência. A jovem afirmou que acordou nua e com Fatinho Jr. ao seu lado, acreditando ter sido vítima de agressão sexual após, segundo ela, ingerir substâncias sem consentimento.

    A mulher procurou atendimento médico para a realização de exames. De acordo com a imprensa espanhola, há dificuldades para confirmar o uso de drogas por meio de testes, já que esse tipo de substância pode desaparecer do organismo em poucas horas.

    Até o momento, não foi registrada uma queixa formal, o que limita o avanço das investigações. Ainda assim, o relato foi documentado pelas autoridades. A jovem também afirmou que teria sido tocada de forma inadequada antes do suposto abuso e que chegou a agredir Fatinho Jr. com um tapa.

    Ela relatou ainda que passou o fim de semana na companhia do suspeito e de outros amigos. Em nota, a equipe de Braima Fati, outro irmão de Ansu Fati, declarou que nega de forma categórica e inequívoca todas as acusações relacionadas ao caso.
     

     

    Irmão de jogador do Monaco é acusado de agressão sexual na casa de Yamal

  • Discord vai adotar sistema para identificar adolescentes e checar idade

    Discord vai adotar sistema para identificar adolescentes e checar idade

    Plataforma passará a tratar todas as contas como adolescentes até que o usuário comprove a maioridade. Quem não fizer a verificação terá restrições, como bloqueio de mensagens privadas, além da análise de idade por inteligência artificial.

    O Discord anunciou que passará a exigir a verificação de idade de todos os usuários para liberar o acesso completo à plataforma. A mudança começa a valer em março e obrigará os perfis a comprovar que pertencem a adultos por meio do envio de um vídeo em formato de selfie ou da apresentação de um documento de identificação.

    Segundo a empresa, todas as contas serão inicialmente classificadas como pertencentes a adolescentes. Para remover as restrições, será necessário concluir o processo de verificação. Usuários que não comprovarem a maioridade terão limitações no uso do serviço, como bloqueio de mensagens privadas e pedidos de amizade de pessoas desconhecidas, além de conteúdo sensível automaticamente desfocado.

    A medida se soma a uma tendência recente de plataformas digitais que vêm adotando mecanismos mais rigorosos de controle de idade, especialmente para reforçar a proteção de menores.

    Além da verificação manual, o Discord informou ao site The Verge que também pretende implementar um sistema de inteligência artificial capaz de estimar a idade dos usuários. A tecnologia analisará padrões de uso da plataforma, como tipos de jogos acessados, tempo de permanência no aplicativo e horários mais frequentes de atividade.

     

    Discord vai adotar sistema para identificar adolescentes e checar idade

  • Paraplégico realiza o mergulho mais mortífero do mundo: "É como o abismo"

    Paraplégico realiza o mergulho mais mortífero do mundo: "É como o abismo"

    Shaun Gash, de 55 anos, tornou-se o primeiro paraplégico a completar o desafio no Blue Hole, no Egito, conhecido como “Cemitério dos Mergulhadores”, após seis anos de treino e uma trajetória marcada por superação extrema

    Shaun Gash tem 55 anos, é paraplégico, não possui a perna direita e entrou para a história em setembro de 2025 ao realizar o mergulho considerado o mais perigoso do mundo, no local conhecido como “Cemitério dos Mergulhadores”. Ele é o primeiro paraplégico a completar esse feito.

    Shaun sofreu um grave acidente de carro em 1991, quando tinha apenas 20 anos. Ele estava no banco do passageiro quando o motorista perdeu o controle do veículo ao fazer uma curva.

    O carro saiu da pista e, segundo os médicos, Shaun sobreviveu por pouco. O acidente, no entanto, deixou sequelas severas: lesão na medula espinhal na vértebra T5, fratura de quatro costelas, do ombro esquerdo e perfuração dos dois pulmões.

    Como consequência, Shaun ficou paraplégico, com paralisia do peito para baixo.

    “Eu fiquei muito mal depois do acidente, tive pensamentos suicidas”, contou em entrevista ao New York Post. “Demorei muito tempo para aceitar o que tinha acontecido”, relatou. Segundo ele, a fisioterapia foi fundamental nesse processo.

    Durante a reabilitação, Shaun passou a enxergar o que ainda tinha preservado. “Eu ainda tinha força nos braços. Vi pessoas que não tinham isso”, disse.

    “A partir do momento em que me aceitei e aceitei meu corpo, pensei: ‘Você só precisa continuar vivendo’. O pior cenário já tinha acontecido. O maior risco que ainda corro é morrer, mas isso é igual para todo mundo”, afirmou.

    Em 2018, Shaun precisou amputar a perna direita.

    Decidido a seguir em frente, ele treinou intensamente para manter autonomia e reduzir ao máximo a dependência de cadeira de rodas. O esforço abriu caminho para desafios extremos, acessíveis a poucas pessoas.

    Nesse mesmo ano, durante uma dessas aventuras, Shaun tentou escalar o Ben Nevis, a montanha mais alta do Reino Unido, com 1.345 metros de altitude, na Escócia. Durante a subida, a perna direita sofreu um esmagamento grave, o que levou à amputação do membro.

    Mesmo assim, ele não parou.

    Anos depois, em outubro de 2024, percorreu cerca de 300 quilômetros de canoa em uma travessia entre Chirundu e a Zâmbia, passando por regiões de Moçambique. A jornada durou sete dias.

    Durante o percurso, Shaun relatou a presença constante de animais selvagens, como leões, hipopótamos e crocodilos. À noite, hienas e búfalos circulavam próximos à barraca onde ele dormia.

    “Eu conseguia ouvi-los rosnando. Foi muito emocionante. Eu não tinha nenhuma estratégia de fuga. Se quisessem, teriam me comido”, contou.

    Shaun treinou durante seis anos para enfrentar o mergulho mais fatal do mundo.

    Em setembro de 2025, ele encarou o Blue Hole, no Egito, local que ficou conhecido como “Cemitério dos Mergulhadores”. Estima-se que cerca de 200 pessoas tenham morrido ali nas últimas décadas.

    “É como um abismo”, descreveu. “Nunca ninguém como eu tinha sequer tentado isso antes. Acho que cheguei ao final com cerca de dez minutos de oxigênio no tanque”, afirmou.

    O mergulho envolve uma descida inicial de cerca de 30 metros, seguida por mais 300 metros em direção a um enorme túnel submerso. O Blue Hole tem aproximadamente 100 metros de profundidade e é conectado ao mar aberto por um arco longo e estreito.

    A combinação entre profundidade e extensão do túnel faz com que o consumo de oxigênio seja muito mais rápido do que o normal, o que torna esse mergulho um dos mais perigosos do planeta.

    Com o feito, Shaun Gash quebrou seu terceiro recorde mundial: foi o primeiro mergulhador paraplégico a atingir 40 metros de profundidade, permanecer 60 minutos submerso e completar integralmente o percurso do Blue Hole.

    Paraplégico realiza o mergulho mais mortífero do mundo: "É como o abismo"

  • Não vai querer perder a próxima atualização do iPhone

    Não vai querer perder a próxima atualização do iPhone

    Atualização do iPhone deve trazer melhorias na Siri com integração ao Gemini, do Google, mas mudanças mais profundas na assistente virtual só são esperadas para junho, durante a conferência anual de desenvolvedores da empresa

    A Apple deve liberar, nas próximas duas semanas, a versão beta do iOS 26.4, próxima atualização do sistema operacional do iPhone. A informação é do jornalista Mark Gurman, da Bloomberg.

    Segundo Gurman, o iOS 26.4 trará algumas das funções mais aguardadas pelos usuários, entre elas uma atualização da Siri que passará a contar com recursos de inteligência artificial do Google, por meio do modelo Gemini.

    Apesar da expectativa, a atualização não deve representar a reformulação completa da assistente virtual. A grande mudança na Siri, inspirada em ferramentas como o ChatGPT, estaria prevista apenas para ser apresentada em junho, durante a conferência anual de desenvolvedores da Apple, junto com o iOS 27.

    Se não houver novos adiamentos, a versão beta do iOS 26.4 deve ficar disponível ainda neste mês. Já o lançamento oficial para o público em geral é esperado para o fim de março.

    Não vai querer perder a próxima atualização do iPhone

  • Ex-namorada de ex-marido de Amy Winehouse é achada morta na Inglaterra

    Ex-namorada de ex-marido de Amy Winehouse é achada morta na Inglaterra

    Sarah Aspin, de 47 anos, teve a morte considerada “inexplicável” pela polícia britânica. Ela foi companheira de Blake Fielder-Civil por quase uma década e esteve no centro de um relacionamento marcado por conflitos, exposição midiática e ligações com a história da cantora

    Sarah Aspin, de 47 anos, foi encontrada morta em casa na manhã do último sábado, em Leeds, no condado de West Yorkshire, no norte da Inglaterra. A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Sun, que cita autoridades locais envolvidas na apuração. Sarah era ex-companheira de Blake Fielder-Civil, ex-marido da cantora Amy Winehouse, morta em julho de 2011, e esteve por anos no centro de um relacionamento marcado por conflitos e grande exposição pública.

    Ao longo dos anos, Sarah foi frequentemente citada pela imprensa britânica como a mulher que teria contribuído para a separação entre Blake e Amy. Em entrevistas concedidas à mídia, ela afirmou que o ex-marido e a cantora mantinham contato mesmo após o divórcio. “Eu os vi juntos e sei que eles estavam realmente apaixonados, eram almas gêmeas”, disse Sarah em uma entrevista relembrada pelo The Sun. “Ela sempre o amou e ele sempre a amou, mas simplesmente nunca ia dar certo.”

    De acordo com o jornal, a polícia foi acionada para uma residência na região de Swillington após um chamado de preocupação com o bem-estar da moradora. “Uma mulher foi atendida por paramédicos no local, mas morreu pouco tempo depois”, afirmou um porta-voz da polícia ao The Sun. O caso segue sendo tratado como “inexplicável”, e a causa da morte ainda não foi oficialmente determinada. Peritos forenses permaneceram na propriedade até a noite do dia seguinte para a coleta de informações.

    Ainda segundo o tabloide britânico, um homem que estava no imóvel foi detido, mas por um crime não relacionado à morte de Sarah. As autoridades não divulgaram detalhes sobre a identidade dele nem sobre eventual ligação com o caso.

    Vizinhos relataram surpresa e comoção com o ocorrido. “Ela teve seus altos e baixos. Teve outro filho e parecia estar dando a volta por cima”, disse uma moradora da região ao The Sun. “Mas as coisas desandaram novamente, e houve muita movimentação policial, com janelas sendo quebradas”, acrescentou.

    Sarah Aspin e Blake Fielder-Civil se conheceram em 2009, em um centro de reabilitação para dependência química. O relacionamento começou poucos meses após o fim do casamento conturbado de Blake com Amy Winehouse e durou até 2018. Juntos, eles tiveram dois filhos.

    Sarah também afirmou em entrevistas que, no dia da morte de Amy Winehouse, Blake ficou inconsolável. Na ocasião, ele cumpria uma pena de 32 meses de prisão por roubo e porte ilegal de arma de fogo. Amy Winehouse foi encontrada morta em sua casa, em Londres, aos 27 anos, e a causa da morte foi apontada como intoxicação alcoólica.

    A investigação sobre a morte de Sarah Aspin segue em andamento, enquanto a polícia aguarda os resultados dos exames periciais para esclarecer as circunstâncias do caso.
     
     

     

    Ex-namorada de ex-marido de Amy Winehouse é achada morta na Inglaterra

  • 86% dos imigrantes detidos pelo ICE não tinham antecedentes criminais

    86% dos imigrantes detidos pelo ICE não tinham antecedentes criminais

    Relatório do Departamento de Segurança Interna mostra que a maioria dos quase 400 mil imigrantes presos no primeiro ano do novo governo Trump foi detida por infrações civis de imigração, enquanto apenas uma parcela minoritária respondia por crimes violentos

    Cerca de 86% dos imigrantes detidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA no primeiro ano do atual governo de Donald Trump não tinham antecedentes criminais, segundo um relatório do Departamento de Segurança Interna dos EUA divulgado nesta semana.

    De acordo com o documento, citado pela CBS News, menos de 14% dos quase 400 mil imigrantes presos entre 21 de janeiro de 2025 e 31 de janeiro de 2026 tinham histórico criminal ou respondiam por crimes violentos.

    O relatório aponta que quase quatro em cada dez pessoas detidas não possuíam qualquer registro criminal. Em parte dos casos, as acusações se limitavam a infrações civis ligadas à imigração, como permanência irregular no país ou extrapolação do prazo de visto.

    Embora cerca de 60% dos detidos apresentassem algum tipo de registro criminal, a maioria das ocorrências não envolvia crimes violentos. Menos de 2% enfrentavam acusações de homicídio ou agressão sexual, e apenas 2% eram associados a supostas ligações com gangues.

    O número total de detenções realizadas pelo ICE no primeiro ano da nova gestão de Trump foi mais de três vezes superior às cerca de 113 mil registradas em 2024, último ano completo do governo do ex-presidente Joe Biden. Apesar do aumento expressivo, a proporção de detidos com antecedentes criminais caiu de 72% para 60%.

    Os dados reforçam um estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles, divulgado em janeiro, que mostrou um crescimento de seis vezes na detenção de imigrantes latinos sem antecedentes criminais desde o início do segundo mandato de Trump. Segundo a universidade, entre fevereiro e setembro de 2025, cerca de 6 mil imigrantes latinos sem histórico criminal foram enviados mensalmente a centros de detenção, ante uma média de 900 por mês no mesmo período de 2024.

    Em resposta à reportagem da CBS News, a secretária adjunta de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, afirmou que crimes como tráfico de drogas, distribuição de pornografia infantil, roubo, fraude, dirigir sob efeito de álcool ou drogas, tráfico de pessoas e aliciamento de menores são classificados oficialmente como não violentos. Segundo ela, aproximadamente 70% dos imigrantes em situação irregular com antecedentes criminais detidos durante a atual administração possuem acusações pendentes ou condenações anteriores.
     

     
     

    86% dos imigrantes detidos pelo ICE não tinham antecedentes criminais