Autor: REDAÇÃO

  • Dani Alves demite treinador 15 dias após comprar clube português

    Dani Alves demite treinador 15 dias após comprar clube português

    O São João de Ver anunciou, por meio de um comunicado divulgado em suas plataformas oficiais no fim da noite de sábado, a demissão de João Nívea, que ocupava o cargo de treinador da equipe principal desde outubro, quando foi escolhido para substituir Pedro Lomba.

    “O Sporting Clube de São João de Ver informa que João Nívea deixa de exercer as funções de treinador da equipe principal. O clube agradece ao treinador e a toda a sua comissão técnica pelo profissionalismo, dedicação e compromisso demonstrados, desejando-lhes os maiores sucessos pessoais e profissionais no futuro”, diz a nota.

    “O clube informa ainda que José Santos, Fábio Pais e Sérgio ‘Ministro’ assumirão o comando técnico de forma interina, já orientando a equipe na partida deste domingo, contra o Sporting de Braga B”, acrescenta o comunicado, em referência ao jogo da 17ª rodada da Série A da Liga 3, com início marcado para as 15h (horário de Portugal Continental), no Estádio Amélia Morais.

    A decisão foi tomada seis dias após a goleada sofrida em casa diante do Fafe, por 4 a 0 — adversário que, posteriormente, surpreendeu ao eliminar o Sporting de Braga nas quartas de final da Taça de Portugal, vencendo por 2 a 1. O resultado negativo foi o terceiro consecutivo, após as derrotas para o AD Marco 09 (2 a 1) e Amarante (1 a 0).

    No momento, a equipe sediada em Santa Maria da Feira ocupa a décima e última colocação da tabela, com 13 pontos, mesma pontuação da Sanjoanense, que mais tarde, às 19h, visita o Varzim com a missão de conquistar a primeira vitória desde 5 de outubro, quando venceu o Beira-Mar por 2 a 1.

    Com apenas duas rodadas restantes para o fim da fase inicial, Trofense e Amarante dividem a liderança, ambos com 27 pontos. Na sequência aparecem Paredes, Fafe, Vitória SC B e Sporting de Braga B, todos com 23 pontos, seguidos pelo Varzim, com 22, e pelo AD Marco 09, com 16.

    A chamada “chicotada psicológica” ocorre apenas 15 dias depois de Dani Alves, ex-jogador da seleção brasileira e com passagens por clubes como Barcelona, Juventus e Paris Saint-Germain — antes de ter sido condenado à prisão em um caso de estupro —, ter anunciado publicamente a aquisição do São João de Ver.

    “Essa união simboliza mais do que uma mudança estrutural. Representa o encontro entre a experiência de quem conquistou o mundo e a alma de um clube que nunca deixou de acreditar. Dani Alves traz visão global, mentalidade vencedora e ambição”, explicou, na ocasião, o clube que disputa a terceira divisão do futebol português.

    “O São João de Ver oferece identidade, comunidade e uma história construída com esforço e verdade. Juntos, transformam o que já é grande em um projeto ainda maior, sustentável e inspirador. Este é um momento de virada que reforça a confiança no projeto, nas pessoas que o constroem diariamente e nos valores que sempre definiram o clube”, prosseguiu.

    “Um compromisso claro com o crescimento sustentável, com a valorização da sua história e com a construção de um futuro sólido, responsável e apaixonado. Aqui, o passado inspira. O presente une. E o futuro se constrói com coragem, trabalho e visão”, concluiu.



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  • Desfile de carnaval com "Stephens Hawkings" na Espanha viraliza; vídeo

    Desfile de carnaval com "Stephens Hawkings" na Espanha viraliza; vídeo

    Um grupo de doze homens mascarou-se do astrofísico Stephen Hawking no Carnaval de Cádiz, em Espanha, para sensibilizar a população para a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) – doença de que Hawking sofria. O coletivo, que participa numa competição de disfarces, planeia doar as cadeiras de rodas a doentes com ELA.

    Eles surgiram curvados em suas cadeiras de rodas, com as pernas e a cabeça inclinadas para o lado e uma das mãos segurando o controle para conduzir o equipamento. Todos vestiam o mesmo figurino: terno, camisa branca por baixo, sapatos marrons, lenço no pescoço e óculos redondos. De repente, doze Stephen Hawkings estavam no palco do Gran Teatro Falla, em Cádiz, na Espanha.

    A caracterização foi montada de forma meticulosa para o Carnaval deste ano na região. Durante cerca de um ano, os doze homens aperfeiçoaram a fantasia para se parecerem o máximo possível com o astrofísico britânico, conhecido mundialmente não apenas por suas pesquisas, mas também pela perseverança em seguir estudando mesmo diante de uma doença altamente limitante.

    “Foi uma ideia do tipo ‘tudo ou nada’”, contou o autor da proposta, Miguel Ángel Llul, ao El País.

    O grupo se fantasiou especialmente para o Concurso Oficial de Grupos de Carnaval de Cádiz, não apenas com o objetivo de vencer a competição, mas também de conscientizar o público sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença da qual Stephen Hawking sofria.

    Ao longo dos 30 minutos de apresentação no Gran Teatro Falla, o grupo fez diversos elogios ao cientista, em tom de homenagem.

    “Com a minha vontade de viver e a minha cadeira de rodas, cheguei ao topo, até mesmo a ver as estrelas.”

    “A ELA me deixou como vocês podem ver, mas consegui ser independente. Triunfei sozinho.”

    Mas essa foi apenas uma parte da performance. O El País descreveu a meia hora de espetáculo como um momento de humor negro “ousado”. Logo na entrada em cena, o grupo começa a cantar uma música cujos primeiros versos dizem: “A máquina chegou para curtir o Carnaval”.

    Durante a apresentação, os integrantes imitam os gestos de Hawking, inclusive a voz robótica que ele utilizava (“Não se ofendam, é só uma brincadeira”, dizem), recheando o espetáculo com piadas inesperadas e referências a temas atuais.

    “Embora o problema das espécies invasoras seja sério, trabalhar como funcionário do Julio Iglesias é mais perigoso”, canta o grupo em um dos trechos.

    Vale lembrar que o cantor foi recentemente acusado por duas ex-funcionárias de agressão sexual e tráfico humano.

    A performance dos “Stephen Hawkings” foi um sucesso absoluto no Carnaval de Cádiz e rapidamente se tornou viral. Vídeos do grupo circularam pelas redes sociais, levando os integrantes a participarem de programas de televisão e outros eventos.

    “Estamos cansados, mas felizes”, afirmou Llul.

    O sucesso da apresentação, no entanto, só foi possível após o aval da Associação de ELA da Andaluzia, que foi convidada para o ensaio geral e, segundo Llul, deu sua autorização para que o grupo participasse da competição.

    Por enquanto, o grupo ainda precisa ser aprovado em mais três fases do concurso para chegar à grande final, marcada para o dia 13 de fevereiro.

    Independentemente do resultado, uma coisa já está definida: ao final das apresentações, as cadeiras de rodas utilizadas serão doadas a pacientes com ELA que precisem do equipamento.

    “São cadeiras de verdade, que custaram 400 euros cada”, explicou Llul. “Inicialmente, uma marca se ofereceu para nos dar as cadeiras gratuitamente, mas o grupo decidiu comprá-las para poder fazer esse gesto de caridade e doá-las a quem realmente precisa”, acrescentou.

    “Já que estamos carregando o fardo, nada mais justo do que fazer uma boa ação”, concluiu, rindo.

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  • Ex-estrela mirim da Nickelodeon morre em atropelamento em Nova York

    Ex-estrela mirim da Nickelodeon morre em atropelamento em Nova York

    Kianna Underwood, ex-estrela infantil da Nickelodeon, morreu aos 33 anos após ser atropelada em Nova York. O incidente ocorreu no bairro de Brownsville, Brooklyn, na manhã de sexta-feira, 16 de janeiro. A atriz foi declarada morta no local.

    A atriz Kianna Underwood morreu aos 33 anos após ser atropelada em Nova York. A jovem foi declarada morta no local, no bairro de Brownsville, no Brooklyn, depois de ter sido arrastada por um veículo por duas quadras, nesta sexta-feira, 16 de janeiro, pouco antes das 7h da manhã.

    De acordo com a revista Variety, ninguém foi preso até o momento pelo crime, que teria ocorrido após a artista sair de um mercado. Segundo relatos de fontes ao The New York Post, o motorista não teria percebido que havia alguém em seu caminho.

    Kianna ficou conhecida em 2005 ao integrar o elenco do programa da Nickelodeon All That, o mesmo que revelou nomes como Amanda Bynes, Jamie Lynn Spears e Kenan Thompson.

    A atriz também deu voz a uma personagem da série infantil Little Bill, criada por Bill Cosby. Em 1999, atuou no filme de comédia The 24 Hour Woman (Mulher a Toda Hora), ao lado de atrizes como Rosie Perez e Marianne Jean-Baptiste, e participou da primeira turnê nacional pelos Estados Unidos do musical Hairspray, em 2004. Apesar de ter iniciado a carreira ainda criança, Kianna já não atuava havia vários anos.

    Kianna Underwood integrou o elenco de All That em sua última temporada, em 2005. O programa foi criado como uma versão infantil do famoso Saturday Night Live e fez grande sucesso, chegando a gerar três spin-offs.

    Ex-estrela mirim da Nickelodeon morre em atropelamento em Nova York

  • Cela de Bolsonaro na Papudinha é quase 10 vezes maior que área fixada em lei

    Cela de Bolsonaro na Papudinha é quase 10 vezes maior que área fixada em lei

    Condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma trama golpista para se manter no poder após as eleições de 2022, Bolsonaro estava preso até quinta-feira (15) em uma sala individual na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal.

    ARTHUR GUIMARÃES DE OLIVEIRA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Com 64,83 m², a cela na unidade da Papudinha para a qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi transferido tem área total quase dez vezes superior ao mínimo previsto na Lei de Execução Penal e bem acima dos padrões internacionais mínimos.

    Condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma trama golpista para se manter no poder após as eleições de 2022, Bolsonaro estava preso até quinta-feira (15) em uma sala individual na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal.

    O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a transferência dele para uma sala de Estado-Maior localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar, junto ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília -local conhecido como Papudinha.

    De acordo com a decisão, a unidade possui uma área total de 64,83 m², sendo 54,76 m² cobertos e 10,07 m² externos. A infraestrutura tem ambientes como banheiro, cozinha, lavanderia, quarto, sala e área externa.

    As acomodações incluem cozinha, que permite o preparo e o armazenamento de alimentos, banheiro com chuveiro e água quente, geladeira, armários, cama de casal e televisão. O local ainda comporta a instalação de equipamentos de ginástica, como esteira e bicicleta.

    A legislação brasileira é mais econômica. Exige que o espaço contenha ao menos um dormitório, um aparelho sanitário e um lavatório. Também é preciso garantir condições como ventilação, exposição ao sol e temperatura adequada. A área mínima é de 6 m².
    O Comitê Europeu para a Prevenção da Tortura também fala em cerca de 6 m² de espaço, sem contar instalação sanitária, enquanto o Comitê Internacional da Cruz Vermelha recomenda aproximadamente 5,4 m² para uma cela individual.

    De acordo com a Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), no sistema federal, o tamanho médio das celas individuais, ou seja, com apenas uma pessoa privada de liberdade, é aproximadamente este: 6 m².

    Mas, para efeito de comparação, um relatório de 2024 do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, órgão vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, trouxe dados de visita ao bloco de segurança máxima da Papuda.

    Nesse setor, as celas são projetadas para duas pessoas. No dia da inspeção, entretanto, abrigavam de 8 a 10 detentos. Não havia nenhuma luminosidade natural e pouca ventilação. Existia apenas um espaço ao lado para banho de sol, porém o acesso precisava ser franqueado por policiais.

    As equipes identificaram um ambiente abafado, com mofo nas paredes e nas roupas de cama. O banheiro não garantia privacidade. Em algumas celas, não havia nem possibilidade de colocar uma lâmpada.

    Com espaço amplo, a unidade prisional onde o ex-presidente Bolsonaro agora está preso tem a capacidade para até quatro pessoas, mas será utilizada somente pelo ex-presidente, que ficará isolado dos demais presos do complexo.

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  • Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial neste sábado

    Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial neste sábado

    Aprovado por ampla maioria dos 27 países que integram a UE, o tratado será assinado em Assunção, no Paraguai – país que, desde dezembro de 2025, preside temporariamente o Mercosul.

    Após 26 anos de negociação, representantes dos blocos de integração regional Mercosul e União Europeia (UE) devem assinar, neste sábado (17), um acordo de livre comércio com potencial de integrar um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas (450 milhões na UE e cerca de 295 milhões no Mercosul).

    Aprovado por ampla maioria dos 27 países que integram a UE, o tratado será assinado em Assunção, no Paraguai – país que, desde dezembro de 2025, preside temporariamente o Mercosul.

    A cerimônia de assinatura acontecerá a partir das 12h15 (horário de Brasília), no teatro José Asunción Flores, do Banco Central paraguaio – mesmo local onde, em 1991, foi assinado o Tratado de Assunção, considerado o primeiro passo para a criação do Mercado Comum do Sul (Mercosul), hoje composto por Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.

     

    O evento contará com a presença de representantes dos países-membros, a exemplo dos presidentes Javier Milei (Argentina); Rodrigo Paz (Bolívia); Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai), bem como da cúpula europeia, como Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu.

    Por questões de agenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não viajará ao Paraguai. O Brasil será representado na cerimônia de assinatura pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Na véspera (16), contudo, Lula recebeu Ursula e Costa no Rio de Janeiro, onde discutiram a implementação do acordo comercial e outros temas da agenda internacional.

    Protocolar, a assinatura do acordo comercial formaliza o fim da fase de tratativas técnicas e políticas iniciadas em junho de 1999, quando as partes começaram a negociar seus termos. O texto estabelece a gradual eliminação de tarifas de importação para mais de 90% do comércio bilateral, envolvendo bens industriais (máquinas, ferramentas, automóveis e outros produtos e equipamentos) e produtos agrícolas.

    Após a assinatura, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país integrante do Mercosul. A entrada em vigor da parte comercial do acordo depende da aprovação legislativa, com previsão de implementação gradual ao longo dos próximos anos. De qualquer forma, a expectativa é que o tratado seja implementado gradualmente e que seus efeitos práticos demorem algum tempo para começar a ser sentidos, estabelecendo a maior zona de livre comércio do mundo.

    Nesta quinta-feira (15), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse crer que o acordo comercial entre em vigor ainda no segundo semestre deste ano.

    Assinado, o Parlamento Europeu aprova sua lei e nós, no Brasil, aprovamos a lei, internalizando o acordo. A gente espera que aprove a lei ainda neste primeiro semestre e que tenhamos, no segundo semestre, a vigência do acordo. Aí, ele entra imediatamente em vigência”, afirmou Alckmin.

    Celebrado por governos e setores industriais, o acordo é alvo de críticas e protestos de agricultores europeus que temem a concorrência dos produtos sul-americanos, já que, entre outras coisas, eliminará tarifas alfandegárias.

    O tratado também é alvo da desconfiança de ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola – embora a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, avalie que o texto final está alinhado à agenda ambiental, em termos capazes de promover o desenvolvimento e proteger a natureza.

    A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que a implementação do acordo pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões e ampliar a diversificação das vendas internacionais brasileiras, beneficiando inclusive à indústria nacional.

    >> Confira os principais pontos do acordo: 

    1. Eliminação de tarifas alfandegárias

    Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;

    Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;

    União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.

    2. Ganhos imediatos para a indústria

    Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.

    >> Setores beneficiados:

    Máquinas e equipamentos;

    Automóveis e autopeças;

    Produtos químicos;

    Aeronaves e equipamentos de transporte.

    3. Acesso ampliado ao mercado europeu

    Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;

    UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;

    Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.

    4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis

    Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;

    Acima dessas cotas, é cobrada tarifa;

    Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;

    Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;

    Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;

    No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.

    5. Salvaguardas agrícolas

    >>UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:

    Importações crescerem acima de limites definidos;

    Preços ficarem muito abaixo do mercado europeu;

    Medida vale para cadeias consideradas sensíveis.

    6. Compromissos ambientais obrigatórios

    Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;

    Cláusulas ambientais são vinculantes;

    Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.

    7. Regras sanitárias continuam rigorosas

    UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários.

    Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.

    8. Comércio de serviços e investimentos

    >>Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.

    >>Avanços em setores como:

    Serviços financeiros;

    Telecomunicações;

    Transporte;

    Serviços empresariais.

    9. Compras públicas

    Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;

    Regras mais transparentes e previsíveis.

    10. Proteção à propriedade intelectual

    Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;

    Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.

    11. Pequenas e médias empresas (PMEs)

    Capítulo específico para PMEs;

    Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;

    Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.

    12. Impacto para o Brasil

    Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria;

    Maior integração a cadeias globais de valor;

    Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo.

    13. Próximos passos

    Assinatura prevista para 17 de janeiro, no Paraguai;

    Aprovação pelo Parlamento Europeu;

    Ratificação nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai;

    Entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites;

    Acordos que extrapolam política comercial precisam ser aprovados pelos parlamentos de cada país.

    * Colaborou Wellton Máximo

    Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial neste sábado

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  • "Vergonha". Leavitt abandona conferência após questão sobre Renee Good

    "Vergonha". Leavitt abandona conferência após questão sobre Renee Good

    Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, abandonou uma conferência de imprensa após ser confrontada com questões sobre o serviço de imigrantes norte-americano (ICE) e a sua atuação na morte de Renee Good.

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, abandonou uma coletiva de imprensa na quinta-feira, 15 de janeiro, após ser confrontada com questionamentos sobre o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) e sua atuação na morte de Renee Good.

    Durante a coletiva, o irlandês Niall Stanage mencionou que, no ano passado, 32 pessoas morreram enquanto estavam sob custódia do ICE e que 170 cidadãos norte-americanos foram detidos pelo órgão. Além disso, destacou que uma mulher foi morta com um tiro na cabeça por um agente do ICE.

    “Como isso equivale a dizer que vocês estão fazendo tudo corretamente?”, questionou o jornalista, referindo-se a uma expressão usada pela secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos.

    Leavitt respondeu com outra pergunta: “Por que Renee Good, infelizmente e tragicamente, foi morta?”

    A pergunta levou Stanage a esclarecer se Leavitt estava pedindo sua “opinião” sobre o ocorrido, ao que a porta-voz da Casa Branca respondeu afirmativamente.

    “Porque um agente do ICE agiu de forma imprudente e a matou de maneira injustificada”, respondeu o jornalista.

    “Então você é um jornalista tendencioso, com uma opinião de esquerda”, rebateu Leavitt sem hesitar. “Porque você é um infiltrado da esquerda”, continuou.

    A porta-voz da Casa Branca seguiu com os ataques, afirmando que Stanage estava “se fazendo passar” por jornalista, algo que, segundo ela, ficou claro “pela premissa da sua pergunta”.

    “Pessoas da mídia que têm esse viés, mas fingem ser jornalistas, nem deveriam estar sentadas nesses lugares”, disse, apontando para a sala cheia de repórteres. “Vocês fingem ser jornalistas, mas são ativistas de esquerda.”

    Leavitt também questionou se Stanage tinha dados sobre quantos cidadãos norte-americanos “foram mortos por imigrantes ilegais que o ICE está tentando remover” do país. “Aposto que não”, afirmou.

    “Os homens e mulheres corajosos do ICE estão fazendo tudo o que podem para remover esses indivíduos horríveis e tornar nossa comunidade mais segura. Pessoas como você, na mídia, deveriam sentir vergonha”, disparou.

    Pouco depois, Leavitt deixou a coletiva de imprensa, deixando as perguntas do jornalista sem resposta.

    A reação da porta-voz dos Estados Unidos ocorre em meio à polêmica das últimas semanas envolvendo a morte de Renee Good, uma norte-americana assassinada pelo agente do ICE Jonathan Ross, em 7 de janeiro. Good havia acabado de deixar um de seus três filhos na escola e decidiu passar por um protesto anti-ICE com a esposa, Becca Good, durante uma operação do serviço de imigração.

    As versões sobre o que aconteceu divergem. A administração dos Estados Unidos afirma que o agente estava apenas se defendendo, alegando que Renee Good o atropelou e que ele teria sofrido, inclusive, uma hemorragia interna.

    Em outra versão dos fatos, há quem afirme que os quatro disparos efetuados foram desnecessários e que o carro de Renee sequer teria encostado no agente, descartando, assim, a tese de legítima defesa.

    A morte da mulher, de 37 anos, gerou forte indignação na sociedade norte-americana — que, ao longo do último ano, já vinha demonstrando insatisfação com a forma de atuação do ICE —, levando a protestos em massa em todo o país, especialmente no estado de Minnesota, onde o incidente ocorreu.

    "Vergonha". Leavitt abandona conferência após questão sobre Renee Good

  • Infecção bacteriana: Estrela de reality show culpa toalhas de hotel

    Infecção bacteriana: Estrela de reality show culpa toalhas de hotel

    A estrela de reality show Bethenny Frankel disse que nunca mais vai usar uma toalha de hotel, isto depois de ter contraído uma infecção bacteriana no rosto enquanto estava de férias em St. Barths.

    Bethenny Frankel, que participou de reality shows como The Real Housewives of New York City e The Apprentice: Martha Stewart, afirmou que nunca mais vai usar toalhas de hotel.

    A celebridade e empresária contraiu uma infecção bacteriana no rosto enquanto estava de férias em St. Barths, segundo relato da revista People.

    Em um vídeo publicado no TikTok na quinta-feira, dia 15 de janeiro, Bethenny Frankel declarou: “Tive uma infecção bacteriana por causa das toalhas”.

    “Isso já tinha acontecido uma vez com a minha filha. Foi ela quem percebeu quando aconteceu comigo, e depois começou a acontecer com ela também. As toalhas acumulam bactérias”, acrescentou.

    Em seguida, a celebridade comentou que os hotéis, “mesmo os melhores, não lavam as toalhas imediatamente”. Em vez disso, segundo ela, as toalhas são colocadas “em recipientes junto com comida, bebida e sabe-se lá mais o quê”. “Não vou entrar em detalhes”, disse, afirmando que “isso simplesmente não é higiênico em nenhuma circunstância”.

    Notícias ao Minuto Bethenny Frankel© Bethenny Frankel/Instagram  

    Citando um dermatologista e uma especialista em cuidados com a pele, Bethenny Frankel afirmou que até mesmo uma “toalha bem limpa” pode “reter bactérias”. Na sequência, comparou a situação às esponjas de maquiagem.

    “As esponjas de maquiagem, nós podemos limpá-las quantas vezes quisermos. Elas acumulam bactérias, assim como os pincéis, então temos que fazer o nosso melhor. Não dá para viver numa bolha, mas estou apenas dizendo que nunca, jamais, na minha vida, vou usar uma toalha de hotel novamente”, concluiu antes de encerrar o vídeo.

    @bethennyfrankel

     

    original sound – Bethenny Frankel

     

    Infecção bacteriana: Estrela de reality show culpa toalhas de hotel

  • Ruben Amorim ‘ilibado’: “O que é o Manchester United? O Mickey Mouse FC?”

    Ruben Amorim ‘ilibado’: “O que é o Manchester United? O Mickey Mouse FC?”

    Troy Deeney fez, este sábado, uso do espaço de opinião que assina no jornal britânico The Sun para defender que os dois últimos treinadores do Manchester United, o neerlandês Erik ten Hag e o português Ruben Amorim, não podem ser considerados os principais culpados pela crise de resultados esportivos que assolam o clube.

    Na visão do histórico atacante do Watford, é preciso apontar o dedo para quem levou os Red Devils a este cenário desolador: “Estou farto do Manchester United. Todos nós o consideramos, de longe, o maior clube do país e, indiscutivelmente, o primeiro ou o segundo maior do mundo. Muitos de nós crescemos amando ou odiando o clube como força dominante, mas o que eles são agora? O Mickey Mouse FC?”

    “Vimos como se tornaram um time do qual apenas rimos, espantados com o quão incrivelmente estúpidos se tornaram. Para qualquer pessoa com menos de 16 anos, o Manchester United é, francamente, uma piada. Eles cometeram os mesmos erros, repetidas vezes, desde a saída de Sir Alex [Ferguson]”, escreveu.

    “Ferguson saiu, e eles voltaram ao mesmo caminho, agora com Michael Carrick. Também levou tempo, mas quando o Arsenal quis se afastar de Arsène Wenger, o que fez? Ele saiu de cena. O francês pode voltar quando quiser, mas está fora do ambiente do Emirates. Não há sombra pairando sobre o clube, e ele não tem nenhuma influência sobre o que acontece com Mikel Arteta”, prosseguiu.

    “Ferguson é o melhor treinador de todos os tempos, mas o que diabos os dirigentes do Manchester United estão fazendo ao se ajoelharem constantemente diante dele? E, claro, sempre que o United bate em mais um galho nessa queda, as câmeras mostram sua lenda olhando, com desaprovação, da tribuna presidencial”, completou.

    “Estão administrando o Manchester United como se fosse o West Ham”

    No entanto, o diagnóstico não parou por aí: “Darren Fletcher e Fergie não são os verdadeiros problemas aqui. O problema está em quem está no topo, tomando decisões estúpidas e ingênuas, repetidas vezes. Antes, os Glazers eram o problema, e Sir Jim Ratcliffe seria o herói, mas ele montou uma estrutura chocante”.

    “O Manchester United deveria ser o melhor entre os melhores, mas há muito tempo não age assim, dentro ou fora de campo. Procurando um novo diretor técnico? Obviamente, o Southampton — de onde tiraram Jason Wilcox — é o lugar ideal para buscar alguém. Todos lá dirão o quão bem as coisas têm ido recentemente”, ironizou.

    “Depois, olharam para o outro lado de Manchester, para os arquirrivais, e foram buscar Omar Berrada como diretor-executivo. O Manchester City é administrado de forma brilhante, como uma máquina, mas se Berrada fosse realmente tão bom, será que o teriam deixado ir para Old Trafford? Claro que não”, acrescentou.

    “São essas as pessoas que acabarão levando a culpa. De Ten Hag a Rúben Amorim e, agora, provavelmente, [Michael] Carrick — que, apesar de ser um ex-jogador do Manchester United, com uma bela carreira, pouco fez para merecer esse cargo. Ainda assim, não é ele quem deve ser o alvo da torcida. A responsabilidade é de quem está administrando o Manchester United como se fosse o West Ham”, concluiu.

    Ruben Amorim ‘ilibado’: “O que é o Manchester United? O Mickey Mouse FC?”

  • Trump se oferece para mediar Egito e Etiópia sobre barragem no Nilo

    Trump se oferece para mediar Egito e Etiópia sobre barragem no Nilo

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se ofereceu para mediar as disputas entre o Egito e a Etiópia sobre a maior obra hidroelétrica de África, uma barragem no Nilo Azul.

    Estou pronto para retomar a mediação dos Estados Unidos entre o Egito e a Etiópia para resolver, de forma responsável, a questão da ‘partilha das águas do Nilo’ de uma vez por todas”, declarou Trump, em carta enviada ao homólogo egípcio, Abdel Fattah al-Sisi.

    O republicano afirma que, durante as negociações conduzidas em seu primeiro mandato (2017–2021), evitou uma guerra, embora em julho tenha admitido que a barragem “se tornou um problema muito sério” e tenha instado as partes a “encontrarem uma solução”.

    O presidente norte-americano reiterou que nenhum país deve “controlar unilateralmente” as águas do Nilo em prejuízo dos demais Estados e que ajudaria a “garantir as necessidades hídricas” do Egito, da Etiópia e do Sudão.

    “Com o conhecimento técnico adequado, negociações justas e transparentes e um papel significativo dos Estados Unidos no acompanhamento e na coordenação entre as partes, podemos alcançar um acordo duradouro para todas as nações da Bacia do Nilo”, diz a carta.

    Trump afirmou que pretende garantir descargas previsíveis de água durante os períodos de seca no Egito e no Sudão, enquanto a Etiópia poderá continuar a gerar “quantidades substanciais” de eletricidade, que ele propõe que sejam “doadas ou vendidas” aos outros dois países.

    Egito e Etiópia mantêm fortes tensões em torno da construção da Grande Barragem do Renascimento Etíope, inaugurada por Adis Abeba no Nilo Azul em setembro, e que tanto o Egito quanto o Sudão consideram uma ameaça à sua segurança hídrica.

    Logo após a inauguração da Grande Barragem, o Egito acusou a Etiópia de agir de forma unilateral e de “violar o direito internacional”, em carta de protesto enviada ao Conselho de Segurança da ONU.

    Com cerca de 110 milhões de habitantes, o Egito depende do Nilo para 97% de suas necessidades hídricas, especialmente para a agricultura.

    O Nilo, cuja bacia hidrográfica abrange 11 países, possui dois principais afluentes: o Nilo Branco, que nasce na região dos Grandes Lagos; e o Nilo Azul, que nasce no lago Tana, na Etiópia, e é responsável por 85% do volume de água do rio.

    O projeto está localizado na região etíope de Benishangul-Gumuz, no oeste do país, a cerca de 15 quilômetros da fronteira com o Sudão.

    A usina hidrelétrica, a 15ª maior do mundo, tem capacidade para gerar 5.150 megawatts de energia elétrica — o equivalente a quase seis usinas nucleares — e para armazenar cerca de 74 bilhões de metros cúbicos de água.

    Apesar das reiteradas garantias da Etiópia de que o projeto não causará danos significativos, os três países não conseguiram chegar a um acordo nas sucessivas negociações realizadas desde 2015.

    Diversas tentativas de mediação ao longo da última década entre os três países — sob a égide, em diferentes momentos, dos Estados Unidos, do Banco Mundial, da Rússia, dos Emirados Árabes Unidos e da União Africana — fracassaram.

    Trump se oferece para mediar Egito e Etiópia sobre barragem no Nilo

  • Presidente do clube italiano Fiorentina morre durante madrugada

    Presidente do clube italiano Fiorentina morre durante madrugada

    O futebol italiano acordou, neste sábado, com a trágica notícia da morte de Rocco Commisso, que ocupava o cargo de presidente da Fiorentina desde 2019, quando adquiriu o clube. O dirigente estava, nas últimas semanas, nos Estados Unidos, onde recebia tratamento para uma doença grave que não chegou a ser divulgada.

    O anúncio do falecimento do empresário ítalo-americano, aos 76 anos, foi feito pelo próprio clube viola, às 3h15 (horário de Portugal Continental), por meio de um comunicado divulgado em suas plataformas oficiais: “Com grande dor e tristeza, a família Commisso — sua esposa, Catherine, seus filhos, Giuseppe e Marisa, e suas irmãs, Italia e Raffaelina — anuncia a morte do presidente Rocco B. Commisso”.

    “Após um longo período de tratamento, nosso amado presidente nos deixou e, hoje, todos estamos de luto por sua morte. Para a família, ele era um exemplo, um guia, um homem leal e de fé, que, ao lado da esposa Catherine, completou 50 anos de casamento e, com os filhos, foi um pai firme e carinhoso”, diz o comunicado.

    “O seu amor pela Fiorentina foi o maior presente que ele deu a si mesmo, vivendo dias inesquecíveis com os meninos e meninas das categorias de base, sempre com carinho e um sorriso para todos. Incansável, trabalhou até os seus últimos dias, dedicando-se à Fiorentina e ao seu futuro”, prossegue o texto.

    “O futebol era a sua paixão, e a Fiorentina se tornou o seu grande amor há sete anos, quando Rocco assumiu a liderança do clube viola e passou a amar seus torcedores, suas cores e a cidade de Florença. ‘Podem me chamar de Rocco’, dizia ele, de forma simples, a todos, com sua extraordinária empatia”, completa a nota.

    No mesmo comunicado, o tradicional clube da Serie A informou que, a partir de agora, o seu centro de treinamentos passará a se chamar Rocco B. Commisso Viola Park, por se tratar de “uma marca indelével de afeto e do desejo de cuidar do futuro dos jovens jogadores”, tendo sido ele o principal responsável por sua construção.

    “A família Commisso deseja agradecer a todos que a apoiaram durante este período difícil e tem a certeza de que a memória de Rocco permanecerá para sempre no coração das muitas pessoas que o amaram e que compartilharam com ele momentos difíceis e felizes. Nossos pensamentos, neste momento de tristeza, estão com todos na Fiorentina”, conclui.

    Legado também no mundo do audiovisual

    No entanto, não foi apenas no futebol que Rocco Commisso deixou sua marca. Em 1995, foi um dos fundadores da Mediacom, empresa que viria a se tornar uma das maiores operadoras de TV a cabo dos Estados Unidos, onde passou a ocupar o cargo de diretor-executivo, função que acumulou com a presidência da Fiorentina.

    Em seu currículo, também constam participações em outras empresas norte-americanas, como a Cablevision, o Royal Bank of Canada e o Chase Manhattan Bank. Apesar disso, nunca escondeu o amor pelo futebol e, ainda antes da “aventura italiana”, em 2017, avançou para a compra do New York Cosmos.

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