Autor: REDAÇÃO

  • Lena Dunham relata explosões e agressividade de Adam Driver no set de 'Girls'

    Lena Dunham relata explosões e agressividade de Adam Driver no set de 'Girls'

    Ator Adam Driver teria arremessado cadeira contra parede durante ensaio; em livro de memórias, diretora narra relação conturbada

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Lena Dunham, escritora, diretora, atriz e produtora da série “Girls”, lançou recentemente um livro autobiográfico em que reflete sobre suas obras que a deixaram famosa.

    No livro de memórias, chamado “Famesick” (algo como doente/cansada da fama), Dunham conta também sobre o por trás das câmeras de “Girls”. Em especial, a diretora explora sua relação conturbada com Adam Driver, ator que interpretava seu par romântico no seriado, que foi ao ar entre 2012 e 2017.

    Segundo Dunham, já nas filmagens da primeira temporada começaram sob tensão. Em uma das primeiras cenas de sexo, ela afirma ter perdido o controle da direção quando Driver improvisou movimentos físicos sem aviso prévio. A situação a deixou momentaneamente sem reação e levantou dúvidas sobre sua autoridade no set.

    A diretora também relata episódios de distanciamento. Após assistir ao episódio piloto, Driver teria deixado o local sem explicações e ignorado tentativas de contato dela por semanas. Quando retornou, disse que se afastou pois odeia se ver em cena.

    Outros momentos descritos incluem explosões de irritação do ator. Em um ensaio, frustrado com lapsos de memória de Dunham que não se lembrava de suas falas, ele teria gritado e arremessado uma cadeira contra a parede.

    A diretora escreve que “Um dia, em seu camarim, enquanto eu me desculpava por uma suposta ofensa que não me lembrava de ter cometido, ele se aproximou do meu rosto e disse ‘Nunca se esqueça de que eu te conheço. Eu te conheço muito bem.’ ‘O que você sabe?’, exclamei. ‘Você não vai a festas. Você ama animais. E odeia que falem de você.’ E ele estava certo.”

    Em outro episódio, segundo a diretora, chegou a danificar o próprio camarim após se irritar com um corte de cabelo.

    Apesar dos conflitos, Dunham ainda descreve Driver como alguém que alternava entre comportamento agressivo e gestos de cuidado. Em um período de ansiedade da atriz, ele a visitou repetidamente para oferecer apoio e carinho.

    A convivência próxima, dentro e fora do set, gerou dúvidas pessoais para Dunham, que admite ter questionado se havia reciprocidade emocional. Ainda assim, optou por não ultrapassar certos limites, temendo impactos na dinâmica profissional.

    Ainda sobre a relação com o ator, Dunham diz que quando Driver lhe contou que estava noivo, ela se sentiu “com o coração partido”.

    “Era absurdo ficar com o coração partido, ter pensado que eu significava alguma coisa, que eu desempenhava algum papel além de distração”, escreve ela. “Eu era sua parceira de cena, claro – e, portanto, quando estávamos em cena, sua atenção era penetrante, sua presença absorvente. Mas na vida? Nunca seria eu quem o manteria na linha. Eu não tinha a capacidade. Mesmo no trabalho, eu não conseguia fazer isso, no único lugar onde eu deveria ditar as regras.”

    Os dois teriam se afastado ao longo das temporadas, mantendo uma comunicação quase nula fora das gravações. Na cena final entre seus personagens, porém, Dunham relata que ambos se emocionaram durante as filmagens.

    “Por um instante, senti como se ele estivesse pedindo desculpas”, escreve a diretora. “Talvez eu também estivesse – por nunca ter sabido como lidar com ele, o que ele precisava, como evitar que seu rosto se contorcesse de frustração e raiva.”

    Ao final das filmagens, Dunham conta que os dois tiveram uma última conversa, em que o ator teria dito “Espero que você saiba que sempre te amarei”, antes de se despedir.

    Procurado, o ator não comentou os relatos.

    Lena Dunham relata explosões e agressividade de Adam Driver no set de 'Girls'

  • Lula diz que pediu a Galípolo que mostre 'quem é quem' no escândalo do Master

    Lula diz que pediu a Galípolo que mostre 'quem é quem' no escândalo do Master

    Presidente afirma que corrupção só aparece em gestões que combatem crimes. “Eu disse ao companheiro Galípolo: ‘o que eu quero de você é que você preste contas à sociedade de onde é que está a origem disso’”, destacou Lula

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 14, que pediu ao presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, que ele torne pública a origem do escândalo do Banco Master. Em entrevista aos veículos de esquerda Brasil 247, Revista Fórum e o Diário do Centro do Mundo (DCM), Lula disse ainda que não quer que Galípolo acuse o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto, mas que mostre “quem é quem”.

    “Eu disse ao companheiro Galípolo: ‘o que eu quero de você é que você preste contas à sociedade de onde é que está a origem disso. Eu não quero que você acuse o Roberto Campos porque você não é policial e nem procurador. Eu só quero que você mostre para a sociedade quem é quem no cinema, quem é o artista principal e quem é o coadjuvante’”, afirmou Lula.

    O presidente disse ainda que a Polícia Federal precisa afirmar que os crimes desvendados desde 2023 foram feitos a partir de operacionalizações do governo dele.

    Lula afirmou ainda que a corrupção só aparece nos governos de quem combate os crimes, e que eles ficam ocultos em gestões que não se preocupam com o tema.

    “Quando você apura a corrupção e prende o bandido, aparece a corrupção. Aparece no governo de quem? De quem combate a corrupção. De quem não combate a corrupção não aparece”, declarou o presidente.

    O presidente voltou a dizer que irá criar o Ministério da Segurança Pública assim que o Congresso Nacional aprovar a PEC da Segurança Pública.

    Na pauta econômica, Lula disse que o governo está estudando formas de aliviar as dívidas de estudantes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que, segundo o presidente, outra vez estão ficando “no vermelho”.

    Lula diz que pediu a Galípolo que mostre 'quem é quem' no escândalo do Master

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  • Bia Haddad vence em estreia em Portugal e encerra jejum de quase sete meses

    Bia Haddad vence em estreia em Portugal e encerra jejum de quase sete meses

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Beatriz Haddad Maia voltou a vencer em uma chave principal do circuito e avançou, nesta terça-feira (14), às oitavas de final do WTA 125 de Oeiras, em Portugal. A brasileira superou a portuguesa Francisca Jorge por 2 sets a 0. Bia fechou o jogo com parciais de 6/4 e 7/6 (7/3).

    Foi o primeiro triunfo de Bia em uma chave principal desde setembro de 2025. Até então, a última vitória dela tinha sido em 17 de setembro de 2025, no WTA 500 de Seul, quando ela derrotou a sul-coreana Da-yeon Back. Em fevereiro, ela superou a qatari Mubaraka Al-Naimi, mas pelo quali do WTA 1.000 de Doha.

    Vitória também marca o início da parceria de Bia com o técnico espanhol Carlos Martinez Comet. O vínculo é tratado como um período de testes e, por enquanto, está previsto para durar ao menos até Wimbledon, em julho.

    Bia não jogava desde 17 de março, quando caiu na estreia do Miami Open. Na ocasião, ela foi eliminada pela turca Zeynep Sonmez e, depois disso, optou por ajustar a rotina antes da sequência no saibro europeu.

    A brasileira encara Maja Chwalinska, da Polônia, nas oitavas de final. Ainda não foram divulgados data e horário.

    O primeiro brasileiro a disputar uma Copa por outra seleção foi Filó, em 1934, pela Itália. Relembre também alguns brasileiros em Copa do Mundo por outras seleções!

    Folhapress | 15:24 – 14/04/2026

    Bia Haddad vence em estreia em Portugal e encerra jejum de quase sete meses

  • Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório no Supremo

    Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório no Supremo

    O depoimento de Eduardo estava previsto para ocorrer por meio de videoconferência, mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não entrou na sala virtual da audiência

    O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não compareceu nesta terça-feira (14) ao interrogatório marcado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na ação penal que trata do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil. 

    O depoimento estava previsto para ocorrer por meio de videoconferência, mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não entrou na sala virtual. Por ser réu no processo, Eduardo não é obrigado a prestar depoimento.

    Em novembro do ano passado, por unanimidade, o STF aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte. Ele responde pelo crime de coação no curso do processo. 

    Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

    Antes de marcar o depoimento, Alexandre de Moraes determinou a notificação do ex-deputado por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular.

    Diante da situação, o ministro autorizou que a defesa seja realizada pela Defensoria Pública da União (DPU).

    Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório no Supremo

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  • Morre Mister Sam, produtor que fez Gretchen famosa nos anos 1970, aos 80

    Morre Mister Sam, produtor que fez Gretchen famosa nos anos 1970, aos 80

    Mister Sam foi o responsável pelo primeiro álbum da cantora Gretchen; DJ argentino se consolidou no mercado brasileiro com mixes dançantes

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Morreu, nesta segunda-feira (13), Santiago Juan Carlos Malna, conhecido como Mister Sam, aos 80 anos, produtor musical que lançou a cantora Gretchen. A morte foi divulgada por ela em suas redes sociais.

    “Hoje me despeço de alguém que não foi apenas um compositor… mas, sim, parte da minha história e de tantos momentos que marcaram a minha trajetória artística”, escreveu Gretchen. “Muito honrada de saber que para ele eu fui o seu maior orgulho e maior criação.”

    Mister Sam nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 1946, e veio ao Brasil nos anos 1970. Ele atuou como DJ e suas compilações dançantes ficaram populares em festas da época. Em 1979, ele produziu o primeiro álbum de Gretchen, “My Name Is Gretchen”.

    O disco tinha os primeiros hits pop que consolidariam a fama nacional da cantora, como “Freak Le Boom Boom”. Além de Gretchen, Mister Sam também trabalhou com a banda Dominó, e foi responsável pela produção de músicas como “Baila Baila Comigo”.

    Em projetos com outros artistas, Mister Sam colaborou também com Rita Cadillac e Lady Lu.

    Morre Mister Sam, produtor que fez Gretchen famosa nos anos 1970, aos 80

  • Amazon fecha compra da Globalstar de olho em conexões celulares via satélite

    Amazon fecha compra da Globalstar de olho em conexões celulares via satélite

    Amazon irá adquirir as operações atuais de satélites, infraestrutura e ativos da Globalstar, incluindo licenças de espectro para serviços móveis via satélite (MSS), com autorizações globais

    A Amazon fechou a compra da Globalstar em um negócio de US$ 11,57 bilhões, o que permitirá que sua rede de satélites em órbita baixa (LEO) ofereça conexões diretas para dispositivos, em uma iniciativa para competir com a Starlink, de Elon Musk.

    Os acionistas da Globalstar poderão optar por receber US$ 90 por ação em dinheiro ou 0,3210 ação ordinária da Amazon para cada ação da Globalstar, com valor limitado a US$ 90 por ação.

    Pelo acordo, a Amazon adquirirá as operações atuais de satélites, infraestrutura e ativos da Globalstar, incluindo licenças de espectro para serviços móveis via satélite (MSS), com autorizações globais.

    A Amazon LEO implantará seu próprio sistema de satélites de conexão direta a dispositivos a partir de 2028.

    “A combinação do espectro da Globalstar e de suas capacidades consolidadas de MSS com a escala, o desempenho e o alcance da Amazon LEO permitirá que a Amazon entregue conectividade contínua para clientes consumidores, corporativos e governamentais em todo o mundo”, disseram as empresas em comunicado.

    A expectativa é que a transação seja concluída em 2027.

    A Amazon também selou um acordo com a Apple para viabilizar serviços via satélite para o iPhone e o Apple Watch.

    *Com informações da Dow Jones Newswires

    *Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

    Amazon fecha compra da Globalstar de olho em conexões celulares via satélite

  • FMI corta previsão para economia global, mas eleva PIB do Brasil

    FMI corta previsão para economia global, mas eleva PIB do Brasil

    Apesar de pressões, guerra favorece exportadores de commodities. Para o Brasil, a projeção do Fundo Monetário Internacional foi elevada de 1,6% para 1,9% no mesmo período

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento da economia global para 2026 e alertou para o risco de recessão caso a guerra no Oriente Médio se prolongue. Ao mesmo tempo, a instituição elevou a estimativa para o Brasil, impulsionado pela alta das commodities energéticas.

    Segundo o relatório Perspectiva Econômica Mundial, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global foi revisado de 3,3% para 3,1% em 2026. A mudança reflete os impactos do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã sobre preços de energia, cadeias produtivas e confiança dos mercados.

    Para o Brasil, a projeção foi elevada de 1,6% para 1,9% no mesmo período. De acordo com o FMI, o país tende a ser menos afetado que economias da Ásia, Europa e África e pode até se beneficiar no curto prazo por ser exportador líquido de energia.

    Guerra pressiona inflação

    O FMI avalia que o cenário atual representa um risco maior para a economia global do que choques recentes, como a onda de tarifas comerciais dos Estados Unidos. Segundo o economista-chefe da instituição, Pierre-Olivier Gourinchas, a escalada no Golfo Pérsico pode ter efeitos significativamente mais graves do que o previsto.

    No cenário considerado base, o conflito teria duração limitada, com preço médio do petróleo em torno de US$ 82 por barril em 2026. Ainda assim, haveria desaceleração global.

    Em um cenário mais adverso, com petróleo acima de US$ 100 por barril até 2027, o mundo poderia se aproximar de uma recessão.

    Já em uma hipótese mais severa, com preços chegando a US$ 110 em 2026 e US$ 125 em 2027, a inflação global ultrapassaria 6%, exigindo novos apertos monetários por parte dos bancos centrais.

    Brasil se beneficia

    Apesar do ambiente externo mais desafiador, o Brasil aparece entre os poucos países com revisão positiva nas projeções. O FMI atribui esse movimento ao aumento das receitas com exportações de petróleo e outras commodities (bens primários com cotação internacional).

    Ainda assim, o crescimento brasileiro segue moderado em comparação com outras economias emergentes. Para 2027, a previsão é de expansão de 2%, abaixo do estimado anteriormente, refletindo a desaceleração global, custos mais altos de insumos e condições financeiras mais restritivas.

    O fundo destaca que fatores como reservas internacionais elevadas, menor dependência de dívida em moeda estrangeira e câmbio flutuante devem ajudar o país a enfrentar choques externos.

    Impactos nas grandes economias

    Entre as principais economias, os Estados Unidos devem crescer 2,3% em 2026, com leve desaceleração em 2027. A zona do euro enfrenta um cenário mais desafiador, com crescimento projetado em cerca de 1,1%, pressionado pelos custos de energia.

    A China deve ter expansão de 4,4% em 2026, enquanto o Japão mantém crescimento mais modesto, próximo de 0,7%.

    Economia global mais vulnerável

    O FMI ressalta que as projeções consideram um cenário relativamente controlado para o conflito. Caso haja escalada mais intensa ou interrupções prolongadas no fornecimento de energia, os efeitos sobre crescimento, inflação e mercados financeiros podem ser significativamente mais severos.

    O relatório indica que a economia global entra em um período de maior fragilidade, com maior sensibilidade a choques geopolíticos. Segundo o fundo, o desempenho melhor do Brasil aparece como um alívio pontual, dependente de fatores externos.

    FMI corta previsão para economia global, mas eleva PIB do Brasil

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  • Gilmar Mendes diz que não há base legal para CPI indiciar ministros

    Gilmar Mendes diz que não há base legal para CPI indiciar ministros

    CPI do Crime Organizado pede indiciamento de ministros do STF; Gilmar Mendes avalia que o relatório final da CPI de fazer “cortina de fumaça” diante da omissão da comissão em cumprir seu objetivo original

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (14) não haver base legal para que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado possa indiciar ministros da Corte por crime de responsabilidade. 

    Em relatório final sobre os trabalhos da CPI, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) indiciou os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, bem como o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade como “proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa” e “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”. 

    A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master, que tramita no Supremo. 

    O relatório da CPI, de 221 páginas, ainda precisa ser aprovado pela comissão, em sessão marcada para esta terça-feira. 

    Críticas

    Após o documento vir a público, Gilmar Mendes publicou uma mensagem na rede social X criticando o relatório e o trabalho da CPI. 

    “O pedido do relator da CPI do Crime Organizado, voltado ao indiciamento de ministros do STF sem base legal, nos leva a uma reflexão sobre o papel e os poderes das CPIs”, afirmou Mendes.

    O ministro entende que o relatório “flerta com a arbitrariedade” ao querer criminalizar a concessão de habeas corpus contra abusos de poder. 

    Gilmar Mendes disse ser “elementar, até mesmo para um estudante de Direito, que o indiciamento constitui ato privativo de delegado de polícia e não se aplica a crimes de responsabilidade”. 

    De acordo com o ministro, tais crimes são regidos por lei própria, a Lei de Impeachment (Lei 1.079/1950), que atribui somente à Mesa Diretora do Senado, à Comissão Especial e ao Plenário da Casa as atribuições para processar crimes de responsabilidade, “sem sequer prever a atuação de CPIs nesse procedimento”. 

    Cortina de fumaça 

    Decano do Supremo, Gilmar Mendes avalia que o relatório final da CPI de fazer “cortina de fumaça” diante da omissão da comissão em cumprir seu objetivo original, de investigar a atuação de policiais que tenham “cruzado para o lado sombrio das milícias”. 

    “O relatório revela verdadeira cortina de fumaça, ao deixar de enfrentar o grave problema a que se propôs e ao dedicar-se a engrossar a espuma midiática contra o STF, na expectativa de produzir dividendos eleitorais para certos atores políticos”, escreveu Gilmar Mendes. 

    Flávio Dino

    O ministro do Supremo Flávio Dino, que não foi indiciado pela CPI do Crime Organizado, também saiu em defesa da Corte e de seus ministros. 

    Ele afirmou ser um “imenso erro” colocar o Supremo como o “maior problema nacional”. 

    Dino ressalta que o relatório final da CPI não cita ninguém ligado de fato ao crime organizado e que o Supremo constantemente toma decisões de combate ao problema. 

    “É uma irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros etc.”, escreveu Dino nas redes sociais. 

    Gilmar Mendes diz que não há base legal para CPI indiciar ministros

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  • 'Guerreiros do Sol' estreia na Globo e leva releitura do cangaço para a TV aberta

    'Guerreiros do Sol' estreia na Globo e leva releitura do cangaço para a TV aberta

    Novela do Globoplay chega com 39 capítulos e narrativa centrada na protagonista feminina; inspirada em histórias reais, trama destaca escolhas de Maria Rosa e aposta em olhar contemporâneo sobre o sertão dos anos 1920 e 1930

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – “Guerreiros do Sol”, produção original do Globoplay, estreia na TV Globo no dia 22 de abril, quando passa a ocupar a faixa das 22h, após “Três Graças”. A obra, já exibida no streaming, terá 39 capítulos na televisão aberta, com exibição de segunda a sexta-feira.

    Criada por George Moura e Sergio Goldenberg, com direção artística de Rogério Gomes, a trama se passa no sertão das décadas de 1920 e 1930 e apresenta uma releitura do cangaço, inspirada livremente nas trajetórias de Lampião, Maria Bonita e de outros casais que marcaram o período.

    Baseada em fatos reais, ainda que com contornos romantizados, a trama reconstrói batalhas e uma história de amor marcada por escolhas difíceis no sertão. No centro está Maria Rosa, a Rosa (Isadora Cruz), cuja relação com Josué (Thomaz Aquino) é narrada sob uma perspectiva íntima, sensível e poética – a da própria protagonista.

    A escolha de colocar uma mulher como narradora é apontada como um dos traços mais contemporâneos da obra. “Foi um olhar muito moderno dos autores colocar uma mulher tão forte, autêntica e sensível como narradora de uma história tão masculina. O mundo precisa desse olhar feminino, dessa força, para renovar a forma de ver as coisas”, afirma a atriz Isadora Cruz.

    As personagens femininas ganham protagonismo ao longo da narrativa, especialmente Rosa.

    Apaixonada por Josué antes mesmo de se casar, ela toma uma decisão que foge ao padrão esperado. “Ela se apaixona por ele, mas não escolhe fugir para o cangaço. Primeiro, decide se casar com o coronel, que é muito mais velho, algo que era comum naquela época”, diz Cruz.

    A escolha, segundo a atriz, não é retratada como submissão, mas como estratégia. “Ela entende que aquele é um caminho mais seguro, que vai permitir viver com conforto, ter acesso a livros, a coisas que ela não teria no cangaço”.

    Ao priorizar a própria liberdade e o desenvolvimento pessoal, Rosa assume uma postura que dialoga com valores contemporâneos. “Ela escolhe a independência dela como mulher, o próprio crescimento, em detrimento do grande amor. É uma decisão muito moderna e importante para os dias de hoje”, completa.

    Gravada em 2024, “Guerreiros do Sol” foi vencedora do Rose d’Or Awards na categoria de melhor novela e finalista do Venice TV Awards.

    A narrativa acompanha Rosa (Isadora Cruz) e Josué (Thomás Aquino), sertanejos que se tornam um dos casais de cangaceiros mais conhecidos da ficção. A história se desenvolve a partir de conflitos sociais, políticos e afetivos do período, com temas como desigualdade, pertencimento e resistência.

    Além dos protagonistas, a trama destaca relações familiares, como a de Rosa com a irmã Otília (Alice Carvalho) e a de Josué com os irmãos Milagre (Ítalo Martins) e Sabiá (Vítor Sampaio). O personagem Arduíno, interpretado por Irandhir Santos, ocupa papel central nos conflitos.

    O elenco inclui ainda José de Abreu, Alexandre Nero, Alinne Moraes, Daniel de Oliveira e Nathalia Dill, além de atores nordestinos como Marcélia Cartaxo e Luiz Carlos Vasconcelos.

    'Guerreiros do Sol' estreia na Globo e leva releitura do cangaço para a TV aberta

  • Ex-líder de torcida em Portugal é condenado a prisão no Brasil por ligação com grupo neonazista

    Ex-líder de torcida em Portugal é condenado a prisão no Brasil por ligação com grupo neonazista

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O português Miguel Angelo Gaspar Pacheco, conhecido como Miguel D´Almada, foi condenado a seis anos e meio de prisão por liderar um grupo neonazista sediado no estado de Santa Catarina, no sul do Brasil.

    Segundo a Justiça, ele integrava a organização Southlands Hammerskins, que tem ligação com o grupo neonazista americano Hammerskin Nation. Ainda cabe recurso da decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

    O advogado de Miguel, Luís Eduardo de Quadros, disse que não há prova concreta de que seu cliente tenha integrado uma organização criminosa estruturada ou praticado incitação ao preconceito. Também afirma que as conclusões da acusação se baseiam em interpretações ampliadas e em dados digitais questionáveis.

    A defesa disse ainda que Miguel responde ao caso em liberdade e tem cumprido as medidas cautelares impostas pela Justiça.

    Em Portugal, Miguel era conhecido no meio das torcidas organizadas do Sporting, um dos principais times de Lisboa. Ele ex-membro da direção da Juventude Leonina, um dos grupos de torcedores mais antigos do país, e é apontado como um dos funfadores de uma célula neonazista dentro dela, o Grupo 1143. Ele mora no Brasil desde 2007.

    Miguel e outras sete pessoas foram presas em flagrante em novembro de 2022 durante um encontro do Southlands Hammerskins em São Pedro de Alcântara, no interior de Santa Catarina. Ele Ficou preso até julho de 2023, sendo liberado após pagamento de fiança superior a 18 mil euros, valor correspondente a aproximadamente R$ 105 mil.

    A investigação tinha começado após Miguel publicar nas redes sociais uma foto fazendo uma saudação nazista.

    Ex-líder de torcida em Portugal é condenado a prisão no Brasil por ligação com grupo neonazista