Autor: REDAÇÃO

  • UE acusa Meta de permitir acesso de menores de 13 anos a Facebook e Instagram

    UE acusa Meta de permitir acesso de menores de 13 anos a Facebook e Instagram

    Meta afirma que discorda de conclusões e que adota medidas para controlar acesso. Bloco europeu diz que medidas adotadas pela empresa são ineficazes para comprovar idade

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A União Europeia acusou nesta quarta-feira (29) a Meta de infringir as regras do bloco europeu e as suas próprias condições ao permitir o acesso de menores de 13 anos ao Instagram e ao Facebook.

    A acusação está nas conclusões preliminares de uma investigação lançada há dois anos pela Comissão Europeia, braço executivo da UE, sobre a Meta, que pode resultar em uma multa equivalente a 6% do faturamento anual do grupo. A big tech afirmou que discorda da UE e que tem medidas para remover contas de menores de 13 anos.

    A comissão tenta nos últimos meses reforçar a proteção de menores na internet e avalia implementar uma idade mínima para o acesso às redes sociais em todo o bloco. Vários países da União Europeia estudam medidas semelhantes, seguindo o exemplo da Austrália, que proibiu o uso dessas plataformas por menores de 16 anos.

    No caso da Meta, o Executivo europeu ressalta que a própria empresa “fixa em 13 anos a idade mínima para acessar com total segurança o Instagram e o Facebook”.

    A comissão afirma que as medidas do grupo para aplicar essas restrições não são eficazes e que, por exemplo, não realiza nenhum controle eficaz “para verificar a data de nascimento autodeclarada” dos novos usuários.

    “Somos muito claros: o Instagram e o Facebook se destinam a pessoas de 13 anos ou mais, e implementamos medidas para detectar e remover contas de menores”, disse um porta-voz da Meta, consultado pela AFP.

    “Continuamos investindo em tecnologias que permitam identificar e remover contas de usuários menores”, acrescentou o porta-voz, que indicou que em breve anunciarão medidas suplementares.

    A Comissão Europeia menciona “um amplo conjunto de provas provenientes de toda a União Europeia que indicam que entre 10% e 12% das crianças menores de 13 anos acessam o Instagram e/ou o Facebook”.

    Também acusa a empresa de não cumprir suas obrigações de avaliar e minimizar os riscos para os menores impostas pelo regulamento europeu sobre serviços digitais, o DSA.

    “A Meta parece ter ignorado provas científicas amplamente acessíveis que indicam que os mais jovens são mais vulneráveis aos danos potenciais causados por esses serviços”, afirma a comissão.

    A Meta afirma que tem medidas em vigor para detectar e remover contas de crianças menores de 13 anos e que anunciará medidas adicionais na próxima semana.

    “A compreensão da idade é um desafio para todo o setor, que exige uma solução para todo o setor, e continuaremos a nos envolver de forma construtiva com a Comissão Europeia nessa importante questão”, disse um porta-voz da Meta.

    A UE lançou vários procedimentos para proteger crianças e adolescentes na internet. Há um mês, iniciou uma investigação sobre o Snapchat, uma das plataformas favoritas dos adolescentes, à qual também reprova por não verificar a idade de seus usuários.

    Também exigiu que o TikTok modificasse sua interface por considerá-la “viciante” e potencialmente prejudicial ao bem-estar dos usuários.

    Neste mesmo mês, Bruxelas apresentou um aplicativo de verificação de idade que colocou à disposição dos países-membros que queiram restringir o acesso de menores às redes sociais.

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  • Dólar fecha acima de R$ 5 e Bolsa cai 2% após manutenção de juros nos EUA

    Dólar fecha acima de R$ 5 e Bolsa cai 2% após manutenção de juros nos EUA

    Investidores repercutem decisão do Fed, que não foi um consenso entre os dirigentes. Analistas ainda acompanharam informações sobre negociações entre EUA e Irã pelo fim da guerra

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar avançou 0,39% nesta quarta-feira (29) e encerrou a sessão cotado a R$ 5,001, de volta ao patamar de R$ 5 após a aversão ao risco tomar os mercados no final da tarde.

    O Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) manteve a taxa de juros inalterada na faixa de 3,5% e 3,75%, como amplamente esperado. A decisão, porém, surpreendeu pelo raro placar de 8×4, que não ocorria desde outubro de 1992.

    A divisão interna fortaleceu o dólar globalmente, com o índice DXY, que compara a moeda a uma cesta de seis divisas fortes, marcando ganhos de 0,3%, a 98,96 pontos.

    O encontro também foi marcado pela despedida do presidente Jerome Powell do cargo. Ele anunciou que irá continuar no Fed como dirigente por tempo indeterminado, citando que “eventos recentes não deixaram outra escolha” -uma referência aos embates do governo Donald Trump com a instituição.

    A Bolsa, em reflexo, caiu 2,05%, a 184.750 pontos.

    A dissidência de três dirigentes nesta reunião -Beth Hammack, Neel Kashkari e Logie Logan, presidentes do Fed de Cleveland, Minneapolis e Dallas, respectivamente- levantou uma bandeira amarela para o mercado.

    Embora eles tenham votado a favor da manutenção, discordaram da inclusão de um “viés de afrouxamento” no comunicado, isto é, defenderam uma comunicação mais agressiva no combate à inflação (“hawkish”). Stephen Miran, diretor indicado por Trump, não surpreendeu e voltou a votar a favor de um corte de 0,25 ponto percentual.

    “Com as dissidências hawkish, está claro que teremos na próxima reunião uma discussão mais robusta sobre os próximos passos da política monetária”, diz Aroop Chatterjee, estrategista na Wells Fargo. “Isso dá coro à perspectiva de menos cortes esse ano, conforme os riscos inflacionários aumentaram.”

    Com os preços do petróleo em alta vertiginosa desde o início da guerra no Irã, autoridades do Fed já expressaram preocupação com a possibilidade do choque se traduzir em uma inflação mais alta nos próximos meses. Isso levaria à manutenção dos juros por mais tempo -ou, no cenário mais extremo, à retomada do ciclo de aperto monetário.

    A guerra foi citada pelo Fed no comunicado oficial. “Os acontecimentos no Oriente Médio contribuem para um alto nível de incerteza quanto às perspectivas econômicas. O Comitê está atento aos riscos para ambos os lados de seu duplo mandato [máximo emprego e inflação de 2% no longo prazo].”

    O petróleo voltou a tocar o patamar de US$ 119 o barril nesta sessão, em meio às negociações estagnadas entre EUA e Irã e o contínuo bloqueio do Estreito de Hormuz, via marítima responsável por um quinto do transporte global de petróleo. Antes da campanha de bombardeio israelense-americana contra o Irã, a cotação era de cerca de US$ 70.

    O repasse já atinge o bolso de consumidores norte-americanos, que viram a gasolina subir para a média de US$ 4 o galão (R$ 20 por três litros). A expectativa é que os próximos dados de inflação, sobretudo o PCE (Índice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal, métrica favorita do Fed para avaliar a alta de preços), já tragam reflexos dessa disparada.

    Por enquanto, os dados recentes continuam a mostrar que a economia dos Estados Unidos está sólida. Tanto o comunicado quanto a fala de Powell na entrevista coletiva após a reunião reforçaram que o Fed está em uma posição confortável para esperar novos dados antes de tomar uma nova decisão, e Powell disse que mudanças no guidance [orientação sobre passos futuros] gerariam ruídos que o comitê preferiu evitar”, diz Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.

    O mercado vê poucas chances do Fed reduzir a taxa de juros neste ano. E isso a despeito da provável pressão sobre o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, a partir de junho, caso seu nome seja aprovado entre os parlamentares dos EUA.
    Ele foi escolhido por Donald Trump em meio à cruzada do presidente por juros mais baixos. Powell, nomeado por Trump no primeiro mandato, resistiu à pressão do republicano no último ano, mantendo as decisões de política monetária ancoradas nos dados econômicos.

    Juros mais altos nos EUA costumam ser uma má notícia para os mercados globais. Como a economia norte-americana é a maior do mundo, a renda fixa de lá é lida como um investimento praticamente livre de risco, o que tira a atratividade de outros ativos mais arriscados.

    “Isso tende a sustentar um dólar relativamente mais forte e aumenta a pressão sobre ativos de risco, principalmente empresas de tecnologia e companhias mais dependentes de financiamento para crescimento, fluxo de caixa e novos investimentos”, diz Edson Mendes, sócio-fundador da Private Investimentos.

    “Para o investidor, o impacto é uma leitura de maior seletividade. Juros norte-americanos elevados reduzem o apetite global por risco, pressionam bolsas, encarecem o custo de capital e tornam os títulos de renda fixa dos Estados Unidos mais competitivos frente a outros ativos.”

    O Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou na tarde desta quarta-feira (29), o corte de 0,25 ponto percentual, a 14,5% ao ano.

    Na avaliação de economistas ouvidos pela Folha de S. Paulo, o comportamento da inflação corrente, a piora nas expectativas e a alta nos preços do petróleo tornam o ambiente mais desafiador e exigem maior cautela por parte do comitê.

    Na prática, isso deve se traduzir em um ritmo de cortes de juros mais lento ao longo do ano e um ciclo de queda da Selic mais curto do que o projetado pelos agentes econômicos antes da guerra.

    Fernando Gonçalves, superintendente de Pesquisa Econômica do Itaú Unibanco, diz que a piora significativa das expectativas de inflação até 2028 reforça a avaliação de que haverá menos espaço para corte de juros do que se imaginava antes da guerra. O banco revisou para cima sua projeção para a taxa Selic ao término do ciclo, de 12,25% para 13%.

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  • Eu sou musicalmente preguiçoso, comenta Gilberto Gil ao analisar sua carreira

    Eu sou musicalmente preguiçoso, comenta Gilberto Gil ao analisar sua carreira

    Músico fez autocrítica em vídeo publicado pelo neto, Bento Gil, nas redes sociais; o baiano ainda afirmou que não se considera um grande melodista

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Considerado um dos maiores músicos brasileiros e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil conversou com o neto, Bento Gil, sobre sua trajetória musical e chocou os fãs com suas falas, publicadas em seu Instagram. Fazendo uma autocrítica, o baiano afirmou que se acha “musicalmente preguiçoso” e “mediano”.

    “Como eu sou compositor, acabei criando canções que se adaptam a essa qualidade mediana de músico que eu sou. [Eu] podia ter desenvolvido muito mais se eu não fosse preguiçoso. Eu sou musicalmente preguiçoso”, comentou Gil.

    Ao ouvir a declaração, Bento questionou se o avô se considera mediano por não ter tido um estudo aprimorado sobre música como outras pessoas na área. Gil concordou e afirmou que, ao se tratar de “exploração rítmica” ele está acima da média. “Eu sou primeiro ritmo, depois harmonia e por fim melodia”, concluiu.

    Os comentários da publicação foram inundados com fãs discordando da fala do artista, o chamando de mestre e exaltando a humildade da voz de canções como “Drão” e “Palco”.

    “Tem pessoas especialista em harmonia que nunca serão atemporais e significantes pra história da música”, comentou um internauta.

    No final de março, o baiano encerrou a sua turnê “Tempo Rei” com um show de três horas de duração no Allianz Parque em São Paulo que contou com um público de 50 mil pessoas e participações especiais de membros de sua família.

    A apresentação contou também com uma homenagem a Preta Gil, filha de Gil que morreu em julho do ano passado vítima de um câncer colorretal. A turnê teve um total de 29 apresentações pelo Brasil, Argentina e Chile.

    Eu sou musicalmente preguiçoso, comenta Gilberto Gil ao analisar sua carreira

  • Palmeiras quer sair da Libra e é contra acordo com Flamengo

    Palmeiras quer sair da Libra e é contra acordo com Flamengo

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O Palmeiras quer sair da Libra. Essa é a posição atual do clube presidido por Leila Pereira, diante de movimentações no bloco que resultaram no acordo com o Flamengo envolvendo a divisão do dinheiro relativo à audiência no contrato do Brasileirão. O Palmeiras é contra o acordo, mas admite assinar se isso for para ajudar a maioria dos clubes da Libra.

    O UOL apurou que o lado palmeirense analisa juridicamente os impactos da saída do bloco em relação ao contrato com a Globo – o vínculo atual vai até a temporada 2029.

    Se ficar constatado que não há impacto, a intenção do Palmeiras é formalizar a decisão de sair.

    Mas isso não significa que o Palmeiras migrará para o Futebol Forte União.

    A visão do Palmeiras é que a Libra se desvirtuou do objetivo original de ser um caminho para a formação da liga única. O bloco virou, na prática, um bloco para negociação em bloco dos direitos de transmissão.

    Leila entende que, no cenário atual, não faz sentido permanecer na Libra.

    Ela foi um dos dirigentes presentes à primeira reunião da CBF sobre a liga única. Nos bastidores, os clubes admitem que esse, nesta quarta-feira (29), é o caminho mais viável para a reestruturação do Brasileirão.

    Mas além desse aspecto mais conceitual sobre os rumos da liga, o Palmeiras não está satisfeito com o acordo da Libra com o Flamengo.

    Para encerrar a briga que descambou para o âmbito judicial e chegou a bloquear parte do dinheiro referente à audiência, a Libra e o Fla assinaram um acordo que vai render mais R$ 150 milhões ao rubro-negro até o fim do contrato atual (2029). Serão quatro pagamentos anuais de R$ 37,5 milhões.

    O Palmeiras é totalmente contra esse acordo, mas a presidente está disposta a assiná-lo se for o desejo da maioria dos clubes da Libra.

    Nos bastidores, o sinal do Palmeiras é entender a situação financeira complicada de alguns clubes do bloco e reconhece que a verba bloqueada é importante para os demais. Leila adota o discurso de não querer prejudicar esses clubes.

    Palmeiras quer sair da Libra e é contra acordo com Flamengo

  • Preço do petróleo sobe mais de 6% e é o maior em três semanas após novas ameaças de Trump

    Preço do petróleo sobe mais de 6% e é o maior em três semanas após novas ameaças de Trump

    Indefinição em negociações e risco no fornecimento global fazem Brent ultrapassar US$ 111

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A indefinição nas negociações entre EUA e Irã para encerrar o conflito levou o preço do petróleo a ter uma nova disparada nesta quarta-feira (29). O barril Brent, referência mundial, teve um aumento de 6,32% e chegou a US$ 111,50 (R$ 555,63), maior valor desde 7 de abril, quando foi negociado a US$ 111,80.

    O contrato para entrega em julho abriu a sessão em torno de US$ 104, passou a subir às 3h30 (horário de Brasília) e atingiu o ápice às 14h, quando bateu em US$ 111,50. Às 15h, o Brent era vendido a US$ 110,23 (R$ 549,44), alta de 5,67%. O contrato de junho alcançou US$ 119,76 (R$ 596,79), mas ele é menos negociado que o acordo para julho, que tornou-se a referência do mercado.

    Já o barril WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, chegou a US$ 107,65 (R$ 536,44) para entrega de junho, que é o contrato mais negociado para esse produto. O contrato de julho estava cotado a US$ 100,81, às 12h46.

    As negociações reagiram às novas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irã para acabar com o bloqueio no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás. “O Irã não consegue se organizar. Eles não sabem como assinar um acordo não nuclear. Melhor eles ficarem espertos logo!”, postou o republicano, nesta quarta, em sua rede Truth Social, ao lado de uma imagem criada artificialmente em que aparece de óculos escuros, com um fuzil e a mensagem: “O Senhor Bonzinho Acabou.

    A reação de Trump ocorre um dia após o Irã uma nova proposta para um acordo de paz, na qual estabelece limites para manter o seu programa nuclear e o controle sobre o tráfego em Hormuz. Segundo o jornal The Wall Street Journal, o presidente dos EUA já teria instruído sua equipe para se prepararem para a continuidade dos ataques por um período prolongado.

    A intenção do mandatário é manter a tática de estrangulamento da economia iraniana com a permanência do bloqueio aos navios que saem do Irã e tentem acessar o estreito de Hormuz. Com isso, os iranianos não conseguem exportar petróleo, perdem parte significativa de suas receitas e seriam obrigados a recuar de suas exigências, aceitando o que está sendo exigido pelos EUA.

    O porta‑voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, afirmou que Washington “deve abandonar suas exigências ilegais e irracionais”. “Os Estados Unidos já não estão em condições de ditar sua política às nações independentes”, afirmou, segundo a televisão estatal do país.

    O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, qualificou a oferta iraniana como “melhor” do que esperavam, mas questionou se as autores dela tinham autoridade para negociá-las, devido aos assassinatos de várias lideranças do regime local em ataques de Israel e EUA.

    “Eles são negociadores muito bons”, disse Rubio, acrescentando que qualquer acordo final deve ser um “que definitivamente os impeça de partir para uma arma nuclear”.

    BOLSAS CAEM NA EUROPA E SOBEM NA ÁSIA

    As Bolsas da Europa fecharam em queda nesta terça, com os investidores atentos à indefinição das negociações de paz no Oriente Médio. O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, caiu 0,6%, sendo seguida em Frankfurt (-0,31%), Londres (-1,16%), Paris (-0,39%), Madri (-0,62%) e Milão (-0,51%).

    Nos EUA, os três principais índices também registram baixa. Dow Jones estava desvalorizando 0,62%, às 14h55, a S&P caía 0,14% e a Nasdaq perdia 0,21%.

    Já as Bolsas na China tiveram performance oposta e foram impulsionadas pelo bom desempenho das ações de terras raras e empresas de baterias elétricas, que subiram mais de 5%. O índice CSI300, que reúne as principais empresas em Xangai e Shenzhen, avançou 1,1% e o SSEC, em Xangai, ganhou 0,71%. As Bolsas de Hong Kong e Seul também subiram 1,68% e 0,75%, respectivamente, enquanto Tóquio ficou fechado em virtude de feriado.

    Preço do petróleo sobe mais de 6% e é o maior em três semanas após novas ameaças de Trump

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  • Com um pênalti para cada lado, Atlético e Arsenal empatam em primeiro duelo

    Com um pênalti para cada lado, Atlético e Arsenal empatam em primeiro duelo

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Atlético de Madrid e Arsenal empataram por 1 a 1 a partida de ida de seu confronto nas semifinais da Champions League. Com um gol de pênalti para cada lado nesta quarta-feira (29), no estádio Riyadh Air Metropolitano, em Madri, ficou tudo igual na disputa, que será resolvida na próxima terça (5), no Emirates Stadium, em Londres.

    Gyökeres marcou para os visitantes no fim do primeiro tempo, e Julián Alvarez balançou a rede pelos donos da casa no início do segundo. Depois disso, os anfitriões tiveram boas oportunidades para marcar, mas respiraram aliviados quando o árbitro holandês Danny Makkelie consultou o vídeo e anulou penal que havia apitado para o time inglês.

    Após um jogo frenético em Paris, com vitória por 5 a 4 do Paris Saint-Germain sobre o Bayern, a outra semifinal da Liga dos Campeões teve um ritmo menos acelerado. O primeiro tempo teve apenas uma finalização mais perigosa de cada time até o momento em que Gyökeres foi derrubado na área por Hancko. Ele mesmo bateu o pênalti, aos 44 minutos, e abriu o placar para o Arsenal.

    Atrás no marcador, o Atlético voltou do intervalo com um comportamento bem mais agressivo e pressionou até buscar o empate. O pênalti foi assinalado com a ajuda do árbitro de vídeo, que indicou o toque de mão de Ben White. Coube a Julián Alvarez executar a cobrança, e convertê-la, aos 11 da etapa final.

    A formação espanhola continuou no ataque e teve uma porção de oportunidades de passar à frente. Griezmann acertou o travessão em chute de dentro da área. Lookman fez finta e se viu na cara do gol, mas chutou em cima do arqueiro Raya. Do outro lado, em dividida com Pubill, Eze foi ao chão. O penal foi marcado e depois anulado, para reclamação dos atletas do Arsenal.

    Atlético e Arsenal estão em busca de seu primeiro título no principal campeonato europeu. A equipe espanhola esteve na decisão em três decisões e perdeu todas: para o Bayern, em 1974, e para o rival Real Madrid, em 2014 e em 2016. Já o clube londrino foi derrotado pelo Barcelona em sua única tentativa, em 2006.

    Neste ano, o jogo derradeiro da competição está marcado para a Puskás Arena, em Budapeste, na Hungria, em 30 de maio. O desenho da partida será definido na próxima quarta (6), quando o Bayern tentará na Allianz Arena, em Munique, virar o placar do confronto com o atual campeão PSG.

    Com um pênalti para cada lado, Atlético e Arsenal empatam em primeiro duelo

  • Ex-Tiazinha diz que se sentiu traída com chegada da Feiticeira

    Ex-Tiazinha diz que se sentiu traída com chegada da Feiticeira

    Ex-Tiazinha relembra bastidores em nova biografia lançada nesta quarta (29); atriz afirma que não foi avisada sobre criação da personagem rival no H

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O lançamento da autobiografia de Suzana Alves trouxe à tona bastidores pouco conhecidos da televisão dos anos 1990. No livro “Por Trás da Máscara”, a ex-intérprete da Tiazinha revisita o período em que dividia espaço -e atenção do público- com a Feiticeira, vivida por Joana Prado.

    Um dos trechos que mais chamou atenção envolve justamente a chegada da nova personagem ao extinto Programa H. Segundo Suzana, a introdução da Feiticeira aconteceu sem qualquer aviso prévio, o que a deixou profundamente abalada.

    “Eu estava no auge e não sabia de nada. Descobri no dia, quando ela entrou pronta no palco. Me senti traída”, afirma.
    A atriz faz questão de separar os sentimentos em relação à colega de trabalho. De acordo com ela, o incômodo nunca foi direcionado a Joana, mas sim à forma como tudo foi conduzido nos bastidores. “Não tem a ver com ela. Existia um contrato de sigilo, ela não podia falar”, explica.

    Na época, as duas já haviam convivido antes, quando Joana ainda atuava como assistente de palco. Suzana diz que a relação era cordial, mas que a dinâmica mudou com a criação da nova personagem -especialmente pela falta de transparência da produção.

    Outro ponto abordado na biografia é a autoria das personagens. Suzana afirma que a Tiazinha não foi criada por Luciano Huck, enquanto a Feiticeira, segundo ela, surgiu diretamente de uma estratégia do apresentador. “Acho que eu merecia ter sido avisada. A gente era uma equipe”, diz.

    Apesar do impacto inicial, a atriz relembra que a reação foi mais emocional do que explosiva. “Eu nunca surtei, só chorei. Era muito nova, fiquei magoada porque todo mundo sabia, menos eu”, conta.

    O tempo, no entanto, mudou a relação entre as duas. Suzana revela que o reencontro aconteceu anos depois, durante a participação no reality Casa dos Artistas, quando tiveram a oportunidade de conviver mais de perto e esclarecer mal-entendidos.

    “Antes mesmo de a gente se conhecer de verdade, já existia um muro. Depois, a gente conversou e tudo mudou”, relembra.

    Hoje, segundo ela, a relação com Joana é tranquila e marcada por respeito. A aproximação recente, inclusive, trouxe novas descobertas. Suzana conta que, ao convidar a colega para contribuir com um depoimento no livro, percebeu que Joana nem sabia que ela havia sido mantida no escuro na época.

    “Ela ficou emocionada quando soube. Foi uma conversa muito sincera”, diz.

    Ex-Tiazinha diz que se sentiu traída com chegada da Feiticeira

  • Jorge Messias é rejeitado para vaga de ministro do STF

    Jorge Messias é rejeitado para vaga de ministro do STF

    De forma inédita, foi rejeita a indicação de Lula para vaga de ministro para o Supremo Tribunal Federal

    Nesta quarta-feira (29), o Senado rejeitou a indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. Atual Advogado-Geral da União foi indicado pelo presidente Lula para o STF e chegou a ter seu nome aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

    A indicação de Messias foi anunciada por Lula há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial com a indicação (MSF 7/2026) só chegou ao Senado no início de abril. Ele foi indicado pelo governo federal para assumir a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso.

    No plenário do Senado, Messias foi rejeitado por 42 votos a 34, sendo que o ministro precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta. A votação foi secreta.

    A derrota do indicado de Lula é a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo.

    Com a rejeição, a mensagem com a indicação de Jorge Messias foi arquivada e o presidente Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo.

    A nova indicação precisará ser validado pelo Senado.

    Jorge Messias é rejeitado para vaga de ministro do STF

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  • Banco Central reduz juros básicos para 14,5% ao ano

    Banco Central reduz juros básicos para 14,5% ao ano

    Apesar de guerra no Oriente Médio, Copom voltou a cortar juros. A redução da taxa Selic impulsiona a economia, já que os juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo

    Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio, o Banco Central (BC) cortou os juros pela segunda vez seguida. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

    De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom. 

    O Copom estará desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva até agora não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional.Na reunião deste mês, haverá mais um desfalque. Na terça-feira (28), o Banco Central anunciou que o diretor de Administração, Rodrigo Teixeira, se ausentará por causa do falecimento de um parente de primeiro grau.

    InflaçãoA Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A prévia da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou para 0,89% em abril. No acumulado de 12 meses, o índice acelerou para 4,37%, contra 3,9% em março.

    O IPCA cheio de abril só será divulgado em 12 de maio.

    Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

    No modelo de meta contínua, a meta passa a ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em abril de 2026, a inflação desde maio de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em maio de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de junho de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

    No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária elevou, de 3,5% para 3,6%, a previsão do IPCA em 2026, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de junho.

    As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano  em 4,86%, acima do teto da meta, de 4,5%. Antes do início da guerra no Oriente Médio, as estimativas do mercado estavam em 3,95%.

    Crédito menos caro

    A redução da taxa Selic impulsiona a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas menores dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central manteve em 1,6% a previsão de crescimento da economia em 2026.

    O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,85% do PIB em 2026.

    A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

    Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

    Banco Central reduz juros básicos para 14,5% ao ano

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  • Quem é Mica Galvão, campeão de jiu-jítsu que teve o pai preso

    Quem é Mica Galvão, campeão de jiu-jítsu que teve o pai preso

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O lutador de jiu-jítsu Micael Ferreira Galvão, 22, mais conhecido como Mica Galvão, é visto dentro do meio como um dos principais talentos da arte marcial do mundo.

    Ele é filho de Melqui Galvão, 47, um dos treinadores brasileiros de jiu-jítsu mais conhecidos do país e que foi preso pela Polícia Civil do Amazonas na noite de segunda-feira (27), sob suspeita de crimes sexuais contra alunas menores de idade.

    A reportagem localizou a defesa de Melqui Galvão na tarde desta quarta-feira (29). O advogado Cândido Neto afirmou que deve encaminhar um nota com o posicionamento até o final do dia.

    Natural de Manaus, Mica Galvão começou a prática esportiva ainda aos 2 anos de idade. Em 2022, aos 18, sagrou-se o mais jovem campeão mundial de jiu-jítsu, na categoria peso-leve. Em abril de 2023, porém, o lutador teve o título retirado após ser flagrado em exame anti-doping por uso da substância clomifeno, utilizada para estimular a produção de testosterona.

    Em 2024, aos 20 anos, Mica Galvão alcançou o Grand Slam do jiu-jítsu, com as conquistas do Campeonato Brasileiro, do Pan-Americano, do Europeu e do Mundial. Ele é o atleta mais jovem a conseguir a façanha.

    No mesmo ano, ele ainda faturou o prestigiado título da ADCC (Abu Dhabi Combat Club), de grappling, estilo de luta agarrada.

    Ele foi apenas o segundo a empilhar os cinco títulos em um mesmo ano, após Rubens Charles Maciel, conhecido como Cobrinha, em 2017.

    Mica se pronunciou após a prisão do pai, pediu que a Justiça cumpra seu papel e repudiou a violência contra mulheres.

    “É dificil encontrar palavras para um momento como esse. Meu pai, Melqui Galvão, foi quem me colocou no tatame pela primeira vez ainda criança. Foi ele quem me ensinou a lutar, a competir, a respeitar o adversário e a ter caráter”, escreveu em nota publicada no Instagram.

    Quem é Mica Galvão, campeão de jiu-jítsu que teve o pai preso