Autor: REDAÇÃO

  • Zema compara STF a papa pedófilo e diz que tribunal 'está aprontando'

    Zema compara STF a papa pedófilo e diz que tribunal 'está aprontando'

    Governador de MG aumenta críticas ao Supremo como estratégia para tentar crescer em pesquisas; Gilmar afirmou em sessão que gestão do mineiro sobrevive graças a liminares concedidas pelo tribunal

    BELO HORIZONTE, MG (CBS NEWS) – Governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo) voltou a criticar nesta quarta-feira (18) o Supremo Tribunal Federal (STF) e comparou a atuação da corte à de um papa pedófilo.

    Zema, que ainda patina nas pesquisas eleitorais, tem adotado nas últimas semanas um discurso de confronto com o Supremo em meio às polêmicas do caso Master que cercam o tribunal.

    “O que nós estamos assistindo no Brasil, eu não me lembro de ter assistido à mais alta corte, que deveria ser referência. Olha o que ela está aprontando. É como se nós tivéssemos um papa pedófilo. O que esperar dos padres?”, afirmou o governador em evento do agronegócio em Belo Horizonte.

    O governador mineiro, que vai passar o cargo no próximo domingo (22) ao vice, Mateus Simões (PSD), criticou o Supremo após ser questionado sobre como levaria a bandeira do agronegócio para a pré-campanha à Presidência.

    Como mostrou a coluna Painel, Zema e o partido Novo têm buscado ocupar o espaço dos bolsonaristas nas críticas ao Judiciário.

    Estrategistas do governador mineiro avaliam que os partidários de Flávio Bolsonaro (PL) têm adotado cautela nos ataques ao Judiciário, com o intuito de demonstrar moderação junto ao eleitor de centro.

    O acúmulo de críticas de Zema ao STF chegou a ser alvo de comentários do ministro Gilmar Mendes em sessão do Supremo no início do mês.

    “É chocante ver um governador como o de Minas Gerais, que levou o estado a uma debacle econômica, mas está sobrevivendo graças a liminares dadas por este tribunal, atacar o tribunal. Eu fico pensando ‘Pai, eles não sabem o que fazem’”, disse o decano.

    Gilmar se referia a uma decisão do STF ainda do fim do governo do antecessor de Zema, Fernando Pimentel (PT), que liberou o estado de pagar suas dívidas com a União.

    A liminar foi renovada ao longo do governo Zema até a entrada do estado no Regime de Recuperação Fiscal -também por decisão do Supremo.

    Minas Gerais encerrou 2025 com R$ 177 bilhões em dívidas junto à União, alta de 40% em valores corrigidos pela inflação em relação a 2018, último ano antes de Zema assumir o cargo.

    A gestão estadual afirma que não contraiu novas dívidas no período e que a alta é justificada pela incidência de juros e outros encargos. Também diz que um indicador que mede a capacidade de pagamento do estado melhorou durante o governo Zema.

     

    Zema compara STF a papa pedófilo e diz que tribunal 'está aprontando'

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  • Miley Cyrus diz que nunca quis matar Hannah Montana e que gravou nova música

    Miley Cyrus diz que nunca quis matar Hannah Montana e que gravou nova música

    Cantora Miley Cyrus busca recuperar a personagem que a tornou famosa; Disney lança programa especial de 20 anos da série infantil que deu projeção mundial para a artista norte-americana

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Miley Cyrus diz que nunca quis matar Hannah Montana, personagem da Disney que tornou ela famosa em 2006, e que vai ganhar um programa no streaming para celebrar os 20 anos da série.

    Em entrevista à revista americana Variety, Cyrus comenta sobre ter se afastado de Hannah após o fim do programa, um dos mais importantes da grade infantil da Disney, em 2011. Ela cortou o cabelo e lançou “Bangerz”, disco com músicas e videoclipes sensuais.

    “Eu costumava pensar em Hannah como algo separado de mim”, Cyrus disse nas gravações do programa comemorativo que ocorreu em Los Angeles. “Este especial é a um jeito de me reapropriar da fusão entre Hannah e Miley.” 

    “Criei uma persona chamada Miley Cyrus para me proteger e manter a pessoa que eu realmente sou atrás de portas fechadas. Mas fiquei mais velha e consegui misturar em um único ser o que amo em todas essas personas.”

    O programa especial de “Hannah Montana” que vai ao ar nesta terça-feira, dia 24, terá participação de Selena Gomez, artista da mesma geração de Cyrus que protagonizou a série “Feiticeiros de Waverly Place”, também da Disney.

    Cyrus contou ainda que vai apresentar uma música inédita no show em que regravou sucessos de Hannah como “Best of Both Worlds” e “This Is the Life”.

    Miley Cyrus diz que nunca quis matar Hannah Montana e que gravou nova música

  • Governo Lula lança ECA Digital para ampliar proteção às crianças na internet

    Governo Lula lança ECA Digital para ampliar proteção às crianças na internet

    Lei aprovada pelo Congresso no fim do ano passado entrou em vigor na terça-feira (17); cerimônia no Planalto estava marcada para a véspera e foi adiada a pedido do presidente Lula

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta quarta-feira (18) o ECA Digital, estatuto que amplia regras de proteção a crianças e adolescentes, a serem seguidas por redes sociais e outras plataformas digitais.

    Além da regulamentação do estatuto digital, o presidente assinou outros dois decretos, um que cria o Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, ligado à Polícia Federal, e outro que estrutura a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados), que será responsável por fiscalizar o cumprimento da nova lei.

    Conforme antecipou a Folha de S.Paulo, as principais mudanças implementadas pela legislação são a exigência de autorização judicial prévia de responsáveis para monetizar ou impulsionar conteúdos produzidos por crianças e adolescentes, aumento do rigor nas verificações de idade, veto a publicidades personalizadas para esse público, entre outras restrições.

    A exigência de autorização para uso da imagem de menores de 18 já era prevista pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) desde 1990, sendo agora reforçada em relação aos ambientes digitais.

    Outra mudança de destaque na legislação é a proibição de recursos que estimulam a permanência no ambiente virtual. Em documento sobre as novas regras, o governo cita notificações de urgência fabricadas como “seu amigo está esperando por você!” e recompensas imprevisíveis que estimulam comportamento compulsivo.

    “Da mesma forma, esconder ou dificultar o acesso a controles de privacidade e supervisão parental passa a ser considerada prática proibida. A ANPD ficará responsável por regulamentar os detalhes e fiscalizar o cumprimento das regras”, diz trecho.

    Ainda entre as responsabilidades da agência, está a emissão de orientações sobre mecanismos confiáveis de verificação da idade dos usuários e as etapas para a regulamentação e fiscalização das empresas, em respeito à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

    A cerimônia estava prevista para ocorrer na terça, mas foi adiada. Segundo pessoas ligadas ao tema, Lula teria pedido mais tempo para ler os decretos.

    A nova legislação, formalmente chamada de Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025), se aplica a produtos e serviços digitais acessíveis a menores de 18 anos, como redes sociais, jogos online, aplicativos e plataformas de compartilhamento de conteúdo.

    O Centro de Proteção, criado pelo decreto desta quarta, será um centralizador de denúncias de crimes digitais detectados pelas plataformas. Com isso, o governo pretende garantir agilidade na remoção de conteúdos ilegais e na articulação com autoridades policiais para o combate a crimes digitais.

    Com o evento de lançamento, o governo faz mais um gesto em prol da regulação das bigtechs, pauta cara neste terceiro mandato de Lula e alvo de reiterados embates com as empresas e com a comunidade internacional.

    Além de ministros de governo, o evento teve a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) e reuniu crianças e representantes da sociedade civil, no Palácio do Planalto.

    VEJA O QUE MUDA COM O ECA DIGITAL

    VERIFICAÇÃO DE IDADE

    • Como era
      Em muitas plataformas, o acesso dependia apenas da autodeclaração de idade do usuário, que podia informar qualquer data de nascimento.
    • O que muda
      Serviços com conteúdo impróprio para menores terão de adotar mecanismos mais confiáveis de verificação de idade. A autodeclaração deixa de ser suficiente nesses casos.

    PROTEÇÃO POR PADRÃO

    • Como era
      Configurações de privacidade e segurança nem sempre vinham ativadas automaticamente e muitas vezes exigiam ajustes manuais por parte das famílias.
    • O que muda
      Plataformas deverão adotar configurações mais protetivas por padrão, garantindo maior privacidade e segurança desde o primeiro acesso.

    RESPONSABILIDADE DAS PLATAFORMAS

    • Como era
      A atuação das empresas na prevenção de conteúdos nocivos variava conforme as políticas internas de cada plataforma.
    • O que muda
      A nova lei estabelece deveres específicos para empresas de tecnologia, que deverão adotar medidas para prevenir a exposição de menores a conteúdos ilegais ou prejudiciais.

    REMOÇÃO DE CONTEÚDOS NOCIVOS

    • Como era
      A retirada de conteúdos dependia muitas vezes de denúncias ou de decisões judiciais, e os prazos variavam entre plataformas.
    • O que muda
      Plataformas passam a ser obrigadas a remover conteúdos que violem direitos de crianças e adolescentes após notificação da vítima, de responsáveis ou de autoridades.

    PUBLICIDADE DIRECIONADA

    • Como era
      Dados pessoais de menores de 18 anos podiam ser utilizados para segmentação publicitária em diferentes serviços digitais.
    • O que muda
      A lei proíbe o uso de técnicas de perfilamento para direcionar publicidade comercial a crianças e adolescentes.

    JOGOS ELETRÔNICOS

    • Como era
      Jogos direcionados a crianças e adolescentes podiam oferecer loot boxes, caixas de recompensa com itens aleatórios obtidos mediante pagamento.
    • O que muda
      O ECA Digital proíbe esse tipo de mecanismo em jogos voltados para essa faixa etária ou de acesso provável por esse público.

    Governo Lula lança ECA Digital para ampliar proteção às crianças na internet

  • Irã ameaça indústria de energia do Catar, Arábia Saudita e Emirados

    Irã ameaça indústria de energia do Catar, Arábia Saudita e Emirados

    O Irã ameaça bombardear as instalações de países do Golfo Pérsico em retaliação aos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos (EUA) contra instalações da indústria petrolífera em South Pars

    Após sofrer ataques contra infraestruturas energéticas do país, o Irã emitiu um alerta, nesta terça-feira (18), para evacuação de cinco instalações de processamento de petróleo e gás no Catar, na Arábia Saudita, e nos Emirados Árabes Unidos. Os danos a esses complexos podem aprofundar a crise no mercado global.  

    “Esses locais agora são alvos legítimos e podem ser atingidos nas próximas horas, instando os moradores locais a se deslocarem imediatamente para locais seguros”, diz comunicado da Guarda Revolucionária Islâmica divulgada pela Press TV, empresa de mídia estatal do Irã.

    Os locais citados são a refinaria Samref e o complexo petroquímico Al-Jubail, na Arábia Saudita; o campo de gás Al-Hosn, nos Emirados Árabes; além do complexo petroquímico Al-Mesaieed e a refinaria de Ras Laffan, ambos no Catar.

    A Guarda Revolucionária pede ainda que as pessoas se mantenham afastadas de “qualquer infraestrutura petrolífera associada aos Estados Unidos”.

    A mídia estatal Fars News, do Irã, citou uma fonte militar do país persa dizendo que “os mercados de energia certamente sofrerão um novo choque, e essas chamas roubarão a estabilidade dos regimes que apoiam o inimigo na região”.

    O preço do barril do petróleo Brent no mercado internacional opera em alta de cerca de 5% nesta quarta-feira (18), vendido a US$ 108 dólares. O preço dos combustíveis tem subido desde o início da guerra, principalmente, por causa do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde trafega cerca de 25% do óleo mundial. 

    Retaliação

    O país persa ameaça bombardear as instalações de países do Golfo Pérsico em retaliação aos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos (EUA) contra instalações da indústria petrolífera iraniana em South Pars, considerado o maior campo de gás natural do mundo, na fronteira com o Catar, e contra as instalações de refino de Asaluyed, na região costeira.

    O comunicado das forças de defesa do Irã acrescentou que os governos árabes do Golfo Pérsico ignoraram os avisos do Irã, persistindo em uma “subserviência cega”.

    “Já alertamos repetidamente seus líderes contra seguirem esse caminho perigoso e arrastarem seus povos para uma grande aposta com seu destino”, diz a nota

    Monarquias reagem

    O ministro das relações exteriores do Catar, Majed Al Ansari, disse que o ataque israelense contra instalações de energia do Irã é uma medida “irresponsável” em meio à escalada do atual conflito.

    “Atacar infraestruturas energéticas constitui uma ameaça à segurança energética global, bem como aos povos da região e ao seu meio ambiente. Reiteramos, como já enfatizamos diversas vezes, a necessidade de evitar ataques contra instalações vitais”, disse o chanceler da monarquia árabe.

    A Arábia Saudita realiza na noite desta quarta-feira (18), na capital Riad, uma reunião com países árabes e islâmicos para discutir a escalada da guerra na região com objetivo “aprimorar a consulta e a coordenação sobre formas de apoiar a segurança e a estabilidade regional”.

    O país árabe informou que dois mísseis balísticos e um drone foram interceptados nesta quarta na região Leste da Arábia Saudita.

    Irã ameaça indústria de energia do Catar, Arábia Saudita e Emirados

  • Ivete Sangalo brinca com 'cara de titânio' e retoma treinos após cirurgia

    Ivete Sangalo brinca com 'cara de titânio' e retoma treinos após cirurgia

    Cantora relata recuperação com retomada da rotina de atividades físicas após acidente doméstico; ‘Tentei treinar ontem e anteontem, mas não era uma boa’, disse Ivete Sangalo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após vinte dias afastada dos treinos, Ivete Sangalo comemorou nas redes sociais a retomada da rotina de atividades físicas.

    A cantora, de 53 anos, precisou fazer uma cirurgia facial com uso de peças de titânio após sofrer um acidente doméstico.

    Em vídeo publicado nas redes sociais, ela mostra seu personal trainer e conta que tentou voltar com a musculação antes, mas não conseguiu.

    “Eu não estava podendo treinar por causa da minha cara de titânio. Mas vou voltar agora com tudo. Passei vinte dias sem treinar”, relatou Ivete no vídeo.

    “Tentei treinar ontem mas não era uma boa, tentei anteontem mas não era uma boa. O doutor falou: ‘mulé, tenha calma’. Mas agora estou pronta”, falou.

    Ivete Sangalo brinca com 'cara de titânio' e retoma treinos após cirurgia

  • Bolsonaro tem 'melhora importante', mas ainda sem previsão de deixar a UTI, diz hospital

    Bolsonaro tem 'melhora importante', mas ainda sem previsão de deixar a UTI, diz hospital

    O ex-presidente está preso no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão; Bolsonaro foi hospitalizado na última sexta-feira, 13, com broncopneumonia bacteriana bilateral

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou “boa evolução clínica, com melhora parcial dos aspectos tomográficos e melhora importante dos marcadores inflamatórios”, segundo boletim médico divulgado pelo hospital DF Star nesta quarta-feira, 18. Apesar do progresso no tratamento, os médicos destacam que ainda não há previsão de alta da unidade de terapia intensiva (UTI).

    O ex-presidente foi hospitalizado na última sexta-feira, 13, com broncopneumonia bacteriana bilateral. Segundo o boletim médico, Bolsonaro “tem programação de manter o tratamento com antibioticoterapia e segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora”.

    Após deixar o hospital na manhã desta quarta, o médico Brasil Caiado explicou a jornalistas que um novo exame apontou uma melhora parcial do pulmão direito, sendo que o lado esquerdo do órgão ainda apresenta comprometimento moderado e difuso.

    O cardiologista destacou ainda que apesar de não haver previsão de alta da UTI, existe uma expectativa de que, com as reações positivas ao tratamento, Bolsonaro possa ser transferido para o quarto neste final de semana.

    “A prudência manda deixarmos lá (na UTI) para termos total segurança, observar, como eu falei, o quadro clínico, a evolução laboratorial, a melhora dos sintomas. Mas acredito que pode ser, daqui para o final de semana, que evoluamos para uma transferência para o quarto. Mas eu não sei exatamente o momento”, disse Caiado.

    Na última sexta, o médico afirmou que essa foi a “maior pneumonia que Bolsonaro já teve”. O ex-presidente chegou à UTI com água nos pulmões, causadas pela aspiração de líquido do estômago, em decorrência dos soluços frequentes que ele apresenta.

    “Pelo passado dele de várias comorbidades, e a principal delas, neste caso, nós suspeitamos, é esofagite, a gastrite e o refluxo gastroesofágico. Este refluxo, quando é aspirado para o pulmão, causa uma pneumonia aguda, grave”, explicou o médico.

    “Em geral, (o tratamento é com) antibiótico, terapia venosa. Em quadro de pneumonia grave bilateral, você pode estimar por mais de sete dias, oito, dez, doze (de internação), mas é impossível falar”, afirmou. “Temos que nos antecipar a qualquer tipo de probabilidade de complicação. Depende muito da resposta do organismo dele ao antibiótico”, completou.

    Bolsonaro está preso no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder após as eleições de 2022.

    Bolsonaro tem 'melhora importante', mas ainda sem previsão de deixar a UTI, diz hospital

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  • Governo propõe que estados zerem ICMS do diesel importado

    Governo propõe que estados zerem ICMS do diesel importado

    A medida foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz); União compensaria metade da perda de arrecadação

    A União propôs que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel para conter a alta dos preços dos combustíveis. Em contrapartida, a União se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação.

    A medida foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), nesta quarta-feira (18).

    Órgão que reúne os secretários estaduais de Fazenda, o Confaz teve um encontro virtual para discutir medidas para conter a alta do diesel após o início da guerra no Oriente Médio.

    Impacto fiscal

    Segundo a equipe econômica, a zeragem do imposto pode gerar renúncia de cerca de R$ 3 bilhões por mês para os estados. Desse total, R$ 1,5 bilhão seria coberto pelo governo federal.

    A proposta prevê que a medida tenha caráter temporário, com validade até 31 de maio. O impacto total pode chegar a R$ 6 bilhões no período, sendo metade arcada pela União.

    Pressão externaA iniciativa ocorre em meio à disparada dos preços do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O aumento tem pressionado os custos do diesel no Brasil, que depende de importações para cerca de 30% do consumo.

    Segundo Durigan, o preço do diesel importado tem se descolado do valor praticado no mercado interno, o que pode comprometer o abastecimento.

    Negociação

    A decisão final depende dos governadores e deve ser discutida até o próximo dia 27, quando o Confaz realiza reunião presencial em São Paulo. A proposta surge após resistência inicial de estados a cortes de ICMS sem compensação financeira.

    O governo federal afirmou que não pretende impor a medida, como ocorreu em 2022, quando o governo anterior reduziu o ICMS dos combustíveis e deixou para o atual governo compensar, em 2023, os prejuízos dos estados. O número dois da Fazenda destacou a importância do diálogo federativo.

    “A nossa orientação é fazer isso, caso os estados concordem, porque isso é muito importante para garantir o abastecimento, para discutir essa oferta forte e firme de diesel no País”, declarou o secretário-executivo da Fazenda.

    “Esses são os melhores esforços que a gente pode fazer dentro da linha que eu dei: responsabilidade fiscal, responsabilidade com a população, responsabilidade regulatória.”

    Outras medidas

    A proposta complementa ações já anunciadas pelo governo, como a redução de tributos federais, como o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o diesel e subsídios à produção interna.

    Além disso, foi aprovado um acordo entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e 21 estados para compartilhamento em tempo real de notas fiscais de combustíveis, com o objetivo de reforçar a fiscalização e coibir abusos de preços.

    Segundo Durigan, seis estados – Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e São Paulo – pediram mais tempo para avaliar o acordo com a ANP.

    Risco de greve

    O tema ganha urgência diante da possibilidade de uma paralisação nacional de caminhoneiros, em meio à alta do diesel. O governo tenta evitar impactos no abastecimento e na inflação, cenário semelhante ao observado na greve de 2018.

    A equipe econômica afirma que as medidas buscam equilibrar responsabilidade fiscal com a necessidade de proteger consumidores e garantir oferta de combustível no país.

    Governo propõe que estados zerem ICMS do diesel importado

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  • Felca recebe mensagem agressiva reclamando de lei que leva seu nome

    Felca recebe mensagem agressiva reclamando de lei que leva seu nome

    A Lei Felca prevê apenas que perfis de menores de 16 anos em aplicativos sejam supervisionados por seus responsáveis legais: “A lei [em questão] criou essa m*rda aí que menor de 16 anos não vai poder mexer mais em nenhum aplicativo”, reclama internauta

    LONDRINA, PR (UOL/CBS NEWS) – Felca, 27, compartilhou em suas redes sociais uma mensagem agressiva que recebeu, em protesto à aprovação da lei que leva seu nome.

    O autor do texto demonstra um entendimento errado de que, com a nova regra, menores de 16 anos serão proibidos de usar aplicativos de mensagem. “A lei [em questão] criou essa m*rda aí que menor de 16 anos não vai poder mexer mais em nenhum aplicativo”, reclama a mensagem, divulgada por Felca nos stories de seu Instagram.

    Ele questiona como poderá se comunicar com familiares diante dessa suposta restrição – e parece culpar Felca pelo ‘problema’. “Como é que eu vou falar com a minha mãe? Você está achando o quê? Como eu vou mandar mensagem para minha família? E se eu morrer? Quem é que vai falar por mim, se eu não tiver 16 anos?”

    A Lei Felca, na verdade, prevê apenas que perfis de menores de 16 anos em aplicativos sejam supervisionados por seus responsáveis legais. As novas regras preveem também a adoção de métodos mais rigorosos para a verificação de idade dos usuários inscritos em plataformas de jogo e outras ferramentas de interação online.

    Felca recebe mensagem agressiva reclamando de lei que leva seu nome

  • Hugo Motta: Não concordamos com nenhum episódio de transfobia

    Hugo Motta: Não concordamos com nenhum episódio de transfobia

    “A Câmara dos Deputados tem e deve ser sempre uma casa plural, que respeita todos, que respeita as minorias”, disse Hugo Motta, após ser questionado sobre ataques contra Erika Hilton

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), repudiou a prática de transfobia ao comentar sobre a repercussão da nomeação da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) à presidência da Comissão de Mulheres da Câmara.

    As declarações ocorreram nesta quarta-feira, 18, à imprensa, após Motta ter inaugurado a Sala Lilás da Câmara, espaço voltado para o acolhimento de mulheres vítimas de violência.

    “Não concordamos com nenhum episódio de transfobia ou com qualquer tipo de preconceito. A Câmara dos Deputados tem e deve ser sempre uma casa plural, que respeita todos, que respeita as minorias”, disse Motta, após ser questionado sobre o caso de Erika.

    A deputada entrou com ações contra o apresentador Carlos Roberto Massa, o “Ratinho”, do SBT, após ele ter dito ser contrário à nomeação da parlamentar como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher porque “ela não é mulher”. A instalação do colegiado ocorreu em 11 de março.

    Hugo Motta: Não concordamos com nenhum episódio de transfobia

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  • Estados Unidos perdem status de 'democracia liberal' pela primeira vez em 50 anos

    Estados Unidos perdem status de 'democracia liberal' pela primeira vez em 50 anos

    Qualidade democrática brasileira supera americana em movimento inédito na história do V-Dem; instituto sueco, referência na pesquisa sobre o tema, alerta para declínio acentuado sob Trump

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Pela primeira vez em 50 anos, os Estados Unidos perderam o status de “democracia liberal” -o modelo mais evoluído dessa forma de governo- e passaram a ser considerados uma “democracia eleitoral” pelo V-Dem, instituto ligado à Universidade de Gotemburgo, na Suécia, que anualmente mede a qualidade das democracias globais.

    No relatório referente ao ano de 2025, divulgado nesta terça-feira (17), o instituto, um dos mais renomados do mundo no acompanhamento do tema, alerta para o rápido declínio da democracia americana sob Donald Trump.

    Pela primeira vez na história, o Brasil superou os Estados Unidos no índice da “democracia liberal”, que mede a qualidade democrática no contexto de aspectos eleitorais, como a existência de eleições livres, justas e competitivas, e de aspectos liberais, como a independência entre os poderes e o respeito às liberdades civis.

    O V-Dem, traduzido como Variedades da Democracia, conta com mais de 4.000 especialistas em todo o mundo para produzir sua base de dados e monitorar a evolução da democracia em cada país, considerando uma série de índices. Esses especialistas são geralmente acadêmicos ou profissionais com conhecimento especializado sobre o tema.

    A partir desta análise, o instituto classifica os países em quatro categorias, do menos ao mais democrático: “autocracia fechada”, “autocracia eleitoral”, “democracia eleitoral” e “democracia liberal”.

    No mais recente relatório, Brasil e Estados Unidos dividem o status de “democracia eleitoral” -as eleições são livres e justas, o voto é universal, há liberdade de expressão e associação. Por outro lado, alguns aspectos das democracias liberais -como o sistema de pesos e contrapesos e a submissão igualitária dos cidadãos às leis- não são plenamente respeitados.

    O índice da “democracia liberal” nos Estados Unidos caiu de 0,75, em 2024, para 0,57 em 2025. Quanto mais perto de um, maior o nível da democracia. O índice da Dinamarca, primeiro país do ranking, é de 0,88. O do Brasil, 0,70.

    Com a nova medida, os Estados Unidos voltam para o patamar do início dos anos 1960, época do movimento pelos direitos civis, que visava abolir a discriminação e a segregação racial institucionalizadas no país.

    O relatório dedica um capítulo inteiro para destrinchar a deterioração da democracia americana sob Trump. O instituto afirma que seu novo mandato apresenta “concentração rápida e agressiva de poderes” na Presidência, e que “a velocidade com que a democracia americana está sendo desmantelada não tem precedentes na história moderna”.

    “O atual governo dos Estados Unidos vem enfraquecendo os freios e contrapesos institucionais, politizando o serviço público e os órgãos de fiscalização e intimidando o Poder Judiciário, além de atacar a imprensa, a academia, as liberdades civis e as vozes dissidentes”, diz o professor Staffan Lindberg, diretor do V-Dem, em nota publicada no site do instituto.

    Lindberg também afirma que as eleições de meio de mandato, a ocorrer em novembro, serão um teste decisivo para a democracia americana. “Se os indicadores eleitorais também piorarem, os EUA cairão ainda mais”, diz.

    As primeiras eleições após um episódio de autocratização costumam ser um fator decisivo para a recuperação da democracia.

    O instituto lembra que o Brasil reverteu seu mais recente processo de autocratização com a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o presidente Lula (PT) em 2022.

    “A autocratização do Brasil teve início com o impeachment da presidente Dilma Rousseff e se acelerou após a eleição do populista de direita Jair Bolsonaro em 2018. Seguiram-se ataques à mídia, tentativas de minar as eleições, o Legislativo e o Judiciário”, afirma o recente relatório.

    “A reviravolta ocorreu quando Luiz Inácio ‘Lula’ da Silva, apoiado por uma coalizão de nove partidos, venceu as eleições de 2022.”

    O V-Dem lembra, por outro lado, que a sociedade brasileira “continua profundamente polarizada”, e alerta que as eleições de 2026 serão decisivas. “Bolsonaro, porém, está impedido de exercer o cargo após ter sido condenado por abuso de poder e tentativa de golpe de Estado.”

    Em um aspecto global, o instituto afirma que o nível da democracia é comparável ao de 1978, e que todos os ganhos com a terceira onda de democratização, que começou em Portugal, em 1974, estão quase perdidos.

    A comparação com os índices da democracia há 20 anos revela o impacto da terceira onda de autocratização que avança sobre o mundo.

    Em 2005, 27 países estavam se democratizando -hoje, são 18. Naquele ano, 12 países estavam em processo de autocratização, em comparação a 44 em 2025. A qualidade das eleições melhorava em 31 países, enquanto hoje melhora apenas em sete.

    O maior impacto foi em relação à liberdade de expressão. Em 2000, 52 países evoluíam neste quesito. Em 2025, 44 estão em declínio.

    No novo relatório, o V-Dem também passou a identificar dez novos países em processo de autocratização -entre eles, além dos Estados Unidos, estão a Itália, o Reino Unido, a Croácia, a Eslováquia e a Eslovênia.

    Segundo o instituto, há três padrões envolvidos nesta onda de autocratização.

    Um deles diz respeito ao declínio democrático em democracias tradicionalmente estáveis. Outro é observado em reversões significativas e, muitas vezes, no colapso da democracia em países que se democratizaram no final do século 20 e no início do século 21. Um terceiro acontece com o aprofundamento da autocracia em Estados já autocráticos.

    Estados Unidos perdem status de 'democracia liberal' pela primeira vez em 50 anos