Autor: REDAÇÃO

  • Moraes e Dino votam para manter prisão de Bolsonaro; relator vê descumprimento reiterado de ordens do STF

    Moraes e Dino votam para manter prisão de Bolsonaro; relator vê descumprimento reiterado de ordens do STF

    Moraes, relator do caso, reafirmou a sua decisão de prender Bolsonaro e defendeu que os demais ministros da turma validem a medida. Em seguida, Flávio Dino seguiu o relator em seu voto

    (CBS NEWS) – A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) iniciou sessão extra nesta segunda-feira (24) para referendar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Moraes, relator do caso, reafirmou a sua decisão de prender Bolsonaro e defendeu que os demais ministros da turma validem a medida. Em seguida, Flávio Dino seguiu o relator em seu voto.

    “Não há dúvidas sobre a necessidade da conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva, em virtude da necessidade da garantia da ordem pública, para assegurar a aplicação da lei penal e do desrespeito às medidas cautelares anteriormente aplicadas”, disse Moraes. “Jair Messias Bolsonaro é reiterante no descumprimento das diversas medidas cautelares impostas” completou.

    Bolsonaro, afirma Moraes, descumpriu em julho e agosto medidas cautelares de utilização de redes sociais.

    “Em decisão de 4.ago.2025, em face do reiterado descumprimento das medidas cautelares impostas anteriormente, decretei a prisão domiciliar de Jair Messias Bolsonaro, ressaltando expressamente que o descumprimento de suas regras ou de qualquer uma das medidas cautelares implicaria na sua revogação e na decretação imediata da prisão preventiva”, disse.

    À época da prisão domiciliar, Moraes afirmou que o ex-presidente descumpriu determinação ao aparecer em vídeos exibidos por apoiadores durante manifestações no domingo. Bolsonaro estava proibido de usar redes sociais, mesmo que por intermédio de outras pessoas.

    “A continuidade no desrespeito às medidas cautelares, entretanto, não cessou. Pelo contrário, ampliou-se na última sexta-feira, dia 21.nov, quando Jair Messias Bolsonaro violou dolosa e conscientemente o equipamento de monitoramento eletrônico.”

    O ministro afirmou que o ex-presidente admitiu que violou a tornozeleira tanto ao ser abordado por equipes da Seape-DF (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal), na madrugada do sábado (22), quanto na audiência de custódia, neste domingo (23).

    Ao votar com Moraes, Dino citou as idas de deputados bolsonaristas para os Estados Unidos, como Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente.

    “As fugas para outros países de deputados federais perpetradores de crimes similares e conexos, com uso de ardis diversos, demonstram a ambiência vulneradora da ordem pública em que atua a organização criminosa chefiada pelo condenado, compondo um quadro que, lamentavelmente, guarda coerência com o conjunto de ilegalidades já reprovadas pelo Poder Judiciário”, disse o ministro.

    “As fugas citadas mostram profunda deslealdade com as instituições pátrias, compondo um deplorável ecossistema criminoso.”

    Ele também citou riscos à ordem pública na vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio onde Bolsonaro estava em prisão domiciliar.

    Dino afirmou que a região onde fica a casa, o bairro Jardim Botânico, é densamente povoada e que o evento “configuraria risco evidente à ordem pública, expondo moradores e propriedades privadas a potenciais danos e situações de perigo iminente”.

    “Pertinente lembrar que entre os moradores em risco estariam inclusive idosos e crianças, o que sublinha a insuportável ameaça em curso”, disse.

    Bolsonaro foi preso pela Polícia Federal na manhã do sábado e levado para a sede regional da corporação em Brasília.

    Os ministros do colegiado se manifestam sobre a medida judicial das 8h às 20h no plenário virtual -sistema em que os magistrados votam sem a realização de debates.

    Além de Moraes, integram a Primeira Turma os ministros Flávio Dino (presidente), Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Luiz Fux migrou recentemente deste colegiado.

    Ao determinar a prisão no sábado, Moraes citou a violação da tornozeleira eletrônica no início da madrugada, o risco de fuga dele para a embaixada dos EUA e uma vigília em frente ao condomínio onde o ex-presidente mora convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho mais velho.

    Na madrugada daquele dia, Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica com ferro de solda, como ele mesmo admitiu a agentes penitenciários.

    “Usei ferro quente, ferro quente aí curiosidade”, disse o ex-presidente a uma servidora da Secretaria de Administração Penitenciária do DF que foi ao local verificar a situação do dispositivo. Ferro de solda é uma ferramenta pontiaguda que atinge alta temperatura e permite derreter metais.

    A equipe médica que acompanha Bolsonaro esteve na Superintendência da PF no DF na manhã deste domingo (23) e, após examiná-lo, falou em um quadro de “confusão mental e alucinações” para descrever o episódio sobre a tornozeleira eletrônica e atribuiu isso à interação medicamentosa.

    Pouco depois, ao passar por audiência de custódia, o ex-presidente disse que tentou abrir o dispositivo porque teve uma “certa paranoia” devido ao uso de medicamentos e que só depois “caiu na razão”.

    Após a audiência, que durou cerca de 30 minutos, a juíza auxiliar Luciana Sorrentino, lotada no gabinete de Moraes, validou e manteve a prisão preventiva de Bolsonaro.

    A defesa, então, pediu a Moraes que revogue a prisão preventiva do ex-presidente sob o argumento de não risco de fuga. “Inexiste risco de fuga”, afirmou.

    Os advogados alegaram que, a partir de informações do órgão do DF responsável pelas tornozeleiras eletrônicas e, em especial, da equipe médica que acompanha o ex-presidente sobre remédios ingeridos por ele, “é inequívoco que inexistiu qualquer tentativa de fuga ou de se furtar à aplicação da lei penal”.

    Os representantes de Bolsonaro querem também que Moraes se pronuncie sobre um pedido de prisão domiciliar humanitária para o momento em que for iniciada a execução penal da trama golpista, passo seguinte do processo após encerrada a possibilidade de novos recursos.

    Moraes deixou de analisar esse pedido por considerá-lo prejudicado após determinar a prisão preventiva do ex-presidente no sábado. Esse recurso não estará em discussão no julgamento desta segunda da Primeira Turma.

    Moraes e Dino votam para manter prisão de Bolsonaro; relator vê descumprimento reiterado de ordens do STF

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Venezuela tem 180 mulheres detidas por motivos políticos

    Venezuela tem 180 mulheres detidas por motivos políticos

    Mulheres presas por motivos políticos na Venezuela enfrentam superlotação, maus-tratos, falta de cuidados médicos e violência institucional, segundo denúncia do Clippve. A entidade alerta que ativistas, estudantes, mães e cidadãs seguem encarceradas em condições degradantes e cobra respeito, justiça e libertação imediata.

    O Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos (Clippve) denunciou que mais de 180 mulheres estão presas por motivos políticos na Venezuela e sofrem maus-tratos, isolamento, falta de assistência médica e assédio. A denúncia foi feita no contexto do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, marcado pela campanha Elas não estão sozinhas.

    Segundo o Clippve, essas detentas são vítimas de detenções arbitrárias, violência institucional, tratamentos cruéis e represálias por manifestarem opiniões contrárias ao governo. A organização afirma que muitas delas vivem em celas superlotadas, sem dignidade mínima, sem acesso a cuidados ginecológicos e sem produtos básicos para lidar com a menstruação.

    A entidade alerta que a saúde dessas mulheres é diariamente violada dentro das prisões venezuelanas e afirma que o Estado continua falhando com as que estão encarceradas e com as que aguardam do lado de fora. O comitê insiste que a única culpa dessas mulheres é pensar de forma diferente e que ser mulher e presa política no país significa enfrentar ainda mais abusos, negligência médica, escassez de água, desnutrição e violência institucional.

    O Clippve lembra também que as mães dos presos políticos são frequentemente vítimas de abusos durante as visitas, relatando revistas humilhantes, maus-tratos e a recusa de itens essenciais. A organização destaca que a violência se estende além das prisões e afirma que neste 25 de novembro homenageia cada mulher detida injustamente, cada mãe submetida a constrangimentos e cada família que ainda espera por justiça.

    A ONG ressalta que falar de presos políticos é falar de mulheres ativistas, mães, estudantes, defensoras de direitos e cidadãs que enfrentam condições desumanas. O comitê afirma que continuará denunciando as violações até que todas sejam libertadas. Também destaca que a violência estatal contra mulheres inclui detenções arbitrárias, torturas, desaparecimentos forçados e negação de atendimento médico, atingindo inclusive idosas, doentes e cuidadoras.

    Dados recentes da organização Justiça, Encontro e Perdão (JEP) indicam que há 1.080 presos políticos na Venezuela. Entre eles estão 170 agentes ativos de segurança do Estado, 11 ativistas, 224 integrantes de organizações políticas, 35 ex-membros das forças de segurança, 20 jornalistas e 14 sindicalistas. Há ainda 145 pessoas sem qualquer informação oficial sobre o paradeiro e 50 venezuelanos com dupla nacionalidade.

    Venezuela tem 180 mulheres detidas por motivos políticos

  • Como Verstappen anulou 104 pontos de atraso para Piastri em 7 etapas

    Como Verstappen anulou 104 pontos de atraso para Piastri em 7 etapas

    Max Verstappen alcançou um resultado que parecia impossível. Em apenas sete etapas, duas delas com corrida Sprint, o piloto da Red Bull eliminou uma diferença de 104 pontos para Oscar Piastri e chegou ao segundo lugar empatado com o australiano no Mundial.

    A vitória no GP de Las Vegas, combinada com a desclassificação dos dois carros da McLaren por irregularidades técnicas, deixou Verstappen com os mesmos 366 pontos de Piastri a duas corridas do fim. Os dois dividem a vice-liderança, com vantagem para o piloto australiano no critério de desempate por número de vitórias. No topo da tabela está Lando Norris, que viu interrompida uma sequência de duas vitórias e quatro pódios seguidos, mas ainda mantém 24 pontos de vantagem.

    A disputa pelo título continua aberta. Restam 58 pontos em jogo e Verstappen precisa descontar os 24 pontos que o separam de Norris. O GP do Catar, que terá corrida Sprint, oferece 33 pontos no total, o que mantém a possibilidade de o holandês assumir a liderança já na próxima etapa.

    A reação de Verstappen foi construída com oito pódios consecutivos, incluindo quatro vitórias, na sua melhor fase nesta temporada. Depois de um período longo em que o carro da Red Bull parecia incapaz de acompanhar o desempenho da McLaren, tudo mudou após a pausa de verão. O rendimento do holandês subiu, enquanto a equipe britânica perdeu força.

    Oscar Piastri, que liderou o campeonato por meses, não voltou ao pódio desde o GP da Itália, quando cedeu posição a Norris após um erro da equipe nos boxes. Norris, por sua vez, manteve a regularidade, venceu no México e em São Paulo, mas caiu para sétimo no Azerbaijão e perdeu pontos importantes com a desclassificação em Las Vegas.

    Para o piloto britânico, a situação é ambivalente. Ele pode sair do Catar atrás de Verstappen, mas também pode conquistar o título antecipado se marcar apenas dois pontos a mais que o rival holandês.

    Enquanto a briga pelo título segue entre Norris, Verstappen e Piastri, outras posições já estão definidas. George Russell garantiu o quarto lugar com o segundo lugar em Las Vegas. Charles Leclerc assegurou a quinta posição, e Lewis Hamilton ainda disputa o sexto posto com Andrea Kimi Antonelli, que vive seu melhor momento na temporada.

    O top 10 também tem disputa intensa. Alexander Albon está bem encaminhado para terminar em oitavo. Isack Hadjar, Oliver Bearman, Fernando Alonso e Liam Lawson lutam pelas posições seguintes, separados por poucos pontos.

    A Fórmula 1 confirmou o afastamento dos dois carros após irregularidades no skid traseiro. A decisão derrubou o resultado da equipe e reacendeu a disputa pelo título, com Verstappen empatando em pontos com Piastri e Norris ainda na liderança.

    Notícias ao Minuto | 07:22 – 23/11/2025

     

     

    Como Verstappen anulou 104 pontos de atraso para Piastri em 7 etapas

  • FBI investiga diretor acusado de usar SWAT para proteger namorada

    FBI investiga diretor acusado de usar SWAT para proteger namorada

    Kash Patel enfrenta críticas internas após relatos de que mobilizou equipes da SWAT e utilizou jato oficial para viagens pessoais em favor da namorada, Alexis Wilkins. O caso levanta dúvidas sobre abuso de recursos públicos em meio a possíveis cortes no orçamento da agência.

    O diretor do FBI, Kash Patel, está no centro de uma polêmica após ser acusado por funcionários da própria agência de mobilizar equipes da SWAT para proteger sua namorada, a cantora country Alexis Wilkins. A denúncia foi revelada em uma reportagem do The New York Times, que descreve situações em que agentes altamente treinados para operações de alto risco foram deslocados para acompanhar Wilkins em eventos públicos.

    Um dos episódios ocorreu durante a convenção anual da National Rifle Association, em Atlanta, na última primavera. Wilkins chegou ao local escoltada por dois agentes da SWAT, enviados por ordem direta de Patel, que estaria preocupado com a segurança da namorada, conhecida por posições ultraconservadoras e defesa irrestrita do porte de armas. Após verificarem o local, os agentes deixaram o evento antes do encerramento, o que irritou Patel. Segundo seis fontes ouvidas pelo jornal, ele repreendeu o comandante da equipe, afirmando que Wilkins havia ficado desprotegida e que houve falha de comunicação com a cadeia de comando.

    Não foi a única vez. Em setembro, durante um evento político em Salt Lake City, outra equipe local da SWAT teria sido acionada para acompanhar a cantora. As unidades já atuavam sob carga extra devido ao assassinato de Charlie Kirk no estado, mas, ainda assim, foram deslocadas por determinação de Patel, que temia um possível ataque parecido contra Wilkins.

    O diretor também recorreria a equipes da SWAT para reforçar a própria segurança, inclusive em sua casa em Las Vegas, depois de uma falsa ameaça registrada em junho. Fontes internas ouvidas pelo jornal afirmam que o uso da SWAT, treinada para cenários extremos, é altamente incomum em funções de proteção pessoal, especialmente porque esse tipo de unidade não é especializada em segurança de autoridades.

    A polêmica não se limita ao uso da SWAT. Patel também é acusado de utilizar o jato governamental destinado ao exercício do cargo para dezenas de viagens pessoais. Em agosto, teria voado de Washington para a Escócia, onde se encontrou com amigos em um resort de golfe. Em outras ocasiões, usou a aeronave para visitar Wilkins ou encontrar amigos em propriedades privadas. A legislação norte-americana permite o uso do avião em viagens pessoais, desde que o ocupante do cargo reembolse o governo pelo valor equivalente a uma passagem comercial. Segundo a reportagem, Patel fez uso frequente do recurso.

    As críticas vêm até de ex-funcionários do FBI. Christopher O’Leary, ex-fuzileiro naval e ex-supervisor de uma equipe especializada da agência, afirmou que o comportamento de Patel revela “falta de discernimento e humildade”, criticando o uso de agentes especializados para acompanhar a namorada e as viagens pessoais em aeronave oficial.

    Patel respondeu publicamente às acusações em uma postagem na rede social X, classificando as críticas como “repugnantes e infundadas” e defendendo Wilkins, a quem chamou de “verdadeira patriota”.

    As denúncias surgem em um momento em que o orçamento do FBI pode sofrer cortes significativos. Em maio, o próprio Patel apoiou uma proposta da Casa Branca que prevê reduzir em 500 milhões de dólares os recursos destinados ao órgão.

    FBI investiga diretor acusado de usar SWAT para proteger namorada

  • Trabalhadores recebem a primeira parcela do 13º até esta sexta (28)

    Trabalhadores recebem a primeira parcela do 13º até esta sexta (28)

    O valor pago em novembro corresponde a metade da remuneração mensal, sem descontos de Imposto de Renda e INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Para quem não trabalhou o ano inteiro, a empresa deve fazer um cálculo proporcional ao número de meses e pagar ao profissional metade deste valor

    (FOLHAPRESS) – A primeira parcela do 13º salário, benefício pago a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos, deverá ser paga até esta sexta-feira (28), último dia útil bancário do mês.

    O valor pago em novembro corresponde a metade da remuneração mensal, sem descontos de Imposto de Renda e INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Para quem não trabalhou o ano inteiro, a empresa deve fazer um cálculo proporcional ao número de meses e pagar ao profissional metade deste valor.

    A segunda parcela, que é a outra metade do salário, deve ser paga até o dia 20 de dezembro. Esse pagamento é feito com os descontos sobre o valor total.
    O 13º salário deve invejar R$ 369,4 bilhões na economia brasileira até o dia 20 de dezembro, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

    Por lei, o pagamento da primeira parcela deve ser feito até 30 de novembro. Como neste ano a data cairá no domingo, a legislação determina que empresas antecipem o dinheiro para o último dia útil bancário do mês, que será na sexta-feira.

    As empresas podem optar por pagar o benefício em uma única parcela, mas não há consenso se nesses casos o pagamento deve ser feito até 30 de novembro ou até 20 de dezembro. Especialistas como o IOB recomendam aos empregadores que optarem pela cota única fazerem o pagamento já em novembro.

    A legislação permite ainda que o pagamento seja feito nas férias ou no aniversário do trabalhador, como costuma ocorrer com servidores públicos.
    Aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) também têm direito ao 13º. No entanto, eles já receberam o valor no primeiro semestre, como ocorre desde 2020.
    *
    QUEM TEM DIREITO AO BENEFÍCIO?

    Têm direito ao 13º trabalhadores contratados pela CLT, sejam eles urbanos ou rurais, incluindo empregados domésticos e avulsos, além de servidores públicos e aposentados e pensionistas de órgãos públicos e da Previdência Social.

    Trabalhadores afastados por questões de saúde têm direito ao 13º proporcional. A empresa paga o benefício referente aos primeiros 15 dias de afastamento. Após esse período, o pagamento passa a ser responsabilidade do INSS, pelo auxílio-doença.

    Beneficiários do Bolsa Família não têm direito ao 13º. A mesma regra é aplicada a quem recebe BPC (Benefício de Prestação Continuada), pois ambos são verbas assistenciais e não salariais.

    Trabalhadores informais, autônomos e estagiários também não recebem o benefício.

    COMO É FEITO O CÁLCULO DO VALOR?

    Para quem já estava na empresa ou foi contratado até o dia 17 de janeiro, o valor da primeira parcela do 13º é exatamente igual à metade do salário. Se houve pagamento de hora extra, adicional noturno ou comissões de forma frequente, a parcela poderá ser maior, pois é preciso contar com os adicionais.

    Já para o profissional contratado a partir de 18 de janeiro, o 13º será proporcional aos meses trabalhados. Se houve, no mínimo, 15 dias de trabalho no mês, esse mês deve entrar no cálculo.

    O valor do benefício leva em conta o salário-base mais uma média anual de horas extras, adicionais noturno, de insalubridade, periculosidade e outros, e comissões. Para salários variáveis, como de vendedores, por exemplo, as remunerações são somadas e divididas pelo número de meses até o pagamento.

    A base para pagar a primeira parcela é o mês anterior ao depósito do 13º. Por exemplo, se o trabalhador vai receber a primeira parcela em novembro, o salário de cálculo é o de outubro.

    COMO LANÇAR O 13º PARA TRABALHADORES DOMÉSTICOS?

    O 13º salário é obrigatório para todos os empregados domésticos com carteira assinada, incluindo babás, cuidadores, motoristas, arrumadeiras, jardineiros e cozinheiras. Diaristas, que trabalham até dois dias por semana para o mesmo contratante, não têm direito.

    O pagamento dos tributos deve ser feito pelo eSocial doméstico, sistema do governo federal acessado com login e senha do Gov.br, com base no seguinte passo a passo:

    1 – Entre no site do eSocial doméstico e faça seu login no Gov.br
    2 – No menu, clique em “Folha de Pagamento” e vá à folha de novembro
    3 – O sistema gera o recibo da primeira parcela do 13º (adiantamento) e do salário do mês, além da guia de pagamento DAE (salve esses documentos para referência)
    4 – A guia DAE do 13º integral estará disponível na folha de pagamento de dezembro, e a segunda parcela do 13º deve ser paga também em dezembro

    O QUE FAZER SE NÃO RECEBER O 13º?

    Caso haja atraso ou não pagamento da gratificação natalina, o trabalhador pode denunciar o empregador ao Ministério do Trabalho e Emprego, ao Ministério Público do Trabalho ou ao sindicato da categoria.

    Também é possível entrar com ação na Justiça do Trabalho para cobrar os valores, que devem ser pagos com correção monetária.

    Há a possibilidade de o trabalhador encerrar o contrato de trabalho pelo não pagamento e receber direitos trabalhistas como na demissão sem justa causa. Esse tipo de demissão é chamada de rescisão indireta do contrato, e é como se o empregado demitisse e empregador na chamada justa causa patronal.

    Além das punições judiciais, a empresa pode ser penalizada com multas administrativas, que dobram em caso de reincidência, e multa adicional de 10%, caso esteja prevista em convenção ou acordo coletivo da categoria.

    Trabalhadores recebem a primeira parcela do 13º até esta sexta (28)

  • Caixa distribui vale recarga do Gás do Povo em dez capitais; veja quais são

    Caixa distribui vale recarga do Gás do Povo em dez capitais; veja quais são

    Nesta primeira fase, serão beneficiados moradores de Salvador (BA), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Recife (PE), Teresina (PI), Natal (RN), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). A previsão é que até março de 2026 o programa atinja 15,5 milhões de famílias em todo o país, beneficiando cerca de 50 milhões de pessoa

    (FOLHAPRESS) – A Caixa Econômica Federal inicia nesta segunda-feira (24) a distribuição do vale recarga do Programa Gás do Povo para cerca de 1 milhão de famílias em 10 capitais brasileiras. A iniciativa marca a transição do Auxílio Gás para um novo modelo que garante gratuidade na recarga do botijão de 13 kg.

    Nesta primeira fase, serão beneficiados moradores de Salvador (BA), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Recife (PE), Teresina (PI), Natal (RN), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). A previsão é que até março de 2026 o programa atinja 15,5 milhões de famílias em todo o país, beneficiando cerca de 50 milhões de pessoas.

    COMO FUNCIONA O NOVO MODELO

    Diferentemente do formato anterior, que previa pagamento em dinheiro, o Gás do Povo oferece recarga gratuita direto nas revendedoras credenciadas. O beneficiário deve comparecer a um dos estabelecimentos participantes e realizar a validação por meio dos cartões do Bolsa Família e da Caixa, podendo também apresentar o CPF com o código de validação enviado ao celular cadastrado.

    QUEM TEM DIREITO

    Famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal igual ou inferior a meio salário mínimo (atualmente R$ 759). Com prioridade para quem recebe o Bolsa Família (com renda per capita de até R$ 218). É fundamental que o cadastro esteja atualizado com, no máximo, 24 meses desde a última revisão.

    QUAL SERÁ A VALIDADE E QUANTIDADE DE BOTIJÕES?

    As famílias de duas ou três pessoas têm direito a quatro botijões por ano, com vales válidos por três meses cada. Já famílias de quatro ou mais pessoas podem retirar seis botijões anuais e os voucher são válidos por dois meses após a distribuição.

    O benefício não é cumulativo. Ou seja, se um vale não for usado dentro do prazo, ele não será transferido para o próximo ciclo.

    VEJA COMO IDENTIFICAR OS LOCAIS DE REVENDA CREDENCIADOS:

    As revendas que aderirem ao Gás do Povo devem seguir regras específicas de identidade visual, que estarão presentes em portarias, botijões, veículos e materiais de comunicação. Além disso, os beneficiários podem consultar os pontos de venda credenciados mais próximos de suas casas diretamente pelo aplicativo oficial do programa.

    Os estabelecimentos de revenda que quiserem participar do programa deverão se credenciar voluntariamente junto à Caixa e cumprir os requisitos, além de estarem aptas para operar com o vale eletrônico.

    Veja os requisitos:

    – Autorização da ANP
    – Situação regular na Receita Federal
    – Conta corrente PJ na CAIXA
    – Utilização do sistema Azulzinha para pagamento

    Os pontos de venda de gás terão que permanecer no programa por, pelo menos, três meses. Durante o período de adesão, não podem cobrar taxas extras e devem atender todas as famílias habilitadas.

    Caixa distribui vale recarga do Gás do Povo em dez capitais; veja quais são

  • Jimmy Cliff, um dos maiores nomes do reggae, morre aos 81 anos

    Jimmy Cliff, um dos maiores nomes do reggae, morre aos 81 anos

    Músico jamaicano morreu após uma convulsão seguida de pneumonia, segundo comunicado da família. Ícone global do reggae, Jimmy Cliff projetou o gênero internacionalmente, marcou gerações com sucessos como Reggae Night e ganhou destaque mundial ao protagonizar The Harder They Come.

    O cantor e compositor jamaicano Jimmy Cliff morreu aos 81 anos. A confirmação foi publicada nesta segunda-feira (24) no perfil oficial do artista nas redes sociais. Considerado um dos nomes centrais na projeção internacional do reggae, ele teve papel decisivo na divulgação do gênero ao redor do mundo.

    Segundo o comunicado assinado pela esposa, Latifa, o músico sofreu uma convulsão seguida de pneumonia.

    “É com profunda tristeza que compartilho que meu marido, Jimmy Cliff, partiu após uma convulsão seguida de pneumonia. Agradeço à família, amigos, artistas e colegas que dividiram essa jornada com ele. Aos fãs ao redor do mundo, saibam que o apoio de vocês foi sua força durante toda a carreira. Ele valorizava profundamente o amor de cada um.”

     
     
     

     
     
    Ver essa foto no Instagram

     
     
     
     

     
     

     
     
     

     
     

    Uma publicação compartilhada por Jimmy Cliff Official (@jimmycliff)

    Jimmy Cliff iniciou a carreira ainda adolescente e rapidamente chamou atenção pela voz potente e pela energia em palco. Ganhou projeção mundial também no cinema, ao protagonizar The Harder They Come (1972), produção que marcou a disseminação da música e da cultura jamaicana fora do Caribe.

    Ao longo das décadas, lançou discos influentes, como The Power and the Glory, e sucessos que atravessaram gerações, entre eles Reggae Night, consolidando seu nome como uma referência incontornável do reggae.

    Jimmy Cliff, um dos maiores nomes do reggae, morre aos 81 anos

  • Ministros da 1ª Turma do STF devem manter prisão de Bolsonaro por unanimidade nesta segunda

    Ministros da 1ª Turma do STF devem manter prisão de Bolsonaro por unanimidade nesta segunda

    Compõem a Primeira Turma, além de Moraes, que deliberou sobre a prisão, os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O ministro Luiz Fux, que participou do julgamento de Jair Bolsonaro pelo envolvimento na trama golpista não participará desta votação, já que migrou para a Segunda Turma

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve manter, por unanimidade, nesta segunda-feira, 24, a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os ministros terão das 8h às 20h para depositarem seus votos, concordando ou não com o relator. Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde a manhã de sábado, 22, e sua prisão foi mantida em audiência de custódia neste domingo, 23.

    Compõem a Primeira Turma, além de Moraes, que deliberou sobre a prisão, os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O ministro Luiz Fux, que participou do julgamento de Jair Bolsonaro pelo envolvimento na trama golpista não participará desta votação, já que migrou para a Segunda Turma.

    Alexandre de Moraes determinou a prisão de Jair Bolsonaro no sábado, 22, alegando risco de fuga, após o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, convocar uma vigília de apoiadores na frente do condomínio onde o pai estava em prisão domiciliar. Além disso, na madrugada de sábado, o ex-presidente queimou a tornozeleira, conforme confissão do próprio Bolsonaro à agente da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal que foi verificar a ocorrência.

    Em audiência de custódia neste domingo, Bolsonaro culpou “paranoia” e “alucinação” pela tentativa de violar a tornozeleira. Mais tarde, em resposta a determinação do ministro Alexandre de Moraes, a defesa defendeu que, apesar de ter danificado a tornozeleira, Bolsonaro não retirou o equipamento e que não havia intenção de fuga. Os advogados pediram uma nova prisão domiciliar humanitária, apontando problemas de saúde. Moraes ainda não analisou o pedido.

    A defesa também protocolou um relatório dos médicos do ex-presidente, que apontaram que Bolsonaro passou a primeira noite na Superintendência da Polícia Federal sem intercorrências. Os médicos também apontaram que o ex-presidente sofreu quadro de “confusão mental” que, segundo eles, foi causado por um medicamento receitado por outra profissional de saúde.

    Decisão não muda prazos do trânsito em julgado

    A decisão da Primeira Turma sobre a prisão preventiva de Jair Bolsonaro não afeta o andamento do processo do ex-presidente, que está em fase final. Após a condenação a 27 anos e 3 meses de prisão e a rejeição dos primeiros embargos de declaração das defesas de Bolsonaro e dos demais réus do núcleo 1 da trama golpista, um novo prazo vence no fim desta segunda-feira, 24.

    Considerando a jurisprudência da Corte, segundo juristas ouvidos pelo Estadão, a partir do fim do prazo dos chamados “embargos dos embargos”, o ministro Alexandre de Moraes já poderia decidir, de terça-feira, 25, em diante, se considera haver um caráter protelatório dos novos pedidos, determinando o trânsito em julgado da condenação. Isso levaria à transformação da prisão preventiva em definitiva, já para o cumprimento de pena.

    Há outros juristas, no entanto, que apontam que Moraes deveria esperar o término do prazo dos chamados \”embargos infringentes\”, que se encerraria apenas na sexta-feira, 28. O recurso é cabível, segundo jurisprudência da Corte, em caso de dois votos na Turma que condenou o réu. No caso de Bolsonaro, apenas um voto foi dado. Contudo, com base no regimento interno da Corte, que não explicita o número de votos, a defesa já apontou que tentará apresentar o recurso.

    Além de Bolsonaro, outro réu também está preso preventivamente: Walter Braga Netto foi detido em dezembro do ano passado e passaria também a cumprir pena com o trânsito em julgado. Os outros réus são Alexandre Ramagem (que conseguiu deixar o País e está na Flórida, nos EUA), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro). Este último não recorreu da decisão e já cumpre a pena.

    Ministros da 1ª Turma do STF devem manter prisão de Bolsonaro por unanimidade nesta segunda

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Relógio de passageiro do Titanic é leiloado por mais de R$ 12 milhões

    Relógio de passageiro do Titanic é leiloado por mais de R$ 12 milhões

    A peça de ouro que pertencia a Isidor Straus, passageiro de primeira classe que morreu ao lado da esposa no naufrágio do Titanic, alcançou cerca de R$ 12,6 milhões em leilão no Reino Unido. O relógio permaneceu mais de um século com a família antes da venda.

    Um relógio de bolso que pertenceu a um casal de idosos que morreu no naufrágio do Titanic em abril de 1912 foi leiloado por 1,78 milhão de libras, o equivalente a cerca de R$ 12,6 milhões.

    A peça pertencia a Isidor Straus e trazia a inscrição “Jules Jurgensen”, referência à tradicional casa de alta relojoaria. Isidor viajava em primeira classe no Titanic ao lado da esposa, Ida, ambos retratados no filme lançado em 1997. Ele chegou a receber a oferta de um lugar em um bote salva-vidas por causa da idade, mas recusou afirmando que não embarcaria antes dos outros homens. Ida também não aceitou sair sem o marido. Os dois morreram no naufrágio.

    O relógio foi recuperado do corpo de Isidor e devolvido à família, junto com outros pertences. A peça de ouro havia sido presenteada a ele em seu 43º aniversário, em 1888, ano em que também se tornou sócio da loja de departamentos Macy’s, em Nova York.

    O objeto estava há décadas com os descendentes do casal e agora foi leiloado pela casa Henry Aldridge & Son, no Reino Unido. Entre todos os itens relacionados ao Titanic já vendidos em leilões, este relógio alcançou o maior valor. No mesmo evento, uma carta escrita por Ida Straus foi arrematada por 100 mil libras, cerca de R$ 707 mil.

    O recorde anterior também era de um relógio de bolso, oferecido ao capitão de um navio que resgatou mais de 700 sobreviventes. A peça havia sido vendida por 1,56 milhão de libras, aproximadamente R$ 11 milhões.

    O Titanic afundou na madrugada de 15 de abril de 1912 após colidir com um iceberg durante sua viagem inaugural entre Southampton e Nova York. Cerca de 1.500 pessoas morreram entre os 2.224 passageiros e tripulantes. A tragédia motivou livros, filmes e pesquisas, sendo “Titanic”, de 1997, o mais famoso. O longa recebeu diversos Oscars, incluindo o de melhor filme e melhor direção.

    Relógio de passageiro do Titanic é leiloado por mais de R$ 12 milhões

  • Pix ganha novo sistema para devolver dinheiro em fraudes; entenda

    Pix ganha novo sistema para devolver dinheiro em fraudes; entenda

    O Banco Central lançou ontem (23) o MED 2.0, nova versão do mecanismo que rastreia valores desviados em golpes e permite devolução às vítimas em até 11 dias. A funcionalidade será obrigatória a partir de fevereiro de 2026 e amplia a proteção dos usuários do Pix.

    Os usuários do Pix passaram a contar, desde ontem (domingo, 23), com uma nova versão do Mecanismo Especial de Devolução, o MED 2.0. O recurso foi criado para rastrear o caminho percorrido por valores desviados em fraudes, golpes ou situações de coerção, permitindo que o dinheiro seja devolvido às vítimas.

    Até então, o MED só possibilitava a devolução a partir da conta diretamente envolvida na fraude. O problema, segundo o Banco Central, é que criminosos costumam transferir rapidamente os recursos para outras contas, esvaziando a primeira e dificultando a recuperação.

    Com a atualização, o MED 2.0 consegue identificar para quais contas o dinheiro foi distribuído. Esse rastreamento será compartilhado entre os participantes da transação e permitirá que os valores sejam devolvidos em até 11 dias após a contestação.

    De acordo com o BC, a medida deve ampliar a identificação de contas usadas em fraudes e aumentar a devolução de recursos, além de impedir que essas contas sejam reutilizadas em novos crimes.

    O uso do MED 2.0 é opcional para as instituições financeiras desde ontem, mas se tornará obrigatório em 2 de fevereiro de 2026.

    O Pix, que completou cinco anos no último dia 16, já se consolidou como o meio de pagamento mais utilizado no Brasil. Nesse período, movimentou R$ 75,4 trilhões, valor equivalente a seis vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do país.

    Pix ganha novo sistema para devolver dinheiro em fraudes; entenda

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia