Autor: REDAÇÃO

  • Deborah Secco se posiciona após ataques à aparência: 'Pressão estética'

    Deborah Secco se posiciona após ataques à aparência: 'Pressão estética'

    A atriz foi alvo de ataques relacionados à sua aparência, além de acusações de que utilizaria photoshop em suas fotos.

    Deborah Secco usou suas redes sociais neste sábado (18) para comentar as críticas recentes que recebeu. A atriz foi alvo de ataques relacionados à sua aparência, além de acusações de que utilizaria photoshop em suas fotos. Diante da repercussão, ela decidiu se manifestar e falou sobre a pressão estética que enfrenta há anos, negando editar suas imagens pessoais.

    “Recebi tantas mensagens de carinho e de afeto de pessoas que, de fato me conhecem, sabem como eu sou, com todas as minhas qualidades e defeitos — que são muitos. Não sou uma pessoa de fazer esse tipo de vídeo, nem consumir dar importância a esse tipo de notícia/hate, mas queria mostrar para vocês a importância de uma boa luz”, iniciou, em vídeos publicados nos Stories do Instagram. Em seguida, ela mostrou como a iluminação interfere na aparência ao posar em diferentes ângulos e comentou de forma irônica: “Aqui, de frente para a janela, uma luz plena que me deixa bonita, não é? Photoshop! Assim de ladinho já vai ficando pior, mostra que eu tenho 46 anos. Meu Deus!”.

    A atriz continuou reforçando o ponto: “Se eu for para uma luz ruim, nem sei o que pode ser de mim, vão descobrir que eu tenho 46 anos. Mas em uma luz boa, parece até que eu uso Photoshop”. Ela também destacou que, apesar de já ter sofrido bastante com cobranças estéticas, hoje lida melhor com isso. “Mas que fique claro que, há muitos anos, eu sofro com pressão estética, com essa cobrança em cima de mim. Mas há bons anos já, eu venho relaxando muito sobre isso. Já não uso filtro nos meus Stories, hoje estou com protetor solar com cor e um pouquinho de blush. Não tenho esse apego estético que as pessoas têm comigo e com a minha imagem.”

    Deborah ainda criticou a postura de alguns profissionais: “Sou uma mulher com 46 anos, quero envelhecer. Vocês vão ter que me ver bem velhinha, porque não pretendo morrer tão cedo. E o que fica de mensagem de tudo isso é: quão odioso anda o ser humano. E o que me chama atenção não são esses haters de internet, não. É um número de perfis sérios de médicos usando sem autorização a imagem de uma mulher, diminuindo essa imagem, diminuindo essa mulher para vender seus serviços, seus procedimentos, suas crenças. Que triste. Ainda bem que para engajar eu não preciso usar a imagem de ninguém. Ainda bem que eu não estou preocupada em engajar, que eu ando preocupada em viver e ser feliz. Vou continuar minha viagem aqui sendo bem feliz. Um beijo de amor e de paz para todos!”.

    Por fim, ela reforçou: “Voltei só para frisar que eu sempre apareço aqui sem filtro nos Stories. É claro que a gente faz muita publicidade, essas imagens são sim tratadas por profissionais, que são pagos e contratados para isso, para que entreguem essa imagem linda e super produzida. Mas eu tento sempre aparecer aqui sem filtro, às vezes sem maquiagem também, treinando, tentando sempre ressaltar a importância da gente gostar da gente, de quem a gente é, com as nossas qualidades, com os nossos defeitos, buscando sempre sermos a nossa melhor versão, se preocupando com a nossa saúde e desejando que a internet seja menos tóxica”.

    A repercussão começou após uma entrevista recente da atriz viralizar, levando internautas a opinarem sobre sua aparência. Além disso, profissionais da área estética passaram a sugerir procedimentos e a questionar suas imagens publicadas nas redes e campanhas.

    Deborah Secco se posiciona após ataques à aparência: 'Pressão estética'

  • Charlize Theron critica Timothée Chalamet e diz que IA pode substituí-lo em dez anos

    Charlize Theron critica Timothée Chalamet e diz que IA pode substituí-lo em dez anos

    Ao comentar desafios de sua carreira, Theron afirmou que a dança foi uma das experiências mais difíceis que já enfrentou. “Os dançarinos são super-heróis. O que eles fazem com seus corpos em completo silêncio é incrível”, disse. A declaração surgiu após a jornalista Lulu Garcia-Navarro mencionar a fala recente de Chalamet sobre o tema.

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – A atriz Charlize Theron, 50, criticou a fala de Timothée Chalamet, 30, sobre ópera e balé, classificando o comentário como “muito imprudente”. Em entrevista ao The New York Times, ela defendeu a importância dessas formas de arte e destacou o esforço físico e mental exigido dos artistas.

    Ao comentar desafios de sua carreira, Theron afirmou que a dança foi uma das experiências mais difíceis que já enfrentou. “Os dançarinos são super-heróis. O que eles fazem com seus corpos em completo silêncio é incrível”, disse. A declaração surgiu após a jornalista Lulu Garcia-Navarro mencionar a fala recente de Chalamet sobre o tema.

    “Espero encontrá-lo um dia. Foi um comentário muito imprudente sobre duas formas de arte que precisamos valorizar constantemente”, afirmou a atriz. Ela também argumentou que, no futuro, a inteligência artificial poderá substituir certos trabalhos na indústria do entretenimento, mas não a performance ao vivo. “Daqui a 10 anos, a IA será capaz de fazer o trabalho de Timothée, mas não substituirá uma pessoa dançando no palco”, disse.

    Charlize Theron ainda ressaltou o rigor da formação em dança, citando episódios de lesões e infecções. “Houve vezes em que tive infecções no sangue por causa de bolhas que não cicatrizavam. Você sangra até o sapato, e não pode parar”, afirmou em entrevista ao The New York Times

    A polêmica teve início em fevereiro, quando Chalamet, em conversa com Matthew McConaughey para um especial da Variety com a CNN, afirmou não querer trabalhar com balé ou ópera, dizendo que são áreas “que ninguém mais se importa”. A fala do protagonista de “Marty Supreme” (2025) e “Wonka” (2023) gerou críticas de profissionais ligados a essas artes.

    Charlize Theron critica Timothée Chalamet e diz que IA pode substituí-lo em dez anos

  • Lula intensifica agenda voltada às mulheres para evitar perda de apoio feminino

    Lula intensifica agenda voltada às mulheres para evitar perda de apoio feminino

    Somente nesses primeiros meses do ano, o petista se envolveu em mais de dez ações voltadas a esse segmento, entre seminários, cerimônias e publicação de medidas em benefício às mulheres -sempre acompanhado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.

    MARIANA BRASIL
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) intensificou agendas voltadas às mulheres nos últimos meses, em um gesto voltado ao eleitorado feminino, entre o qual perdeu vantagem nas mais recentes pesquisas de intenção de voto.

    Somente nesses primeiros meses do ano, o petista se envolveu em mais de dez ações voltadas a esse segmento, entre seminários, cerimônias e publicação de medidas em benefício às mulheres -sempre acompanhado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.

    Segundo auxiliares do Planalto, a esposa do presidente teve forte influência na ampliação da presença do tema na agenda presidencial e nos discursos de Lula.

    Entre os episódios mais recentes dessa influência esteve a realização do evento Pacto contra o Feminicídio, firmado entre os três Poderes logo após a repercussão de uma série de crimes dessa natureza no país.

    A pesquisa Datafolha mais recente mostrou que Lula perdeu a vantagem que tinha no público feminino.

    No levantamento de março, em um cenário de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente tinha o apoio de 50% das mulheres, contra 37% de Flávio.

    Em abril, a diferença de 13 pontos virou empate técnico, com 47% dos votos nesse segmento para o petista contra 43% do filho de Jair Bolsonaro (PL) -a margem de erro é de três pontos percentuais nesse estrato.

    As ações de Lula para atrair a simpatia desse eleitorado ocorrem em um mandato marcado por uma sequência de declarações machistas do presidente.

    Em abril do ano passado, por exemplo, ele chamou a diretora-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva, de “mulherzinha” e, no mês anterior, disse ter nomeado uma “mulher bonita” (Gleisi Hoffmann) no ministério para “melhorar a relação” com o Congresso.

    A frequência de agendas com temas voltados ao grupo feminino aumentou a partir do segundo semestre do ano passado.

    No período, foram sancionadas mais de cinco leis com benefício direto ou indireto a esse público, incluindo um pacote com três projetos relativos à violência contra a mulher. Os textos preveem, entre outras medidas, o uso imediato de tornozeleira eletrônica para agressores e a tipificação do crime de vicaricídio (assassinato de filhos ou parentes como parte da violência doméstica).

    Além disso, o governo publicou em fevereiro decreto que aprimora o funcionamento do Ligue 180, número de telefone voltado a denúncias, e instituiu o dia 17 de outubro como o Dia Nacional de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio.

    Neste mês, Lula sancionou a regulamentação da profissão de doula, responsável por acompanhar gestações e partos.

    O Planalto também promoveu um seminário para servidores da Presidência contra o feminicídio, em fevereiro. Organizado pelo chamado Conselhão, órgão vinculado à Secretaria de Relações Institucionais, o evento separou um salão para mulheres e outro para homens. Janja e Lula participaram assistindo às palestras em seus respectivos grupos.

    O petista buscou também dar ênfase à presença de mulheres no esporte com alguns eventos e ações da área. Uma delas foi o encaminhamento ao Congresso de um projeto de lei com medidas relativas à realização da Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027 no Brasil.

    Ao receber campeões mundiais de futebol no Planalto, como parte da cerimônia do Tour da Taça da Copa do Mundo, o plano inicial também era receber o troféu da Copa Feminina, o que não ocorreu. Segundo informou a organização na época, por problemas de logística, o item não chegou a tempo.

    Lula também passou a incluir o tema da violência contra a mulher em quase todos os seus discursos. A influência de Janja, por sua vez, foi igualmente verbalizada pelo presidente em mais de uma ocasião.

    “Eu acordei domingo para tomar café e no café a Janja começou a chorar. De noite, vendo o Fantástico, a Janja voltou a chorar. Ontem, ela voltou a chorar. E hoje, no avião, ela pediu para mim: ‘Assuma a responsabilidade de uma luta mais dura contra a violência do homem contra a mulher no planeta Terra’”, declarou durante evento em Pernambuco, em dezembro do ano passado.

    Apesar dos eventos e medidas voltadas às mulheres, o ministério de Lula é majoritariamente composto por homens.

    Após a saída dos ministros e ministras para disputarem as eleições, a participação das mulheres foi ainda mais reduzida -de 10 para 8, entre as 38 pastas.

    Quatro foram substituídas por homens, com Bruno Moretti no lugar de Simone Tebet no Planejamento, João Paulo Capobianco no de Marina Silva em Meio Ambiente, José Guimarães no de Gleisi Hoffmann em Relações Institucionais e Eloy Terena no de Sônia Guajajara em duas Povos Indígenas).

    Em outras duas pastas, mulheres assumiram o lugar de ministros: Miriam Belchior no lugar de Rui Costa na Casa Civil, e Fernanda Machiaveli no de Paulo Texeira no Desenvolvimento Agrário.

    A pauta da inclusão das mulheres também rondou o entorno de Lula quando setores da sociedade cobraram do presidente a indicação de uma ministra para o STF (Supremo Tribunal Federal). O petista, no entanto, optou por homens nas duas indicações que fez para a corte.

    Lula intensifica agenda voltada às mulheres para evitar perda de apoio feminino

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  • EUA manda aviso ao Brasil e promete ofensiva contra CV e PCC

    EUA manda aviso ao Brasil e promete ofensiva contra CV e PCC

    Durante uma reunião, autoridades norte-americanas informaram que Washington está avançando na intenção de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, mesmo diante da resistência do governo Lula.

    O governo dos Estados Unidos enviou um recado direto ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, sobre uma possível mudança na forma de lidar com o crime organizado brasileiro. Durante uma reunião, autoridades norte-americanas informaram que Washington está avançando na intenção de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, mesmo diante da resistência do governo Lula.

    Segundo o Departamento de Estado, esses grupos movimentam grandes volumes de dinheiro por meio de esquemas de lavagem, e uma classificação mais rígida permitiria ampliar o combate financeiro contra essas organizações. A medida facilitaria ações para bloquear recursos e dificultar o acesso dessas facções ao sistema financeiro internacional. O aviso prévio ao Brasil foi interpretado como uma “deferência”, já que nem todos os países receberam esse tipo de comunicação antecipada. O México, por exemplo, não foi informado antes de os Estados Unidos classificarem seis cartéis como terroristas.

    Caso se concretize, a inclusão de CV e PCC na lista de organizações terroristas estrangeiras (FTOs) representará uma mudança significativa na política externa americana para a América Latina. Esse enquadramento ativa mecanismos mais rigorosos do Departamento do Tesouro, permitindo o congelamento imediato de ativos em território americano e proibindo qualquer tipo de apoio material por indivíduos ou entidades sob jurisdição dos EUA. Na prática, isso cria obstáculos relevantes para o uso do sistema bancário global por esses grupos.

    A iniciativa, no entanto, coloca o Brasil em uma posição diplomática sensível. O governo Lula e o Ministério da Justiça e Segurança Pública defendem tradicionalmente que o enfrentamento ao crime organizado deve ocorrer por meio de cooperação policial, e não como uma questão de segurança nacional internacionalizada.

    A resistência brasileira se baseia no receio de que essa classificação abra margem para intervenções externas ou sanções indiretas, o que poderia impactar a soberania do país, além de gerar reflexos na economia e no setor de turismo.

    EUA manda aviso ao Brasil e promete ofensiva contra CV e PCC

  • Vorcaro já usava ciranda financeira ao comprar banco que virou o Master, mostra BC

    Vorcaro já usava ciranda financeira ao comprar banco que virou o Master, mostra BC

    A trama envolve a circulação de recursos entre empresas do próprio controlador, sem entrada real de recursos externos.

    NATHALIA GARCIA
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Daniel Vorcaro tentou comprar o Banco Máxima, instituição que deu origem ao Master, usando um embrião do esquema de ciranda financeira que hoje está sob investigação, mostra documento do Banco Central que propôs o veto à operação em fevereiro de 2019. A trama envolve a circulação de recursos entre empresas do próprio controlador, sem entrada real de recursos externos.

    Naquele momento, Vorcaro e outros pretendentes não conseguiram comprovar a origem dos recursos que seriam destinados a capitalizar o Máxima nem convencer o BC de que tinham capacidade econômica para assumir o controle do banco.

    Procurada desde terça-feira (14) para falar sobre os problemas na compra do Máxima, a defesa de Vorcaro na quis se manifestar.

    A estrutura usada pelo ex-banqueiro é detalhada por Sidnei Corrêa Marques, na época diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC e relator do processo. A reportagem teve acesso a dois documentos que se tornaram públicos via LAI (Lei de Acesso à Informação).

    O BC apontou que, conforme documentação apresentada, tanto os recursos usados para a compra das ações de Saul Sabbá (então controlador do Máxima), por R$ 40 milhões, quanto os aportes adicionais de capital feitos por Vorcaro no banco, de R$ 48,1 milhões e R$ 22,5 milhões, tiveram origem na distribuição de resultados da Viking Participações, empresa que ficou conhecida por ser dona de aeronaves que ele costumava usar. O que, por sua vez, decorreu da reavaliação de ativos -terrenos e fundos de investimento.

    Os técnicos do BC suspeitaram se tratar de “circularização” de recursos -prática em que o dinheiro apenas circula entre empresas ligadas, sem entrada real de novos recursos. Segundo investigações, essa manobra foi usada por Vorcaro no caso do Master.

    O diretor afirmou que a fiscalização do BC apurou que “expressiva parcela de recursos para realizar a aquisição das ações do atual controlador foram originados no próprio Banco Máxima, mediante transferências em sequência de recursos entre a instituição, empresas de propriedade de Daniel Vorcaro e fundos de investimento”.

    Questionado durante o processo, de acordo com o documento, Vorcaro não apresentou elementos que elucidassem a origem dos recursos de forma “clara e inequívoca”.

    Boa parte do detalhamento da ciranda financeira está tarjada no documento do BC. Nos trechos que não estão sob sigilo, a autarquia descreve que, em 2016, as demonstrações financeiras da Viking registravam investimentos no valor de R$ 112,5 milhões.

    Os documentos retratavam a participação da empresa em outras duas sociedades, a WWS e Superávit, que entre 2015 e 2016 registraram valorizações extraordinárias em imóveis (4.800% e 600%, respectivamente). O Banco Central identificou fragilidade nos laudos que embasavam esses resultados contábeis da Viking, pelo modo como o patrimônio dessas duas empresas foi calculado.

    Após a reavaliação dos ativos, a firma subscreveu, em 1º de setembro de 2017, aproximadamente 2,6 milhões de cotas do fundo Brazil Realty mediante a transferência de mais de 500 mil ações da WWS (54,67% do seu capital social).

    Naquele mesmo mês, a Viking fez uma nova subscrição de cotas do fundo (mais de 2,1 milhões), mediante a transferência das ações restantes da WWS.

    Vorcaro é investigado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) por causa de operações do Brazil Realty, um fundo de investimento imobiliário fechado, por práticas como a superavaliação de ativos.

    “O Banco Máxima, presidido por Daniel Vorcaro, não apresentou qualquer documento ou informação que demonstre, de forma clara e inequívoca, a origem dos recursos utilizados na aquisição do controle e nos aumentos de capital da instituição, não estando satisfeitos, por conseguinte, os comandos normativos que exigem a demonstração da regular origem dos recursos”, disse o diretor do BC no voto.

    O escopo da operação para a compra do Máxima foi modificado ao longo do processo. Em 15 de setembro de 2017, Vorcaro compraria de Sabbá ações representativas de 56,87% do capital do banco, por R$ 40 milhões. Posteriormente, a forma de pagamento foi alterada para R$ 36 milhões em cotas do fundo Brazil Realty e R$ 4 milhões em espécie.

    Em 16 de janeiro de 2019, ficou acertado que entrariam outros participantes no negócio: Augusto Lima (10% de ações), Bruno Guedes (3%), Yan Tironi (3%), Alexandre Seguim (3%), Antonio Neto (3%), Felipe Simonsen (1,75%) e Armando Gallo (1,75%).

    O Banco Máxima enfrentava dificuldades financeiras e estava à beira de ser liquidado pelo BC.

    Um ex-integrante do Banco Central avalia que o dano ao sistema financeiro teria sido muito menor se a liquidação do Máxima tivesse ocorrido logo após a rejeição da compra por Vorcaro, em fevereiro de 2019 ou até antes, já que o tamanho do problema para o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) só foi crescendo.
    Do início das tratativas, em 2017, até a aprovação da compra do Máxima por Vorcaro, em outubro de 2019, a conta a ser paga pelo FGC quase triplicou e já estava próxima de R$ 4 bilhões. Hoje, as liquidações ligadas ao conglomerado Master (rebatizado em 2021) somam rombo de mais de R$ 50 bilhões no fundo.

    PLANO DE NEGÓCIOS REVISADO

    Após a rejeição, Vorcaro apresentou um plano de negócios revisado, com novos produtos, como a aquisição de recebíveis com lastro em LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e cartão consignado do Estado da Bahia. Além disso, ele sozinho aportou R$ 70 milhões no Máxima, com mais R$ 30 milhões dos outros sócios, entre março e junho de 2019.

    “A origem dos recursos foi regularmente demonstrada por todos os novos acionistas, conforme avaliado pelo Departamento de Organização do Sistema Financeiro”, disse o então diretor João Manoel Pinho de Mello no documento que recomendou a aprovação da compra oito meses depois da negativa. Em ambos os casos, as decisões foram tomadas pela diretoria colegiada por unanimidade.

    O BC entendeu que Vorcaro, na nova tentativa, demonstrou capacidade econômica para ser acionista controlador, o que foi crucial para a decisão favorável ao negócio.

    “No presente processo, foram feitas novas avaliações pelo Deorf [Departamento de Organização do Sistema Financeiro], com base na documentação encaminhada pelo interessado, em que se verificou a compatibilidade das projeções com os resultados das suas empresas até 31 de dezembro de 2018, os quais foram distribuídos parcialmente em 2019, demonstrando que o total de recursos esperados para este ano está realmente se concretizando”, complementou.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, no BC havia quem defendesse arrastar as tratativas. Mas pesou o fato de que Vorcaro passou a cumprir todos os requisitos objetivos analisados pelo órgão, o que poderia gerar problemas jurídicos à instituição se não fosse dada a aprovação.

    Vorcaro já usava ciranda financeira ao comprar banco que virou o Master, mostra BC

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  • Na justiça: Bilionário se divorcia e dá 'apenas' US$ 1 milhão à ex-esposa

    Na justiça: Bilionário se divorcia e dá 'apenas' US$ 1 milhão à ex-esposa

    Constance passou a integrar o círculo da alta sociedade e se dedicar a ações filantrópicas depois de atuar como corretora de imóveis e executiva da área da saúde. O casal se conheceu em 2000, período em que ela decidiu se separar do primeiro marido.

    Um processo de divórcio vem movimentando a elite de Miami, na Flórida (EUA). Após 25 anos de casamento e cinco filhos, o bilionário Miguel Fernandez, conhecido como Mike, de 73 anos, formalizou no mês passado o pedido de separação de Constance Tolevich Fernandez, de 61. Ele é presidente da MBF Healthcare Partners e figura influente na cidade.

    Constance passou a integrar o círculo da alta sociedade e se dedicar a ações filantrópicas depois de atuar como corretora de imóveis e executiva da área da saúde. O casal se conheceu em 2000, período em que ela decidiu se separar do primeiro marido.

    O que inicialmente seria uma questão restrita à vida privada acabou ganhando repercussão pública. O motivo é o valor que Mike pretende pagar à ex-esposa: “apenas” US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões). O empresário busca na Justiça o cumprimento de um acordo pré-nupcial que estipula exatamente esse montante em caso de divórcio, conforme relatado pela revista “People”.

    Constance, no entanto, contesta o valor e decidiu questionar judicialmente a divisão de bens. Segundo Raymond Rafool, advogado de Mike, “Ela alega que o acordo pré-nupcial foi apresentado a ela no dia do casamento”. Ele acrescentou: “Isso é o que dizem seus advogados. Ela não entendeu o que estava assinando, não revisou a declaração financeira, nem sabia o que era. E quando assinou, não foi informada”.

    Por outro lado, Mike afirma que desconhecia questões financeiras e comerciais do passado da ex-esposa. “Enquanto namorava o Sr. Fernandez, Constance manteve sua identidade e seu passado em segredo do Sr. Fernandez”, diz a petição.

    O processo também aponta que foi Constance quem tomou a iniciativa do pedido de casamento, mesmo com a resistência inicial de Mike, que já havia se casado três vezes e tinha quatro filhos. Entre os bens em disputa está uma mansão em Coral Gables, que o empresário não pretende ceder, com base no acordo assinado. A primeira audiência está marcada para o dia 6 de junho.

    Na justiça: Bilionário se divorcia e dá 'apenas' US$ 1 milhão à ex-esposa

  • Empresa de Marçal repassou R$ 4,4 mi a Mc Ryan, diz PF

    Empresa de Marçal repassou R$ 4,4 mi a Mc Ryan, diz PF

    O valor teria sido depositado na conta do funkeiro pela venda de um helicóptero Robinson R66 Turbine. Ao Estadão, a assessoria de Marçal confirmou a transação, mas negou que o montante se referisse à aeronave e afirmou que o pagamento diz respeito à aquisição de parte de um imóvel feito pelo coach.

    Uma empresa pertencente ao ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (União Brasil) transferiu R$ 4,4 milhões para uma conta pessoal do MC Ryan, acusado pela Polícia Federal (PF) de liderar uma engrenagem de ocultação e lavagem de bens à disposição do tráfico internacional de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC).

    O valor teria sido depositado na conta do funkeiro pela venda de um helicóptero Robinson R66 Turbine. Ao Estadão, a assessoria de Marçal confirmou a transação, mas negou que o montante se referisse à aeronave e afirmou que o pagamento diz respeito à aquisição de parte de um imóvel feito pelo coach.

    Apoiador da candidatura de Pablo Marçal à Prefeitura em 2024, Ryan foi alvo da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela PF na quarta-feira, dia 15, quando foi preso sob suspeita de liderar um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional por meio de rifas e bets ilegais, além de atividades ligadas à produção musical e entretenimento.

    Origem

    A defesa de Ryan informou que todos os valores que transitam nas contas do funkeiro \”possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos\”.

    Na representação da PF que embasou a Operação Narco Fluxo, os investigadores destacam créditos da empresa R66 Air Ltda., que enviou R$ 4,4 milhões à pessoa física de MC Ryan. O quadro societário da companhia é composto pelo coach Pablo Marçal.

    Segundo a apuração, o capital social da empresa é compatível com o valor de mercado de um helicóptero Robinson R66 Turbine, o que levanta a hipótese de que a transação esteja ligada à negociação da aeronave.

    A rede de bets e rifas ilegais usada para lavar dinheiro do tráfico estruturou, segundo a investigação, \”empresas de prateleira\” e chegou a firmar contratos com fintechs investigadas nas Operações Compliance Zero, que atinge o Banco Master, e Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de fraudes no INSS, que lesou milhares de aposentados e de pensionistas. O esquema da Narco Fluxo movimentou R$ 1,6 bilhão para o crime organizado, segundo a Polícia Federal, e tinha como operador-chave o contador Rodrigo Morgado, preso desde outubro de 2025 sob suspeita de prestar assessoria financeira ao Primeiro Comando da Capital.

    A defesa de Morgado afirma que ele \”é profissional da área contábil, atuando estritamente dentro dos limites legais de sua profissão, não tendo qualquer envolvimento com atividades ilícitas\”. Durante a Narco Fluxo, os federais cumpriram 45 mandados de busca e apreensão. Dos 39 mandados de prisão temporária expedidos, 33 foram executados.

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Empresa de Marçal repassou R$ 4,4 mi a Mc Ryan, diz PF

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  • Atleta brasileira morre durante etapa do Ironman nos EUA

    Atleta brasileira morre durante etapa do Ironman nos EUA

    A atleta brasileira Mara Flávia Araújo, de 38 anos, morreu neste sábado (18) enquanto participava da etapa de natação do Ironman Texas, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada por familiares à imprensa. Ela morava em São Paulo e competia regularmente em provas de triatlo.

    Segundo informações divulgadas pela CBS News, a programação do evento indicava que a largada da natação aconteceria por volta das 6h30, no North Shore Park. O percurso previa uma travessia de aproximadamente 3,9 quilômetros até o Lago Woodlands, com temperatura média da água em torno de 23 °C.

    Ainda de acordo com a imprensa norte-americana, autoridades locais foram acionadas por volta das 6h após o desaparecimento da atleta ser reportado. O Gabinete do Xerife do Condado de Montgomery e o Corpo de Bombeiros de Woodlands informaram que as buscas enfrentaram dificuldades devido à baixa visibilidade na água. Mesmo assim, a atleta foi localizada com auxílio de radar. O corpo foi retirado do Lago Woodlands, no Parque Northshore, por volta das 9h, conforme noticiado pela FOX.

    A organização do evento também se pronunciou nas redes sociais, lamentando o ocorrido: “Estamos tristes por confirmar a morte de uma participante da corrida durante a parte de natação do triatlo IRONMAN Texas de hoje. Enviamos as nossas mais sinceras condolências à família e amigos do atleta e vamos oferecer-lhes o nosso apoio à medida que passam por este momento tão difícil. Nosso agradecimento vai para os socorristas pela ajuda”.

    Mara Flávia acumulava cerca de 58 mil seguidores nas redes sociais, onde compartilhava sua rotina esportiva. Formada em jornalismo e marketing, ela se definia como “prova viva da mudança”. Iniciou a carreira aos 18 anos, trabalhando com publicidade em rádio na cidade de São Carlos. Mais tarde, mudou-se para São Paulo, onde atuou na área de comunicação. Após um diagnóstico de saúde, passou a se dedicar ao esporte e, em 2019, tornou-se triatleta. Em 2022, celebrou conquistas importantes, incluindo um terceiro lugar no Triatlo Brasília, duas vitórias no GP Brasil e duas classificações mundiais para o 70.3.

    Atleta brasileira morre durante etapa do Ironman nos EUA

  • Nova app do Spotify reflete as ambições de rivalizar com o YouTube

    Nova app do Spotify reflete as ambições de rivalizar com o YouTube

    O Spotify lançou uma nova app para tablets, a qual permite usar mais espaço de tela para navegar enquanto mantém acesso desimpedido a controles da música que está ouvindo.

    O Spotify anunciou uma nova versão do seu aplicativo dedicada a tablets, que aproveita melhor o espaço maior da tela para exibir mais informações.

    Em uma publicação no blog oficial sobre a novidade, o Spotify destaca que o app oferece “uma nova experiência” para os usuários, ressaltando que foi desenvolvido “para tornar mais naturais as ações de ouvir, assistir e descobrir conteúdo em telas maiores”.

    É importante destacar que essa versão do aplicativo está disponível tanto para tablets Android quanto para iPad, garantindo uma experiência mais consistente para os usuários desses dispositivos.

    A proposta é permitir que os usuários tenham mais espaço para navegar pelo aplicativo, sem perder o controle total da música que estão ouvindo. Naturalmente, essa versão também ajuda o Spotify a competir com o YouTube — especialmente em um momento em que a plataforma tem investido cada vez mais em podcasts com vídeo.

    Ao mesmo tempo, acredita-se que essa atualização também sirva como preparação para uma versão mais adaptada a celulares dobráveis, possivelmente antecipando o que pode ser o primeiro iPhone com tela dobrável da Apple.

    © Spotify  

    Nova app do Spotify reflete as ambições de rivalizar com o YouTube

  • Zelensky expressa condolências após tiroteio em Kiev que fez seis mortos

    Zelensky expressa condolências após tiroteio em Kiev que fez seis mortos

    O chefe de Estado da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, lamentou o tiroteio que, este sábado, matou seis pessoas e feriu mais de uma dezena. Zelensky deseja uma “rápida recuperação” a todos aqueles que permanecem a receber cuidados.

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prestou condolências às famílias e aos entes queridos de todas as vítimas do tiroteio ocorrido na tarde deste sábado em Kyiv, que deixou seis mortos e 14 feridos, incluindo um menino de 12 anos.

    “O atirador foi morto. Ele fez reféns e, tragicamente, matou um deles. Também matou a tiros mais quatro pessoas na rua, e uma mulher morreu no hospital em decorrência dos ferimentos”, escreveu em uma publicação na rede social X (antigo Twitter).

    O chefe de Estado ucraniano informou ainda que quatro reféns no supermercado para onde o agressor entrou após atirar na rua, na região de Holosiivskyi, sobreviveram.

    “Até o momento, 14 pessoas estão feridas. Infelizmente, esse número pode aumentar, já que mais pessoas continuam procurando atendimento médico. Entre os feridos está um menino de 12 anos. Os médicos estão prestando todos os cuidados necessários. Desejamos a todos uma rápida recuperação”, acrescentou.

    Zelensky também destacou que o agressor incendiou um apartamento antes de ir para as ruas armado, e que ele já tinha antecedentes criminais. Um bebê de quatro meses que estava em um apartamento vizinho sofreu intoxicação por monóxido de carbono, mas não precisou ser hospitalizado.

    O procurador-geral da Ucrânia, Ruslan Kravchenko, já havia identificado o suspeito como um homem de 58 anos. Ele nasceu em Moscou, na Rússia, mas vivia há muito tempo na região ucraniana de Donetsk. Segundo o jornal The Kyiv Independent, o ataque foi realizado com uma arma semiautomática.

    O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) classificou o ataque como um ato terrorista.

    De acordo com as autoridades, o suspeito não apresentou exigências durante cerca de 40 minutos de negociações com a polícia e foi morto após atirar contra um refém.

    O SBU, a Polícia Nacional e o Ministério Público seguem investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias do ataque, incluindo a motivação do agressor.

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