Autor: REDAÇÃO

  • Tribunal israelense rejeita libertação do brasileiro Thiago Ávila

    Tribunal israelense rejeita libertação do brasileiro Thiago Ávila

    Tribunal israelense rejeitou um recurso contra prolongamento de detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila e o espanhol Saif Abu Keshek

    A justiça israelense validou a extensão até domingo da detenção dos dois ativistas da Flotilha Global Sumud presos ao largo da costa da Grécia, rejeitando um recurso contra este prolongamento, disse à AFP o advogado de defesa.

    “O tribunal de Berseba rejeitou o nosso recurso e aceitou todos os argumentos do Estado”, disse Hadeel Abu Salih, advogado do espanhol Saif Abu Keshek e do brasileiro Thiago Ávila, que integraram a flotilha que pretendia levar ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.

    Os dois detidos compareceram hoje a tribunal para contestar o prolongamento da sua detenção, após a justiça ter decidido na terça-feira que Saif e Thiago ficariam mais seis dias na prisão.

    Na decisão de terça-feira, o juiz do tribunal de Ashkelon (sul) alegou que se trata de uma “investigação complexa” com fundamentos para a continuidade do inquérito, mas que também enfrenta “interferência e destruição de provas”.

    Os detidos ainda não foram indiciados, mas Israel os acusa de ligações ao movimento islâmico palestino Hamas e, portanto, de “afiliação a uma organização terrorista”.

    Os dois homens negam veementemente e dizem que só queriam levar ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, enclave palestino que foi devastado por mais de dois anos de guerra.

    Segundo o Governo de Madrid, Israel não forneceu “nenhuma evidência” de qualquer ligação com o movimento islâmico palestino.

    Brasil e Espanha têm apelado repetidamente à libertação dos dois ativistas.

    Tratou-se de uma “detenção ilegal, que ocorreu em águas internacionais, onde os ativistas foram raptados pela marinha israelense sem qualquer autoridade”, disse a advogada.

    Hadeel Abu Salih descreveu a prisão como uma “carta branca” dada às autoridades, considerando-a “muito preocupante”.

    Isto poderia dar ao país “a legitimidade para o fazer repetidamente e raptar cidadãos internacionais”, disse.

    A interceptação da flotilha pelo exército israelense levou à condenação de muitos países, incluindo Itália, Alemanha e Turquia, que tinham nacionais a bordo.

    Antes da audiência de hoje, a ONU apelou à libertação “imediata” e “incondicional” de Thiago Ávila e Saif Abukeshek.

    Os dois homens foram detidos na última quinta-feira em águas internacionais e foram acusados de crimes de terrorismo pelas autoridades israelenses.

    Foram detidos juntamente com outros cerca de 170 ativistas, quando o Exército israelense interceptou cerca de metade dos navios pertencentes à Flotilha Global Sumud, a cerca de 100 quilômetros a oeste da ilha grega de Creta, em águas internacionais.

    No entanto, no caso destes dois, Israel decidiu extraditá-los para o seu território para serem julgados. Os demais ativistas foram levados para a Grécia e libertados.

    Saif Abukeshek e Thiago Ávila estão em greve de fome desde a detenção e têm estado a ser interrogados por agentes israelenses.

    A organização de direitos humanos israelense Adalah, que representa os dois detidos, denunciou os “maus-tratos” e “abusos psicológicos” infligidos a Saif Abukeshek e Thiago Ávila na prisão, citando interrogatórios de oito horas, iluminação intensa nas celas 24 horas por dia, isolamento total e movimentos sistematicamente vendados, mesmo durante exames médicos.

    A Flotilha Global Sumud para Gaza era inicialmente composta por cerca de cinquenta barcos e, segundo os seus organizadores, visava quebrar o bloqueio de Israel ao território palestino devastado pela guerra e levar ajuda humanitária, que permanece severamente restringida.

    Tribunal israelense rejeita libertação do brasileiro Thiago Ávila

  • Messias cumpria os requisitos constitucionais para vaga no STF, avalia Durigan

    Messias cumpria os requisitos constitucionais para vaga no STF, avalia Durigan

    “Ainda que critique a rejeição do nome do Jorge Messias, que acho que cumpria os requisitos constitucionais de conhecimento jurídico notável e de reputação ilibada, eu procuro manter, como sempre fizemos, a pauta econômica de alguma maneira imunizada dos grandes debates políticos. Porque a pauta econômica afeta a vida das pessoas”, afirmou.

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou nesta quarta-feira (6) a rejeição pelo Senado do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas disse que procura manter a pauta econômica imune a esses grandes debates políticos no Congresso. Ele participa do programa Bom dia, ministro, da EBC, uma empresa pública controlada pelo governo federal.

    \”Ainda que critique a rejeição do nome do Jorge Messias, que acho que cumpria os requisitos constitucionais de conhecimento jurídico notável e de reputação ilibada, eu procuro manter, como sempre fizemos, a pauta econômica de alguma maneira imunizada dos grandes debates políticos. Porque a pauta econômica afeta a vida das pessoas\”, afirmou.

    O ministro repetiu que a pauta econômica não deve ter problemas com o Congresso, mesmo com reprovação \”injusta\” de Messias ao STF.

    Sobre concursos públicos, Durigan disse que é o momento de desacelerar concursos e deixar contratações para o próximo governo.

    \”Tem espaço, mas a gente está chegando no fim do governo, então agora é hora de desacelerar um pouquinho, seguir nas contratações que estão previstas e deixar novos concursos, novas contratações para o próximo governo\”, completou.

    Messias cumpria os requisitos constitucionais para vaga no STF, avalia Durigan

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  • Dólar abre estável com negociações entre EUA e Irã no radar

    Dólar abre estável com negociações entre EUA e Irã no radar

    Por volta das 9h30, a moeda norte-americana avançava 0,06%, a R$ 4,916. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outras seis moedas fortes, recuava 0,54%.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar abriu próximo da estabilidade nesta quarta-feira (6), em meio ao alívio nas tensões na guerra do Oriente Médio.
    O comportamento acompanha a queda internacional dos preços de petróleo, que chegam a despencar mais de 10% neste pregão.

    Por volta das 9h30, a moeda norte-americana avançava 0,06%, a R$ 4,916. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outras seis moedas fortes, recuava 0,54%.

    A possibilidade de retomada de negociações entre EUA e Irã está no radar dos investidores. Segundo um porta-voz do Paquistão, mediador da trégua, os dois países estão próximos de um acordo. O site Axios havia divulgado horas antes que as duas partes discutem um memorando para encerrar a guerra

    Os EUA estariam esperando respostas iranianas sobre vários pontos-chave nas próximas 48 horas, sendo este o momento em que o acordo ficou mais próximo desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

    Com as notícias, o barril de petróleo Brent, referência mundial, chegou a desabar 11,92%, às 8h (horário de Brasília), a US$ 96,77, ficando abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde 23 de abril.

    Na terça-feira (5), a moeda norte-americana fechou em queda de 1,09%, cotado a R$ 4,912, enquanto a Bolsa avançou 0,62%, aos 186.753 pontos. A cotação do dólar foi a menor valor desde 26 de janeiro de 2024, quando havia atingido R$ 4,911.

    O pregão doméstico foi beneficiado pelo maior apetite global por risco e pela repercussão da ata do Copom (Comitê de Política Monetária).

    A queda dos preços internacionais do petróleo levou investidores a buscarem ativos de maior risco, como mercados emergentes e ações. Por outro lado, o documento do Banco Central reforçou uma postura mais cautelosa, interpretada como positiva por analistas do mercado local ao sustentar o diferencial de juros do Brasil.

    Investidores continuaram acompanhando o cenário de tensão no Oriente Médio nos mercados doméstico e internacional. Relatos de passagens de embarcações animaram analistas e reverberaram nas cotações de petróleo.

    O conflito no Oriente Médio bloqueia o fluxo no estreito de Hormuz, via por onde passa cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás. A paralisação tem gerado um temor de um repique inflacionário global por levar os preços de petróleo a dispararem.

    As cotações da commodity subiram mais de 5% na segunda-feira (4), mas registram queda durante o pregão desta terça. Por volta das 17h, o Brent, referência mundial, era negociado a US$ 110,13, em queda de 3,78%.

    O comportamento de apetite por risco foi global. Nos EUA, as Bolsas S&P 500 e Nasdaq registraram recordes de fechamento e encerraram com altas de 0,88%, a 7.263 pontos, e 1,03%, a 25.326 pontos, respectivamente.

    No câmbio, o dólar também se desvalorizou frente a moedas emergentes, como peso mexicano e rand sul-africano.

    O ânimo foi despertado pela passagem de navegações pelo estreito. Segundo a empresa Maersk, uma das principais do transporte marítimo, um de seus navios-petroleiros, Alliance Fairfax, conseguiu atravessar a via sem incidentes.

    As incertezas, contudo, persistem. Nesta tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a capacidade militar do Irã e disse que o país deveria “hastear a bandeira branca”. Teerã, por sua vez, aumentou o tom das ameaças.

    “Sabemos perfeitamente que a continuidade da situação atual é insustentável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos”, disse Mohamad Bagher Ghalibaf, chefe do Parlamento e o principal negociador do Irã, em uma mensagem na rede social X (ex-Twitter).

    No ambiente doméstico, ata do Copom foi o destaque. No documento divulgado nesta terça-feira, o comitê disse ver impacto do conflito no Oriente Médio sobre a inflação e piora nas expectativas no longo prazo.

    O colegiado do Banco Central optou por um ajuste conservador após ver as projeções para inflação mais distantes da meta de 3% e não sinalizou abertamente o rumo de seus próximos movimentos.

    O alvo central do BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No atual modelo, de meta contínua, o Banco Central considera o objetivo descumprido quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora do intervalo, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto).

    No acumulado de 12 meses até março, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou a 4,14%. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que sinaliza uma tendência para a inflação oficial do país, mostrou em abril pressão sobre preços de combustíveis e alimentos.

    O comitê, contudo, afirmou que os eventos recentes não impedem a continuação do ciclo de queda de juros, julgando a redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica como a mais adequada.

    Dirigentes do Copom já afirmaram que o ritmo de corte deve continuar por aqui pela Selic estar com uma “gordura extra”.

    Analistas afirmam que a ata não define os próximos passos do Copom, mas reforça uma postura de maior cuidado da instituição.

    Para Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil, a ata do Copom deve ser lida como uma peça-chave para calibrar as apostas sobre a Selic, “especialmente depois da alta recente do petróleo e da elevação das incertezas geopolíticas no Oriente Médio”.

    Gabriel Pestana, economista sênior da Genial Investimentos, reforça que a ata não sinaliza corte em junho, mas também não descarta o cenário-base de reduções. “Avaliamos que a ata de hoje segue consistente com a nossa expectativa de que o comitê cortará a Selic”, diz

    Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, afirma que o comunicado reforça que a taxa está sendo reprecificada para cima. “Para o investidor, a leitura prática é que juro real alto veio para ficar mais tempo”.

    A postura mais cautelosa do Copom sinaliza que o diferencial de juros do Brasil deve se manter, principalmente em relação aos EUA. Na quarta-feira passada, o Fed manteve a taxa de juros inalterada na faixa de 3,5% a 3,75%. No mesmo dia, o Copom anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, levando a Selic a 14,5% ao ano.

    Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, vê uma combinação de dólar global mais fraco e fluxo favorável para ativos de risco favorecendo o Brasil. “Há uma percepção de descompressão no Irã, apesar de o cessar-fogo continuar frágil. Ao mesmo tempo, o mercado local ainda se beneficia do diferencial de juros”.

    Para Márcio Rialba, head da mesa de operações da StoneX, o dólar em queda sinaliza o diferencial de juros doméstico voltando a pesar. “A combinação de dólar global mais comportado, entrada de recursos para renda fixa local e desempenho favorável das commodities sustenta o real. Além disso, a leitura de política monetária ainda contracionista no Brasil reforçam o carry trade”.

    No carry trade, investidores captam recursos em economias com juros mais baixos, como os Estados Unidos, e aplicam em ativos de países com taxas mais elevadas, como o Brasil, buscando ganhos com o diferencial de juros. O comportamento é citado como um dos principais responsáveis pela alta recente da Bolsa e do real.

    Dólar abre estável com negociações entre EUA e Irã no radar

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  • São Paulo ‘aprende’ com Corinthians e evita ‘caso Martínez’ com Arboleda

    São Paulo ‘aprende’ com Corinthians e evita ‘caso Martínez’ com Arboleda

    VALENTIN FURLAN
    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O São Paulo adotou uma linha cautelosa no caso Arboleda -e o episódio recente de José Martínez no Corinthians ajuda a explicar o motivo.

    SEM SURPRESAS

    Assim como o volante rival, o zagueiro retornou ao clube após um período de ausência fora do país, foi repreendido internamente e sofreu punições financeiras. A diferença está no próximo passo: o São Paulo iniciou imediatamente uma bateria completa de exames físicos no jogador.

    O movimento tem um objetivo claro: evitar surpresas. No caso de Martínez, exames após a reapresentação detectaram uma grave lesão no joelho, o que mudou o cenário e levou o Corinthians a optar por uma rescisão em comum acordo, assumindo custos para evitar uma disputa judicial.

    Para não correr esse risco, e ainda tentar lucrar com o defensor, o São Paulo quer ter controle total da condição física de Arboleda desde o início. Além da questão esportiva, o procedimento também funciona como proteção jurídica em caso de qualquer problema futuro.

    Com isso, o plano é mantido: Arboleda segue cumprindo suas obrigações no CT, em recondicionamento individual, sem reintegração imediata. A diretoria descarta rescisão e trabalha para preservar o jogador como ativo de mercado visando à próxima janela.

    O ‘SUMIÇO’

    Arboleda ‘sumiu’ no dia 4 de abril, sem se apresentar junto à delegação tricolor antes da goleada por 4 a 1 sobre o Cruzeiro, no Morumbis, pelo Campeonato Brasileiro. A ausência se estendeu por semanas, sem comunicação clara com o clube, o que gerou forte incômodo nos bastidores.

    Ao todo, o zagueiro ficou próximo do limite de 30 dias fora antes de retornar ao CT – razo que, se ultrapassado, poderia abrir margem mais sólida para uma rescisão por justa causa. Como voltou dentro desse período, o caminho jurídico perdeu força.

    Na reapresentação, nesta segunda, ele esteve acompanhado do empresário e se reuniu com a diretoria de futebol. Foi duramente repreendido, teve os dias de ausência descontados do salário e passou a ser avaliado internamente quanto a possíveis novas punições, como multa.

    Já na segunda-feira, iniciou uma bateria de exames e um processo de recondicionamento físico individualizado. Neste primeiro momento, não foi reintegrado ao elenco e segue sem ficar à disposição para jogos, enquanto o clube define os próximos passos.

    Como o UOL revelou, o entendimento é de que uma rescisão -especialmente amigável- representaria prejuízo esportivo e financeiro, já que permitiria a saída gratuita de um jogador ainda valorizado. Por isso, a estratégia é mantê-lo como ativo e buscar uma negociação na próxima janela.

    São Paulo ‘aprende’ com Corinthians e evita ‘caso Martínez’ com Arboleda

  • Chanceler do Irã viaja à China às vésperas de encontro entre Trump e Xi

    Chanceler do Irã viaja à China às vésperas de encontro entre Trump e Xi

    A reunião entre os chefes das relações diplomáticas ocorre a convite de Pequim, que vê risco de sua matriz energética ser prejudicada em decorrência da guerra no Irã. A maior parte do petróleo que passa pelo estreito de Hormuz, que se tornou o epicentro da tensão devido ao fechamento pelo país persa, tem como destino a China.

    VICTORIA DAMASCENO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, chegou à China para um encontro com seu homólogo, Wang Yi, nesta quarta-feira (6), cerca de uma semana antes de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também viajar ao país asiático para um encontro com o líder do regime, Xi Jinping.

    A reunião entre os chefes das relações diplomáticas ocorre a convite de Pequim, que vê risco de sua matriz energética ser prejudicada em decorrência da guerra no Irã. A maior parte do petróleo que passa pelo estreito de Hormuz, que se tornou o epicentro da tensão devido ao fechamento pelo país persa, tem como destino a China.

    É a primeira visita de Araghchi ao país desde o início do conflito. O Ministério das Relações Exteriores do país persa afirmou que a ida do iraniano ocorre para “dar continuidade a consultas diplomáticas” e conversar sobre as relações bilaterais e internacionais.

    Segundo da agência iraniana Isna, Araghchi falou sobre o andamento das negociações com os EUA, e declarou que o país só aceitará “um acordo justo e abrangente”. “Faremos todo o possível para proteger nossos direitos e interesses legítimos nas negociações”, disse.

    Já o chanceler chinês, segundo relato de Pequim, declarou que o fim das hostilidades é “imperativo”, e que “apoia o Irã na salvaguarda de sua soberania e segurança nacionais”. As autoridades teriam ainda discutido a questão nuclear, com Wang reconhecendo o direito do país persa do desenvolvimento pacífico de energia atômica.

    A nota chinesa diz ainda que Araghchi teria afirmado que a reabertura do estreito está próxima de acontecer, uma afirmação que não se repetiu no relato da agência iraniana.

    A China tem se colocado como imparcial no conflito, ao passo que condenou em diversas ocasiões as ações conjuntas dos EUA e de Israel contra a soberania iraniana. Pequim se apresenta como ator capaz de auxiliar na desescalada da guerra, afirmando que apoia as negociações entre os envolvidos.

    Nesta segunda-feira (6), o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, pediu à China que intensifique seus esforços diplomáticos para que o país persa abra Ormuz à navegação internacional.

    Pequim tem grande influência sobre o Irã, uma vez que é um dos poucos países que mantêm relações diplomáticas com Teerã, com ampliação da cooperação política e econômica nos últimos anos. O Irã, por sua vez, é parte estratégica da expansão do programa chinês Cinturão e Rota, visto que está posicionado em uma região que conecta a Ásia a outros países do Oriente Médio e à Europa.

    Os movimentos de Washington tentam fazer com que a China também se responsabilize pelas negociações pela reabertura do trecho, sob o argumento de que as refinarias do país ignoram sanções e recebem petróleo iraniano, da dependência do abastecimento da cadeia energética chinesa em relação ao óleo que passa por Ormuz e das trocas entre os regimes.

    Como instrumento de pressão, em abril, os EUA impuseram sanções à refinaria independente chinesa Hengli Petrochemical, acusada de comprar petróleo iraniano, ampliando a lista de empresas chinesas sancionadas em decorrência da negociação com os persas.

    Em contrapartida, a China utilizou pela primeira vez um instrumento criado para neutralizar imposições que considera violações das leis internacionais ou restrições ao comércio, fazendo com que as empresas não tenham obrigação de cumprir a decisão americana contra as refinarias.

    A expectativa é que Wang e Araghchi tenham discutido o fechamento de Hormuz e que o lado chinês tenha feito a consulta para preparar Pequim para a chegada de Trump na próxima semana.

    Bessent já havia adiantado que o fechamento do estreito faria parte da mesa de negociação entre Trump e Xi no encontro entre os dois, previsto para 14 e 15 de maio. O americano vai ao país em mais um capítulo da trégua comercial entre China e EUA, iniciada na última reunião entre eles, em outubro, na Coreia do Sul.

    Chanceler do Irã viaja à China às vésperas de encontro entre Trump e Xi

  • Michelle volta a criticar Ciro Gomes e mostra vídeo em que ele chama Bolsonaro de 'jumento'

    Michelle volta a criticar Ciro Gomes e mostra vídeo em que ele chama Bolsonaro de 'jumento'

    “Para a gente entender o Bolsonaro, temos que entender a psicologia de um homem quase doente” diz Ciro, em entrevista ao canal do YouTube MyNews, em 2019. “Por que o Bolsonaro tem esse ódio anti-intelectual? É porque ele é curto, a capacidade de raciocínio dele é abstrata. Ele é quase um burro, quase um jumento. Um cara imbecil mesmo” completa.

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a criticar o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PSDB) na noite desta segunda-feira, 4. Em seu perfil no Instagram, ela repostou um vídeo de uma entrevista de 2019 em que Ciro chama seu marido, Jair Bolsonaro (PL) de \”quase doente\” e \”burro\”, com capacidade intelectual \”curta\”. Ainda segundo Ciro, Bolsonaro seria um \”jumento\” e teria \”horror aos letrados\”.

    \”Para a gente entender o Bolsonaro, temos que entender a psicologia de um homem quase doente\” diz Ciro, em entrevista ao canal do YouTube MyNews, em 2019. \”Por que o Bolsonaro tem esse ódio anti-intelectual? É porque ele é curto, a capacidade de raciocínio dele é abstrata. Ele é quase um burro, quase um jumento. Um cara imbecil mesmo\” completa.

    Atualmente, Ciro Gomes ensaia uma aproximação com o Partido Liberal (PL), sigla de Bolsonaro. A movimentação é alvo de críticas de Michelle desde dezembro do ano passado, quando a ex-primeira-dama atacou publicamente o acordo da direita com o cearense, pré-candidato ao governo do estado e líder nas pesquisas.

    A fala de Michelle irritou os três filhos de Jair Bolsonaro e iniciou o racha da família. Carlos, Flávio e Eduardo defenderam Ciro e afirmaram que o acordo com o cearense foi feito com o conhecimento do pai.

    Na época a ex-primeira-dama publicou uma nota dizendo respeitar a opinião dos enteados, mas destacou que pensa diferente e tem o direito de expressar seus pensamentos \”com liberdade e sinceridade\”. \”Peço aos meus enteados que me entendam e me perdoem. Não foi minha intenção contrariá-los\”, afirmou.

    Nesta segunda, ao recuperar o vídeo da entrevista de Ciro, Michelle escreveu na legenda da publicação: \”E ainda há pessoas da \’direita\’ apoiando esse indivíduo\”.

    Ex-ministro da Integração Nacional do primeiro mandato de Lula, Ciro Gomes se tornou crítico do presidente e do Partido dos Trabalhadores (PT), atuando em oposição ao atual governador cearense, Elmano de Freitas, seu principal adversário nas eleições deste ano.

    No início de abril, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o Nordeste seria um \”desastre\” para o partido e que a sigla deve fechar acordos para aumentar as chances de conquistar o voto dos Estados da região, como uma aliança com Ciro para o pleito ao governo do Ceará.

    Michelle volta a criticar Ciro Gomes e mostra vídeo em que ele chama Bolsonaro de 'jumento'

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  • Gabigol ignora banco de reservas e aumenta os problemas para Cuca no Santos

    Gabigol ignora banco de reservas e aumenta os problemas para Cuca no Santos

    BRUNO LIMA
    (UOL/FOLHAPRESS) – O técnico Cuca tem mais um problema para administrar no conturbado ambiente do Santos. Após a polêmica envolvendo Neymar e Robinho Júnior, Gabigol gerou irritação ao não permanecer no banco de reservas após ser substituído durante o empate por 1 a 1 com o Recoleta, nesta terça-feira (5).

    O centroavante deixou o gramado aos 28 minutos do segundo tempo para a entrada de Thaciano. Ao invés de acompanhar o desfecho da partida com o elenco, o camisa 9 dirigiu-se diretamente para o vestiário do Estádio Monumental Río Parapití.

    A atitude desagradou profundamente ao treinador, que prometeu cobranças.
    Vou perguntar por que não ficou com os companheiros. Ele deve ter um motivo, mas, na minha opinião, a substituição foi necessária. Ele deveria ter ficado e será cobrado por isso,Cuca em entrevista coletiva

    PROBLEMAS EM SÉRIE E JEJUM DE VITÓRIAS

    Desde que foi contratado pelo Santos, Cuca convive com turbulências internas e a escassez de resultados. Recentemente, o técnico precisou lidar com a confusão entre Robinho Júnior e Neymar.

    Por meio de uma notificação, o estafe do jovem atacante acusou o capitão do time de “grave agressão física” e pediu providências urgentes da diretoria. A situação, no entanto, foi resolvida, na noite desta terça-feira, com um pedido público de desculpas do craque.

    Dentro de campo, o cenário é preocupante. O empate no Paraguai marcou a sétima partida consecutiva do Santos sem vitória – a segunda vez que o time atinge essa marca negativa na temporada.

    Em 12 jogos sob o comando de Cuca, o Peixe soma apenas duas vitórias, três derrotas e sete empates, o que representa um aproveitamento de 36%.

    DUELO COM BRAGANTINO PARA ACALMAR O AMBIENTE

    O treinador agora corre contra o tempo para pacificar o grupo antes do próximo domingo (10).

    O Santos recebe o Red Bull Bragantino, às 18h30, na Vila Belmiro, com a obrigação de vencer para evitar a entrada na zona de rebaixamento do Brasileirão.

    Caso o jejum persista, a tendência é de aumentar a pressão sobre o trabalho da comissão técnica e, principalmente, da diretoria, alvo constante de protestos da torcida nesta temporada.

    Gabigol ignora banco de reservas e aumenta os problemas para Cuca no Santos

  • Solteira, Anitta diz que está difícil encontrar homem que acrescente

    Solteira, Anitta diz que está difícil encontrar homem que acrescente

    “Eu acho que eu estou muito criteriosa, gente. Então, se não for a régua lá em cima, eu não estou a fim de perder o meu tempo”, disse ela.

    LEONARDO VOLPATO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Solteira, Anitta falou sobre ter dado um ponto final no romance com o empresário Ian Bortolanza. A confirmação foi feita por ela ao site Hugo Gloss.

    “Eu acho que eu estou muito criteriosa, gente. Então, se não for a régua lá em cima, eu não estou a fim de perder o meu tempo”, disse ela.

    Segundo a artista, está complicado achar pessoas que sejam cultas, estudem e acrescentem algo. “Eu quero pessoas que vão debater comigo, vão me trazer novidades. “Homem está difícil. Tem homem que opina em muita coisa, mas abrir e ler um livro? Difícil de conseguir.”

    Em fevereiro, Anitta chegou a dar um tempo na relação, segundo ela, devido à sua agenda profissional e ao Carnaval. Houve uma dificuldade de adaptação, e o namoro esfriou.

    Natural de Florianópolis (SC), Ian é formado em administração de empresas e atua como diretor de uma agência de consultoria e marketing esportivo. É responsável pela produção de conteúdo de clientes que incluem lutadores como Rafael dos Anjos, Rangel Farias e Alex Poatan Pereira.

    Ele também já trabalhou com representação de marcas multinacionais da área médica no Brasil, com vendas e revendas de produtos hospitalares.

    Solteira, Anitta diz que está difícil encontrar homem que acrescente

  • STF começa a julgar modelo distribuição de royalties de petróleo

    STF começa a julgar modelo distribuição de royalties de petróleo

    Como a norma está suspensa, segue em vigor o modelo que concentra os royalties nos principais Estados produtores: Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. Esses entes alegam que retomar a validade da lei provocaria prejuízos bilionários para as contas públicas estaduais.

    O Supremo Tribunal Federal (STF) dá início nesta quarta-feira, 6, a um julgamento com impacto bilionário que pode alterar o atual modelo de distribuição de royalties de petróleo. Está em jogo a lei que ampliou os repasses de royalties para entes não produtores, em 2012. A norma foi suspensa no ano seguinte por liminar da ministra Cármen Lúcia. O tema aguarda julgamento pelo plenário desde então.

    Como a norma está suspensa, segue em vigor o modelo que concentra os royalties nos principais Estados produtores: Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. Esses entes alegam que retomar a validade da lei provocaria prejuízos bilionários para as contas públicas estaduais.

    Já os demais Estados defendem a lei e argumentam que o modelo atual gera uma distorção histórica, com quebra de isonomia entre os entes.

    Se a lei de 2012 entrar em vigor, o porcentual de royalties distribuído para Estados e municípios produtores cairia de 61% para 26%. Já o do Fundo especial, destinado a todos os demais Estados e municípios não produtores, subirá de 8,75% para 54%. O porcentual repassado à União, que hoje é de 30% do total de royalties, cairia para 20%.

    Em 2025, a produção de petróleo rendeu R$ 62,2 bilhões em royalties, de acordo com dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De janeiro a dezembro, a União recebeu R$ 24,5 bilhões; os Estados, R$ 16,6 bilhões; e os municípios, R$ 21,1 bilhões.

    O valor repassado aos Estados e municípios não produtores, por meio do Fundo Especial, foi de R$ 5,2 bilhões no mesmo período. O valor tem origem na parcela destinada à União.

    As ações pautadas para esta quarta-feira (6) foram movidas pelo Rio de Janeiro e pelo Espírito Santo. O julgamento começa com as sustentações orais das partes e dezenas de entidades interessadas. Os votos, portanto, devem ser proferidos apenas na quinta-feira, 7.

    STF começa a julgar modelo distribuição de royalties de petróleo

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  • Lutadora de jiu-jítsu relata ter sofrido abusos sexuais de Melqui Galvão por 14 anos

    Lutadora de jiu-jítsu relata ter sofrido abusos sexuais de Melqui Galvão por 14 anos

    CLAUDINEI QUEIROZ
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A lutadora de jiu-jítsu Brenda Larissa, 27, foi a primeira a sair a público para falar de denúncias de abusos sexuais e morais contra o treinador Melqui Galvão, que está preso temporariamente por 30 dias desde 27 de abril, em Manaus (AM), sob acusação de crimes sexuais contra alunas menores de idade.

    As suspeitas envolvem estupro de vulnerável, importunação sexual, ameaça e invasão de dispositivo eletrônico. O caso passou a ser investigado quando uma aluna de 17 anos denunciou o treinador em São Paulo. Melqui nega as acusações.

    Brenda fez um relato em um vídeo de 20 minutos no Instagram. Segundo seu relato, a “tortura de 14 anos” começou quando ela tinha apenas 12 anos e entrou na academia de Galvão na capital amazonense.

    Por passar por dificuldades, andando uma hora diariamente até o treino e algumas vezes até passando fome, ela diz ter aceitado de Melqui ajuda financeira, alimentação e vestuário. Ele ainda conseguiu uma bolsa de estudos em um colégio particular onde os próprios filhos estudavam e prometeu sucesso na carreira e patrocínio.

    “Ele falou que eu podia mudar a vida da minha família. E minha mãe também viu que aquilo ali era ambiente familiar, onde os filhos dele também treinavam. Mas chegou um dia em que [Melqui] disse que eu teria que pagar por tudo. Até que começaram os abusos e eu paguei da pior forma possível. Ele abusou de mim e esses abusos continuaram durante um bom tempo”, afirmou.
    Brenda disse que, aos 16 anos, descobriu que outras alunas da academia também sofriam abusos de Galvão. “Na minha cabeça eu achava que era só eu que vivia aquele inferno, mas não era. Outras também estavam vivendo.”

    A lutadora, que teve 74 vitórias e 29 derrotas na carreira, disse que nessa época a mulher de Galvão ficou sabendo dos abusos e viu as compras que ele fazia para Brenda, mas o treinador teria armado um plano para ela namorar um menino da academia, para disfarçar e a esposa dele não descobrir que ela também era abusada.

    Na sequência, Brenda disse que Melqui Galvão criou um projeto nos Estados Unidos e convidou alguns atletas para irem com ele para lá. Ela também foi chamada, assim como seu namorado na época.

    A lutadora, porém, não conseguiu o visto de permanência e apenas lutou o Mundial -foi campeã na faixa azul-, voltando para o Brasil e se estabelecendo em São Paulo com o namorado. Nesse período, Galvão ficou um pouco distante, mas ela afirma que o assédio nunca acabou.

    “Ele nunca deixou de me controlar. Sempre mantinha contato comigo e me coagia, mandando mensagens. Por eu eu já saber quem ele era, tudo o que havia passado, ele sabia que eu ia fazer tudo o que ele queria.”

    Assim que ela retornou para Manaus, durante a pandemia de Covid, para ver a mãe, que estava doente, ela afirma que voltou a sofrer a pressão psicológica e ele forçou que ela continuasse a treinar com ele.

    Ela ficou até que Galvão montou outra academia em Jundiaí (SP), para onde ela foi com o namorado. Em 2023, com a acusação de doping contra o filho de Melqui Galvão, Mica Galvão, Brenda conta que o treinador se afastou dos treinos, deixando os alunos sem instrução.

    Foi nessa época que ela e o namorado deixaram a academia. Mesmo assim, ela afirma, Melqui sempre mandava mensagens a pressionando e até falando para ela terminar com o namorado e voltar a treinar com ele.

    “Ele continuava me mandando mensagens, fazendo propostas, tentando me convencer a voltar. Era torturador. Até antes de ser preso, ele ainda curtia minhas coisas. Foram 14 anos de tortura física e mental”, relata.
    No fim do vídeo, Brenda afirma que decidiu se pronunciar para dar força a outras meninas que também tenham sido vítimas do treinador, como sua irmã.

    “Estou fazendo esse vídeo por mim e pela minha irmã. Ele estuprou ela também, assim como fez comigo. Também estou fazendo esse vídeo para encorajar outras meninas a denunciarem. Quero dizer que sinto as dores de vocês. Foi horrível ter de ouvir o depoimento da minha irmã e para ela foi horrível ouvir o meu.”

    Por fim, ela revelou que sentiu medo durante todo esse tempo que ficou sob controle do treinador.

    “Eu estava com muito medo. Foram 14 anos de muito medo. E quero dizer a vocês que esse medo acabou a partir do momento que eu botei o meu Deus acima desse medo. Eu quero que [o vídeo] chegue até elas, para que também possam fazer a denúncia e para que a justiça seja feita.”

    O que diz a defesa de Melqui Galvão

    Em nota divulgada pelo advogado Átila Machado no último sábado (2), o treinador Melqui Galvão negou ter cometidos os crimes. “A defesa reitera que Melquisedeque Galvão permanece à disposição das autoridades competentes, confia no regular funcionamento das instituições e aguarda a completa elucidação dos fatos.”

    A defesa dele afirma que Melqui Galvão tem “histórico funcional ilibado, tendo atuado durante anos em atividades de segurança pública, capacitação, defesa pessoal e treinamento, sempre com dedicação ao serviço público e ao cumprimento das atribuições inerentes ao cargo”.

    Lutadora de jiu-jítsu relata ter sofrido abusos sexuais de Melqui Galvão por 14 anos