Autor: REDAÇÃO

  • Inter recusa proposta do Flamengo por Vitão e estipula preço mínimo

    Inter recusa proposta do Flamengo por Vitão e estipula preço mínimo

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Internacional negou uma proposta de cerca de R$ 53 milhões do Flamengo pelo zagueiro Vitão. O UOL apurou que o Rubro-Negro ofereceu aproximadamente R$ 31,6 milhões de entrada, além do perdão da dívida dos gaúchos pela aquisição de Thiago Maia, em março de 2024, por R$ 21,6 milhões.

    O Internacional considerou a oferta baixa e fez uma contraproposta de R$ 75,8 milhões por 80% dos direitos econômicos do defensor.

    Internamente, o Flamengo debate o valor. À reportagem, fontes na Gávea afirmaram que o montante é alto e que o Rubro-Negro não pensava em passar da casa dos R$ 63,2 milhões em um primeiro momento.

    Há um desejo claro: já colocar na conta a dívida do Colorado envolvendo Thiago Maia para definição do imbróglio de uma vez.

    SONHO ANTIGO

    Vitão já havia sido alvo do Fla no início do ano, mas o negócio não andou. O zagueiro de 25 anos também chama atenção do mercado europeu -mas sem propostas oficiais fora a do Rubro-Negro, por ora.

    A defesa de Filipe Luís conta, atualmente, apenas com Danilo, Léo Ortiz e Léo Pereira na rotação principal, e a diretoria flamenguista enxergou necessidade de reforçar o setor nesta janela.

    Vitão é, nesta terça-feira (09), um dos principais jogadores do elenco do Inter, que se salvou da Série B na última rodada do Brasileirão. Ele tem contrato até o fim de 2026 e já poderia assinar um pré-contrato a partir de julho.

    Inter recusa proposta do Flamengo por Vitão e estipula preço mínimo

  • Caixa libera contratação de mais de um financiamento imobiliário

    Caixa libera contratação de mais de um financiamento imobiliário

    Regra estava suspensa desde novembro do ano passado

    A partir desta terça-feira (9), os mutuários da Caixa Econômica Federal podem voltar a contratar mais de um financiamento imobiliário utilizando recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

    A regra estava suspensa desde novembro de 2024 e foi retomada para atender à demanda do mercado e ampliar alternativas para famílias e investidores.

    Com a mudança, quem já possui um financiamento habitacional ativo na Caixa, incluindo cônjuges, independentemente do regime de casamento, volta a ter autorização para solicitar um novo crédito imobiliário pelo SBPE. 

    As operações feitas com recursos do SBPE têm:

    • Atualização do saldo devedor pela TR;
    • Taxas de juros a partir de 10,99% ao ano;
    • Prazo de pagamento de até 420 meses.

    Por que a regra mudouEm nota, o presidente da Caixa, Carlos Vieira, informou que a liberação da nova contratação foi possível após a flexibilização do compulsório da poupança, uma das mudanças do crédito imobiliário anunciadas em outubro.

    Segundo Vieira, a mudança aumenta a liquidez do sistema financeiro e dá fôlego às operações de crédito imobiliário.

    De acordo com o presidente do banco, a medida ajuda a manter o ritmo de concessões mesmo em um cenário de redução dos depósitos em poupança.

    Outras medidas recentes

    A reabertura para múltiplos financiamentos integra um conjunto de iniciativas anunciadas pelo banco para estimular o mercado imobiliário e ampliar o acesso à moradia.

    Entre elas estão:

    Aumento do teto do SFH

    O limite do valor dos imóveis financiáveis subiu de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, ampliando o acesso de famílias de renda média e alta ao crédito com condições mais vantajosas

    Maior cota de financiamento

    O banco voltou a financiar até 80% do valor do imóvel na modalidade de Sistema de Amortização Constante (SAC) e até 70% na Tabela Price (prestação constante), exigindo uma entrada menor.

    Nova linha de crédito para reformas

    Lançada em outubro de 2025 dentro do programa Reforma Casa Brasil, a linha oferece taxas atrativas.

    A Caixa também passa a operar:

    • R$ 30 bilhões do Fundo Social para o Minha Casa, Minha Vida (renda até R$ 9,6 mil);
    • R$ 10 bilhões em linha própria com recursos do SBPE para famílias com renda superior.

    No site do banco, é possível verificar elegibilidade e simular as condições.

    Otimização do compulsório da poupança

    Mudanças regulatórias do Banco Central dão mais estabilidade ao setor e aumentam a previsão de orçamento do SBPE para 2026.

    Participação no crédito

    Principal banco no mercado imobiliário, a Caixa tem 67,1% de participação no setor. A carteira imobiliária do banco chegou a R$ 905 bilhões no terceiro trimestre de 2025, alta de 11,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Até setembro de 2025, as novas contratações somaram R$ 174,4 bilhões.

    Mais detalhes sobre financiamentos e simulações estão disponíveis na página da Caixa na internet.

    Caixa libera contratação de mais de um financiamento imobiliário

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  • Motorista da van de Mauri Lima disse à PRF que teve 'apagão momentâneo'

    Motorista da van de Mauri Lima disse à PRF que teve 'apagão momentâneo'

    O acidente aconteceu na Rodovia Régis Bittencourt, SP, e Mauri voltava de um show em Curitiba; Mauri Lima, irmão de Chitãozinho e Xororó, morreu no local

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O motorista da van envolvida no acidente que matou Mauri Lima, irmão de Chitãozinho e Xororó, disse ter sofrido um “apagão momentâneo” no volante.

    Ele foi ouvido pela Polícia Rodoviária Federal. Em vídeo enviado à TV Tribuna, porta-voz da PRF afirmou: “O motorista da van que colidiu na traseira do caminhão informou que teve um apagão momentâneo e, por isso, ocorreu o acidente”. A PRF foi procurada para mais informações sobre o acidente.

    De acordo com o Fantástico (Globo), o acidente aconteceu na Rodovia Régis Bittencourt, SP, e Mauri voltava de um show em Curitiba. Ele estava no banco da frente da van que se chocou com uma carreta. Além do artista, um integrante da banda morreu.

    Segundo o programa, 10 pessoas estavam no veículo no momento do acidente.
    Nascido em 1970, Amauri Prudêncio de Lima formava dupla sertaneja com o irmão Maurício havia 35 anos. Antes de se consolidarem como dupla, os dois trabalhavam com Chitãozinho e Xororó, com Mauri fazendo parte dos bastidores e Maurício sendo backing vocal da dupla.

    Mauri era casado com a apresentadora do SBT Andrea Fabyanna. Em suas redes sociais, ele acumulava 35 mil seguidores e mostrava detalhes de sua rotina enquanto cantor e viagens com a esposa.

    Há dois dias, os dois estiveram presentes no Programa do Ratinho, no SBT.

    Motorista da van de Mauri Lima disse à PRF que teve 'apagão momentâneo'

  • Moraes concede liberdade a Bacellar com uso de tornozeleira e o afasta do comando da Alerj

    Moraes concede liberdade a Bacellar com uso de tornozeleira e o afasta do comando da Alerj

    O ministro do STF também ordenou recolhimento domiciliar do deputado no período das 19h às 6h, de segunda a sexta-feira e integralmente nos fins de semana e feriado

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu nesta terça-feira (9) liberdade provisória ao deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) e determinou o uso de tornozeleira eletrônica e afastamento da presidência da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) enquanto durarem as investigações contra ele.

    Moraes também ordenou recolhimento domiciliar do deputado no período das 19h às 6h, de segunda a sexta-feira e integralmente nos fins de semana e feriado. Excepcionalmente, ele poderá ficar fora da sua residência se estiverem ocorrendo sessões legislativas.

    Além disso, Moraes determinou que ele entregue todos os seus passaportes e não se comunique com outros investigados.

    Bacellar foi preso pela Polícia Federal na última quarta-feira (3), por decisão do ministro.

    A prisão foi determinada após investigação da PF, sob suspeita de envolvimento com o vazamento da operação da própria PF que prendeu, em setembro, o ex-deputado TH Joias.

    A Alerj decidiu, nesta segunda-feira (8), pela soltura de Bacellar. Dos 65 parlamentares que votaram, 42 foram favoráveis à soltura e 21 defenderam a manutenção da prisão. Houve duas abstenções e quatro parlamentares se ausentaram. Eram necessários 36 votos.

    O órgão entendeu que a possibilidade de revogação da prisão está prevista na Constituição Federal. O artigo 53 prevê que deputados e senadores serão submetidos a julgamento perante o STF e que, durante o mandato, membros do Congresso Nacional “não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável”.

    “Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão”, diz o texto da Constituição.

    Apesar de a Constituição mencionar expressamente membros do Congresso Nacional, o STF definiu, em 2019, que as assembleias legislativas podem estabelecer os mesmos parâmetros de imunidade dos deputados federais e senadores, como a possiblidade de revogar prisão.

    Em sua decisão, Moraes afirmou que a maioria dos deputados decidiu pela revogação da prisão, mas que aplicaria medidas cautelares porque “continuam presentes os requisitos necessários para a garantia da ordem pública e para a continuidade da investigação criminal no sentido de assegurar a aplicação da lei penal”.

    Moraes concede liberdade a Bacellar com uso de tornozeleira e o afasta do comando da Alerj

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  • Glauber Braga é retirado à força após ocupar a Mesa Diretora da Câmara

    Glauber Braga é retirado à força após ocupar a Mesa Diretora da Câmara

    Parlamentar decidiu protestar na Câmara e foi agredido por outros parlamentares de direita e extrema-direita; Hugo Motta teria ordenado tirar sinal da ‘TV Câmara’ e impediu o trabalho da imprensa no local

    Nesta terça-feira (9), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou a líderes partidários e para imprensa que a Câmara votaria a perda de mandato dos deputados Carla Zambelli (PL-SP), Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Glauber Braga (PSOL-RJ). No entanto, o caso chamou a atenção, já que Zambelli e Ramagem foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal e Glauber recebeu o ‘mesmo tratamento’, sendo que o deputado do PSOL apenas se envolveu em uma confusão após ser hostilizado por um militante de extrema-direita.

    Glauber Braga (PSOL-RJ) decidiu protestar e sentou na Mesa Diretora da Câmara, no entanto acabou sendo retirado à força do local e foi agredido por outros parlamentares e por força policial. Hugo Motta (Republicanos-PB) determinou o esvaziamento do plenário, impedindo a imprensa de entrar no local.

    “A única coisa que eu pedi ao Hugo Motta foi que ele tivesse comigo 1% tratamento que teve com aqueles deputados que sequestraram a Mesa Diretora da Câmara”, declarou Gauber se referindo aos parlamentares bolsonaristas que protestaram contra prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em agosto. Na ocasião, Hugo Motta foi intimidado e impedido de sentar na cadeira de presidente da Câmara.

    O presidente da Câmara vem sendo duramente criticado por impossibilitar os trabalhos da imprensa e por tirar sinal da ‘TV Câmara’ durante a confusão. Depois das agressões contra Glauber, Hugo Motta afirmou que não ordenou a saída da imprensa do plenário da Câmara e nem a retirada do sinal da TV Câmara.

    Glauber denuncia Emendas Secretas

    Vale lembrar que Glauber Braga (PSOL-RJ) entrou na mira de Hugo Motta e parlamentares de direita e extrema-direita após denunciar o uso de ‘emendas secretas’ ou ‘emendas pix’ que estariam sendo usadas sem registros do uso de verba pública.

     

    Glauber Braga é retirado à força após ocupar a Mesa Diretora da Câmara

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  • Botafogo é condenado no CAS por dívida na contratação de Thiago Almada

    Botafogo é condenado no CAS por dívida na contratação de Thiago Almada

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O Botafogo foi condenado na Corte Arbitral do Esporte (CAS) pela dívida com o Atlanta FC referente à contratação do meia Thiago Almada. A decisão é que o clube tenha que pagar o valor na íntegra, com correção. O valor original devido é de US$ 21 milhões.

    Se não pagar, o clube fica sujeito a transfer ban. O Botafogo informou que “continuará adotando todas as medidas legais cabíveis no caso”.

    Almada atualmente defende o Atlético de Madri.

    COMO DEVERIA SER O PAGAMENTO NA ORIGEM

    A transferência de Almada ao Botafogo teve um valor total de US$ 21 milhões. Mas com um fluxo de pagamentos específico, a cada três meses, estendendo-se até 30 de setembro de 2026. A maioria das parcelas seria de US$ 2 milhões (R$ 11 milhões), mas as duas primeiras seriam de US$ 3 milhões (R$ 16,7 milhões).

    A primeira deveria ter sido paga cinco dias úteis após o certificado de transferência internacional do jogador chegar ao Brasil, em julho de 2024.
    O Botafogo já tinha uma condenação na Fifa e por isso a questão chegou ao CAS.

    TEM DINHEIRO?

    Em nota, a SAF Botafogo disse que “John Textor, acionista majoritário da SAF Botafogo, apresentou propostas de financiamento aos demais sócios da Eagle Football Holdings para cobrir o pagamento de todas as pendências existentes do Botafogo junto à FIFA, bem como o orçamento para contratações de jogadores na janela de transferências de janeiro e para o restante da temporada de 2026”.

    Na versão alvinegra, “Textor possui recursos totalmente garantidos para esses itens e espera obter a cooperação e a aprovação desses orçamentos por parte de um conselho da Eagle amistoso e cooperativo”.

    O contexto atual no Botafogo é de dúvidas sobre o futuro por causa das disputas judiciais envolvendo Textor e a Eagle. Recentemente, o clube social também entrou com ação na Justiça tentando garantir repasses da SAF para manutenção do próprio Botafogo (SAF e associativo).

    Oposição ao presidente Julio Casares conquistou uma nova força dentro do Conselho Deliberativo do São Paulo, tornando-se proprietária do segundo maior grupo

    Folhapress | 17:23 – 09/12/2025

    Botafogo é condenado no CAS por dívida na contratação de Thiago Almada

  • Leonardo comemora alta hospitalar e brinca: 'Não foi dessa vez'

    Leonardo comemora alta hospitalar e brinca: 'Não foi dessa vez'

    Cantor disse que passa bem depois de ficar internado tomando soro após um quadro de gastroenterite, e ainda deu detalhes dos sintomas: ‘Tive que correr para o hospital’

    LONDRINA, PR (UOL/CBS NEWS) – Após receber alta médica na manhã desta terça-feira (9), Leonardo, 62, explicou o motivo de ter sido internado na segunda-feira (8).

    O cantor foi diagnosticado com um quadro de gastroenterite, que provocou uma descompensação intestinal. “Fala, gente! Acabei de chegar em casa, graças a Deus. Tive uma gastroenterite, caganeira. Desidratei, deu câimbra nas minhas pernas, tive que correr para o hospital. Tomei soro”, detalhou ele, em vídeo publicado nos stories de seu Instagram.

    Leonardo agradeceu o carinho dos fãs e brincou com a situação. “Estou em casa, tá beleza, e logo mais à noite estarei em um leilão beneficente. Obrigado pelo carinho. Não foi dessa vez, não.”

    A assessoria do músico deu mais detalhes do tratamento médico que lhe foi ministrado. “O cantor foi submetido à hidratação venosa com solução fisiológica, além de passar por uma série de exames, tendo apresentado melhora significativa, resultando na liberação médica”, afirmou sua equipe, em comunicado divulgado no mesmo espaço.

    Leonardo comemora alta hospitalar e brinca: 'Não foi dessa vez'

  • PL da Dosimetria pode reduzir regime fechado de Bolsonaro para 2 a 4 anos

    PL da Dosimetria pode reduzir regime fechado de Bolsonaro para 2 a 4 anos

    Relator fala em prisão por 2 anos e 4 meses em regime fechado, mas período dependerá de trabalho e estudo e de interpretação pelo STF; proposta proíbe somatória de crimes e diminui punição de quem atuou em contexto de multidão; ex-presidente seguiria condenado a mais de 20 anos

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O novo parecer do projeto de lei de redução de penas para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, protocolado nesta terça-feira (9) pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), pode diminuir o tempo de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em regime fechado para 2 anos e 4 meses, segundo o relator e parlamentares de oposição.

    A depender da interpretação, porém, o texto pode levar a uma redução menor, para algo entre 3 anos e 4 meses e 4 anos e 2 meses em regime fechado. Eventual redução para o patamar esperado pela oposição dependerá da remição da pena, ou seja, de Bolsonaro reduzir seu tempo preso por meio de trabalho ou estudo.

    Com a condenação atual, o tempo em regime fechado é estimado entre 6 anos e 10 meses a pouco mais de 8 anos.

    A proposta será votada nesta terça no plenário da Câmara dos Deputados, segundo o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). O parecer foi protocolado em seguida, após meses de negociação. A oposição desistiu de propor uma emenda ao projeto para anistiar de forma ampla e irrestrita todos os condenados pelos atos golpistas, em troca do apoio do centrão à redução de penas.

    Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo STF por cinco crimes, como líder da trama golpista. Outros sete réus foram condenados a penas que vão de 2 a 26 anos de reclusão. Além deles, centenas de pessoas foram punidas pelos atos do 8 de Janeiro.

    O parecer protocolado por Paulinho unifica os crimes de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado, aplicando apenas a pena daquele que é maior. Com isso, no caso de Bolsonaro, seria descartado o crime de abolição violenta do Estado democrático de Direito (6 anos e 6 meses de prisão). Restariam ainda 20 anos e 9 meses de prisão.

    A legislação prevê a possibilidade de progressão de regime, para que o condenado com bom comportamento possa migrar para o semiaberto ou aberto após um tempo. O projeto fixa que, nesses casos, o regime de progressão será após o cumprimento de um sexto da pena, não mais um quarto.

    Com as mudanças feitas pelo projeto, a progressão ocorreria após 3 anos e cerca de 4 meses.

    O relator, no entanto, diz que a redução será maior. “Dá mais de 3 anos, mas depois tem a remição de penas, e cai para 2 [anos e] 4 [meses”, disse Paulinho à Folha de S.Paulo, sem detalhar como ocorrerá. O projeto determina que a remição poderá ocorrer mesmo em regime domiciliar.

    Advogados, no entanto, apontam que a redução pode ser menor, já que o texto pode ser interpretado de forma a ampliar a pena por golpe de Estado entre 1/6 e 2/3, a depender da interpretação do juiz -neste caso, o STF (Supremo Tribunal Federal).

    Com isso, o tempo de prisão iria para algo entre 21 anos e 10 meses e 25 anos e 1 mês. Com a progressão, poderia chegar a 4 anos e 2 meses antes de migrar para o semiaberto.

    O projeto pode ter efeito maior sobre outros condenados pela trama golpista.

    Além de impedir a somatória das penas e o tempo para progressão de regime, o texto permite a redução das penas entre 1/3 e 2/3 quando os crimes forem praticados “em contexto de multidão”, como foi o caso das centenas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, que depredaram as sedes dos três Poderes.

    Para esta redução de penas, no entanto, o condenado ou réu não pode ter praticado ato de financiamento ou exercido papel de liderança para a tentativa de golpe de Estado.

    Com a aprovação do projeto, o centrão afirma que ficará mais fácil de convencer Bolsonaro a apoiar a candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Na sexta (5), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se colocou como candidato, mas depois sinalizou que seu “preço” seria a aprovação da anistia. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele recuou e disse que sua candidatura é “irreversível”.

    O projeto, caso aprovado pela Câmara, ainda precisa passar pelo Senado Federal e depois ter o aval do presidente Lula (PT), que pode vetá-lo. Deputados de esquerda se insurgiram contra a proposta e defenderão que o petista vete o texto.

    PL da Dosimetria pode reduzir regime fechado de Bolsonaro para 2 a 4 anos

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  • Trump pressiona, e Zelenski agora admite eleição com lei marcial

    Trump pressiona, e Zelenski agora admite eleição com lei marcial

    Ucraniano pede que EUA e Europa deem garantias de segurança para o pleito, tentando obrigar um compromisso com o tema; Kiev deve apresentar versão revisada do plano de paz nesta 3ª, enquanto Putin vem avançando no campo de batalha

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, admitiu pela primeira vez que pode convocar eleições gerais no país mesmo com a lei marcial a que seu país está submetido desde a invasão russa de 2022, mas exigiu garantias de segurança dos Estados Unidos e aliados ocidentais para isso.

    O ucraniano está sob intensa pressão dos Estados Unidos para fazer concessões territoriais à Rússia e chegar a uma trégua no conflito. Em entrevista nesta terça-feira (9), o presidente Donald Trump voltou a criticar a posição legal de Zelenski, cujo mandato terminou em maio de 2024.

    “Eles não têm uma eleição há muito tempo”, disse. “Sabe, eles falam sobre democracia, mas chega um ponto em que já não é mais uma democracia”, completou o americano, que no começo do ano chamou Zelenski de “ditador sem eleições”.

    É um ponto de pressão dos russos, com o presidente Valdimir Putin levantando a questão da legitimidade de Zelenski sempre que pode. A Constituição da Ucrânia, contudo, não permite pleitos durante lei marcial.

    O ucraniano disse que pedirá ao Parlamento para encaminhar uma saída legal para que isso ocorra de 60 a 90 dias, mas apenas se houver as tais garantias de segurança de estrangeiros. Não ficou claro se ele contempla a realização com a guerra ou algum tipo de trégua.

    Na prática, ele quer com isso forçar Trump a se comprometer com o tema de forma mais ampla, algo que até aqui o americano não fez. Kiev quer a presença de tropas ocidentais, a adesão à Otan ou algum mecanismo equivalente a isso em termos de proteção caso haja um cessar-fogo, visando dissuadir os russos de voltar a atacar.

    Putin já rejeitou quaisquer opções que não incluam a neutralidade militar do vizinho, e chegou a dizer que a própria Rússia daria garantias ao lado dos ocidentais, uma proposta algo kafkiana que chegou a avançar nas negociações abortada em 2022.

    Zelenski está acuado militarmente e politicamente, com um escândalo de corrupção tendo derrubado nomes importantes de seu governo. No caso de Andrii Iermak, o chefe de gabinete, a perda foi irreparável: ele era visto como o operador do presidente e estava à frente da revisão da proposta de paz que Trump apresentou como um prato feito cheio de ingredientes ao gosto do Kremlin, no fim de novembro.

    Iermak chegou a participar da primeira reunião para revisar os termos do acordo, que foram de todo modo rejeitados pela Rússia, mas agora o ex-ministro da Defesa Rustem Umerov está a cargo do trabalho. Ele passou o fim de semana com negociadores americanos em Miami, mas não há uma saída clara.

    Isso passou a pressão para o lado de Zelenski, após Putin endurecer com os enviados de Trump no Kremlin e rejeitar quaisquer concessões sobre suas demandas: conquista territorial e neutralidade militar de Kiev à frente.

    No fim de semana, Trump disse estar “um pouco decepcionado” com Zelenski, ignorando que Putin não cedeu igualmente. Na segunda (8), após encontrar-se para pedir ajuda dos aliados europeus, o ucraniano voltou a dizer que não poderia ceder território aos russos.

    Segundo o jornal britânico Financial Times, o republicano quer uma resposta nos próximos dias. Depois de uma visita à Itália, onde encontrou-se nesta com terça o papa Leão 14 e com a premiê Giorgia Meloni, Zelenski afirmou que deve apresentar nesta quarta (10) a mais recente revisão do plano.

    Ele disse que “está pronto para uma trégua se os russos quiserem” e disse que os ataques ao sistema energético são prova de que isso vai ocorrer. Ele também afirma que quer discutir “em alto nível”, ou seja, com Trump, “nas próximas duas semanas”.

    O fato é que, com os avanços russos nas últimas semanas no leste e sudeste ucranianos, ninguém sabe se Putin topará concessões que não sejam totais -em junho, ele havia colocado no papel a demanda de controle das quatro regiões que anexou ilegalmente em 2022.

    Hoje, Kiev ainda domina cerca de 20% de Donetsk (leste), embora sua posição esteja precária. Nesta terça, uma semana depois de Putin anunciar a conquista do estratégico centro logístico de Pokrovsk, o comandante das Forças Amadas da Ucrânia, Oleksandr Sirskii, disse que “retirou suas tropas cerca de 5 km a 7 km ao norte” da cidade para poder abastecê-las.

    Sirskii diz que ainda tem algumas unidades na cidade, mas nem os blogueiros militares ucranianos consideram isso factível. Ainda nesta terça, mais um vilarejo caiu em mãos russas, mas na província vizinha de Dnipropetrovsk.

    Trump pressiona, e Zelenski agora admite eleição com lei marcial

  • Oposição a Casares se une e forma novo grupo no Conselho do São Paulo

    Oposição a Casares se une e forma novo grupo no Conselho do São Paulo

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A oposição ao presidente Julio Casares agora é dona do segundo maior grupo do Conselho Deliberativo do São Paulo.

    A reportagem apurou que, no último sábado, opositores a Casares se reuniram em uma galeria na Avenida Paulista e oficializaram a união dos três grupos que compunham a oposição em um só, o STP (Salve o Tricolor Paulista).

    O evento contou com a participação de importantes figuras do cenário político tricolor. Os ex-diretores de futebol do clube Marco Aurélio Cunha e Kalef Joao Francisco estavam presentes, além de Miguel Sousa, coordenador da oposição.

    NÚMEROS

    A ideia da oposição é fazer frente à Coalização -grande conglomerado de grupos que dá sustentação à gestão de Casares.

    O STP conta com cerca de 41 conselheiros, ficando à frente de importantes grupos da situação, como o Legião, liderado pelo ex-diretor de futebol Carlos Belmonte, e do MSP (Movimento São Paulo), ambos com 40.

    O maior grupo do Conselho segue sendo o Participação, com 53 conselheiros. Um deles, o ex-diretor do departamento de futebol Vinícius Pinotti, cotado atualmente como presidenciável opositor ao sucessor de Casares nas eleições de dezembro do ano que vem.

    APOIO A CASARES

    Membros da situação e próximos ao presidente garantiram à reportagem que o mandatário são-paulino segue prestigiado entre seus partidários. Casares conta com o apoio da grande maioria do Conselho do clube, incluindo dos grupos de Pinotti e Belmonte, que também formam a Coalizão.

    Em entrevista ao De Primeira, do Canal UOL, na última quarta-feira, Belmonte afirmou que seguirá apoiando a gestão em 2026 e despistou sobre as chances de ser candidato a presidente como opositor.

    A gestão do time do Morumbi vem sendo alvo de críticas da torcida, que tem organizado protestos nas últimas semanas em meio aos resultados recentes ruins em campo. O São Paulo terminou o Campeonato Brasileiro em 8° lugar -derrotado na última rodada pelo Vitória, que se salvou do rebaixamento-, e com campanhas pouco animadoras na Copa do Brasil e Libertadores.

    Nani Chemello, da Rádio Inferno, foi confrontada e constrangida por Bernabei, lateral do Colorado: “O Bernabei se sentiu no direito de tirar meu fone de ouvido e gritar ‘fala agora, fala agora’”

    Folhapress | 16:36 – 09/12/2025

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