Autor: REDAÇÃO

  • Sinner vence e encara algoz de João Fonseca no Australian Open; Djokovic avança e mira recorde

    Sinner vence e encara algoz de João Fonseca no Australian Open; Djokovic avança e mira recorde

    Dois dos principais candidatos ao título do Australian Open entraram em ação nesta rodada e confirmaram seu favoritismo sem grandes sustos nesta quinta-feira, em Melbourne. O italiano Jannik Sinner superou o australiano James Duckworth (88º) por 3 sets a 0, enquanto Novak Djokovic bateu o italiano Francesco Mastrelli (141º) também sem perder nenhuma parcial.

    Vencedor das duas últimas edições do Grand Slam australiano, o número 2 do mundo bateu o rival em 1h49 de partida. O resultado positivo veio com parciais de 6/1, 6/4 e 6/2.

    Além de estabelecer a terceira vitória em quatro duelos contra o australiano, Sinner ampliou a sua série invicta no circuito e ostenta 17 triunfos.

    O seu adversário na próxima fase será o americano Eliot Spizzirri (85º), responsável pela eliminação do brasileiro João Fonseca na na estreia. Ele confirmou a sua permanência ao vencer o chinês Yibing Wu por 3 sets a 2, parciais de 6/2, 6/4, 6/7 (4/7), 4/6 e 6/3.

    DJOKOVIC TENTA IGUALAR FEDERER

    Atual número 4 do ranking, Novak Djokovic dominou o confronto contra o italiano Francesco Mastrelli. O placar foi de 3 sets a 0, veio com parciais de 6/3, 6/2 e 6/2. Recordista de conquistas do torneio (foi campeão em dez oportunidades), o sérvio quer igualar uma marca que pertence a Roger Federer: o número de vitórias na competição.

    Ele chegou a 101 triunfos e está a apenas um de empatar com o lendário suíço. O objetivo pode ser alcançado na próxima rodada contra o holandês Botic Van de Zandschulp, que derrotou o chinês Juncheng Shang pelo por 3 sets a 0, parciais de 7/6 (8/6), 6/2 e 6/3.

    Com Musetti como único top-10 confirmado, João Fonseca garantido via ranking e o argentino Sebastian Baez em busca do tricampeonato, o Rio Open reúne oito jogadores do top-50 da ATP e nomes experientes como Gael Monfils no Jockey Club Brasileiro

    Folhapress | 21:45 – 21/01/2026

    Sinner vence e encara algoz de João Fonseca no Australian Open; Djokovic avança e mira recorde

  • Dinamarca rejeita perder controle da Groenlândia para os EUA

    Dinamarca rejeita perder controle da Groenlândia para os EUA

    Primeira-ministra dinamarquesa afirma que aceita dialogar sobre reforço militar no Ártico com EUA e Otan, mas rejeita qualquer negociação que envolva perda de soberania da Groenlândia, após declarações e recuos de Donald Trump durante o Fórum Econômico Mundial em Davos

    (CBS NEWS) – A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou nesta quinta-feira (22) que está disposta a negociar a segurança da Groenlândia com os Estados Unidos e a Otan, mas rejeitou qualquer possibilidade de perda de soberania do território autônomo dinamarquês para Donald Trump.

    Na véspera, Trump havia reiterado que não abriria mão do controle da ilha, embora tenha descartado o uso da força. Após conversar com o secretário-geral da aliança militar ocidental, o presidente suspendeu tarifas que havia imposto a Copenhague e a outros sete aliados europeus, que enviaram um pequeno contingente militar à Groenlândia em apoio à Dinamarca.

    Os episódios ocorreram em Davos, na Suíça, onde líderes participam do Fórum Econômico Mundial.

    “O Reino da Dinamarca deseja continuar engajado em um diálogo construtivo sobre como podemos aumentar a segurança no Ártico, inclusive em relação ao Domo Dourado dos EUA, desde que isso seja feito com respeito à nossa integridade territorial”, disse Frederiksen.

    A primeira-ministra se referia ao escudo antimísseis planejado por Trump. Atualmente, uma das principais bases americanas de monitoramento de ataques nucleares da Rússia e da China está localizada em Pituffik, na Groenlândia. A ilha é considerada estratégica por sua posição no Ártico e por ser rica em recursos minerais.

    Também em Davos, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, tentou afastar a discussão sobre controle territorial da pauta. Ele afirmou que o tema não foi tratado na conversa com Trump e que eventuais negociações envolverão Estados Unidos, Dinamarca e a própria aliança.

    Segundo Rutte, qualquer decisão sobre o aumento da presença militar na ilha caberá aos comandantes da Otan, que reúne 32 países, sendo 30 europeus, incluindo a Dinamarca. “Não tenho dúvida de que podemos fazer isso rapidamente. Tenho esperança de que aconteça já em 2026”, disse, ressaltando que a preocupação central é a defesa do Ártico diante da atuação crescente da Rússia e da China.

    O tom entre os europeus é de otimismo cauteloso, apesar do discurso incisivo de Trump. O recuo de última hora, com a suspensão das tarifas de 10%, evitou uma possível retaliação comercial da União Europeia que seria discutida nesta quinta-feira.

    Ainda assim, permanece a dúvida sobre se a ofensiva retórica de Trump foi apenas uma estratégia de negociação, que colocou a Europa sob pressão e levantou questionamentos sobre a solidez da aliança criada pelos EUA em 1949 para conter Moscou.

    A iniciativa também ocorreu em meio a outros movimentos da política externa americana, como a recente operação militar para capturar Nicolás Maduro em Caracas e a escalada de tensões no Oriente Médio, que alimentam especulações sobre uma possível ação futura contra o Irã.

    Apesar disso, líderes europeus buscaram reforçar a importância da parceria transatlântica. “Apesar de toda a frustração e da raiva dos últimos meses, não devemos descartar rapidamente essa relação”, afirmou o premiê alemão Friedrich Merz em discurso no fórum.

    Trump já havia destacado a segurança como foco principal em sua fala, negando interesse direto nos recursos naturais da ilha, que concentra cerca de 66% das reservas conhecidas de terras raras fora da China, fundamentais para a indústria de defesa e de alta tecnologia. Rutte reiterou que o tema não foi discutido e reforçou a necessidade de manter atenção à Guerra da Ucrânia, maior conflito em solo europeu desde 1945.

    “Segurança no Ártico é uma questão de toda a Otan”, afirmou Frederiksen, que vinha tentando demonstrar aos parceiros a viabilidade de ampliar a presença militar na Groenlândia por meio de exercícios conjuntos organizados às pressas.

    Os EUA já possuem instrumentos legais para ampliar essa presença. Após ocuparem a ilha durante a Segunda Guerra Mundial, quando os nazistas tomaram a Dinamarca, os americanos tentaram comprar a Groenlândia em 1946. A proposta foi rejeitada, mas, em 1951, Copenhague assinou um tratado com Washington que autorizou a instalação de bases militares e o acesso a recursos estratégicos.

    Ao longo da Guerra Fria, milhares de soldados e diversas instalações militares foram mantidos na ilha, devido à sua posição na rota de mísseis nucleares e submarinos soviéticos. Após o colapso da União Soviética, em 1991, essa presença foi reduzida. Hoje, Pituffik concentra um efetivo entre 150 e 200 pessoas, responsáveis por radares e satélites de alerta antecipado.

    Entre as hipóteses em discussão para atender às demandas de Trump está a abertura de novas bases americanas, possivelmente com apoio de aliados da Otan. Outra alternativa, mencionada por negociadores americanos ao New York Times, seria adotar um modelo semelhante ao de Chipre, onde o Reino Unido mantém bases consideradas territórios britânicos.

    A proposta, no entanto, contraria a posição defendida por Frederiksen e indica que as negociações ainda devem se estender. A Dinamarca também enfrenta pressões internas da Groenlândia, marcada por uma história colonial sensível. “A Otan não tem mandato para negociar qualquer coisa sem nós, da Groenlândia”, afirmou a parlamentar groenlandesa Aaja Chemnitz.

    Na primeira tentativa de diálogo com o governo Trump, a Dinamarca enviou seu chanceler e uma representante da Groenlândia a Washington, mas ouviu que os EUA não recuariam. Desta vez, nem Frederiksen nem Rutte citaram diretamente os líderes da ilha, o que reforça a complexidade do impasse.
     
     

     

    Dinamarca rejeita perder controle da Groenlândia para os EUA

  • Primeira Globeleza, Valéria Valenssa celebra retorno à vinheta do Carnaval da Globo

    Primeira Globeleza, Valéria Valenssa celebra retorno à vinheta do Carnaval da Globo

    Valéria permaneceu por 15 anos como Globeleza, entre 1990 e 2005, período em que aparecia sambando nua, com o corpo coberto por tinta e purpurina. Após sua saída, o posto foi ocupado por Giane Carvalho, Aline Prado, Nayara Justino e, mais recentemente, Erika Moura, que reinou entre 2015 e 2020

    (CBS NEWS) – Valéria Valenssa, 54, está de volta como musa do Carnaval da Globo. A empresária usou as redes sociais nesta quarta-feira (21) para agradecer a repercussão do retorno à tradicional vinheta da emissora. Primeira Globeleza, ela aparece no vídeo ao lado do sambista Jorge Aragão, autor do clássico “Lá Vou Eu”, e de Erika Moura, a última a ocupar o posto.

    “Ainda sem noção do tamanho desse carinho. Uma geração inteira me emanando palavras que não sei se cabem em mim. Uma representatividade que só entendo hoje. Meu muito obrigada. Amo vocês”, escreveu a ex-modelo, que ganhou projeção nacional em 1990, quando foi descoberta pelo designer Hans Donner, responsável pelas vinhetas da emissora.

    Valéria permaneceu por 15 anos como Globeleza, entre 1990 e 2005, período em que aparecia sambando nua, com o corpo coberto por tinta e purpurina. Após sua saída, o posto foi ocupado por Giane Carvalho, Aline Prado, Nayara Justino e, mais recentemente, Erika Moura, que reinou entre 2015 e 2020.

    Ela e Hans Donner foram casados por 27 anos e se separaram em 2019. Juntos, tiveram dois filhos, João Henrique, de 23 anos, e José Gabriel, de 21. Depois de deixar o cargo em 2005, ela relatou ter enfrentado um período difícil. Em entrevistas, contou que entrou em depressão após a demissão da Globo. “Eu não estava preparada, e foi um baque muito grande. Deus me curou da depressão, da psicose e me mostrou que eu tinha tudo e não tinha motivos para aquela doença”, afirmou.

    Primeira Globeleza, Valéria Valenssa celebra retorno à vinheta do Carnaval da Globo

  • Lateral de 27 anos tem mal súbito e morre em campo durante jogo em Portugal

    Lateral de 27 anos tem mal súbito e morre em campo durante jogo em Portugal

    ncarapachense, João André relatou o ocorrido ao jornal Record. A partida não foi retomada pela organização.

    Ele disse que se sentia mal junto ao banco do Imortal e caiu. Foi prontamente socorrido pela nossa equipe médica, que fez as manobras de reanimação e utilizou o desfibrilhado. Depois, chegou uma equipa do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) e uma ambulância. Foi prestada toda a assistência possível, mas ainda assim insuficiente para evitar uma tragédia que nos deixa em estado de choque João André, vice-presidente do Moncarapachense, ao jornal Record

    Nassur Bacem fez a base em diferentes times de Portugal, incluindo o Sporting. Nascido no país europeu, ele tem ascendência angolana.

    O lateral estreou entre os profissionais no Vista Alegre e passou por Marítimo, Oliveira do Hospital e Camacha antes de chegar ao Moncarapachense. Ele estava na equipe situada em Olhão, na região do Algarve, desde agosto do ano passado.

    A FPF (Federação Portuguesa de Futebol) lamentou a tragédia. A entidade emitiu uma nota oficial diante da morte do lateral.

    LEIA A NOTA DA FPF

    “Nassur Bacem, jogador do Moncarapachense, morreu, nesta quarta-feira, durante o jogo com o Imortal, disputado em Olhão, e válido pelas quartas de final da Taça da Associação de Futebol do Algarve.

    O jogador, de 27 anos, que representou vários clubes nacionais, com destaque para o CS Marítimo, o Oliveira do Hospital, o Leixões, o SC Braga, o Gafanha, o Sporting CP e o Águeda, caiu desacordado durante a partida, vítima de parada cardiorrespiratória.”

    No primeiro jogo com força máxima em 2026, o Flamengo foi superior, venceu o Vasco por 1 a 0 no Maracanã, respirou no Carioca e ampliou a série invicta no clássico

    Folhapress | 06:30 – 22/01/2026

    Lateral de 27 anos tem mal súbito e morre em campo durante jogo em Portugal

  • Donald Trump assina carta de criação do Conselho da Paz

    Donald Trump assina carta de criação do Conselho da Paz

    Trump disse nesta quinta que pretende trabalhar com a ONU, mas declarações anteriores do americano indicam que o objetivo é outro

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (22), em Davos, na Suíça, a carta que oficializa a criação do Conselho da Paz, pouco depois de afirmar que o novo organismo vai atuar “em coordenação” com as Nações Unidas.

    “A carta entra agora em vigor, e o Conselho da Paz passa a ser oficialmente uma organização internacional”, anunciou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante a cerimônia, que contou com a presença de líderes de países que aceitaram o convite de Washington para integrar o Conselho.

    Segundo a Casa Branca, ao menos 35 dos cerca de 50 chefes de Estado e de governo convidados concordaram em participar da iniciativa. Ainda assim, Trump afirmou nesta quinta-feira que todos os países estão convidados a aderir ao Conselho da Paz.

    Donald Trump assina carta de criação do Conselho da Paz

  • Threads, a rival do X, começa a exibir publicidade no mundo todo

    Threads, a rival do X, começa a exibir publicidade no mundo todo

    A plataforma da Meta começa a mostrar anúncios globalmente nas próximas semanas, após testes nos EUA e no Japão, em uma estratégia para monetizar a rede social, que já soma mais de 400 milhões de usuários ativos mensais.

    A Meta anunciou nesta quarta-feira, dia 21, que decidiu ampliar a exibição de anúncios publicitários na Threads para usuários do mundo todo.

    A medida já era esperada desde que a empresa iniciou, no ano passado, um teste com anúncios na plataforma, restrito inicialmente aos Estados Unidos e ao Japão. Com a mudança, todos os países onde a Threads está disponível passarão a receber publicidade.

    Segundo a Meta, a veiculação dos anúncios começa já na próxima semana, mas a implementação será gradual e pode levar alguns meses até ser concluída em todos os mercados.

    Os anunciantes poderão exibir publicidade tanto em formato de imagem quanto de vídeo. A gestão dessas campanhas será feita pela mesma plataforma usada atualmente para anúncios no Facebook, no Instagram e no WhatsApp.

    Lançada oficialmente em julho de 2023, a Threads já acumula mais de 400 milhões de usuários ativos mensais, segundo dados do site TechCrunch.

    Threads supera o X em uso diário no celular
    Um relatório recente da Similarweb aponta que a Threads já supera o X, antigo Twitter, em número de usuários diários ativos em dispositivos móveis com sistemas Android e iOS.

    De acordo com o levantamento, no dia 7 de janeiro, a Threads registrou 141,5 milhões de usuários ativos diários nessas plataformas, enquanto o X contabilizou 125 milhões no mesmo período. Na versão web, no entanto, o X ainda mantém vantagem sobre a concorrente.

    Os dados reforçam a tendência de crescimento da Threads, cuja popularidade vem aumentando de forma consistente desde dezembro de 2024. Especialistas avaliam que a ultrapassagem do X era apenas uma questão de tempo.

    A estratégia da Meta de lançar a Threads como uma espécie de extensão do Instagram contribuiu para a rápida adesão de usuários que buscavam uma alternativa direta ao X no segmento de redes sociais voltadas a conversas públicas.

    Threads, a rival do X, começa a exibir publicidade no mundo todo

  • Sistema de verificação de idade do Roblox é falho e pode ser burlado com facilidade

    Sistema de verificação de idade do Roblox é falho e pode ser burlado com facilidade

    Testes mostram que falhas no reconhecimento facial permitem que adultos entrem em servidores infantis e que adolescentes burlem o sistema para acessar recursos restritos, levantando novos alertas sobre a segurança de crianças na plataforma de jogos.

    (CBS NEWS) – A ferramenta de verificação de idade do Roblox apresenta falhas que permitem tanto que adultos se passem por crianças quanto que menores consigam se fazer passar por usuários mais velhos dentro da plataforma de jogos.

    A reportagem realizou diferentes testes para acessar o game, que tem sido alvo de denúncias envolvendo abuso e aliciamento de menores de 18 anos. Recentemente, a empresa implementou um sistema de moderação para impedir que usuários de faixas etárias distintas conversem entre si. Ainda assim, o mecanismo de verificação etária mostrou-se vulnerável.

    No primeiro teste, uma criança de 12 anos, com autorização dos pais, criou uma nova conta no Roblox e realizou o reconhecimento facial. Após a conclusão da verificação, os dados de acesso foram repassados a um repórter adulto, que conseguiu entrar na conta a partir de São Paulo sem qualquer nova checagem de identidade. Não houve solicitação de código por telefone ou e-mail, nem nova autenticação biométrica, prática comum em outros aplicativos.

    O procedimento demonstrou que um adulto pode acessar servidores destinados a crianças apenas com login e senha criados por um menor de idade.

    Pelas regras da plataforma, crianças com menos de 9 anos não podem usar o chat, a menos que haja liberação dos responsáveis. Até os 13 anos, a verificação facial é obrigatória para acesso às mensagens, além da autorização dos pais.

    O segundo teste indicou que crianças também conseguem burlar o sistema. Um adolescente de 14 anos, morador de Ilhéus, na Bahia, criou uma conta e utilizou uma caneta esferográfica e um ambiente com pouca iluminação para se passar por mais velho. Ele desenhou pelos faciais e marcas de expressão no rosto antes de realizar a biometria. O sistema atribuiu a ele a idade de 17 anos.

    Vídeos que circulam nas redes sociais reforçam esse tipo de prática. Em diversas publicações, menores aparecem usando a mesma estratégia de desenhar barba com caneta para enganar a verificação facial.

    Procurado, o Roblox não se manifestou até a publicação deste texto.

    A plataforma voltou ao noticiário após protestos virtuais contra a implantação do novo sistema de verificação etária. Dentro do jogo, avatares incendiaram caminhões e exibiram placas com críticas às mudanças. Parte dos usuários pediu a liberação do chat para todas as idades e atribuiu as alterações ao influenciador Felca, que em agosto do ano passado denunciou casos de pedofilia em ambientes digitais e levou o debate ao Congresso.

    Houve questionamentos sobre se as manifestações foram, de fato, protagonizadas por crianças. Em comunidades do jogo, a maioria dos usuários afirma que sim.

    Jogador de Roblox há dez anos e dono de um canal no YouTube sobre o game, com mais de 234 mil seguidores, Luca Rocha, 22, afirma que o ambiente onde ocorreram os protestos é voltado majoritariamente ao público infantil. Segundo ele, trata-se de um espaço de roleplay em que os usuários simulam a vida cotidiana, atraindo principalmente crianças com menos de 12 ou 13 anos.

    Também em agosto do ano passado, a procuradora-geral do estado americano da Louisiana, Liz Murrill, entrou com uma ação judicial contra o Roblox, acusando a plataforma de ser um ambiente propício para pedófilos devido à falta de protocolos de segurança. Segundo ela, a empresa prioriza crescimento de usuários e lucros em detrimento da proteção infantil.

    O processo foi aberto após a repercussão do banimento do youtuber Andrew Schlep, que produzia vídeos denunciando supostos predadores sexuais que aliciavam menores no chat do jogo. Ele afirmou ter recebido uma carta do Roblox confirmando o banimento de todas as suas contas, sob a justificativa de violação dos termos da plataforma.

    Rocha relata que as denúncias dentro do Roblox frequentemente não resultam em punições efetivas. Ele diz já ter presenciado situações preocupantes. Em um jogo de parkour, contou ter ouvido um homem com voz adulta interagindo com uma criança, que se referia a ele como seu melhor amigo. Segundo Rocha, o comportamento era estranho e indicava ciúmes. Ele afirma ter alertado o homem de que gravaria a conversa caso algo inadequado ocorresse, o que levou o usuário a sair do jogo. Apesar de ter denunciado o caso, Rocha diz que o perfil nunca foi banido.
     
     

     

    Sistema de verificação de idade do Roblox é falho e pode ser burlado com facilidade

  • Príncipe Harry se emociona ao relatar perseguição da imprensa contra Meghan Markle

    Príncipe Harry se emociona ao relatar perseguição da imprensa contra Meghan Markle

    A ação de Harry se baseia em matérias publicadas sobre sua vida pessoal, como o relacionamento com Chelsy Davy. De acordo com sua defesa, os textos não tinham interesse público legítimo e provocaram grande sofrimento

    (CBS NEWS) – O príncipe Harry se emocionou durante seu depoimento no Tribunal Superior de Londres , nesta quarta-feira (21), no processo contra a editora dos tabloides Daily Mail e Mail on Sunday. Diante do juiz, o duque de Sussex afirmou que a atuação dos jornais transformou a vida da esposa Meghan Markle em absolutamente miserável e disse buscar um pedido de desculpas e alguma responsabilização pelos danos causados à sua família.

    Harry presta depoimento na ação civil que acusa a Associated Newspapers Limited (ANL) de obter informações privadas de forma ilegal. O processo, iniciado na segunda-feira, deve se estender por cerca de nove semanas e reúne sete autores, entre eles Elton John, David Furnish e Elizabeth Hurley, que alegam práticas como grampos telefônicos, interceptação de mensagens de voz e obtenção fraudulenta de registros confidenciais.

    Em sua fala final, o príncipe, de 41 anos, quase chorou ao relatar o impacto da cobertura sobre Meghan Markle e classificou a batalha judicial como uma experiência horrível para a família.

    A ação de Harry se baseia em matérias publicadas sobre sua vida pessoal, como o relacionamento com Chelsy Davy. De acordo com sua defesa, os textos não tinham interesse público legítimo e provocaram grande sofrimento.

    Em depoimento por escrito, o duque afirmou ter vivido sob uma perseguição constante, sentindo-se vigiado em todos os aspectos da vida e levado à paranoia. Harry também disse que o jornal provavelmente queria levar ele a ter problemas com drogas e álcool para vender mais cópias.

    Ele também disse que foi “além da crueldade” a publicação de uma reportagem que detalhava conversas confidenciais com a família após a divulgação, na imprensa italiana, de uma foto de sua mãe, a princesa Diana, em seus últimos dias.

    A Associated Newspapers nega irregularidades e sustenta que suas reportagens se basearam em fontes legítimas, além de afirmar que as ações foram apresentadas fora do prazo legal.

    Esta é a segunda vez em três anos que Harry sobe ao banco das testemunhas. Em 2023, ele já havia se tornado o primeiro membro sênior da família real britânica a depor em um tribunal em mais de um século. Desta vez, disse estar movido pela convicção de que o processo é do interesse público e pela determinação de responsabilizar o grupo em nome de todos que, segundo ele, foram vítimas de abusos da imprensa.

    Príncipe Harry se emociona ao relatar perseguição da imprensa contra Meghan Markle

  • Filhos de Bolsonaro declaram apoio a Nikolas e tentam impulsionar caminhada

    Filhos de Bolsonaro declaram apoio a Nikolas e tentam impulsionar caminhada

    Nikolas anunciou que pretende percorrer cerca de 240 quilômetros em protesto contra as condenações relacionadas à tentativa de golpe de Estado julgada pelo Supremo Tribunal Federal. A expectativa é que o grupo chegue à capital federal no domingo (25)

    (CBS NEWS) Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se mobilizaram para declarar apoio à caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), iniciada na última segunda-feira (19), em Paracatu, no interior de Minas Gerais, com destino a Brasília.

    Nikolas anunciou que pretende percorrer cerca de 240 quilômetros em protesto contra as condenações relacionadas à tentativa de golpe de Estado julgada pelo Supremo Tribunal Federal. A expectativa é que o grupo chegue à capital federal no domingo (25).

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência pelo grupo, não participou da caminhada por causa de uma viagem a Israel, mas manifestou apoio por telefone a Nikolas e aos deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e André Ferreira (PL-CE), que acompanham o ato.
    “Parabéns pela iniciativa”, disse o senador. Segundo ele, “não é um movimento de confronto, mas de esperança”.

    Flávio não citou diretamente o STF em sua manifestação, o que vai ao encontro da postura recente de Michelle Bolsonaro (PL). A ex-primeira-dama se reuniu com o ministro Alexandre de Moraes para pedir melhores condições para o marido, preso por tentativa de golpe de Estado. Após a conversa, Bolsonaro foi transferido, na semana passada, para a unidade conhecida como Papudinha.

    O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também se manifestou por vídeo. “É uma boa resposta para dizer que ninguém está virando as costas para os presos políticos”, afirmou o ex-parlamentar, que está nos Estados Unidos desde o ano passado e, por isso, perdeu o mandato.

    No ano passado, Nikolas e integrantes da família Bolsonaro tiveram momentos de tensão e trocaram críticas públicas. Eduardo chegou a afirmar que o deputado não se posicionava de forma suficiente em defesa das articulações feitas nos Estados Unidos para impor sanções a Moraes. Depois das divergências, os dois se reconciliaram.

    Eduardo é réu por coação no curso do processo que investigou a tentativa de golpe, acusado de articular sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras para tentar influenciar o julgamento do pai.

    Pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL-SC) se juntou pessoalmente à caminhada na terça-feira (20), após pedidos de Eduardo e Flávio.
    “Essa consideração que ele está tendo não só conosco, mas com os presos políticos do 8 de Janeiro, demonstra uma maturidade gigantesca para dar mais um passo numa nova batalha”, afirmou Carlos.

    O vídeo com a declaração foi republicado nas redes do PL nacional, que vem acompanhando e divulgando a manifestação.

    Para o deputado federal Carlos Jordy (PL-SP), vice-líder da Minoria na Câmara, o apoio da família Bolsonaro é “muito simbólico” e indica que o grupo está no caminho certo. “Tudo isso só está acontecendo por causa do presidente Bolsonaro, que deu início a todo esse movimento da direita no país”, afirmou. Ele também se juntou à caminhada na tarde de terça-feira.

    A deputada Bia Kicis (PL-DF) disse que pretende se integrar ao ato. “O povo estava cobrando algo assim dos parlamentares”, declarou.

    Já o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, afirmou que “toda manifestação individual ou coletiva para expor as fragilidades da chamada democracia relativa é válida”.

    Do outro lado, o deputado Rogério Correia (PT-MG) classificou o protesto como “a caminhada da mentira e do golpe”. “É a tese do golpe continuada, sempre criando um clima para tentar inverter decisões democráticas, inclusive da Justiça brasileira, na tentativa de colocar Bolsonaro em liberdade”, disse.

    A deputada Dandara Tonantzin (PT-MG) afirmou que o país tem pautas mais urgentes do que “essa cortina de fumaça”, citando o custo de vida e o fim da escala 6×1.

    Na carta que justifica a caminhada, Nikolas fala em “desumanização dos brasileiros presos após o dia 8” e em “perseguição sistemática a opositores políticos, entre eles Jair Bolsonaro”. O deputado evita citar diretamente o STF, mas menciona decisões ligadas ao tribunal.

    Entre as reivindicações, ele aponta a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, que previa a redução de penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. O projeto foi aprovado pelo Congresso no ano passado, apesar da defesa de anistia total pelos bolsonaristas, mas foi vetado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de janeiro. O veto ainda será analisado pelo Congresso, atualmente em recesso até 2 de fevereiro.

    Filhos de Bolsonaro declaram apoio a Nikolas e tentam impulsionar caminhada

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Mulher escraviza vítima por 25 anos e é condenada no Reino Unido

    Mulher escraviza vítima por 25 anos e é condenada no Reino Unido

    Vítima com dificuldades de aprendizagem foi escravizada, agredida e viveu em condições degradantes por décadas em cidade inglesa; resgate ocorreu após denúncia de familiar da agressora, e sentença será definida em março

    Uma mulher foi condenada no Reino Unido por manter outra em cativeiro por cerca de 25 anos, submetendo-a a condições análogas à escravidão na cidade de Tewkesbury, no condado de Gloucestershire, na Inglaterra. A vítima, identificada apenas como K para preservar sua identidade, tinha dificuldades de aprendizagem e era submetida a agressões constantes, sobrevivendo com restos de comida.

    Segundo informações divulgadas pela BBC, Mandy Wixon obrigava K a realizar trabalhos domésticos exaustivos e a viver em um quarto descrito como semelhante a uma cela de prisão, sem condições adequadas de higiene. Ao longo dos anos, a vítima sofreu agressões físicas frequentes e abusos graves.

    De acordo com o processo, Wixon chegou a esguichar detergente líquido na garganta da vítima, jogar água sanitária em seu rosto e raspar seu cabelo contra a vontade. K nasceu em um contexto familiar instável e, em 1996, quando tinha cerca de 16 anos, foi entregue aos cuidados de Wixon, situação que se prolongou por décadas.

    Já com mais de 40 anos, a vítima foi resgatada pela polícia em 15 de março de 2021, após um dos dez filhos da agressora procurar as autoridades demonstrando preocupação com o bem-estar de K. As investigações revelaram que ela era espancada com frequência, inclusive com o cabo de uma vassoura, agressão que resultou na perda de dentes. K também era impedida de sair de casa e precisava tomar banho às escondidas, durante a noite.

    “Não quero estar aqui. Não me sinto segura. Mandy bate em mim o tempo todo. Não gosto disso”, relatou a vítima às autoridades durante o resgate.

    Atualmente, K vive com uma família de acolhimento, frequenta a universidade e já conseguiu até viajar para o exterior, iniciando um processo de reconstrução de sua vida.

    Mandy Wixon foi considerada culpada e deixou o Tribunal da Coroa de Gloucester em liberdade provisória. A sentença está marcada para o dia 12 de março. Ao sair do tribunal, a ré afirmou não sentir arrependimento. “Nunca fiz isso”, declarou.

    Mulher escraviza vítima por 25 anos e é condenada no Reino Unido