Autor: REDAÇÃO

  • Éramos cegos, diz Nivea Stelmann sobre polêmico ensaio nos anos 2000

    Éramos cegos, diz Nivea Stelmann sobre polêmico ensaio nos anos 2000

    O responsável pelas imagens, em que ela aparece realizando tarefas domésticas, é o fotógrafo Christian Gaul. Dias atrás, ele disse ter se arrependido deste trabalho, por sua temática machista.

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Nivea Stelmann resolveu se pronunciar sobre o ensaio sensual que realizou para a revista VIP em 2006. O responsável pelas imagens, em que ela aparece realizando tarefas domésticas, é o fotógrafo Christian Gaul. Dias atrás, ele disse ter se arrependido deste trabalho, por sua temática machista.

    “Não discordo do ponto de vista dele. Mas que aí eu estou maravilhosa, isso eu estou! Eu amo o Christian Gaul”, disse, em suas redes sociais. “Ele tem toda razão. Naquela época éramos cegos pra certas coisas”.

    A artista estava no auge da carreira, logo após o sucesso da novela “Alma Gêmea”, quando topou posar para as fotos, em que aparece de lingerie limpando a casa e cozinhando. “Já pensou essa delícia morena dando um trato na sua casa?”, dizia a manchete.

    Sob a perspectiva atual, o material fotografico passou a ser alvo de questionamentos éticos e voltou a circular nas redes. O que antes era apresentado como entretenimento hoje é revisto de forma crítica por sua abordagem na representação da mulher.

    Éramos cegos, diz Nivea Stelmann sobre polêmico ensaio nos anos 2000

  • Lula presta solidariedade a Trump depois de tiros interromperem evento em Washington

    Lula presta solidariedade a Trump depois de tiros interromperem evento em Washington

    Trump e a primeira-dama, Melania Trump, foram retirados às pressas de evento com jornalistas em hotel da capital americana depois de tiros serem disparados do lado de fora da sala onde ocorria o jantar. Outros integrantes do governo também foram evacuados.

    CAIO SPECHOTO
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prestou solidariedade ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que o Brasil repudia veementemente o ataque de atirador que interrompeu jantar em Washington na noite do sábado (25).

    Trump e a primeira-dama, Melania Trump, foram retirados às pressas de evento com jornalistas em hotel da capital americana depois de tiros serem disparados do lado de fora da sala onde ocorria o jantar. Outros integrantes do governo também foram evacuados.

    “Minha solidariedade ao presidente Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump e a todos os presentes no jantar com correspondentes em Washington. O Brasil repudia veementemente o ataque de ontem [sábado] à noite. A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger”, afirmou Lula na manhã deste domingo (26).

    Nas últimas horas, autoridades de diversos países comentaram o ataque a tiros e condenaram a violência.

    Trump disse, logo depois do episódio, que o serviço secreto americano acredita que o atirador agia sozinho. Segundo a imprensa americana, trata-se de Cole Tomas Allen, 31, de Torrance, cidade no estado da Califórnia.

    Perguntado se ele seria o alvo do atirador, o presidente dos EUA disse: “Eu acho que era [o alvo]. Essas pessoas são loucas. Tinha muitas pessoas no salão, ele teria que percorrer um longo caminho”.

    Lula presta solidariedade a Trump depois de tiros interromperem evento em Washington

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  • Gabriel Medina é vice em Margaret River e assume a liderança da WSL 2026

    Gabriel Medina é vice em Margaret River e assume a liderança da WSL 2026

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O brasileiro Gabriel Medina foi vice-campeão neste domingo (26) da etapa de Margaret River (AUS) da WSL (Liga Mundial de Surfe) após ser derrotado pelo australiano George Pittar por 15.17 a 12.46.

    Mesmo com o vice, Gabriel assumiu a liderança do Mundial desta temporada, com 13.885 pontos. Pittar é o segundo, com 13.320, empatado com o brasileiro Miguei Pupo.

    Essa foi a primeira final de Medina desde a etapa do Taiti, em 2023, sendo passadas 25 etapas. Em 2025, o tricampeão mundial não competiu porque estava lesionado.

    Medina teve dificuldades para conseguir ondas boas e, na primeira metade da bateria, fez 6.83 e 4.67 contra 6.17 e 5.50 do adversário, que liderava com ligeira vantagem.

    Perto da metade da bateria, o australiano conseguiu aproveitar um vacilo do brasileiro ao não aproveitar a prioridade para pegar uma onda e conseguiu uma nota 9.00, que na prática decidiu a final.
    Depois dela, nenhuma boa onda apareceu para eles, e Pittar conquistou seu primeiro título na carreira, logo em sua primeira final

    A próxima etapa é em Gold Coast, a última da perna australiana do Circuito, com início da janela de competição no dia 1 de maio e encerramento, no dia 11.

    Mais cedo, na semifinal, Medina venceu o compatriota Samuel Pupo por 14.77 a 13.34. Ele havia feito 7.77 e 7.00 e Pupo, 8.67 e 4.67.
    Havia a possibilidade de uma final brasileira entre Medina e Ítalo Ferreira, porém, o potiguar foi derrotado por Pittar com um ponto de diferença. O australiano fez 13.16, somando 7.33 e 5.83, enquanto o brasileiro fez 12.16, com 6.83 e 5.33.

    Gabriel Medina é vice em Margaret River e assume a liderança da WSL 2026

  • Trump diz que motivo dos disparos não está claro e que atirador é 'lobo solitário'

    Trump diz que motivo dos disparos não está claro e que atirador é 'lobo solitário'

    O republicano afirmou que o atirador foi detido e que um agente do Serviço Secreto foi ferido, mas sobreviveu. O jantar ocorria no hotel Washington Hilton, na capital americana.

    ISABELLA MENON
    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O presidente Donald Trump disse que o motivo do ataque durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca ainda não está claro e definiu o autor dos disparos como “lobo solitário”. Segundo a imprensa americana, trata-se de Cole Tomas Allen, 31, de Torrance, cidade no estado da Califórnia.

    O republicano afirmou que o atirador foi detido e que um agente do Serviço Secreto foi ferido, mas sobreviveu. O jantar ocorria no hotel Washington Hilton, na capital americana.

    “Eles [Serviço Secreto] acreditam que ele era um lobo solitário e eu acredito nisso também”, disse Trump. O presidente falou a jornalistas após o evento ser interrompido por sons de tiros na noite deste sábado (25). Trump e a primeira-dama Melania Trump foram retirados às pressas do jantar.

    O homem estava em uma área de triagem no hotel, não dentro do salão onde a festa ocorria. Uma foto do atirador detido foi publicada pelo presidente na rede Truth Social, assim como um vídeo de câmeras de segurança do hotel.

    “É sempre um choque quando isso acontece. Eu ouvi um barulho, eu achei que era uma bandeja caindo. E era bem longe, ele não chegou na área, mas era uma arma”, narrou. Trump já foi atingido de raspão por uma bala em uma tentativa de assassinato durante um comício em julho de 2024 em Butler, no estado da Pensilvânia.

    Perguntado se ele seria o alvo do atirador, o presidente disse: “Eu acho que era [o alvo]. Essas pessoas são loucas. Tinha muitas pessoas no salão, ele teria que percorrer um longo caminho”.

    “É uma profissão perigosa. Eu vivo uma vida normal considerando que é uma vida perigosa”, disse o presidente. Ele afirmou também que não acha que a tentativa de ataque esteja ligada à guerra no Irã.
    Jeffery W. Carroll, chefe da polícia de Washington, afirmou que o homem estava carregando uma escopeta, um revólver e diversas facas. Ele não teria sido ferido, mas foi levado para um hospital para passar por uma avaliação médica.

    Carroll também contou que autoridades acreditam que o suspeito estava hospedado no hotel do evento, mas que a investigação ainda está no começo.

    A gravação publicada por Trump mostra o homem correndo e disparando, tentando passar pela segurança, e sendo bloqueado por diversos agentes.

    O jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA, na sigla em inglês) é realizado todos os anos no fim de abril. Nele comparecem centenas de jornalistas e executivos de imprensa com seus convidados do mundo político e econômico, para arrecadar fundos para bolsas de estudo e prêmios.

    Trump, ao contrário de todos os seus predecessores desde a década de 1920, sempre havia faltado no evento na condição de presidente, com exceção da festa deste sábado.

    Segundo Trump, as forças de segurança solicitaram que todos saíssem do local da festa. Ele disse ter pedido para continuar no jantar, porém, teria sido orientado pelo Serviço Secreto a deixar o hotel.

    O evento com os jornalistas será reagendado dentro de 30 dias, anunciou o presidente.

    Trump diz que motivo dos disparos não está claro e que atirador é 'lobo solitário'

  • Empresa da família Vorcaro movimentou R$ 1 bi em possível tentativa de esconder dinheiro, diz relatório

    Empresa da família Vorcaro movimentou R$ 1 bi em possível tentativa de esconder dinheiro, diz relatório

    A informação foi obtida em levantamento feito pela Folha com base em um relatório de inteligência financeira do órgão, contendo informações de 2020 a 2025, período em que Vorcaro estrutura o Master -a marca é criada em 2021, após o sinal verde do Banco Central para a compra do banco Máxima, em 2019.

    JOÃO GABRIEL E LUCAS MARCHESINI
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Uma empresa da família de Daniel Vorcaro chamada Multipar movimentou mais de R$ 1 bilhão em cinco anos exclusivamente entre contas ligadas ao dono do Banco Master. O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou que a movimentação sugere uma tentativa de esconder o patrimônio.

    A informação foi obtida em levantamento feito pela Folha com base em um relatório de inteligência financeira do órgão, contendo informações de 2020 a 2025, período em que Vorcaro estrutura o Master -a marca é criada em 2021, após o sinal verde do Banco Central para a compra do banco Máxima, em 2019.

    O documento do Coaf cita a “troca de recursos entre empresas/pessoas do grupo, podendo representar uma tentativa de quebra do rastro do dinheiro”.

    No período mencionado, a Multipar movimentou R$ 1,07 bilhão, e quase todo o montante é detalhado no relatório, com informação de origem e destino dos recursos.

    A partir desses dados, a reportagem identificou que pelo menos R$ 1 bilhão -ou 93% de todos esses recursos- veio de ou foi para empresas ou pessoas ligadas a Vorcaro ou seu banco.

    Constam na lista companhias, holdings e fundos de investimentos que, entre os sócios, têm familiares, pessoas que trabalham para o grupo ou companhias já citadas nas investigações.

    O próprio Banco Master recebeu R$ 5,8 milhões da Multipar.

    A assessoria de imprensa Vorcaro disse que não vai comentar o caso. Respondendo em nome de Henrique Vorcaro -presidente da Multipar e pai do ex-banqueiro-, o advogado Eugênio Pacelli afirmou que “todas as movimentações financeiras do grupo Multipar são devidamente contabilizadas, lícitas e transparentes”.

    O ex-banqueiro está preso, investigado devido à suspeita de ter aplicado uma fraude bilionária no mercado financeiro por meio do Master. O cunhado dele, Fabiano Zettel, ex-pastor da Igreja Batista da Lagoinha, também está em cárcere sob suspeita de integrar o esquema.

    Como mostraram as investigações, o grupo utilizou uma série de fundos de investimentos e empresas de fachada para transferir ativos entre si, inclusive papéis podres, inflando artificialmente o valor de suas empresas e da instituição financeira -sem lastro na realidade.

    O caso da Multipar espelha em parte esse esquema, ao circular dinheiro dentro de um escopo de empresas conectadas -justamente o motivo do alerta sobre as movimentações.

    São cerca de 10 mil transações listadas, entre um grupo de pouco mais de 30 empresas de alguma forma relacionadas à família Vorcaro ou ao Master.

    O documento chama especial atenção para o fundo GFS, que recebeu R$ 47 milhões da Multipar e repassou outros R$ 15 milhões para ela.

    Ele é administrado pela Reag, a mesma gestora que administrava fundos suspeitos de realizar transações fraudulentas para a rede de instituições ligadas ao Banco Master, com o intuito de inflar artificialmente o valor de seus ativos e seu patrimônio.

    A Multipar é uma holding de instituições não financeiras e tem dois sócios: Henrique Vorcaro, presidente, e Natália Vorcaro, irmã do ex-banqueiro e mulher de Fabiano Zettel.

    No último mês, a Folha tentou contato com Natália, por mensagem e ligação, mas não teve resposta.

    “No meio de um contexto de tanta ilação, é inaceitável e causa indignação a divulgação seletiva de trechos de documentos sigilosos, prática que distorce o contexto, compromete a lisura dos fatos, afronta diretamente princípios éticos e legais e representa uma verdadeira ameaça ao processo legal”, disse o advogado de Henrique, Eugênio Pacelli.

    O relatório de informações financeiras aponta que “foram identificadas movimentações relevantes entre partes relacionadas, incluindo empresa do mesmo grupo econômico, indicando possível uso da conta como canal de passagem”.

    Como revelou a Folha, essa empresa comprou uma fazenda no Amazonas -irregular e cujo ex-dono alega ter sofrido calote-, onde fez um projeto de estoques de carbono (um papel diferente do crédito de carbono), que foram revendidos com valor inflado artificialmente para a Global Carbon e a Golden Green.

    Essas duas empresas, por sua vez, foram usadas para aumentar o patrimônio de fundos sob gestão da Reag, principal instituição utilizada para movimentar dinheiro da fraude do Banco Master.

    A relação entre Alliance e Multipar repete o padrão que alertou os órgãos financeiros: milhões em transações entre o mesmo grupo econômico.

    Ambas são praticamente idênticas: têm o mesmo quadro societário (Henrique e Natália Vorcaro) e a mesma área de atuação, são holdings.

    A Multipar transferiu R$ 51,4 milhões para a Alliance Participações e recebeu de volta R$ 27,1 milhões.

    Corrobora esta tese a relação com a Hebron Participações, a principal parceira econômica da Multipar.

    A empresa atua exatamente no mesmo ramo (ambas são holdings de instituições não financeiras) e tem como sócios Henrique Vorcaro e uma terceira holding -e também pertence ao pai do ex-banqueiro.

    A Hebron aportou R$ 419,2 milhões na Multipar, em mais de mil transações registradas. No caminho inverso, foram R$ 104,3 milhões, em 352 transações.

    Ela foi a empresa que mais repassou dinheiro para a Multipar no período e a que mais recebeu recursos de volta.

    Na rede da Multipar surge ainda outro nome já conhecido das tramas do Banco Master, a Alliance Participações.

    A Alliance está no centro da suposta fraude de R$ 45 bilhões em ativos ambientais da família.

    Ainda em nome de Henrique Vorcaro, o advogado Eugênio Pacelli negou qualquer irregularidade no caso dos ativos de carbono, disse que o projeto foi desenvolvido por terceiros e que, “como investidor, [ele] adotará as medidas legais cabíveis para ressarcimento dos investimentos”.

    O documento do Coaf mostra ainda que a Multipar fez transferências milionárias para a conta pessoal de membros da família Vorcaro.

    Henrique, por exemplo, recebeu R$ 14,7 milhões dela e repassou R$ 1,4 milhão de volta para sua própria empresa.
    Natália, por sua vez, recebeu R$ 6,4 milhões e devolveu R$ 1,9 milhão.

    A mãe de Daniel Vorcaro, Aline Vorcaro, também aparece direta ou indiretamente (por meio de sociedades, assim como os outros) na lista.

    Ela recebeu, em sua conta pessoal, R$ 20,9 milhões -é o CPF que mais foi beneficiado com recursos da Multipar no período. A Folha não conseguiu localizar seu contato.

    Empresa da família Vorcaro movimentou R$ 1 bi em possível tentativa de esconder dinheiro, diz relatório

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  • Ana Paula Renault deixa de seguir Samira nas redes sociais após fim do BBB 26

    Ana Paula Renault deixa de seguir Samira nas redes sociais após fim do BBB 26

    A jornalista já havia criticado a postura da ex-atendente de bar gaúcha em vídeo publicado nas redes da TV Globo, na quarta-feira (22). “Por que vocês não me avisaram que ‘Samaira’ não era aquela pessoa que eu achei que fosse? Me deixaram fazendo papel de palhaça!”, afirmou.

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – A campeã do BBB 26, Ana Paula Renault deixou de seguir a ex-colega de confinamento Samira Sagr nas redes sociais. A decisão ocorre poucos dias após a final do reality, exibida na terça-feira (21).

    A jornalista já havia criticado a postura da ex-atendente de bar gaúcha em vídeo publicado nas redes da TV Globo, na quarta-feira (22). “Por que vocês não me avisaram que ‘Samaira’ não era aquela pessoa que eu achei que fosse? Me deixaram fazendo papel de palhaça!”, afirmou.

    A relação entre as duas já era alvo de questionamentos durante o programa. Parte do público acusou Samira de adotar um “jogo duplo” e de agir de forma infiel com aliados do quarto “Sonho da Eternidade”.

    Após o fim do reality, outros participantes também se afastaram da ex-BBB. A equipe de Juliano Floss, que integrava o grupo dos “eternos” ao lado de Ana Paula, deixou de seguir Samira nas redes do influenciador. “Eu e as meninas [Milena e Ana Paula] já fofocamos e me antenei de algumas coisas… Minha equipe parou de seguir ela, fiquei sabendo. Acho difícil a gente se aproximar, para ser sincero”, disseo dançarino, em conversa com Ana Maria Braga.

    Milena, conhecida como Tia Milena, ainda segue Samira, mas também manifestou decepção com a gaúcha. “Gosto muito da Samira, mas me chateou bastante ver alguns pontos dela aqui fora. Nós confiávamos muito nela e alguns vídeos que eu vi… Eu vi que ela não era tão ‘Eterna’ assim, ela não jogava tão junto com a gente”, afirmou.

    Ana Paula Renault deixa de seguir Samira nas redes sociais após fim do BBB 26

  • Terceira via acumula derrotas, e ex-presidenciáveis se voltam para eleições estaduais

    Terceira via acumula derrotas, e ex-presidenciáveis se voltam para eleições estaduais

    Em 2026, 5 dos 7 presidenciáveis que ficaram em terceiro nas eleições dos últimos 36 anos devem encarar disputas regionais: Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) são pré-candidatas ao Senado em São Paulo; Ciro Gomes (PSDB) é pré-candidato a governador no Ceará; e Heloísa Helena (Rede) e Anthony Garotinho (Republicanos) devem se lançar como deputados federais pelo Rio de Janeiro.

    JULIANA ARREGUY
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Nenhum candidato à Presidência da República que terminou em terceiro lugar conseguiu se eleger presidente em novas tentativas. Desde a redemocratização, em 1989, todas as alternativas aos dois primeiros colocados –alguns rotulados de terceira via– acabaram se voltando para as disputas estaduais.

    Em 2026, 5 dos 7 presidenciáveis que ficaram em terceiro nas eleições dos últimos 36 anos devem encarar disputas regionais: Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) são pré-candidatas ao Senado em São Paulo; Ciro Gomes (PSDB) é pré-candidato a governador no Ceará; e Heloísa Helena (Rede) e Anthony Garotinho (Republicanos) devem se lançar como deputados federais pelo Rio de Janeiro.

    Além deles, outros dois nomes que ficaram em terceiro lugar voltaram as atenções para palanques estaduais no passado: Leonel Brizola (PDT) foi eleito governador do Rio de Janeiro após a eleição presidencial de 1989 e Enéas Carneiro (Prona), terceiro em 1994, foi o deputado federal mais votado do país em 2002, com 1,5 milhão de votos.

    O contexto das candidaturas de Brizola e Enéas também é diferente. Os dois foram candidatos em períodos anteriores à polarização entre o PT e o PSDB, que ocorreu entre 1994 e 2014, e entre o PT e o bolsonarismo, que marcou a política brasileira a partir de 2018.

    A cientista política Luciana Santana, professora da UFAL (Universidade Federal de Alagoas), avalia que a aceitação da polarização por boa parte dos políticos, em especial pelos quadros que tentaram fugir dela, segue a tendência do eleitorado brasileiro.
    “Por mais que a gente tenha um sistema multipartidário no Brasil, há uma polarização natural do comportamento do próprio eleitor, que na reta final se define pelo voto útil, porque vê pelas pesquisas quem está mais bem colocado e joga as fichas ali”, diz.

    Para Renato Meirelles, fundador do Instituto Locomotiva (voltado para pesquisas de mercado e de opinião pública), a ideia de uma candidatura de terceira via é “muito viável como desejo social, mas quase impossível como projeto eleitoral” por não conseguir reunir votos o suficiente. “É como se existisse mercado, mas não existisse produto”, afirma.

    Em 2026, as pesquisas de intenção de voto apontam novamente um cenário de polarização entre Lula (PT) e a família Bolsonaro –desta vez, com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Na última pesquisa Datafolha, eles lideravam em primeiro turno com 39% e 35%, respectivamente. Bem atrás apareciam outros nomes que tentam se projetar como uma terceira via: Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Romeu Zema (Novo), com 4%, Renan Santos (Missão), com 2%, Aldo Rebelo (DC), com 1%, e Cabo Daciolo (Mobiliza), com 1%.

    A principal aposta nos últimos meses de um nome alternativo foi articulada por Gilberto Kassab, presidente do PSD, que ainda cogitou lançar os governadores do PR, Ratinho Junior, e do RS, Eduardo Leite. Nenhum, porém, deu sinais de decolagem. As últimas tentativas envolveram um convite do PSDB para Ciro Gomes tentar novamente a Presidência, em vez da disputa pelo Governo do Ceará, e a pré-candidatura lançada pelo Avante de um novo outsider, o psiquiatra Augusto Cury.

    Adesão

    Simone Tebet se candidatou em 2022 pelo MDB como alternativa de centro à polarização entre Lula e Jair Bolsonaro (PL). A eleição foi a mais acirrada da história e, após terminar a disputa em terceiro, apoiou o petista no segundo turno. Com a vitória de Lula, foi nomeada ministra do Planejamento.

    Embora tenha construído uma carreira política longe da esquerda, com pautas ligadas ao liberalismo econômico e ao agronegócio em Mato Grosso do Sul, filiou-se ao PSB em 2026 para ser candidata ao Senado na chapa encabeçada pelo PT em São Paulo a pedido do próprio Lula.

    Sua companheira de chapa, a também pré-candidata ao Senado Marina Silva, é outra ex-presidenciável. Terceira colocada duas vezes (2010 e 2014) em disputas presidenciais, ela obteve o melhor resultado da posição em 2014 (21,3%), no último ano em que PT e PSDB se enfrentaram no segundo turno –ex-petista, apoiou o tucano Aécio Neves na reta final daquela eleição.

    Marina já estava rompida com o PT quando se candidatou a presidente pela primeira vez, em 2010. Ela passou por outras legendas à esquerda (PV e PSB) antes de fundar a Rede, sigla pela qual concorreu novamente à Presidência em 2018 -sua terceira e última tentativa-, sempre com agendas ambientalistas alinhadas à esquerda.

    Em 2022, se reconciliou com Lula e integrou o palanque dele em São Paulo, por onde se elegeu deputada federal. Foi nomeada ministra do Meio Ambiente, função que já havia exercido nos primeiros mandatos dele (2003-2008), e retorna às urnas em costura política feita pelo PT.

    Também ex-petista e filiada à Rede, a pré-candidata a deputada federal no Rio de Janeiro Heloísa Helena se apresentou como opção mais à esquerda na eleição de 2006, concorrendo pelo PSOL. Na ocasião, promoveu ataques ao PT e ao mensalão, terminando em terceiro lugar. Até hoje faz críticas abertas ao PT e ao próprio Lula, mesmo com uma ala do seu partido apoiando a reeleição dele.

    Mudança

    Ciro Gomes disputou a Presidência quatro vezes (1998, 2002, 2018 e 2022). Em duas delas (1998 e 2018), ficou em terceiro lugar; na primeira, em oposição ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e, na segunda, crítico ao governo Michel Temer (MDB).

    Ex-governador do Ceará, Ciro teve atuação política de centro-esquerda, tendo sido ministro de Itamar Franco e de Lula, no primeiro mandato do petista. Na eleição de 2018, criticou PT e PSDB e, derrotado, não quis subir no palanque de Fernando Haddad (PT) no segundo turno.

    Quatro anos depois, colocou-se de novo como alternativa à polarização (desta vez, a Lula e Bolsonaro) e teve apenas 3,04% dos votos, seu pior desempenho em disputas presidenciais. Apoiou o petista no segundo turno em 2022, mas, para 2026, negocia a candidatura ao governo cearense com aceno ao clã Bolsonaro.

    Ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho também iniciou a trajetória na centro-esquerda e hoje figura em um partido (Republicanos) que é cortejado tanto pelo PT quanto pelo bolsonarismo no estado.

    Em 2002, após ter governado o Rio com uma agenda assistencialista, Garotinho, no PSB, foi o terceiro colocado da eleição presidencial que elegeu Lula pela primeira vez. Desde então, tentou concorrer duas vezes ao governo fluminense (2014 e 2018), uma a deputado federal (2022) e outra a vereador carioca (2024).

    Nas eleições de 2018 e 2022 teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral por ser considerado inelegível -ele foi preso preventivamente cinco vezes, entre 2016 e 2019, sob acusação de fraudes eleitorais e desvio de verbas públicas em Campos dos Goytacazes, seu reduto eleitoral, durante a gestão de sua mulher, a ex-governadora Rosinha Garotinho. Os processos que levaram às prisões foram anulados e ele ensaia, para este ano, uma candidatura a deputado federal.

    Sem polarização

    Único governador eleito pelo voto popular em dois estados diferentes -Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro-, Leonel Brizola foi o terceiro colocado na primeira eleição direta para presidente após o fim da ditadura, em 1989.

    Fundador do PDT, disputava os votos da esquerda com Lula, a quem apoiou no segundo turno contra Fernando Collor (PRN), que sairia vitorioso, em um gesto considerado simbólico até hoje pelos petistas. No ano seguinte, elegeu-se novamente governador do Rio de Janeiro e, em 1994, disputou a Presidência de novo, terminando em quinto lugar.

    Com atuação sempre à esquerda e pelas causas trabalhistas, retornou às urnas em 1998 como vice de Lula, em mais uma derrota para FHC, e disputou sua última eleição em 2002 para senador do Rio de Janeiro, terminando em sexto lugar. Morreu em junho de 2004 após sofrer um infarto.

    Também em 1989, o médico cardiologista Enéas Carneiro concorreu à Presidência pelo Prona, partido que ele mesmo havia fundado e que, posteriormente se fundiria ao PL de Valdemar Costa Neto. Com apenas 15 segundos de propaganda televisiva, transformou em bordão o jeito enfático como se apresentava ao eleitor (“meu nome é Enéas”), terminando em 12º lugar.

    Com pautas conservadoras e nacionalistas, foi o terceiro colocado na eleição presidencial de 1994 e o quarto na de 1998. Derrotado na eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2000 (terminou em quinto lugar), foi o deputado federal eleito com a maior quantidade de votos em 2002 (1,5 milhão). Reeleito em 2006, morreu em maio de 2007, vítima de leucemia.

    Terceira via acumula derrotas, e ex-presidenciáveis se voltam para eleições estaduais

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  • Vírus bancário ataca celulares e sequestra Pix em tempo real

    Vírus bancário ataca celulares e sequestra Pix em tempo real

    Para entender melhor o funcionamento dessa ameaça, o TechTudo conversou com Fernando Serto, Field CTO para a América Latina na Akamai. Ele detalhou como o golpe acontece, por que é difícil identificá-lo e quais medidas podem ajudar a evitar prejuízos.

    Um novo tipo de vírus bancário voltado para dispositivos Android tem como alvo usuários brasileiros e utiliza o sistema Pix para desviar dinheiro de forma quase imediata. De acordo com um relatório da Zimperium, o malware, chamado PixRevolution, é capaz de interferir em transferências no exato momento em que elas estão sendo realizadas.

    Segundo a Zimperium, o PixRevolution integra uma nova geração de trojans financeiros criados especificamente para explorar o Pix no Brasil. Classificado como um “agent-operated Android trojan”, esse tipo de malware permite que um operador acompanhe e interaja com o dispositivo da vítima em tempo real. A campanha tem como alvo aplicativos de instituições financeiras populares, como Nubank, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Santander Brasil, PicPay, PagSeguro, Sicredi e XP Investimentos.

    O ataque combina espionagem com controle ativo do aparelho. Utilizando permissões de acessibilidade do Android, o vírus consegue ler conteúdos exibidos na tela, monitorar interações e até executar comandos automaticamente. Entre as técnicas empregadas estão sobreposição de tela, captura de credenciais, interceptação de notificações e automação dentro dos aplicativos bancários.

    A infecção geralmente começa com aplicativos falsos que imitam serviços conhecidos, como Expedia, Correios ou até instituições oficiais, além de outros nomes usados como isca. Esses apps enganam o usuário e facilitam a instalação do malware. Na prática, o vírus não apenas observa, mas também executa ações, podendo preencher dados e confirmar transações sem que a vítima perceba.

    Fernando Serto, Field CTO na Akamai, explica esse comportamento: “malwares financeiros são projetados para monitorar o comportamento do usuário e só são ativados quando identificam uma ação sensível, como a abertura de um aplicativo bancário ou até mesmo durante o início de uma transação via Pix.”

    Um dos aspectos mais críticos é a atuação em tempo real. O operador pode acompanhar a transação e interferir exatamente no momento da confirmação, alterando dados ou redirecionando valores. “Como o Pix é um método de pagamento instantâneo, o ataque acontece dentro de um tempo muito curto, reduzindo as chances de reversão”, afirma Serto. Ele acrescenta: “Os ataques partem do dispositivo da própria vítima e utilizam credenciais válidas, dentro de um fluxo esperado, reduzindo os sinais de anomalias”.

    Apesar da sofisticação, a infecção ainda depende, em grande parte, da ação do usuário, geralmente por meio de engenharia social. “Hoje já é possível uma combinação dos dois modelos, mas a infecção inicial ainda depende muito de engenharia social”, reforça o especialista.

    A dificuldade de detecção está ligada ao fato de que o golpe ocorre durante ações legítimas. “Por exemplo, o comportamento do usuário hoje está cada vez mais orientado por velocidade e fluidez, que inclusive a nossa pesquisa mostra que são os principais fatores na escolha de um banco. E os ataques se aproveitam justamente dessa dinâmica”, explica.

    Mesmo assim, sinais como lentidão, apps desconhecidos, pedidos incomuns de permissões e movimentações financeiras suspeitas podem indicar infecção. Para se proteger, recomenda-se evitar aplicativos fora de lojas oficiais, desconfiar de links e revisar permissões, especialmente as de acessibilidade. Também é essencial manter o celular atualizado e redobrar a atenção durante transações via Pix.

    Vírus bancário ataca celulares e sequestra Pix em tempo real

  • Soco de jogador em torcedor em pleno gramado deixa Inglaterra em choque

    Soco de jogador em torcedor em pleno gramado deixa Inglaterra em choque

    O York City garantiu, neste sábado, o acesso à League Two (a quarta divisão do futebol inglês) ao buscar um empate em 1 a 1 fora de casa contra o Rochdale, graças a um gol marcado por John Stone já aos 13 minutos dos acréscimos.

    Após o apito final, o clima era de euforia natural na Crown Oil Arena, mas o inesperado aconteceu. Um torcedor invadiu o gramado para confrontar Hiram Boateng, que acabou perdendo o controle e o agrediu com um soco — um incidente que, segundo a imprensa esportiva britânica, já está sendo investigado pelas autoridades.

    Soco de jogador em torcedor em pleno gramado deixa Inglaterra em choque

  • Suspeito é homem de 31 anos que vive na Califórnia; saiba

    Suspeito é homem de 31 anos que vive na Califórnia; saiba

    Cole Tomas Allen, de 31 anos, é o suspeito de ter aberto fogo, no sábado, no hotel onde ocorria o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington DC, e onde estavam, entre outras personalidades, Donald Trump, Melania Trump e JD Vance. Residente na Califórnia, é professor, teria agido sozinho e não tem antecedentes criminais.

    “O suspeito de ter aberto fogo dentro do Hotel Washington Hilton, onde acontecia o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca — evento que contava com a presença de Donald Trump, Melania Trump e JD Vance — neste sábado, já foi identificado: Cole Tomas Allen, de 31 anos, morador de Torrance, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos.

    O homem teria agido sozinho e não possui antecedentes criminais, informou a CNN Internacional, que acrescenta que Allen estava hospedado no hotel.

    Segundo a emissora, Cole Tomas Allen é professor e desenvolve videogames. De acordo com seu perfil no LinkedIn, formou-se em Engenharia Mecânica pelo California Institute of Technology em 2017 e, no ano passado, concluiu um mestrado em Computação pela California State University-Dominguez Hills.

    Ainda segundo registros da Comissão Eleitoral Federal, ele doou 25 mil dólares para a campanha de Kamala Harris, adversária de Donald Trump nas eleições presidenciais de 2024.

    Na noite de sábado, Donald Trump descreveu o suspeito detido após o tiroteio em Washington como um “potencial assassino”, afirmando que ele estava armado com várias armas quando foi detido pelo Serviço Secreto, do lado de fora do jantar anual: “Esta não é a primeira vez nos últimos anos que nossa República é atacada por um potencial assassino que procurava matar”, declarou durante coletiva de imprensa.

    O republicano descreveu o atirador como “um louco” e “uma pessoa com sérios problemas”, garantindo que ele agiu sozinho e chamando-o de “lobo solitário”.

    Na Truth Social, Trump publicou um vídeo e imagens que mostram o suspeito correndo em direção a uma barreira de segurança enquanto agentes do Serviço Secreto corriam em sua direção.


    Na mesma coletiva, a prefeita de Washington, Muriel Bowser, também afirmou que o suspeito teria agido sozinho: “Não temos motivos para acreditar, neste momento, que haja outras pessoas envolvidas”.

    Por sua vez, o Serviço Secreto dos Estados Unidos informou que o atirador atingiu um agente de segurança, que usava colete à prova de balas, e que ele deve se recuperar sem sequelas.

    Suspeito vai a tribunal na segunda-feira

    Cole Tomas Allen deve comparecer ao tribunal na segunda-feira, informou a procuradora da capital norte-americana. Na coletiva realizada no sábado, Jeanine Pirro destacou que o suspeito enfrentará duas acusações: uso de arma de fogo durante um crime violento e agressão a um agente federal com arma perigosa.

    Já o chefe interino da polícia de Washington afirmou que o suspeito carregava “um rifle, uma pistola e várias facas” quando tentou passar por um controle de segurança no saguão do Hotel Washington Hilton, onde o jantar estava sendo realizado.

    O alvo e as motivações ainda são desconhecidos, mas Kash Patel, diretor do FBI, afirmou que uma investigação completa sobre o histórico do suspeito já foi iniciada.”

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