Autor: REDAÇÃO

  • Trump promete atacar Irã com “extrema dureza”nas próximas duas semanas

    Trump promete atacar Irã com “extrema dureza”nas próximas duas semanas

    Presidente dos EUA diz que ofensiva pode ocorrer nas próximas semanas caso não haja acordo e promete atingir infraestrutura estratégica iraniana. Declarações aumentam pressão internacional e ampliam temores sobre impactos no petróleo e na economia global

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país deve intensificar os ataques contra o Irã nas próximas semanas. A declaração foi feita após mais de um mês de conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram uma ofensiva contra o território iraniano.

    “Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à Idade da Pedra, onde pertencem. Enquanto isso, as negociações continuam”, disse o presidente em discurso na Casa Branca.

    “Se não houver acordo, vamos atacar todas as suas usinas de energia com muita força e, provavelmente, ao mesmo tempo”, acrescentou.

    Trump também afirmou que, após o fim da guerra, o Estreito de Ormuz deve voltar a operar normalmente. Segundo ele, o Irã depende da exportação de petróleo para reconstruir sua economia, o que poderia levar à queda dos preços e à recuperação dos mercados.

    O presidente ainda pediu que países dependentes do petróleo que passa pela região assumam a proteção da rota estratégica. “Vão até o estreito, tomem controle, protejam e usem”, declarou.

    Nas últimas semanas, Trump tem criticado aliados da OTAN e outros países por não apoiarem a campanha militar contra o Irã.

    Ao justificar a ofensiva, o presidente voltou a afirmar que Teerã estaria tentando reconstruir seu programa nuclear em locais diferentes dos já atingidos. “O regime buscava reconstruir seu programa nuclear em outro lugar, deixando claro que não pretendia abandonar a intenção de obter armas nucleares”, disse.

    “Permitir que esses terroristas tenham uma arma nuclear seria uma ameaça intolerável”, completou, ao defender a operação militar iniciada em conjunto com Israel.

    Trump não detalhou quando pretende encerrar a ofensiva nem se haverá envio de tropas terrestres ao Irã, apesar do reforço militar dos Estados Unidos no Oriente Médio. Também não comentou a situação da relação com a OTAN após críticas recentes à falta de apoio dos aliados.
     
     

    Trump promete atacar Irã com “extrema dureza”nas próximas duas semanas

  • Alta do querosene preocupa setor aéreo e pode afetar voos no Brasil

    Alta do querosene preocupa setor aéreo e pode afetar voos no Brasil

    Aumento anunciado pela Petrobras pressiona custos das companhias aéreas e pode impactar rotas e preços de passagens. Entidade do setor alerta para efeitos da guerra no Oriente Médio e defende medidas para reduzir a volatilidade do combustível

    A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alertou que a alta no preço do querosene de aviação, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, deve trazer “sérias consequências” para o setor no Brasil.

    Na quarta-feira, a Petrobras anunciou um aumento de 54,6% no preço do combustível para abril. Para reduzir o impacto imediato, a empresa ofereceu condições especiais às companhias aéreas: um reajuste inicial de 18% já na próxima semana, com o restante sendo pago em seis parcelas mensais a partir de julho.

    Em nota, a Abear destacou que os preços dos combustíveis no Brasil seguem as variações do mercado internacional, mesmo com cerca de 80% do querosene sendo produzido no próprio país.

    Segundo a entidade, o aumento “tem consequências graves para a abertura de novas rotas e a prestação de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”.

    A associação também defendeu a criação de “mecanismos permanentes” para reduzir a volatilidade dos preços do querosene no Brasil.

    No cenário internacional, o preço do petróleo voltou a subir após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prometeu intensificar ações militares contra o Irã nas próximas semanas.

    O barril do petróleo Brent, referência global, subiu cerca de 5%, ultrapassando os 106 dólares. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançou mais de 4%, chegando a mais de 104 dólares.

    Em resposta à ofensiva militar iniciada por Estados Unidos e Israel, o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural comercializados no mundo.

     

    Alta do querosene preocupa setor aéreo e pode afetar voos no Brasil

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  • Governo federal faz mais duas trocas em ministérios antes das eleições

    Governo federal faz mais duas trocas em ministérios antes das eleições

    Marina Silva (foto) e Renan Filho deixam governo para concorrer em outubro; cerca de 18 dos 37 ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva terão saído dos cargos para disputar as eleições.

    Mais dois ministros do governo federal deixaram formalmente seus cargos nesta quarta-feira (1º). Edição extra do Diário Oficial da União (DOU) trouxe as exonerações de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e de Renan Filho do Ministério dos Transportes.

    Ambos concorrerão a cargos eletivos em outubro. Marina pode sair candidata ao Senado pelo estado de São Paulo, enquanto Renan deve concorrer ao governo de Alagoas, estado que ela já governou.

    No Ministério do Meio Ambiente, o comando passa a ser de João Paulo Capobianco, então secretário-executivo da pasta e braço-direito de Marina Silva.

    Na pasta dos Transportes, quem assume é George Palermo Santoro, que também ocupava o cargo de secretário-executivo, que é justamente o segundo na hierarquia do ministério.

    Ao todo, cerca de 18 dos 37 ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva terão saído dos cargos para disputar as eleições.

    Trata-se de uma exigência da legislação eleitoral, segundo a qual ocupantes de cargos como ministros de Estado, governadores e prefeitos, que pretendem se eleger para outros cargos, têm que se afastar da função no prazo máximo de até seis meses antes da data das eleições. Este prazo, portanto, vence no próximo dia 4 de abril, já que o 1º turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro.

    A exigência da chamada desincompatibilização de cargos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), serve para impedir que haja abuso de poder econômico ou político nas eleições por meio do uso de recursos da administração pública, assegurando a paridade entre os candidatos em disputa.

    A regra também vale para magistrados, secretários estaduais, membros do Tribunal de Contas da União (TCU), dos Estados (TCEs) e do Distrito Federal (TCDF). A norma também se aplica a dirigentes de empresas, entidades e fundações públicas em geral.

     

    Governo federal faz mais duas trocas em ministérios antes das eleições

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  • Marisa registra prejuízo de R$ 70,2 milhões no 4º trimestre

    Marisa registra prejuízo de R$ 70,2 milhões no 4º trimestre

    A companhia segue em um processo de recuperação gradual; reposicionamento da companhia também está focado na cliente de menor renda e ajustes na estratégia de preços e sortimento

    A Marisa registrou prejuízo líquido de R$ 70,2 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo lucro de R$ 5,7 milhões no mesmo período do ano anterior. Apesar do desempenho mais fraco na base anual, a varejista avançou na recuperação ao longo de 2025 e reduziu o prejuízo líquido em 81%, para R$ 59,9 milhões, ante perda de R$ 315,8 milhões em 2024, em meio a ganhos operacionais.

    O movimento foi sustentado pela evolução do resultado operacional. O Ebitda cresceu 198,6% em 2025, para R$ 366,8 milhões, com expansão de 15,9 pontos porcentuais na margem, enquanto a receita líquida avançou 6,5%, para R$ 1,48 bilhão.

    Segundo o presidente da Marisa, Edson Garcia, a melhora reflete os ganhos operacionais ao longo do ano. “A combinação de crescimento de receita, redução de despesas e expansão de margem resulta em um Ebitda mais robusto”, afirmou.

    No último trimestre do ano passado, porém, houve deterioração dos indicadores. O Ebitda recuou 44%, para R$ 67 milhões, enquanto a receita líquida somou R$ 458 milhões no período, queda de 2,2% na base anual, em meio à estratégia de priorizar a rentabilidade.

    A companhia segue em um processo de recuperação gradual. “Foi um trabalho de turnaround que começou lá atrás. Colocamos o trem no trilho e agora é manter disciplina e consistência”, destaca o CEO.

    Foco na rentabilidade

    O reposicionamento da companhia também está focado na cliente de menor renda e ajustes na estratégia de preços e sortimento. Segundo Garcia, a empresa passou por uma fase de reestruturação em 2024 e de estabilização em 2025, com foco agora na rentabilização.

    A companhia também tem avançado na expansão de categorias, com destaque para o segmento infantil, cujas vendas cresceram 53% em 2025 e passaram a representar cerca de 15% da receita, ganhando relevância na estratégia e ajudando a atrair um público feminino mais jovem.

    A dívida líquida da Marisa encerrou 2025 em R$ 277,3 milhões, acima dos R$ 29,7 milhões registrados um ano antes, refletindo a captação de recursos para financiar iniciativas estratégicas. Apesar do aumento, a alavancagem permaneceu em nível considerado confortável, em 0,8 vez a relação entre dívida líquida e Ebitda.

    Os investimentos (capex) somaram R$ 18,9 milhões em 2025, com foco em tecnologia, modernização de lojas e eficiência operacional. Os aportes priorizaram melhorias em sistemas, integração da cadeia de suprimentos e iniciativas voltadas à experiência do cliente.

    Marisa registra prejuízo de R$ 70,2 milhões no 4º trimestre

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  • Megan Thee Stallion é hospitalizada após passar mal em show

    Megan Thee Stallion é hospitalizada após passar mal em show

    Cantora Megan Thee Stallion é levada para o hospital depois de ter se sentido mal durante um espetáculo. As informações foram confirmadas por um porta-voz da rapper e pelo seu cabeleireiro

    Megan Thee Stallion foi levada de emergência para um hospital nesta terça-feira, dia 31 de março, depois de ter se sentido mal durante o seu espetáculo na Broadway, “Moulin Rouge! The Musical”.

    “Durante a apresentação que aconteceu na noite de terça-feira [“Moulin Rouge! The Musical”], a Megan começou a sentir-se muito mal e foi prontamente levada para um hospital local, onde os seus sintomas estão sendo avaliados”, disse o seu porta-voz em um comunicado, citado pelo TMZ e por outros meios de comunicação. 

    Na mesma nota teria acrescentado ainda que “iriam compartilhar novas atualizações assim que as tivessem mais informações”.

    No X (antigo Twitter) foi ainda compartilhada uma nota pelo cabeleireiro da artista, Kellon Deryck. “Rezem todos pela Megan, estamos todos no hospital”, escreveu. As reações à publicação foram várias e alguns internautas questionaram se tais informações eram ou não verdadeiras, até porque a publicação foi feita no dia 1 de Abril (Dia da Mentira).

    A People acrescenta que a correspondente de notícias de entretenimento Loren LoRosa disse no X que estava na plateia, tendo relatado que Megan surgiu em palco “em algumas cenas iniciais”, mas “simplesmente pararam o espetáculo no meio, pediram desculpa ao público e disseram para ficarem lá dentro e sentados”. 

    Depois acrescentou que o espetáculo continuou com uma outra artista que substituiu Megan no restante espetáculo. 

    A People recorda que foi em fevereiro que foi anunciada a estreia de Megan na Broadway no papel de Zidler, numa temporada limitada de oito semanas, que começou no dia 24 de março. Irá estar em cartaz no Al Hirschfeld Theatre, em Nova York, até 17 de maio.

    “Subir ao palco da Broadway e me juntar à equipa do “Moulin Rouge! The Musical” é uma honra”, disse anteriormente Megan Thee Stallion em um comunicado. “Acreditei sempre em me desafiar criativamente, e o teatro é definitivamente uma nova oportunidade que estou feliz por abraçar”, acrescentou. 

    “A Broadway exige um nível diferente de disciplina, preparação e narrativa, mas estou pronta para o desafio e mal posso esperar para que as Hotties vejam um novo lado meu.

    Megan Thee Stallion é hospitalizada após passar mal em show

  • Brasileiro feminino: Bahia derrota América-MG e assume 3ª colocação

    Brasileiro feminino: Bahia derrota América-MG e assume 3ª colocação

    Com gols de Dany Silva, Raquel e Cássia o Bahia derrotou o América-MG por 3 a 1, nesta quarta-feira (1) no Estádio de Pituaçu, em Salvador, pela 6ª rodada da Série A1 do Campeonato Brasileiro de futebol feminino.

    Graças ao triunfo em casa, as Mulheres de Aço assumiram a terceira colocação da classificação com doze pontos. Já as Spartanas permanecem na lanterna da competição após o revés, com apenas um ponto conquistado.Superior durante todo o confronto, o Bahia abriu o marcador logo aos 7 minutos do primeiro tempo, com a meio-campista Cássia. O América-MG chegou a igualar o placar aos 23, com Dani Ortolan em cobrança de pênalti. Porém, após o intervalo, as Mulheres de Aço confirmaram a vitória com gols de Raquel, aos 33, e de Dany Silva, já aos 48.

    Quem também triunfou como mandante nesta rodada do Brasileiro Feminino foi o Fluminense. Jogando no estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, o time das Laranjeiras derrotou o Juventude por 1 a 0 graças a um gol de Raquel Fernandes. A vitória levou a equipe carioca aos 11 pontos, na 6ª colocação. Já as gaúchas permaneceram com quatro pontos, na 16ª colocação.

     

    Com a recomendação de pena máxima, Douglas Schwartzmann e Mara Casares foram encaminhados para exclusão do quadro associativo do São Paulo

    Folhapress | 20:00 – 01/04/2026


    Brasileiro feminino: Bahia derrota América-MG e assume 3ª colocação

  • Dólar retoma nível pré-guerra e Bolsa sobe com possível acordo com Irã

    Dólar retoma nível pré-guerra e Bolsa sobe com possível acordo com Irã

    O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,157, com queda de R$ 0,022 (-0,43%); movimento foi reforçado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o país deve encerrar a guerra contra o Irã em breve

    O dólar voltou a níveis anteriores à guerra no Oriente Médio, e a bolsa fechou em leve alta nesta quarta‑feira (1º), em um pregão marcado pelo maior apetite ao risco global. Investidores reagiram a sinais de que os Estados Unidos e o Irã podem avançar para um acordo que leve ao fim do conflito, reduzindo temores sobre energia, inflação e fluxos financeiros internacionais.

    O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,157, com queda de R$ 0,022 (-0,43%). Pela manhã, a moeda encostou em R$ 5,17 por diversas vezes, mas acelerou a queda durante a tarde, chegando a R$ 5,14 por volta das 14h.

    A cotação está em níveis semelhantes aos da última semana de fevereiro, antes da escalada militar no Oriente Médio.  A divisa cai 1,42% na semana e 6,06% no acumulado do ano.O movimento foi reforçado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o país deve encerrar a guerra contra o Irã em breve, admitindo a possibilidade de apenas “ataques pontuais” se necessário. As falas alimentaram a expectativa de cessar‑fogo, apesar de o governo iraniano negar oficialmente ter feito qualquer solicitação nesse sentido.

    No exterior, o dólar também operou em baixa. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana diante de uma cesta de seis divisas fortes, recuava no fim da tarde, refletindo ganhos de moedas emergentes como o real, o peso chileno e o peso mexicano.

    Bolsa

    O mercado de ações agiu com mais moderação em relação à possibilidade de fim do conflito. O índice Ibovespa, da B3, fechou a quarta-feira aos 187.953 pontos, com alta de 0,26%.

    A valorização foi puxada principalmente por ações do setor financeiro e por empresas mais sensíveis à atividade doméstica e aos juros, em um ambiente visto como mais favorável a cortes adicionais da Taxa Selic (juros básicos da economia), caso o cenário externo siga menos turbulento.

    Petróleo

    Pelo segundo dia consecutivo, o petróleo fechou em queda, refletindo a aposta de que o conflito possa caminhar para uma solução diplomática, com redução dos riscos de interrupção da oferta, especialmente no Estreito de Ormuz.

    O contrato do WTI para maio cedeu 1,24%, encerrando a US$ 100,12 o barril, enquanto o Brent para junho, referência para o mercado brasileiro, caiu 2,70%, para US$ 101,16. Durante o pregão, o Brent chegou a ser negociado abaixo dos US$ 100.

    Apesar do alívio recente, os preços do petróleo continuam elevados e sensíveis a novos desdobramentos políticos e militares. Dados de estoques nos Estados Unidos ajudaram a conter perdas mais acentuadas, mas o mercado permanece atento ao pronunciamento de Trump, previsto para a noite, e a qualquer sinal concreto sobre a normalização das rotas de transporte no Oriente Médio.

    *Com informações da Reuters

    Dólar retoma nível pré-guerra e Bolsa sobe com possível acordo com Irã

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  • STF julga se Jair Bolsonaro podia bloquear cidadãos em contas oficiais nas redes sociais

    STF julga se Jair Bolsonaro podia bloquear cidadãos em contas oficiais nas redes sociais

    O caso foi apresentado ao STF pelo jornalista William de Luca Martinez em 2020, que pediu à Corte o desbloqueio de seu perfil, alegando que a medida representou censura e abuso de poder

    O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou o julgamento de duas ações que discutem se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderia bloquear cidadãos de suas redes sociais oficiais enquanto ainda ocupava o cargo de presidente da República. Os casos são relatados pela ministra Cármen Lúcia e pelo ministro André Mendonça e devem ser analisados no dia 20 de maio.

    Um dos mandados de segurança analisa se Bolsonaro poderia bloquear um cidadão em sua conta no Twitter (agora, X) sem violar direitos fundamentais. O caso foi apresentado ao STF pelo jornalista William de Luca Martinez em 2020, que pediu à Corte o desbloqueio de seu perfil, alegando que a medida representou censura e abuso de poder.

    O jornalista afirmou que “a participação popular não se esgota no exercício do sufrágio, mas, sim, na prática cotidiana de acompanhar os passos que o governo está dando, fiscalizá-lo, criticá-lo ou sugerir quais medidas devem ser tomadas”.

    “O que só é possível no exercício pleno dos direitos ao acesso à informação, à liberdade de manifestação do pensamento, à liberdade de expressão de comunicação, para se informar e informar, mediante atividade jornalística”, disse.

    A defesa do ex-presidente justificou, na época, que Bolsonaro, assim como qualquer outro cidadão, teria o direito assegurado “de ter uma conta particular na rede social que lhe aprouver, bem como expressar sua opinião, compartilhar postagens, entre outros, decidindo acerca de seus contatos e seguidores”.

    Já o segundo caso foi apresentado pelo advogado Leonardo Medeiros Magalhães, também em 2020. Ele pediu na ação o desbloqueio de sua conta no Instagram e o reconhecimento de seu direito de interagir com o perfil de Bolsonaro, que era o presidente da República.

    O advogado sustentou que o bloqueio é uma “afronta constitucional ao mais caro direito fundamental do cidadão, a livre manifestação do pensamento”. Para Leonardo, o Tribunal deveria julgar “procedente todos os termos desta ação mandamental, sob pena de vivenciarmos uma ditadura virtual, o que custaria muito caro para o nosso recém-nascido Estado democrático”.

    Bolsonaro em sua defesa replicou o argumento de que sua conta no Instagram é de natureza privada, e que, como qualquer cidadão, tem o direito de decidir quem pode segui-lo ou interagir com suas publicações.

    “O pedido do impetrante viola o princípio da legalidade, não sendo o impetrado obrigado a fazer o requerido pelo impetrante, diante de ausência de normativo legal que obrigue qualquer cidadão a ter contato em rede social com quem não queria”, disse a defesa do ex-presidente.

    STF julga se Jair Bolsonaro podia bloquear cidadãos em contas oficiais nas redes sociais

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  • Votação pela expulsão de diretores do caso de camarote do São Paulo é marcada

    Votação pela expulsão de diretores do caso de camarote do São Paulo é marcada

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A votação no Conselho Deliberativo do São Paulo pela expulsão de Douglas Schwartzmann e Mara Casares tem data marcada: dia 8 de abril. Presidente do casa, Olten Ayres de Abreu definiu a data do pleito nesta terça-feira (31).

    A pauta, encaminhada a Olten após recomendação unânime da Comissão de Ética pela expulsão da dupla, é pela saída de ambos não só do Conselho, mas também do clube.

    A decisão foi anunciada por Luiz Braga, relator responsável pelo caso. Os cinco membros da Comissão decidiram pela pena máxima.

    Com a recomendação de pena máxima, Douglas Schwartzmann e Mara Casares foram encaminhados para exclusão do quadro associativo do São Paulo. O caso de Douglas envolve também a perda de mandato, visto que o ex-diretor adjunto da base é conselheiro vitalício do clube.

    Já Mara Casares renunciou ao cargo de conselheira eleita em dezembro de 2025, em meio ao auge da repercussão do caso. A Comissão encaminhou a ex-diretora feminina, cultural e de eventos do São Paulo para exclusão do quadro de sócios.

    O quórum para aprovação é de maioria qualificada da casa -ou seja, dois terços dos 254 conselheiros aptos, hoje, ao voto, e a votação, fechada.

    RELEMBRE O CASO

    Schwartzmann e Mara Casares protagonizaram um áudio no qual falam de uma suposta comercialização ilegal de ingressos de um camarote para o show da cantora Shakira, que ocorreu em fevereiro do ano passado, no Morumbis. Ambos seguem afastados e alvos de sindicância interna.

    O nome do Marcio Carlomagno, considerado internamente o ‘braço direito’ de Casares, indicado pelo mandatário como superintendente geral do clube no CT da Barra Funda e até então principal nome da situação política para a eleição presidencial do clube em 2026, também foi citado no áudio.

    Douglas reconhece que a operação foi clandestina, afirma que Carlomagno tinha conhecimento dos fatos e demonstra preocupação com os reflexos internos no clube, incluindo o risco de punições e desgaste político para os envolvidos.

    O camarote envolvido é o 3A, localizado no setor leste do estádio e registrado nos sistemas internos como “sala da presidência”.

    Mara Casares teria recebido de Carlomagno o direito de uso do camarote 3A do estádio e repassado o espaço para exploração comercial no show de Shakira, em fevereiro. A venda dos ingressos ficou a cargo de Rita de Cássia Adriana Prado, que faturou cerca de R$ 132 mil com entradas de até R$ 2.100.

    O caso avançou para a esfera judicial após Adriana acionar uma empresa parceira por suposta apropriação de ingressos sem pagamento. Com o boletim de ocorrência e o processo em andamento, Douglas Schwartzmann e Mara passaram a pressioná-la para retirar a ação.

    O escândalo foi o que fomentou o afastamento dos diretores, alvos de auditorias interna e externa, bem como o processo de impeachment que culminou na renúncia de Casares à cadeira de presidente. Carlomagno acabou tendo demissão encaminhada dois dias depois de Harry Massis Júnior assumir a presidência do clube.

    Votação pela expulsão de diretores do caso de camarote do São Paulo é marcada

  • Guerra contra o Irã é desnecessária e baseada em mentira, diz Lula

    Guerra contra o Irã é desnecessária e baseada em mentira, diz Lula

    Presidente reforçou alerta sobre impactos nos preços dos combustíveis e que a expectativa do governo é publicar que cria um subsídio ao diesel importado, com desconto de R$ 1,20 por litro

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira (1º) a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, classificando o conflito como “desnecessário”. Lula disse ainda que é “mentirosa” a justificativa usada pelos dois países sobre o desenvolvimento de armas nucleares por parte da nação persa.

    “Os Estados Unidos da América do Norte se meteram a fazer uma guerra desnecessária no Irã, alegando que, no Irã, tinha arma nuclear ou que estavam tentando fazer arma nuclear. É mentira”.

    “Eu digo que é mentira porque eu fui, em 2010, ao Irã, fazer um acordo. E fizemos um acordo que, depois, os EUA não aceitaram nem a União Europeia. Fizemos um acordo para que o Irã pudesse enriquecer o urânio com os mesmo métodos que o Brasil, porque, aqui, nossa Constituição diz que a gente só pode utilizar para fins pacíficos”, afirmou o presidente em Fortaleza, durante entrevista ao vivo à TV Cidade.

    Lula fez menção ao último ano de seu segundo mandato, quando, durante uma visita oficial ao Irã, costurou um acordo sobre enriquecimento de urânio para fins energéticos e não militares. O acordo acabou fracassando pela falta de apoio do governo dos EUA, comandado na época por Barack Obama.

    “Não tem arma nuclear lá. Ou seja, se tem uma divergência política entre Israel, Estados Unidos e Irã, não precisava terminar em guerra. Eles achavam que tinham acabado a guerra porque mataram o Khamenei. Não acabaram a guerra. O Irã é um país com quase 100 milhões de habitantes e uma cultura milenar”, acrescentou o presidente.

    Preço do diesel

    Lula voltou a manifestar preocupação com a escalada no preço do óleo diesel no Brasil, que depende da importação de 30% do que consome.

    Impactado pela volatilidade do preço do petróleo no mercado internacional, o combustível é a base do transporte rodoviário de cargas, o que atinge cadeias produtivas de alimentos e produtos.O presidente reforçou que está em curso um monitoramento para identificar aumentos abusivos e que o governo tomou todas as medidas possíveis para conter o encarecimento.

    “Nós estamos, com a Polícia Federal, com todos os Procons dos estados, fiscalizando, e vamos ter que colocar alguém na cadeia. [A fiscalização] está ativa, minha ordem é para estrada, posto de gasolina”.

    “A Petrobras baixa o preço, mas não chega na bomba. Quando a gente tinha a BR Distribuidora, podia chegar na bomba, porque o posto era nosso”, observou Lula, comparando a situação atual com a que existia antes da privatização da BR Distribuidora, no governo Bolsonaro.  

    A expectativa do governo federal é publicar, ainda nesta semana, uma medida provisória (MP) que cria um subsídio ao diesel importado, com desconto de R$ 1,20 por litro.

    A informação foi confirmada nesta terça-feira (31) pelo ministro Dario Durigan, que afirmou que o governo tenta garantir a adesão de todos os estados antes da publicação.

    A proposta prevê que o custo total de R$ 3 bilhões, ao longo de dois meses, seja dividido igualmente entre a União e os estados.

    A iniciativa tem como objetivo conter a alta dos combustíveis e evitar riscos de desabastecimento, diante da defasagem entre os preços internos e o mercado internacional. Cerca de 80% dos estados brasileiros já indicaram adesão à proposta de subsídio ao diesel importado, segundo o Ministério da Fazenda.

    Um mês de guerra

    Os ataques combinados de Estados Unidos e Israel contra o território iraniano completaram um mês nesta semana, ainda sem perspectiva concreta de um acordo que ponha fim ao conflito.

    Autoridades importantes do país persa estão entre os mortos, incluindo o líder supremo, Ali Khamenei.

    O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota controlada pelo Irã por onde circulam cerca de 20% dos carregamentos de petróleo no mercado internacional. Como consequência, o preço no barril já aumentou cerca de 50%. Pesquisadores já apontam riscos ambientais e climáticos associados ao conflito.

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